segunda-feira, janeiro 22, 2018

Maconha é usada no lugar de incenso em Santiago de Compostela

monaguillos mariguana3 1024x777 - 2 coroinhas colocam maconha no incensário de uma catedral e a brincadeira acaba malDois coroinhas colocam maconha no incensário de uma catedral e a brincadeira acaba mal. O fato ocorreu na mítica Cathedral de Santiago de Compostela que abriga os restos mortais do apóstolo Santiago e é destino final de uma das maiores peregrinações do mundo católico no mundo. Várias pistas indicavam que os culpados eram os coroinhas. Depois da missa, a polícia os deteve. Eles não imaginavam que iriam acabar sendo presos. 

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Um dos paroquianos disse em entrevista ao ‘Hay Noticia’ que “Não era como o cheiro tradicional, era um cheiro familiar, mas não conseguia relacioná-lo com nada, mas a casa do meu filho às vezes tem esse cheiro“ - afirmou o fiel. Os dois coroinhas decidiram fazer uma grande piada e colocar maconha no incensário da Catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, país que está em processo de desanexação da Espanha. Contudo, eles pagaram um preço alto pela brincadeira.

O incidente ocorreu no dia 6 de janeiro deste ano, durante a celebração da Epifania do Senhor na Cathedral de Santiago de Compostela. Para a ocasião foi usado um grande queimador de incenso. Tudo correu normalmente até o local começar a ficar com um cheiro forte de maconha.

Um deles mencionou o seguinte: “Foi uma brincadeira que surgiu durante a festa de Ano Novo, compramos meio quilo de maconha e colocamos dentro do incensário. É certo que as pessoas saíram da igreja mais felizes do que nunca”.

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Um em cada seis homens é vítima de abuso antes dos 18 anos

A "Quebrar o Silêncio" foi fundada a 19 de janeiro do ano passado por Ângelo Fernandes em Portugal. Em apenas um ano, desde que foi criada para ajudar homens abusados sexualmente, a associação "Quebrar o Silêncio" recebeu 84 pedidos. A maioria foi vítima durante a infância, mas só teve coragem de denunciar o crime décadas mais tarde.
A "Quebrar o Silêncio" foi fundada a 19 de janeiro do ano passado por Ângelo Fernandes para ajudar homens que, como ele, foram vítimas de abuso sexual. Desde então, e em média, todas as semanas recebe mais do que um pedido de ajuda.

Em entrevista à agência Lusa, Ângelo Fernandes contou que foi abusado por um amigo da família quando tinha 11 anos, um segredo que só teve coragem de revelar aos 33 anos quando vivia no Reino Unido e encontrou ajuda numa associação que apoiava homens vítimas destes abusos.

Quando regressou a Portugal decidiu fundar a associação para ajudar outros homens que passaram pelo mesmo problema a partilharem o crime que viveram.

"Até agora, tivemos 84 pessoas que nos procuraram, a maioria homens, mas também familiares ou amigos que acabam também por ser afetados pelo abuso e precisam de algum apoio ou de saber como podem apoiar" as vítimas.

A maioria (80%) procurou ajuda pela primeira vez. "São homens que, em média, passaram 25 anos em silêncio", disse Ângelo Fernandes, explicando que "foram abusados sexualmente na infância" e só conseguiram pedir ajuda já adultos.

A idade média destes homens é de 36 anos, tendo o mais novo 22 e o mais velho 65. Na maioria dos casos, o abuso ocorreu entre os zero e os 11 anos e teve uma duração média de entre três e quatro anos, sendo que há casos que duraram dez ou mais anos.

Segundo Ângelo Fernandes, os longos anos de silêncio devem-se a "uma vergonha imensa" das vítimas causada pelas "estratégias de manipulação" dos agressores, que as fazem acreditar que foram responsáveis pelo abuso, porque o deixaram acontecer ou porque não foram capazes de o evitar.

"O peso dos valores tradicionais da masculinidade" que dizem que o homem tem que ser forte ou que não pode chorar também contribui para que "muitos homens não falem, não partilhem e não procurem apoio".

Há ainda outros fatores, como o facto de muitos homens acreditarem que o abuso sexual só afeta mulheres e que eles são "o único caso" e a ideia de que "os homens são sempre os agressores, nunca vítimas".

"Há uma certa resistência em reconhecer que os homens também são afetados pelo abuso sexual, quando na verdade um em cada seis homens é vítima de abuso antes dos 18 anos", elucidou, sublinhando que todas estas situações fazem com que apenas 16% reconheçam que foram vítimas.

Um em cada seis homens é vítima de abuso antes dos 18 anos

Outra "ideia errada" prende-se com as pessoas pensarem que "os agressores são estranhos". Em cerca de 90% dos casos, o agressor conhecia o rapaz ou a criança, porque era familiar ou conhecido da família. "Foi o meu caso", desabafou, contando que o seu agressor era um "amigo da família, uma pessoa de confiança".

Inicialmente, o agressor cria "uma relação de confiança, de amizade, para que a criança se sinta segura. Depois, tal como aconteceu comigo, vão introduzindo o toque e vão sexualizando gradualmente a relação para que a criança não tenha consciência do que está a acontecer" e até se sinta responsabilizada pelo abuso.

"Eu cresci a achar que tinha sido o responsável e que tinha sido eu até a seduzir um homem de 37 anos quando eu tinha apenas 11 anos", comentou o fundador da primeira associação portuguesa com apoio especializado a estas vítimas.

Além do acompanhamento das vítimas, a associação realiza sessões de sensibilização nas escolas, "onde se abordam temas para lá do abuso sexual".

Os próximos desafios passam por uma maior visibilidade da associação para poder "chegar a mais homens". Os que já pediram ajuda dizem que finalmente encontraram um espaço onde puderam partilhar a sua história e onde alguém acreditou no que diziam, explicou, lamentando que ainda exista "uma cultura de responsabilização das vítimas.

Para assinalar o primeiro aniversário, a associação lança hoje um "guia para homens sobreviventes de abuso sexual" e o vídeo "26 anos em silêncio".

Matéria reproduzida do Diário de Noticias - Portugal (19/01/2018)

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Teste vocacional para... quê?

Nossos pais não querem nossa felicidade. Querem que ganhemos dinheiro. Você faz um teste vocacional que lhe aponta medicina como propensão e lhe inscreverão em um cursinho pré-vestibular, te prometerão um carro se aprovares na federal e o respeito prévio de toda a família por esta sapiente escolha de futuro.

Dentre outras profissões, e quando o digo é porque possuo registro e formação reconhecida pelo MEC destas, hoje sou jornalista. E nesta semana em particular recebi “sugestões” magníficas de como devo proceder para ter exito na minha carreira.
Que os ditos mais velhos sejam arcadistas não surpreende, mas ter seres da minha geração que estão robotizados e cooptados pelos sistema? É asqueroso, aviltante. Mas não fujamos do foco. Foca aí! Para operadores de telemarketing a frase teve muito mais sentido.
Sugerencia de nº 1: Porque você não se postula a vagas treinner, na RBS, pois não exigem experiência?
Fui obrigado a tragar meu ódio a imbecilidade e ignorância. Contesto que tenho sim experiência de mais de 7 anos na área, que não me interessa trabalhar de semi-escravo por um salário abaixo do piso salarial da categoria, que sim jornalismo bem como psicologia tem um conselho nacional e que se este que me sugeriu não aceita trabalhar como psicólogo por um salário abaixo do seu piso da categoria, porque eu como jornalista o deveria aceitar.
Detalhe desta conversação é que a pessoa não tem Facebook, somente Whatsapp e pelo advento do aniversário de um amigo em comum, após meses sem dar notícias e sem saber das minhas me larga esta excelente sugestão sócio-normativa.
Ao meio desta idiossincrasia tão agradável mandei o cidadão tomar refresco pelo orifício inferior. Afirmei não ter estudado e me formado para ser um desertor e algoz de minha própria categoria profissional. Anos trabalhando com música na noite, me fazem não aceitar pedidos de música ruim em um show, mais de duzentas personagens me fazem não aceitar me deitar com diretores globais por um papel, centenas de artigos e palestras dadas na área de jornalismo não me permitem jogar meu diploma fora e aceitar salários medíocres. Ninguém em sã consciência sugere a um advogado que ele trabalhe de graça por amor a profissão. Mas este mesmo que incluso já fora membro de minha companhia teatral na mesma interação teve outra brilhante ideia. Me disse animadamente: “Bem que você poderia ir na festa com sua personagem a Gloria de las Rosas…”. Então lhe questionei, porque achas que eu deveria gastar maquiagem e dispor de figurinos caros num calor de 35º, sem cachê?
Aqui neste país infelizmente um profissional independente não é respeitado, um ser humano independente tão pouco. Os brasileiros tem um complexo bastante complexo, O de valorizar o status mais que a qualidade no ser humano. Quando compartilho um artigo meu em redes sociais, apenas os que tem um salário inferior ao mais são os que leem e fingem que não e se recusam a dar uma curtida e fazer um comentário.
O complexo de cachorro magro do brasileiro é algo muito interessante e deve tornar-se objeto de estudo. Os ícones ou seres valorados como exemplares destes não são os mesmo que os meus. Glória.
Certo dia, a semanas atrás em um karaokê após cantar com um amigo de longa data uma moça não muito pueril se aproximou e tentou fazer um desses elogios depreciativos. “Nossa, vocês são ótimos, poderiam cantar uma música do Sambou?…”. Taxativo retruquei: “Que merda é Sambou?”.
Este tipo de elogio que busca abrir a guarda e terreno para uma agressão é algo que não conheci em nenhum dos países em que já vivi, e tão pouco tive contato através das mais de 50 nacionalidades que tive à cama, e tão pouco nas mais de 70 nacionalidades as quais pude ter contato nesta encarnação.
Como quando alguém se surpreende por um rapaz no ônibus dizer “que quero comer um cara”, pois acham que homossexual é apenas e limitadamente passivo. Se assim fora quem os comeria? Os héteros? Comer homem não é passível de status de homossexualidade no Brasil. Este mesmo Brasil em que 689 transexuais foram assassinados entre 2008 e 2014, segundo a ONG Transgender Europe. É a cifra mais alta do mundo, de acordo com seus dados, embora a organização não tenha informação sobre todos os países. Ora, ora. Os rapazes que entregam seu loló para travestis são héteros?
O Brasil é mesmo um rico campo para o jornalismo investigativo. Pois como uma rama da comunicação social bebo litros, e não falo de gozo, na sociologia e psicologia social.
Numa matéria sobre Laerte, grande chargista, me surpreendi. Lá se afirmava que nos últimos anos houve melhoras na situação dos transexuais por aqui. Pois as cirurgias de redesignação de sexo, proibidas no Brasil até 1997, hoje são feitas em vários hospitais públicos. Também é possível mudar de nome legalmente, na verdade, desde que se comprove algo chamado “transtorno de identidade”.
Paradoxos de um país frequentemente visto de fora como sexualmente liberado: “O Brasil é muito desigual e ambíguo. Convivemos com grandes liberalismos e extremas repressões e agressividade para a população LGBT, as mulheres, os negros, as minorias…”, afirmou Laerte.
E temos de concordar com Laerte, o país tropical e abençoado por Deus, se é que este existe é amador, mas não para amadores. Você é livre para ser o que quiser, desde que dentro da normatividade. Pobres moços!

Nando Schweitzer é Diretor Teatral, Cantor e Jornalista diplomado e de carreira

Anexo informativo sobre a sexualidade no continente Americano
Na Argentina, aqueles que têm seguro de saúde têm cobertura da seguradora para realizar a cirurgia. O restante da população que depende do serviço público de saúde pode se operar nos hospitais públicos gratuitamente.
Para mudar o nome não é necessário ir até um cartório. Os interessados devem apenas ir a uma espécie de escritório público de registros com uma declaração e a testemunha de um funcionário do local, informaAlejandro Rebóssio.
No Chile, as cirurgias não são realizadas nem pelo sistema público e nem pelo privado. Um juiz determina os requisitos necessários para autorizar a mudança de nome. Pode pedir uma avaliação psicológica e psiquiátrica, e, segundo o critério do próprio magistrado, pode também exigir que a cirurgia tenha sido feita. A pessoa que quiser mudar sua identidade deve comprovar estar vivendo em transição há ao menos cinco anos e apresentar testemunhas.
Graças a uma reportagem do programa de televisão Contato do Canal 13, que mostrou pela primeira vez a realidade de uma menina transexual no Chile, ocorreu uma grande mudança de mentalidade na sociedade chilena. O caso de Andy, cujo colégio acaba de ser multado por não aceitar que ela assistisse às aulas como menina, provocou a reação de muitos pais que se atreveram a assumir a condição de seus filhos e filhas, informa Rocío Montes.
Colômbia subsidia as cirurgias de mudança de sexo, que são feitas em caso de hermafroditas menores de idade e em casos como quando a Corte Constitucional ordenou que se operasse uma jovem diagnosticada com ‘transtorno de identidade sexual’. As seguradoras de saúde estão obrigadas a fazer as cirurgias depois que um homem conseguiu na Justiça o direito à identidade sexual, em 2012. A Justiça entendeu que, nesse caso, as intervenções não são estéticas, e sim definitivas para a construção da identidade.
Desde junho deste ano, para mudar o nome nos documentos basta ir a um cartório. Antes disso, era preciso se submeter a exames físicos para comprovar a mudança de sexo. Hoje, o trâmite dura cerca de cinco dias. Mas isso tem gerado dúvidas, como por exemplo, se um homem muda de sexo, então qual é a idade que ele deveria se aposentar? Na Colômbia, as mulheres também se aposentam antes dos homens.
Também há dúvidas sobre se a mudança de sexo for feita, duas pessoas do mesmo sexo poderão se casar. Isso também está em debate na Colômbia, informa Elizabeth Reyes.
O governo do México não financia as operações de mudança de sexo. Na Cidade do México, por exemplo, o governo subsidia somente em alguns casos o tratamento hormonal, mas não vai além disso. Sobre a mudança de nome, cada um dos 31 Estados tem suas próprias leis. Mas na Cidade do México, a capital federal do país, desde março deste ano há um trâmite simples. Antes dessa data, as pessoas que desejavam mudar legalmente seu gênero deviam recorre a um juizado especial no Tribunal da Família. O processo poderia demorar até seis meses, informou Paula Chouza.
No Peru, o sistema público de saúde não subsidia as cirurgias. A forma de mudar o nome no documento de identidade é por meio de um processo judicial. O juiz deve realizar uma observação na certidão de nascimento – que indica que a mudança obedece a uma decisão judicial promovida pelo interessado. Com isso, a pessoa solicita a mudança do seu nome e sexo no Registro Nacional de Identificação e Estado Civil (Reniec). Naaminn Cárdenas, o primeiro transexual que solicitou ao Reniec a mudança de seu nome e sexo (de masculino para feminino), conseguiu a alteração em 2011, após um trâmite de oito anos na Justiça. Uma comunicação do Reniec afirma que segundo o Código Civil, qualquer mudança ou adição de nome de uma pessoa, no qual abrange outros dados como sexo, só poderá ser realizada por motivos justificados e mediante autorização judicial, informa Jacqueline Fowks.
Bolívia não reconhece legalmente a transexualidade. Os códigos de família recentemente aprovados permitem que os pais escolham qual sobrenome – paterno ou materno – virá primeiro, mas não falam de mudança de sexo. Portanto, no há apoio estatal às cirurgias. O único caso público de mudança legal de sexo foi o de Roberta Benzi, que tem cerca de 50 anos e é de classe alta. Ela entrou na Justiça há mais de uma década para conseguir uma identidade com sexo feminino e denunciou abusos da polícia no processo. As poucas transexuais que existem estão quase todas nos setores populares e seguem usando seus documentos com as identidades que lhes foram designadas ao nascer, o que as põem em situação de vulnerabilidade, informa Fernando Molina.

terça-feira, janeiro 16, 2018

O que se fazer no Fim do Mundo?

Olho o sol abrasador rachando e penso: Quando teremos ar condicionado pela cidade? Mas como sempre nós humanóides pensamos apenas na superfície. A margem não interessa. Em seu livro, Michael Foucalt, retratou as relações de poder na sociedade moderna. Neste ela afirma que um ser para sentir-se superior necessariamente fara dos outros sua margem, e a partir desta construção de relação de poder passará a ser cetro. Afirmativamente concordarei hoje com Dean Radin ao profetizar que “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”
Nesta livre interpretação dos ensinamentos foucaultianos podemos espelhar nossa crise do momento. Rio do Brás? Nãaaaaaaaaaaaooooooooo… Ave de Rapina? Nãaaaaaaaaaaaaaooooooooo… Aumento das passagens? Nãaaaaaaaaaaaooooooooooo…
O grande drama da nossa sociedade é o capitalismo. O resto são apenas resultante deles. Zygmunt Bauman já nos tem alertado a décadas disto. Também sou considerado um pessimista, tenho a anos diagnosticado a realidade sem pudores ou filtros. Isto me tem rendido inimizades, exclusão de ex-amigos das redes sociais e muitos conflitos familiares.
Bauman em seus últimos livros é sumamente crítico também, como no livro “A riqueza de poucos beneficia todos nós?”, pergunta simples de resposta simples e clara mas que todavia muitos não se permitem. Ou pior, irão estes desargumentados e desorientados gritar: Comunistaaaaaaaaaaaaaaaa!
Bem não irei mais alongar palavras, não, não mais. Farei reiki e yoga. Aaaaaaaaaaummmmm…
Ironias a parte, tudo isto me faz pensar o qual motivo de um rapaz de 16 anos estar com a família em um shopping de shortinho apertado e camisa rosa choque. Inspirador! Porque? Ora, a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira. Tal qual a mentira social de que o país hoje é democrático, aberto e sem preconceitos. Ou vai dizer que o pobre rapaz não chamava atenção ao caminhar?
Sim, sim, sim. tanto chamava que a família fingia que não era com ele mas ao que ele se afastava eles mesmos repetiam o olhar alheio.
Não, não, não. Não irei assistir Snoop e Charlie Brawn. Nem para homenagear Benito de Paula. Canso-me de ser o repeteco da mesmice. Irei ver Até que a Sorte no Separe 3, talvez. Nem por isso. Mas sim por aquilo. Ou não.
Segundo pesquisadores britânicos através da escala Kinsey e ao entrevistarem 1600 pessoas sobre como elas se viam sexualmente, deu-se a maior descoberta sociológica contemporânea, o fato das pessoas estarem com a mente cada vez mais aberta, não só no Reino Unido, onde o estudo foi feito mas como no estudo comparativo que o inspirou. O instituto americano Pew Research Center, também contam com estudos com resultados parecidos: enquanto apenas 55% da população americana em geral apoia o casamento gay, 70% dos jovens da geração Y (jovens nascidos nas décadas de 80 e 90) são à favor.
Um estudo da University of Chicago, de 1973, apontou que 70% das pessoas considerava os relacionamentos homossexuais como “sempre errados”. O fato de agora, o mesmo número ser o de pessoas da nova geração, que apoiam o casamento gay, indica uma mudança radical. O mundo está mudando! Ao menos por lá. No estudo britânico 43% dos jovens afirmaram que poderiam fazer sexo com pessoas de mesmo sexo.
Será por isto que lá usar rosa não é um tabu? Será que aqui se usa rosa porque somos aculturados? Compramos a moda de lá, mas não compramos a evolução sociológica. Pena. Preferia o contrário.
“Há 40 anos, achamos que a liberdade tinha triunfado e que estávamos em meio a uma orgia consumista. Tudo parecia possível mediante a concessão de crédito: se você quer uma casa, um carro… pode pagar depois. Foi um despertar muito amargo o de 2008, quando o crédito fácil acabou. A catástrofe que veio, o colapso social, foi para a classe média, que foi arrastada rapidamente ao que chamamos de precariat (termo que substitui, ao mesmo tempo, proletariado e classe média). Essa é a categoria dos que vivem em uma precariedade contínua: não saber se suas empresas vão se fundir ou comprar outras, ou se vão ficar desempregados, não saber se o que custou tanto esforço lhes pertence… O conflito, o antagonismo, já não é entre classes, mas de cada pessoa com a sociedade. Não é só uma falta de segurança, também é uma falta de liberdade.” – Zygmunt Bauman.
E o que fazer com essa tal liberdade? Não. Não é para cantar a música brega. A pergunta é séria. Você se acha livre? Não basta. Seja! Faça! Perca a linha. Passe dos limites. Invada e experimente-se no desconhecido e no proibido. Seja! E se a mente que se abre para o novo não volta para o tamanho original… Abramos nossas mentes!

sexta-feira, janeiro 12, 2018

A cidade falida… Difícil até para fugir!

Floripa
Mesmo em meio a interdição de rodovias, pontes e etc, todos os nativos xenófobos estão a postar comentários sobre/contra os turistas em Florianópolis, e eis que o sono vêm. Eu mero mortal, juntei moedas o ano todo para fugir, das frases típicas, como “Eu moro aonde vocês passam férias”, ou “fora haule”, pois se a cada frase fascista nos fóruns de jornais catarinenses me dessem uma moeda estaria mais rico que o Pelé. Sim meu caros, amargarei um natal paupérrimo em prol de uma virada do ano em Lima, para tirar o ranço e a zica de Florianópolis do meu corpo.

Pensar em uma cidade sem industrias, que destrata o turista é para mim alarmante. Um verdadeiro sinal de mentalidade provinciana. A única indústria que no mundo pode crescer e não poluir, e sim preservar, é o turismo ecológico e cultural.

Um ser humano normal obviamente não quer sua cidade suja, cheia de filas, hiperinflacionada… Toda esta ladainha que não é a da igreja, se poderia evitar, não eliminando os turistas da cidade, mas criando uma estrutura deliberante e capaz de atender o público.

Florianópolis com uma população de cerca de 500 mil habitantes hoje, fixos, pula no verão para 2,3 milhões. Matemáticas a parte, é claro e evidente que uma cidade que porcamente atende a seus residentes se torna impraticável no verão com um acréscimo de pessoas tal.

Mas se tivemos um ano de merda em vários âmbitos, ganhar o que não se ganhou no decorrer do ano em 2 meses de temporada lhes parece justo?

A capital catarinense vive em base do funcionalismo público e de serviços para tais e demais habitantes. E já não seria hora de qualificar este serviço e amplia-lo? Assim se poderiam massificar e multiplicar os ganhos da cidade. Por qual razão cidades de concreto como Nova York, São Paulo e Buenos Aires capitalizam cada uma sozinha mais visitantes/ano que Florianópolis?

De absurdo em absurdo perdemos o filão do momento. Enquanto Paris mesmo sobre ameaça de novos atentados segue líder mundial como destino turístico, nós a naufragar num pedacinho de terra perdido no mar. São os transportes públicos lentos, quentes, mal distribuídos, sem ar condicionado… o problema? Este mesmo que outrora, cito o ano de 2004, tiveram reajuste de R$ 1,60, para mais de 2 reais com a justificativa de que se implementariam em 100% das linhas ar condicionado.

Será a baixa demanda de táxis, estes que por costume imbecil ficam parados em pontos “estratégicos” e te fazem esperar minutos infindos ao serem acionados via rádio-táxi, ou algum aplicativo, nosso problema? Via aplicativos de veras tardam menos, mas nem todos usam estas ferramentas.

Os preços superfaturados brindados nas praias nuas da ilha da magia, seria o problema este? Neste instante não. Sim, são vergonhosos. Não casualmente ao lado do título da melhor qualidade de vida do país, dentre as capitais está grudadinho o de 2º maior custo de vida. Porque? É o preço que se paga por viver numa ilha, ideologicamente falando.

Estamos de costas para a modernidade, de costas e de bunda para a cultura, para o turismo de negócios. A gastronomia rica historicamente é mal divulgada, e quando tentamos usufrui-la se pagam “bagatelas”. Ao levar pessoas para um tradicional recinto ilhéu, pagamos 257 reais e saímos com fome. A demora fora outro fator imensurável e angustiante. E ao retornar ainda não pudemos fugir do eterno congestionamento do sul da ilha, pois o acesso via Tapera, o mais curto, é restrito.

Como é difícil enumerar problemas existentes em Florianópolis sem soar repetitivo. Mas parece que aqui quando se observa e comenta-se uma realidade temos 2 absurdos resultados. O primeiro é fingir que tudo está bem, e o segundo ouvir o clássico jargão local “volta pra tua terra!”. E eis que a pessoa agredida deveria revidar com um sonoro: Estou a tentar, mas o engarrafamento não deixa.

E aquela tradição de fechar restaurantes para almoço? Sim, já tive… esta linda experiência. Ou que sábado a tarde tudo fecha… Ou ir ao centro da megalópole e zaz… Tudo fechado. Corre-se ao shopping e por fim se encontra uma casa de câmbio aberta. Oras como viajar com moeda nativa? Consegui empurrar uma porta quase trancada e ser o último cliente as 15:00h, embora no principal jornal da TV local tenham afirmado que shoppings estariam abertos até 17h… Depois de encontrar metade das lojas fechadas de um outro centro comercial(sinônimo para shopping).

Vamos que vamos! Nos entupamos de comida e esqueçamos os problemas… E quando alguém nas mil filas que enfrentaremos no dia a dia reclamar e não tiver sotaque nativo lancemos o jargão clássico mané e pronto.

Nando Schweitzer é Jornalista, Diretor Teatral e Cantor. E gosta muito de comer…

quarta-feira, janeiro 10, 2018

UFSC: Jogo sexual preocupa autoridades da capital

Resultado de imaxes para carrussel sexualUm jogo sexual está a preocupar as autoridades, este que tem ocorrido em festas promovidas por alunos da Universidade Federal de Santa Catarina e consiste em uma especie de roleta russa quanto a ejaculação. Existe um vídeo de quatro minutos que se tornou viral nas redes sociais e mostra como se joga: cinco rapazes estão sentados sem roupa e completamente entumecidos em suas genitálias e moças ou as vezes rapazes, nus da cintura para baixo, sentam-se aos seus colos e assim se deixam penetrar. A cada 30 segundos, mudam para o colo do rapaz ao lado. Perde o jovem que ejacular primeiro.

Alguns dos jovens que aparecem no vídeo são menores de idade(calouros) e em cima de uma mesa são visíveis várias garrafas de álcool e cigarros. Um dos jovens contou ao blog que faz este jogo regularmente nas festas universitárias, tendo recebido as instruções do jogo por uma mensagem no Whatsapp. O rapaz, que não se quis identificar, contou ainda que não usam preservativo. Os jovens contam também que este começou na Colômbia, onde é conhecido por Carrossel(Não o do SBT, de origem mexicana).

Um aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis na unidade de adolescentes de um hospital de Madrid e pelo menos quatro casos de gravidezes indesejadas são sinais que estão a preocupar as autoridades de saúde da capital, que alertam para um jogo sexual perigoso, chamado "roleta sexual" ou "carrossel sexual".

"O problema é que se unem a inconsciência e a imaturidade. Com boa educação sexual isto não aconteceria", explicou a psicóloga e sexóloga Ana Lombard. A especialista explica alguns dos problemas práticos deste tipo de comportamento: "os rapazes podem ter problemas de ereção e de controle da ejaculação. Mas é pior para as raparigas e rapazes passivos. A dor de serem penetradas sem estarem excitadas cria vaginismo: a vagina está contraída e isso cria lacerações e feridas e também fissuras no reto".

Além disso, mesmo que os rapazes usem preservativo, as raparigas estão "totalmente indefesas", continua Lombardía. "Elas vão rodando e entram em contacto com as secreções das outras. Logo contraem VIH, hepatite C, sífilis, gonorreia e o HPV". "Os jovens são cada vez mais precoces e têm acesso ao álcool, drogas e sexo mais cedo. Aborrecem-se rápido e procuram outras formas de se divertirem sexualmente", explicou a psicóloga e sexóloga.

quarta-feira, dezembro 27, 2017

Bicicletas são um futuro inevitável nas grande cidades

Quando que no Brasil as cidades terão ciclofaixas seguras e bicicletas passarão a ser parte do sistema de transporte? Talvez nunca! O Brasil ainda está a comprar o sonho americano na sua versão mais torpe e devastadora. Precisamos mudar nossa visão sobre transporte público para uma melhor qualidade de vida e segurança social em nossa cidade. Em muitas partes do mundo o pedestre e ciclista tem sempre a prioridade no trânsito, aqui ainda temos a subcultura do quanto maior, mais poder. Seja grande o veículo motor ou o ego, e doravante ambos as vezes simultaneamente.

Imaxe relacionada
Mejor en Bici - Sistema gratuito de empréstimo
de bicicletas da cidade de Buenos Aires
Neste momento de crise, se é que ela existe, justamente é hora de se investir em fontes renováveis de energia. Um exemplo a ser copiado é o do protótipo, dotado de 70 metros de extensão, que foi instalado na cidade de Krommenie, a 25 km da capital Amsterdam na Holanda, e pode produzir energia suficiente para alimentar as casas de três famílias durante um ano, a ideia será ampliada em 2016.

Mas não só esta ideia do país das bicicletas pode ser e deva ser copiada no Brasil, mas o tratamento dado ao veículo das duas rodas. Em toda a Holanda existem pelo menos 20 mil quilômetros de ciclovias e trechos adaptados para um passeio seguro sobre duas rodas. Na capital catalã, além de um sistema de empréstimos público, também lá 40% dos deslocamentos são feitos a pé ou de bicicleta. Com mais de 150 quilômetros de vias destinadas aos ciclistas, 100.000 viagens internas na cidade são feitas na grandiosa e moderna Barcelona. Em 2004, esse número era de 33.000. Conhecido por sua eficiência, o Bicing é um sistema de empréstimo de bicicletas disponível em toda a cidade, com 413 estações de retirada e devolução, distantes 300 metros uns dos outros.

Pelo nosso continente o destaque é Buenos Aires, com um sistema inteiramente gratuito de empréstimo de bicicletas. São 195 km em uma cidade plana e interligada por ciclovias que atingem toda a capital portenha. Esses trajetos fazem parte do projeto governamental Eco Bici, que inclui também um serviço de empréstimo gratuito de bicicletas. Depois de fazer o cadastro, é possível utilizar por duas horas um dos 500 veículos disponíveis. O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas, e aos sábados, das 9 às 15 horas, em dezessete pontos da cidade. Ainda se incorpora ao sistema bicicletas que via cartão magnético podem ser liberadas em diversos postos de auto atendimento 24 horas.

Atualmente, 37% da população da cidade de Copenhague se locomove sobre pedais. A meta local é que até 2015 esse número alcance metade dos habitantes. A cidade é um dos poucos lugares do mundo a contar com um sistema de semáforos específico para ciclistas…

E onde está a capital de melhor qualidade de vida no Brasil? Perdida. Não tendo sequer 30 km de ciclovias, sem sistema de empréstimo de bicicletas, e completamente isoladas entre si, ligando nada a coisa nenhuma. Florianópolis engatinha e mal no ecoturismo.

Berlim possui 650km interligados a diversos pontos de interesse de turistas. Um circuito de 160 quilômetros passa por diferentes áreas nas quais ainda restam fragmentos do histórico Muro de Berlim. Ciclistas com mais fôlego podem partir da capital alemã e seguir até Copenhague, na Dinamarca, numa empreitada de cerca de 650 quilômetros por ciclovias e áreas destinadas à circulação de bicicletas. O site oficial de turismo da Alemanha apresenta diferentes rotas de viagem para os praticantes de cicloturismo em todo o país.

Paris tem o maior sistema de empréstimo de bicicletas no mundo, o Vélib. Em julho de 2017, o serviço completou dez anos e comemorou números significativos: 100 milhões de viagens, 20.000 bicicletas à disposição em 1.800 estações de aluguel e mais de 180.000 assinantes no ano. Tanta movimentação faz todo sentido para uma cidade como Paris, que é repleta de ciclovias – já espera-se chegar a 700 quilômetros até 2014 – e de inspiradores cenários.

Repensar a estrutura viária da cidade de Florianópolis é necessário pois pouco ou nada se fez vários casos de grande repercussão nas redes sociais de Santa Catarina como a morte do jornalista Róger Bittencourt. Vítima fatal em um acidente na SC-401, aonde foi atropelado ao locomover-se com sua bicicleta, pelo motorista Gustavo Raupp Schardosim, 39 anos, que encontra-se no Complexo Penitenciário de Florianópolis. Ele respondeu por três crimes, conforme indiciamento do delegado Cleber Tappi Serrano.

A capital catarinense e sua principais cidades não estão pensadas para o ciclista. Sequer Joinville que tem a maior relação bicicletas por habitantes do estado. Na última campanha eleitoral o professor Elson Pereira, candidato pelo PSOL a prefeitura de Florianópolis tentou recorrer a cidade com uma bicicleta e pode expor a fragilidade e o grande perigo que é transitar pelas vias da cidade. Hora se usa acostamento, noutro o meio fio, e muitas vezes trechos em chão batido com sorte. (https://youtu.be/qSNy2yauy6g)

Hoje Florianópolis possui 16 ciclovias oficialmente, estas que não estão interligadas e ser muito mais como áreas de lazer para cada uma destas comunidades que verdadeiramente como trajeto para trasporte público. Parte destas são ciclofaixas estreitas e com má sinalização, não oferecendo segurança ao ciclista. Somado a isto, a falta de postos bicicletários seguros para se estacionar veículos particulares na cidade é uma trágica realidade, ainda falta de uma legislação que obrigue as empresas a possuírem bicicletários para seus funcionários torna impossível para a população mesmo que se houvera essa consciência ambiental de substituir seu meio de transporte habitual por bicicletas.

sexta-feira, dezembro 22, 2017

Receita de forno: Peru de Natal, à moda Schweitzer (Sem passas)

Peru de nadal
Receita para forno com recheio para o Natal – 120 minutos
Se você nunca pois as mão na massa ou no peru, eis aqui a receita para o peru assado mais pá que irás achar. Agora vamos lá, mas não pense que o enchimento também não é delicioso.
Ingredientes:
1 peru de cerca de 3 a 3,5 kg.
150 damascos secos e 2 maçãs.
2 ovos
1 cebola grande
5  fatias de pao velho raspado
500 gramas de carne magra de porco picada
200 gramas de bacon
1/2  xícara de leite
Molho de tomate, sal, pimenta, óleo, manteiga ou margarina
Passos para execução
Peça ao seu açougueiro, ou com cuidado o faça você, um corte a partir da metade do peito até a croaca. Em uma panela com manteiga derretida quente, coloque para fritar a cebola, cortada bem petitt(pequena). Quando o caldo da cebola verter, adicione as fatias cortadas em pequenas tiras de bacon, e refogue um par de minutos, mexendo.
Adicione a carne de porco picada e colocar um pouco de sal e pimenta, refogue não mais do que 5 minutos. Passa o conteúdo da panela para uma tigela, acrescente o pão (que vai ter esmagado no triturador), damascos secos, molho de tomate feito uma hora antes e as maçãs descascadas e cortadas em cubos, e meio copo de leite. Também acrescenta dois ovos, toda casco sem batida. Coloque sal e pimenta e salsinha picada. Misture com as mãos, tão bom, fazendo uma mistura homogênea.
Tome o peru pela abertura no peito, que você tem feito anteriormente, mexa o conteúdo da tigela com enchimento e coloque nesta cavidade. Com pauzinhos ou com barbante de cozinha e de agulha grande, costure o peito você deixou aberta. Passe sal e pimenta por fora e unte o peru com manteiga ou margarina, em todos os lugares. Regue com um pouco de conhaque ou um vinho seco, e colocar no fundo água na medida de um dedo.
Coloque-o no forno, pré-aquecido a 180 graus e deixe por 2 a 2,5 horas, até ver que, ao clicar com um espeto se pode perfurar a carne facilmente facilmente. Quando você vê que já, retire-o do forno, descosa o peito com uma colher e e reserve em uma travessa todo o recheio,  este que servirá como enfeite. Você terá um peru bronzeado e suculento, e muito requintado. O caldo da assadeira pode ser colocado por cima para dar mais sabor, e umedecer a carne posteriormente.
Agradeçam-me ao melhor peru de suas vidas, e caiam de boca. Pode-se ter dúvidas quanto a origem do natal, deste tradição, mas ao menos o peru tem de estar bom pra compensar aguentar os familiares nesta noite….
PS>: Acompanhe com arroz gratinado na manteiga, e nada de salpicão com uva passa, por favor. Seja na farofa, no recheio ou no salpicão substitua a uva por damascos secos…. Viva com glamour essa reta final de 2015! Decore com frutas frescas a hora de servir(cerejas, peras em rodelas, morangos…)
* Se você achar necessário enquanto assa o peru jogue o caldo aos poucos adicionando um pouco de água na travessa para que não se grude ao fundo. Vá regando frequentemente peru com seu próprio suco, que vai cair na assadeira.
Nando Schweitzer é Jornalista, Diretor Teatral e Cantor. E gosta muito de comer…

quinta-feira, dezembro 21, 2017

NÃO MANDAREI CARTINHAS!

Quantos dias e quantos noites faltarão para a felicidade plena. Qual o porque desta e tantas outras perguntas filosóficas e antropofágicas no final de ano. Somos convencidos pelos que nos rodeiam e pela sociedade que devemos pular ondinhas, comer romãs, uva desidratada e passar a virada de branco… Dentre outras milhares de simpáticas simpatias pagãs.
Proporei um natal e ano novo diferente. Se é que queremos mudar nossa realidade, devemos sim percebe-la e num seguinte momento dado este choque de realidade, ou realismo, mudar nossas posturas práticas.
Papai Noel
Não, jamais seria cristão, tenho QI alto o suficiente para saber que tais religiões além do dízimo me cobrariam outras mil condutas, as quais não conseguiria e nem pretendo seguir. Aí me vem no ouvidinho o anjo mal, aquele diabinho e diz que é pretensioso demais seguir meus próprios ritos de fim de ano.

Logo penso eu, se passei décadas a seguir ortodoxamente rituais que não significam nada mais que uma tradição(ou várias), e minha vida segue no buraco… Qual a razão para não inovar?
Não colocarei roupas brancas, cuecas amarelas(a não ser pelo suor), não comerei sete uvinhas(muito menos passas), não pularei as sete ondas, não farei um pedido de ano novo, não colocarei o sapatinho para papai noel, não cantarei noite feliz com o disco da Simone, não tomarei cidra ou espumante fingindo ser champagne, nem assistirei a missa do galo(pois não sei o que tem haver um galo com o natal). Nada disso adiantou antes, seria imbecil repetir essas mandingas que nada mais são que crendices tolas.
Alguns dirão que estou louco. Mas conte a um chinês ou turco o que já fizestes em natais e anos novos por “tradição” e o louco será você. É ótimo que as pessoas parem para refletir suas ações, pena que o fazem uma vez por ano, ou depois de um atentado, somente.
Em tempos de cólera por coisas tão banais, ver o neto do Sílvio Santos na Globo com um bando de semi-celebridades a cantar músicas norte-americanas não me faz ter espírito natalino. Certo que seria pior um especial da Simone. Mas ver Roberto Carlos cantar pagode e funk tão pouco me inspira UM MUNDO JUSTO E MELHOR… Depois de 80 amos de carreira a voz continua fanha e semitonada.
Parei. Sim. Parei de ter esperanças no ser humano. Talvez, quiçá, de encontrar um ser humano. Me vejo no fim, no despenhadeiro, como um dinossauro velho a ser atirado por essa geração ostial no abismo. Vivemos um mundo sem saídas. Pois se existem não ascendem por minha rota, sequer acenderam a luz de avido.
Se queres um futuro promissor lute. Lute pelo fim do vestibular, pelo fim do racismo, pelo fim da xenofobia e similares. Eclodimos em uma bifurcação na qual não nos basta ser bons samaritanos, precisamos ser Sasá Mutema.
Pelejemos por um mundo sem Frozen, sem cartinha pro papai-noel, sem Jornal Nacional, sem PT, sem PSDB, sem testes do sofá, sem machismo, sem carnaval, sem o gordinho de vermelho criado pela Coca-Cola, sem você a apedrejar os meus artigo por não compreender ou não concordar com a minha pessoa, sem Nelson Barbosa, sem bíblias a adestrar ignorantes.
Uma certa vez uma cigana me disse… Bem, não importa o que ela disse. Eu não me importei. Devemos nos importar menos com o que falam de nós. Muitos só falam, mas não agem. Outras agem, sem pensar. Uns tantos não pensam quando falam e por isto falam e agem de formal boçal.
Alguns anos vivendo fora me fizeram mal, ao regressar encontrei um país pior do que o que deixei. Desta vez não podem me culpar!
Nando Schweitzer é Jornalista, Diretor Teatral e Cantor.

sexta-feira, novembro 10, 2017

A Tribo da Arte estreia tragédia sobre violência familiar

O espectáculo Mentiras Perigosas, de Nando Schweitzer, o mesmo autor e diretor de Bacalhau Regado ao Vinho, entre outras teve sua primeira montagem no Grupo GRATTA, sob a direção de Vera Costa no ano 2000, e foi remontado pela nossa companhia no ano de 2004. Estreando no festival Didáscalico, do antigo CEFET-SC, o texto demonstrou a versatilidade de personagens, um total de 11.

Foto de Fernando Schweitzer.Sinopse - A história inicia-se com a comemoração de quatro amigos recém-formados. Numa roda de bar, uma mentira muda para sempre os rumos destes dois casais, que se reencontram 25 anos mais tarde através de seus filhos e um acontecimento trágico fará com que as protagonistas se reencontrem em um tribunal.

A trama se passa em 2 fases, a 1ª 25 anos antes da actualidade. O espetáculo segue uma linha rodriguiana, em 3 atos. São uma totalidade de 11 personagens, dos quais temos 5 atores já estão no elenco de nossa montagem atual de Bacalhau Regado ao Vinho, e 6 novos elementos selecionados por casting. A previsão de estréia é para Junho.

A trama se passa em 2 fases, a 1ª 25 anos antes da atualidade. O espetáculo segue uma linha rodriguiana, em 3 atos e entrará em cartaz no Teatro da UBRO no Centro da cidade de Florianópolis/SC, nos dias 15 e 17 de DEZEMBRO/2017.

O quê: Mentiras Perigosas [93min]
Quando: 15 e 17 de Dezembro 2017
Onde: Aktoro [R. João Pinto, 211 - Centro]
Horário: 20h (Sexta); 19h e 21h (Domingo)
Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) R$ 20,00 (promocional/antecipado)
Classificação Indicativa: 12 anos
Produção: A TRIBO DA ARTE
https://www.facebook.com/ATriboProduz/

Elenco

João Vitor - Donatan Alves
Márcia – Marielly Teixeira
Fabrício – Fabio Fontana
Elisabeth - Lais Küchler
Mauro - Virgilio Martins
Lisa - Yasmin Krug
Pablo – Vinícius Medeiros
Bianca – Ca Schmidt
Cema – Maycon Ramos
Vanessa - Ju Linhares
Promotor – Nando Schweitzer

Texto e Direção - Nando Schweitzer
Técnica - Felipe Pimentel

quinta-feira, novembro 09, 2017

ESQUERDA X DIREITA: O que fazem, o que comem, o que são?

Acredito que os ditos socialistas e tão pouco os liberais não iriam gostar muito do conceito proposto em relação a eles, como direita-esquerdista, ou como esquerda direitista. Não defendem a liberdade individual e, consequentemente, pautas como a liberação do uso das drogas, do casamento e da adoção por homossexuais, etc.?

Mas, senhores, os que madrugam no ler, convêm madrugarem também no pensar. Vulgar é o ler, raro o refletir. Entre a esquerda e a direita estende-se toda uma zona indecisa de mesclagens e transigências, que podem assumir a forma de partidos menores independentes ou consolidar-se como política permanente de concessões mútuas entre as duas facções maiores. É o “centro”, que se define precisamente por não ser nada além da própria forma geral do sistema indevidamente transmutada às vezes em arremedo de facção política, como se numa partida de futebol o manual de instruções pretendesse ser um terceiro time em campo.

Para pesquisadores, estes concluíram que, frente às situações novas que requerem modificação dos comportamentos habituais, os liberais têm mais sensibilidade neurocognitiva que os conservadores. Também deduziram que a menor sensibilidade neurocognitiva dos conservadores em tais situações poderia explicar seu comportamento mais sistemático e persistente. A avaliação neurofisiológica desse estudo foi tão consistente que serviu para prever com bastante exatidão se os participantes tinham votado em John Kerry ou George Bush na eleição de 2004 nos Estados Unidos. 

Nas beiradas do quadro legítimo, florescendo em zonas fronteiriças entre a política e o crime, há os “extremismos” de parte a parte: a extrema esquerda prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia revolucionária personificada num Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial. A extrema direita propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada.

Quando estás em um cruzamento e dobras a esquerda, isto é um ato de esquerda, e quando dobras a direita isto é um ato de direita. De fato, é extremamente raso e banalizante reduzir o debate à maior ou menor atuação estatal. O ideário de Estado mínimo apregoado por liberais consiste uma grande falácia. Exemplo disso são as medidas estatais de governos direitistas em épocas de crise econômica, medidas que suplantam direitos sociais visando repassar para toda a sociedade o prejuízo da classe dominante.

Há também uma observação curiosa que indica que as pessoas com altos níveis de cortisol (o hormônio do estresse) tendem menos a ir votar do que as que têm níveis mais baixos desse hormônio no sangue. Segundo esses dados, o estresse poderia ser um fator que diminui a participação dos cidadãos nas eleições. Nem é preciso dizer que determinados acontecimentos sociais, especialmente os traumáticos, podem produzir mobilizações importantes, ainda que nem sempre permanentes, na orientação ideológica das pessoas. 

sexta-feira, novembro 03, 2017

Porque existem mais usuários de maconha que de teatro na atualidade?

Imaxe relacionada
Pois, longe de mim prejulgar, apenas observo. A questão aqui não é o uso de entorpecentes ou drogas lícitas e ilícitas, este é um fato de cunho particular. Ao que chegamos ou tentamos é, porque não conhecemos tantos usuários de teatro quanto de maconha. Sumamente podemos concluir que a maconha hoje é mais popular que o teatro. Mas porque? Levantemos algumas hipóteses, mas antes coloquemos emparelhados suas similitudes. Ambos, e disse ambos, te fazem viajar. Ambos são discriminados pela sociedade. Ambos não fazem parte da grade curricular das escolas no país. Ambos estão para a juventude dados como algo desconhecido e que só provando se poderá conhecer seus efeitos. Ambos tem rituais de iniciação coletivos. 

Você acha que alguém escolhe por quem se apaixona? Descaminhos e percausos durante a vida criam afinidades e adicções. Augusto Boal construiu uma trajetória artístico-educativa de fortalecimento das potencialidades dos sujeitos em seus atos de criação estética, reflexão e conscientização política. Ao compreender o teatro como uma ferramenta capaz de fomentar as transformações sociais e a formação de lideranças em comunidades diversas e como ferramenta de transformação social, Boal difundiu seu método de teatro, baseado em jogos de percepção, expressão e criação, em diversos países, batizando-o como Teatro do Oprimido, em homenagem à obra de Paulo Freire. Seria Boal um adicto ao teatro? Temos que avançar aos poucos no Brasil. Legalizar o uso do teatro e da maconha e ver como isso funciona na vida real. E em seguida, se der certo, fazer o mesmo teste com outras drogas.

Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel, datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos têxteis e medicina. Mais tarde, outras sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha e o cânhamo produziam a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos têxteis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistente e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo.

Aristóteles, ao final de sua Poética, escrita entre 335 e 323 AC, aponta que a tragédia pode ser lida, e, mesmo assim, sem ter o movimento da cena (gestos, etc), sem ser apresentada ao vivo, terá seu efeito sobre o leitor, igualando-se assim a Epopeia na forma lida. Entretanto, por possuir componentes extras, a música e o espetáculo, a Tragédia, segundo Aristóteles, torna-se superior a Epopeia, pois contém “todos os elementos da epopeia” e, além disso, contém o que não é pouco, a melopeia (música) e o espetáculo cênico. Ambos acrescem a intensidade dos prazeres e são próprios da tragédia. (trad. Eudoro de Souza, Os Pensadores, 1462a,p. 268.). O teatro também, ainda segundo Aristóteles, além da vantagem de “ter evidência representativa quer na leitura, quer na cena”, possui poder de síntese, pois nele “resulta mais grato o condensado que o difuso por largo tempo”.

Uma reflexão que pode nos dar esse convexo pós-modernista é que ambos, tanto o teatro como a canábis têm efeitos recreativos, libertadores de travas cognitivas e bloqueios psicosomáticos de condutas aprendidas socialmente. Mas no caso do teatro existem mais preconceitos a seus usuários na atualidade. Pois ao que você comente a algum seja le próximo ou não que fora ao teatro causará mais reações e surpresa que ao dizer que fumastes um baseado.

Na sociedade atual temos mais defensores da descriminalização da maconha, inclusive por pessoas de rasgo conservador que defensores da arte ou do teatro. É muito mais comum alguém te convidar para fumar um que lhe convidar para ir ao teatro. Você com certeza conhece mais maconheiros que atores. Você com certeza já fumou mais vezes um fininho que a quantidade de vezes que foi ao teatro.

Portanto, muito mais que defender o uso indiscriminado do teatro como droga recreativa, desejo levantar a questão de porque o teatro nos dias em que vivemos é tão perseguido, censurado e boicotado? Resposta: Porque ele provoca, ele abre mentes, ele relaxa e ainda por cima libera enzimas no cérebro que ajudam a desmistificar barreiras sociológicas e interpessoais.

Existem estudos em várias partes do mundo que concluíram tanto que o uso de marihuana quanto do teatro fazem com que as pessoas sobre os feitos destes entorpecentes se permitam mais a experiências de cunho homossexual.

Uma postagem feita na rede social Reddit, no início do mês passado, deu origem a um novo termo que, depois dos g0ys, vem gerando polêmica na internet: o "highsexual", um heterossexual que passaria a se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo após o consumo de drogas. Tudo começou quando o usuário throwaway15935745625, que se diz hétero e usuário frequente de maconha, fez uma postagem no site relacionando o consumo da droga com a sua sexualidade. "Eu sou um super usuário de maconha... Só me sinto atraído por garotas e não ligo para homens quando estou sóbrio. Mas quando estou chapado, desejo homens que transem comigo com vontade. Alguém mais tem esse desejo? Mais alguém se sente assim depois de fumar maconha?", perguntou ele na rede social.

Seré então possível que se estimularmos ao público a um uso compulsivo do teatro possamos criar os "highteatrais"? E se os highteatrais terminariam gerando os "hightsexoteatrais"? E ao fim descobrimos porque hoje em dia usar maconha é algo que causa menos repulsa e repressão social que ser usuário de teatro.