Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista
Quando pensamos no país que queremos ser, sempre miramos ao rico império do norte, pois. Hoje este através de seu presidente, o primeiro egro no continente novo, ameaça o país africano com sanções. Obviamente não tão duras quanto as que duram vários décadas a Cuba. Nos faz pensar então que ser homossexual é algo pior que ser socialista.
Enquanto no Brasil bancadas evangélicas associadas a ala de ultra direita do governo Dilma Roussef, pensam ser aliados e salvadores da família normal e cristã, no continente mais atrasado e tribal do mundo, um projeto que foi apresentado pela primeira vez em 2009 e, inicialmente, propunha sentença de morte para atos homossexuais, foi alterado para prescrever prisão perpétua para o que chamou de homossexualidade agravada pode ser assinado nos próximos dias..
A homossexualidade é um tabu em muitos países africanos, como no Brasil, e considerada ilegal em 37 países do continente. O que nos faria pensar, que africanos são arcaicos, diria neonazistas. Ou uma "raça" menos evoluída. Vale lembrar que não só a America recebeu novas influências nos últimos séculos, através de migrações norte-americanas e europeias. Além de insurgências e invasões de fundamentalistas árabes, muçulmanos, evangélicos, protestantes radicais e católicos.
A americanização nazista
Muitos ativistas locais e internacionais dizem que poucos africanos são abertamente gays, temendo a prisão, violência e a perda de seus empregos. A presença maciça de religiosos com discurso fundamentalista, principalmente cristãos, também foi lembrada pelos entrevistados ouvidos pelo por matéria recente do Jornal O GLOBO. Segundo Wainaina, uma militante local, a virada ocorreu entre os anos 1980 e 1990, quando missionários vindos dos EUA passaram a atrair milhões de pessoas e, com elas, o interesse dos políticos.
Na visão de quem acompanha o tema, as investidas contra os cidadãos LGBT surgem menos do preconceito e mais de manobras políticas com o objetivo de distrair a população de problemas não resolvidos e assegurar a liderança frente a uma maioria conservadora sobre a qual igrejas cristãs ganharam influência nos últimos 20 anos. — Neste países, os líderes políticos estão sendo pressionados pela população, e por isso recorrem a leis populistas — disse o escritor queniano Binyavanga Wainaina.
A Nigéria enfrenta uma crise energética e vai ter eleições em 2015. Só lembrada por aqui hoje pelo futebol, e antes por ser origem de parte e nossos ex-escravo. Também trouxe ao Brasil parte da cultura do candomblé, essa que historicamente foi a única religião a aceitar homossexuais nos seus cultos na republiqueta das bananas.
O uso da homofobia como instrumento de dominação popular também tem efeitos nefastos sobre a prevenção e o tratamento da Aids, e logo no continente que concentra 70% dos diagnosticados com a doença no mundo, conta o diretor executivo adjunto do Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids (Unaids, na sigla em inglês), Luiz Loures. Ele lembra que a homofobia tem aparecido como tendência também em países da Ásia e do Leste Europeu. Consciente das dificuldades de reversão do panorama, ele aposta no diálogo.

Hoje apenas 17 países permitem o matrimonio igualitário. Dois penalizam com a morte o ato homossexual. Trinta e sete punem um homossexual por apenas o ser-lo com prisão perpétua. E o Brasil mata 338 pessoas em crimes e motivação única e exclusivamente homofóbica e temos uma proposta de criminalizar a HETEROFOBIA.
Está na hora do Brasil decidir de que lado do muro ficará... Do lado dos aliados europeus, sulamericanos que aprovaram o matrimonio igualitário. Ou do reacionalismo e fundamentalismo árabe, americano, africano e russo.
Cidadãos que inda pagam impostos até na comida que compram a diário, façam de suas vidas um ato responsável. Pois se o IBGE afirma que 12,78% da população é homossexual, o próximo a perder a vida poderá estar no seu âmbito familiar. Criminalizar a homofobia e reconhecer um direito constitucional de quem não recebe descontos e impostos por ter menos direitos que os demais cidadão é o mínimo que pode fazer a primeira mulher eleita presidente no país.
Dilma, que vergonha!
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