sábado, outubro 21, 2017

Jogo sexual polêmico vira febre: A hora de molhar o biscoito, literalmente!

Resultado de imaxes para Cookie OokieBiscoito Molhado, ou como se tornou popular na Grã-Bretanha e EUA, Cookie Ookie é um jogo sexual entre rapazes que se tornou febre na América do Norte como rito de batismo ou mera diversão em repúblicas e residencias universitárias. Também conhecido na Austrália SAO Úmido, devida a uma famosa marca de biscoitos no país de mesmo nome.

A brincadeira consiste em formar-se uma roda de jovens a masturbar-se sós ou com a ajuda do rival, pois o ganhador é aquele que gozar primeiro, e o perdedor é o último a ejacular. E claro como todo jogo pícaro entre homens há um castigo para o perdedor. No caso do "Biscoito Molhado" é o último a chegar ao orgasmo obrigado a comer o biscoito recoberto com o sêmen de todos os demais que tiveram a habilidade de ejacular antes dele.

Este jogo inusual já foi citado e insinuado em novelas britânicas e também em algumas séries e filmes.

Como é bem sabido, muitos jovens (sobretudo homens) descobrem ou desfrutam a sua sexualidade em grupo com mais amplitude e liberdade. O famoso dito: O que faça entre amigos fica entre amigos. A masturbação entre homens, por exemplo, como se sabe é muito comum e não consiste em nenhuma consequência negativa, tão-pouco em grupo. E muitas vezes é um ato de parceria e liberdade, atualmente praticado por adolescentes no Brasil, e intitulada de brotheragem.

Biscoito Molhado não é mais que um ritual, sem que este por conseguinte caracterize um ato de homossexualidade. Para se jogar é simples e bastam as ganas, um grupo de homens e um biscoito ao centro da roda que se forma.

Segundo estudo da Universidade de Nova York, 3,5% dos homens heterossexuais já tiveram relações sexuais não casuais com pessoas do mesmo sexo. Muitas destas prácticas ocorreram durante a juventude, sobre tudo entre amigos, pois assim eles o vem como uma maneira de manter a tal conduta em segredo. Outros afirmaram ser algo sem importância e que buscavam practicar sexo sem compromisso ou por competição entre amigos.

A respeito das prácticas que englobam o também chamado Brojob(termo que começa a se popularizar apenas nos EUA), cuja palavra provém de brother(irmão) e blow job(jogo de felação), se entende que está permitido masturbar também um ao outro, o sexo oral e incluso a estimulação anal. Pois vale de tudo para se ganhar o jogo que na variante norte-americana pode ser ganha também pelo que resista mais tempo a ejacular. 

Mas o que está expressamente proibido são os beijos, já que não se trata de uma relação emocional ou afetiva, mas sim um jogo simplesmente. Um campo de provas e experimentação, aonde toda conotação sentimental está fora de lugar. Embora resulte curioso, se pensarmos que entre meninas, é bastante habitual que amigas se beijem entre si.

Claro que muitos podem pensar que isto são casos isolados. Mas o jogo é tão comum que em 2015 Jane Ward publicou um livro chamado Not Gay - sexo entre homens brancos heterossexuais. A ideia do livro era de recompilar informação sobre as relações entre homens heterossexuais que não se identificavam  sequer como bissexuais ou curiosos.

Por qué no se trata de homossexualidade?

Ter prácticas homossexuais não fazem com que uma pessoa seja homossexual. Essa ideia é ultrapassada, retrógrada e limitadora. Para a sexóloga Nayara Malnero "temos que diferenciar as prácticas sexuais, das orientações sexuais e também dos sentimentos.

Um ato como o de relacionar-se com sexualmente com alguém de mesmo gênero ou sexo por provar  ou experimentar não significa que a partir desse momento automaticamente você mude sua orientação sexual. Isso dependerá sobre tudo para quem se inclinem o seu desejo e seus sentimentos. Ser homossexual significa que te apaixonas por e de pessoas de mesmo sexo. 

Que nos tenham ensinado que amor e prácticas sexuais são vinculantes, ligadas irremediavelmente, não quer dizer que seja assim, especialmente para a maioria dos homens, que por esse mesmo fator sociológico dá menor importância ao ato sexual e geralmente o separa mais facilmente do amor dito romântico.

Não há motivo real para deixar de provar e experimentar o que deseje, ou possa vir um dia a desejar. O Biscoito Molhado nada mais é que uma forma de levar a cabo determinadas prácticas sexuais entre iguais. Deveria se que produzir algo mais desta experiência? Estranho seria o contrario. Raro seria a auto-censura.

sábado, setembro 30, 2017

Suicídio é imoral?

Resultado de imaxes para suicídioO suicídio é nada mais que um ato de coragem. Um ser quando passa por momentos muito difíceis e pensa que nada mais pode dar certo... O seu primeiro e natural pensamento qual é? Nós vivemos em uma época muito difícil e muito superficial. A depressão é a ordem do dia... A única coisa que nos sobrou de humanos. Cercar-se de pessoas positivas, se é que existem, seria uma solução. Mas o positivismo é burro e démodé.

Não acredito que o suicídio seja um ato de covardia, em contrapartida, que a decisão de não voltar, relaxa. Embora não valha a pena dar a sua vida para nada, nem por ninguém.

Quanto às outras questões de quem está sofrendo, que não tem qualidade de vida, nem para a sua saúde, não é a vida mais que puro e mero sofrimento. Quando uma pessoa quer cometer suicídio, mostrar que os seus problemas são normais e ao mesmo que por pessoas piores do que (ele) sem motivos racionais terem maior êxito na vida, uma enorme frustração e censo de injustiça sócio-cultural. 

Mas se você não tem capacidade físico-psíquica para fazê-lo (suicidar-se), de qualquer maneira, tentando argumentar para si mesmo que não vale a pena, você estará se acovardando. Tornando-se mais um na multidão de frouxos. Não!!! Mas o livre arbítrio para isso está. Fazer o que acredites que deva, mas também sendo responsável único por seus atos, assumindo então todas as consequências é o que as pessoas não fazem atualmente.

O suicídio está situado fora de qualquer conceito: "moral ou imoral", porque quando um chega a essa instância, fora de seu controle emocional e racional. Talvez se deva ser mais forte para encontrar a paz. Nunca pensamos que agora possamos estar vivendo nossos últimos momentos. Esse dilema único e cabal deve ser um ato de reflexão.

Somos piegas, somos bregas, somos preconceituosos, somos conservadores. Sou. Diga tudo isso bem alto agora. Reconhecer-se é necessário. Grite na janela já! Sou piegas, sou brega, sou preconceituoso, sou conservador. Allende e Vargas o fizeram, porque você se acha melhor que eles?

sexta-feira, setembro 29, 2017

LGBTs e a esquerda, conflito eterno ou refluxo histórico?

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Quando a dita esquerda passou a incorporar a agenda LGBT? Uma espécie de mutatis mutandis do que fora há um século o início do fascismo é o que se apercebe no cotiano do ocidente na atualidade e taxada como de ultra-direita. Não façamos comparações com o oriente, tão complexo e heterogéneo, para não incorrer no erro de ramificar demais esse artigo e dissipar o foco. Este que por si só é multifocal por ende. Mas a pergunta que não quer calar é: Quando o socialismo deixou de ser homofóbico? Ainda hoje na Rússia é difícil e perigoso organizar uma simples Parada Gay ou uma manifestação pelos direitos dos homossexuais, similaridade recorrente em grande parte dos países pós-soviéticos.

A resposta a provocação talvez não seja apenas uma. Em um mundo aonde ondas conservadoras se alastram podemos hoje surtar e simplesmente não recordar que bandeiras empunhadas hoje por reacionários. Sim sabemos que o Brasil tem uma bancada evangélica e homófoba, ruralista arcaica, neonazista e fervorosa; e que juntas a falta de educação do povo são uma bomba contra minorias. Mas a história política mundial sempre foi pendular, e assim segue. Quem pensaria que na terra da Revolução à Francesa surgiria o monstro Marine Le Pen? Que no bastião da democracia remanesceria ao poder um Trump? Que na democrática, pós-nazista, Alemanha uma AfD com discurso fascista ultrapassaria os 10%?

Não obstante a algumas décadas poloneses, checos, húngaros e búlgaros após pertenceram aos russos em sua gigantesca maquina outrora chamada União Soviética, eliminaram o artigo que criminalizava relações entre pessoas do mesmo sexo em 1968. Até Boris Yeltsin removeu o artigo russo sobre isso em 1992, após a perestroica e outras "aberturas" na nova Rússia. A Romênia, por outro lado, aumentou a pena para algo entre dois e sete anos em 1997 e criminalizou a "propaganda" gay, mas logo anos depois passou a descriminalizar atos homossexuais para integrar a União Europeia. Algo que na atual Russia parece ser impossível lei com a ascensão do reacionário, Vladmir Putin, que em seu governo tem reconhecimento mundial de atos contra as liberdades individuais, a oposição e a comunidade LGBT.

É tão complexa a cronologia da legalidade LGBT no mundo que necessitaríamos meses e meses a detalhar como cada país e seus regimes foram avançando e retrocedendo e novamente avançando e retrocedendo quanto ao tema. Mas algo que podemos realmente perceber é que tanto nos países liberais de hoje e ontem, quanto nos socialistas a questão das liberdades individuais e sexuais são moeda de troca e fator de uso político. Hoje em Cuba mesmo ainda sendo um país auto-proclamado socialista e considerado fechado se pode ver autorizadas operações de mudança de sexo no seu sistema gratuito e universal de saúde, embora em países democráticos e neoliberais sejam moeda de troca em votações no congresso e bandeiras de campanha tanto pró com em contra.

Mas o hoje não apaga o passado. Em entrevista ao site Opera Mundi, Mariela Castro, filha Raúl e sobrinha do ex-comandante Fidel, declarou que: "A homofobia institucionalizada dos primeiros anos da Revolução refletia uma realidade e estava em consonância com a cultura da época. Zombar dos homossexuais era algo normal, assim como depreciá-los ou denegri-los. Era normal discriminá-los no mercado de trabalho, em sua vida profissional, e esse era o aspecto mais grave." e ainda lembra um dos períodos mais duros para os homoafetivos quando "No Congresso Nacional de “Educação e Cultura”, em 1971, foram estabelecidos parâmetros exclusivos contra pessoas com orientação sexual distinta do que se considerava a regra. Até 1976, data em que foi criado o Ministério da Cultura. Com a adoção da nova Constituição naquele ano, essa resolução que separava homossexuais dos mundos da educação e da cultura foi declarada inconstitucional e eliminada. Foi então adotada outra política em nível educacional e cultural."

Nos híbridos anos 70 as transmutações no pensamento quanto a homossexualidade só são contadas do lado de cá do Muro de Berlim. Mas um dentre poucos que adentraram ao mundo pós-marxista,  sem negá-lo fora o prestigiado O homem e a mulher na intimidade[Lisboa: Editorial Caminho, 1983], de Sigfred Schnabel, publicado originalmente em 1979 na Alemanha Oriental, que foi um best seller em vários países de doutrina socialista, afirmava que a homossexualidade não era uma doença. Sendo um dos primeiros autores científicos a demonstrar isso com repercussão em Cuba e países alinhados a União Soviética.

O homossexualismo(termo usado à época e já em desuso) era visto, como um crime e um ato contra-revolucionário, ou mesmo uma patologia psiquiátrica nas repúblicas socialistas baixo o comando de Moscou. O indivíduo era visto como sujeito de uma verdadeira perversão, com infantilismo psíquico, defeito orgânico e distúrbio hormonal. No art. 121 do código penal soviético se previa, de fato, a reclusão de até cinco anos, com a possibilidade de agravante de até oito anos em casos de prática mediante coação, de relações com menores de idade, e mediante violência. Muitas vezes o aprisionamento era convertido em trabalhos forçados em um dos muitos gulag, onde os homossexuais sofriam humilhações e "pestaggi", mesmo por parte de outros condenados.

Nos gulag acabavam milhões de pessoas pelos mais variados motivos, empregados muitas vezes em obras faraônicas, como o Canal do Mar Báltico. Os internados morriam de cansaço, de frio, de doenças, de espancamento e de fome, escavando nas minas ou desmatando as zonas perdidas da Sibéria. Se denominavam gulag o sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos, presos políticos e qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime na União Soviética (todavia, a grande maioria era de presos políticos; no campo Gulag de Kengir, em junho de 1954, existiam 650 presos comuns e 5200 presos políticos).

Sempre devemos relativizar ou situar o contexto histórico, mas sem ser piegas. O escritor francês André Gide realizou uma viagem a União Soviética em 1936, com um companheiro e voltou profundamente abalado e escreveu dois livros sobre sua experiência. O primeiro em tons mais sutis e o segundo mais objetivo sobre a miséria social e ausência de liberdade de expressão na URSS. Os comunistas e seus aliados voltaram-se violentamente contra ele, atribuindo insinuações e falando de seus problemas com a "moral" e sua devoção a homens mais jovens.

Mas podemos revolcar o início da União Soviética, quando em 1918, após o triunfo da Revolução Bolchevique, a homossexualidade foi descriminalizado em todo o território da União Soviética. Desse modo, a URSS se tornou, por quase uma década, o primeiro país a "aprovar" práticas não heterossexuais. Embora em boa parte do mundo a prática fora condenada. Com a chegada de Stalin ao poder intensificou-se e perseguição aos gays a partir de 1934 passou a ocorrer fortemente até os primeiros anos da década de 1980. Calcula-se que aproximadamente 50 mil homossexuais tenham sido condenados sumariamente, e muitos deles morreram em campos de concentração. 

Até à época de Pedro, o Grande, a homossexualidade, na Rússia, era tolerado mesmo se sancionada pela Igreja Ortodoxa com penitências. Apenas em 1706 foi instituída a fogueira para qualquer um que fosse descoberto em uma relação homossexual, e no ano de 1917 aconteceu a Revolução de Outubro e, graças à intervenção dos cadetes (KD, Partido dos constitucionalistas democráticos), a homossexualidade foi finalmente descriminalizada. Os Bolchevique se demonstraram contrários a esta nova forma de liberdade, por sua postura postura sexófoba. 

No "Congresso Mundial da Liga pelas Reformas Sexuais", em Copenhague em 1928 se discutira abertamente o tema da homossexualidade, e seguindo esta linha ainda em 1930 Mark Serejskij, perito médico, descreveu na Grande Enciclopédia Soviética que "a legislação soviética não reconhece crimes ditos contra a moral. As nossas leis partem do princípio da defesa da sociedade, e portanto preveem uma punição somente naqueles casos nos quais o objeto de interesse homossexual seja uma criança ou um menor de idade."

E se podemos trazer uma dialética materialista a ainda e talvez longínqua discussão entre polos de esquerda a direita, Cuba, hoje em dia proporciona gratuitamente a cirurgia de mudança de sexo aos transgêneros, reconhece legalmente as uniões civis entre homossexuais, etc; e os Estados Unidos, Coréia do Norte, Arábia Saudita, China, a nova Rússia ultra-neoliberal e muitos outros países não. Temos também na atualidade países que perseguem LGBTs querendo fazer parte da União Europeia. Vivemos um mundo mega-multi-polar e neste devemos nos situar, todavia sem perder o rastro de pólvora da história. Os direitos dos cidadãos necessitam ultrapassar a discussão das bandeiras ideológicas para avançar, mas nunca podem se excluir das lutas sociais. Um ser humano pode ser ao mesmo tempo de direita ou esquerda, esta é uma questão programática e de envergadura particular, e sem embargo ser ao mesmo um excluído por outras motivações quanto a etnia, credo e orientação sexual.

O outro lado da bandeira colorida

Resultado de imaxes para gays socialistasÉ de conhecimento na atualidade que em muitos países homossexuais e transgêneros reivindicam seu espaço e voz em movimentos de direita. Esta é uma vertente cada vez mais visível.

Em muitas rodas de discussão se esbravejam pontas extremas de um iceberg. Se de um lago LGBTs de direita recriminam as perseguições históricas e atuais de regimes auto-proclamados comunistas, socialistas e similares; em um outro campo ideológico LGBTs parte atuante na atual militância de esquerda vem que a direita atual tem como retórica a exclusão desta comunidade.

O impasse fica ainda maior quando se nota que ambas militâncias por muitas vezes não sabem se para a sua luta como seguimento de classe lhes poderá vir a convir mais um lado que outro. 

Dentro das 4 letrinhas da sigla do arco-íris os homossexuais homens, geralmente mais consumistas e individualistas,  pendem ao discurso da direita neoliberal que parece englobar o seu grito de liberdade sexual e individual a possibilidade de ascensão social. As homossexuais mulheres surgem como majoritariamente nas fileiras ligadas as esquerdas e de militância social, geralmente com um perfil mais próximo ao discurso feminista. Claro que exceções de ambos lados existem, como Tammy/Tommy Gretchen, que já teve candidaturas pelo PP. Mas dentro do "mundinho" LGBT há também preconceitos com setores da comunidade que poderiam com um pouco de conscientização serem superados. Todavia não esqueçamos que boa parte desta geração foi educada e criada por uma anterior que não viveu em democracia plena.

Por Nando Schweitzer, Jornalista, Diretor Teatral e provocador nas horas vagas

sábado, setembro 16, 2017

Espetáculo garante devolução de ingresso em comemoração à seus 20 anos

Bacalhau Regado ao Vinho 2.0

 Com um slogan agresivo e provocante "Mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta" a Companhia Teatral A Tribo da Arte de Florianópolis retoma suas atividades sob a direção de Nando Schweitzer. Bacalhau Regado ao Vinho se inspira em dramaturgos da commedia dell´arte como Molière e Bertolt Brecht, priorizando o espetáculo no ator e fará sua estreia na próxima quinta(21) no TAC.
 
Maria de Fátima, interpretada nesta temporada pela jornalista e atriz Ju Linhares, é uma dona de casa portuguesa que começa a desconfiar que seu marido (Nando Schweitzer) tem um caso extraconjugal com uma misteriosa mulher. Em meio a esta tormenta, ela começa também a descobrir a sexualidade de seu filho mais novo. O que ela ainda não sabe é que a tal mulher misteriosa (Ca Schmidt) está muito próxima de sua família e é sua melhor amiga, e que seu filho Vasco(Luca Gislon) está loucamente apaixonado pelo filho de sua vizinha Lucinda. Desenlaça-se no decorrer do espetáculo um interessante triângulo amoroso juvenil entre os filhos dos protagonistas que serve de recheio e causa muita graça no público.
 
Com 7 personagens ao todo a peça rebatizada como Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 trata de temas ecléticos além da trama central, tais como: o amor na adolescência, a hipocrisia na sociedade moderna, sexualidade e a ética. Ambientada em Lisboa e falada em Português de Portugal, além de inovar como proposta cênica, leva ao público o gostinho de estar na terrinha de nossos patrícios.
 
Serviço
 
O quê: Bacalhau Regado ao Vinho 2.0
Quando: Quinta feira 21/09/2017, às 20h.
Ingresso: R$ 30 inteira e R$ 15 meia-entrada.
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho – Rua Marechal Guilherme, nº 26  – Centro – Florianópolis/SC 
Informações: (48) 3665-6400 
Bilheteria: Diariamente (incluindo domingos e feriados), das 13h às 19h. Após este horário, venda somente para o espetáculo realizado no dia e no Teatro Álvaro de Carvalho, se houver.

Elenco de actores estelares: Ju Linhares, Nando Schweitzer, Luca Gislon, Yasmin Krug, Donatan Alves, Camila Sdmith, Yann Rocha
ROTEIRO e DIRECÇÃO: NANDO SCHWEITZER
TÉCNICA: BRYAN LACERDA 

Além de Bacalhau, Nando trabalha em outras duas peças teatrais – a remontagem da comédia romântica Juan & Marco e que estreará em Outubro em Buenos Aires, a adaptação do texto original chileno, Cepillo de Dientes(Escova de Dentes), de Jorge Díaz e a remontagem de Somente Tu e Eu que estará sendo produzida simultaneamente com dois elencos, um no Brasil e outro na Argentina.

terça-feira, julho 25, 2017

O brasileiro desconhece o seu próprio país, afirma pesquisa

Imaxe relacionada
Um estudo Perils of Perception (Perigos da Percepção) do Instituto Ipsos Mori, na Grã-Bretanha realizado entre as 33 nações com maior PIB do mundo buscou identificar qual país que menos sabe sobre sua própria situação, e o ganhador foi o México, seguido pela Índia e o bronze nada olímpico ficou com o Brasil. Até na ignorância conseguimos perder. (SIC)

Na outra ponta, o mais consciente do ranking foi a Coreia do Sul, em segundo ficou a Irlanda, com a Polônia em terceiro para fechar o pódio.  O estudo produziu 12 questões, e as comparou as suposições da população com dados reais. E o criativo e bestial povo brasileiro se mostrou especialmente incapaz em falar sobre os temas abordados. O país teve a maior margem de erro, quando perguntaram a idade media de seus habitantes (o palpite foi 56 – 25 a mais do que os corretos 31 anos). Conseguimos lidera no quesito “A cada 100 pessoas, quantas você acha que têm 14 anos ou menos?”, a média dos chutes foi 39, a resposta correta seria 24. 

Mas errar em dados tão científicos e estatísticos tudo bem. Agora, que o povo brasileiro imagino equivocadamente que este país é um mar de igualdade beira o ridículo. Na pesquisa a população disse que via muito mais mulheres em cargos de poder que no mundo real. Enquanto a população acreditava que 31% dos políticos fossem mulheres, o número de verdade é menos que a metade disso: 14%. Outro erro de destaque foi na pergunta “Qual a porcentagem de imigrantes no seu país?”. As respostas do Brasil apontavam que 25% dos habitantes vieram de fora. Erramos feio. Na verdade, só 0,3% da população é estrangeira. 

A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 16 de outubro do ano passado, conversando com cerca de 1000 brasileiros. Se você tem certeza que tiraria uma pontuação melhor do que nossos conterrâneos entrevistados, pode tentar provar isso. Os organizadores da pesquisa disponibilizaram um quiz online, para todo mundo testar os conhecimentos sobre próprio país. Você pode acessá-lo no site do instituto Ipsos Mori .

terça-feira, julho 18, 2017

Espetáculo garante "Mínimo 57 garalhadas ou seu ingresso de volta!"

O êxito cómico que regressa aos palcos do estado em Agosto, e também fará incursão este ano nas cidades de Joinville, São Paulo e Porto Alegre, Bacalhau Regado ao Vinho é um espectáculo com o "Mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta". Sem titubear Luca Gislon, um dos atores da montagem afirma: "Bacalhau Regado ao Vinho é justamente o que eu estava procurando: um novo e desafiador espetáculo, cheio de expressão corporal e emocional que unidos tenho certeza que levaram o público a intensas gargalhadas".
Daniela Sousa e Camila Andrade - Primeira versão da peça

Companhia Teatral A Tribo da Arte retoma suas actividades sob a direcção de Nando Schweitzer. Seu último trabalho fora como Alexandre Nardoni em Instinto Assassino do DISCOVERY CHANNEL. O mesmo também firma o texto, neste que é seu 124º espectáculo como actor e 26º como director. Bacalhau mistura tendências da comédia del´arte, Mollier, Bertold Bretch. Priorizando o espectáculo no actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década.

Outra personagem marcante da peça é Marilú, uma jovem, escandalosa, neurótica, mimada, maluca, infantil, retardada; e ainda torce para o Benfica, que só perde. "Ela também tem uma paixão secreta por Nicolau, melhor amigo de Vasco, mesmo se irritando com as besteiras que este faz e fala." - revela sua intérprete a atriz Yasmin Krug.

A protagonista Maria de Fátima(Isa Pratti) é uma mera dona de casa portuguesa, que ao descobrir as escapadas de seu marido Augusto Manuel(Virgílio Martins), começa a perceber que a tradicional família portuguesa tem “novos membros”. Recheada de situações inesperadas, a trama, que inicia em típico café da manhã, comum, com irmãos brigando, pais gritando, etc. Ainda na trama está o núcleo dos vizinhos, com o casal Lucinda(Ju Linhares) e Roberto(Donatan Alves), uma perua fogosa e um marido muito paspalho, e seu filho Nicolau(Bryan Lacerda) com afetações psicológicas sérias.

Muitos conflitos se intercruzam pela trama desta comédia costumbrista. Desde Nicolau que vive questionamentos inusitados, como: Porquê o céu é azul? Porquê as pombas voam (pois se seguem com isto um dia lhe vão a cagar)? Porquê a Terra é quadrada? Entre outras coisas. Há algumas incógnitas de fundo maior como o da protagonista em saber se a amante do marido é mais bonita que ela. No recheio dramatúrgico a obra tras questões éticas e as pesa. Parte da obra indaga o que seria mais ou menos moral: Masturbação coletiva ou traição matrimonial.

Ágatha Martins - Interpretando a personagem Maria de Fátima (2013)
Sobre o espectáculo: Lisboa ao entardecer. Maria de Fátima é uma mera dona de casa portuguesa, que ao descobrir as escapadas de seu marido Augusto Manuel, começa a perceber que a tradicional família portuguesa tem “novos membros”. Recheada de situações inesperadas, a trama, que inicia em típico pequeno almoço(café da manhã), comum, com irmãos brigando, pais gritando, vizinhos chegando para filar comida, etc., toma corpo com as boníssimas interpretações. Ambientada e falada em Português Lusitano, nas variantes lisboeta e da Cidade do Porto, além de inovar como proposta cénica, leva ao público o gostinho de estar na terrinha de nossos patrícios.

Vasco e Nicolau - Harrison Reis e Yuri Milano (2013)
Spoiler - Uma portuguesa histérica casada com um cínico falso-moralista, que tem dois filhos, um gajo pentelho de carteirinha e uma pseudo-intelecto-revoltada. Tendo como vizinha e melhor amiga a também amante de seu esposo, que é casada com um legítimo português e tem um filho um pouco desorientado psicologicamente. Mistura explosiva-mente cómica. Uma comédia portuguesa com certeza!!! Tente controlar a gargalhada, pois o riso é inevitável.

Elenco de actores estelares: Elenco de actores estelares: Isadora Pratti, Virgílio Martins, Luca Gislon, Yasmin Krug, Ju Linhares, Donatan Alves, Bryan Lacerda. Com roteiro e direção de Nando Schweitzer e previsão de estreia para Agosto.

* ESTE TEXTO ESTÁ AO ABRIGO DO ANTIGO ACORDO ORTOGRÁFICO

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segunda-feira, julho 17, 2017

A mídia 2017, onde nada se cria, tudo se copia


Vivemos um momento raro, aonde nada parece surpreender. Ao menos não aos que tem o mínimo de cultura e acesso ao conhecimento, certo? Nem tanto ao pão, nem tanto ao queijo. Na mídia vemos tendências do passado a se reeditarem: novelas, filmes, series... nada original. Estamos na década da releitura. Em breve teremos Os Trapalhões, nova geração. Já tivemos a Escolinha do Professor Raimundo, também m versão atualizada. Nos gringos nada é tão diferente, e por um lado series passam a ter temporadas renovadas por medo dos produtores de investir em algo novo, a internet trás êxitos de um passado com um vigor impressionante, e claro de graça.

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David e Fer, se tornaram acidentalmente
o casal protagonista da trama
Tempos atrás me vi re-assistindo uma série espanhola na íntegra via internet, perdi algumas temporadas por falta de tecnologia na época. A lindíssima, marcante(para mim) e comovedora Física ou Química, que conta em 7 temporadas num total de 77 episódios as desventuras de jovens do colégio madrilenho Zurbarán e suas descobertas psicológicas sexuais. A tira castelhana chegou a 18 países, sendo dublado ao francês, polonês, italiano e ao português ibérico para sua exitosa exibição pelo canal português RTP. Confesso que prefiero o original, e não desgosto da versão dublada italiana. Transmitida entre 31 de marzo de 2008 e 13 de junio de 2011, abordou temas que nos caretas anos de hoje seriam um desafio para os produtores, que quando fazem uma releitura a tornam sempre boba e insonsa graças a modernidade politicamente-correta e conservadora da atualidade. Abertamente nela se falou de aborto, racismo, xenofobia, amor inter-fases de idade e até mesmo um casal abertamente homossexual que ONGs da época contabilizaram mais de 500 beijos e mais de 10 atos sexuais no decorrer da trama.

Mas o ponto que busco chegar é que o público também e não só os produtores são medrosos. De um lado o público não quer ver algo sem ter garantias, hoje com a tal proliferação de ismos: feminismo, gordofobicismo, imperialismo, anti-imperialismo, veganismo... entre outros, o público não é mais mente aberta como nos anos 80 e 90, encaretamos e preferimos ver o mesmo de sempre. Nessa onda os que produzem embebem-se do pretexto das tecnologias recentes e inéditas para fazerem novas versões. Nova Buffy, Novo Homem-Aranha, Nova Mulher-Maravilha, Nova Mandioca-no-Rego... o que for. Se ao menos no Brasil comprassem os direitos de Física o Química... Não custa sonhar!

O neoliberalismo que acaba com os postos de trabalho não atingem apenas o mercado de trabalho afetado pelas reformas trabalhistas promovidas pela TROIKA nos quanto cantos do universo, mas também nos âmbitos que sempre estiveram a margem das leis trabalhista. O mercado artístico sempre se auto-regulou de cima para baixo. É dizer no topo dos ganhos Hollywood, seguidos dos off-Broodway, europeus, europeus alternativos, latinos, latinos para festivais, Globo Filmes, nacionais premiados... e por aí vamos até chegar no fundo do poço aonde duelam desigualmente o teatro com estrelas de TV e o teatro das máfias dos editais públicos e leis de incentivo a cultura, e finalizamos a cadeia alimentar com os artistas que vivem de migalhas de bilheterias escassas nas poucas datas remanescentes dos poucos teatros ainda abertos e com pautas democráticas no país.

Me fui da raia principal. Neste emboleio em que vivemos até eu caí na dança e estou a remontar um texto meu de 1997, a pretexto de comemorar os 20 anos da peça e a fazer uma releitura de uma de minhas obras mais polêmicas que foi censurada e boicotada em um teatro público de Florianópolis a 10 anos atrás, poi pois, censura também se comemora e melhor se for com uma versão inédita em Buenos Aires...

Todavia se engana que ache que a humanidade se esgotou em temas ou na sua capacidade de inovar... É que em momentos de crise investir em releituras é mais barato. Pois um novo produto requer novas estratégias de marketing, mais estudo, maior geração de empregos e investimentos por conseguinte.Então vemos formulas velhos em formatos novos, formatos que se dizem novos copiando antigas fórmulas. Mas existe também o acaso e a natural coincidência como quando os egípcios, os chineses desenvolveram complexos ritos funerários para proteger seus mortos no além. Esta vestimenta com que um membro da família real foi enterrado consiste de 2.216 placas de jade. Só os fios de prata que os unem já pesam um quilo. As peças fazem parte da exposição ''China e Egito: Berços da humanidade", no Novo Museu de Berlim.

Mas confesso que como espectador tenho preferido ver séries que se disponibilizam na íntegra pois já foram encerradas que angustiosamente acompanhar as inéditas e entediantes séries by NetFlix, que podem por ventura não terem um fim, pois devido a crise se cancelam e aquele antigo respeito ao telespectador inexiste. Ou quiçá seja preguiça de assistir cousas de conteúdo duvidoso.

Quanto aos filmes, optei por ver cine arte francês ou de estilo similar no Youtube, tendo assim nos comentários uma garantia extra de diversão, pois os comentários muitas vezes são melhores que os próprios vídeos. E claro que seguindo a moda todos podem assistir tardiamente meus espetáculos Bacalhau Regado ao Vinho em Florianópolis que aumentou sua meta e nesta versão garante o mínimo 57 gargalhadas garantidas ou Juan & Marco que estará também em Setembro em cartaz na capital argentina.

Em um 2017 sombrio para a economia, a democracia e também para o entretenimento de massas, pois não chegaremos a falar obre cultura neste artigo, só nos resta esperar, comer, viver, rezar... Quase citei o chatíssimo filme da tia Júlia, a rainha da Sessão Refugo. Nos resta para a "nossa alegria" ver youtubers se tornando ricos e famosos dentro de uma sociedade inóspita e aculturada.

Contudo me vem a dúvida o que e pior? A re-re-re-reciclada A Praça é Nossa? A nova Escolinha, Os novos Trapalhões? O falido Pânico que é um liquidificador nonsense de americanizações esdrúxulas e pitadas de Casseta & Planeta? A cópia do TV Pirata, mal feita pelo Adnet? Ou as inéditas novelas globais que são claros plágios de novelas mexicanas? Ou até mesmo as releituras, estas autorizadas, feitas pelo SBT de novelas infantis argentinas, que foram readaptadas no México e agora re-readaptadas no Brasil? Santo Youtube e sites que carregam séries, protejam-me!

quinta-feira, julho 13, 2017

“Os bebés não têm manhas, isso são coisas dos adultos”

Estou por voltar de férias, e antes de voltar as publicações inéditas pós minha viagem a Buenos Aires gostaria de compartilhar com vocês interessante artigo da ANA DIAS FERREIRA, Editora de Lifestyle:

Gostava de saber quem inventou a expressão “dormir como um bebé”. Dormir como um gato, um koala ou uma preguiça, eu percebo. Mas dormir como um bebé é sinónimo de tudo menos de um sono tranquilo. Nos últimos tempos, se me falam de bebés no berço ou em canções de embalar, penso numa de duas coisas: nos amigos que ganharam um belo par de olheiras depois de sair da maternidade, quais medalhas de papás, e num tema cada vez mais polémico, capaz de dividir pediatras e envolver palavrões complicados.

Clementina Almeida é psicóloga clínica e acaba de lançar um livro para responder a um apelo: Socorro! O meu bebé não dorme. Muito crítica dos chamados treinos do sono, assim como dos conselheiros sem formação que prometem soluções rápidas, a especialista deu uma entrevista à Ana Cristina Marques onde afirma com todas as letras: “Os bebés não têm manhas, isso são coisas dos adultos. Eles não aprendem a adormecer sozinhos, mas sim que ninguém vem quando choram.”

Se tem por hábito ler ao seu filho antes de ele dormir, mas não só, dê a si próprio uma recompensa e adie o despertador uns minutos numa destas manhãs. Afinal, está a pôr em prática um dos conselhos para educar um leitor, como escreve a Catarina Homem Marques.

Já se as noites são tranquilas e o seu problema se chama calor, proponho outros dois artigos: estas dicas de beleza à prova de suor, que a Helena Magalhães reuniu para garantir que a maquilhagem não lhe vai parar aos ombros, e uma garrafa geladinha da cerveja artesanal que o Tiago Pais foi conhecer a Marvila, a.k.a. o beer district de Lisboa.

De resto, pode dormir descansado, também estamos cá para lhe olhar pelas finanças. Por um lado, com este manual para resistir às compras por impulso e sair (mais ou menos) incólume dos saldos. Por outro, com as melhores soluções para aplicar o subsídio de férias, se não precisar dele para patrocinar o descanso, bem entendido.

Despeço-me por hoje, com calor e com sono. Devo andar a dormir como um bebé.

Bom fim de semana e até quinta!

Polémico espectáculo brasilero gana versión en Buenos Aires

La obra Juan & Marco tendrá la dirección del gallego radicado Nando Schweitzer, y luego al fin de una convocatoria fueran seleccionados los actores Leandro Bombicino(Juan) y Leandro Sagasta(Marco) y que estrenará en Buenos Aires. Y es con inmenso placer informamos que después de un intenso proceso de búsqueda logramos cerrar elenco para la temporada 2017 de la obra Juan & Marco que llegará a la cartelera argentina en brevedad.

¿De qué se trata Juan & Marco?

Clasificado por la propia producción como no recomendable para menores de 21 años el espectáculo cuenta la história de Juan, un astuto macho viril que hará lo que sea para conquistar a quien se le ponga enfrente, dotado de una sensualidad privilegiada y el don de la palabra, este rufián hará sufrir las penas del infierno al pobre Marco, bueno como el pan y mártir por excelencia. Por su vez el romántico y enamorado Marco será víctima de una cruel y tormentosa trampa del destino la de ser sentimental, romántico, fiel, perfecto y enamorarse de un embustero.

Leandro Bombicino y Leandro Sagasta - Difusión
Juan, según el psicoanálisis, sufre de uno de los disturbios del complejo de Don Juan de Marco, él busca en la vida sublimar todos los sentimientos hacia el acto de la conquista. Todo lo que necesita es conquistar, probar su encanto y su control por sobre los sentimientos de su compañero. 

Marco es todo lo contrario, romántico extremo, refleja el roll del complejo de Don Juan. Sufre de la incertidumbre del amor y el sentimiento de su par. Él tiene la necesidad orgánica y constante de amar y ser amado.

Así esta pareja tendrá una tormentosa relación a través de un juego psicológico que te dará ganas reírse hasta llorar... Y llorar porque uno recordara situaciones de su propia vida y fracasadas, pero entretenidas relaciones. ¡Una comédia romántica cruda y al pelo! Para apoyar el proyecto se puede acceder a su sítio oficial en facebook https://www.facebook.com/juanymarcoteatro.

terça-feira, julho 11, 2017

[ES-PT] Buenos Aires, uma visão única e particular



Dentre os vários passeios que se podem fazer na atual Buenos Aires, nao se deve perder o Street Art Tours. Um passeio pela história da cidade que é considerada a Paris das Américas através de seus grafittes e pinturas de rua. Cristian Zapata é o guia bilíngue responsável pelo tour realizado simultâneamente em inglês e espanhol. Devida a ser colombiano a guia em espanhol é bastante compreensível para quem fala português.


Entre las múltiples opciones disponibles en la  Buenos Aires de hoy, no se la deben perder la del Street Art Tours. Un paseo hacia la historia de la ciudad que más allá de todo también es conocida como la Paris Suramericana, a través de sus grafittes y pinturas callejeras. Cristian Zapata es el guia responsable por el tour que se hace en simultáneo en castellano e inglés.

O trajeto é realizado a pé e de verdade seria impossível fazê-lo de outra maneira. A cada esquina um click, a cada quadra uma história. Em San Telmo, o mais antigo bairro portenho realizamos o passeio que tem também sua versão no bairro de Palermo, que está entre os mais cosmopolitas de Buenos Aires.

El recorrido es hecho caminado y en verdad sería imposible hacerlo de otra manera. A cada esquina un click, a cada cuadra una historieta. En San Telmo, el barrio más antiguo de la ciudad realizamos el paseo que tiene otra versión en el barrio de Palermo, ese que es como el más cosmopolita y coqueto de la ciudad de Buenos Aires.

Com a #StreetArtfACTORY se pode encontrar a referencia no facebook e agendar um passeio guiado.

Por la #StreetArtfACTORY se puede lograr agendar por facebook un paseo con guia.

Click para ver ' Álbum Completo do Recorrido ou ao fim da reportagem

Mas nem tudo na capital argentina atualmente hiper inflacionada desde o último governo de Maurício Macri. O paraíso de compras com câmbio favorável e preços acessível já não mais existe. O que gastava por mês quando cursei jornalismo em Buenos Aires, somados a aluguel, festas e comida abundante hoje se esvai em uma semana com sorte. Há brasileiros aqui com quem falei que recém chegados do Chile dizem  que acharam a cidade barata, mas minha visão é outra.

Nada más son flores en la nueva Buenos Aires pos-Marício Macri, el actual presidente. El paraíso de compra a cambio bueno y favorable con precios accesibles se fue de la mano. Recuerdo que lo que costumbraba gastar en un mes entre comida, fiestas, facultad y alquiler mientras cursaba periodismo en Buenos Aires te puedes seguramente gastar en un par de días. Hay turistas(ricos creo) que vienen de Chile y dicen que les pareció más barato todo en la Argentina, mi visión y mis cuentas son deferentes.









Turistas Alemanes sacan foto con  Mafalta, ícono de las tiras de Quino

 





sábado, julho 01, 2017

Profundidade

Perceber um ser em meio a milhões

A profundidade a que é o anseio mais singelo

Da capacidade visual de perceber o mundo

Três dimensões de fato ou criar essa ilusão

Um suporte pictórico

Para a visão, o conceito de profundidade

Para a relação, o espaço tridimensional

Para a percepção, quatro dimensões

A percepção de profundidade do sentimento permite

Estimar com maior precisão a distância

Poder determinar

Objeto

Meio

Diferenças

Métodos já não são o único que importa

A convergência é você

(Poema de Nando Schweitzer)


sexta-feira, junho 30, 2017

Alemanha se torna 24º país do mundo a aprovar matrimônio e adopção igualitários

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O projeto foi impulsionado pelos sociais-democrata (SPD) – rompendo o acordo de coalizão com os conservadores da chanceler Angela Merkel –, numa inédita aliança com os Verdes, a Esquerda e o bloco democrata-cristão. A iniciativa, a três meses das eleições gerais, recebeu o aval de 393 deputados. A chanceler (primeira-ministra) Merkel, e o líder da bancada democrata-cristã, Wolfgan Kauder, junto a outros 224 parlamentares conservadores votaram contra o projeto, que concede aos casais do mesmo sexo direitos iguais aos casais heterossexuais, incluindo o direito de adotar filhos. 

Espera-se que a lei entre em vigor ainda neste ano, fazendo da Alemanha o 24º país do mundo a legalizar o casamento igualitário – que já é uma realidade em nações como o Brasil e os Estados Unidos. Na Europa ainda há vários Estados onde essa opção continua inacessível, como Áustria, Itália e Grécia e algumas nações do Leste Europeu.
Resultado de imaxes para alemanha gay
Em abril de 2001, a Holanda tornou-se no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e desde então, 12 países europeus seguiram o exemplo, entre os quais a Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (com exceção da Irlanda do Norte), Luxemburgo e Irlanda, na sequência de um referendo.

A grande maioria dos países da Europa Oriental, dos quais a Lituânia, Letónia, Polónia, Eslováquia, Roménia e Bulgária, não autorizaram nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem a união de facto. Vários países da Europa Ocidental permitem ainda a adoção conjunta por casais do mesmo sexo seja em contexto de casamento ou união civil, como Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França e Reino Unido.

Nas Américas apenas Uruguay, Argentina, México, Chile e Colombia permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na Argentina e Uruguay o direito de adotar filhos também está contemplado.

Como não cagar suas férias por falta de passaporte?

Resultado de imaxes para PASSAPORTE
Ia viajar e ficou sem passaporte? Você tem apenas dois caminhos. Pedir um passaporte de emergência, este que nosso tutorial abaixo explica os casos e critérios possíveis. Ou alterar seu destino para algum dos 9 países com acordo Mercosul de trânsito em que pode-se viajar e ingressar ao país sem visto prévio e com cédulas de identidade com expedição inferior aos 10 anos, a considerar a data de saída do país a se visitar turisticamente.

O QUE POSSO FAZER PARA CONSEGUIR UM PASSAPORTE NA ATUAL CRISE?

1 – CONSEGUIREI AGENDAR ONLINE A EMISSÃO DO MEU PASSAPORTE?

Sim. Porém, não haverá previsão para a entrega do documento.

2 – JÁ FIZ O AGENDAMENTO ONLINE, E AGORA?

Deve comparecer normalmente a PF para realizar os tramites de emissão, porém, assim como no item 1, não há previsão de entrega do documento.

3 – EU FUI ATENDIDA NA PF ANTES DA SUSPENSÃO, ISSO ME AFETARÁ?

Não! Todos que foram atendidos até 27/06 receberão o passaporte normalmente.

4 – PRECISO VIAJAR POR MOTIVO DE DOENÇA E AGORA?

Nesse caso a solicitação do passaporte deverá ser feita em caráter de emergência, e para essas situações a emissão funcionará normalmente.
Confira as possibilidades de emissão de passaporte liberadas pela PF:
  • Catástrofes naturais;
  • Conflitos armados;
  • Necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau;
  • Para a proteção do seu patrimônio (o que não inclui o mero prejuízo com passagens, hospedagem etc);
  • Por necessidade do trabalho;
  • Por motivo de ajuda humanitária;
  • Interesse da Administração Pública;
  • Ou outra situação emergencial que não se poderia prever, cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente;
Lembrando que todas as situações citadas acima, deve ser comprovadas pelo solicitante.

5 – QUANDO A SITUAÇÃO SERÁ NORMALIZADA?

Não há previsão. Para a regularização da situação é necessária a edição de uma medida provisória ou aprovação de um projeto de lei para que a Lei Orçamentária seja modificada.
Segundo a Polícia Federal, a situação está sendo acompanhada junto ao Governo Federal para que o serviço seja restabelecido o quanto antes.
Caso alguém tenha alguma dúvida, deixe aqui nos comentários ?

quarta-feira, junho 21, 2017

ARGENTINOFOBIA: "Lado sul de Florianópolis tem pouco argentino e natureza preservada"?


Tipo... Aqui no sul da ilha de Santa Catarina há ainda menos infra-estrutura que no restante da capital catarinense, em uma cidade em que nada funciona como Florianópolis, não existe transporte 24h, a mentalidade é atrasada, a população é racista para com brasileiros das regiões norte e nordeste e obviamente com argentinos e demais latinos que venham a visitar(pior se vierem para viver), não se sabe receber os turista, há falta de opções culturais, é latente ainda que o sul da ilha consegue ser pior do que a média bosta do resto da cidade que é um vilarejo do século 2 antes de Buda. Neste rumo deveria estar a matéria do maior jornal do país sobre o sul da cidade praieira e "turística", Florianópolis.

Mas o jornalismo marrom tupiniquins conseguiu uma proeza. Não foi muito jornalístico e ainda cometeu uma manchete argentinofóbica.  "Lado sul de Florianópolis tem pouco argentino e natureza preservada"? Sim, este foi o encabeçado da matéria publicada via facebook pela página oficial da Folha de São Paulo. Ao entrar no hiperlink o título já ´outro e a matéria tem outro titular, desta vez mais politicamente correto "Lado sul de Florianópolis tem natureza preservada e menos agito que o norte".

Entretanto a publicação tese um elogio um tanto equivocado, vide as muitas matérias recentes qu divulgaram ligações fluviais e de esgoto sem tratamento que se jogavam no mar sem tratamento na região da praia do Campeche, no sul da ilha de Santa Catarina.

Outro equívoco é o parágrafo que mais parece matéria comprada ou encomendada pela Santur(Empresa estatal responsável por promover Santa Catarina turisticamente). "Ah, Floripa... Dois mundos num mesmo pedaço. De um lado, um roteiro badalado, com ares de St. Tropez –ou seria Bevery Hills? Do outro, resquícios do legado da colonização açoriana, praias selvagens, gente simples e recantos em terra e beira-mar." 

Não sei se na França ou nos EUA a falta de infra-estrutura e transporte é habitual ou passível de comparação. Mas bastava o jornalista usar um buscador e se informar. Gafe após gafe a matéria se finaliza com os preços, estes sim parecidos com os praticados nos litorais mediterrâneos, dos hotéis e pousadas da famigerada e cara ilha da magia.

A matéria deveria sim avisar aos que venham que pelos "nativox" eles aqui não serão bem tratados e muito menos bem quistos. Na sociocultura local ao se ouvir um sotaque forasteiro e à primeira crítica das muitas que obviamente se farão durante a estadia nestes mares e gélidos ares do sul escutares a frase padrão que proferem os manézinhos da ilha: "Então que tais fazendo aqui? Volta pra tua terra nego!". Que a mim soam de uma hospitalidade singular.

Como é de praxe nos dias atuais, pessoas insones em plena madrugada não perdoaram e os comentários em menos de 40 minutos da publicação já se somavam 32. Como somos democráticos e sagazes além do link da postagem (https://www.facebook.com/folhadesp/posts/1884291791612815), antes que se apaguem ou algo parecido trouxemos aos nossos leitores do Sincerando a prova documental. Leia alguns dos comentários que shipamos, aqui:

segunda-feira, junho 19, 2017

Que tal uma piscina em seu apartamento?


O verão nem está perto e você já sonha com ter uma piscina em casa. Como a cada dia os preços dos títulos dos clubes das cidades brasileiras se vê a subir infinitamente, uma solução é adaptar-se ou adaptar parte de seu lar para o verão.

Quem nunca sonhou em viver naqueles imensos apartamentos que aparecem nas novelas globais em que se vê uma piscina na varanda e a favela de Paraisópolis ao fundo?

Este sonho não é apenas brasileiro, mas á realidade na Espanha como mostrou a matéria do jornal El País esta semana:

O El País falou com Pedro Morcillo, um arquiteto, que confirmou que não se trata de uma boa ideia. "Num novo edifício residencial, as varandas suportam 200 quilos por metro quadrado. Mas um metro cúbico de água pesa mil quilos. Isto significa que uma piscina de um metro pressupõe um peso cinco vezes maior ao que está projetado", diz. A imagem foi divulgada através de um 'tweet' e o número de partilhas e gostos vai crescendo rapidamente. construção da "piscina" consistiu em forrar uma varanda, com uma lona de plástico, e de seguida colocar água com uma mangueira.

domingo, junho 18, 2017

5 dados para NÃO comemorar o mês do orgulho LGBT

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1) No Brasil, uma pessoa LGBT é morta a cada 25 horas por crimes motivados pelo ódio. É o maior registro de crimes homofóbicos no mundo.

2) 343 pessoas LGBT foram mortas no Brasil em 2016, o maior número desde 1970. O Estado que mais mata é São Paulo, com 49 casos registrados.

3) 7 em cada 10 homossexuais brasileiros já sofreram algum tipo de violência, física ou psicológica.

4)  mais de 40% dos homens homossexuais brasileiros já foram agredidos fisicamente na escola.

5) Quase 40% dos alunos não gostariam de ter homossexuais como colegas e +de 35% dos pais não gostariam de tê-los como amigos dos filhos.

quinta-feira, junho 15, 2017

Sentir

Ainda sinto a minha dor

A física... 


A física explica que dois corpos não ocupam o mesmo espaço


Mas a sociologia afirma que dois seres podem sentir o mesmo sendo diferentes


Então eu que me achava tão consciente me vi pior que um infante perdido

Só, e assim.

terça-feira, junho 13, 2017

URGENTE: Burguesia chateada com falta champanhe no Jockey Club do Rio de Janeiro

Membros exclusivos do Jockey Club aguardam no Salão das Rosas o Grande Prêmio Brasil, no Rio de Janeiro, em 11 de junho de 2017 - AFP
“Costumávamos tomar champanhe. Agora bebemos cerveja”, lamenta Teresa Aczel Quattrone, uma senhora carioca de 70 anos, vestindo chapéu de abas largas e enorme gargantilha de pérolas, durante o Grande Prêmio Brasil, neste domingo, o maior evento do turfe no Brasil. À primeira vista, o cenário deste Salão das Rosas lembra mais os anos 1920, quando o Jockey Club foi construído, do que ao cada vez mais caótico Brasil de 2017.

Sob a luz de um candelabro, a nata da sociedade se delicia com canapés e bebidas alcoólicas, servidos em bandejas de prata. E embora não haja mais garrafas de champanhe francês gelando, a cerveja nacional é servida gelada e em taças de cristal. Nada aqui lembra que o país está nas vacas magras, com um desemprego que beira os 14%, nem que o presidente Michel Temer está na corda bamba, com o mandato ameaçado por denúncias de corrupção.

O código de vestimenta, de fato, não tem nada de austero: aqui se valorizam os chapéus, os vestidos decotados e a cirurgia plástica. Para adicionar glamour, no meio da tarde, sete modelos entram na sala para realçar o ambiente com vestidos “vintage” vaporosos e penteados elaborados.Mas o toque final neste quadro do passado fica por conta dos prestadores de serviço, quase todo composto por negros, que servem clientes majoritariamente brancos de uniforme tradicional com avental dos criados.

Contraste entre o luxo e a massa de brasileiros que lutam para sobreviver à recessão histórica que dura dois anos não escapa a todos os sócios deste seleto clube. “Apesar deste glamour que se vê, a cidade tem os piores números de desemprego de todo o Brasil. Isto não reflete o Rio de Janeiro”, admite Flavio Duarte, especialista em tecnologia de 49 anos, que foi à festa com a esposa e a filha pequena de dez anos.

Para Duarte, a festa anual do Grande Prêmio Brasil sobrevive porque o evento e a magnífica corrida de cavalos lembra aos moradores do Rio a melhor face da cidade. “As pessoas vêm porque é uma tradição que não se quer perder, como já aconteceu com tantas outras”, avalia. Cedric Sá, um engenheiro aposentado de 70 anos, descreve a extravagância do Salão das Rosas como “uma espécie de carnaval dos ricos”.

“É bom para esquecer de todas as coisas ruins que estão acontecendo, pelo menos por um dia”, concorda sua mulher, Vera Sá. Curiosamente, este casal de aposentados não demonstra nenhuma simpatia por Temer, embora o presidente seja visto por muitos ali como a última figura do “establishment”.

“Se ele caísse, a festa aqui seria ainda maior”, ri Cedric Sá. O Grande Prêmio Brasil, um circuito de 2.400 metros sob os braços abertos do Cristo Redentor, é uma das cinco corridas latino-americanas que pontuam para a respeitada Copa Breeders, o clássico campeonato internacional que este ano é celebrado em novembro na Califórnia.

John Fulton, representante para a América do Sul da Copa Breeders, assegura que o Rio tem “um dos hipódromos mais bonitos do mundo”. Mas o país não cumpre com seu potencial neste esporte e produz apenas 2.000 cavalos de corrida puro sangue por ano, muito abaixo dos 3.000 que tinha antes da recessão. Na Argentina são produzidos 8.000 potros por ano, diz Fulton a título de comparação.

Alheias a isto, centenas de pessoas lotaram as grades e as zonas contíguas ao gramado antes da grande corrida do ano. Para surpresa de todos, o ganhador foi o azarão Voador Magee. Uma decepção para aqueles que tinham apostado em favoritos, como No Regrets, e uma demonstração de que atualmente não há aposta segura no Brasil.

domingo, junho 11, 2017

Quis levantar e bailar na balada do Baleiro

O centro de eventos da UFSC recebeu neste sábado um público que lotou o auditório para prestigiar Zeca Baleiro que acompanhado da camerata catarinense levaram além de um repertorio em versões diferenciadas muita irreverência.

Por um tris não perdi o show deste que já me inspirou na era MIRC um nickname, à época ZeKa_Baleiro, alcunha que alguns amigos ainda utilizam quando nos esbarramos pela cidade. Tempos em que eu precisava explicar que o apelido para a internet tão pouco era porque eu gostava de balas e sim inspirado no cantor maranhense.

Quem saiu antes bis mesmo que este talvez tenha sido programado como de praxe atualmente, perdeu um dos maiores clássicos do artista maranhense. Esperar valeu a pena não. A peculiar versão de Have Metal do Senhor levantou astralmente os presentes que estava em pé e em coro pedir mais um.

A maior parte do show foram de canções autorais. Um dos pontos autos do show foi a versao piano e voz de Ai Que Saudade de Você. Mas o show inteiro não cometeu nenhum deslize.

Irrrevente, Zeca puxou até a metade quase do show a platéia com o olhar. Sendo um momento sublime com a canção Alma Não Tem Cor, aonde Baleiro fez litaralmente um dueto com o público. Um jogo de canto-resposta com o refrão. Zeca cantava uma palavra e todos respondiam com sequência hora palavra, hora frase. E nesse jogo anterava a "pergunta" e a plateia gargalhava em estado de graça.

Mais de 1000 pessoas sentadas a contemplar o show... Eu creio que sepoderia tranquilamente se levantar e bailar na balado do Baleiro... Mas hoje o costume e quem sabe o ambiente peça uma outra métrica um tanto mais comportada e tradicional.

Para não dizer que tudo estava perfeito, em particular me sentiu um pouco asfixiado e com calor. Quiça fora eu mesmo que estava alterado, ou o sou. Sempre sinto calores acima da média dos que estão a minha volta. Oremos por mais bons shows assim pelos ares do sul.


sexta-feira, junho 09, 2017

10 mil pessoas acompanham ao vivo via internet a possível caçassão da chapa Dilma-Temer

Eraldo Peres-08.mai.2017/Associated Press
Cadê o povo das ruas com patinhos infláveis acompanhando a sessão do TSE?

Sério que são apenas 10000 pessoas acompanhando esse julgamento?

Brexit pode ser cancelado! E agora Theresa?

Primeira-ministra garante que vai procurar "estabilidade", mas Corbyn desafia-a a demitir-se. Theresa May decidiu pedir aos britânicos uma maioria reforçada. Mas acabou por perder a maioria que tinha. O partido conservador britânico, liderado por May, perdeu a maioria que tinha no Parlamento numa votação histórica cujos resultados finais foram conhecidos esta madrugada e confirmaram que a aposta estratégica da primeira-ministra "deu ruim". 

Nem se tinha fechado a contagem em mais do que uma dúzia de círculos eleitorais e já havia notícias sobre o abalo para a liderança de Theresa May, no Governo e no partido conservador. May “sob pressão” após uma “jogada que fracassou de forma espetacular”, uma “calamidade” que nos leva a perguntar “quanto tempo May irá resistir” — foi neste sentido a análise da imprensa britânica, à medida que o desarranjo ganhava forma.

No outro lado desta balança seu oponente diz que “A primeira-ministra convocou a eleição porque queria um mandato. Bom, teve um mandato. Perdeu lugares conservadores, perdeu votos, perdeu apoio, perdeu confiança”, afirmou o líder trabalhista Jeremy Corbyn.

Corbyn fez uma campanha eficaz e conseguiu marcar posição junto do eleitorado com algumas ideias políticas incisivas, como as propinas gratuitas (algo que apela aos jovens e apela, também, a quem paga as propinas da maioria dos jovens — os pais e, até, os avós). 

May, perdeu a maioria que tinha no Parlamento numa votação histórica cujos resultados finais foram conhecidos esta madrugada e confirmaram que a aposta estratégica da primeira-ministra saiu furada. Com o futuro político em risco, porque rapidamente se começaram a afiar facas longas no partido, Theresa May recusou demitir-se e chamou a si própria a responsabilidade de encontrar uma solução que dê ao país “estabilidade”. Mas a missão não será fácil e até o processo de saída da União Europeia pode estar em risco.

Agora, pelo menos em teoria, o Partido Conservador só irá enfrentar novas eleições em 2022 — ao passo que, sem a convocação destas eleições, as próximas eleições seriam já em 2020. E porque é que isto é importante? Porque se acreditarmos que a saída da União Europeia se irá, mesmo, confirmar, em 2022 a economia já terá tido mais tempo para se restabelecer de uma eventual recessão que marque os próximos anos decisivos. Recorde-se que, tendo ativado o artigo 50 em março, o Reino Unido tem até março de 2019 para concluir as negociações para um acordo de saída da UE.

Esse é, contudo, o único fator a que Theresa May se pode agarrar, apesar de chegar para esconder o fracasso que foi agendar eleições com 24 pontos de vantagem nas sondagens, em relação a um candidato (trabalhista) que aparecia frequentemente descrito como eleitoralmente impopular, e acabar com um parlamento “pendurado”.

Theresa May e os conservadores têm neste momento 315 lugares de deputados, contra os 261 lugares obtidos pelo candidato trabalhista Jeremy Corbyn. Se Theresa May receava que a maioria de que dispunha antes destas eleições era curta (17 lugares), não há muito como fugir à conclusão de que se tratou de uma derrota monumental.

Especialistas como Simon Hicks, professor da LSE, o cerco a Theresa May vai apertar. Ela lançou-se para esta eleição garantindo que uma maioria reforçada lhe daria maior força nas negociações com a Europa. Essa mensagem não terá sido muito eficaz junto do eleitorado — mas Anand Menon, professor do King’s College London, diz mais: “Esta ideia é um dos maiores mitos que se ouviram nos últimos tempos”. Na realidade, “quanto mais fraco é o governo internamente, mais forte consegue ser na negociação com a Europa”.

Para que Theresa May se afaste, como Jeremy Corbyn lhe pede, é preciso que ele consiga reunir o apoio suficiente para formar Governo. Pelo que já tinha dado a entender na campanha eleitoral, a ideia não é formar nenhuma coligação. A ideia foi sublinhada por Emily Thornberry, trabalhista e ministra sombra dos Negócios Estrangeiros.

Não há coligações, não há acordos. Ou os conservadores têm um governo minoritário, ou os trabalhistas têm um governo minoritário. Não vamos fazer uma coligação, não vamos fazer nenhum acordo, vamos apresentar um programa alternativo, a nossa visão alternativa para o Reino Unido”, disse à BBC. Se quiser chegar a esse “programa alternativo”, o Partido Trabalhista terá de convencer, pelo menos, os Liberais Democratas (que também recusam qualquer tipo de coligação ou aliança), o SNP (os independentistas escoceses já demonstraram abertura para falar), os Verdes e ainda outros partidos de cariz nacional e esquerdistas que possam estar dispostos a conversar, como os galeses do Plaid Cymru.

Enquanto esta aritmética se forma, há quem pergunte, afinal, como é que se diz “geringonça” em inglês. A tradução mais correta é contraption, que segundo o dicionário de Oxford é sinónimo para “máquina ou aparelho que parece estranho e desnecessariamente complicado e muitas vezes mal feito ou pouco seguro”.