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quarta-feira, junho 07, 2017

FUTEBOL: Pode haver amor entre 4 bolas? Estoura a polêmica nas redes sociais!


O casal de jogadores da Lazio(ITA), começaram a causar com a publicar uma simples foto de sua intimidade. Enquanto meio mundo se enlouquecia com a final da Liga dos Campeões entre o Real Madrid e a Juventos as redes sociais se preocupavam com outras bolas devido a enigmática foto.

A muito declarados amigos inseparáveis na vida real e em centenas de postagens juntos e com elogios uns ao outro, agora atacante senegalês Keita Baldé e o zagueiro espanhol Patric resolveram abrir polêmica e dizem as más línguas abrir a relação.

Moderados e céticos se juntam a apaziguar o feito ao afirmarem que isto provavelmente seja uma campanha contra o racismo. Existe em toda a Europa atual um movimento fascista e xenófobo gigantes do qual o futebol é grande vitrine.

Desde que Juntin Fashanu em entrevista ao The Sun, declarou que era homossexual, tornando-se o primeiro - e até hoje, único - jogador que disputava a Primeira Divisão inglesa a fazê-lo publicamente, muita água rolou por debaixo do arco-íris.

Thomas Hitzlsperger que em janeiro de 2014, tornou-se o primeiro jogador de destaque no futebol da Alemanha a admitir publicamente ser gay. "Declaro minha homossexualidade porque desejo que essa questão avance no mundo do esporte profissional", afirmou Hitzlsperger, em uma entrevista ao jornal alemão Die Zeit. Atitude louvada pela mídia e fãs, mas criticadas por muitos como demagógica, pois somente o fez após se retirar dos campos.

No Brasil a homofobia é uma das razões mais recorrentes nos crimes de ódio e homicidios por razão única. Existem casos conhecidos de atletas homossexuais como o de Richatlison, o goleiro Jamerson(conhecido como Messi brasileiro), Emerson Sheik, atacante campeão da Libertadores e do mundo pelo Corinthians, postou uma foto em uma rede social dando um selinho em um amigo, o empresário Isaac Azar, durante um jantar. Fez para provocar - incentivado justamente por uma conversa sobre homofobia. E conseguiu. Sua relação com a torcida do clube que defende nunca mais foi a mesma. Antes ídolo, se tornou alvo. Foi xingado em faixas. Uma delas o chamava de "viadinho". Sheik reagiu dizendo que tudo não passava de um "preconceito babaca".

Em uma pesquisa realizada uma pesquisa pelo UOL Esporte com 105 atletas de grandes times de todo o país algo controverso a falta de gays assumidos no futebol brasileiro se revelou. Em sigilo, os jogadores ouvidos pela pesquisa falaram sobre um dos temas mais controversos no universo tradicionalmente machista do futebol nacional. No balanço final, 56% dos entrevistados dizem que existem gays em grandes equipes.

O aterrador depoimento feito à reportagem “Fora de Jogo – A homossexualidade no futebol”, exibida no programa “Linha da Frente”, da estatal RTP em Portugal trás testemunho inédito, de um jogador, que preferiu participar na reportagem com uma declaração escrita, em que conta porque não dá a cara: “Tenho medo que a minha carreira acabe caso descubram a minha tendência sexual. Por isso nem sequer me passa pela cabeça assumir ser homossexual”, refere, contando mais à frente que “gostava de estar num meio profissional que me permitisse assumir a minha orientação sexual sem qualquer receio”. 

Resultado de imaxes para Anders Lindegaard
 Anders Lindegaard, goleiro dinamarquês atualmente no Manchester United, decidiu expôr a sua opinião sobre o tema polémico no futebol: a homossexualidade. No seu blogue, o jogador defendeu que o futebol precisa de um "herói gay", isto é, um jogador que assuma a sua orientação sexual e sirva de exemplo.

O sexólogo Júlio Machado Vaz reforça que este não é um caso isolado: “Ao longo de 40 anos de profissão atendi jogadores de futebol que eram homossexuais e que o escondiam cuidadosamente.” Mas seja uma anedota ou uma declaração de amor no caso já chamado de Patrickeita o que sim é certo que a sociedade e mais ainda o mundo do futebol não estão abertos para a diversidade seja ela racial, sexual ou política.

Síndrome de Rick Martín?

Jamais esquecerei na vida aquela inocente e sugestiva capa da Revista Capricho que insinuava que Rick Martín estaria pegando Madonna.Bem, nada mais que uma insinuação inocente e que não prejudicaria ninguém. Embora em seu livro décadas após o porto-riquenho além de se assumir homossexual ao mundo revela que muitas vezes se sentia obrigado pela mídia e fãs no passado a ter relações heterossexuais e portar-se discretamente quanto a sua sexualidade.

Mas tudo pode ser um engano, ou um momento de fragilidade inocente e casual. Vide a anos atrás a polêmica criada pela divulgação de uma foto do atual marido de Shakira Gerard Piqué e Zlatan Ibrahimovic a ponto de beijar-se. Ou seria apenas a despedir-se? Maldito paparazzi que só fez uma foto do momento.

Se o espanhol Patricio Gabarrón (24), conhecido como Patric e seu par senagalês Keita Balde estão a passar pressões assim em pleno 2017 se imagina o que deva ter passado o ex-Menudo. Incluso um outro ex-integrante da banda pop histórica que hoje reside no Brasil afirmou saber que dentre os membros além dos dois assumidos hoje publicamente outros integrantes que incluso estão casados no momento eram gays.

Para dar mais caldo no angu, os jogadores do clube italiano até o momento mantém um ensurdecedor silêncio. Mensagens de apoio e reproche se multiplicam, os compartilhamentos das várias fotos deles abraçados, momentos de cumplicidade e os chismes seguem se alastrando pelo mundo virtual e real.

terça-feira, novembro 19, 2013

Parece cocaína!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Se a Copa é o único de bom que se pode fazer pelo país, imagina o resto... Odeio esse esporte que é arma de manipulação e alienação. Quando for presidente proibirei futebol e carnaval por 5 anos. Para que talvez assim as pessoas passem a ocupar seu tempo com coisas úteis e que estimulem seu crescimento espiritual. 

Já diriam os reaças de plantão: "Quando houver uma direita no Brasil...". Surgir uma direita no Brasil? - perguntar-me-ia. Isso é pura política de direita. Como Rafael Videla na Argentina bem o provou. Usando o futebol para anestesiar o povo e tentar disfarçar interna e externamente seu regime ditatorial. Com apoio da Fifa, que é bem conservadora e de direita.

Bem, aqui tudo foi deixado de lado pelo (lazer). Mas o lazer pode ser mil coisas: arte, cultura, música, esportes variados(proibindo o futebol)... É só uma idéia diferente de tudo que já se fez aqui. Mudar as vezes é preciso. Pense nisso como um drogado dependente que vai para uma clínica de reabilitação. Sem drogas pode ter a oportunidade de se recuperar. O brasileiro sem futebol, talvez consiga evoluir a um estado mais próximo de um ser humano racional e critico.

Já está esbravejando e me xingando! Que coisa feia. Sério? Como se alguém fosse morrer sem futebol e carnaval... É uma sócio cultura de adestramento social. Até um animal de circo pode voltar a ser livre, basta lhe tirar as correntes.

Não. Tente abrir sua mente. Por uma cultura de paz... Darei um exemplo. Você vai a um médico. Ele te receita um remédio e você mesmo sabendo que ele está certo, perde tempo discutindo? Já dei o remédio, agora cabe aos demais tomá-lo ou continuarem enfermos.

Tente ver além do horizonte. Pois, use sua boa conexão e assista filmes de Xavier Dolan, descubra a obra discográfica de Mercedes Sosa, e por fim veja vídeos do "Club de la Comedia" da Espanha para descobrir que existe como fazer humor sem apelação... Te farão muito bem.

In-Cultura... Vivemos numa incultura impositiva, nada plural e muito longe de ser laica. Cheia de fanátismos. Mas por hora vou destrinchar apenas esse. Cultura entendo como algo que eleve a alma, estimule o raciocínio e sirva para avançar na vida. Infelizmente ainda temos professores ganhando salários por vezes menor ao de jogadores de time da terceira divisão.

Essa dita manifestação de um povo, deve acabar. Talvez o tenha sido em seu surgimento. Mas a cultura de um povo pode evoluir... A menos de 100 anos no Brasil se cagava no mato mesmo se sendo um senhor de senzala... Hoje até pobre tem bacio para cagar... Se algum dia o futebol foi manifestação popular hoje e a muito tempo se tornou o ópio do povo.

Respeitar por respeitar, cultura por cultura... Também a pouco era "cultura no Brasil" não se usar cinto de segurança, e o povo só aprendeu a força, como em um país neoliberal, quando lhes aferiu no bolso. Tudo pode ser mudado em prol de um bem maior. E se salvar um país perdido e tirado no lixo da superficialidade e ignorância, alienação e comodismo é desrespeitar... Quero saber quando fui respeitado neste país? Não me venha com chorumelas.

A Copa do Mundo é o circo, o bolsa família é o pão, e eis que a mentalidade sociopática coletiva regressa a Roma de Nero, ou mais para atrás. Porque Nero ateou fogo a Roma? Dizem as más línguas que para refazer Roma, e criar-lhe um novo projeto arquitetônico.

O carnaval foi criado em Veneza, o futebol na Inglaterra. O que essa imposição histórica das elites para tapar o sol com a peneira tem de legítimo e popular? Não façam-me rir. Hoje como resultante deste processo meus queridos, apenas temos um povo que se conforma em ser feliz por 90 minutos(mais felizes são os jogadores a posteriori nos vestiários), ou com uma festa de 4 dias para apagar um ano de miséria. 

Com o dinheiro público que vai para o carnaval se pode patrocinar mais de 4000 mil espetáculos teatrais por todo o país por exemplo, se pode financiar 200 orquestras. Enfim... Estou a falar para as paredes. Você entendeu? A parte que sou ateu e prego um estado laico e igualitário? E se sou anti neoliberal tenho obviamente que ser contra a Igreja. Seja aquela que matou na inquisição ou a que mata de desnutrição pedindo dízimos.

Se hoje é proibido cocaína por seu efeito alucinógeno, seria ditadura proibir outras drogas como Carnaval e Futebol? Leio muito mais notícias de gente sendo morta e assassinado após assistir a um jogo do que por ter usado cocaína... Qual droga é pior? Cocaína, ou futebol?

Vive-se a ditadura do conformismo neoliberal desde 1964 no Brasil e nunca vi uma crítica dos pelegos de plantão. Em algum ínfimo instante disse que é apenas esse o dilema moral do país? Estava abordando estritamente o tema aqui em questão. Realmente não faltam exemplos reais de que futebol causa irracionalidade compulsiva social. 

Senão isto, como explicar que um rapaz ao sair da casa da namorada em um dia em que não havia jogo algum, com a camisa do Avaí FC em plena e nobre Avenida Beiramar, na cidade de Florianópolis tenha sido espancado. Para citar 1 caso, no âmbito: "prova cabal de irracionalidade".

 Alguém matar alguém por estar usando a camisa de uma ou outra determinada equipe é para mim o mesmo que matar alguém "meramente por ser judeu, homossexual, negro, muçulmano...". Nunca vi ninguém matar alguém por pertencer a outra companhia teatral, ou outra banda, por exemplo.