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quarta-feira, maio 31, 2017

Reino Unido: Conservadores perdem força, socialistas crescem

Jeremy Corbyn acena para apoiantes
Analistas e institutos de pesquisa apontam uma subida galopante da intensão de votos nos Trabalhistas para o pleito legislativo no Reino Unido. Estejam certos ou errados, o eleitorado britânico parece estar num momento volátil e, com menos de duas semanas para as eleições, a vitória de Theresa May é mais difícil de prever do que alguma vez já fora perante ao socialista Jeremy Corbyn. Escreveera o colunista político, Tom McTague, ao reconhecer que a líder conservadora só será bem sucedida “se nos próximos dez dias conseguir virar a campanha para um território que lhe seja mais favorável”. 

O programa eleitoral dos conservadores do partido da primeira ministra propunha que um maior número de pensionistas que recebem apoio domiciliário contribua para esses serviços, sendo o pagamento feito após a morte e podendo incluir a venda das suas casas. Confrontada com fortes protestos, a primeira-ministra acabou por admitir um tecto para as contribuições, mas o meio-recuo não impediu um tombo dos conservadores nas sondagens – dos 20 pontos de diferença para o Labour no início de Maio, para apenas cinco numa pesquisa divulgada na última sexta-feira.

PÚBLICO -
Mas as propostas “radicais” de Corbyn – incluindo a abolição das ajudas a setores privados ou a renacionalização dos transportes ferroviários – revelaram-se mais populares do que a imprensa ou os conservadores querem admitir. E um fiasco de May, ainda antes do atentado em Manchester, acabou por dar um enorme empurrão nas até então magras perspectivas dos trabalhistas.

A primeira-ministra britânica defende que os ataques contra o Reino Unido, com origem em Bruxelas, sede da União Europeia, têm como objectivo prejudicar o país e influenciar os resultados das eleições marcadas para o dia 8 de Junho.
Jeremy Corbyn falando em Reading, onde anunciou que iria participar do debate sobre eleições televisivas desta noite.

Em meio a relatos de que Corbyn poderia decidir no último minuto para participar de um debate na TV entre os líderes dos partidos na BBC, onde May será representada por Amber Rudd, o secretário do lar, ele pediu a primeira ministra que acabe com seu boicote a tais eventos e que venha conversar com ele.

sexta-feira, maio 26, 2017

Marido de Primeiro-Ministro de Luxemburgo posa para retrato com primeiras-damas

O marido do primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, o primeiro líder gay da União Europeia a casar-se oficialmente, foi desta vez o único homem na fotografia de grupo das mulheres e maridos dos líderes da OTAN, antes do jantar oficial no Castelo de Laeken, um evento paralelo da cimeira da OTAN em Bruxelas. No registro, também estão Melania Trump, Brigitte Macron, a rainha Mathilde da Bélgica, a primeira-dama da Turquia, Emine Gulbaran Erdogan, a mulher do secretário-geral da Otan Jen Stoltenberg, Ingrid Schulerud, além das primeiras-damas da Bulgária e Islândia.

Destacando-se na foto o belíssimo, Gauthier Destenay, que é casado com Bettel desde 2015, pouco depois de o Luxemburgo aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, era o único homem na fotografia das primeiras damas com a rainha Matilde da Bélgica. O marido do primeiro-ministro do Luxemburgo foi notícia por aparecer na fotografia das primeiras damas da NATO com a rainha Matilde da Bélgica. Hoje foi o marido da chanceler alemã o único homem ao lado das mulheres dos líderes do G7
Xavier Bettel, Gauthier Destenay
Essa foi a primeira vez que o marido de um chefe de Estado é incluído na imagem das primeiras-damas. Destenay e Bettel estão juntos desde 2010 e oficializaram a união em 2015, após o casamento homossexual ser aprovado em Luxemburgo.

Hoje foi a vez de Joachim Sauer, o marido da chanceler alemã, Angela Merkel aparecer na varanda da câmara de Câmara de Catania, na Sicília, a ilha italiana onde ocorre a cimeira do G7, ao lado de Melania Trump, a mulher do presidente americano, ou de Akie Abe, a mulher do primeiro-ministro japonês.

sexta-feira, abril 07, 2017

Tangente Econômica: A saída é pela esquerda?

Resultado de imaxes para tacher reagan
Como fazer políticas reformistas desde um estado, quando esse estado é subalterno ao neoliberalismo e a elite capitalista internacional, esta que se sobrepassa em poder a todos estados nacionais incluso as potências capitalistas do século 21?


Se as classes trabalhadoras como tal não existem como agentes sociais na atualidade. A crise da democracia representativa impossibilitam uma resolução, estes se lograrem algo, a verdade sabe-se que não chegarão a uma mudança institucional. A social democracia não permitem em suas bases pragmáticas econômicas e ideológicas uma reforma real. 

O ciclo político internacional de construção política deve se atualizar. A Terceira Internacional necessita se atualizar como estratégia de chegada ao poder. Nosso marco hoje não pode ser mais nacional e sim transnacional. Tacher e Reagan iniciaram um processo exitoso de liberalismo em contra as periferias e que lograram dar ainda mais controle econômico a elite econômica mundial. O ciclo do socialismo como ideologia no consciente coletivo se terminou, agora. 

Estamos saindo do pior, e essa é a hora de se instaurar um reformismo histórico, este somente possível por uma verdadeira esquerda. A solução para sair-se de uma crise de institucionalidade por via democrática não pode se dar com os parâmetros da social-democracia, nem pela centro direita, e isso já se comprovou na última década em Chile, Argentina, Brasil, Espanha, Portugal, México e França. 

Uma única e óbvia saída deste ecrã é a esquerda democrática, por meio de retomar-se o estado como agente motriz de modificação de paradigmas e inclusão social. O estado como agente regulador e reformista de emancipação e que impeça as grandes corporações transnacionais de sugarem e explorarem ainda mais o povo e os países periféricos.

Quando refletimos sobre os processos a que EUA e o Consenso de Washington impuseram nos países do sul da Europa e América Latina e que instauraram crises de várias ordens, o sucateamento e posterior espólio das estatais que se privatizaram, assim fazendo perder o controle de áreas estratégicas como energia, telecomunicações e transporte só podemos pensar que a liberalização dos mercados trouxe a título de uma modernização a bem da verdade um prejuízo bilionário para a economia destes países.

terça-feira, julho 19, 2016

Mortes e a homofobia na era moderna


O termo homofobia faz referência ao rechaço (fobia do grego antigo Φόϐος, ‘pânico’) ou de forma estendida a aversão, ódio, preconceito ou medo ue gera discriminação, seja contra homens ou mulheres de orientação sexual homo afetiva. Ainda que inclua as demais figuras que integram a diversidade como bissexuais e transsexuais, é de imediato identificado discursivamente a priori ao que deseja alguém do mesmo sexo como pederasta "classicamente". Adjetivo qualificativo "homofóbico", ou "homófobo".


Na América Latina, segundo a OMS(Organização Mundial da Saúde) um pessoa é vítima fatal de homofobia a cada dois dias, em passo que um homossexual falece a cada 2 semanas por complicações resultantes do HIV no continente. Ou seja, que a homofobia mais mortal para os homossexuais que o HIV na atualidade.

No continente latino-americano o CENESEX aporta que metade das mortes por atos de homofobia são transexuais ou travestis, sendo que nos últimos 20 anos se documentou oficialmente mais de vinte mil crimes homófobos, muitos deles por grupos de extermínio. 

ESPECIALISTAS COM A PALAVRA

O fenômeno da homofobia tem crescentes ondas em vários momentos da história. Segundo psiquiatras, psicólogos e outros estudiosos sociais relacionam o ódio a homossexualidade com sentimentos ostra gêneros reprimidos, entretanto outros tem levantado outras tésis ligando a homofobia a cultura patriarcal ocidental e a religião moderna cristã, esta ainda com preceitos medievais mesmo tendo se modernizado quanto a outros temas. A personalidade autoritária também é apontada em vários estudos como agravante para o pensamento homofóbico na atualidade, como no Estado Islâmico, aonde homossexuais são jogados de edifícios com os olhos vendados para a morte e em caso de sobrevivência, um posterior apedrejamento. 

Se sabe também que várias culturas pre-colombianas anteriores as invasões europeias tinham em seu âmbito social uma plena aceitação e respeito pela homossexualidade. O fato é relatado em muitos livros e pesquisas históricas.

14 mortes documentadas na Colômbia

Un estudio elaborado por esta entidad señala que entre el 2007 y el año pasado, en las ciudades de Valledupar, Santa Marta, Barranquilla, Cartagena, Sincelejo, y Valledupar se registraron 14 muertes por presunta homofobia.
Según Wilson Castañeda, director de Caribe Afirmativo, Cartagena y Barranquilla son las ciudades donde más muertes se han presentado de este cantidad que logró ser documentada. Las capitales del Atlántico y Bolívar, con cuatro muertes cada una, lideran este deshonroso primer lugar. Le siguen Santa Marta y Sincelejo con dos casos cada una y Valledupar y Sincelejo con un caso.

Em estudo elaborado por várias etidades e apresentado a UNESCO sinala que entre 2007 e 2012, nas cidades de Valledupar, Santa Marta, Barranquilla, Cartagena e Sincelejo foi registrado por homofobia. Segundo Wilson Castañeda, diretor da Caribe Afirmativo, Cartagena e Barranquilla são as cidades onde mais mortes se apresentam e puderam ser documentadas. As capitais de Atlántico y Bolívar, com quatro mortes cada uma, lideram este desonroso primero lugar. Seguidos das capitais catalogadas de Santa Marta e Sincelejo com dois casos cada uma e Valledupar e Sincelejo com um caso. “Também existem 12 casos documentados de abuso de autoridade por parte da Polícia contra gays y travestis em Cartagena e Barranquilla. Também encontramos sete casos de ameaças por parte de atores ilegais nas capitais a pessoas por sua orientação sexual e identidade de gênero”. Segundo esta investigação, somente no estado de Bolívar há outras 13 mortes que não documentadas, ou seja, estas com poucas provas sobre as motivações dos crimes. 

O mundo e a homofobia

A homofobia existe de uma ou outra maneira ao largo da historia da humanidade; “na realidade não é uma fatalidade trans histórica, impossibilitada de combater, nem um resíduo da historia destinado a desaparecer por sí só com o tempo tempo. Constitui um problema humano, social, construído, grave e complexo, com ressonâncias e passado impositivo histórico […]” (Tin, 2008: 2)

Para combater e erradicar a homofobia se requer ações urgentes que incidam no cambio do padrão cultural que instituiu a heterossexualidade como a única opção aceitada e válida para o exercício do amor e da sexualidade. Se a sociedade segue sem reconhecer a homossexualidade como opção, os homicidas homofóbicos continuarão argumentando que com o assassinato de homossexuais liberariam a sociedade de entes depravados que não tem direito a vida. Mas se mudarmos esses medievais parâmetros a escala social e cultural, a falsa justificativa com a que atuam estes criminosos com respaldo social perderá sentido de ser.

Tipos de homofobia

A partir de uma perspectiva sociológica, podemos falar sobre homofobia pessoal, resultante da crença de que os homossexuais são dignos de ódio ou, na melhor das hipóteses, de piedade, assumindo que eles não podem controlar seus desejos, que estão em grande sentido perturbados, sendo geneticamente um ser anormal, antiético, mais baixo e também com defeito em conexão com extensão em linha reta de conduta social e moral. Também existe a homofobia interpessoal, que surge quando no preconceito pessoal transitam atitudes discriminatórias (piadas, agressões físicas, formas verbais ou extremos de violência), afetando o relacionamento entre as pessoas em diferentes áreas: educação, trabalho, família, e assim por diante. A homofobia institucional também descobriu-se e habita em que várias instituições, tais como a educação, religião, pesquisa, empresariais e profissionais colocam pressão sobre a preferência, orientação e identidade dos homossexuais o que é também factível co-relacionada e similar a homofobia cultural, definido como "normas ou códigos de conduta sociais, sem ser expressamente inscritos em uma lei ou regulamento, a funcionar na sociedade para legitimar a opressão."

Século XX

Este fenômeno estava presente na política de alguns governos ao longo do século passado, democrático e autoritário, alguns exemplos são regime nacional socialista na Alemanha (liderado por Adolf Hitler, 1933-1945), o regime de Franco na Espanha (1939-1975) o período ditatorial conhecido na Argentina como "Processo de Reorganização Nacional" (1976-1983). Portanto, em governos democráticos, como o da Nicarágua, que nos termos do artigo 204 pune a sodomia, sob pena de um a três anos de prisão (artigo que ainda está de pé); também outras democracias tiveram legislações e atos homofóbicos, como na Alemanha Ocidental, onde a homossexualidade era crime até 1969. Ou mesmo no Brasil durante o Império, e mesmo depois com a falta de clareza na legislação durante o século XX e até mesmo na atual constituição de 1989.

A homofobia na atualidade

Segundo a Anistia Internacional, existem mais de 70 países cujas leis preveem sanções para a homossexualidade em 2007.

O Parlamento Europeu e seu papel no combate a homofobia

O Parlamento Europeu (o corpo único da União que é escolhido diretamente pelos cidadãos) considere a homofobia como um medo irracional e aversão em relação à comunidade LGBT baseada em preconceitos e em comparação, por exemplo, racismo ou xenofobia.

Esta instituição comunitária opõe-se firmemente a discriminação (entre eles, razão pela qual orientação sexual) e pede que estados-membros devam assegurar a proteção da comunidade e combater os atos homofóbicos e anti-LGBT. Assim na comunidade do euro a luta contra a homofobia se intensificou (através de métodos de ensino administrativa, judicial e legislativa) e pela Comissão Europeia para assegurar que todos os estados passem a respeitar a Carta dos direitos fundamentais da União Europeia e dos tratados comunitários Europeia.

Debate nas Nações Unidas

O governo francês através do seu embaixador junto das Nações Unidas, pediu em 2008 que a homossexualidade está descriminalizada globalmente através de uma resolução não vinculante.

"Exortamos os Estados a tomarem todas as medidas administrativas ou legislativas, para assegurar que a orientação sexual ou identidade de gênero não pode ser, em nenhuma circunstância, base para um processo criminal, em particular execuções, prisões ou detenções"