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sexta-feira, janeiro 24, 2025

Uma sincera Análise Crítica de Ainda Estou Aqui

A Indústria Cultural e a Mediocridade como Norma. Se partimos da premissa apresentada, é possível desenvolver um artigo crítico sob o viés da Escola de Frankfurt, abordando a relação entre a produção cultural contemporânea, a precariedade do trabalho artístico e o papel da indústria cultural na consolidação da mediocridade como padrão estético.
O filme Ainda Estou Aqui emerge como mais um exemplo daquilo que Theodor Adorno e Max Horkheimer definiram como a mercantilização da arte pela indústria cultural. A lógica mercadológica transforma obras artísticas em produtos moldados para atender às demandas de consumo em massa, muitas vezes sacrificando a qualidade em favor da rentabilidade. Isso explica o "fanatismo" em torno de uma obra "meia boca", como descrito, que visa mais à autopromoção do cinema nacional no exterior do que ao avanço artístico ou estético do cinema em si.

O filme Ainda Estou Aqui emerge como mais um exemplo daquilo que Theodor Adorno e Max Horkheimer definiram como a mercantilização da arte pela indústria cultural. A lógica mercadológica transforma obras artísticas em produtos moldados para atender às demandas de consumo em massa, muitas vezes sacrificando a qualidade em favor da rentabilidade. Isso explica o "fanatismo" em torno de uma obra "meia boca", como descrito, que visa mais à autopromoção do cinema nacional no exterior do que ao avanço artístico ou estético do cinema em si.

Fernanda, mencionada como o destaque do elenco, não escapa da lógica descrita por Adorno, que coloca o indivíduo em um papel de pseudo-protagonismo. Ainda que sua performance seja louvável, ela é enquadrada dentro de um sistema em que o talento é funcional apenas enquanto serve ao espetáculo totalizante. O restante do elenco, descrito como "do razoável ao mediano baixo", reflete um sintoma estrutural: a falta de espaço para a renovação do meio artístico, sufocado pelas amarras de uma indústria que privilegia redes de influência, como a "máfia" ou o famigerado "teste do sofá".

Sim, é possível integrar esse viés crítico ao artigo de forma fluida, especialmente ao analisar Ainda Estou Aqui sob a lente da Escola de Frankfurt e o impacto da indústria cultural. A abordagem ajuda a explorar dimensões mais profundas sobre a recepção e produção da obra, conectando o filme às críticas estruturais da mercantilização da arte.

A produção de Ainda Estou Aqui, com sua temática densa e apesar de interpretações pouco marcantes, também levanta questões sobre o papel da indústria cultural na produção de arte no contexto contemporâneo. Sob a perspectiva da Escola de Frankfurt, particularmente as críticas de Adorno e Horkheimer, podemos compreender como o filme reflete a mercantilização da cultura, transformando a arte em produto ajustado às demandas de mercado.

A Arte e o Espetáculo Mercadológico

O sucesso internacional do longa, somado às críticas polarizadas, ilustra o que Adorno chamou de "cultura de massa". Embora a obra aborde uma história marcante — a luta de Eunice Paiva contra o autoritarismo da ditadura militar —, a narrativa pode ser percebida como moldada para atender expectativas de consumo externo, privilegiando melodrama em detrimento de uma análise mais robusta dos mecanismos totalitários, como apontado pelo crítico Jacques Mandelbaum.

Essa tensão entre o conteúdo histórico e a forma "digestível" reflete o que Adorno descreveu como a perda da autonomia da arte. Em vez de uma ruptura estética ou narrativa, o filme se conforma às convenções que garantem sucesso comercial, mesmo que isso dilua o impacto crítico ou estético.

Fernanda Torres e o Protagonismo Funcional

A atuação de Fernanda Torres, ainda que amplamente elogiada, é um exemplo de como a indústria cultural organiza o talento individual em um sistema coletivo de espetáculo. Sua performance, premiada e celebrada globalmente, serve como um alicerce para a promoção do filme, mas não está isenta das armadilhas do sistema. Dentro de uma lógica onde o talento individual é instrumentalizado, o protagonismo se torna funcional, direcionado para reforçar a "marca" da produção nacional no exterior, sem necessariamente trazer inovação artística.

Precariedade do Trabalho Artístico

No Brasil, a desvalorização do trabalho artístico e a concentração de oportunidades em redes elitizadas criam barreiras para a renovação do meio cultural. Muitos talentos são marginalizados, enquanto os mesmos nomes dominam as grandes produções. Isso alimenta uma mediocridade estrutural, onde a repetição de fórmulas e escolhas seguras mantém o sistema cultural estático, sacrificando o potencial disruptivo da arte.

Embora Ainda Estou Aqui traga uma narrativa importante, a análise crítica do filme sob a ótica da indústria cultural evidencia como ele é tanto produto quanto vítima de um sistema que prioriza a rentabilidade e o consumo. Em última instância, o filme dialoga com questões mais amplas sobre o papel da arte em tempos de globalização e consumo cultural massificado. A obra é relevante, mas também nos convida a questionar os limites e as possibilidades do cinema dentro das amarras do comercialismo Hollywoodiano fora de Hollywood.

sexta-feira, outubro 28, 2016

Justiça pretende indenizar homossexuais perseguidos durante ditadura

Resultado de imaxes para homossexuais ano 7-A perseguição nos anos 1960 e 1970 aos homossexuais era feroz: os suspeitos perdiam o emprego eram mantidos sob vigilância, junto com seus amigos e familiares. Nos últimos anos da ditadura, o cinema refletiu esse ambiente opressivo em filmes como: O Estado contra Jorgina Sá, que mistura ficção e fatos reais, e o paraibano O Círculo. A reforma da Constituição de 1989 trouxe uma relativa melhora: já não se punia o sexo entre adultos, mas se estabeleciam idades de proteção mais amplas que para as relações homossexuais. Contudo, ativistas como Klóvis Faraco denunciam “a absoluta ignorância” que reinou nesses anos sobre pessoas que tinham sofrido uma violação flagrante dos direitos humanos. Do outro lado da cortina de ferro, os movimentos pró-diretas também castigou a homossexualidade e a exclui de seu discurso.

“Aqui está o porco de Fraiburgo”. Klóvis Faraco recorda como foi recebido pelos funcionários da casa de detenção para jovens em que, aterrorizado, ingressou em 1972. Acabava de ser condenado a seis meses de prisão por “atos desonestos” com homens. Mas o juiz teve piedade dele e, para que não perdesse seu posto de aprendiz em uma empresa, reduziu sua pena a dois anos de liberdade condicional. Mas ainda deveria passar três fins de semana como interno. Assim interiorizaria o castigo pelos atos repulsivos que tinha cometido.

Segundo a Grupo Gay da Bahia (GGB) - mais antiga entidade do gênero do Brasil - indica que 318 gays foram mortos em 2015 em todo o País. Desse total de vítimas, o GGB diz que 52% são gays, 37% travestis, 16% lésbicas, 10% bissexuais. O número é levemente menor que em 2014 quando, conforme o grupo, foram anotados 326 assassinatos.

Os estados onde ocorreram mais casos em números absolutos foram São Paulo, com 55 assassinatos; e Bahia, 33. No entanto, se for comparada com a população total, Mato Grosso do Sul foi considerado o estado mais homofóbico, pela entidade, com 6,49 homicídios para cada 1 milhão de pessoas, seguido do Amazonas, com 6,45.

Para a população total do Brasil, o índice de assassinatos de LGBT é de 1,57 para cada milhão de habitantes. O levantamento foi feito em 187 cidades brasileiras, incluindo pequenos centros urbanos, como Ibiá, na Bahia, com 7 mil habitantes.

Manaus foi considerada a capital mais "homofóbica" de 2015 com 23 assassinatos - 11,3 mortes para cada milhão de habitantes, seguida de Porto Velho, cujas 5 mortes representam 10,1 por um milhão. Uma travesti e um gay brasileiros foram assassinadas no exterior: Espanha e Estados Unidos. Foram incluídos também cinco suicídios de homossexuais masculinos.

O Caso Faraco

“Colocaram-me em uma cela de isolamento para que não tocasse ninguém. Foi horrível”, relembra o homem, hoje com 72 anos, que só aos 40 ousou viver sua homossexualidade livremente. Ele e mais 5.000 vítimas de uma lei desumana que destruiu uma infinidade de vidas esperam agora a reabilitação e a indenização que o Estado está preparando.

O texto redigido pelo Ministério da Justiça prevê a anulação de todas as condenações baseadas no artigo 175, que até 1989 punia o sexo entre homens. Só entre homens, porque entre mulheres era simplesmente inconcebível. O Reino Unido planeja uma iniciativa semelhante, quer ir além e indenizar as vítimas da homofobia conduzida pelo Estado. Seriam pagamentos de caráter simbólico: 10.000 reais para cada condenado, mais 4.500 por cada ano de prisão sofrido. No total, a iniciativa custaria 90 milhões.

Antes de ser aprovado, o projeto de lei deve passar pela avaliação dos Senado e Congresso. Stefan Kappe, da Associação de Juristas Homossexuais, teme que os setores mais conservadores da câmara fascista evangélica tentem barrar a proposta do ministro, pois creem que isto pode criar “um precedente legal” para outros casos.

As indenizações podem não ser vultosas, mas Faraco se dá por satisfeito. “Vejo isso como um ato de reconhecimento da dor causada pelo Estado”, afirma. O diretor da Federação de Lésbicas e Gays, Luis Motta, se mostra mais crítico. O ativista elogia a iniciativa, mas acredita que veio muito tarde, quando muitos dos que sofreram uma perseguição brutal já faleceram. Além disso, acha as indenizações muito baixas. “Preferiria uma pensão mensal. A perseguição policial e os antecedentes penais destruíram a carreira profissional de muitas pessoas que ainda hoje sofrem os efeitos, com aposentadorias mínimas”, acrescenta.

“Colocaram-me em uma cela isolado para não tocar ninguém”, relembra

A história de Faraco assusta pela brutalidade com que eram tratados os homossexuais nas décadas de 1960 e 1970. Foi a própria mãe quem o denunciou aos polícia para-militar devido “as más companhias” do filho. A mulher pedia aos assistentes sociais que ajudassem o moço de 17 anos e estes contataram a brigada policial de prevenção do vício. “Foi aí que se desencadeou a avalanche”, diz o condenado e perseguido por telefone de sua casa em Fraiburgo, oeste do estado. Preso por causa de um beijo

O nefasto artigo 175 vigorou desde a fundação do Império em 1822 até 1989. Depois da Segunda Guerra Mundial, a jovem República Federal assumiu a versão endurecida pelo regime fascista de Vargas, que punia de forma brutal não só a consumação das relações sexuais. “Você podia ser preso por causa de um beijo. Ou por ir a um local para encontrar-se com outros homens”, explica.

Quase meio século depois de passar pela prisão, Faraco insiste na importância de contar sua experiência às novas gerações. “Eu não tive o que os jovens têm agora. Só muito mais velho é que pude conhecer a felicidade. Fiquei sem 50% de minha vida. Isso foi tirado de mim”, diz.

quinta-feira, novembro 19, 2015

O Fetiche Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista

Quando começamos a pensar em sexo? Creio que no instante em que descobrimos o outro. Ou, no momento em que sabemos que não somos a única pessoa no universo. o ser humano, ao passo que racionalizou seu ato de prazer passou a buscar vários métodos para ampliá-lo.

Outro dia choquei uma amiga ao dizer que não tenho fetiches, e que odeio quem os tem. Pois, alguém que para estar a gosto a meu lado necessite de artifícios demonstra estar psicologicamente a se afastar de minha pessoa. Seria o disparate sexual. Ao passo que a intenção do sexo é a interação com outro ser desejado, qual o sentido em buscar fetichismos para conseguir-se lograr o ato sublime do prazer?

Mas não quero discutir o sexo dos anjos, tão pouco dos mundanos. O que interessa aqui é flertar com o que motiva uma pessoa abandonar a masturbação e ir rumo a uma caçada desenfreada pelo objeto de desejo.

Uma relação de poder se forma no momento em que alguém deseja algo que depende da vontade de outro. E são nestas bases que muitos se perdem. Esse desejo que estabelece uma relação de dependência de indivíduos ou grupos em relação a outros, pode ser danosa. Quanto maior a dependência de A em relação a B, maior o poder de B em relação a A. Essa dependência aumenta à medida que o controle de B sobre o que é desejado por A aumenta.

Em psicologia o fetichismo é uma parafilia. As parafilias podem ser consideradas inofensivas e, de acordo com algumas teorias psicológicas, são parte integral da psiquê normal — salvo quando estão dirigidas a um objeto potencialmente perigoso, danoso para o sujeito ou para outros (trazendo prejuízos para a saúde ou segurança, por exemplo), ou quando impedem o funcionamento sexual normal, sendo classificadas como distorções da preferência sexual na CID-10 na classe F65.

Creio que aí vem minha angústia para com os fetiches. Não pela questão segurança física, mas psicológica. Qual a segurança se tem que o outro está interessado real e ainda verdadeiramente opor você se precisa de artifícios para sentir prazer com você?

Vejo comentários radicais em redes sociais diversas em contra o amor livre, vejo notícias do lançamento de produtora de filmes pornôs evangélicos... Pausa. Será que os atores serão casados na vida real? Ironia ou não, não vale o debate. Vimemos em uma sociedade ocidental, patriarcal, machista e neoliberal.

Mas aprofundando o discurso. Já considerações com respeito ao comportamento considerado parafílico dependem em um grau muito elevado das convenções sociais reinantes em um momento e lugar determinados. Por sua vez práticas, como a homossexualidade ou até mesmo o sexo oral, o sexo anal e a masturbação foram consideradas parafílicas em seu momento, embora agora sejam consideradas variações normais e aceitáveis do comportamento sexual.

Quando a pouco vi uma postagem de Facebook aonde havia uma campanha em contra o sexo anal, de início ri, mas agora reflito. Se o prazer é estar com outro, e não somos estripadores, quem nos pode impor restrições. Ou melhor. Como um ser externo a relação se atreve a estigmatizar qualquer acto entre dois?

Qual fora a segmentação, ou subdivisão do fetichismo alheio, não estou a criticar, apenas digo que a mim não  interessa. Seja o sadismo, o masoquismo, o exibicionismo, o voyeurismo ou o fetichismo... A margem, as religiões no passado e no presente fazem do sexo um adjeto e um cetro pejorativo de inclusão social e espiritual. O intuito? Controle.

Hoje em tempos de evangélicos que pregam o casamento entre virgens e a cura gay, mas pastores são descobertos aliciando fiéis e regressando ao mundo colorido, devemos ser mais que observadores; mas agentes libertadores-iluministas. Corremos o risco de nos tornarmos um novo EI. Disse certo dia Max Weber: "Poder é toda chance, seja ela qual for, de impor a própria vontade numa relação social, mesmo contra a relutância dos outros."

O Fetiche Nosso de Cada Dia nos Dai Hoje... A dica moderna, ou não é. Seja você, e não o fetiche alheio. Para embasamento meramente teórico citaremos algumas terminologias do mundo dos seres criativos no âmbito sexual. Preparei uma pequena lista de possibilidades e terminologias nesta lista de parafilias:

Abasiofilia: atração psicossexual a pessoas com a mobilidade prejudicada, especialmente aqueles que usam aparelhos ortopédicos como tiras de perna, formas ortopédicas, tiras espinais, muletas, ou cadeiras de rodas.
Adstringopenispetrafilia: fetiche por amarrar pedras ao pênis.
Agalmatofilia: atração por estátuas.
Agorafilia: atração por copular em lugares abertos ou ao ar livre.
Aiquemofilia : Prazer pelo uso de objetos cortantes e pontiagudos.
Amaurofilia: excitação da pessoa pelo parceiro que não é capaz de vê-la (não se aplica a cegos).
Amphiboliafilia: atração ou excitação sexual por ambiguidades.
Anadentisfilia: excitação e prazer sexual por pessoas sem dentes.
Anemofilia: excitação sexual com vento ou sopro (corrente de ar) nos genitais ou em outra zona erógena.
Apotemnofilia: desejo de se ver amputado.
Asfixiofilia (asfixia autoerótica): prazer pela redução de oxigênio.
ATM (ass to mouth): prática em que o parceiro ativo, após o coito anal, leva seu pênis à boca da pessoa penetrada.
BBW: atração por mulheres obesas
Bondage: prática onde a excitação vem de amarrar ou/e imobilizar o parceiro.
Bukkake: modalidade de sexo grupal praticado com uma pessoa que "recebe" no rosto a ejaculação de diversos homens.
Clismafilia: fetiche por observar ou sofrer a introdução de enemas.
Coleopterafilia: atração sexual por besouros.
Coprofagia: fetiche pela ingestão de fezes.
Coprofilia: fetiche pela manipulação de fezes, suas ou do parceiro.
Cock and ball torture: é uma atividade sexual BDSM sadomasoquista envolvendo os genitais masculinas.
Coreofilia: excitação sexual pela dança.
Crinofilia: excitação sexual por secreções (saliva, suor, secreções vaginais, etc).
Crematistofilia: excitação sexual ao dar dinheiro, ser roubado, chantageado ou extorquido pelo parceiro.
Cronofilia: excitação erótica causada pela diferença entre a idade sexo-erótica e a idade cronológica da pessoa, porém em concordância com a do parceiro.
Cyprinuscarpiofilia: excitação sexual por carpas.
Dendrofilia: atração por plantas.
Emetofilia: excitação obtida com o ato de vomitar ou com o vômito de outro.
Espectrofilia: prática medieval que consiste na excitação por fantasias com fantasmas, espíritos ou deuses.
Estelafilia: atração sexual por monumentos líticos (feitos de pedra) normalmente feitas em um só bloco, contendo representações pictóricas e inscrições.
Exibicionismo: fetiche por exibir os órgãos genitais.
Fetiche por balões: excitação ao tocar balões de látex (usadas em festas).
Fisting: prazer com a a inserção da mão ou antebraço na vagina (brachio vaginal) ou no ânus (brachio procticus).
Flatofilia: prazer erótico em escutar, cheirar e apreciar gases intestinais próprios e alheios.
Frotteurismo: prazer em friccionar os órgãos genitais no corpo de uma pessoa vestida.
Galaxiafilia: atração sexual pelo aspecto leitoso da Via Láctea.
Gerontofilia: atração sexual de não-idosos por idosos.
Hebefilia (ver lolismo)
Hipofilia: desejo sexual por equinos.
Imagoparafilia: prazer em imaginar-se com alguma parafilia.
Lactofilia: fetiche por observar ou sugar leite saindo dos seios
Lolismo: preferência sexual e erótica de homens maduros por meninas adolescentes
Kosupurefilia: excitação sexual por Cosplay.
Maieusofilia: ver pregnofilia
Masoquismo: prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente.
Menofilia: atração ou excitação por mulheres menstruadas.
Moresfilia: atração ou excitação sexual por coisas relativas aos costumes.
Nanofilia: atração sexual por anões.
Necrofilia : atração por pessoas mortas
Nesofilia: atração pela cópula em ilhas, geralmente desertas.
Odaxelagnia: fetiche por mordidas.
Orquifilia: fetiche por testículos.
Panpaniscusfilia: excitação sexual por Bonobos.
Partenofilia: fixação sexual por pessoas virgens.
Pigofilia: excitação sexual por nádegas.
Pirofilia: prazer sexual com fogo, vendo-o, queimando-se ou queimando objetos com ele.
Podolatria: fetiche por pés.
Pogonofilia: fetiche por barba.
Pregnofilia ou maieusofilia: fetiche por mulheres grávidas e/ou pela observação de partos.
Quirofilia: excitação sexual por mãos.
Sadismo: prazer erótico com o sofrimento alheio.
Sadomasoquismo: prazer por sofrer e, ao mesmo tempo, impingir dor a outrem.
Sarilofilia: fetiche por saliva ou suor.
Sororilagnia: sexo com a própria irmã.
Timofilia: excitação pelo contato com metais preciosos.
Trampling: fetiche onde o indivíduo sente prazer ao ser pisado pelo parceiro.
Tricofilia: fetiche por cabelos e pelos.
Urofilia: excitação ao urinar no parceiro ou receber dele o jato urinário, ingerindo-o ou não.
Vorarefilia: atração por um ser vivo engolindo ou devorando outro.
Voyeurismo: prazer pela observação da intimidade de outras pessoas, que podem ou não estar nuas ou praticando sexo.
Zoofilia: prazer em relação sexual com animais.

domingo, julho 26, 2015

Zorra: Programa por primeira vez faz humor inteligente



É a notório que o mundo televisivo tem mudado a passos largos nos últimos 10 anos. Mas que avanços tecnológicos, temos evoluções sociais. É um grande contra-censo. Ao mesmo que a população se encaretou nos últimos tempos, a TV tenta esforçadamente conter sua queda de audiência e a fuga de público para outros meios de comunicação.

Quando em 1997 escrevi um espetáculo teatral e minha ex-diretora o achou impróprio para ser montado, e eu reclinei-me introspectivamente e o guardei a gaveta, não tinha noção de seu futuro, tão pouco o do país. Já em 2004 ao estruturar minha própria companhia pude montar o mesmo, e ter a mesma diretora à estreia. Eis que fui perguntado se teria modificado o texto. A resposta fora um retundo não.

Esta parábola lhes conta para contextualizar que, as pessoas mudam, seu entorno muda. Hoje vejo pessoas de um perfil libertário não enxergando a libertação de retrógrados conservadores. Hoje o humor de contestação e de cunho quase de vanguarda começa a querer despontar na líder de audiência, a Rede Globo. 

A linha editorial da emissora foi forçada a mudar para sobreviver como grupo de mídia. O próprio Jornal O Globo já havia reconhecido o equivoco de terem apoiado o governo militar, e este ano a emissora de TV do grupo também o fez através de editorial do Jornal Nacional. E no entretenimento se mostrou esta nova faceta no novo Vídeo Show e no programa Tá no Ar... E agora o Zorra bebeu do formato do Tá no Ar, e resgatando algumas posturas do antigo TV Pirata. 

Obviamente não creio que a emissora carioca tenha se tornado menos conservadora. Mas sim que o Brasil se tornou tão conservador que a Globo hoje pareça ser vanguardista quando ao ver seu horário nobre afundar o reformulou. Este acidente de percurso criou o Novo Zorra. 

Claramente o novo humorístico traz uma tentativa de inovação e é muito superior a colcha de retalhos e cacoetes de péssimo gosto que era seu antecessor o Zorra Total. Vejo como uma evolução... Ainda a quem do que gostaria. Mas pontualmente o vídeo postado nas redes intitulado "Festival Musical do Coxinha" é muito, mas muito avançado para os dias retrógrados de hoje. Seja no teatro, TV ou música hoje o país é muito mais careta que a 2 décadas atrás.

"Um festival de musica para aqueles que não ficam se a democracia ficar" é uma frase emblemática e muito ácida que abre o esquete, e seria impensada como presente em um programa da Rede Globo. Sejam nos históricos Os Trabalhões, ou mesmo nos metidos a politizados Casseta & Planeta ou TV Pirata, nunca na história deste país e desta emissora algo deste ímpeto foi recitado.



O vídeo no Facebook já ultrapassa as 850 mil visualizações neste link - https://www.facebook.com/sensacionalista/videos/965801686796032/, e tem causado discussões vazias e acaloradas. Mas o que surpreende são comentários que dizem que o vídeo tem como objetivo degradar a boa música brasileira.

Atento ao conteúdo das faixas a plateia se vê um real cuidado para com o esquete. Frases como: "Volta General"; "O povo não tem cura, volta à ditadura." Recheiam e completa este inusitado e cru vídeo que sim consegue ser critico e bem humorado.

Penso que toda e qualquer paródia por si só são uma forma de se enaltecer o valor de uma canção. E pela primeira vez vi uma paródia desconstruir um discurso histórico, o dos festivais da canção dos anos 60 e 70, e assomar-se de uma discursividade ímpar aonde critica o pensamento reacionário através de uma burlesca e divertida alusão ao momento atual da política brasileira. Esta que vê-se aos berros e nos jornais de hoje, o de pedidos inflamados de regresso ao regime de exceção, a ditadura.

Destaque para o tema Disparate, versão de Disparada. Ao que o grandioso Paulo Silvino canta "... já falei com o coronel para o Congresso fechar!". Ou a magnifica A Banda Naval, e o trecho que diz: "dá choque neste coxinha, que adora torturador."

Aviltantemente o programa ao que realiza algo inédito, ser engraçado, não é compreendido. O Brasil é um carrossel travestido de montanha-russa. E nós? Ainda somos os mesmos, mas não vivemos como nossos país. Estamos pior: acéfalos, inquietas e coxinhisticamente reacionários.

terça-feira, outubro 07, 2014

Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos avôs. O estado paternalista e impositor, conservador, racista, homófobo, e dentre tantos outros adjetivos que poeriam caber nesta oração segue símil ao estado ditatorial da Era Vargas ou da política Café com Leite. Mudam-se os coronéis, mas não mudam-se os bezzeros.

Era uma ironia suave aos que vem no governo atual(que é neoliberal) algo que ver com Cuba. Óbvio que o crime de um não ameniza o do outro. Os cubanos que fogem a Cuba, são do mesmo naipe dos Brasileiros que hoje fogem para os USA, com a diferença única que os brasileiros se fossem menos americanizados poderiam ir a 197 países do mundo... Pois tem dinheiro e condições para isto. Enquanto o povo cubano empobrecido por um boicote de 60 anos, mais uma ditadura nefasta(tanto quando a ditadura brasileira, que matou e empobreceu o país... que logo ao seu fim viu mesmo na pseudo democracia do bipartidarismo na era Sarney suas prateleiras de mercado vazias e inflação de 120% ao mês).

O cubano foge para os Estados Unidos por proximidade geográfica, o brasileiro por alienação da outra ponta do iceberg do mal. Cri,ticar Cuba sem criticar os norte-americanos é inconcebível. Mas para o bucéfalo cidadão padrão fifa, temos hoje um governo esquerdista. Que piada! Mas estes são os mesmos que confundem: social democracia, com comunismo, ou socialismo ou qualquer coisa que não seja neoliberal e pró Estados Unidos.

E eu queria ver uma comissão da verdade contra os crimes de lesa humanidade cometidos pelos norte americanos em todo o mundo, mas principalmente: Japão, Vietnam, Brasil, Argentina, Chile, México(até hoje), Ecuador, Afeganistão, Iraque, Síria, Argélia, Panamá, Nicarágua, Puerto Rico(que hoje ainda em 2014 é uma colonia dos Estados Unidos). Respeito qualquer orientação, seja política, sionista ou sexual, mas desde que não se ignorem certo fatos. Tanto o amiguinho do Dilmão(Fidel), quanto os do Aécio mataram, pois depois da ditadura argentina a que mais matou fora a ditadura militar brasileira(na média ano/morte). Mas a ditadura brasileira duraria 20 anos, contra 6 da ditadura argentina... Para pensar e fazer a conta. 

O MUNDO NÃO PODE SER APENAS ESSA MEDÍOCRE BIPOLARIDADE. Ou Cuba ou Estados Unidos, ou comunismo ou capitalismo, ou PT ou PSDB... E a luta contra a ditadura no Brasil não acabou até hoje, pois grandes interventores do governo cívico-militar hoje estão nos dois lados que se dizem tão diferentes. Sarney que fora da Arena, apoiou o vovô do Aécinho na eleição indireta de 84, pois nossos milicos queridos achavam que o povo não estava preparado para votar... Talvez meu único ponto convergente com estes genocidas. 

Agora temos ao lado da dita esquerda: Collor, Maluf, Sarney, entre tantos que apoiaram e participaram da ditadura coligados ao PT; e de outro lado temos o tal diferente que é mais reacionário e que esteve contra os direitos civis em toda nossa história com Aécio, partidos como Democratas, que mudou de nome tantas vezes por ser mais sujo seu passado que pau de galinheiro. Hoje democratas, ontem PFL, ante ontem Arena... 

Muito me admira um país tão grande, multicultural, auto-suficiente energeticamente, etc, etc, etc... Ter falido tantas vezes... Ter quebrado 3 vezes só no governo FHC, que tinha seu vice o PMDB, que hoje é vice do PT, querer dizer-se a salvação., ou pior que irá mudar a política geo-econômica do país. O PT quando chega ao poder só fez dar continuidade a política de seu antecessor, tanto que manteve Armínio Fraga anos ainda a frente do Banco Central. Quero que me mostrem em que diferem PT e PSDB, além do endereço dos contra-cheques! Por obséquio!

Transgenizando a célebre canção de Belchior poetizarei: Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

quarta-feira, maio 07, 2014

Esperamos momentos de amor nesta Copa, não de violência

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista

Desde os primórdios do Sincerando venho repetindo frases, jargões... Todos inéditos e de minha própria autoria. Mas hoje é dado o momento de se reinventar... De se reinventar o país. Ano de Copa. Preferiria que fora um ano de cozinha, ou melhor, de comida na panela do povo, Preferiria que fora um ano de quarto, ou mais bem, de que nossos cidadãos pagadores das maiores taxas e impostas não devolutos em investimentos no mundo, segundo matéria recente do francês Le Monde, pudessem dormir tranquilos.

Um ano de escolas e da extirpação deste câncer que limita o acesso do povo a educação e ao conhecimento, chamado vestibular. Porque não um ano de civilidade? 

Hoje se tem como dada certeira uma posição sociológica, como consenso das pessoas ditas civilizadas, Ditaduras são um mal. Já houveram vários de fundos e ideologias múltiplas: ditadura da burguesia, militares, nazistas, comunistas, neoliberais... Mas uma ditadura pode ser mais ou menos inflexível? E uma democracia?
Esperamos momentos de amor nesta Copa, não de violência

Hoje sim temos uma ditadura. A ditadura da superficialidade, do status quo, do comodismo, do pre-establechment. É feio criticar, é feio refletir, mas nunca será mal visto ser acrítico. Isto é uma fatalidade natural.

Natural? Ser apolítico é natural, a sociedade assim nos fez, a nossa deseducação assim nos impôs. Ser hétero é normal também, desde o ventre a mamãe racista, machista e neoliberal nos domesticou, a título de preparar-nos para a sociedade.

Em países de outras culturas em que vivi, após aqui, me surpreenderam em uma festa de aniversário. Um ser falou algo sobre política. Alguém puxou uma cadeira e trouxe um vinho. Outra cadeira se arrastou... Se fora aqui escutaríamos a clássica: Vamos falar de coisas boas!!!

Vamos lançar uma nova rash-tag: #somostodoscabaços.

segunda-feira, março 31, 2014

50 anos em 5... Minutos!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, que culminaram, no dia 1 de abril de 1964, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente João Goulart. Em 1964, houve um movimento de reação, por parte de setores conservadores da sociedade brasileira,juntamente as Forças Armadas, o alto clero da Igreja Católica e organizações da sociedade civil, apoiados fortemente pelos Estados Unidos.

Havia um temor de que o Brasil viria a se transformar em uma ditadura socialista, similar à Cuba. O governo de João Goulart e seu plano Trienal, afim de estabilizar a economia, seguido da acentuação do discurso de medidas vistas, as quais incluíam a reforma agrária e a reforma urbana, combate a pobreza, distribuição de renda e saúde não foram bem vistas. Pois à época significavam ser tachado de comunista, mesmo quando não fosse o caso. Os militares brasileiros chamavam o Golpe, de Revolução de 1964, ou Contrarrevolução de 1964. Expressão associada a defensores da ditadura.

Bem, defensores a está atroz desfeita ainda respiram. Novos cooptados por essa ideologia reacionário também. Recentemente tivemos a tal Marcha da Família, em várias cidades do Brasil.

A questão que ainda paira no ar é: Se os países vizinhos que tiveram ditaduras de menor tempo e com número inferior de assassinatos executados pelos seus regimes autoritários no século passado, porque o Brasil ainda segue na escuridão dos fatos desta época tenebrosa para o país?

Um suposto ladrão de alinhas pode ser linchados e amarrado a postes, mas assassinos em série usufruem de uma lei de anistia criada apenas par defender ditadores e seus apoiadores dos rigores da lei. Se é que lei há!

Neste dia a meros 50 anos, o povo ignorante apoiou um golpe anti-democrático. Será que hoje seria diferente? Não. Pois o povo ainda leva o sonho americano, ou melhor, americanizado no peito. Casa, carro e covardia!