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terça-feira, junho 06, 2017

EMPATE TÉCNICO: 'Tories' têm 41,5% das intenções de voto e o 'Labour' 40,4% para legislativas britânicas

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Na acirrada campanha para as legislativas antecipadas para a próxima quinta-feira a esquerda britânica ganha folego na reta final. Se em março, os conservadores da primeira-ministra, Theresa May, contabilizavam 20 pontos percentuais de vantagem sobre os trabalhistas liderados por Jeremy Corbyn na nova sondagem divulgada, do instituto Survation, uma reviravolta ocorreu após os novos atentados em Londres e se atribui aos 'tories' 41,5% das intenções de voto e ao 'Labour' 40,4%. 

O Partido Conservador britânico (Tory) e o Partido Trabalhista (Labour) surgem empatados para as legislativas de quinta-feira, com apenas um ponto percentual de diferença, segundo uma nova sondagem divulgada pela televisão ITV. Nesta mesma pesquisa os liberais-democratas reúnem 6% e o eurocético UKIP 3%.

Segundo as sondagens, se dependesse do eleitorado jovem, Corbyn estaria a entrar no número 10 de Downing Street na próxima sexta-feira, um dia depois das eleições. Os números da pesquisa ICM, feita no início do mês, diziam já que 63% dos eleitores que têm entre 18 e 24 anos vão votar de certeza. Destes, 67% vão votar Labour e só 16% vão votar nos Tories. 

A campanha eleitoral foi retomada hoje, depois de uma breve interrupção devido aos atentados de sábado em Londres, e o debate político está centrado na segurança e na capacidade das forças policiais para combater o terrorismo.

Os ataques de sábado, perpetrados na London Bridge e em Borough Market por três homens que atropelaram e esfaquearam dezenas de pessoas, fizeram sete vítimas mortais e 48 feridos.

quarta-feira, maio 31, 2017

Reino Unido: Conservadores perdem força, socialistas crescem

Jeremy Corbyn acena para apoiantes
Analistas e institutos de pesquisa apontam uma subida galopante da intensão de votos nos Trabalhistas para o pleito legislativo no Reino Unido. Estejam certos ou errados, o eleitorado britânico parece estar num momento volátil e, com menos de duas semanas para as eleições, a vitória de Theresa May é mais difícil de prever do que alguma vez já fora perante ao socialista Jeremy Corbyn. Escreveera o colunista político, Tom McTague, ao reconhecer que a líder conservadora só será bem sucedida “se nos próximos dez dias conseguir virar a campanha para um território que lhe seja mais favorável”. 

O programa eleitoral dos conservadores do partido da primeira ministra propunha que um maior número de pensionistas que recebem apoio domiciliário contribua para esses serviços, sendo o pagamento feito após a morte e podendo incluir a venda das suas casas. Confrontada com fortes protestos, a primeira-ministra acabou por admitir um tecto para as contribuições, mas o meio-recuo não impediu um tombo dos conservadores nas sondagens – dos 20 pontos de diferença para o Labour no início de Maio, para apenas cinco numa pesquisa divulgada na última sexta-feira.

PÚBLICO -
Mas as propostas “radicais” de Corbyn – incluindo a abolição das ajudas a setores privados ou a renacionalização dos transportes ferroviários – revelaram-se mais populares do que a imprensa ou os conservadores querem admitir. E um fiasco de May, ainda antes do atentado em Manchester, acabou por dar um enorme empurrão nas até então magras perspectivas dos trabalhistas.

A primeira-ministra britânica defende que os ataques contra o Reino Unido, com origem em Bruxelas, sede da União Europeia, têm como objectivo prejudicar o país e influenciar os resultados das eleições marcadas para o dia 8 de Junho.
Jeremy Corbyn falando em Reading, onde anunciou que iria participar do debate sobre eleições televisivas desta noite.

Em meio a relatos de que Corbyn poderia decidir no último minuto para participar de um debate na TV entre os líderes dos partidos na BBC, onde May será representada por Amber Rudd, o secretário do lar, ele pediu a primeira ministra que acabe com seu boicote a tais eventos e que venha conversar com ele.