Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise. Mostrar todas as postagens

terça-feira, dezembro 24, 2024

O peso argentino e a relação íntima com o dólar: Algo sobre o governo desastroso de Javier Milei


Desde que Javier Milei assumiu a presidência da Argentina em dezembro de 2023, a relação dos argentinos com o dólar – sempre marcada por um misto de desconfiança na moeda nacional e fascinação pela norte-americana – tornou-se ainda mais intensa. Milei, com sua agenda de dolarização como proposta central de campanha, prometeu resolver a instabilidade cambial crônica e a inflação exorbitante que afligem o país há décadas. No entanto, o impacto dessas medidas segue dividindo opiniões e gerando reflexos visíveis no cotidiano argentino.

Dolarização: Um remédio amargo?

O governo Milei implementou, logo nos primeiros meses, um plano ambicioso para dolarizar a economia, extinguindo o peso argentino como moeda nacional. Essa transição, apresentada como a solução para a hiperinflação (que ultrapassava 140% ao final do governo anterior), tem causado uma volatilidade acentuada e gerado incertezas, especialmente para as camadas mais pobres da população.

Embora a adoção do dólar tenha eliminado o uso do peso no comércio formal e reduzido drasticamente a inflação, muitos economistas alertam para o custo social dessa política. A perda de instrumentos de política monetária fez o país depender ainda mais de fluxos de dólares provenientes de exportações e investimentos externos. Além disso, a dolarização não trouxe uma resposta imediata à dívida pública crescente nem à crise fiscal, forçando o governo a cortes profundos em gastos públicos, incluindo saúde e educação, o que gerou protestos em várias partes do país.

Casa de câmbio: Um fenômeno em transformação

Se em anos anteriores as filas nas casas de câmbio eram indicativo de crises cambiais, hoje o cenário é diferente. Com o dólar sendo utilizado como moeda oficial, a função das casas de câmbio transformou-se. Essas operações agora concentram-se em remessas de dinheiro, turismo e câmbio de moedas regionais como o real e o peso chileno.

No entanto, a dolarização não eliminou a informalidade. Um mercado paralelo ainda persiste, sobretudo nas províncias mais afastadas, onde a falta de infraestrutura e o alto custo de vida em dólares agravam as desigualdades regionais. Além disso, a relação dos argentinos com o dólar continua marcada por desconfiança, especialmente após rumores de escassez de reservas nos bancos centrais para sustentar a política econômica de Milei.

Investidores e a polarização política

No âmbito internacional, o governo Milei inicialmente atraiu atenção positiva por seu perfil liberal e pró-mercado. No entanto, o entusiasmo diminuiu à medida que o presidente enfrentava dificuldades para implementar reformas estruturais e alcançar consenso em um cenário político altamente polarizado. O Congresso, onde Milei não possui maioria, tornou-se palco de embates acirrados, travando projetos-chave como a privatização de empresas estatais.

O perfil excêntrico do presidente, conhecido por sua retórica agressiva e aversão a "castas políticas", alimentou tanto apoios fervorosos quanto uma oposição implacável. A população argentina, marcada por um histórico de profundas divisões ideológicas, vê no governo Milei tanto a chance de romper com velhas práticas quanto o risco de aprofundar crises sociais.

Reflexos sociais e culturais

Em dezembro de 2024, a sociedade argentina encontra-se dividida entre os que veem na dolarização uma chance de estabilidade e os que criticam a perda de soberania econômica. Nas redes sociais, memes e páginas continuam satirizando a política nacional, mas o tom mudou: Javier Milei, apelidado de "El León" por seus apoiadores, tornou-se o novo alvo de chacotas e críticas em páginas como Que Nos Saquen al León.

Ao mesmo tempo, cresce o saudosismo de alguns setores em relação a políticas redistributivas dos governos peronistas, mesmo com seus problemas de corrupção e ineficiência. Essa nostalgia é especialmente evidente nas províncias mais pobres, onde a transição para o dólar agravou o custo de vida e limitou o acesso a bens básicos.

Conclusão: Um país em transição permanente

A Argentina de dezembro de 2024 permanece em um estado de transição. Sob o governo Milei, o país tenta reescrever sua história econômica ao abandonar o peso e adotar o dólar, mas os custos sociais e as incertezas políticas mantêm o futuro em aberto. Para muitos argentinos, a promessa de estabilidade ainda parece distante, e o dilema entre progresso e desigualdade segue sendo uma marca do país.

sexta-feira, outubro 25, 2019

O dólar a 66 pesos na Argentina, realidade ou especulação!?

O simples fato dado de que Maurício Macri levará uma surra nas urnas no próximo domingo acarreta em uma corrida dos portenhos as casa de cambio. A volatilidade do frágil peso argentino, somada a um fetichismo histórico pelo dólar trás o fenómeno as casa de cambio de todo o país.

Mas além do que um que não conhece ou tão pouco já viveu no país sulamericano, nunca poderá entender a relação íntima do povo argentino com a moeda estadounidense. O fato é que desde a década de 90 quando o peso se dolarizou artificialmente no governo reeleito de Carlos Ménem, ocasionando em sequência a quebra do país quando o ex-presidente Fernando de la Rúa teve de fugir da Casa Rosada(sede de governo) de helicóptero até o Uruguai.

Filas de cerca de 100 pessoas se vê em praticamente todas as casas de câmbio da capital argentina. O valor da moeda argentina que a semana passado girava em torno de 55 pesos para cada dólar no dia de hoje até as 17h locais já atingia 66 pesos. Em tempo, especula-se que ao passo das eleições o valor da moeda norteamericano possa atingir a caso de 90 pesos.

Dicen medios europeos que el perfil negociador de Alberto Fernández, el hunguido y elegido por Cristina Fernádez como postulante a presidencia e que nas PASO (Prévias Abertas Simultâneas e Obrigatórias) obteve uma diferença de 14 pontos frente ao atual presidente já desperta o interesse da comunidade de investidores internacionais. O não cumprimento de metas econômicas, a escalada do número de miseráveis e indigentes, a inflação que em dados oficiais chega a 60% aproximadamente  e o aumento vertiginoso da dívida do país são fatores que causam em uma população de alto nível educativo como é o da Argentina um forte rechaço ao atual governo.

A eminente vitória da oposição cria uma onda especulativa que especialistas creem que terá pico na segunda-feira pós-pleito e logo cessará entre o mais tardarquinta ou sexta-feira, quando se anuncie o corpo de ministro do novo governo. No âmbito da Província de Buenos Aires a maior em PIB e população, Axel Kikillof quadro do governo anterior, será o próximo governador deste que é o mais significante estado do país. Este fato não menor dará muito oxigênio a nova administração em caso de uma vitória peronista

Macri em um fechamento estriônico de campanha alude a um milagre eleitoreiro na reta final, algo muito improvável, embora não impossível visto ao fator greta e exacerbada polarização do pleito de 2019. Em uma não metáfora pode-se dizer que Argentina joga com o seu futuro neste próximo 27 de Outubro. O dilema entre seguir profundizando-se e afundando-se em um mar de corrupção inflação e crise; ou regresar ao peronismo que tão pouco tem credenciais de grande idoniedade ética visto a suas inúmeras denúncias e processos que se encontram na justiça.

Sim o que se pode aludir de forma mais fria e apartada de paixóes e bandeiras políticas é que o país desde 2013, segundo mandato da ex-presidenta Cristina, que hoje é senadora e se postula como vice na chapa Fernández-Fernández.

Existe também muitas páginas e memes que fazem referencias a ambos bandos. Mas uma que chama a atenção é a página do Facebook denominada Que Regrese la Yegua Para Que nos Saquen el Gato(Quye volte a égua para que nos levem o gato). Apelidos dados por rivais políticos respectivamente aos ex-mandatário Cristina e Macri.

terça-feira, junho 05, 2018

O Dia C: Hoje me assumo Capitalista!

Realmente, durante minha já larga trajetória no jornalismo crítico me dei ao luxo de escrever artigos infindos a cada semana sem ganhar um peso. Palestrei para muitos sem receber um vintém. Repercuti, fui reproduzido e copiado por vários sem jamais protestar ou processar ninguém. Sempre acreditei que a mensagem, o argumento defendido, as ideias fossem o cerne primordial do ato jornalistico. Este blog mesmo é comprovante e arquivo pessoal de tudo que já produzi desde 2007 quando me atrevi a ingressar nesta rota de colisão, a carreira jornalística.

Se um se der ao trabalho de analisar a periodicidade de publicações minha aqui neste veículo, notará que brochei e minha volúpia se esvaio com o passar do tempo, quanto ao jornalismo.

Domingo via uma mulher no programa do tio Sílvio a discursar que ela sempre daria prioridade a fazer o que ela gosta e tal, entretanto ao ser inquirida se na profissão de seus sonhos lhe oferecessem R$ 1.000,00 mensais e se para ser recepcionista lhe oferecessem R$ 5.000,00, qual seria sua escolha... A idealista não titubeou e disse: "Partiu pra recepção!". Esta por alguns segundos foi como eu fora por anos.

Em algum momento do passado eu abandonei uma montagem de teatro infantil da qual faria um vilão em um musical, aonde fui selecionado, para seguir focado em uma montagem própria que nunca conseguiu público relevante em Florianópolis e após o feito o outro ator abandonou a montagem e minha companhia teatral pouco depois. O espetáculo teve uma experiência dois anos após em São Paulo com outro ator e um certo público, mas ainda assim o lucro líquido não atingira a um mísero salário mínimo.

Até então poucas vezes trabalhei vinculado a empresas, mas quando o fiz tive largo período com os mesmos. A coerência sempre foi o bastião deste profissional da comunicação que aqui vos fala. nunca pensei que este seria o meu algoz. 

Por nunca ter sido raso, ou mesmo superficial, jamais fui convocado para grandes veículos. No submundo dos meios de comunicação tentei sobreviver, mas quando sequer os pouquíssimos que reconhecem algo de apreciável em meus artigos e em tudo que eu produzira fui sublevado a uma reflexão. Seguir pobre, sincero e sem fama não paga os boletos, não gera renda, nem tampouco me permitem comprar o mínimo que a crise e a carestia me fazem ter plena certeza de que jamais possuirei.

Resultado de imaxes para nando schweitzerÉ lindo ter a consciência tranquila ao recostar-se no travesseiro? É!!! Obviamente, isto não gera o menor exitamento. Doravante, tampouco me permitem ter um carro zero e preferencialmente elétrico para não depender de combustíveis fósseis, e não ser refém de paralisações de caminhoneiros...

Quando dou aulas particulares sequer posso pedir aos alunos que me depositem o valor em conta, pois pagar tantos e quantos mangos de taxa de manutenção está inexoravelmente fora de prisma. Sempre alguém profere cousas como: "Porque não faz no cartão?". Momentos em que minha outra profissão, a de comediante se vê ameaçada por algum ser sem registro profissional de ator como eu.

Divertido também é uma empreiteira que tem me ligado constantemente a 3 meses para me vender um apartamento ao lado de um mega empreendimento empresarial de luxo. No mundo platônico seria lindo ter um apartamento magnífico e ir trabalhar no esplendoroso complexo empresarial que até hoje só vi por propaganda na tevê, a mesma da qual fiz o teste para ganhar um cachê abaixo da tabela do sindicato e não fui aprovado por estar acima do peso devido a falta de academia por estar sem dinheiro. Falta que também me impede de fazer uma cirurgia estética. Tive de recusar a proposta, e o insistente consultor ao que me pergunta por três vezes qual a razão, lhe contestei: "Não tenho dinheiro nem para uma passagem de ônibus, quem dirá para comprar um imóvel!" e o tal ainda me pergunta se não teria alguém para indicar, então lhe disse que "meus conhecidos ou são mentirosos ou são mais pobres que eu, pois vivem a me pedir dinheiro mesmo sabendo que estou nesta vida mijado por cães!".

Certo dia gravei um vídeo "inocente" para o quadro da Rede Globo, "O Brasil que eu quero", e ainda não o vi vinculado nem rede estadual, nem local, muito menos em cadeia nacional. Isto que a postagem do mesmo no Facebook possua mais de 11 mil visualizações. Ainda que tendo seguido todos os requisitos solicitados na página do projeto da emissora carioca a mensagem desde jornalista não coube, ou não passou pelo filtro de meus colegas de profissão que se encontram do ouutro lado desta trama de relações de poder da mídia brasileira. Será pelo conteúdo?


Mas jamais desistamos, não é este o lema nacional, mesmo passando fome e sem nenhuma perspectiva de futuro siga. Já me disseram que o ideal seria se tornar algo digamos "mais como todo mundo" para assim poder infiltrar-se no meio. Eis que aí surge um grande dilema. Por um lado te pedem um diferencial para que sejas valorizado, de outro afirmam que se faz necessário se tornar apaticamente mais um na multidão para assim não causar rejeição.

Isto me calha similar ao candidato presidencial que hoje faz um discurso um tanto mais ameno e complacente para não gerar rechaço. Alias, palavra esta que quando usei anos atrás fui repelido e apontado como inventivo e de não respeitar a língua mátria esta que pouquíssimos nos meios utilizam com coesão e hoje virou modinha na discursividade e linguagem jornalística.

Tudo me gera curiosidade. Incluso a área do jornalismo e das Relações Públicas, a Assessoria de Imprensa e Comunicação. Tanto que fiz um teste empírico. Criei uma Fã Page para um jornalista do G1 similar a minha e... Esta em um mês atingiu 6 vezes o número de fãs da minha, incluso o próprio homenageado curtiu a página. O que prova então que sim sei fazer assessoria de comunicação, a questão é para quem e com que status perante a plebe.

Fato também inusitado é, pensar que uma receita de como fazer ovo cozido seja uma das mais visitadas da história deste blog. Não quero copiar a teoria da relatividade, mas posso afirmar que tudo na vida é relativisável. Não estou mais desejoso de uma fama infindável, de um reconhecimento academicista, muito menos de um relevante posto no país do carnaval, do turismo sexual e da cerveja. Longe de mim ter essa ternurosa esperança, não sou mais tão crédulo. No momento apenas sou desejoso de uma fonte de recursos que me retire dos porões desta pirâmide social capitalista e neoliberal. Sequer precisa ser em quaisquer uma das minhas três áreas de formação ou afins. Hoje é o meu dia C; Hoje me assumo Capitalista!

sexta-feira, junho 30, 2017

Como não cagar suas férias por falta de passaporte?

Resultado de imaxes para PASSAPORTE
Ia viajar e ficou sem passaporte? Você tem apenas dois caminhos. Pedir um passaporte de emergência, este que nosso tutorial abaixo explica os casos e critérios possíveis. Ou alterar seu destino para algum dos 9 países com acordo Mercosul de trânsito em que pode-se viajar e ingressar ao país sem visto prévio e com cédulas de identidade com expedição inferior aos 10 anos, a considerar a data de saída do país a se visitar turisticamente.

O QUE POSSO FAZER PARA CONSEGUIR UM PASSAPORTE NA ATUAL CRISE?

1 – CONSEGUIREI AGENDAR ONLINE A EMISSÃO DO MEU PASSAPORTE?

Sim. Porém, não haverá previsão para a entrega do documento.

2 – JÁ FIZ O AGENDAMENTO ONLINE, E AGORA?

Deve comparecer normalmente a PF para realizar os tramites de emissão, porém, assim como no item 1, não há previsão de entrega do documento.

3 – EU FUI ATENDIDA NA PF ANTES DA SUSPENSÃO, ISSO ME AFETARÁ?

Não! Todos que foram atendidos até 27/06 receberão o passaporte normalmente.

4 – PRECISO VIAJAR POR MOTIVO DE DOENÇA E AGORA?

Nesse caso a solicitação do passaporte deverá ser feita em caráter de emergência, e para essas situações a emissão funcionará normalmente.
Confira as possibilidades de emissão de passaporte liberadas pela PF:
  • Catástrofes naturais;
  • Conflitos armados;
  • Necessidade de viagem imediata por motivo de saúde do requerente, do seu cônjuge ou parente até segundo grau;
  • Para a proteção do seu patrimônio (o que não inclui o mero prejuízo com passagens, hospedagem etc);
  • Por necessidade do trabalho;
  • Por motivo de ajuda humanitária;
  • Interesse da Administração Pública;
  • Ou outra situação emergencial que não se poderia prever, cujo adiamento da viagem possa acarretar grave transtorno ao requerente;
Lembrando que todas as situações citadas acima, deve ser comprovadas pelo solicitante.

5 – QUANDO A SITUAÇÃO SERÁ NORMALIZADA?

Não há previsão. Para a regularização da situação é necessária a edição de uma medida provisória ou aprovação de um projeto de lei para que a Lei Orçamentária seja modificada.
Segundo a Polícia Federal, a situação está sendo acompanhada junto ao Governo Federal para que o serviço seja restabelecido o quanto antes.
Caso alguém tenha alguma dúvida, deixe aqui nos comentários ?

quarta-feira, junho 07, 2017

Presidente argentino aparece em foto oficial sendo criticado

"Confrontados com esta atitude inflexível do estado é essencial para reduzir serviços para se sobreviver", diz o cartaz contra o governo que aparece atrás do presidente em um coletivo da linha 8. Nada incomum nos dias atuais com o acesso tão extendido a tecnologia, mas o insólito fora que esta foto se viu publicada no site oficial do governo argentino.

Durante vários meses, uma imensa quantidade de linhas de ônibus na área metropolitana de Buenos Aires se juntou a este campanha marcante, que alerta os usuários sobre possíveis problemas no serviço, como frequências mais baixas em seus horários.

A drástica redução de subsídios do governo nacional para os transportes públicos, forçá-los a encolher. As empresas de transporte fizeram cartazes e também um chamado para uma reunião "urgente" com Marcos Peña para "corroborar a situação económica sectorial grave." Naquela época, circulou de que o governo iria autorizar aumento da tarifa do coletivo de 11 pesos para a remoção de subsídios, que no momento se cancelou após a crítica do setor.

A imagem do presidente com a mensagem dos colectiveiros atrás vem apenas duas horas após Macri dirigir uma reunião do Gabinete, onde o tema central foi o progresso na eliminação de todos os subsídios, excepto aqueles em assistência social e pensões, disse terça-feira para deixar a reunião a ministra Patricia Bullirch.

sexta-feira, abril 07, 2017

Tangente Econômica: A saída é pela esquerda?

Resultado de imaxes para tacher reagan
Como fazer políticas reformistas desde um estado, quando esse estado é subalterno ao neoliberalismo e a elite capitalista internacional, esta que se sobrepassa em poder a todos estados nacionais incluso as potências capitalistas do século 21?


Se as classes trabalhadoras como tal não existem como agentes sociais na atualidade. A crise da democracia representativa impossibilitam uma resolução, estes se lograrem algo, a verdade sabe-se que não chegarão a uma mudança institucional. A social democracia não permitem em suas bases pragmáticas econômicas e ideológicas uma reforma real. 

O ciclo político internacional de construção política deve se atualizar. A Terceira Internacional necessita se atualizar como estratégia de chegada ao poder. Nosso marco hoje não pode ser mais nacional e sim transnacional. Tacher e Reagan iniciaram um processo exitoso de liberalismo em contra as periferias e que lograram dar ainda mais controle econômico a elite econômica mundial. O ciclo do socialismo como ideologia no consciente coletivo se terminou, agora. 

Estamos saindo do pior, e essa é a hora de se instaurar um reformismo histórico, este somente possível por uma verdadeira esquerda. A solução para sair-se de uma crise de institucionalidade por via democrática não pode se dar com os parâmetros da social-democracia, nem pela centro direita, e isso já se comprovou na última década em Chile, Argentina, Brasil, Espanha, Portugal, México e França. 

Uma única e óbvia saída deste ecrã é a esquerda democrática, por meio de retomar-se o estado como agente motriz de modificação de paradigmas e inclusão social. O estado como agente regulador e reformista de emancipação e que impeça as grandes corporações transnacionais de sugarem e explorarem ainda mais o povo e os países periféricos.

Quando refletimos sobre os processos a que EUA e o Consenso de Washington impuseram nos países do sul da Europa e América Latina e que instauraram crises de várias ordens, o sucateamento e posterior espólio das estatais que se privatizaram, assim fazendo perder o controle de áreas estratégicas como energia, telecomunicações e transporte só podemos pensar que a liberalização dos mercados trouxe a título de uma modernização a bem da verdade um prejuízo bilionário para a economia destes países.

terça-feira, outubro 22, 2013

Trabalho ou emprego, o que você quer?

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


O que se ganha plantando uma árvore? Tecnicamente? Muita coisa. Imediatamente? Nada. A diferença entre emprego e trabalho, qual seria? Dentro da lógica moral: Trabalhar dignifica o homem. Dentro da lógica real: Trabalhar danifica o homem.

Várias estatísticas nacionais e no exterior afirmam que a quantidade de horas/dia média nos países da América "Latrina" são superiores a dos países nórdicos e escandinavos(ainda com salários que não chegam a metade), aquele que não é a do Norte. A mesmíssima que tem crimes por homofobia, países com mais de 80% de cristãos, mais de 60% de analfabetos funcionais e promédio de 30% de pessoas abaixo da linha da pobreza.

Porque será que dentro desta lógica medieval de ultra direita, as pessoas não têm direito ao emprego, nem leis como na Islândia onde o seguro desemprego não tem prazo máximo como aqui, e garante 300 euros semanais? Talvez porque na lógica neoliberal brasileira ser a 6ª economia do mundo, e ter 1% da população controlando 95% do PIB seja motivo de orgulho.

Não nos garante qualidade de vida ser parte do tal BRAIC (Brasil, Rússia - nazista e neoliberal, África do Sul, Índia e China)... Pois estamos atrás de todos estes segundo as Nações Unidas no quesito IDH(Índice de Desenvolvimento Humano). O Brasil está atrás de quatro países da América do Sul, como Chile (40º lugar), Argentina (45º), Uruguai (51º) e Peru (77º). Entre outros vizinhos, fica na frente de Equador (89º) e Colômbia (91º).

O governo hoje comemora o aumento de trabalhares com carteira assinada. Eu comemoraria o aumento do valor do salário, e óbvio não falo do mínimo. Penso no que não basta o salário, mas seria um bom começo. Países como a Argentina, hoje têm um salário mínimo convertido de R$ 877,16, e um custo de vida mais baixo, além de acesso irrestrito a educação universitário pela inexistência de processos exclusores limitatórios como o vestibular.

Em uma semana de protestos por direitos dos animais, gritos varguistas de o petróleo é nosso... Ninguém foi capaz de levantar um grito contra a lógica neoliberal que comanda o Brasil desde 1964, com a deposição do presidente democráticamete eleito, João Goulart. Este que a época estabeleceu um salário mínimo equivalente hoje a mais de R$ 1800,00.

Hoje pelo excesso de demanda, crise mundial, nacional, local, regional, continental, moral, institucional e talvez paranormal o emprego, com critérios básicos, salubridade e garantia legal de atender as necessidades mínima aceitáveis para sobrevivência digna inexiste. O que existe é um empregador opressor, que mais parecem os burgueses da pre revolução francesa ou bolchevique.

Antes que os reaças de plantão venham me estorvar a mente, o caminho, e o planeta inconsciente e anestesiado pela pós modernidade capitalista peço uma oração, para que os ainda não acéfalos ao fim digam "amém". Que o mal  nunca perdura, que o bem por mais de um mandato dure... E que o Brasil tenho ao menos um candidato de esquerda para presidente em 2014, além das três candidaturas gêmeas que até então estão postas.

Enquanto escrevia esse artigo assistia um programa esportivo, para ver se me tornava algo alienado, e assim não chocar tanto os cidadãos do pseudo-país-livre que segue em ordem e progresso. Odeio ser irônico! Tanto quanto odeio ser sincero! Metade não entende, 2/4 não aprovam... 1,9078574% que houvem, não fazem eco por comodismo... 

O trabalho dignifica o homem? Talvez... Mas o real emprego é que nos tornará cidadão. Somos governados por uma rede social de regras e leis, injustas e impuras.