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sábado, outubro 21, 2017

Jogo sexual polêmico vira febre: A hora de molhar o biscoito, literalmente!

Resultado de imaxes para Cookie OokieBiscoito Molhado, ou como se tornou popular na Grã-Bretanha e EUA, Cookie Ookie é um jogo sexual entre rapazes que se tornou febre na América do Norte como rito de batismo ou mera diversão em repúblicas e residencias universitárias. Também conhecido na Austrália SAO Úmido, devida a uma famosa marca de biscoitos no país de mesmo nome.

A brincadeira consiste em formar-se uma roda de jovens a masturbar-se sós ou com a ajuda do rival, pois o ganhador é aquele que gozar primeiro, e o perdedor é o último a ejacular. E claro como todo jogo pícaro entre homens há um castigo para o perdedor. No caso do "Biscoito Molhado" é o último a chegar ao orgasmo obrigado a comer o biscoito recoberto com o sêmen de todos os demais que tiveram a habilidade de ejacular antes dele.

Este jogo inusual já foi citado e insinuado em novelas britânicas e também em algumas séries e filmes.

Como é bem sabido, muitos jovens (sobretudo homens) descobrem ou desfrutam a sua sexualidade em grupo com mais amplitude e liberdade. O famoso dito: O que faça entre amigos fica entre amigos. A masturbação entre homens, por exemplo, como se sabe é muito comum e não consiste em nenhuma consequência negativa, tão-pouco em grupo. E muitas vezes é um ato de parceria e liberdade, atualmente praticado por adolescentes no Brasil, e intitulada de brotheragem.

Biscoito Molhado não é mais que um ritual, sem que este por conseguinte caracterize um ato de homossexualidade. Para se jogar é simples e bastam as ganas, um grupo de homens e um biscoito ao centro da roda que se forma.

Segundo estudo da Universidade de Nova York, 3,5% dos homens heterossexuais já tiveram relações sexuais não casuais com pessoas do mesmo sexo. Muitas destas prácticas ocorreram durante a juventude, sobre tudo entre amigos, pois assim eles o vem como uma maneira de manter a tal conduta em segredo. Outros afirmaram ser algo sem importância e que buscavam practicar sexo sem compromisso ou por competição entre amigos.

A respeito das prácticas que englobam o também chamado Brojob(termo que começa a se popularizar apenas nos EUA), cuja palavra provém de brother(irmão) e blow job(jogo de felação), se entende que está permitido masturbar também um ao outro, o sexo oral e incluso a estimulação anal. Pois vale de tudo para se ganhar o jogo que na variante norte-americana pode ser ganha também pelo que resista mais tempo a ejacular. 

Mas o que está expressamente proibido são os beijos, já que não se trata de uma relação emocional ou afetiva, mas sim um jogo simplesmente. Um campo de provas e experimentação, aonde toda conotação sentimental está fora de lugar. Embora resulte curioso, se pensarmos que entre meninas, é bastante habitual que amigas se beijem entre si.

Claro que muitos podem pensar que isto são casos isolados. Mas o jogo é tão comum que em 2015 Jane Ward publicou um livro chamado Not Gay - sexo entre homens brancos heterossexuais. A ideia do livro era de recompilar informação sobre as relações entre homens heterossexuais que não se identificavam  sequer como bissexuais ou curiosos.

Por qué no se trata de homossexualidade?

Ter prácticas homossexuais não fazem com que uma pessoa seja homossexual. Essa ideia é ultrapassada, retrógrada e limitadora. Para a sexóloga Nayara Malnero "temos que diferenciar as prácticas sexuais, das orientações sexuais e também dos sentimentos.

Um ato como o de relacionar-se com sexualmente com alguém de mesmo gênero ou sexo por provar  ou experimentar não significa que a partir desse momento automaticamente você mude sua orientação sexual. Isso dependerá sobre tudo para quem se inclinem o seu desejo e seus sentimentos. Ser homossexual significa que te apaixonas por e de pessoas de mesmo sexo. 

Que nos tenham ensinado que amor e prácticas sexuais são vinculantes, ligadas irremediavelmente, não quer dizer que seja assim, especialmente para a maioria dos homens, que por esse mesmo fator sociológico dá menor importância ao ato sexual e geralmente o separa mais facilmente do amor dito romântico.

Não há motivo real para deixar de provar e experimentar o que deseje, ou possa vir um dia a desejar. O Biscoito Molhado nada mais é que uma forma de levar a cabo determinadas prácticas sexuais entre iguais. Deveria se que produzir algo mais desta experiência? Estranho seria o contrario. Raro seria a auto-censura.

sexta-feira, junho 30, 2017

Alemanha se torna 24º país do mundo a aprovar matrimônio e adopção igualitários

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O projeto foi impulsionado pelos sociais-democrata (SPD) – rompendo o acordo de coalizão com os conservadores da chanceler Angela Merkel –, numa inédita aliança com os Verdes, a Esquerda e o bloco democrata-cristão. A iniciativa, a três meses das eleições gerais, recebeu o aval de 393 deputados. A chanceler (primeira-ministra) Merkel, e o líder da bancada democrata-cristã, Wolfgan Kauder, junto a outros 224 parlamentares conservadores votaram contra o projeto, que concede aos casais do mesmo sexo direitos iguais aos casais heterossexuais, incluindo o direito de adotar filhos. 

Espera-se que a lei entre em vigor ainda neste ano, fazendo da Alemanha o 24º país do mundo a legalizar o casamento igualitário – que já é uma realidade em nações como o Brasil e os Estados Unidos. Na Europa ainda há vários Estados onde essa opção continua inacessível, como Áustria, Itália e Grécia e algumas nações do Leste Europeu.
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Em abril de 2001, a Holanda tornou-se no primeiro país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e desde então, 12 países europeus seguiram o exemplo, entre os quais a Bélgica, Espanha, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia, Dinamarca, França, Grã-Bretanha (com exceção da Irlanda do Norte), Luxemburgo e Irlanda, na sequência de um referendo.

A grande maioria dos países da Europa Oriental, dos quais a Lituânia, Letónia, Polónia, Eslováquia, Roménia e Bulgária, não autorizaram nem o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem a união de facto. Vários países da Europa Ocidental permitem ainda a adoção conjunta por casais do mesmo sexo seja em contexto de casamento ou união civil, como Holanda, Dinamarca, Suécia, Espanha, Bélgica, França e Reino Unido.

Nas Américas apenas Uruguay, Argentina, México, Chile e Colombia permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na Argentina e Uruguay o direito de adotar filhos também está contemplado.

quarta-feira, junho 07, 2017

FUTEBOL: Pode haver amor entre 4 bolas? Estoura a polêmica nas redes sociais!


O casal de jogadores da Lazio(ITA), começaram a causar com a publicar uma simples foto de sua intimidade. Enquanto meio mundo se enlouquecia com a final da Liga dos Campeões entre o Real Madrid e a Juventos as redes sociais se preocupavam com outras bolas devido a enigmática foto.

A muito declarados amigos inseparáveis na vida real e em centenas de postagens juntos e com elogios uns ao outro, agora atacante senegalês Keita Baldé e o zagueiro espanhol Patric resolveram abrir polêmica e dizem as más línguas abrir a relação.

Moderados e céticos se juntam a apaziguar o feito ao afirmarem que isto provavelmente seja uma campanha contra o racismo. Existe em toda a Europa atual um movimento fascista e xenófobo gigantes do qual o futebol é grande vitrine.

Desde que Juntin Fashanu em entrevista ao The Sun, declarou que era homossexual, tornando-se o primeiro - e até hoje, único - jogador que disputava a Primeira Divisão inglesa a fazê-lo publicamente, muita água rolou por debaixo do arco-íris.

Thomas Hitzlsperger que em janeiro de 2014, tornou-se o primeiro jogador de destaque no futebol da Alemanha a admitir publicamente ser gay. "Declaro minha homossexualidade porque desejo que essa questão avance no mundo do esporte profissional", afirmou Hitzlsperger, em uma entrevista ao jornal alemão Die Zeit. Atitude louvada pela mídia e fãs, mas criticadas por muitos como demagógica, pois somente o fez após se retirar dos campos.

No Brasil a homofobia é uma das razões mais recorrentes nos crimes de ódio e homicidios por razão única. Existem casos conhecidos de atletas homossexuais como o de Richatlison, o goleiro Jamerson(conhecido como Messi brasileiro), Emerson Sheik, atacante campeão da Libertadores e do mundo pelo Corinthians, postou uma foto em uma rede social dando um selinho em um amigo, o empresário Isaac Azar, durante um jantar. Fez para provocar - incentivado justamente por uma conversa sobre homofobia. E conseguiu. Sua relação com a torcida do clube que defende nunca mais foi a mesma. Antes ídolo, se tornou alvo. Foi xingado em faixas. Uma delas o chamava de "viadinho". Sheik reagiu dizendo que tudo não passava de um "preconceito babaca".

Em uma pesquisa realizada uma pesquisa pelo UOL Esporte com 105 atletas de grandes times de todo o país algo controverso a falta de gays assumidos no futebol brasileiro se revelou. Em sigilo, os jogadores ouvidos pela pesquisa falaram sobre um dos temas mais controversos no universo tradicionalmente machista do futebol nacional. No balanço final, 56% dos entrevistados dizem que existem gays em grandes equipes.

O aterrador depoimento feito à reportagem “Fora de Jogo – A homossexualidade no futebol”, exibida no programa “Linha da Frente”, da estatal RTP em Portugal trás testemunho inédito, de um jogador, que preferiu participar na reportagem com uma declaração escrita, em que conta porque não dá a cara: “Tenho medo que a minha carreira acabe caso descubram a minha tendência sexual. Por isso nem sequer me passa pela cabeça assumir ser homossexual”, refere, contando mais à frente que “gostava de estar num meio profissional que me permitisse assumir a minha orientação sexual sem qualquer receio”. 

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 Anders Lindegaard, goleiro dinamarquês atualmente no Manchester United, decidiu expôr a sua opinião sobre o tema polémico no futebol: a homossexualidade. No seu blogue, o jogador defendeu que o futebol precisa de um "herói gay", isto é, um jogador que assuma a sua orientação sexual e sirva de exemplo.

O sexólogo Júlio Machado Vaz reforça que este não é um caso isolado: “Ao longo de 40 anos de profissão atendi jogadores de futebol que eram homossexuais e que o escondiam cuidadosamente.” Mas seja uma anedota ou uma declaração de amor no caso já chamado de Patrickeita o que sim é certo que a sociedade e mais ainda o mundo do futebol não estão abertos para a diversidade seja ela racial, sexual ou política.

Síndrome de Rick Martín?

Jamais esquecerei na vida aquela inocente e sugestiva capa da Revista Capricho que insinuava que Rick Martín estaria pegando Madonna.Bem, nada mais que uma insinuação inocente e que não prejudicaria ninguém. Embora em seu livro décadas após o porto-riquenho além de se assumir homossexual ao mundo revela que muitas vezes se sentia obrigado pela mídia e fãs no passado a ter relações heterossexuais e portar-se discretamente quanto a sua sexualidade.

Mas tudo pode ser um engano, ou um momento de fragilidade inocente e casual. Vide a anos atrás a polêmica criada pela divulgação de uma foto do atual marido de Shakira Gerard Piqué e Zlatan Ibrahimovic a ponto de beijar-se. Ou seria apenas a despedir-se? Maldito paparazzi que só fez uma foto do momento.

Se o espanhol Patricio Gabarrón (24), conhecido como Patric e seu par senagalês Keita Balde estão a passar pressões assim em pleno 2017 se imagina o que deva ter passado o ex-Menudo. Incluso um outro ex-integrante da banda pop histórica que hoje reside no Brasil afirmou saber que dentre os membros além dos dois assumidos hoje publicamente outros integrantes que incluso estão casados no momento eram gays.

Para dar mais caldo no angu, os jogadores do clube italiano até o momento mantém um ensurdecedor silêncio. Mensagens de apoio e reproche se multiplicam, os compartilhamentos das várias fotos deles abraçados, momentos de cumplicidade e os chismes seguem se alastrando pelo mundo virtual e real.

terça-feira, maio 30, 2017

Mais um primeiro-damo na Europa?

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Leo Varadkar, ministro de proteção social do país europeu, é o favorito nas pesquisas para substituir o atual premiê, Enda Kenny, que renunciou no último dia 17 mas continuará no cargo até a escolha de seu sucessor. Aos 38 anos, Varadkar conquistará ainda outros dois feitos se realmente vencer o pleito: será o primeiro-ministro irlandês mais jovem da história e também o primeiro de origem asiática, já que seu pai nasceu na Índia. 

Sendo membro do partido conservador democristiano, Varadkar, no dia 18 de Janeiro de 2015 fez pública sua homosexualidad en un programa de radio da RTE. A Irlanda, aonde a homossexualidade foi descriminalizada há apenas 24 anos, poderá eleger um primeiro-ministro gay na próxima sexta-feira. Seu marido, o também médico Matt Barrett, pode ser quem esteja preocupado com a possibilidade, já que não gosta de muita exposição pública dizem tablóides.

O Estado moderno irlandês foi fundado em 1922 como o Estado Livre Irlandês, um domínio dentro do Império Britânico, na sequência do Tratado Anglo-Irlandês que pôs fim à Guerra de Independência da Irlanda. A Irlanda se tornou o primeiro país do mundo a aprovar em um referendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Com todas as urnas do referendo apuradas, o "sim" atingiu 62% dos votos, com 38% para o "não".

sexta-feira, maio 26, 2017

Marido de Primeiro-Ministro de Luxemburgo posa para retrato com primeiras-damas

O marido do primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, o primeiro líder gay da União Europeia a casar-se oficialmente, foi desta vez o único homem na fotografia de grupo das mulheres e maridos dos líderes da OTAN, antes do jantar oficial no Castelo de Laeken, um evento paralelo da cimeira da OTAN em Bruxelas. No registro, também estão Melania Trump, Brigitte Macron, a rainha Mathilde da Bélgica, a primeira-dama da Turquia, Emine Gulbaran Erdogan, a mulher do secretário-geral da Otan Jen Stoltenberg, Ingrid Schulerud, além das primeiras-damas da Bulgária e Islândia.

Destacando-se na foto o belíssimo, Gauthier Destenay, que é casado com Bettel desde 2015, pouco depois de o Luxemburgo aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, era o único homem na fotografia das primeiras damas com a rainha Matilde da Bélgica. O marido do primeiro-ministro do Luxemburgo foi notícia por aparecer na fotografia das primeiras damas da NATO com a rainha Matilde da Bélgica. Hoje foi o marido da chanceler alemã o único homem ao lado das mulheres dos líderes do G7
Xavier Bettel, Gauthier Destenay
Essa foi a primeira vez que o marido de um chefe de Estado é incluído na imagem das primeiras-damas. Destenay e Bettel estão juntos desde 2010 e oficializaram a união em 2015, após o casamento homossexual ser aprovado em Luxemburgo.

Hoje foi a vez de Joachim Sauer, o marido da chanceler alemã, Angela Merkel aparecer na varanda da câmara de Câmara de Catania, na Sicília, a ilha italiana onde ocorre a cimeira do G7, ao lado de Melania Trump, a mulher do presidente americano, ou de Akie Abe, a mulher do primeiro-ministro japonês.

terça-feira, abril 11, 2017

2017: Tchetchénia abre primeiro campo de concentração para homossexuais

Resultado de imaxes para gay russiaInformações veiculadas pela imprensa internacional dão conta de que homens gays estão a ser alvo de choques eléctricos e de tortura até à morte. Um dos prisioneiros terá fugido do campo de concentração e explicou que os homens ali detidos estão a ser torturados para que revelem os nomes de outros homossexuais que ainda não estão presos.

Sendo estes os primeiros campos de concentração com objetivo de exterminar homossexuais que se tem notícia desde os criados por Adolph Hitler nas décadas de 30 e 40.

Há cerca de uma semana vários meios informaram que 100 homossexuais foram detidos e 3 deles tinham sido mortos. O jornal russo Novoya Gazeta reporta que as autoridades tchetchenas criaram vários campos de concentração onde os homossexuais tchetchenos estão a ser mortos ou forçados a abandonar aquela república. Um dos campos localiza-se alegadamente nas instalações militares de Argun.

Svetlana Zakhorova, membro de uma associação russa de defesa dos direitos das pessoas LGBT disse ao jornal MailOnline que “vários homossexuais foram detidos e cercados e nós estamos a trabalhar para conseguir que eles saiam dos campos e abandonem a região. Os que conseguiram escapar explicaram que os detidos, cerca de 30 a 40, estavam todos na mesma sala e a ser eletrocutados, espancados com gravidade levando alguns inclusive à morte”.

Um homossexual que conseguiu fugir antes de ser encarcerado explicou que foi forçado a subornar a polícia tchetchena com milhares de rublos para poder sobreviver. “Agora o regime tchetcheno está a dar mais um passo contra os gays”, disse o sobrevivente.

Alexander Artmyev, da Amnistia Internacional russa declarou: “Apenas podemos incitar as autoridades russas para investigar estas alegações. Os homossexuais tchetchenos estão a ser maltratados e perseguidos diariamente e têm medo de falar sobre o assunto. Ou se escondem ou abandonam a Tchetchénia. Temos estado em contacto com as associações LGBT para que estas pessoas arranjem abrigo, mas o problema é que se falarem colocam a sua vida e a dos outros em risco”.

Tanya Lokshina, porta-voz da associação Human Rights Watch, em Moscovo, explica que muito poucas pessoas se atrevem a falar de Direitos Humanos aos monitores da associação ou aos jornalistas, mesmo que anonimamente, porque o clima de intimidação é avassalador e as pessoas são forçadas a ficar em silêncio. Fazer uma queixa às autoridades é muitíssimo perigoso, já que as retaliações são inevitáveis. As pessoas LGBT na Tchetchénia estão vulneráveis, a homofobia é intensa e crescente. As pessoas LGBT encontram-se em risco, não só devido a estas perseguições por parte das autoridades, mas por causa das “mortes de honra” feitas pelos próprios familiares de modo a "limpar a honra da família".

A República da Tchetchénia é presidida por Razman Kadyrov, aliado de Vladimir Putin. Na altura das notícias iniciais sobre este assunto Kadyrov negou as detenções, pois “estas pessoas não existem na nossa república”.

quinta-feira, novembro 03, 2016

Já aconteceu com Você? MACONHA causa homossexualidade temporária, relatam usuários

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Um estudo realizado na Austrália feito pelo cientista Hukg Juh, 59 anos, revelou que um dos efeitos colaterais da maconha é fazer com que héteros sintam atração por outros homens. A pesquisa revelou ainda que cerca de 10 minutos após o uso de maconha, algumas pessoas ficam “fora do controle” e acabam partindo para cima de um “alvo”. O resultado mostrou que cerca de 77% dos usuários de maconha que são héteros na Austrália tiveram algum relacionamento íntimo com outro homem após o uso da erva.

“As drogas forçam algumas pessoas a assumirem sua sexualidade, especialmente aquelas que estejam lutando contra”. E ai, será que a moda pega? “Eu sou um bom maconheiro incondicional… Eu me sinto muito atraído por meninas e não tanto quanto a homens quando estou sóbrio. Mas quando eu estou chapado, eu só quero chupar um pau grande de um homem que me foda todo. Qualquer outra pessoa tem os mesmos efeitos? Apenas curiosidade, não que realmente me incomode, desde que eu ainda esteja atraído por meninas, mas às vezes me sinto estranhamente atraído por amigos do sexo masculino”, descreveu um dos usuários. Em seguida, outra pessoa da comunidade respondeu: “Meu círculo chama isto de Highsexualism”.

Já no Brasil os depoimentos são mais disparatados. Um depoimento afirmava que com ele acontece a mesma coisa. "A maconha parece derrubar algumas barreiras para mim. Eu exploro meu lado gay latente quando estou chapado. Eu só introduzi coisas na minha bunda quando estava chapado."

Alguns homens que se consideram heterossexuais estão relatando um estranho comportamento homossexual após fumarem maconha. Esse assunto surgiu num fórum de discussão do site Reddit e está chamando a atenção dos internautas. Intitulado de “Maconha me faz temporariamente gay. Mais alguém?”, a publicação ganhou força e está gerando diversos comentários. Caso semelhante foi relatado em postagem de um grupo de alunos da USP.

Um aluno de Engenharia Civil da UFSC em entrevista ao blog confessou estar arrependido. “Depois disso acontecer mais vezes, eu decidi transar com um cara. Talvez seja porque eu tenho 19 anos e ele 23, mas eu me senti tão mal que não consegui passar do sexo oral”, admitiu em seguida. Afirmando ainda que a partir de então apenas fará sexo com homens sem o uso de maconha.

O termo “highsexual” entrou para o dicionário urbano em 2009 e é definido como “a súbita reversão de sua orientação sexual depois de fumar maconha”, complexo, né? E essa nomenclatura segue a onda de alguns nomes g0ys e spornsexual, que também são usados pra definir mudanças de comportamento de um nicho da sociedade.


sexta-feira, outubro 28, 2016

Justiça pretende indenizar homossexuais perseguidos durante ditadura

Resultado de imaxes para homossexuais ano 7-A perseguição nos anos 1960 e 1970 aos homossexuais era feroz: os suspeitos perdiam o emprego eram mantidos sob vigilância, junto com seus amigos e familiares. Nos últimos anos da ditadura, o cinema refletiu esse ambiente opressivo em filmes como: O Estado contra Jorgina Sá, que mistura ficção e fatos reais, e o paraibano O Círculo. A reforma da Constituição de 1989 trouxe uma relativa melhora: já não se punia o sexo entre adultos, mas se estabeleciam idades de proteção mais amplas que para as relações homossexuais. Contudo, ativistas como Klóvis Faraco denunciam “a absoluta ignorância” que reinou nesses anos sobre pessoas que tinham sofrido uma violação flagrante dos direitos humanos. Do outro lado da cortina de ferro, os movimentos pró-diretas também castigou a homossexualidade e a exclui de seu discurso.

“Aqui está o porco de Fraiburgo”. Klóvis Faraco recorda como foi recebido pelos funcionários da casa de detenção para jovens em que, aterrorizado, ingressou em 1972. Acabava de ser condenado a seis meses de prisão por “atos desonestos” com homens. Mas o juiz teve piedade dele e, para que não perdesse seu posto de aprendiz em uma empresa, reduziu sua pena a dois anos de liberdade condicional. Mas ainda deveria passar três fins de semana como interno. Assim interiorizaria o castigo pelos atos repulsivos que tinha cometido.

Segundo a Grupo Gay da Bahia (GGB) - mais antiga entidade do gênero do Brasil - indica que 318 gays foram mortos em 2015 em todo o País. Desse total de vítimas, o GGB diz que 52% são gays, 37% travestis, 16% lésbicas, 10% bissexuais. O número é levemente menor que em 2014 quando, conforme o grupo, foram anotados 326 assassinatos.

Os estados onde ocorreram mais casos em números absolutos foram São Paulo, com 55 assassinatos; e Bahia, 33. No entanto, se for comparada com a população total, Mato Grosso do Sul foi considerado o estado mais homofóbico, pela entidade, com 6,49 homicídios para cada 1 milhão de pessoas, seguido do Amazonas, com 6,45.

Para a população total do Brasil, o índice de assassinatos de LGBT é de 1,57 para cada milhão de habitantes. O levantamento foi feito em 187 cidades brasileiras, incluindo pequenos centros urbanos, como Ibiá, na Bahia, com 7 mil habitantes.

Manaus foi considerada a capital mais "homofóbica" de 2015 com 23 assassinatos - 11,3 mortes para cada milhão de habitantes, seguida de Porto Velho, cujas 5 mortes representam 10,1 por um milhão. Uma travesti e um gay brasileiros foram assassinadas no exterior: Espanha e Estados Unidos. Foram incluídos também cinco suicídios de homossexuais masculinos.

O Caso Faraco

“Colocaram-me em uma cela de isolamento para que não tocasse ninguém. Foi horrível”, relembra o homem, hoje com 72 anos, que só aos 40 ousou viver sua homossexualidade livremente. Ele e mais 5.000 vítimas de uma lei desumana que destruiu uma infinidade de vidas esperam agora a reabilitação e a indenização que o Estado está preparando.

O texto redigido pelo Ministério da Justiça prevê a anulação de todas as condenações baseadas no artigo 175, que até 1989 punia o sexo entre homens. Só entre homens, porque entre mulheres era simplesmente inconcebível. O Reino Unido planeja uma iniciativa semelhante, quer ir além e indenizar as vítimas da homofobia conduzida pelo Estado. Seriam pagamentos de caráter simbólico: 10.000 reais para cada condenado, mais 4.500 por cada ano de prisão sofrido. No total, a iniciativa custaria 90 milhões.

Antes de ser aprovado, o projeto de lei deve passar pela avaliação dos Senado e Congresso. Stefan Kappe, da Associação de Juristas Homossexuais, teme que os setores mais conservadores da câmara fascista evangélica tentem barrar a proposta do ministro, pois creem que isto pode criar “um precedente legal” para outros casos.

As indenizações podem não ser vultosas, mas Faraco se dá por satisfeito. “Vejo isso como um ato de reconhecimento da dor causada pelo Estado”, afirma. O diretor da Federação de Lésbicas e Gays, Luis Motta, se mostra mais crítico. O ativista elogia a iniciativa, mas acredita que veio muito tarde, quando muitos dos que sofreram uma perseguição brutal já faleceram. Além disso, acha as indenizações muito baixas. “Preferiria uma pensão mensal. A perseguição policial e os antecedentes penais destruíram a carreira profissional de muitas pessoas que ainda hoje sofrem os efeitos, com aposentadorias mínimas”, acrescenta.

“Colocaram-me em uma cela isolado para não tocar ninguém”, relembra

A história de Faraco assusta pela brutalidade com que eram tratados os homossexuais nas décadas de 1960 e 1970. Foi a própria mãe quem o denunciou aos polícia para-militar devido “as más companhias” do filho. A mulher pedia aos assistentes sociais que ajudassem o moço de 17 anos e estes contataram a brigada policial de prevenção do vício. “Foi aí que se desencadeou a avalanche”, diz o condenado e perseguido por telefone de sua casa em Fraiburgo, oeste do estado. Preso por causa de um beijo

O nefasto artigo 175 vigorou desde a fundação do Império em 1822 até 1989. Depois da Segunda Guerra Mundial, a jovem República Federal assumiu a versão endurecida pelo regime fascista de Vargas, que punia de forma brutal não só a consumação das relações sexuais. “Você podia ser preso por causa de um beijo. Ou por ir a um local para encontrar-se com outros homens”, explica.

Quase meio século depois de passar pela prisão, Faraco insiste na importância de contar sua experiência às novas gerações. “Eu não tive o que os jovens têm agora. Só muito mais velho é que pude conhecer a felicidade. Fiquei sem 50% de minha vida. Isso foi tirado de mim”, diz.

sexta-feira, outubro 07, 2016

Floripa Urgente: Pegação no banheiro da catedral metropolitana choca carolas


Resultado de imaxes para sexo gay banheiro flagraDurante muito tempo se especulou que devido a falta de motéis de alto padrão no centro da capital catarinense, os vulgos pulgueiros da Rua Conselheiro Mafra e redondezas eram a única alternativa para aquela afogada no ganso extra conjugal para executivos de baixo orçamento e populares.


Muito executivos de alto padrão também fogem dos tradicionais pontos de encontro como os hotéis da Avenida Beiramar, pois sabem que suas mulheres também os frequentam para reuniões da alta sociedade e atos beneficentes. Mas a crise e também a pressa na hora do vapt-vupt tem feito os homens que buscam relações com parceiros do mesmo sexo na capital serem criativos.


O mais novo point de pegação da cidade e pasmem, muito requisitado e as vezes até congestionado tem sido o banheiro masculino da paróquia do centro de Florianópolis, que devido a eterna reforma da Igreja de São Francisco também no centro, tem acumulado fiéis.

Como a igreja sempre busca abrigar a todos sem distinção a catedral metropolitana tem recebido os fiéis da igreja em reforma. E como para uma fezinha o brasileiro sempre arranja tempo, não seria por falta de fá que o dito antigo "ajoelhou então vai ter que rezar" não se seguiria a risca também nos dias de hoje.

Um usuário dos toaletes do recinto que não quis revelar o nome nos confessou que é realmente um fetiche nunca antes provado ter de gemer em silêncio ou rezar com algo na boca que não a hóstia. Mas se sente purificado ao sair da igreja, pois afirma que "é dando que se recebe". O jovem afirma que já flagrou "amigos se pegando neste mesmo local!, pois segundo ele "quando o tesão bate não se deve pensar duas vezes, não importa onde estiverem".

Muitos estudantes de baixa renda tem preferido o chamado "banheirão" nas igrejas, não só católicas como evangélicas devido a insegurança de outros banheiros da cidade e também visto a pouca salubridade dos demais banheiros públicos da capital.

As carolas da cidade fazem agora vigília a porta dos sanitários em regime de rodízio e não permitem mais a entrada de duas pessoas simultaneamente nos sanitários. Maria do Rosário Castidade, afirma: "se não aguentar que se cague todo, mas dois ao mesmo tempo não entra mais. Os responsáveis da paróquia preferiram não se manifestar.

O sexo entre homens em banheiros públicos é muito mais que uma lenda urbana. É uma dura realidade de nossa sociedade pederasta e hipócrita. Mas nós estamos longe de julgamentos e moralismos, pois quem nunca?

terça-feira, fevereiro 16, 2016

Nova casa em São José inaugura conceito inédito na região

Inauguração teve público eclético em São José - Show de sexta-feira
No bairro Campinas, São José, o Stylus Bar, um local de encontros e diversão, dirigido ao público mixfriedly têm ma proposta diferenciada. Aberto de 4ª à Domingo, no requintado bairro josefense. A inauguração teve como atração a cantora carioca, Roberta Rávi e no sábado o duo Guilherme Corrêa e João Frasson que regressarão no próximo final de semana, nos dias 19 e 20 de Fevereiro respectivamente.

A cantora com um timbre único, após longa temporada em Londrina, regressa as noites da capital e região. Ela irá mostrar todo seu talento em um repertório que percorrerá os gêneros MPB, Rock 80', Sertanejo Universitário, e Pop Rock, buscando assim interação e atingir um público eclético. A casa têm shows ao vivo, tragos, bebidas e música ambiente.

Em um local dirigido ao público Mix Friendly da grande Florianópolis, abrirá suas portas a com música ao vivo e karaokê. O duo Guilherme Corrêa e Gustavo Charles, estarão no sábado com seu novo show ao vivo. Trazendo o melhor do under e pop internacional, e sucessos do pop brasileiro.
Muita gente bonita e descontraída - Show de sábado no Stylus Bar 
O novo conceito que é muito conhecido e sucesso em países como Espanha, Peru e Argentina a alguns anos começa a virar febre no país. Cidades como São Paulo e Porto Alegre já possuem várias casas, danceterias e bares neste seguimento que ainda segue tímido em Santa Catarina.

São José, na região metropolitana de Florianópolis, acaba de ganhar um bar GLS. Além de uma boate instalada na cidade, o Deny´s, agora a comunidade LGBT ganhou o Stylus Bar, que inaugurou dia 29 de Janeiro e terá karaokê antes e após os shows de bandas na programação. O local é pequeno mas aconchegante, tem mesas, fachada em madeira e fica no bairro de Campinas.
Serviço

Local - STYLUS BAR
Abertura da casa: 20:00h - SHOW 22:00h.
Rua Ver. Mário Coelho Pires, 209 -Campinas
São José / SC
Entrada Revertida em Consumação R$ 20,00

quinta-feira, novembro 19, 2015

O Fetiche Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista

Quando começamos a pensar em sexo? Creio que no instante em que descobrimos o outro. Ou, no momento em que sabemos que não somos a única pessoa no universo. o ser humano, ao passo que racionalizou seu ato de prazer passou a buscar vários métodos para ampliá-lo.

Outro dia choquei uma amiga ao dizer que não tenho fetiches, e que odeio quem os tem. Pois, alguém que para estar a gosto a meu lado necessite de artifícios demonstra estar psicologicamente a se afastar de minha pessoa. Seria o disparate sexual. Ao passo que a intenção do sexo é a interação com outro ser desejado, qual o sentido em buscar fetichismos para conseguir-se lograr o ato sublime do prazer?

Mas não quero discutir o sexo dos anjos, tão pouco dos mundanos. O que interessa aqui é flertar com o que motiva uma pessoa abandonar a masturbação e ir rumo a uma caçada desenfreada pelo objeto de desejo.

Uma relação de poder se forma no momento em que alguém deseja algo que depende da vontade de outro. E são nestas bases que muitos se perdem. Esse desejo que estabelece uma relação de dependência de indivíduos ou grupos em relação a outros, pode ser danosa. Quanto maior a dependência de A em relação a B, maior o poder de B em relação a A. Essa dependência aumenta à medida que o controle de B sobre o que é desejado por A aumenta.

Em psicologia o fetichismo é uma parafilia. As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias psicológicas, são parte integral da psiquê normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a saúde ou segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 na classe F65.

Creio que aí vem minha angústia para com os fetiches. Não pela questão segurança física, mas psicológica. Qual a segurança se tem que o outro está interessado real e ainda verdadeiramente opor você se precisa de artifícios para sentir prazer com você?

Vejo comentários radicais em redes sociais diversas em contra o amor livre, vejo notícias do lançamento de produtora de filmes pornôs evangélicos... Pausa. Será que os atores serão casados na vida real? Ironia ou não, não vale o debate. Vimemos em uma sociedade ocidental, patriarcal, machista e neoliberal.

Mas aprofundando o discurso. Já considerações com respeito ao comportamento considerado parafílico dependem em um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados. Por sua vez práticas, como a homossexualidade ou até mesmo o sexo oral, o sexo anal e a masturbação foram consideradas parafílicas em seu momento, embora agora sejam consideradas variações normais e aceitáveis do comportamento sexual.

Quando a pouco vi uma postagem de Facebook aonde havia uma campanha em contra o sexo anal, de início ri, mas agora reflito. Se o prazer é estar com outro, e não somos estripadores, quem nos pode impor restrições. Ou melhor. Como um ser externo a relação se atreve a estigmatizar qualquer acto entre dois?

Qual fora a segmentação, ou subdivisão do fetichismo alheio, não estou a criticar, apenas digo que a mim não  interessa. Seja o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, o voyeurismo ou o fetichismo... A margem, as religiões no passado e no presente fazem do sexo um adjeto e um cetro pejorativo de inclusão social e espiritual. O intuito? Controle.

Hoje em tempos de evangélicos que pregam o casamento entre virgens e a cura gay, mas pastores são descobertos aliciando fiéis e regressando ao mundo colorido, devemos ser mais que observadores; mas agentes libertadores-iluministas. Corremos o risco de nos tornarmos um novo EI. Disse certo dia Max Weber: "Poder é toda chance, seja ela qual for, de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra a relutância dos outros."

O Fetiche Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje... A dica moderna, ou não é. Seja você, e não o fetiche alheio. Para embasamento meramente teórico citaremos algumas terminologias do mundo dos seres criativos no âmbito sexual. Preparei uma pequena lista de possibilidades e terminologias nesta lista de parafilias:

Abasiofilia: atração psicossexual a pessoas com a mobilidade prejudicada, especialmente aqueles que usam aparelhos ortopédicos como tiras de perna, formas ortopédicas, tiras espinais, muletas, ou cadeiras de rodas.
Adstringopenispetrafilia: fetiche por amarrar pedras ao pênis.
Agalmatofilia: atração por estátuas.
Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.
Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos cortantes e pontiagudos.
Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la (não se aplica a cegos).
Amphiboliafilia: atração ou excitação sexual por ambiguidades.
Anadentisfilia: excitação e prazer sexual por pessoas sem dentes.
Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona erógena.
Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.
Asfixiofilia (asfixia autoerótica): prazer pela redução de oxigênio.
ATM (ass to mouth): prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.
BBW: atração por mulheres obesas
Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.
Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que "recebe" no rosto a ejaculação de diversos homens.
Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.
Coleopterafilia: atração sexual por besouros.
Coprofagia: fetiche pela ingestão de fezes.
Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.
Cock and ball torture: é uma atividade sexual BDSM sadomasoquista envolvendo os genitais masculinas.
Coreofilia: excitação sexual pela dança.
Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).
Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.
Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.
Cyprinuscarpiofilia: excitação sexual por carpas.
Dendrofilia: atração por plantas.
Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.
Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.
Estelafilia: atração sexual por monumentos líticos (feitos de pedra) normalmente feitas em um só bloco, contendo representações pictóricas e inscrições.
Exibicionismo: fetiche por exibir os órgãos genitais.
Fetiche por balões: excitação ao tocar balões de látex (usadas em festas).
Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina (brachio vaginal) ou no ânus (brachio procticus).
Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.
Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.
Galaxiafilia: atração sexual pelo aspecto leitoso da Via Láctea.
Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.
Hebefilia (ver lolismo)
Hipofilia: desejo sexual por equinos.
Imagoparafilia: prazer em imaginar-se com alguma parafilia.
Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios
Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes
Kosupurefilia: excitação sexual por Cosplay.
Maieusofilia: ver pregnofilia
Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.
Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.
Moresfilia: atração ou excitação sexual por coisas relativas aos costumes.
Nanofilia: atração sexual por anões.
Necrofilia : atração por pessoas mortas
Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.
Odaxelagnia: fetiche por mordidas.
Orquifilia: fetiche por testículos.
Panpaniscusfilia: excitação sexual por Bonobos.
Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.
Pigofilia: excitação sexual por nádegas.
Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.
Podolatria: fetiche por pés.
Pogonofilia: fetiche por barba.
Pregnofilia ou maieusofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.
Quirofilia: excitação sexual por mãos.
Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.
Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.
Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.
Sororilagnia: sexo com a própria irmã.
Timofilia: excitação pelo contato com metais preciosos.
Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.
Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.
Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.
Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.
Zoofilia: prazer em relação sexual com animais.

sexta-feira, junho 19, 2015

TV Digital tira a personagem de Pasquim do armário

 
São tantas as polêmicas de Babilônia, desde a péssima audiência aos casais homossexuais que deveriam penetrar a trama. Mas após o beijinho doce das irmãs Galvão... Digo, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, o país parou e o caretismo virou marcha em contra a novela global.

Admito que a trama se perdeu, e muito pela opção da emissora de esconder as lésbicas anciãs da trama. E criar fócos fora do previsto peçlo autor. O coxinhismo congênito encaretou Babilônia. De um furor de sexo selvagem ninfomano da protagonista, a cenas nunca vistas como as divas do teatro e cinema, beijando-se à TV, a um gay afetado levando um gringo para cama, sem precisar se prostituir para tal, fomos a uma trama evangélica e sem sal entre Chay gatinho mirrado Suedy e uma feia sem graça.

Ufa. Resumi a angústia pós primeiro capítulo magnifico e resto de primeira semana morno a frio.
Aí esta semana por essa curiosidade mórbida do sinal de aviso do recurso info da TV Digital quis ver o que o Jornal Nacional tinha de conteúdo extra e eis que surge o menu da atração seguinte, Babilônia. Como estratégia de impulsionar a trama de mirrados 20 pontos no Ibope, a emissora carioca adiantou os créditos da novela, antes de sua exibição.

Comecei a fuçar e vi o perfil de Carlos Alberto, o viado enrustido que ia dar uns pegas no mister melanina da favela. Este mesmo que devido a pesquisas internas com público seleto e a pedido do mesmo teve de ser dilacerado e mudado. Antes um homossexual que iria sair do armário por apaixonar-se, agora um pastel sem sal apaixonado pela protagonista mais insuportavel da história do universo, a chata Regina, péssimamente defendida por Camila Pitanga. Quem se apaixonaria pela gritona da Babilônia?

O público mais desatento vai dizer, ela não era gay, e etc... Mas... Mas. Mas? esqueceram de atualizar o conteúdo nos menús da TV Digital. Pá! Abaixo a prova. Colocaram o Pasquim no armário porque as pesquisas apontavam que as chatas donas de casa não gostariam de ver o Pasquim pegando macho na TV...

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Ninguém quer ver a mangueira entrar?

Nando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


A pipa do vovô não sobe mais, e apesar de... Opa! Os tempos são outros, e o viagra está no bolso dos vovôs. Mas isto não é a única mudança nos carnavais dos últimos tempos. Cada vez mais é senso comum que o tradicional Bloco de Sujos, e seus homens vestidos de mulher se proliferam, até mesmo nas cidades mais conservadoras.

Por incrível que pareça para a vovó e o vovô a cabeleira do Zezé cresceu, se maquiou e muitas vezes tem no carnaval, festa pagã incorporada pela hipócrita Igreja Católica e que propicia no imaginário popular algo como uma válvula de escape, servindo para liberar as fantasias mais ocultas de nossa podre e carcomida sociedade. 

Viemos recentemente de um período de pseudo-politização da sociedade. E também de eleições polarizadas por partidos gêmeos-capitalistas de ex-esquerdas. Explico. No meu tempo viado era sinônimo de refinamento, bom gosto intelectual, e excelência nos gosto musicais. Viado que era viado(ou que se permitia em público transparecer sua orientação sexual) sonhava em viver em Paris, não na suja New York.

Lembro do carnaval no ginásio da cidade em que atirava serpentina nos garotos bonitos, das marchinhas, e que não precisava ver uma mulher com a bunda de fora a cada segundo. Saudosismo xô, xô, xô. Agora evoluímos, tivemos um rei de bateria na Grande Rio, homens pegando homens e mulheres se pegando na passarela no desfile da Salgueiro... Mas como se sabe... o que ocorre no Rio, fica no Rio... Ou o que ocorre no carnaval, morre no carnaval. Essa ousadia não ultrapassa da apuração, mesmo porque a nossa velha líder e reacionária TV Globo fez o que pode para esconder as cenas da "loucura" salgueirense em homenagem ao Fim do Mundo, de Paulinho Moska.

Hoje os LGBTs, tanto pelos hétero-normativos, mas muito mais por eles mesmos se nivelaram por baixo. Vi coisas nestes últimos tempos que são assustadores e inimagináveis para Cazuza e afins. Sapas, viados, travestis e todos os outros seres que não fazem parte das pesquisas oficiais do IBGE, votando na direita, em conservadores e em evangélicos. Ufa... Estava entalado na garganta, e não era uma pica gigante.

Amigos me insuflaram a participar da festa popular do Brasil. Justo no dia em que na cidade é tradição homens vestirem-se de mulheres. Retruquei de imediato que jamais participaria disto. Ademais, "se um dia fora presidente proibiria carnaval e futebol, para que as pessoas deixassem de perder tempo com imbecilidades e com estes dois ópios, anestésicos do povo". 

Foto da internauta: Adriana Rosa de Souza
Mas tranquilos inquietos leitores. Como esta é minha coluna de estreia no Cata o Babado e agora reproduzida aqui no Sincerando, irei pegar leve. Mesmo porque pesado neste país é apenas o ceticismo e a homofobia. Pois aproveito a grande oportunidade de nesta quarta-feira de cinzas comemorar, a diminuição dos crimes homófobos, ao menos por um dia, ou alguns nas cidades onde os festejos carnavalescos tem maior duração. Visto que "héteros" estarão travestidos nestes dias "alegres" e não querem correr o risco de matar a um "semelhante", um do seu grupo ariano-sócio-cultural-superior-hétero-normativo-neoliberal.

Festejemos, muito, mas muito mesmo... Pois a partir desta data até o próximo feriadão do "tudo é permitido" você correrá risco de vida e preconceito no trabalho, na rua, na chuva e na fazenda. Mas caso sejas uma pessoa rica, poderá se refugiar numa casinha de sapê. 

Tenho de me recuperar moralmente e psicologicamente de que pela primeira vez em anos de carnaval em Florianópolis, por não haver ido sequer ao tão famoso desfile do Pop Gay. Primeiro que gay para mim ainda é sinônimo de alegre, deturpação americanista do norte de um termo francês medieval que significa fresco ou novo. E todavia não vejo nenhum motivo para homossexuais serem alegres neste país. Também acreditava que mesmo o nome sendo um desfavor aos LGBTs, até outrora era a única ocasião em que a cidade deixava-se por algumas horas o preconceito homófobo de lado. Portanto respirava fundo, e então tragava os preconceitos poucos meus e encarava a aventura em meio a marginália e os poucos simpatizantes. 

Mas a alguns anos, ao que se extinguiram os outros pontos de bailes públicos da cidade, os frequentadores do POP GAY se tornaram muito mais hostis e ano possado prometi nunca mais frequentar o evento, ao qual fui semi-obrigado a ir para acompanhar meu grande amigo peruano, e relembrar nossas bombásticas saídas por Buenos Aires, quando feliz fui sem saber ao estudar jornalismo na ainda não hiper-inflacionada capital argentina. 

PS Babadeira: Um comentário do Facebook me chamou a atenção. Dizia: Hoje nesta balada está fácil saber quem é hétero, porque todos estão usando saias. Anedota a parte, falarei sobre as baladas Mix Friendly na próximo coluna. Um beijo, um abraço e se for bonitinho um apertão embaixo. 




segunda-feira, setembro 29, 2014

Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Ou Levy!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Quando pensamos... Se é que pensamos, ou melhor, porque pensamos em algo? O pensamento é nada mais que um exercício. Este que é um mero reflexo da disposição de nossos preconceitos e preceitos da nossa cultura internalizada.

Pipocam feito barraquinha de festa junina os comentários sobre o cover do Senhor Spacily, Levy Fidélix, nas redes sociais e portais de notícias. Como se homofobia fosse uma grande novidade, ou NÃO PRESENTE EM NOSSO COTIDIANO.

Após 4 ataques homófobos sofridos por mim, 3 no Brasil e um na Argentina. Embora no país vizinho o matrimonio igualitário seja uma realidade legal a anos, sancionada pela direitista e populista travestida de esquerda-democrática, Cristina Fernández de Kirshner. Mesmo assim o país limítrofe ainda, claro que infinitamente e percentualmente menores que  no Brasil, registra muitas  mortes contra e simplesmente pelo fator de um ser humano ser da comunidade LGBT.

O Brasil é um poço fundamentalista, retrógrado. Um dos últimos países do continente a décadas atrás a aprovar o divórcio, hoje algo já naturalizado. O único país a não ter julgado ainda seus genocidas de regimes ditatoriais. Mesmo se comparamos o país ao Chile, a ditadura derradeira a cair no continente no século passado, perdemos. Os andinos já condenaram, e ainda em vida, a Augusto Pinochet.

Ao tão repercutido e falado Debate de ontem, na Rede Record de Televisão, nos restam algumas possíveis reflexões. Mas das mais que me afligem é se pensar que defender-se assassinatos em massa possam gerar tantos apoios de seres que se dizem cidadãos e democráticos.

Ser perseguido por uma moto em alta velocidade, por se estar numa rua em determinado horário, aonde presumidamente apenas homossexuais transitam, visto que nada mais na cidade neste dia e local estaria aberto a não ser uma discoteca voltada ao público LGBT é normal. Acontece diariamente. Mas que ao por sorte se consiga escapar, sobreviver, é raro. Agora que na delegacia te neguem o direito constitucional de registrar um Boletim de Ocorrência... 

Luciana Genro propõe uma taxação as grandes fortunas, mas creio que embora seja uma esplendida ideia, tenho uma melhor. O desconto no Imposto de Renda a comunidade LGBT, por cerceamento de direitos constitucionais aferidos aos demais cidadãos e sonegados conscientemente pelo atual governo e seus antecessores, deva ser sancionado.

Hoje temos descontos e benefícios destinado a várias minorias: deficientes, enfermos, idosos, professores... Até a marginais condenados temos pensões. Para genocidas temos benefícios e aposentadorias compulsórias. Se por matar um cidadão por dissidência política, alguém pode receber uma pensão, porque não se pode também receber-se uma gratificação por se ser uma aberração? Afinal dar o cu é mais grave, perigoso e prejudicial a saúde e a sociedade que matar compatriotas.

Neste país onde o coxinhismo esquerdo-direitista da nova política marineira, dilmopata, aécio-liberalista é um rastro de amargura e baixa-auto-estima brasileira, esta que também cresce a medida que aumentam os dízimos das reacionário-sionistas ceitas evangelizadoras. Estas que permeiam e permitem que a intolerância se torne cultura e a esperança de se alcançar a Deus.

Se existe, Deus, deve ser algo parecido a Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Pois todos estes, seguindo este raciocínio perseguem, aniquilam e abominam/abominaram o diferente.

Todos sabemos que Trotisk foi assassinado por um agente da KGB? Todos sabem que a igreja católica queimou a Santa Joana Dark, alguns séculos antes de canonizá-la? Alguém sabe que o Estado Islâmico decápta pessoas pelas mesmas razões que evangélicos, católicos e neonazistas perseguem a homossexuais?

quinta-feira, janeiro 30, 2014

Felix é um desfavor aos homossexuais

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Depois do engavetamento de um beijo gravado entre homens em América, no ano de 2005, estamos de volta a chata polêmica. Ao menos aquele beijo seria entre um "homem", ser com trejeitos masculinos e uma bicha louca e afetada. Gosto da diversidade.

Só mesmo a Grobo... SE SAIR um beijo "gay" na atual trama das nove, do assumidamente bissexual Walcir Carrasco, será um desfavor a militância. Em um país homófobo, arcaico, limitado e que não consegue ser laico ter um beijo entre mariquitas afetadas é o mesmo que um beijo lésbico. 

Agradará a machistas e bibas enrustidas. Apontará apenas que a sociedade brasileira está atrasada com relação a países do Mercosul e América Latina onde o matrimonio igualitário é realidade a anos. Como se para ser homossexual fosse necessário ser puta, efeminado, drogado e uma mariposa louca. 

Muitos virão reclamar a pessoa equivocada... Ou já o fizeram. Ah então manda carta pra central globo de produção. Afinal eles que estão construindo no imaginário popular esse conceito de homossexualidade. Ou seria reforçando o que o povo já pensa sobre os homossexuais, afinal ela trabalha os rumos de suas tramas de novela através de grupos de pesquisa, com representações equivalentes percentuais as camadas e classes sociais existentes no país percentualmente. 

Ou seja, vocês são tão astutos que ao criticaram o meu comentário, não percebem que o que vocês deveriam criticar é a Rede Bobo de manipulação. Esta que reforça esteriótipos a um share de 72% dos televisores no último episódio desta trama MÁ-RA-VI-LHO-SA.

Esteriótipo na mente da sociedade de um homossexual
O que faRta no BrasiR é uma escola de qualidade para que não se tenha mais analfabetos funcionais que não saibam interpretar uma oração simples, quem dirá uma composta. Antigamente se tinha como homossexual o sinônimo de inteligente, pessoa diferenciada... É, o tempo passa e as coisas mudam, hoje tá virando sinônimo de homossexual: Felix(bicha má), anjinho(o amante mudo, enrustido e sem cérebro), Bi-sexual (Dando piti afetadamente, depois de trair o esposa de anos com uma mulher má), Carneirinho (Efeminadinha e burra, que todos se aproveitam). 

Que grandes exemplos de HOMOSSEXUAL. Porque gay é um termo americanizado, que se entende por alegre, cheio de plumas, afetado. VÃO ESTUDAR POVO!!! Na novela onde uma péssima atriz perde o protagonismo para um ator mediano, mas menos pior que ela, talvez tenhamos o desejado, tão sonhado por alguns, beijo "gay" na Rede Globo. Brasil, você me cansa as vezes!


quinta-feira, setembro 05, 2013

O Brasil não é Irã, muito menos a Rússia?

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista 


Dono do Clube Lighthouse Cabaret, em Sochi, cidade russa que será sede dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2014, recentemente relatou em matéria a BBC a nova realidade na União Soviética. Ai... Agora é Rússia putianesca-capitalista, em matéria de 2 de setembro, 2013.
"Muitos gays mudaram o jeito de se vestir, removendo brincos, mudando o estilo do cabelo, para evitar problemas. Mesmo nos tempos de União Soviética, onde homossexualidade era uma ofensa criminal, os gays eram tratados melhor do que hoje em dia na Rússia. Pessoas comuns nos veem como criminosos. Eles nos odeiam". - afirma Andrei Tanichev. 

Nós do ocidente que recebemos por décadas de imposição imperialista os costumes antes tido como avançadas e democráticas, hoje claramente pós-neoliberalistas devemos abrir os 3 olhos. De perigo comunista a um ápice da liberdade de ultra direita legalmente reconhecida? Essa é a Rússia moderna que não apareceu na recente emissão do programa da Band, O mundo segundo os Brasileiros.

A matéria da BBC afirma que atos de homossexualidade entre homens foram descriminalizados na Rússia em 1993. (Entre mulheres eram permitidos?).

No bom estilo Dom Feliciano

Uma lei assinada pelo presidente Vladimir Putin em junho deste ano. A legislação russa bane a divulgação de informações sobre "orientação sexual não-tradicional" para os menores de 18 anos, o que acaba definindo a homossexualidade como uma ameaça para crianças e para a família.

Como que não sei. Eles devem acreditar mesmo que ser hétero não é algo pleno, pois é um comportamento que pode ser influenciado por comportamentos não ortodoxos. Agora vejamos. Se cada homossexual que desde o ventre tenta ser adestrado por sua família para ser heterossexual, fosse influenciado... Não teríamos segundo sensos oficiais 12,78% da população mundial de LGBTs.

Vladmir Hitler

As imagens mais absurdas do regime bucéfalo-nazista-alemão foram registradas pelos próprios agentes da SS, polícia alemã nazista que seguia ao chanceler eleito, o que equivalia na Alemanha do século passado na década de 20, ao presidente da república.

Como Afolfito, Putin também foi eleito. E as similaridades continuam. Putin além de falar alemão fluente, deve ter lido Mein Kampf(Minha Luta) onde o nosso arianinho-alemão tão querido, desvela a verdadeira natureza de seu caráter. Hitler divide os humanos com base em atributos físicos e psicológicos. Ainda afirma ele que os "arianos" estavam no topo da hierarquia, e confere o fundo da pirâmide aos judeus, polacos, russos, checos e ciganos. Segundo ele, aqueles povos se beneficiam pela aprendizagem com os superiores arianos. Putin e Feliciano creem que os héteros estão no topo.

Hitler também afirma que os judeus estão a conspirar para evitar que a raça ariana se imponha ao mundo como é seu direito, ao diluir a sua pureza racial e cultural e ao convencer os arianos a acreditar na igualdade em vez da superioridade e inferioridade. Ele descreve a luta pela dominação do mundo como uma batalha racial, cultural e política em curso entre arianos e judeus. A suposta luta pela dominação mundial entre estas duas etnias foi aceita pela população quando Hitler chegou ao poder. Putin e Feliciano creem que as sapas e os veados são os atuais conspiradores.

Comunistas não comem criancinhas

Ainda em 1930 Mark Serejskij, perito médico, podia descrever na Grande Enciclopédia Soviética que proferiu outrora: "A legislação soviética não reconhece crimes ditos contra a moral. As nossas leis partem do princípio da defesa da sociedade, e portanto prevêem uma punição somente naqueles casos nos quais o objeto de interesse homossexual seja uma criança ou um menor de idade…". A de considerar-se que a maioridade em casos como aptidão para o trabalho se dava aos 14 anos.

Os motivos para a criação da lei se baseado em ações da igreja católica ortodoxa russa e do estado para forjar uma identidade nacional baseada em valores conservadores de direita é claro. Onde não há espaço para nenhum liberalismo ocidental de ideias, sejam sociais, políticas ou sexuais.

"Por que nós devemos respeitar todas as suas tradições se vocês não respeitam as nossas?", questiona o parlamentar de São Petersburgo, Vitaly Milonov, um dos arquitetos da nova legislação. Pena que ele seja ignorante a sua própria história. Aí pensamos por devaneio que Marco Feliciano e homófobos brasileiros deve ter origem neo-russa.

A história recente, ou quase é controversa a essa falha argumentativa de Milonov. A Revolução de Outubro, também conhecida como Revolução Bolchevique ou Revolução Vermelha, foi a segunda fase da Revolução Russa de 1917, depois da Revolução de Fevereiro do mesmo ano. Começou com o golpe de estado, liderado por Vladimir Lenin e pelos bolcheviques, contra o governo provisório, em 25 de outubro daquele longínquo ano.

Anteriormente, até à época de Pedro, o Grande, a homossexualidade, na Rússia, era tolerado mesmo se sancionada pela Igreja Ortodoxa. Todavia, em 1706 foi instituída a fogueira para qualquer um que fosse descoberto em uma relação homossexual. Em 1917 com a Revolução de Outubro e, graças à intervenção dos cadetes (KD, Partido dos constitucionalistas democráticos), a homossexualidade foi finalmente descriminalizada. Os Bolchevique se demonstraram contrários a esta nova forma de liberdade, provavelmente porque tinham, em geral, uma postura sexófoba.

Economia capitalista com estratégia Stalinista

De volta ao clube gay em Sochi, o dono Andrei acredita que o debate sobre homossexualidade é desenhado para distrair os russos de outros problemas sociais e para unir o país em apoio ao governo. Se por um lado o regime comunista pregou por décadas a separação total do estado a igreja, hoje a república metade asiática, e inda não expulsa da União Européia volta a idade das trevas.

"Ações agressivas para aceitação de valores é injusta. Nós não falamos para a rainha da Inglaterra para não assinar a lei de casamentos gays no seu país. Nós não temos o direito de fazer isso, porque nós respeitamos a sua independência. Por que vocês não respeitam a nossa?", ressalta o deputado Milonov. O que vai de encontro ao pensamento liberal do militante Andrei Tanichev "O cidadão russo médio, sentado em casa assistindo TV agora entende contra quem ele precisa lutar, quem é o inimigo", disserta.

As primeiras repúblicas a abolirem os artigos contra o homossexualismo foram, depois da desagregação da União Soviética, a Lituânia, a Letônia, a Estônia e a Ucrânia, mas a necessidade de obter um lugar no Conselho Europeu e portanto de mostrar uma Rússia nova e liberal, induziu Boris Yeltsin a abolir com a emenda de 29 de abril de 1993 o art. 121, mas mantendo os crimes ligados à violência e à coação.

Ainda tentando adequar-se a modernidade ocidental, em 1993 a homossexualidade, depois da reforma geral do código penal, ainda era contemplada no art. 132, intitulado "homossexualidade ou satisfação de paixão sexual em outras formas pervertidas". Em compensação, com a redação de um novo artigo, se falou pela, primeira vez, de igualdade de gênero, frente aos crimes sexuais, e a maioridade sexual, foi estabelecida para todos, homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, à mesma idade, 14 anos.

O inimigo de hoje são paradoxalmente os ocidentais e os gays, por intermédio de países ocidentais que apoiam aos homossexuais. E quanto mais o ocidente apoia os gays na Rússia, mais os russos nos odeiam, porque o conceito mais aceito aqui é o de que o ocidente representa o mal. Na ultima parada gay Russa alguns ativistas em favor dos gays carregavam faixas dizendo "A Rússia não é o Irã", em referência à política de intolerância contra os homossexuais praticada pelo governo de Teerã.

Aqui do país da cura gay ficamos esperando as resoluções do G20, e que a Dilmão ofereça a exemplo da Argentina, asilo político-sexual homossexuais russos. Talvez nas próximas paradas eu leve uma faixa parecida a soviética. "O Brasil não é Irã, muito menos a Rússia.". Vai que cola!


Barrigada do Uol e do Flavinho

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista 


Uma matéria indignatória, como diriam os bolobolenses, me angustiou o fim de noite. No portal UOL, Beijo
gay sai na Argentina ao som do Caetano, uma nota de Flávio Ricco em 04/09/2013 se refere ao primeiro beijo gay na TV argentina.

Não posso crer que um portal deste porte, e jornalista renomado com salário mensal maior que o meu ganho anual possam dar tamanha barrigada.

Que o tal beijo gay ficará para depois de 2020, na teledramaturgia brasileira é fato. Mas não admitir, ou saber que o vizinho, já está na sua 2ª edição, apenas falando de horário nobre e 3ª edição. Considerando, o beijo acidental ocorrido em Los Exitosos Pells, quando o protagonista Martin entra em coma e seu irmão hétero assume sua personalidade. Sem conhecer seu irmão, pois foram separados bebês, por este fato desconhecia que ele mantinha um casamento de fachada, com sua companheira de telejornal.

Durante parte da novela ele evitou beijar seu marido, se apaixonou pela mulher de fachada do irmão... Mas em um momento... zaz... Seu marido, filho do dono do canal, lhe faz ameaças de deflagrar ao público do maior telejornal do país sua homossexualidade, e o beija. Tecnicamente esse foi um beijo entre 2 atores e não um beijo homoafectivo. Mas... E no Brasil?

Reproduzo abaixo meu artigo de 2010 onde falei sobre o primeiro e real, beijo homossexual na TV argentina. No artigo de 23/08/2010 - Beijo, política e sociedade, divulgado em vários portais à época.


Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Um jogador de futebol de fama internacional, porte de modelo, casado, com dois filhos. Um exemplo para a sociedade. Outro, também jogador, só que recém iniciando a carreira. Este, uma promessa para o futuro no mundo futebolístico, mas muito intempestivo e ambicioso.

O que teriam em comum estes dois perfis além de jogarem no mesmo time? Sua sexualidade. Eis então que esta trama secundária em seus princípio começaria a despertar polêmicas. Afinal o futebol é o estandarte da virilidade, masculinidade, etc. Nas escolas, nas vilas, na TV, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê o futebol é sinônimo de heterossexualidade.

A arte imita a vida, ou, a vida imita a arte?

Não podemos dizer que a tele-dramaturgia finja que homossexuais não existem. Apenas destina a eles o "seu devido lugar". Cabeleireiros, estilistas, artistas... Uma mistura de preconceito sexual, com desvalorização profissional. Ingredientes perfeitos para acomodar a massa conservadora que é o público brasileiro. Ou claro, podemos ter um afeminado, que subliminarmente seria o passivo, corrompendo o pseudo hetero que seria o ativo da suposta relação. Esta que obviamente ficará fadada a imaginação dos telespctadores, pois o grande tabú ainda não será quebrado. Ao menos não explicitado perante as "lentes da verdade", como diria o genial Clodovil.

Pensemos, só para não falar do fenômeno, seria um fenômeno que não existissem homossexuais no mundo do esporte. Desrespeitariamos o senso do IBGE, que afirma que 12,8% da população brasileira em 2009 é homossexual. E nisso não consideramos a grande parcela, provavelmente maior que esta, que não admitiria a um censor sua sexualidade.

Regressando a dramaturgia. Na Argentina, a emissora TELEFE exibiu uma cena de beijo gay na novela Botineras. E a repercussão fora tal que a trama dos dois jogadores de futebol que se apaixonaram, e no decorrer da trama chegaram a muito mais que um mero beijo. E estão todas as cenas disponíveis em seqüência no Youtube, buscando por Manuel & Lalo "Botineras" parte 13.

"A trama polêmica"

Com ingredientes de trama policial “Botineras” ( em tradução literal marias-chuteira) exibiu o beijo gay que causou “frisson” entre o público argentinos. E o casal não foi morto em uma explosão de shopping, e tem garantida presença no episódio final da trama veiculado no dia 24 de Agosto de 2010. O núcleo Lalo e Flaco ganha os olhos da mídia e público quando o experiente jogador Manuel “Flaco” Rivero (Cristian Sancho) quis demonstrar que se importa com seu colega de clube (Ezequiel Castaño), pelo quão nos capítulos seguintes notaria estar perdidamente apaixonado.

Castaño e Sancho, atores heteros e famosos, tornaram-se figuras constantes nas capas de revistas e nos programas da tarde na televisão. Desde o início do romance entre os jogadores, a audiência de “Botineras” cresce, conforme medição dada pelo Ibope argentino. O interesse do público com o folhetim, que tem apenas dois capítulos gravados de frente em relação ao que está no ar, fez com que a produção da novela aumentasse o número de cenas de amor entre Lalo e “Flaco”. A primeira cena de sexo homoafetivo do continente na televisão aberta começou com um desnudando o outro e terminou com a câmera captando do alto a imagem deles nus, abraçados na cama, em "conchinha".

Os atores da trama tem feito declarações em que mostram naturalidade com a repercussão e execução do trabalho que desempenham como os jogadores homossexuais. “Parti do princípio de que um gay é um homem. Evitei amaneiramentos. Se caíssemos no clichê, a história de amor não seria vista com respeito”, diz Sancho, que também é modelo de campanhas de roupa íntima. Castaño, rosto conhecido na TV argentina há 15 anos, quando estreou em “Chiquititas”, declarou: “Com Lalo, tenho a oportunidade de mostrar muito do que aprendi como ator ao longo desse tempo.”

Lá e cá

Como de costume no país vizinho a novela é uma co-produção. O que me parece fazer com que as tramas tenham mais liberdade na abordagem de temas polêmicos. Pois aqui temos além do assassinato das lésbicas bem sucedidas de Torre de Babel, o beijo gravado e cortado de América e o caso mais recente na novela poder paralelo. Onde as atrizes Paloma Duarte e Adriana Garambone  se preparavam para gravar as cenas do envolvimento entre as suas personagens, Fernanda e Maura, na Record, segundo informou o “Jornal da Tarde” na época.

Paloma chegou a ter sérios atritos com a cúpula da emissora por declarações feitas a mídia. “A gente começou a gravar, mas duvido que tudo vá ao ar”, declarou. Segundo a atriz, a trama de Lauro César Muniz teve vários cortes. “A gente caiu numa censura desmedida. A gente grava, grava e grava e muita coisa não vai para o ar. A equipe não gosta muito de falar desse assunto, mas essa é a realidade”.


Botineras é uma novela produzida  em parceria pela Underground Contenidos y Telefe Contenidos, associadas a Endemol Argentina. A trama policial escrita inicialmente por Esther Feldman y Alejandro Maci e idealizada por Sebastián Ortega, que tem no currículo os sucessos La Lola e Los exitosos Pells que foram protagonizados por Carla Peterson.

O Beijo politizado

Em particular chamou minha atenção. Assinada por Dayanne Sousa do portal Terra a matéria: Diretor de beijo gay: "Não quero trabalhar na Globo", que fala sobre a cena de beijo entre dois homens na propaganda eleitoral do PSOL em São Paulo, tem umas pitadas saborosas.

Primeiro dizendo que o diretor de filmes Pedro Ekman se mostra surpreso com o sucesso do vídeo. Ele aproveita para atacar a programação da TV aberta, que chama de "retrógrada". E logo tras a declaração provocadora do mesmo - O que choca é que você não está acostumado a ver isso na TV. Na rua, você até vê mais. O choque é pelo conservadorismo da TV. A sociedade aceita muito mais esse fato do que o que está refletido nos meios de comunicação.

Eeeeeeeepaaaaa!!! Diria Vera Verão se estivesse viva. Ekman não é publicitário, marqueteiro e nem costuma fazer campanha. É formado em arquitetura, mas começou a trabalhar com vídeo. Filiado ao PSOL, ajudou com o filme do candidato ao governo de São Paulo, Paulo Bufalo, "até porque não tem muito dinheiro". - explicou.

Em nota ao jornal Folha de S.Paulo, a Rede Globo respondeu a crítica da imprensa de que o horário político foi mais ousado que as novelas de TV. Afirmou em resposta a poderosa: "Não achamos que nossas novelas da categoria entretenimento são os veículos adequados para tratar de questões sociais." A resposta é engraçada, porque quando convém, ela diz que a novela serve para fazer "merchandising social". Quando não convém, porém, ela fala que não serve para isso. É a velha e boa resposta de conveniência - alfinetou Ekman.

Por hora o tal beijo entre pares do mesmo sexo ficará restrito aos horários políticos e internet. Mas quem sabe o SBT volte a fazer uma co-produção com a TELEFE e nos surpreenda com "Maria Chuteiras". E  quem sabe Ronaldinho faz uma ponta, já quem tem relações comerciais com o grupo Sílvio Santos. Pra quem não lembra, Chiquititas de mesma origem e canal foi um sucesso e tem atualmente todos seus atores trabalhando na poderosa. Ou a Band que exibe Quase Anjos(dublada), CQC e A Liga: todas produções argentinas dessa mesma produtora, e exiba em versão dublada a inovadora Botineras. Ou o SBT reprise a série da extinta Manchete, como fez com algumas produções. Mãe de Santo, na emissora carioca é por muitos considera o único beijo gay da TV brasileira.



Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista