segunda-feira, janeiro 26, 2009

A los Brothers de Brasil

A los Brothers de Brasil

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
E la vamos nós para intermináveis meses molestos e de angústia com toda mídia falando através de um dialeto particular dos ditos “Brothers” e “Sisters”. É verão e a líder do país entre as emissoras de TV recorre ao infalível BBB, edição 9. Sempre recorde em todos os números, mas desta vez parece que por fim o povo brasileiro ou uma parcela um pouco maior dele encontrou mais o que fazer. Segundo nota da Folha Online:
A nova edição do reality show "Big Brother Brasil" registra os menores índices de audiência desde seu surgimento, em 2001, informa a coluna Ooops! do UOL.
O programa da Endemol Globo registra queda na audiência desde 2004. Nas últimas cinco edições, a média comparada caiu de 47,5 pontos para 32, ou seja, apresentando uma redução de 33% no número de telespectadores, segundo o colunista.
Mesmo assim, o programa ainda é líder isolado em seu horários e do pontos de vista comercial talvez seja o produto mais rentável e lucrativo da emissora, segundo a Ooops!. A coluna informa que a receita estimada para este ano gira em torno de R$ 110 milhões.
Pensando pelo lado positivo é uma forma de aumentar o PIB do país, afinal quase todos os anunciantes são multinacionais. Entretanto parte da renda vai para a Holanda, onde fica a sede da Endemol. Tentei ver algo positivo no BBB9, mas analisando bem fica difícil. Ao menos a mim que me sinto totalmente agredido ao ter contato com pessoas medíocres, chego a pensar que graças as pessoas podres que as pessoas decentes nesse país passam a perder a esperança em terem êxito sendo pessoas de caráter. E dentro desta estratagema sócio cultural um dos ápices é este programa não ser proibido judicialmente de estar no ar.
Agora muitos dirão, as pessoas não estão a frente da TV porque o verão esta muito intenso em suas médias de temperatura. Mas com a crise que o bolso do brasileiro vem passando na ultima década, onde seus ganhos foram ano a ano se sucateando na surdina após o perverso plano real, que embora se diga que não haja inflação nenhum preço esta próximo do que fora em sua instalação
A diversificação de opções na TV aberta paulatinamente esta fazendo estragos a inabalável poderosa. É notado que a soma das outras emissoras ainda na média dia seja menor que o índice da líder. Mas fato também é de que nos períodos noite e manha são os mais homogêneos das ultimas três décadas.
Concordem ou não a qualidade na vénus platinada é algo que a anos passou-se a questionar, perdeu a áurea de santa intocável. A coluna Zapping do Jornal Agora trouxe em sua edição do dia 26 deste mês um comentário inocente mas que mostra esse desleixo e falta de cuidado de produção antes impensado:
Trânsito
Motoqueiros usam capacetes brilhando, de tão novinhos, com selo do Inmetro e tudo, em plena Índia, na novela "Caminho das Índias".
Sem regras
Mas até o "Globo Repórter" mostrou, na semana passada, antes de a novela estrear, que não há regras no trânsito da Índia. Ninguém respeita nada. É uma loucura.
Rakelli voltou
Em "Caminho das Índias", Ísis Valverde reencarnou a personagem de "Beleza Pura".
Entre não atores, desleixo de produção e mesmices os telespectadores não podem ser culpados em buscar alternativas dentro da falta de alternativas da TV brasileira. Com a excessão de Sonia Abrão e Luciana Gimenes que farão essa tortura maior perante aos BBBs, pois se não bastassem os atuais na poderosa, elas fazem ressurgir os velhos de outras edições. São os especialistas em ser BBB, analisando os novos e inexperientes BBBs, como se precisasse mais que 40 de QI para ser BBB. Nestes momentos creio que uma frase antiga que proferi a 6 ou 7 anos se faz necessária: “Quer ser valorizado no Brasil? Seja podre e imbecil!”. Ou siga este lema ou sofra as conseqüências da atual sócio cultura.

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