Segunda-feira, Março 12, 2012

Maria do Bairro e do mundo

Porque sempre estive equivocada e não quis ver... Depois de anos em um semi ostracismo a maior estrela internacional do mundo latino regressou ao mercado fonográfico. E quando digo latino estou me referindo a todos os 11 idiomas latinos, desde a península ibérica até a Patagônia. O álbum Primera Fila, obviamente em espanhol neutro, o usado para dublagens internacionais no idioma, veio como uma aposta ousada da estrela Thalía. Sim com acento mesmo, que em espanhol quer dizer sotaque. Evitando os trocadilhos bilíngues, caminho.


Sua enfermidade muito parecida a de sua personagem magistral, Maria do Bairro, em complicações pós parto a afastaram das tablas e cenários. As constantes reprises de suas telenovelas, êxito em mais de 100 países, fazem com que sua ausência dos palcos musicais traga o desejo do público de seu regresso as novelas. Após recusar-se  interpretar a protagonista em A Usurpadora, talvez o maior equivoco de sua carreira, sua antiga casa a Televisa bem tentou cativar-la para retornar a tela pequena sem sucesso.


Por mais que lutemos contra los épicos, de alguma forma esse formato quando bem engendrado é avassalador.


... Continua ...

Quarta-feira, Março 07, 2012

Quero alcançar uma estrela

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Para que necessitamos tanto de ídolos? Quiçá para suprirmos nossa carência pessoal e esconder nossas inapetências. Até aí, não disse nenhuma novidade. A questão irracional passa a ser, quando super valorizamos algo ou alguém, mais que o merece. Desde a revolução francesa o mundo vem sofrendo agressões bruscas a sócio-cultura normativa humana. Algumas para o bem, diga-se de passagem. O ponto a que venho é: O problema não é ser fã de algo, e sim ser fã sem motivos racionais para.

A canonização em vida de certos objetos da cultura de massa é um crime coletivo de lesa-humanidade. Os convido leitores a desmistificar certas verdades absolutas do mundo POP.

Primeiro o que vem a ser um POP STARS? E não estou a falar da bandaRouge que que vendeu seus três milhões de cópias com quatro álbuns de estúdio, um álbum remix e três DVDs lançados e depois de 4 anos de êxitos simplesmente esquecidas. Não serei mais irônico até o fim do artigo, prometo. Prometo tentar.

O grande paradigma. Êxito ou sucesso. Em espanhol suceso quer dizer acontecimento.  Usarei essa dicotomia da língua irmã, já que provém também do latim, para criar um paralelo. Fazer sucesso é algo comum, não requer talento e tão pouco é sinônimo de qualidade técnica artística. 

Já que usei terminologia imperialista acima, sei que os filhotes do Império do Norte devem estar ansiosos para que eu cite algum yankee como referência de estrela pop. Calma. Chegarei aí, não da maneira desejada mais... Chegarei. Ampliemos nossa visão encilhada como cavalo chucro. Desplazemo-nos em um âmbito mais amplo do que poderíamos chamar de um astro. Termo esse anterior a revolução causada pela criação da Pop Art, termo em inglês para Arte Pop, movimento artístico surgido no final da década de 1950 no Reino Unido. Pop, significa: aparecer, estourar, estalar. Claro em raiz literal. E art, bem... É arte mesmo terminologia proveniente do latim ars, artis, e este calcado do grego. τέχνη). Virtude, disposição e habilidade para fazer algo.

Cultura popular, cultura de massa é a cultura vernacular - isto é, do povo. Cultura Popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma ativa. Ai... Hoje em dia seria, a que o povo acredita participar, ou que vem dele.

Bem vamos com parágrafos curtos agora, assim dá tempo de respirar. Respirando... 1, 2, 3... Respirando...

Minha primeira noção do que seria um estrela na vida foi quando conheci a história de uma menina que era o patinho feio e que tinha como ídolo um cantor e que estava bastante distante na vida dela, mas ela o amava tanto que conseguiu arrumar um emprego perto dele, mesmo sendo feia o seu ídolo pouco a pouco foi se apaixonando por ela e no decorrer da novela com esse amor correspondido ela aos poucos vai mudando.

Eduardo Capetillo e Mariana Garza em cena  de Alcançar Uma Estrela / Divulgação - Televisa
Claro isso era uma novela, Alcanzar una estrella, de 1990, quando recém estava eu começando a cantar na noite em bares de minha cidade. Como em quase toda a novela desse tipo, é necessário ficar bonita, e descobrir-se magicamente que se tem um grande talento para ser cantora. Os dois obviamente, depois que a pobre e feia comeu o pão que o diabo amassou, se apaixonam e vivem felizes para sempre.

Eu continuo pobre e feio, igualmente me causa muitas boas recordações a época em que sonhava que algo parecido ao que aconteceu com Lorena, a protagonista, passasse em minha vida. Desse sonho absurdo, surreal e enfermo é que se alimenta a indústria cultural de massa. Fazer crer a um, "mero mortal", que qualquer um pode ser um astro. Que boa armadilha. Pois tudo sempre tem um porém e um porquê.

Para ser uma estrela, tem que ter muito talento e força de vontade, pois não basta ser só lindo... Ser maravilhosa... Precisa ter determinação e confiança de si mesmo, afinal se nem você confia em si mesmo, como os outros vão poder? Prometi não ser irônico, lembram?

Cher ou Madonna? Shakira ou Jennifer Lopez? Thalía ou Paulina Rubio? Michael Jackson ou Rick Martin? Ivete Sangalo ou Claudia Leite? Michel Teló ou Luan Santana? A última comparação foi piada, de mal gosto obviamente.

Já tivemos debates mais saudáveis na história. Dalva de Oliveira ou Emilinha Borba? Elis Regina ou Elza Soares? Lupicinio Rodrigues ou Nelson Gonçalvez? Placido Domingos ou Pavarotti? Luis Miguel ou Chayanne? Paulo ou Hortência? Silvio Santos ou Chacrinha? Beatles ou Elvis? Tinna Turner o Barbra Streisand?

Na verdade ia falar sobre estrelas populares da atualidade... Mas voei no tema. Melhor esperar que o mundo reveja seus conceitos do que seria uma estrela popular artística. Que a magnitude do bom senso, se é que existe, venha a dar luz a essas mentes que endeusam a certas criaturas que se têm talento, o único é de ganhar muito dinheiro ao enganar o povo de que realmente têm talento.

Quero alcançar uma estrela, uma só... Até hoje lembro da melodia composta pelo grande astro Ricardo Arjona. Hoje o maior vendedor de discos no mercado da América latina.




Terça-feira, Março 06, 2012

Um conto mais...

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Divulgação: Paris Filmes
Un Cuento Chino, título original da tira estrelada por Ricardo Darín, o mesmo do filme dos tais olhos e do Uóscar. Um Conto Chinês (título no Brasil) é um filme argentino de 2011, dirigido por Sebastián Borensztein e protagonizado por Ricardo Darín, Muriel Santa Ana e Ignacio Huang. Foi filmado na Argentina e Espanha, com locações em Buenos Aires e cenas internas na Ciudad de la Luz (Alicante). Sendo o mais assistido nos cinemas argentinos do ano, recém consagrado como melhor película latino-americana nos Premios Goya.

Já chega. Tanto se falou desse produto comercial apelativo que pensei: Nunca tocaría mais no tema. Mas hoje ao pensar em que escrever para reativar meu blog e nada ocorrer a mim... Vejo em minha faculdade 5 chineses, nao descendentes, reais. Desses do tipo que até falam chines, 2 em um dialecto e 3 em outro, no comedor da universidade aonde além das mesas temos uma SubWay y uma cafetería tradicional argentina.

Me senti como no filme, um pleno desconhecedor de um universo tão próximo, mas tão longe da minha ignorancia. Os abanicos e leques chineses nas maos das meninas e os pauzinhos na mão do menino... Não pensem em outra coisa... Passa que trouzeram sua própria comida. O extranhamento que tive foi suave, pois adoro comida chinesa e quase me convidei, mas não. Definitivamente não queria falar espanhol com chineses. Seria confuso, meu español é ibérico e eles recém estão com o espanhol argentino por aprender. Haveria um ruído de comunicação, do qual resolvi abster-me, para não agredir um momento sublime e individual dessas pessoas.

Creio que disso fala o filme, de aprender a lidar com a diferença. Talvez por isso no reino de espanha tenha tido tanto exito esse filme. São vários até hoje os idiomas e povos que resistem sob a pressão imperialista do imperio espanhol. Claro, já fora pior. Na era de Franco um que ousasse falar seu idioma nativo era multado, perseguido, investigado ou preso sumariamente como conspirador contra o regime e o estado espaçol.

Olha aí... O protgonista, Roberto é um veterano da Guerra das Malvinas. Sua vida paralisou há vinte anos por causa de um duro golpe do destino e desde então vive recluído em sua casa, sem quase nenhum contato com o mundo, até que um estranho evento o desperta e o traz de volta à vida. Esta comédia é a história do encontro de Roberto e um chinês chamado Jun que está perdido na cidade de Buenos Aires em busca do único familiar que tem vivo, um tio que emigrou para Argentina.

Aquí existem poucas lavanderías... que não sejam de donos chineses... Poucos mercados de bairro... que não sejam de chineses... É necessário submergir nesse mar denso cosmopolita da cidade autônoma de Buenos Aires pra chegar ao fundo da questão. Um Conto Chino é uma história cômica para argentino rir, pois está atrelada a sua sócio cultura de preconceito aos imigrantes que não sejam italianos, espanhóis ou do norte europeu. 

Se fosse realizada no Brasil, se chamaría: Um conto Indígena, ou Africano. Nos Estados Unidos: Um Conto Latino. Na Inglaterra: Um Conto Indiano. Se fosse realizada em Portugal: Um Conto Brasileiro, ou Angolano. Esse tipo de humor semitista a mim parece muito pobre. O ranço de nazismo que as vezes parece hoje em dia ser mais forte em Paramérica, que em muitas partes do mundo. Está consolidando-se como discurso normativo.

Necessitamos ser mais criteriosos com o que fazemos, principalmente com arte massiva. Ainda mais quando o senhor Rafael Videla, recém surge das cinzas a fazer declarações a uma revista Espanhola, que não o trata como ex-ditador e sim como ex-presidente. Falando a revista "Cambio 16", não mostrou arrependimento pelo terrorismo de Estado ao qual fora além de ditador, líder torturador.



Quarta-feira, Dezembro 21, 2011

Uma campanha em favor dos"hipossexuais".

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Por problemas de burocracia, visto que, minha mãe que persiste em residir no Brasil não pode viajar para as festas de fim de ano ao pais no qual resido e trabalho. Para que além do largo ano separado essa métrica não muito salutar para ambos, discorri o resto de meu já falido crédito restante em meu cartão e em uma promoção milagrosa pude viajar até aqui aonde em neste momento torpe de minha vida me encontro.

Obviamente como tenho um certo oitavo sentido, sabia que essa viajem não seria por acaso. Já que a TV Digital de fato não chega, ou seja, ainda não podemos usar dos privilégios de ver a programação midiática de forma não linear... Nos resta a internet.

Vagando na insonia de meu espirito incessante... enquanto vejo o anuncio de "Marley e eu" como filme inédito na TV Paulista, digo, atual Rede Globo. Outro produto da mesmo via Youtube me chamou a atenção. Um filme de 36 segundos estrelado pelos atores Marcos Damigo e Rodrigo Andrade, que interpretaram o casal Eduardo e Hugo de uma novelinha das 8, que repetiu a façanha de polemizar com a "hipossexualidade" e novamente não ter uma demonstração real e verossímil de carinho entre os mesmos. "O fim da intolerância começa em casa", diz o texto final do vídeo.

Bem vamos usar o termo "hipossexualidade" neste artigo para que não me acusem de apologia as drogas o a alguma outra coisa. E não, não sou um ser irónico, oh pá. Agora fui.

Mais além de qualquer coisa, a ironia vem em que este vídeo não é meramente um vídeo institucional da Rede Bobo de televisão. A campanha, que é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, da Unesco e da Rede Globo, será veiculada por 15 dias.

Usemos de tríades, para mantermos uma métrica interessante. E claro devido ao meu nível de TOC(Transtorno Obsessivo Compulsivo) meu, que se agrava quando volto ao Brasil.

Primeiros 3 pontos. Estes quanto ao problema de execução do vídeo:

1) Se necessitavam de actores que interpretaram  "hipossexuais" para um vídeo institucional para promover o disque denúncia nem sei como se chama, e não vou pesquisar pela raiva que sinto no momento, não foram felizes na escolha. Sei que a idéia é: Disque 100, e assim denuncie casos de preconceito e acosso. As personagens executadas por estes profissionais, e como me custa chama-los assim, não existem além dos muros do Projac. O casal "hipossexual" da história da TV Brasileira será eternamente o protagonizado Luciana Vendramini e Giselle Tigre, na novela Amor e Revolução, SBT. Com direito ao primeiro beijo na história da TV, do país, entre pessoas do mesmo sexo. Vale destacar também a bela performance das duas atrizes envolvidas no primeiro beijo entre duas pessoas do mesmo sexo na TV Brasileira.

2) Se é uma campanha contra a homofobia, porque usar actores que estamparam esteriótipos de homossexuais e que ademais pertencem a uma emissora históricamente homófoba e conservadora?

3) O texto dito, se fossem por actores que não foram estereotipados com suas personagens gays, poderia servir até para falar do preconceito contra macacos, javalis ou hipopótamos.

Podemos mudar o vértice da coisa e jogar-nos a um outro tripé interessante:

1) Se a TV foi inaugurada nos anos 50, o videozinho podia ter ao menos 50 segundos e não 36.

2) Ao invés de 15 dias, poderiam ser 50.

3) Poderímos usar "hipossexuais" de verdade? Digo artistas "hipossexuais". Seria mais conscientizador.

Para não alargar-me muito no tema, que vão dizer muitos: "Já está batido". Faço uma última tríade, essa sugerindo algumas frases possíveis para uma nova campanha institucional:

1) Não importa com quem eu me deite na vida real, na sua TV sempre estarei beijando a mulher que o seu marido sonha  e nunca vai ter.

2) Olá querido telespectador. Em casa você deve ter um armário... Mas agora eu estou saindo do meu.

3) Sabe quantos "hipossexuais" apenas neste ano mataram um heterossexual, pelo simples fato de ele ser um heterossexual? Nenhum... Pense nisso.

E as 3 terminariam com a seguinte frase:

- Quando você ver alguém sofrendo preconceito, ou quado isso acontecer com você, denuncie. Disque 100, acabe com o preconceito e com as mortes que ele causa.

Bem, enquanto isso na sala de justiça...


Terça-feira, Agosto 23, 2011

Teaser de la obra Juan & Marco


Neste lunes, 8 de agosto, durante los ensayos para la obra Juan & Marco, fueron realizadas la grabación de  un vídeo con los actores que actúan en el espectáculo.

El ejercicio de construcción de personaje realizado por los actores Fernando Schweitzer, intérprete de la personaje Marco, y Lázaro Geovany, el intérprete de Juan puede ser vistos ahora en los vídeos que aquí postulamos, tal cual están dispuestos en en portal Youtube.





Todos los derechos reservados a
Compañía de los Actores no Televisivos
Ciudad Autónoma de Buenos Aires - Argentina 
http://juanymarco.blogspot.com/ 
Contacto: (11) 4331-4802, interno 18. Móvil: 1154977607
E-mail: nandoschweitzer@yahoo.com.ar

Segunda-feira, Julho 04, 2011

Um pouco mais que Ibope e sensacionalismo

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

A muito fora do país, não tenho o hábito de ver os jornais televisivos, sim acompanho tudo que posso em jornais e sítios de notícia. Justamente por meio da rede mundial foi que em um click acidental descobri que o Cidade Alerta, além de voltar é transmitido ao vivo pelo portal R7.

Em meio a muitas tragédias, coisas interessantes e outras aterrorizantes, a realidade. O país está um caos, o povo a míngua, e o ópio da vez é a maldita copa do mundo. Durante muitos anos e não duvidem até hoje, políticos sejam eles ditadores ou não. Criminosos ou coniventes, todos usam ou deixam que o estigma do dito esporte nacional, a inescrupulosa paixão nacional siga alienando e anestesiando o povo, para que este deixe de pensar em coisas muito mais importantes para o país.

Um dia desses um amigo saiu de uma residencia de estudantes em Buenos Aires, porque reclamaram de seu namorado o cumprimentar com um beijo, em um jantar neste recinto. A justificativa do funcionário fora de que seu filho de 6 anos estava presente. Perplexos com a cena absurda, mas para não perder o clima de um jantar que deveria ser romântico... Ele pede ao namorado que o espere, pois tinha que guardar suas coisas porque não queria deixar-las na área publica do hostel. Eis que, enquanto guardava seus pertences o funcionário expulsou o segundo rapaz do recinto.

Agora ao ver uma notícia do Cidade (tão criticado) Alerta, de imediato pensei no caso deste amigo, caso fora estudante no Brasil. Pois, tendo em conta que aqui na Argentina ao menos ele pode fazer uma denuncia perante a polícia e ao INADE (Instituto Nacional contra la Discriminación, la Xenofobia y el Racismo), visto que no país vizinho homofobia é crime de ódio, por lei. Tenho medo de usar minha criatividade para pensar no que poderia ocorrer se o caso fosse na terra da Copa, do futebol e dos Macho-Men.

A matéria vinculado sobre as organizações de Skin-Heads no Brasil, especialmente destaca o sul e sudeste em seus estados mais ricos e que se creem evoluídos, superiores aos demais(principalmente ao nordeste), civilizados, de melhor EDUCAÇÃO... Bah! São estes justo os recordistas em assassinatos a homossexuais, negros, e qualquer coisa que estes filhotes mal criados de Hittler possam pensar ser menor ou menos digno que eles. O bom é para eles que os critérios que eles usam são redigidos por eles e suas normas de condutas fascistas.

A reportagem me surpreendeu por não fazer como as demais emissoras e programas, aonde a nota foi dada quase que escondida dentro do mar de lama que vive o país. O bom é que ela continua a disposição no portal R7 - http://noticias.r7.com/cidade-alerta/2011/07/04/cinco-skinheads-sao-presos-acusados-de-espancar-moradores-de-rua/, como prova cabal de crimes que deveriam ser punidos, mas que nunca serão enquanto os conservadores dos nossos queridos partidos ex-braços da ditadura, mais outros conservadores metidos a democráticos não aprovarem a PCL 122 de 2006. E nem sonhemos que não seremos o último país do continente e quiçá do mundo a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já que crimes contra estes não são crimes, creio que não são considerados pessoas, pelos mesmos.


Segundo pesquisa telefônica conduzida pelo DataSenado em 2008 com 1120 pessoas em diversas capitais, 70% dos entrevistados são a favor da criminalização da homofobia no Brasil. A aprovação é ampla em quase todos os segmentos, no corte por região, sexo e idade. Mesmo o corte por religião mostra uma aprovação de 54% entre os evangélicos, 70% entre os católicos e adeptos de outras religiões e 79% dos ateus.

O recado que fica, se é que alguém se importa o farei em verso, para não gastar minha prosa, mais que já.

A vontade de matar nao se trava por imposições simples da lei.
Mas a lei está travada por aqueles que sentem vontade de matar.
Não se pode subestimar o relato de vítimas.
Muito menos a elas próprias.
Homofobia é crime, seja ou não o seu filho que seja morto.
Um corpo mais? O que lhe faz?
Pensar? Sentir? Sorrir? Chorar?


Nota: O Brasil é o país em que mais homossexuais são assassinados no mundo, tendo registado122 em 2007, oficialmente. Em 2010 já eram 235. O recorde talvez sejam em 2011. Já que a classe média aumentou e a maioria dos assassinos são estatisticamente desta classe social. Assim em paralelo ao crescimento da economia, da classe média e da corrupção no país, o número de mortes por crimes homofóbicos também cresceu só que um pouco mais rápido que a economia. Ativistas LGBT acreditam que o número pode ser maior porque não há controle estatístico oficial. O segundo país da lista é o México, com cerca de 35 casos por ano, e o terceiro dos EUA, com cerca de 25 por ano. 

Entre 1980-2005, foram assassinados no Brasil 2.511 homossexuais, em sua maior parte, vítimas de crimes homofóbicos, onde o ódio da homossexualidade se manifesta através de requintes de crueldade como são praticados tais homicídios: dezenas de tiros ou facadas, uso de múltiplas armas, tortura prévia, declaração do assassino “matei porque odeio gay!”. Crimes cometidos por “pura maldade”, como qualificou a Delegada de Maracanaú, no interior do Ceará, ao encontrar o corpo completamente desfigurado do cabeleireiro Emanuely, 49 anos, morto a pontapés por dois rapazes machista, um deles, filho de um militar. Menos de 10% dos criminosos são levados a julgamento.

Antes de tudo mais, reflito que o crescimento de noticiários de cunho popular, ou melhor qualificando, de visão ampla e de ampla visão, são um fiel retrato da nossa realidade. Deixemos a fantasia ara as novelas e o país das maravilhas no muno do conto de fadas. Sensacional creio que é a realidade, ou não?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Terça-feira, Junho 21, 2011

MUERTES Y LA HOMOFOBIA EN LA ERA MODERNA


Carlos Aguero de 17 años, se suicidó en La Rioja EL 16 DE ABRIL DE 2011. Lo mataron el hostigamiento de sus compañeros y vecinos, la negligencia de la institución escolar y el silencio.
Desde las hogueras de la Santa Inquisición, pasando por la desaparición (nunca oficialmente reconocida) de mas de 400 gays y lesbianas durante la dictadura 1976-1983, hasta los crímenes de odio como el de Natalia Gaitán (asesinada el 7 de marzo del 2010 en Córdoba por el padrastro de su novia porque no aceptaba la relación), sobran los ejemplos que deben hacernos tomar conciencia de los extremos a los que pueden llegar el odio y el prejuicio.


MUERTES Y LA HOMOFOBIA EN LA ERA MODERNA

por Fernando Schweitzer o Martes, 21 de Xuño de 2011 ás 13:58
El término homofobia hace referencia al rechazo (fobia del griego antiguo Φόϐος, ‘pánico’) o de forma extendida a la aversión, odio, prejuicio o discriminación, contra hombres o mujeres homosexuales, aunque también se incluye a las demás personas que integran a la diversidad sexual, como es el caso de las personas bisexuales o transexuales, y las que mantienen actitudes o hábitos comúnmente asociados al otro sexo, como los metrosexuales y las personas «con pluma». El adjetivo es "homofóbico".


En América Latina un homosexual es asesinado cada dos días. El país que encabeza la lista es Brasil, en donde tan sólo en 2007 se registraron 122 homicidios de esta naturaleza. La mitad de ellos eran transexuales. Cenesex refiere que en los últimos veinte años se han documentado de manera oficial más de dos mil crímenes homofóbicos, los cuales fueron ejecutados sobre todo por escuadrones de la muerte.

CASO NATALIA GAITÁN

La madrugada del 7 de marzo de 2010, Natalia Gaitán moría luego de que Daniel Flores, el padrastro de su novia, le disparara. La joven vivía en un barrio pobre de las afueras de la ciudad de Córdoba, trabajaba en un comedor popular y estaba en pareja con una chica menor que ella. El hecho tomó estado público como un asesinato lesbofóbico. El agresor disparó su arma, desde corta distancia, contra quien mantenía desde hacía un año una relación amorosa con la hija de su mujer.
Ocurría que las chicas habían comenzado a convivir y esa situación no era aceptada por el hombre, quien había ido a buscar a su hijastra con la intención de que volviera a la casa de su madre; de acuerdo a la información difundida por medios nacionales en su momento.

ESPECIALISTAS CON LA PALABRA

El fenómeno de la homofobia es estudiado por psicólogos y psiquiatras. Existen estudios que han relacionado el odio hacia la homosexualidad con sentimientos homosexuales otransgénero reprimidos, mientras que expertos en teoría de género ligan a la homofobia con la cultura patriarcal dominante, que además discrimina a las mujeres.20 Otros expertos han puesto su atención en la relación que tiene la homofobia con determinadas estructuras mentales de la personalidad, y más específicamente con la personalidad autoritaria.

En la mayor parte de las culturas precolombinas los homosexuales eran respetados antes de la llegada de los europeos al continente americano.

14 muertes documentadas en Colombia, y otras más no documentadas

Un estudio elaborado por esta entidad señala que entre el 2007 y el año pasado, en las ciudades de Valledupar, Santa Marta, Barranquilla, Cartagena, Sincelejo, y Valledupar se registraron 14 muertes por presunta homofobia.
Según Wilson Castañeda, director de Caribe Afirmativo, Cartagena y Barranquilla son las ciudades donde más muertes se han presentado de este cantidad que logró ser documentada. Las capitales del Atlántico y Bolívar, con cuatro muertes cada una, lideran este deshonroso primer lugar. Le siguen Santa Marta y Sincelejo con dos casos cada una y Valledupar y Sincelejo con un caso.
“También existen 12 casos documentados de abuso de autoridad por parte de la Policía hacia gays y travestis en Cartagena y Barranquilla. También encontramos siete casos de amenazas por parte de actores ilegales en las ciudades capitales a personas por su orientación sexual e identidad de género”, explicó Castañeda.

“Además triangulamos toda esa información con la de Fiscalía General de la Nación y las diferentes dependencias de Medicina Legal y el Ministerio Publico”, afirmó el Director de Caribe Afirmativo.
Según la investigación, solamente en el departamento Bolívar hay otras 13 muertes que no han sido documentadas, es decir, a las que nadie les ha hecho seguimiento y de las cuales se tienen pocas pruebas para detallar las motivaciones de los crímenes. En Atlántico las muertes sin documentar llegaron a siete, mientras que en el Cesar el número es de 2 casos y el departamento de Sucre con un hecho.



La homofobia ha existido de una u otra manera a lo largo de la historia de la humanidad; “en realidad […] no es ni una fatalidad transhistórica, imposible de combatir, ni un residuo de la historia destinado a desaparecer por sí solo en el tiempo. Constituye un problema humano, grave y complejo, con resonancias […]” (Tin, 2008: 2)

Para combatir y erradicar la homofobia se requieren acciones urgentes que incidan en un cambio del patrón cultural que ha establecido a la heterosexualidad como la única opción válida para el ejercicio del amor y de la sexualidad. Si la sociedad sigue sin reconocer a la homosexualidad como otra opción, los homicidas homofóbicos continuarán argumentando que con el asesinato de homosexuales liberan a la sociedad de entes depravados que no tienen derecho a vivir. Si cambiamos nuestros parámetros a escala social y cultural, la justificación con la cual operan perderá razón de ser.

Tipos de homofobia

Desde una perspectiva sociológica podemos hablar de la homofobia personal, que resulta de la creencia de que los homosexuales son merecedores de odio o, en el mejor de los casos, de lástima, en el supuesto de que no pueden controlar sus deseos, que son en gran medida perturbadores, genéticamente anormales, inmorales, inferiores y, además, defectuosos en relación con los heterosexuales. 
Existe la homofobia interpersonal, que surge cuando el prejuicio personal transita a las actitudes discriminatorias (chistes, agresión física, verbal o formas extremas de violencia), afectando la relación entre las personas en diferentes espacios: educativo, laboral, familiar, etcétera. Encontramos también la homofobia institucional, que parte de diversas instituciones, como son las educativas, religiosas, de investigación, empresariales y profesionales, que ejercen presión sobre la preferencia, la orientación y la identidad de los homosexuales. y además está la homofobia cultural, que se define como “las normas sociales o códigos de conducta que, sin estar expresamente inscritos en una ley o un reglamento, funcionan en la sociedad para legitimar la opresión".

Siglo XX
Este fenómeno se hizo presente en la política de algunos gobiernos durante todo el último siglo, tanto democráticos como autoritarios, algunos ejemplos son el régimennacionalsocialista en Alemania (liderado por Adolf Hitler, 1933-1945), el régimen franquista en España (1939-1975), el período dictatorial conocido como “Proceso de Reorganización Nacional” argentino (1976-1983). También lo son los gobiernos democráticos, como por ejemplo el de Nicaragua, que bajo el artículo 204, castiga la sodomía bajo penas de 1 a 3 años de cárcel (artículo que aún sigue vigente); también otras democracias han tenido legislaciones y actuaciones homófobas, como por ejemplo en Alemania Occidental, dónde la homosexualidad fue delito hasta 1969.

La homofobia en la actualidad

Según Amnistía Internacional, en 2007 existen más de 70 países cuyas legislaciones contemplan penas por la homosexualidad.

El Parlamento Europeo
El Parlamento Europeo (el único organismo de la Unión que es escogido directamente por sus ciudadanos) considera a la homofobia como un miedo y aversión irracional hacia la comunidad LGBT basada en prejuicios y la compara, por ejemplo, al racismo o a la xenofobia.
Esta institución comunitaria se opone firmemente a la discriminación (entre ellas, la que tiene por motivo la orientación sexual) y pide que los estados garanticen la protección a la comunidad LGBT de actos homófobos, que se intensifique la lucha contra la homofobia (mediante métodos educativos, administrativos, judiciales y legislativos) y que la Comisión Europea se asegure de que todos los estados cumplen con la Carta de derechos fundamentales de la Unión Europea y de los tratados de la Comunidad Europea.101

Debate en las Naciones Unidas

El gobierno de Francia mediante su embajador en las Naciones Unidas, solicitó en 2008 que la homosexualidad sea despenalizada a nivel mundial mediante una resolución no vinculante.


"Urgimos a los estados a tomar todas las medidas necesarias, legislativas o administrativas, para asegurar que la orientación sexual o la identidad de género no puedan ser, bajo ninguna circunstancia, base para una persecución penal, en particular ejecuciones, arrestos o detenciones"
                                                                                                                                             Texto de la resolución102

Compilado de varias fuentes y reestruturado por Fernando Schweitzer


Los números en Sudamérica

539 personas trans fueron asesinadas en Latinoamérica, entre 2008 y 2010; mientras que 50 activistas LGBT fueron asesinados sólo en el año 2010.
400 crímenes homo/lesbo/transfóbicos se produjeron en México, entre 1995 y 2005; 19 asesinatos se registraron en ese mismo país, en lo que va del 2011.
260 personas LGBT fueron asesinadas en Brasil en 2010; Adriana Almeyda fue asesinada por ser lesbiana, en marzo de 2011.
171 homicidios de personas LGBT se produjeron en Honduras, en los últimos 5 años.
127 personas LGBT fueron asesinadas en Colombia, entre 2008 y 2009.
7 personas trans fueron torturadas y asesinadas en Bolivia, durante el año 2010.
4 asesinatos de personas LGBT se produjeron en Venezuela, en lo que va de 2011.
2 suicidios por hostigamiento se llevaron a cabo en Argentina, en lo que va de 2011; este año también fue asesinada Alejandra Yagualca, en el Cerro San Bernardo, por ser travesti; en marzo de 2010, Natalia Gaitán fue asesinada por lesbiana, en la ciudad de Córdoba.
4 de cada 10 personas LGBT sufren violencia física en Nicaragua, y 2 de cada 10 son víctimas de violación.
1 persona LGBT es asesinada cada semana, en Perú.
La homosexualidad es considerada un delito en Barbados, Belice, Jamaica, Guyana y Trinidad y Tobago.
Las instituciones para “curar” a gays y lesbianas son frecuentes en Ecuador, Perú y México.
Un decreto impide que gays y lesbianas formen parte del cuerpo de seguridad, en Panamá.



Fuentes: Revista Sociologica de México, http://www.revistasociologica.com.mx/pdf/6907.pdf



Terça-feira, Junho 14, 2011

Pesimismo Europeo (En Galego) - M. Gonzalez






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“Volver ao Estado-Nación”, así viña titulado un artigo aparecido a pasada semana nun xornal alemán. Cun ton un tanto agridoce o autor viña a concluír que o complicado proceso de construción europea derivou nun sistema onde as decisións importantes se toman sen o necesario respaldo democrático. Dese xeito para recuperar a soberanía popular e a política verdadeiramente dita non hai outra opción que “volver” aos Estados.


Quen lles escribe debe confesarlles o enorme desasosego que significan este tipo de opinións por motivos diversos pero –sobre todo- porque non están carentes de fundamentos. E é que os cidadáns europeos, en xeral, están sometidos a unha ameaza dobre que pon en perigo non só o seu benestar senón o propio sentido da democracia, entendida como a posibilidade de escoller o seu futuro. Por unha banda atopámonos co modelo socioeconómico que se foi construíndo nos últimos anos e que veu marcado pola desrregulación e o abuso do endebedamento familiar para financiar un consumo brutal e en gran medida insostíbel. Modelo que ante a primeira crise seria provocou que tamén os Estados caeran nun forte endebedamento, e que para moitos se converte en trampa cando non persigue fins anticíclicos. Foron as elites financeiras e económicas, en conivencia coas forzas políticas conservadores (mais tamén coas de cruño –que non fondo- socialdemócrata) as que apostaron por esa vía. A grande parte da cidadanía foi cómplice silencioso, no peor dos casos, dun modelo que efectivamente degrada a democracia pois elimina grande parte do marxe de manobra dos poderes públicos para combater a perda de benestar. Pola outra, enfrontámonos ás imperfeccións do proceso de construcción europea que acrecenta máis se cabe a impotencia cidadán. Primeiro porque o espacio do Estado-Nación, ese que a maioría aínda toma como referencia xustamente debido á carencia de “cidadanía europea”, non ten ferramentas para afrontar a crise económica pois delegou boa parte das mesmas nas institucións da UE. Segundo, porque non existe como tal un goberno europeo democraticamente elixido e por tanto quen toma agora as decisións, quen queira que sexa, carece da lexitimidade necesaria. Non é de extranar o 41% de abstención en Portugal, ao fin e ao cabo, que escollas tiñan os cidadáns?


Ben é certo que, na nosa opinión, as cousas terían sido moi diferentes de terse aplicado por parte dos líderes conservadores europeos unha política diferente para saír da crise. Unha política baseada nun keynesianismo de novo cruño e non na austeridade que afoga as economías periféricas do continente. Tamén temos apostado, posíbelmente con máis optimismo que razóns, porque esta crise se convertera en oportunidade xustamente para poñer en marcha un sistema de goberno económico europeo que viñera acompasado dun reforzamento dos mecanismos democráticos a nivel europeo. Mais o caso é que moi pouco apunta a que isto sexa así. Diante disto ás veces un vai perdendo a fe paseniñamente, e o optimismo da vontade vai cedendo espacio ao pesimismo da razón e dos feitos. Ogallá nos equivoquemos, aínda que só sexa por non ter que volver contar en milleiros o pouco diñeiro que nos quede no peto.

Segunda-feira, Junho 06, 2011

O mundo em favor de todos!


15-M-A, Argentina tiene de moverse también


Fernando Schweitzer, Buenos Aires - Actor No-TELEFEsino, Director Teatral, Cantante, Escritor y Periodista



Teniendo visto las distorsiones de los medios mediante al movimiento 15 de Mayo, sus propósitos y razones de ser, tomé la decisión de comunicarme con eses mis pares políticos ideológicos del otro lado del atlántico. A través del foro oficial del movimiento http://15demayo.info/foro/index.php les remetí este mensaje:


Hola,


en verdad los medios de acá son arcadistas y reaccionarios, y por más que no crea en los K cómo muchos los tachan "izquierda", los medios aquí son todos fachos. 


Las notas por este lado del océano sobre el 15-M, sea de los medios de Clarín, La Nación y demás dan un peso casi nulo y la tinta irónica que utilizan hace parecer que son protestas de jóvenes boludos y sin ideas claras ni propuestas.


El fascismo por aquí es visto a ojos claros a cada frase de odio contra "minorías"... la estereotomía dialéctica de Capital cómo un país a parte, de todo que esté después de la auto pista que circunda la ciudad autónoma de Buenos Aires. Es semejante a lo que pasa en España y sus comunidades autónomas. Creo que también necesitamos de urgentemente construir el 15-M-A (Argentino).


Saludos cordiales a todos que de una forma u otra no dejan aflojar sus ideales.

Segunda-feira, Maio 09, 2011

Aonde está a evolução?

De frases como a do quase esquecido e infelizmente relembrado agora por mim, Marcelo Dourado, de que heterossexuais não adquirem o vírus HIV, o país está infestado. O recente acontecimento alardeado pela mídia sócio-normativa brasileira como grande vitória, para a ainda dita minoria LGBT, é mais um exemplo claro da exclusão e perseguição que este grupo na nossa sociedade. Essa mesma que diz-se não recista e profere frases clássicas, como: "Eu não tenho preconceito, até tenho um amigo negro!".

Dada as milhares de confusões é salutar aclarar o que a Justiça decidiu sobre a união civil entre gays. A união de casais do mesmo sexo é reconhecida como entidade familiar, ou seja, que viver em comunhão de um ambiente é agora considerado uma instituição familiar, não somente em caso de irmãos(sejam, ou não, de sangue), tios, primos, avós... Também uma casal de pessoas de mesmo sexo ao compartilharem um lar, finalmente passaram a ser família.

Como afirmei em uma matéria minha para o Jornal Correio da Ilha de Florianópolis e blog Sincerando, em Agosto de 2010, chamada Casamento gay? Quando..., a união estável não dá aos casais do mesmo sexo e os cartórios tão pouco são obrigados a formalizar o casamento entre homossexuais, porque o Congresso Nacional precisa modificar a lei e o Executivo Federal assinar-lo. Os diretos que os casais homossexuais já tinham nada mais são que a mera permissão para declarar Imposto de Renda em conjunto.

Com a decisão da Justiça recém aprovada por unanimidade exemplar pelo STF, o que passa a ser considerada uma entidade familiar é a convivência duradoura, pública e contínua de casais, independente do sexo ou sexualidade. A união estável é o mesmo que casamento? Muitos se perguntam... Não, pois o casamento precisa ser oficializado em cartório; união estável, não. Hoje cerca de 60 mil casais homossexuais moram juntos no Brasil, a maior parte na região sudeste, sendo o estado do Rio de Janeiro há mais casais gays morando juntos.

Os "avanços" alardeados não são se quer uma brisa contra o furacão anti-democrático que é nossa sociedade atual. A tal "comunidade" espera desde 1993, quando no congresso o projeto de união civil apresentado por Marta Suplicy, deputada federal na época fora apresentado, algo mais efetivo sobre sua situação perante a constituição que se diz de todas os brasileiros e somente é de alguns, ou a apenas alguns beneficia e protege.