Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Todos nós temos visto todos os dias e todas as noites, explosões, brigas e agressões que infestam a programação da televisão brasileira. Segundo muitos analistas, os efeitos são nefastos. Alguns atribuem às pancadarias da TV uma parcela da responsabilidade pelo recrudescimento da criminalidade urbana. Há aqueles que consideram tudo uma mera demonstração de mau gosto; há os que de divertem e, finalmente, existem os que não se incomodam.
A sociedade, ou melhor, o ser humano é construído através da mimese, da imitação de seus entes queridos e próximos. Não deixa de ser o que ocorre no caso da TV. Mas não apenas pelo público, que repete o que vê na TV protagonizado por seus ídolos. De outro lado, existe a TV que é feita pelos mesmo concidadãos que construíram a sociedade tal qual ela é na atualidade.
O homem cresce imitando os pais, as crianças de hoje suas babás eletrônicas. Em qualquer dos casos a violência já pré existia. Pensar que um programa como o do Ratinho ou Casos de Família mostrem brigas familiares e tenham audiência e ainda responsabilizá-los por crimes é estapafúrdio. No mínimo uma tentativa de fugir da real motivação sociológica da violência generalizada que assola o país há décadas. Com a palavra o IBGE.
Perguntar o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha? Seria o mesmo neste caso. A televisão é violenta porque se espelha na realidade ou a realidade é violenta porque se espelha na televisão? É hipócrita e só não vê quem não quer. O problema da violência no país não é televisão, é educação!
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