sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Invasão Teatral: Um pedacinho de terra perdido na espuma!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Amo releases de espetáculos, por isto, e nada mais os cito: "Em Poses para (não) esquecer, Heloisa Marina confronta as lembranças das histórias de guerra contadas pela avó imigrante polonesa com suas diversas versões, fundindo os fatos e fábulas de sua família com questões íntimas e coletivas." - assim se auto-promove o espetáculo sob direção de Elisza Peressoni Ribeiro.

Esta parte do jornalismo acadêmico me diverte. Onde se criticamos positivamente, somos dados como "coxinhas". Quando criticamos devidamente, somos xingados de tudo e muito mais. Receber uma crítica já o disse Chico Anysio: "é uma dádiva, que a poucos apetece". Embora muitos pensem que criticar é falar mal, ela consiste basada em quesitos teóricos discorrer por um universo em contra ponto a uma opinião, isenta de juízos de valor particular, um consenso.

Mas que nada quero ressaltar através das palavras do dramaturgo Sérgio de Carvalho, que "o processo de esvaziamento da crítica teatral na imprensa brasileira já dura mais de duas décadas. E esses que aí estão talvez constituam o nosso último grupo de críticos. Depois deles, ao menos na imprensa, será a morte da profissão. Fim inglório, para o qual eles próprios contribuíram".

Comentários e burburinhos de entrada de espetáculos de mostras e festivais sempre nos dão pano para manga, atritos, entre os comentários de que o crítico tal vem a um espetáculo para atirar tomates podres ao que seja. Eu detesto carregar sacolas e similares... Não levaria tomates, menos com esse calor brutal que faz na ilha da magia (negra, com uma cabela de burro enterrada na cabeceira da ponte Hercílio Luz). Segui para mais um dia do Invasão Cultural - Mostra Cênica de Desterro.

Poses para (não) Esquecer. - DearaquiaIr ao grão, ou de veras a espuma. Réu confesso de que abomino os espetáculos de marionetes e afins. Fuji de Paper Macbeth, no TAC e nesta calorosa quinta-feira de fevereiro fui ao cercano prédio histórico logo mais a 3 quadras, aonde se localiza o Tetro da UBRO. Paguei para ver, ou seria melhor não ver? Como a própria produção sugere com seu dúbio título que trás um não entre parenteses...

A proposta: Através do jogo entre realidade e ficção, atriz e boneco, presença e imagem, o espetáculo propõe revelar o ontem que insiste em ser esquecido, para pensar o hoje. Poses para (não) esquecer nos convida a relembrar e discutir as velhas histórias como forma de se preparar para o flash que aponta ao nosso futuro e ao passado daqueles que ainda estão por vir.

A realidade: Em uma insólita interpretação de 2 personagens, a atriz solitariamente acompanhada por uma bonequinha simpática de espuma tenta cativar ao início; apesar do pequeno e meio cheio, meio vazio teatro. Os recursos visuais, ou seja um telão com fotos e poucos vídeos, por vezes eram mais interessantes que a atuação da atriz como ela mesma que a entrada da sonoplastia não se entendia o texto que dava.

Os pontos positivos: Uma proposta que tenta internalizar ao público uma nova ótica sobre a 2ª guerra mundial, onde imigrantes alemães nazistas podem ter migrado ao Brasil após o fim da guerra. Esse conflito para a protagonista é muito fragilmente usado na trama, e a interpretação de baixa intensidade de Heloísa prejudicam ainda mais o espetáculo.

Piadas mal executadas ao meio do psicodrama soam inúteis e constrangeram o público, no sentido de sentir pena da atriz. Houve ainda uma promessa de interação, que não se justificou actancialmente ao espetáculo ao chamar uma pessoa da platéia. O propósito? Deve estar na cabeça dos produtores da peça. Ou seria para gerar uma abstração ao público para ser debatida ao fim da apresentação? Ah, o Invasão Teatral não possui conversas ou debates ao fim de seus espetáculos.

Queridos a desesperança me assolou. Sufocado pelo tédio neste embrolho murmurei: E eu que reclamava das panelosas mostras teatrais do SESC Prainha. Ao menos de cada 10 espetáculos 2 eram tragáveis, 3 razoáveis, 2 aplaudíveis, 1 era incrível... Bem os 2 que faltam... As produções passaram a me odiar, pois como havia debate, e sempre puxa-sacos de plantão a qualquer coisa tão boba, rude e atroz como o que estes paneleiros produzem, mas com o status de serem produzidas fora daqui; e obviamente fazia questão de me posicionar claramente no debate.

Seria brincadeira se este baloarte do teatro catarinense não se levassem tanto a sério. Mas parecem-me por assim dizer que querem convencer a cidade, estado, país, planeta que este é "O Teatro" que se faz aqui. E se sim, estamos perdidos. E se não também. Haja visto que os espaços para apresentação monopolizados por editais imbecis e burocráticos para utilização dos teatros pioram o que a anos já era uma badalhoca.

Um pedacinho de terra perdido no mar... NA ESPUMA.

PS.: Aos que dizem que só sei falar mal... Peçam aos teatreiros que melhorem e não que eu diminua meu senso crítico.

PS. 2: “Ivan Titerenovich ” baseado no texto “Os males do tabaco” de Anton Tchekov, com direção de Juliano Valffi, estava primoroso mesmo com o calor absurdo de Teatro da Armação. O comentaria por horas, mas como haviam apenas 2 pessoas na platéia deixo aqui minha recomendação. Muito divertido e instigante, mesmo em se tratando de teatro com a presença de um boneco.

PS. 3: O sotaque alemão da avó era legal. Mas nada como o insuperável sotaque russo de Ivan.

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4 comentários:

Anônimo disse...

Ai cara, tu é tão escroto... pare de atacar o trabalho alheio e vá cuidar da sua vida, vá ler, vá estudar e aprender à escrever no português correto, vá se esforçar para fazer espetáculos melhores.
Deixa de ser ridículo, é por essa e por outras que todos os atores que já trabalharam contigo MORREM de vergonha de terem olhado na sua cara. Você é um imbecil, falso, sínico e sem escrúpulos.
Quantos amigos você ainda tem? NENHUM! Porque ninguém te suporta.
E quantos você poderia ter? Vários, mas ninguém te aguenta por muito tempo, né?
Você já perdeu atores, perdeu amigos e perdeu moral. Você está mais queimado que nunca na região da grande Florianópolis, ninguém te respeita, todos te ignoram. Ninguém te dá atenção. É como se você nem existisse. Todos os maiores e melhores nomes da grande Florianópolis sabem a sua fama de podridão e todos tem nojo de você, mesmo porque você já se queimou com boa parte deles. Você e o seu trabalho não passam de lixo, e caso você não tenha percebido, ninguém perde tempo lendo suas postagens. Eu mesma só li porque era sobre a Invasão Teatral, um evento no qual eu trabalhei e me esforcei para trazer o melhor ao povo. Não admito que vermes como você difamem nosso trabalho.

Coloque-se no seu lugar, volte para o buraco do qual você fugiu e deixe Florianópolis em paz. Você não tem nada de bom à oferecer ao mundo. Ninguém aqui precisa de você.

Vá tentar arrumar essa cabeça torta e se esforce para parecer gente. Seu grande pedaço de lixo horroroso, fedido e mal vestido!

Fernando Schweitzer disse...

Como nos tínhamos recentemente no facebook, sabes minha quantidade de amigos.

Fernando Schweitzer disse...

Oi anonimo... que bom é participar. Pois, se eis tanto, porque não apareces?

O que ocorre é que o ego de alguns atores é tão grande, e que preferem esconder alguns trabalhos comigo, mas quando montam um Portfólio incluem os trabalhos sob minha tutela, porque não tem nenhum outro significante na carreira. Como seus amigos que ano passado atuaram comigo, e hoje estão arrependidos em um espetáculo de nível inferior.

Tudo que produzi está no youtube. Não me pauto por pseudo artistas e sim pelo público.

Esse próximo mês estreio 2 novos espetáculos. Vá, e se for capaz analise e critique.

CONTINUE PARTICIPANDO!!!

PS.: Não faço nada anonimamente... Pois um artista que não é capaz de defender suas ideais, artista realmente nunca o será.

Fernando Schweitzer disse...

Editorial: Quando seguimos a nora culta, muitos sentem uma rareza, pois estes não a conhecem e por muitas vezes pensam: "Este não está a escrever bem."