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terça-feira, dezembro 24, 2024

O peso argentino e a relação íntima com o dólar: Algo sobre o governo desastroso de Javier Milei


Desde que Javier Milei assumiu a presidência da Argentina em dezembro de 2023, a relação dos argentinos com o dólar – sempre marcada por um misto de desconfiança na moeda nacional e fascinação pela norte-americana – tornou-se ainda mais intensa. Milei, com sua agenda de dolarização como proposta central de campanha, prometeu resolver a instabilidade cambial crônica e a inflação exorbitante que afligem o país há décadas. No entanto, o impacto dessas medidas segue dividindo opiniões e gerando reflexos visíveis no cotidiano argentino.

Dolarização: Um remédio amargo?

O governo Milei implementou, logo nos primeiros meses, um plano ambicioso para dolarizar a economia, extinguindo o peso argentino como moeda nacional. Essa transição, apresentada como a solução para a hiperinflação (que ultrapassava 140% ao final do governo anterior), tem causado uma volatilidade acentuada e gerado incertezas, especialmente para as camadas mais pobres da população.

Embora a adoção do dólar tenha eliminado o uso do peso no comércio formal e reduzido drasticamente a inflação, muitos economistas alertam para o custo social dessa política. A perda de instrumentos de política monetária fez o país depender ainda mais de fluxos de dólares provenientes de exportações e investimentos externos. Além disso, a dolarização não trouxe uma resposta imediata à dívida pública crescente nem à crise fiscal, forçando o governo a cortes profundos em gastos públicos, incluindo saúde e educação, o que gerou protestos em várias partes do país.

Casa de câmbio: Um fenômeno em transformação

Se em anos anteriores as filas nas casas de câmbio eram indicativo de crises cambiais, hoje o cenário é diferente. Com o dólar sendo utilizado como moeda oficial, a função das casas de câmbio transformou-se. Essas operações agora concentram-se em remessas de dinheiro, turismo e câmbio de moedas regionais como o real e o peso chileno.

No entanto, a dolarização não eliminou a informalidade. Um mercado paralelo ainda persiste, sobretudo nas províncias mais afastadas, onde a falta de infraestrutura e o alto custo de vida em dólares agravam as desigualdades regionais. Além disso, a relação dos argentinos com o dólar continua marcada por desconfiança, especialmente após rumores de escassez de reservas nos bancos centrais para sustentar a política econômica de Milei.

Investidores e a polarização política

No âmbito internacional, o governo Milei inicialmente atraiu atenção positiva por seu perfil liberal e pró-mercado. No entanto, o entusiasmo diminuiu à medida que o presidente enfrentava dificuldades para implementar reformas estruturais e alcançar consenso em um cenário político altamente polarizado. O Congresso, onde Milei não possui maioria, tornou-se palco de embates acirrados, travando projetos-chave como a privatização de empresas estatais.

O perfil excêntrico do presidente, conhecido por sua retórica agressiva e aversão a "castas políticas", alimentou tanto apoios fervorosos quanto uma oposição implacável. A população argentina, marcada por um histórico de profundas divisões ideológicas, vê no governo Milei tanto a chance de romper com velhas práticas quanto o risco de aprofundar crises sociais.

Reflexos sociais e culturais

Em dezembro de 2024, a sociedade argentina encontra-se dividida entre os que veem na dolarização uma chance de estabilidade e os que criticam a perda de soberania econômica. Nas redes sociais, memes e páginas continuam satirizando a política nacional, mas o tom mudou: Javier Milei, apelidado de "El León" por seus apoiadores, tornou-se o novo alvo de chacotas e críticas em páginas como Que Nos Saquen al León.

Ao mesmo tempo, cresce o saudosismo de alguns setores em relação a políticas redistributivas dos governos peronistas, mesmo com seus problemas de corrupção e ineficiência. Essa nostalgia é especialmente evidente nas províncias mais pobres, onde a transição para o dólar agravou o custo de vida e limitou o acesso a bens básicos.

Conclusão: Um país em transição permanente

A Argentina de dezembro de 2024 permanece em um estado de transição. Sob o governo Milei, o país tenta reescrever sua história econômica ao abandonar o peso e adotar o dólar, mas os custos sociais e as incertezas políticas mantêm o futuro em aberto. Para muitos argentinos, a promessa de estabilidade ainda parece distante, e o dilema entre progresso e desigualdade segue sendo uma marca do país.

sexta-feira, dezembro 20, 2019

Post polêmico ensina brasileiros a fazer documentação na Argentina

Uma postagem minha no grupo Brasileiros em Buenos Aires virou frissom e alvo de polêmica. Me fez até pensar em entrar no ramo das assessorias de estudantes para Argentina(só que não). Cai na tentação de tentar ajudar o povo e vejam só o resultado...




















A POSTAGEM

Olá pessoas, brasukas e afins.



Aqui venho por meio desta implorar aos que recém cheguem a cidade de Buenos Aires que leiam este aviso com extrema atenção para seu próprio benefício.

Sim, tenho minha visão e perspectiva PARTICULAR DO UNIVERSO e obviamente por conseguinte de Buenos Aires. Vivo por aqui desde 12/12/2008. Possuo radicação e DNI permanente a mais de década. Digo isto de antemão para evitar comentários inúteis, despreparados, e mais, ignóbeis.

Muitos quem vem para esta cidade o fazem por desesperação e com a mesma. Lhes rogo pela alma de Sidharta que NÃO contratem assessorias de estudantes(clássicos brasileiros de medicina da UBA). Você pessoalmente pode fazer todos os trâmites gastando menos de 1000 reais. (Se não sabe como, me pergunte inbox).

Dicas básicas de sobreviovência:

1) Venha com o máximo de dinheiro possível. Desde o governo Macri tudo ficou muito caro por aqui, mas ainda é mais barato que Montevideo(também já morei lá, 2018).

2) Se não sabe espanhol terás 189% mais de dificuldades por aqui até para respirar.

3) O argentino de capital é conservador, coxinha e xenofobo. Foque nos argentinos de fora da capital e estrangeiros que vivem aqui, são oficialmente 52,6% da cidade.

4) Não viva entre brasileiros se desejas integrar-se a sociedade local. Não por nada, mas se vives entre brasileiros nunca alcanzarás aprender o idioma e menos adaptar-se a socio-cultura do país.

5) Tente estudar o máximo da cultura local antes de pisar aqui. Eu mesmo tendo pai argentino e criado desde o a 17 anos em Santiago de Compostela, Galícia, estudei por 6 meses toda a história de Buenos Aires, costume e também a gramática espanhola por versão argentina. Na Galícia se fala galego e espanhol ibérico(tipo a diferença é do mesmmo nível entre português brasileiro e de Portugal).

6) Troque o chip. Do celular e do cérebro. Você não estará mais no Brasil. Aqui a saúde e a educação são realmente públicas e de acesso universal. Recomendo a operadora Tuenti por custo e benefício. Também recomendo que se tenha todos os cartões de desconto dos supermercados locais,isto te deixará menos pobre depois de fazer compras.

7) Antes de vir, assista a canais de TV daqui e também leia minimamente dois jornais daqui. Recomendo La Nación(Direita Conservadora) e Página 12(Centro-Kirshnerista). Ambos tem bom nível de escrita.

8) Não compare as coisas daqui com as do Brasil. Primeiro porque argentinos são seres humanihos muito sensível, segundo são extremamente politizados, terceiro esse tipo de conversa já enche o saco e vais parecer um venezuelano que vive aqui a pensar que ainda está em seu país. Istpo além de tedioso aumenta a xenofobia contra você.

9) Falando dos irmãos "venezolanos". Cuidado, são simpáticos, mas tem um pensamento de pessoas da década de 1930. São conservadores e homofóbicos, por sorte não evangélicos. De cada 10 se salvam 2.

10) Se você conhece São Paulo, Buenos Aires é a versãpo realmente cosmopolita desta cidade. Sampa tem gente de várias partes do Brasil, Buenos de várias partes do mundo.

11) Se você chegou até aqui, e realmente vens a viver pra estes lados... Bem-vind@s. E se querem alguma informação a mais podem me adicionar. No mais, fiquem a vontade para consultar outras pessoas. Não tenho tempo a perder com gente que nega a realidade e prefere se iludir na vida.

PS: Dou aulas de português-espanhol, español-portugués. Canto lírico e popular também. Minha formação é em Jornalismo, Teatro e Canto. Curso um mestrado na UBA em Comunicação e Jornalismo. E também possuo uma companhia Teatral em Buenos Aires.

PS 2: Não cobro por informações. Não tenho tempo para briguinhas de facebook. Não estou perguntando se estão de acordo ou não com minha visão.

segunda-feira, outubro 28, 2019

Entrevista ao líder da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores argentina

Em esta breve entrevista o dirigente Nicolás del Caño aponta qual será o caminho da oposiñ{ao de esquerda ao governo do peronista Alberto Fernández.

quarta-feira, outubro 16, 2019

O Sul é o caminho? Argentina novamente será um exemplo para o continente?

Com o regresso do peronismo ao poder, em aproximadamente um ano a Argentina voltará a crescer largos 5 a 10% ao ano. O peronismo é uma espécie de Cirão da Massa com Angela Merkel versão argentina. Sem contar que somente com o fator de que as previas eleitorais, que aqui são como nos EUA, em que o peronismo ressurgiu com força para ganhar já no 1º turno, respingou e mudou os prognósticos no Uruguai e Bolívia.

Em meio a essa convulsão causada pelo governo de Maurício Macri que fez o nível de desemprego subir mais de 20 pontos percentuais e criou cerca de 10 milhões de novos miseráveis em menos de 4 anos a Argentina como uma fênix já desponto como a ponta do iceberg continental em que pode tornar-se o bastião da redemocratização e recuperação ecônomica do continente latinoamericano.

O dólar a 60 pesos era algo inimaginável na gestão de "la yegua"(égua é o termo aplicado pelos anticristinistas a ex-presidenta Cristina Fernández). Esta pode vir ser uma guinada continental que tende a influenciar o continente positivamente para um rumo de âmbito popular e democrático apontado a um estado nacional e de desenvolvimento regional.

A aqui chamada Fórmula Fernández-Fernández, esta que uniu o peronismo clássico ao kirshner-cristinismo se aponta como vencedera das eleições de outubro no país portenho. Mas o que ocorrerá com a vitória de tal força política? Alberto Fernádez foi o chefe de gabinete de"l Pinguino", Néstor Kirchner(por antes ter governado um dos estados sulinos, Santa Cruz, ganhou o carinhoso apelido de seus opositores), e promete uma guinada no ruma de condução do estado argentino. Do neoliberalismo ortodóxo que há praticado Macri a uma espécie de Estado de Bem-Estar aos moldes clássicos europeus. Com uma forte presença do estado através de subsídios e uma política contundente de reindustrialização do país.

Abaixo os índices de crescimento durante o Governo Néstor Kirchner:
AnoCrecimento
del PIB
2003Crecimiento 8.8%
2004Crecimiento 9.0%
2005Crecimiento 9.2%
2006Crecimiento 8.4%
2007Crecimiento 8.0%
Uma fala do candidato sensação, Alberto Fernández é: "Não pode ser que a Argentina alimente a centenas de milhões de pessoas no mundo e que aqui tenhamos 10 milhões de pessoas a passar fome! Algo estamos fazendo mal!"

Nos últimos anos de mandato as exportaciones argentinas se multiplicaram por mais de quatro vezes, somente entre 2002 e 2007, cerca de 80 %. Somados a democratização dos meios de comunicação e um ganho real do poder de compra do povo argentino. Por sinalizar-se como uma nova esperança de que o país retome um processo similar hoje é que Alberto Fernández de candidato ungido pela ex-presidenta Cristina Fernández se tornou um hit no país. Afinal ele esteve a frente da chefia de gabinete desta era de ouro recente que representou o maior crescimento nos últimos 40 anos na Argentina.

Paralelamente ao descalabro que ocorre no Equador, aonde manifestantes estão contra o governo de Lenín Moreno estão sendo abatidos, o que sim ocorrerá com o fechamento ideológico conservador também do Brasil, Colombia, Chile e Perú, somados ao cataclisma institucional criado por este último fato antidemocrático na América do Sul, é que isto irá favorecer a Argentina... Com o peso argentino por primeira vez valendo menos que o uruguaio, o boliviano, o peso chileno e o sol peruano, o custeio de mão de obra na Argentina está baixíssimo em paralelos mundiais e isto estará muito interessante ao capital estrangeiro, este que como abútre busca sempre ganhar mais e gastar menos.

Com o fator este, o argentino por americanizado em promedio fala inglês em nível razoável, pois seu ensino universitário é de acesso gratuito e universal. Somado a isto o país tem históricamente mais call centers operando para Espanha e America Latina que para o mercado interno. Com o ingresso de refugiados venezuelanos que terminam por acentar-se na Argentina, pois dentre os caminhos a chegar-se caminhando é o com maior oportunidade laboral, o país hoje vive um pré-caminho para voltar a crescer em todos os âmbitos.

Fiz uma aposta equivocada na estabilidade uruguaia como um caminho para escapar da crise btrasileira e da ditadura bolsonarista. Viví por 2 meses pelo outro lado do Río de la Plata. O que ocorre é que o Uruguai é um país lento, tudo ocorre com a velocidade da paciência uruguaia, esta que me tira do juízo. Dois meses lá me pareceram 20 anos, já me esgotaram e foram como 20 anos improdutivos. Hoje faço um mestrado na UBA, Universidad de Buenos Aires, e aqui em 8 meses já participei de 4 espetáculos teatrais, pois também além de jornalista sou ator. A ccousa aqui é otro esquema e isto em meio a uma crise histórica sem precedentes.


sábado, março 09, 2019

Día 8 de Marzo: La Plata tiene marcha con multitud que percurrió calles y plazas

En este 08 de Marzo, Día Internacional de la Mujer, en la ciudad de La Plata hubo una gigantesca marcha que aclamaba por la inclusión, los derechos igualitarios y el respeto a las mujeres. Por las calles de la capital bonaerense habia un multitud, esta con carteles, franjas y fachas que iban desde críticas al patriarcado a citación de casos reales de feminicidio.


Al fin de la marcha hubieron gritos y una micro-protesta paralela con el presidente Mauricio Macri. A este se sumaron varias personas que estaban saliendo de la marcha por el día de la mujer.

sexta-feira, dezembro 07, 2018

El sur es el camino: Uruguay, la última democracia del continente

Después del resultado de las elecciones brasileñas de 2018, miles de brasileños transformaron el sueño de vivir en el exterior en necesidad urgente e inmediata. Tal vez pueda sonar alarmista, pero para quien aún en 2016 fue agredido dentro de una discoteca dirigida al público LGBT tal vez sea un indicio de que en una sociedad históricamente marcada por el prejuicio y el conservadurismo velado exista sí el riesgo de vida en si ser lo que es.

"Mi Sombra en la Fronteira". Foto: Nando Schweitzer
El número tremendo de solicitudes de ciudadanía, visas y peticiones a Portugal hizo la unidad consular en la ciudad de Sao Paulo el mayor del país en Brasil alarmó las autoridades lusas en el 2018. La primera salida tangencial pensada por todos es Portugal. Mismo incluso con el costo para llegar allá, muchos inmediatamente despeués del resultado de las elecciones buscó esta vía de fuga del país. El éxodo es de una proporción tal que atascó el Consulado General de Portugal en Sao Paulo, este que informó en la última semana de Octubre que hasta principios de 2019 ya no recibirían más las solicitudes de reconocimiento de nacionalidad portuguesa, ni a las solicitudes de visado por exceso de demanda. Sobre, la Secretaría del consulado portugués informó que este tipo de solicitud hecha por el consulado brasileño aumentó en un 34%.

Ya incluso antes de que el resultado final del las elecciones y del ballotage entre Fernando Haddad y Jair Mesias Bolsonaro se ha producido y difundido por las redes sociales manifestaciones de orden despectiva hacia minorías, donde los aficionados al fútbol en el metro de Sao Paulo gritaban al salir de un juego: "...¡oye! homosexuales tengan cuidado, Bolsonaro va a matar venados"(jerga brasileña para los gays), son prueba de que los discursos del presidente electo se hicieron eco en la socieda. Hay gente comno éstos que sacaron del sarcófago sus esqueletos fascistas y se siente representados y avalados por el nuevo presidente. De hecho se sabe de vídeos compartidos por millones de miles de personas en que Bolsonaro sale a hablar más que clara y abiertamente en contra a mujeres, negros y homosexuales. Se han apuntado más de di´pez homicídios por razones políticas en Brasil presuntamente cometidos por apoyadores del presidente electo hacia personas que no estarían de acuerdo con las posiciones ideológicas de Jair Bolsonaro, yo hacia personas que por inumeras razones en la segunda vuelta declaraon su voto a Haddad.

Puesto de servicios próximo a Chuí
Ante la ausencia de condiciones financieras, brasileños que no pueden pagar el viaje a Europa y que a diferencia de LA gran mayoría opta por la salida portuguesa, otra ola se consolidó con la crisis en los países vecinos como Argentina y Chile, estos con los gobiernos de rasgo más conservador y que son acusados además de retrocesos en las políticas de derechos civiles, la vía Jango, o también llamada vía cubana, ésta que consiste en la elección de Uruguay como destino por muchos de los brasileños en el momento. Hay una fuerte migración de cubanos a Uruguay al ascender a Surinam, único país en que cubanos no necesitan visado y entran como turistas, luego cruzando la frontera terrestre con Brasil y después de días de viaje llegan a Uruguay y piden asilo político, trámite este previsto y facilitado por Ley nº 18.076 (DERECHO AL REFUGIO YA LOS REFUGIADOS) aprobada el 19 de diciembre de 2006.

Aunque el país oriental tenga un alto costo de vida, lo que dificulta en los primeros días la supervivencia de los refugiados, las políticas progresistas ampliadas por los 3 últimos gobiernos del Frente Amplio(Vázquez-Mujica-Vázquez) parecen un último suspiro de democracia y de libertades individuales en el continente. Argentina, hasta entonces el mayor destino de brasileños en el continente, pasa por una enorme recesión causada por las políticas neoliberales y austeridad del actual gobierno. Más de 500 negocios gastronómicos cerraron en el último semestre sólo en la capital argentina, fuera los fuertes retrocesos en las políticas de subsidios y sociales en el país. Citando el último escándalo que ha reverberado en los medios de América Latina, en que la Ministra de Seguridad del gobierno Maurício Macri, Patricia Bullrich, autorizó a las fuerzas de seguridad nacionales a disparar sin dar la voz de prisión y sin que haya eminencia de peligro a civiles . Después de fuertes críticas que alzó el juez del Contencioso Administrativo y Tributario porteño, Roberto Gallardo, la declaró inconstitucional.

Nando Schweitzer afirma que "ha pasado hambre" en sus primeros días en Montevideo, pero sigue optimista y a entregar currículos. "Mejor pasar hambre que ser perseguido o incluso muerto por fascistas y extremistas reaccionarios", afirmó. El que vino en "dedo" desde Florianópolis hasta Montevideo, en un viaje que en total tardó casi 2 días. La opción se dio por el bajo costo y su falta de dinero, pues en autobús el viaje saldría por casi R$ 600,00(4860,00 pesos uruguayos) y en dedo gastó poco más de R$ 200,00. La mezcla entre caronas vía aplicaciones, por vía tradicional y a pie fueron la opción para el artista que pasó el último mes cantando en las calles de Florianópolis para juntar dinero para el auto-exilio como le gusta llamar la investidura hacia el país oriental. Llegando a la capital uruguaya Nando ya en su primer día estuvo a cantar en ferias tradicionales como la del Parque Rodó, donde conoció a Felipe, un portugués de Aveiro(Norte de Portugal) y se armó con el incluso una versión en samba de una de sus composiciones, ante la insistencia del portugués. Nando intentó decirle que la canción era de estilo medieval, pero al fin se concreto la parcería inusitada.

La radicación en Uruguay tiene algunos pasos que puede tomar unos pocos días, entre el más complejo es lograr un turno de atendimiento en el Ministerio de Relacciones Exteriores, que se liberan a través del sitio todos los días a las 15:30h local, pero son limitadas y bastante lleno concurridos. La radiación es paso fundamental y obligatoriamente preveía para poder solicitar la cédula de identidad uruguaya para poder trabajar en empleos formales en el país. Nando pretende cursar una maestría en el área de Marketing o Política de América Latina y ya tiene la inscripción postularia en la UDELAR (Universidad de la República de Uruguay) y "si sobrevive el hambre" también pretende actuar en el teatro uuruguayo.

El exceso de extranjeros en Uruguay debido a las últimas olas de migración hacia el país están empezando a causar preocupación. Según un artículo publicado por el diario uruguayo El País como la opinión de la población local como la inmigración latinoamericana en poder de Opción Consultores. Alrededor del 10% de perssoas consultados dijeron que apoyan firmemente la llegada de una ola de migración y otro 28% consideran que es muy positivo, y el 17% disponen de aprehensión y el 25% Punto como algo negativo, según el informe.


Como el artista, muchos tienen recurrido al país sureño y al darse con la realidad y los altos precios de vivienda terminan en hostales o residencias en que se comparte todo, de la esperanza a las habitaciones.

quarta-feira, junho 07, 2017

Presidente argentino aparece em foto oficial sendo criticado

"Confrontados com esta atitude inflexível do estado é essencial para reduzir serviços para se sobreviver", diz o cartaz contra o governo que aparece atrás do presidente em um coletivo da linha 8. Nada incomum nos dias atuais com o acesso tão extendido a tecnologia, mas o insólito fora que esta foto se viu publicada no site oficial do governo argentino.

Durante vários meses, uma imensa quantidade de linhas de ônibus na área metropolitana de Buenos Aires se juntou a este campanha marcante, que alerta os usuários sobre possíveis problemas no serviço, como frequências mais baixas em seus horários.

A drástica redução de subsídios do governo nacional para os transportes públicos, forçá-los a encolher. As empresas de transporte fizeram cartazes e também um chamado para uma reunião "urgente" com Marcos Peña para "corroborar a situação económica sectorial grave." Naquela época, circulou de que o governo iria autorizar aumento da tarifa do coletivo de 11 pesos para a remoção de subsídios, que no momento se cancelou após a crítica do setor.

A imagem do presidente com a mensagem dos colectiveiros atrás vem apenas duas horas após Macri dirigir uma reunião do Gabinete, onde o tema central foi o progresso na eliminação de todos os subsídios, excepto aqueles em assistência social e pensões, disse terça-feira para deixar a reunião a ministra Patricia Bullirch.

sexta-feira, abril 07, 2017

Tangente Econômica: A saída é pela esquerda?

Resultado de imaxes para tacher reagan
Como fazer políticas reformistas desde um estado, quando esse estado é subalterno ao neoliberalismo e a elite capitalista internacional, esta que se sobrepassa em poder a todos estados nacionais incluso as potências capitalistas do século 21?


Se as classes trabalhadoras como tal não existem como agentes sociais na atualidade. A crise da democracia representativa impossibilitam uma resolução, estes se lograrem algo, a verdade sabe-se que não chegarão a uma mudança institucional. A social democracia não permitem em suas bases pragmáticas econômicas e ideológicas uma reforma real. 

O ciclo político internacional de construção política deve se atualizar. A Terceira Internacional necessita se atualizar como estratégia de chegada ao poder. Nosso marco hoje não pode ser mais nacional e sim transnacional. Tacher e Reagan iniciaram um processo exitoso de liberalismo em contra as periferias e que lograram dar ainda mais controle econômico a elite econômica mundial. O ciclo do socialismo como ideologia no consciente coletivo se terminou, agora. 

Estamos saindo do pior, e essa é a hora de se instaurar um reformismo histórico, este somente possível por uma verdadeira esquerda. A solução para sair-se de uma crise de institucionalidade por via democrática não pode se dar com os parâmetros da social-democracia, nem pela centro direita, e isso já se comprovou na última década em Chile, Argentina, Brasil, Espanha, Portugal, México e França. 

Uma única e óbvia saída deste ecrã é a esquerda democrática, por meio de retomar-se o estado como agente motriz de modificação de paradigmas e inclusão social. O estado como agente regulador e reformista de emancipação e que impeça as grandes corporações transnacionais de sugarem e explorarem ainda mais o povo e os países periféricos.

Quando refletimos sobre os processos a que EUA e o Consenso de Washington impuseram nos países do sul da Europa e América Latina e que instauraram crises de várias ordens, o sucateamento e posterior espólio das estatais que se privatizaram, assim fazendo perder o controle de áreas estratégicas como energia, telecomunicações e transporte só podemos pensar que a liberalização dos mercados trouxe a título de uma modernização a bem da verdade um prejuízo bilionário para a economia destes países.

terça-feira, outubro 07, 2014

Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos avôs. O estado paternalista e impositor, conservador, racista, homófobo, e dentre tantos outros adjetivos que poeriam caber nesta oração segue símil ao estado ditatorial da Era Vargas ou da política Café com Leite. Mudam-se os coronéis, mas não mudam-se os bezzeros.

Era uma ironia suave aos que vem no governo atual(que é neoliberal) algo que ver com Cuba. Óbvio que o crime de um não ameniza o do outro. Os cubanos que fogem a Cuba, são do mesmo naipe dos Brasileiros que hoje fogem para os USA, com a diferença única que os brasileiros se fossem menos americanizados poderiam ir a 197 países do mundo... Pois tem dinheiro e condições para isto. Enquanto o povo cubano empobrecido por um boicote de 60 anos, mais uma ditadura nefasta(tanto quando a ditadura brasileira, que matou e empobreceu o país... que logo ao seu fim viu mesmo na pseudo democracia do bipartidarismo na era Sarney suas prateleiras de mercado vazias e inflação de 120% ao mês).

O cubano foge para os Estados Unidos por proximidade geográfica, o brasileiro por alienação da outra ponta do iceberg do mal. Cri,ticar Cuba sem criticar os norte-americanos é inconcebível. Mas para o bucéfalo cidadão padrão fifa, temos hoje um governo esquerdista. Que piada! Mas estes são os mesmos que confundem: social democracia, com comunismo, ou socialismo ou qualquer coisa que não seja neoliberal e pró Estados Unidos.

E eu queria ver uma comissão da verdade contra os crimes de lesa humanidade cometidos pelos norte americanos em todo o mundo, mas principalmente: Japão, Vietnam, Brasil, Argentina, Chile, México(até hoje), Ecuador, Afeganistão, Iraque, Síria, Argélia, Panamá, Nicarágua, Puerto Rico(que hoje ainda em 2014 é uma colonia dos Estados Unidos). Respeito qualquer orientação, seja política, sionista ou sexual, mas desde que não se ignorem certo fatos. Tanto o amiguinho do Dilmão(Fidel), quanto os do Aécio mataram, pois depois da ditadura argentina a que mais matou fora a ditadura militar brasileira(na média ano/morte). Mas a ditadura brasileira duraria 20 anos, contra 6 da ditadura argentina... Para pensar e fazer a conta. 

O MUNDO NÃO PODE SER APENAS ESSA MEDÍOCRE BIPOLARIDADE. Ou Cuba ou Estados Unidos, ou comunismo ou capitalismo, ou PT ou PSDB... E a luta contra a ditadura no Brasil não acabou até hoje, pois grandes interventores do governo cívico-militar hoje estão nos dois lados que se dizem tão diferentes. Sarney que fora da Arena, apoiou o vovô do Aécinho na eleição indireta de 84, pois nossos milicos queridos achavam que o povo não estava preparado para votar... Talvez meu único ponto convergente com estes genocidas. 

Agora temos ao lado da dita esquerda: Collor, Maluf, Sarney, entre tantos que apoiaram e participaram da ditadura coligados ao PT; e de outro lado temos o tal diferente que é mais reacionário e que esteve contra os direitos civis em toda nossa história com Aécio, partidos como Democratas, que mudou de nome tantas vezes por ser mais sujo seu passado que pau de galinheiro. Hoje democratas, ontem PFL, ante ontem Arena... 

Muito me admira um país tão grande, multicultural, auto-suficiente energeticamente, etc, etc, etc... Ter falido tantas vezes... Ter quebrado 3 vezes só no governo FHC, que tinha seu vice o PMDB, que hoje é vice do PT, querer dizer-se a salvação., ou pior que irá mudar a política geo-econômica do país. O PT quando chega ao poder só fez dar continuidade a política de seu antecessor, tanto que manteve Armínio Fraga anos ainda a frente do Banco Central. Quero que me mostrem em que diferem PT e PSDB, além do endereço dos contra-cheques! Por obséquio!

Transgenizando a célebre canção de Belchior poetizarei: Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

quinta-feira, setembro 05, 2013

Barrigada do Uol e do Flavinho

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista 


Uma matéria indignatória, como diriam os bolobolenses, me angustiou o fim de noite. No portal UOL, Beijo
gay sai na Argentina ao som do Caetano, uma nota de Flávio Ricco em 04/09/2013 se refere ao primeiro beijo gay na TV argentina.

Não posso crer que um portal deste porte, e jornalista renomado com salário mensal maior que o meu ganho anual possam dar tamanha barrigada.

Que o tal beijo gay ficará para depois de 2020, na teledramaturgia brasileira é fato. Mas não admitir, ou saber que o vizinho, já está na sua 2ª edição, apenas falando de horário nobre e 3ª edição. Considerando, o beijo acidental ocorrido em Los Exitosos Pells, quando o protagonista Martin entra em coma e seu irmão hétero assume sua personalidade. Sem conhecer seu irmão, pois foram separados bebês, por este fato desconhecia que ele mantinha um casamento de fachada, com sua companheira de telejornal.

Durante parte da novela ele evitou beijar seu marido, se apaixonou pela mulher de fachada do irmão... Mas em um momento... zaz... Seu marido, filho do dono do canal, lhe faz ameaças de deflagrar ao público do maior telejornal do país sua homossexualidade, e o beija. Tecnicamente esse foi um beijo entre 2 atores e não um beijo homoafectivo. Mas... E no Brasil?

Reproduzo abaixo meu artigo de 2010 onde falei sobre o primeiro e real, beijo homossexual na TV argentina. No artigo de 23/08/2010 - Beijo, política e sociedade, divulgado em vários portais à época.


Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Um jogador de futebol de fama internacional, porte de modelo, casado, com dois filhos. Um exemplo para a sociedade. Outro, também jogador, só que recém iniciando a carreira. Este, uma promessa para o futuro no mundo futebolístico, mas muito intempestivo e ambicioso.

O que teriam em comum estes dois perfis além de jogarem no mesmo time? Sua sexualidade. Eis então que esta trama secundária em seus princípio começaria a despertar polêmicas. Afinal o futebol é o estandarte da virilidade, masculinidade, etc. Nas escolas, nas vilas, na TV, na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê o futebol é sinônimo de heterossexualidade.

A arte imita a vida, ou, a vida imita a arte?

Não podemos dizer que a tele-dramaturgia finja que homossexuais não existem. Apenas destina a eles o "seu devido lugar". Cabeleireiros, estilistas, artistas... Uma mistura de preconceito sexual, com desvalorização profissional. Ingredientes perfeitos para acomodar a massa conservadora que é o público brasileiro. Ou claro, podemos ter um afeminado, que subliminarmente seria o passivo, corrompendo o pseudo hetero que seria o ativo da suposta relação. Esta que obviamente ficará fadada a imaginação dos telespctadores, pois o grande tabú ainda não será quebrado. Ao menos não explicitado perante as "lentes da verdade", como diria o genial Clodovil.

Pensemos, só para não falar do fenômeno, seria um fenômeno que não existissem homossexuais no mundo do esporte. Desrespeitariamos o senso do IBGE, que afirma que 12,8% da população brasileira em 2009 é homossexual. E nisso não consideramos a grande parcela, provavelmente maior que esta, que não admitiria a um censor sua sexualidade.

Regressando a dramaturgia. Na Argentina, a emissora TELEFE exibiu uma cena de beijo gay na novela Botineras. E a repercussão fora tal que a trama dos dois jogadores de futebol que se apaixonaram, e no decorrer da trama chegaram a muito mais que um mero beijo. E estão todas as cenas disponíveis em seqüência no Youtube, buscando por Manuel & Lalo "Botineras" parte 13.

"A trama polêmica"

Com ingredientes de trama policial “Botineras” ( em tradução literal marias-chuteira) exibiu o beijo gay que causou “frisson” entre o público argentinos. E o casal não foi morto em uma explosão de shopping, e tem garantida presença no episódio final da trama veiculado no dia 24 de Agosto de 2010. O núcleo Lalo e Flaco ganha os olhos da mídia e público quando o experiente jogador Manuel “Flaco” Rivero (Cristian Sancho) quis demonstrar que se importa com seu colega de clube (Ezequiel Castaño), pelo quão nos capítulos seguintes notaria estar perdidamente apaixonado.

Castaño e Sancho, atores heteros e famosos, tornaram-se figuras constantes nas capas de revistas e nos programas da tarde na televisão. Desde o início do romance entre os jogadores, a audiência de “Botineras” cresce, conforme medição dada pelo Ibope argentino. O interesse do público com o folhetim, que tem apenas dois capítulos gravados de frente em relação ao que está no ar, fez com que a produção da novela aumentasse o número de cenas de amor entre Lalo e “Flaco”. A primeira cena de sexo homoafetivo do continente na televisão aberta começou com um desnudando o outro e terminou com a câmera captando do alto a imagem deles nus, abraçados na cama, em "conchinha".

Os atores da trama tem feito declarações em que mostram naturalidade com a repercussão e execução do trabalho que desempenham como os jogadores homossexuais. “Parti do princípio de que um gay é um homem. Evitei amaneiramentos. Se caíssemos no clichê, a história de amor não seria vista com respeito”, diz Sancho, que também é modelo de campanhas de roupa íntima. Castaño, rosto conhecido na TV argentina há 15 anos, quando estreou em “Chiquititas”, declarou: “Com Lalo, tenho a oportunidade de mostrar muito do que aprendi como ator ao longo desse tempo.”

Lá e cá

Como de costume no país vizinho a novela é uma co-produção. O que me parece fazer com que as tramas tenham mais liberdade na abordagem de temas polêmicos. Pois aqui temos além do assassinato das lésbicas bem sucedidas de Torre de Babel, o beijo gravado e cortado de América e o caso mais recente na novela poder paralelo. Onde as atrizes Paloma Duarte e Adriana Garambone  se preparavam para gravar as cenas do envolvimento entre as suas personagens, Fernanda e Maura, na Record, segundo informou o “Jornal da Tarde” na época.

Paloma chegou a ter sérios atritos com a cúpula da emissora por declarações feitas a mídia. “A gente começou a gravar, mas duvido que tudo vá ao ar”, declarou. Segundo a atriz, a trama de Lauro César Muniz teve vários cortes. “A gente caiu numa censura desmedida. A gente grava, grava e grava e muita coisa não vai para o ar. A equipe não gosta muito de falar desse assunto, mas essa é a realidade”.


Botineras é uma novela produzida  em parceria pela Underground Contenidos y Telefe Contenidos, associadas a Endemol Argentina. A trama policial escrita inicialmente por Esther Feldman y Alejandro Maci e idealizada por Sebastián Ortega, que tem no currículo os sucessos La Lola e Los exitosos Pells que foram protagonizados por Carla Peterson.

O Beijo politizado

Em particular chamou minha atenção. Assinada por Dayanne Sousa do portal Terra a matéria: Diretor de beijo gay: "Não quero trabalhar na Globo", que fala sobre a cena de beijo entre dois homens na propaganda eleitoral do PSOL em São Paulo, tem umas pitadas saborosas.

Primeiro dizendo que o diretor de filmes Pedro Ekman se mostra surpreso com o sucesso do vídeo. Ele aproveita para atacar a programação da TV aberta, que chama de "retrógrada". E logo tras a declaração provocadora do mesmo - O que choca é que você não está acostumado a ver isso na TV. Na rua, você até vê mais. O choque é pelo conservadorismo da TV. A sociedade aceita muito mais esse fato do que o que está refletido nos meios de comunicação.

Eeeeeeeepaaaaa!!! Diria Vera Verão se estivesse viva. Ekman não é publicitário, marqueteiro e nem costuma fazer campanha. É formado em arquitetura, mas começou a trabalhar com vídeo. Filiado ao PSOL, ajudou com o filme do candidato ao governo de São Paulo, Paulo Bufalo, "até porque não tem muito dinheiro". - explicou.

Em nota ao jornal Folha de S.Paulo, a Rede Globo respondeu a crítica da imprensa de que o horário político foi mais ousado que as novelas de TV. Afirmou em resposta a poderosa: "Não achamos que nossas novelas da categoria entretenimento são os veículos adequados para tratar de questões sociais." A resposta é engraçada, porque quando convém, ela diz que a novela serve para fazer "merchandising social". Quando não convém, porém, ela fala que não serve para isso. É a velha e boa resposta de conveniência - alfinetou Ekman.

Por hora o tal beijo entre pares do mesmo sexo ficará restrito aos horários políticos e internet. Mas quem sabe o SBT volte a fazer uma co-produção com a TELEFE e nos surpreenda com "Maria Chuteiras". E  quem sabe Ronaldinho faz uma ponta, já quem tem relações comerciais com o grupo Sílvio Santos. Pra quem não lembra, Chiquititas de mesma origem e canal foi um sucesso e tem atualmente todos seus atores trabalhando na poderosa. Ou a Band que exibe Quase Anjos(dublada), CQC e A Liga: todas produções argentinas dessa mesma produtora, e exiba em versão dublada a inovadora Botineras. Ou o SBT reprise a série da extinta Manchete, como fez com algumas produções. Mãe de Santo, na emissora carioca é por muitos considera o único beijo gay da TV brasileira.



Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista