Mostrando postagens com marcador Florianópolis. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Florianópolis. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, fevereiro 02, 2026

Ainda Forasteiro

Fernando Schweitzer - Jornalista e dramaturgo 

Os cinco sentidos — tato, paladar, olfato, visão e audição — são a forma mais primária de nos orientarmos no mundo. É por eles que reconhecemos perigo, afeto, pertencimento. Mas existe um sexto sentido, silencioso, pouco estudado e profundamente persistente: o de não pertencer. Foi através dele que aprendi a reconhecer os forasteiros. Talvez por isso eu os identifique com tanta facilidade. Sempre é em cada lugar em que vivi estive rodeado de estrangeiros e pessoas que não são nativos da cidade em que me encontro. 

O primeiro deles sou eu mesmo.
Comecei a cantar aos nove anos, em concursos musicais infantis, quando a voz ainda era promessa e o corpo obedecia sem resistência. Aos treze, tudo mudou. Uma encefalite — ou, como ficou registrada na memória e nos papéis, uma incefalite — me arrancou o controle da voz, comprometeu parcialmente os movimentos do lado esquerdo do corpo e me lançou a setenta e quatro dias de internação hospitalar após uma intervenção cirúrgica. Aos quatorze, ainda em convalescença, encontrei o teatro. Antes disso, aos doze, já havia deixado minha cidade natal. Aos treze, fui morar na casa da minha avó paterna para atravessar o período de recuperação. Desde cedo, deslocado. Desde cedo, fora do lugar.
“Através do teatro comecei a mudar minha percepção sobre mim e sobre o que é ser um forasteiro.” É a partir daí que os forasteiros ganham rosto.

O primeiro, como já disse, sou eu: Fernando Schweitzer, jornalista, ator, cantor interrompido e reinventado, alguém que nunca deixou de atravessar fronteiras — mesmo quando aparentemente parado. O segundo é Jack Beraum, ator e cantor peruano que conheci em Buenos Aires. Nos palcos argentinos não criamos apenas espetáculos, mas cumplicidades. Jack carrega o exílio como quem carrega um sotaque: com naturalidade. Talvez por isso nossa amizade tenha resistido ao tempo, às cidades e às distâncias.

O terceiro forasteiro é Omar Millalonco, jornalista e comunicador, também radicado em Buenos Aires. Nos conhecemos em uma maratona de Comunicação e Jornalismo na UBA, dessas jornadas acadêmicas em que se troca mais vida do que certificados. Foi através de mim que Omar conheceu Jack, e desde então formamos uma espécie de triângulo afetivo de estrangeiros persistentes.

O quarto é Cristian Cotrina, biólogo peruano formado pela UBA. Dividimos uma casa de aluguel coletivo em Buenos Aires e, durante a pandemia, dividimos também o asfalto. Enquanto o mundo parava, pedalávamos: entregadores de bicicleta na capital argentina, empurrando comida, contas a pagar e sonhos pelas mesmas ruas.

O quinto forasteiro é Faldrán, estudante de intercâmbio em fitoterapia na UDESC, em Santa Catarina. Galego como eu. Nos conhecemos em um grupo de conversação de idiomas na UFSC, em Florianópolis. Ele foi meu aluno de português, mas, como todo encontro entre forasteiros, o aprendizado foi sempre mútuo.

Há então um terceiro movimento nessa história, quando os caminhos voltam a se cruzar. Omar Millalonco vem passar férias em Florianópolis e nos reencontramos. Caminhamos pela cidade. Apresentei a ele a cultura, os ritmos, a idiossincrasia brasileira — aquilo que não cabe nos guias turísticos. Florianópolis, vista por quem mora, é sempre outra coisa: menos cartão-postal, mais sobrevivência cotidiana. Falar do Brasil para um argentino, em terras brasileiras, é também falar de mim mesmo, desse lugar instável entre o dentro e o fora.

A noite começa a se inclinar para o fim ao mesmo tempo de maneira comum e simbólica. Apesar do medo de andar de moto, peço uma corrida por aplicativo desde a Lagoa da Conceição até minha casa, na região continental da cidade. São cerca de trinta quilômetros de vento, asfalto e pensamento. No trajeto, reflito que os forasteiros sempre se querem muito — talvez porque reconheçam no outro a mesma rachadura.

Pouco antes, em meio ao ensaio de Carnaval da escola Unidos da Ilha da Magia, encontro Faldrán. Entre risos, suor e música, ele me provoca a fazer uma brincadeira com Omar: abordá-lo em espanhol, no meio da festa, como se ele fosse um agente secreto que o estivesse investigando. Omar, argentino, cercado por tambores brasileiros, por alguns segundos não sabe se ri ou se foge. A pegadinha funciona porque todo forasteiro está sempre atento. A poucos instantes encontrei uma amiga e forasteira gaúcha radicada em Floripa com seu filho que estava de aniversário. Uma das poucas pessoas de meu curso de guia de turismo com quem ainda tenho contato... Sempre estou em meio a não nativos, pensei.

“Não pude me despedir quando me fui de Buenos Aires de ninguém, parti para Florianópolis de ônibus, via a tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Ao reencontrar agora Omar, meu amigo e colega de profissão, jornalista, fui tomado por várias reflexões. Uma delas é que eu gostava mais de ser forasteiro na Argentina do que no Brasil. Depois de cinco anos preso pela pobreza em Florianópolis, de ter me formado guia de turismo nesta cidade e, mesmo tendo outras formações acadêmicas, enviado mais de cem mil currículos nesse período… sigo apenas sendo um pobre forasteiro. Ou seria eu um forasteiro pobre?”

Este artigo não tem nenhum objeto de estudo ou objetivo didático, apenas é um devaneio meu durante uma viagem de moto entre a Lagoa da Conceição e o continente na cidade de Florianópolis. Mas loucura pouca é bobagem. Comecei a fazer uma analogia desconexa neste trajeto de moto, entre o medo deste veiculo e o devaneio, defini paralelos:

Fernando Schweitzer — A Audição
A audição é o sentido que nasce primeiro e, paradoxalmente, um dos mais frágeis. É também o único que não se pode desligar completamente. Fernando é a audição porque sua história começa pela voz — e pela perda dela. Cantar foi o primeiro território de pertencimento, e o silêncio imposto pela doença transformou o ouvir em sobrevivência. Antes de voltar a falar em cena, foi preciso escutar: o corpo, o limite, o tempo, o outro. Como a audição, Fernando capta o que não é dito, vive atento às nuances, aos deslocamentos sutis. O forasteiro que escuta é aquele que aprende a existir antes de se impor.

Jack Beraum — A Visão
Jack é a visão porque o palco é, antes de tudo, um espaço de ser visto — e de ver o outro. Ele carrega o exílio como estética, como presença visível e assumida. Nos espetáculos compartilhados, Jack ajuda a organizar o caos em imagem, a dar forma ao sentimento difuso de não pertencer. A visão é o sentido que cria horizonte, que permite imaginar futuro mesmo à distância. Jack vê longe, vê fora, e ensina que o estrangeiro também pode ocupar o centro do quadro.

Omar Millalonco — A Palavra (Paladar)
Omar é o paladar porque é o sentido do gosto construído — ninguém nasce gostando de tudo; aprende-se. Jornalista e comunicador, ele mastiga o mundo antes de engolir. O paladar exige crítica, comparação, memória. Omar transforma experiência em narrativa digerível, dá sabor ao que poderia ser apenas ruído. Como o paladar, ele distingue, provoca, incomoda e, às vezes, demora a agradar — mas quando agrada, fica.

Cristian Cotrina — O Tato
Cristian é o tato porque sua história é a do contato direto com a matéria da vida. Bicicleta, asfalto, mochila, entrega, pandemia. O tato é o sentido da sobrevivência imediata, daquilo que confirma: estou aqui, existo, sinto. Dividir casa, dividir trabalho, dividir silêncio — tudo isso é tato. Cristian representa o forasteiro que aprende o mundo pela pele, pela repetição do gesto, pelo cansaço compartilhado. O tato não idealiza: sustenta.

Faldrán — O Olfato
Faldrán é o olfato porque esse é o sentido da memória involuntária, do reconhecimento sem lógica. Galego em Santa Catarina, ele surge como um cheiro familiar em território estranho. O olfato conecta passado e presente sem pedir permissão, cria intimidade imediata. O reencontro no Carnaval, no meio da multidão, funciona como o cheiro que atravessa a festa e nos leva para casa. Faldrán lembra que o pertencimento às vezes vem sem explicação — apenas acontece. Digo isto porque parecia em meio ao povo nada mais que um brasileiro desfrutando de um ensaio de escola de samba. 

quarta-feira, janeiro 28, 2026

Protestas: PERRO ASESINADO DE FORMA CRUEL EN EL LITORAL DE Brasil

 Caso Orelha: qué se sabe sobre la muerte del perro comunitario que generó protestas en Santa Catarina - por Fernando Schweitzer

La policía investiga agresiones atribuidas a adolescentes, sospechas de coacción de testigos por parte de adultos y el intento de ahogamiento de otro animal en Florianópolis

La muerte del perro comunitario conocido como Orelha, de aproximadamente 10 años, en la Praia Brava, en Florianópolis, movilizó a vecinos, organizaciones de protección animal, figuras públicas y autoridades de Santa Catarina y de otras regiones de Brasil.

Mascota del barrio, Orelha fue encontrado días después de su desaparición con heridas graves, caído y agonizando, según relataron personas que seguían su rutina diaria. Debido a la gravedad de las lesiones, los veterinarios no tuvieron otra alternativa que practicarle la eutanasia.

La Policía Civil de Santa Catarina trabaja con la hipótesis de que el perro fue víctima de agresiones cometidas por adolescentes. La investigación también analiza la posible participación de adultos que habrían intentado interferir en el proceso, además de una denuncia por el intento de homicidio de otro perro en la misma región.

El caso es acompañado por el Ministerio Público de Santa Catarina, y el gobierno del Estado determinó prioridad absoluta en la investigación.


Quién era Orelha

Orelha era un perro comunitario muy conocido por vecinos y comerciantes de la Praia Brava, una de las zonas más valorizadas de Florianópolis.

Alimentado diariamente y cuidado de manera espontánea por la comunidad, circulaba libremente por el barrio y convivía con otros perros comunitarios, que contaban con refugios improvisados y atención constante de quienes viven o trabajan en la zona.

Con el paso de los años, Orelha se convirtió en un mascote informal del barrio. En un comunicado, la Asociación de Vecinos de Praia Brava destacó el valor simbólico del animal:

“Orelha formaba parte del día a día del barrio desde hace muchos años y era cuidado espontáneamente por la comunidad, convirtiéndose en un símbolo sencillo pero muy querido de la convivencia y del cuidado con el espacio y los animales que viven aquí”.

La muerte del perro provocó protestas en la región y una fuerte repercusión en redes sociales. La cuenta @floripa_estacomvcorelha ya reúne más de 100 mil seguidores, concentrando manifestaciones y pedidos de justicia.


La desaparición y la muerte

El caso salió a la luz el 16 de enero, cuando vecinos informaron la desaparición de Orelha. Días después, una de las personas que solía cuidarlo lo encontró en una zona de vegetación, gravemente herido y agonizando.

El animal fue llevado a una clínica veterinaria, pero, debido a la gravedad de las lesiones, los profesionales optaron por la eutanasia.

Según la Policía Civil, existen indicios de que Orelha fue golpeado violentamente, posiblemente con objetos contundentes. A partir de las denuncias de los vecinos, se inició una investigación por maltrato animal.


Quiénes son los sospechosos

La Policía Civil identificó a cuatro adolescentes como sospechosos de participar en las agresiones que resultaron en la muerte del perro.

Dos de ellos se encuentran en Florianópolis y fueron blanco de órdenes de allanamiento y secuestro de pruebas cumplidas el lunes (26). Los otros dos están en los Estados Unidos, en un viaje previamente programado, según informó la policía.

Los allanamientos se realizaron tanto en las viviendas de los adolescentes como en domicilios vinculados a sus responsables legales. La operación fue llevada a cabo por la Delegación de Protección Animal, con apoyo de la Delegación de Atención al Adolescente en Conflicto con la Ley y del Departamento de Investigación Criminal (DIC).

Por tratarse de menores de edad, el expediente tramita bajo secreto judicial, y los nombres de los investigados no fueron divulgados. Durante los procedimientos se incautaron teléfonos celulares y otros dispositivos electrónicos, que serán sometidos a peritaje para reconstruir los hechos.

La Justicia de Santa Catarina negó un pedido de la policía para levantar el secreto de los celulares de familiares y adolescentes investigados.


Sospecha de coacción a testigos

Además de la investigación por maltrato animal, surgió una nueva línea: la posible coacción durante el proceso judicial.

En entrevista con el portal g1, el director general de la Policía Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, afirmó que existen indicios de que cuatro adolescentes agredieron al perro y que tres adultos estarían involucrados en la intimidación de testigos.

Según el delegado, si se confirma la participación de adultos en estas amenazas, la policía solicitará la prisión preventiva de los involucrados.

Una de las órdenes de allanamiento tenía como objetivo encontrar una posible arma de fuego que habría sido utilizada para amenazar a un testigo. El arma no fue localizada, pero la línea de investigación continúa abierta.

El expediente también investiga si el mismo grupo intentó matar a otro perro el mismo día. De acuerdo con la policía, un perro mestizo de color caramelo habría sido llevado al mar en un intento de ahogamiento, pero logró escapar.

El animal sobrevivió y posteriormente fue adoptado por el propio Ulisses Gabriel, quien afirmó que acompaña personalmente el caso.


Actuación del Ministerio Público y del Poder Judicial

El domingo (25), el Ministerio Público de Santa Catarina informó que acompaña la investigación a través de la 10ª Fiscalía de Justicia de la Capital (Infancia y Juventud) y la 32ª Fiscalía de Justicia de la Capital (Medio Ambiente).

Ese mismo día, el gobernador Jorginho Mello (PL) se manifestó en redes sociales y afirmó que la investigación fue redistribuida luego de que la jueza inicialmente responsable se declarara impedida.

Según el gobernador, las pruebas reunidas hasta el momento son impactantes:

“Nuestra Policía Civil realizó diligencias, reunió pruebas y solicitó órdenes judiciales pocos días después del inicio de la investigación. Las pruebas que están en el proceso me revolvieron el estómago”.

quinta-feira, janeiro 20, 2022

Aluguéis altos e o cabacismo sociocultural em Provincia... Florianópolis

Na Miami brasileira, os aluguéis são para gringo ver(ou pagar), mas os salários empatam com o Reino do Gongo ou o Zimbábue. A Revolução Francesa não se deu porque todos lá ficaram esperando com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar. Inquilinos do mundo, lutai! Esse deveria ser o título deste artigo. Eu me arrependo de ter voltado a Provincianópolis. Cidade maldita, esta de gente conformada e com vocação subalterna e conformista. Os salários oferecidos não alcançam um aluguel + transporte sequer e quem dirá tudo isto, mais comida. Ler este tipo de comentário é que faz-se entender o porque de tudo ser tão caro por aqui. Afinal de contas estatisticamente Florianópolis é a 3ª capital mais cara quanto a custo de vida e não é a 3ª em média salarial. 

Possuir um PIB tão alto não quer dizer que todos os florianopolitanos e seus novos vizinhos tenham um mega salário e sim retrata uma imensa concentração de riqueza. Florianópolis é o paraíso dos exploradores e o calvário para os que não são detentores dos meios de produção. 

O município é composto pela ilha principal, a ilha de Santa Catarina, a parte continental e algumas pequenas ilhas circundantes. A cidade tem uma população de 516 524 habitantes, de acordo com estimativas para 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo município mais populoso do estado (após Joinville) e o 48º do Brasil. A região metropolitana tem uma população estimada de 1 209 818 habitantes, a 21ª maior do país. A cidade é conhecida por ter uma elevada qualidade de vida, sendo a capital brasileira com maior pontuação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), calculado pelo PNUD, das Nações Unidas.

Então depois de ler tais dados oficiais você já encontra uma pista fácil do porque tão elevados índices da capital. Um conurbano repleto de pobreza e miséria. Ao redor deste núcleo, 13 municípios constituem a área de expansão, totalizando 22 municípios na Região Metropolitana e eis que aí reside o grande tema ocasionante da grande disparidade social da capital catarinense.

Se por um lado você encontra imóveis vazios e de aluguel caríssimo, fruto de fatores como: a especulação imobiliário e o rentismo de uma elite que transpassa aos nativos, pois grande parte dos imóveis na ilha(zona de custo mais elevado) são de propriedade de investidores, ou pessoas que vivem de aluguel e jamais trabalharam na vida, somam-se pessoas que preferem alugar sua propriedade por 1 ou 2 meses a diárias altíssimas em temporada, e fechar os mesmos pelo resto do ano.

O drama da moradia e custo de vida na capital catarinense é inegável. Empresas de grande porte e mal caráter mantém operações com funções e trabalhos similares em que pagam um menor salário em Florianópolis que em São Paulo. Isso explica o boom do telemarketing e também de outras áreas que vem na falta de fortes sindicatos na região e uma sociocultura de submissão ao neoliberalismo pelos mares do sul uma bela e santa oportunidade de aumentar seu lucro, baixando custo em sua folha de pagamento.

A lei de oferta e procura não serve para os trabalhadores, somente para os que detém os meios de produção. Esse é um argumento muito superficial para justificar a mega inflação dos aluguéis em Florianópolis e região.

Segundo a lei de inquilinato brasileira(LEI No 8.245, DE 18  DE OUTUBRO DE 1991) esta que em sua totalidade é pró-locador não existe nenhum amparo legal contra a cartelização dos aluguéis no país. Estaria um bom tema para um próximo artigo. Embora, e não obstante, meu foco aqui é no poder invisível da revolta contra um ato cruel e imoral, apesar de não ser ainda ilegal, este por parte de proprietários vagabundos que vivem de sugar o trabalho alheio.

Trabalho numa empresa sem participação de lucro com um salário ínfimo se comparado apenas ao que eu gero de lucro, graças a que o piso salarial de jornalista em Santa Catarina é inferior ao da mesma profissão em comparação a muitos estados brasileiros. Somo a isto minha falta de QI nos meios catarinenses e minha ausência de 2 anos para cursar um mestrado no exterior. Vamos ter um pouco mais de honestidade intelectual. Esse tipo de comentário não ajuda em nada as classes oprimidas por esse sistema. Florianópolis em que difere de outras cidades do país quanto a exclusão social e cabacismo congênito de seus sobreviventes? Afe triplo!!!

Gilberto Freyre, num pensador maior das questões sociológicas do nosso Brasil lá num certo poema que fecha esse momento, e que aponta para um desalento menos angustiante em nossas vidas que buscar um aluguel com preço justo por estas bandas... Recomendo depois de ler esse artigo, ler: “Dadade."

terça-feira, junho 05, 2018

O Dia C: Hoje me assumo Capitalista!

Realmente, durante minha já larga trajetória no jornalismo crítico me dei ao luxo de escrever artigos infindos a cada semana sem ganhar um peso. Palestrei para muitos sem receber um vintém. Repercuti, fui reproduzido e copiado por vários sem jamais protestar ou processar ninguém. Sempre acreditei que a mensagem, o argumento defendido, as ideias fossem o cerne primordial do ato jornalistico. Este blog mesmo é comprovante e arquivo pessoal de tudo que já produzi desde 2007 quando me atrevi a ingressar nesta rota de colisão, a carreira jornalística.

Se um se der ao trabalho de analisar a periodicidade de publicações minha aqui neste veículo, notará que brochei e minha volúpia se esvaio com o passar do tempo, quanto ao jornalismo.

Domingo via uma mulher no programa do tio Sílvio a discursar que ela sempre daria prioridade a fazer o que ela gosta e tal, entretanto ao ser inquirida se na profissão de seus sonhos lhe oferecessem R$ 1.000,00 mensais e se para ser recepcionista lhe oferecessem R$ 5.000,00, qual seria sua escolha... A idealista não titubeou e disse: "Partiu pra recepção!". Esta por alguns segundos foi como eu fora por anos.

Em algum momento do passado eu abandonei uma montagem de teatro infantil da qual faria um vilão em um musical, aonde fui selecionado, para seguir focado em uma montagem própria que nunca conseguiu público relevante em Florianópolis e após o feito o outro ator abandonou a montagem e minha companhia teatral pouco depois. O espetáculo teve uma experiência dois anos após em São Paulo com outro ator e um certo público, mas ainda assim o lucro líquido não atingira a um mísero salário mínimo.

Até então poucas vezes trabalhei vinculado a empresas, mas quando o fiz tive largo período com os mesmos. A coerência sempre foi o bastião deste profissional da comunicação que aqui vos fala. nunca pensei que este seria o meu algoz. 

Por nunca ter sido raso, ou mesmo superficial, jamais fui convocado para grandes veículos. No submundo dos meios de comunicação tentei sobreviver, mas quando sequer os pouquíssimos que reconhecem algo de apreciável em meus artigos e em tudo que eu produzira fui sublevado a uma reflexão. Seguir pobre, sincero e sem fama não paga os boletos, não gera renda, nem tampouco me permitem comprar o mínimo que a crise e a carestia me fazem ter plena certeza de que jamais possuirei.

Resultado de imaxes para nando schweitzerÉ lindo ter a consciência tranquila ao recostar-se no travesseiro? É!!! Obviamente, isto não gera o menor exitamento. Doravante, tampouco me permitem ter um carro zero e preferencialmente elétrico para não depender de combustíveis fósseis, e não ser refém de paralisações de caminhoneiros...

Quando dou aulas particulares sequer posso pedir aos alunos que me depositem o valor em conta, pois pagar tantos e quantos mangos de taxa de manutenção está inexoravelmente fora de prisma. Sempre alguém profere cousas como: "Porque não faz no cartão?". Momentos em que minha outra profissão, a de comediante se vê ameaçada por algum ser sem registro profissional de ator como eu.

Divertido também é uma empreiteira que tem me ligado constantemente a 3 meses para me vender um apartamento ao lado de um mega empreendimento empresarial de luxo. No mundo platônico seria lindo ter um apartamento magnífico e ir trabalhar no esplendoroso complexo empresarial que até hoje só vi por propaganda na tevê, a mesma da qual fiz o teste para ganhar um cachê abaixo da tabela do sindicato e não fui aprovado por estar acima do peso devido a falta de academia por estar sem dinheiro. Falta que também me impede de fazer uma cirurgia estética. Tive de recusar a proposta, e o insistente consultor ao que me pergunta por três vezes qual a razão, lhe contestei: "Não tenho dinheiro nem para uma passagem de ônibus, quem dirá para comprar um imóvel!" e o tal ainda me pergunta se não teria alguém para indicar, então lhe disse que "meus conhecidos ou são mentirosos ou são mais pobres que eu, pois vivem a me pedir dinheiro mesmo sabendo que estou nesta vida mijado por cães!".

Certo dia gravei um vídeo "inocente" para o quadro da Rede Globo, "O Brasil que eu quero", e ainda não o vi vinculado nem rede estadual, nem local, muito menos em cadeia nacional. Isto que a postagem do mesmo no Facebook possua mais de 11 mil visualizações. Ainda que tendo seguido todos os requisitos solicitados na página do projeto da emissora carioca a mensagem desde jornalista não coube, ou não passou pelo filtro de meus colegas de profissão que se encontram do ouutro lado desta trama de relações de poder da mídia brasileira. Será pelo conteúdo?


Mas jamais desistamos, não é este o lema nacional, mesmo passando fome e sem nenhuma perspectiva de futuro siga. Já me disseram que o ideal seria se tornar algo digamos "mais como todo mundo" para assim poder infiltrar-se no meio. Eis que aí surge um grande dilema. Por um lado te pedem um diferencial para que sejas valorizado, de outro afirmam que se faz necessário se tornar apaticamente mais um na multidão para assim não causar rejeição.

Isto me calha similar ao candidato presidencial que hoje faz um discurso um tanto mais ameno e complacente para não gerar rechaço. Alias, palavra esta que quando usei anos atrás fui repelido e apontado como inventivo e de não respeitar a língua mátria esta que pouquíssimos nos meios utilizam com coesão e hoje virou modinha na discursividade e linguagem jornalística.

Tudo me gera curiosidade. Incluso a área do jornalismo e das Relações Públicas, a Assessoria de Imprensa e Comunicação. Tanto que fiz um teste empírico. Criei uma Fã Page para um jornalista do G1 similar a minha e... Esta em um mês atingiu 6 vezes o número de fãs da minha, incluso o próprio homenageado curtiu a página. O que prova então que sim sei fazer assessoria de comunicação, a questão é para quem e com que status perante a plebe.

Fato também inusitado é, pensar que uma receita de como fazer ovo cozido seja uma das mais visitadas da história deste blog. Não quero copiar a teoria da relatividade, mas posso afirmar que tudo na vida é relativisável. Não estou mais desejoso de uma fama infindável, de um reconhecimento academicista, muito menos de um relevante posto no país do carnaval, do turismo sexual e da cerveja. Longe de mim ter essa ternurosa esperança, não sou mais tão crédulo. No momento apenas sou desejoso de uma fonte de recursos que me retire dos porões desta pirâmide social capitalista e neoliberal. Sequer precisa ser em quaisquer uma das minhas três áreas de formação ou afins. Hoje é o meu dia C; Hoje me assumo Capitalista!

segunda-feira, maio 14, 2018

Texto comemora 21 anos no Teatro da UBRO

Tudo começa nesta inusitada trama com a desconfiança a respeito de uma traição é o ponto de partida de Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo que faz apresentação no próximo final de semana na capital catarinense. Escrita e dirigida por Nando Schweitzer, a peça trata da dona de casa portuguesa Maria de Fátima (Ju Linhares), que desconfia que o marido (Alex Rebello) a esteja traindo. Após o termino de temporada der seu outro espetáculo, O Cortejo, no dia 06 de Maio na cidade de Imbituba, no Teatro Usina A Tribo da Arte retoma suas atividades com a comédia à moda lusitana. As apresentações ocorrerão sempre as 20:15h no Teatro da UBRO.

Daniela Souza e Camila Andrade
Na primeira versão de Bacalhau Regado ao Vinho
Um texto que quando escrito em 1997 foi rechaçado pela então diretora do grupo teatral que Nando Schweitzer integrava à época. Assim começa a história deste espetáculo que completa já seus 21 anos. A peça Bacalhau Regado ao Vinho no transpassar dos anos teve 3 montagens, sendo a mais longeva a temporada 2004-2006. A trama parece ser inoxidável, e tem na atual montagem utilizado o mesmo texto sem qualquer tipo de alteração ou adaptação.
A protagonista De Fátrima de Bacalhau Regado ao Vinho ainda não sabe é que o caso extraconjugal é justamente com sua melhor amiga e vizinha (Ca Schimdt). A mãe também desconhece que seu filho Vasco (Nando Schweitzer) está apaixonado pelo filho da mesma Lucinda. Hipocrisia, ética e sexualidade são temas abordados na comédia que se passa numa tarde de Lisboa, capital portuguesa, da Cia. Teatral A Tribo da Arte.

Em sua vigésima nona direção (e também seu décimo texto encenado), Schweitzer mistura tendências da commedia dell'arte e da comédia de costumes. O espetáculo já fez apresentações em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinvile e Buenos Aires.

Bacalhau Regado ao Vinho será apresentada no Teatro da UBRO as 20h15 nos dia 18, 19 e 20 de Maio) e em sua propaganda anuncia ser uma comédia com um mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta.

Em tempo, nas apresentações haverá o sorteio de brindes e o regresso ao elenco de Alex Rebello que integrou duas versões do espetáculo, em 2004 e 2013. Também o ator e diretor Nando Schweitzer regressará ao elenco interpretando a mesma personagem que fez em 2006 na peça, o problemático Vasco.

terça-feira, março 27, 2018

Sucesso internacional do Humor Grotesco estreia em Florianópolis

A comédia de humor grotesco, O Cortejo, iniciará temporada no próximo dia 07 de Abril em Florianópolis e seguirá aos sábados de Abril, as 20h30, com a Cia. A Tribo da Arte no Teatro Bacchus Cavea, que faz parte do complexo cultural Nau Catarineta no bucólico bairro de Santo Antonio de Lisboa.

O Cortejo, no original, "ESPERANDO LA CARROZA" (Esperando o carro fúnebre) é um filme cômico cult argentino que estreou em 06 de maio de 1985, baseada na peça de gênero criollo grotesco (costumes) ou comédia de humor negro. Inspirado no jogo homônimo do uruguaio Jacobo Langsner que estreou pela Comédia Nacional do Uruguai em 1962 e foi dirigido por seu colega uruguaio Sergio Otermin. O espetáculo é a adaptação firmada pelo diretor e autor teatral galego, Nando Schweitzer de ESPERANDO LA CARROZA(1962). Usado o texto original uruguaio de Jacobo Langsner, mesclado a versão cinematográfica argentina(1985) e ambientada no bairro paulista do Bixiga, retrata uma típica família italiana e conflitos universais.

O Cortejo teve sua estreia em novembro(2016) fazendo longa temporada todos os sábados no Centro Cultural Matrika, no momento em reformas para readequação e agora regressará em apresentações pontuais por vários municípios do estado. No Brasil o gênero de humor grotesco praticamente inexiste. Somado a este fator, o ineditismo do autor Jacobo Langsner foram a grande prerrogativa da decisão da Companhia A Tribo da Arte em traduzir, adaptar e produzir o seu maior sucesso em nível internacional. O romeno, radicado no Uruguai, e ainda vivo recebe de nossa parte o empenho de honrar sua trajetória de prêmios em ambos lados do Atlântico.

São o tripé de nossa montagem a pesquisa linguística do sotaque típico do bairro do Bixiga, na capital paulista que abriga a maior colônia de italianos e ascendentes do planeta praticando a uniformização da linguagem e sonoridade; a crítica sociocultural abordada no texto quanto ao descarte dos idosos em uma sociedade brasileira que em sua média envelhece a passos largos; e a desconstrução do discurso de que o único teatro possível é o subsidiado, superfaturado e insípido teatro com atores globais e grandes patrocínios como forma de entretenimento e instrumento artístico, ou de reflexão.

A octogenária Mama Cora (Nando Schweitzer), tem quatro filhos: Antonio (Kleber Soares), Sérgio (Maykon Ramos), Emilia (Jouber Albuquerque) e Giorgio (Wagner Cabral). Cora vive com este último, que passa por uma situação econômica angustiante, estresse financeiro e falta de espaço. Conflitos de gerações constantes somados ao péssimo humor de sua nora, Susana(Caren Odebrecht), disparam a trama de O Cortejo. Susana após ter uma maionese transformada acidentalmente em flã por Mama Cora vai desesperadamente a casa de seu cuinhado Sergio, implorar para que a idosa vá viver com ele por um tempo. Ela que estava a preparar maionese, e foi ao encontro de sua filha, deixando-a a merce de Mama Cora. Chegando furiosa a casa de Sérgio, que espera a ala rica da família para o almoço de domingo preparado por sua esposa, a Elvira(Aline Caminha) e sua filha Matilde(Yasmin Krug). Em meio a discussão de onde irão descartar a ancião e matriarca chegam os novos-ricos Antonio e Nora(Ju Linhares), sua esposa, que têm promovido o almoço econômica e socialmente em circunstâncias pouco claras.

O destino de Mama Cora enquanto o almoço não se inicia é desconhecido. Ao passo que ninguém quer assumir a responsabilidade para com a idosa, e cada um tentará impor a sua opinião, a ancião desaparece. Ao buscar sem encontrá-la os filhos fazem uma denúncia do desaparecimento a polícia e logo chega a notícia de que foi encontrado o cadáver desfigurado de uma velha debaixo de um trem. Os filhos fazem o reconhecimento do corpo se inicia o funeral aonde se revelarão muitos fatos obscuros desta peculiar família de ascendentes italianos do Bairro do Bixiga, pois algo há de se fazer enquanto todos estão Esperando o Cortejo.

Sábados de Abril, as 20:30
Ingresso - 30,00; estudantes e moradores do Santo Antonio de Lisboa 15,00
Nau Catarineta
Rua Cônego Serpa, n. 30, Santo Antônio de Lisboa
https://www.facebook.com/EspetaculoOCortejo
Ingressos: retirada uma hora antes do espetáculo
* Reservas pelo telefone 48 99697 8890
Meia entrada é aplicada a moradores de Santo Antônio de Lisboa, classe artística, estudantes, professores, maiores de 60 anos e portadores de necessidades especiais.

Elenco 2018

Giorgio – WAGNER CABRAL 
Susana - CAREN ODEBRECHT
Mama Cora – NANDO SCHWEITZER
Sergio – MAYKON RAMOS
Elvira – ALINE CAMINHA
Matilde - YASMIN KRUG
Nora – JU LINHARES
Antonio – KLEBER SOARES
Emilia - JOUBER ALBUQUERQUE

ADAPTADO E DIRIGIDO POR NANDO SCHWEITZER

Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/427045404379161/

Visto a falta de elenco para projetos ousados e sem patrocínio na cidade de Florianópolis o diretor galego residente na capital catarinense buscou uma solução inusitada para sua nova peça Somente Tu e Eu, que fará temporada paralela a "O Cortejo", e terão temporada tripla em várias cidades com a remontagem de Bacalhau Regado ao Vinho que completou 20 anos em 2018 regressará, além da inédita adaptação de Eles Não Usam Black Tie, inspirada na obra de Gianfrancesco Guarnieri.


terça-feira, janeiro 16, 2018

O que se fazer no Fim do Mundo?

Olho o sol abrasador rachando e penso: Quando teremos ar condicionado pela cidade? Mas como sempre nós humanóides pensamos apenas na superfície. A margem não interessa. Em seu livro, Michael Foucalt, retratou as relações de poder na sociedade moderna. Neste ela afirma que um ser para sentir-se superior necessariamente fara dos outros sua margem, e a partir desta construção de relação de poder passará a ser cetro. Afirmativamente concordarei hoje com Dean Radin ao profetizar que “A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.”
Nesta livre interpretação dos ensinamentos foucaultianos podemos espelhar nossa crise do momento. Rio do Brás? Nãaaaaaaaaaaaooooooooo… Ave de Rapina? Nãaaaaaaaaaaaaaooooooooo… Aumento das passagens? Nãaaaaaaaaaaaooooooooooo…
O grande drama da nossa sociedade é o capitalismo. O resto são apenas resultante deles. Zygmunt Bauman já nos tem alertado a décadas disto. Também sou considerado um pessimista, tenho a anos diagnosticado a realidade sem pudores ou filtros. Isto me tem rendido inimizades, exclusão de ex-amigos das redes sociais e muitos conflitos familiares.
Bauman em seus últimos livros é sumamente crítico também, como no livro “A riqueza de poucos beneficia todos nós?”, pergunta simples de resposta simples e clara mas que todavia muitos não se permitem. Ou pior, irão estes desargumentados e desorientados gritar: Comunistaaaaaaaaaaaaaaaa!
Bem não irei mais alongar palavras, não, não mais. Farei reiki e yoga. Aaaaaaaaaaummmmm…
Ironias a parte, tudo isto me faz pensar o qual motivo de um rapaz de 16 anos estar com a família em um shopping de shortinho apertado e camisa rosa choque. Inspirador! Porque? Ora, a promessa de que a riqueza acumulada pelos que estão no topo chegaria aos que se encontram mais abaixo é uma grande mentira. Tal qual a mentira social de que o país hoje é democrático, aberto e sem preconceitos. Ou vai dizer que o pobre rapaz não chamava atenção ao caminhar?
Sim, sim, sim. tanto chamava que a família fingia que não era com ele mas ao que ele se afastava eles mesmos repetiam o olhar alheio.
Não, não, não. Não irei assistir Snoop e Charlie Brawn. Nem para homenagear Benito de Paula. Canso-me de ser o repeteco da mesmice. Irei ver Até que a Sorte no Separe 3, talvez. Nem por isso. Mas sim por aquilo. Ou não.
Segundo pesquisadores britânicos através da escala Kinsey e ao entrevistarem 1600 pessoas sobre como elas se viam sexualmente, deu-se a maior descoberta sociológica contemporânea, o fato das pessoas estarem com a mente cada vez mais aberta, não só no Reino Unido, onde o estudo foi feito mas como no estudo comparativo que o inspirou. O instituto americano Pew Research Center, também contam com estudos com resultados parecidos: enquanto apenas 55% da população americana em geral apoia o casamento gay, 70% dos jovens da geração Y (jovens nascidos nas décadas de 80 e 90) são à favor.
Um estudo da University of Chicago, de 1973, apontou que 70% das pessoas considerava os relacionamentos homossexuais como “sempre errados”. O fato de agora, o mesmo número ser o de pessoas da nova geração, que apoiam o casamento gay, indica uma mudança radical. O mundo está mudando! Ao menos por lá. No estudo britânico 43% dos jovens afirmaram que poderiam fazer sexo com pessoas de mesmo sexo.
Será por isto que lá usar rosa não é um tabu? Será que aqui se usa rosa porque somos aculturados? Compramos a moda de lá, mas não compramos a evolução sociológica. Pena. Preferia o contrário.
“Há 40 anos, achamos que a liberdade tinha triunfado e que estávamos em meio a uma orgia consumista. Tudo parecia possível mediante a concessão de crédito: se você quer uma casa, um carro… pode pagar depois. Foi um despertar muito amargo o de 2008, quando o crédito fácil acabou. A catástrofe que veio, o colapso social, foi para a classe média, que foi arrastada rapidamente ao que chamamos de precariat (termo que substitui, ao mesmo tempo, proletariado e classe média). Essa é a categoria dos que vivem em uma precariedade contínua: não saber se suas empresas vão se fundir ou comprar outras, ou se vão ficar desempregados, não saber se o que custou tanto esforço lhes pertence… O conflito, o antagonismo, já não é entre classes, mas de cada pessoa com a sociedade. Não é só uma falta de segurança, também é uma falta de liberdade.” – Zygmunt Bauman.
E o que fazer com essa tal liberdade? Não. Não é para cantar a música brega. A pergunta é séria. Você se acha livre? Não basta. Seja! Faça! Perca a linha. Passe dos limites. Invada e experimente-se no desconhecido e no proibido. Seja! E se a mente que se abre para o novo não volta para o tamanho original… Abramos nossas mentes!

sexta-feira, janeiro 12, 2018

A cidade falida… Difícil até para fugir!

Floripa
Mesmo em meio a interdição de rodovias, pontes e etc, todos os nativos xenófobos estão a postar comentários sobre/contra os turistas em Florianópolis, e eis que o sono vêm. Eu mero mortal, juntei moedas o ano todo para fugir, das frases típicas, como “Eu moro aonde vocês passam férias”, ou “fora haule”, pois se a cada frase fascista nos fóruns de jornais catarinenses me dessem uma moeda estaria mais rico que o Pelé. Sim meu caros, amargarei um natal paupérrimo em prol de uma virada do ano em Lima, para tirar o ranço e a zica de Florianópolis do meu corpo.

Pensar em uma cidade sem industrias, que destrata o turista é para mim alarmante. Um verdadeiro sinal de mentalidade provinciana. A única indústria que no mundo pode crescer e não poluir, e sim preservar, é o turismo ecológico e cultural.

Um ser humano normal obviamente não quer sua cidade suja, cheia de filas, hiperinflacionada… Toda esta ladainha que não é a da igreja, se poderia evitar, não eliminando os turistas da cidade, mas criando uma estrutura deliberante e capaz de atender o público.

Florianópolis com uma população de cerca de 500 mil habitantes hoje, fixos, pula no verão para 2,3 milhões. Matemáticas a parte, é claro e evidente que uma cidade que porcamente atende a seus residentes se torna impraticável no verão com um acréscimo de pessoas tal.

Mas se tivemos um ano de merda em vários âmbitos, ganhar o que não se ganhou no decorrer do ano em 2 meses de temporada lhes parece justo?

A capital catarinense vive em base do funcionalismo público e de serviços para tais e demais habitantes. E já não seria hora de qualificar este serviço e amplia-lo? Assim se poderiam massificar e multiplicar os ganhos da cidade. Por qual razão cidades de concreto como Nova York, São Paulo e Buenos Aires capitalizam cada uma sozinha mais visitantes/ano que Florianópolis?

De absurdo em absurdo perdemos o filão do momento. Enquanto Paris mesmo sobre ameaça de novos atentados segue líder mundial como destino turístico, nós a naufragar num pedacinho de terra perdido no mar. São os transportes públicos lentos, quentes, mal distribuídos, sem ar condicionado… o problema? Este mesmo que outrora, cito o ano de 2004, tiveram reajuste de R$ 1,60, para mais de 2 reais com a justificativa de que se implementariam em 100% das linhas ar condicionado.

Será a baixa demanda de táxis, estes que por costume imbecil ficam parados em pontos “estratégicos” e te fazem esperar minutos infindos ao serem acionados via rádio-táxi, ou algum aplicativo, nosso problema? Via aplicativos de veras tardam menos, mas nem todos usam estas ferramentas.

Os preços superfaturados brindados nas praias nuas da ilha da magia, seria o problema este? Neste instante não. Sim, são vergonhosos. Não casualmente ao lado do título da melhor qualidade de vida do país, dentre as capitais está grudadinho o de 2º maior custo de vida. Porque? É o preço que se paga por viver numa ilha, ideologicamente falando.

Estamos de costas para a modernidade, de costas e de bunda para a cultura, para o turismo de negócios. A gastronomia rica historicamente é mal divulgada, e quando tentamos usufrui-la se pagam “bagatelas”. Ao levar pessoas para um tradicional recinto ilhéu, pagamos 257 reais e saímos com fome. A demora fora outro fator imensurável e angustiante. E ao retornar ainda não pudemos fugir do eterno congestionamento do sul da ilha, pois o acesso via Tapera, o mais curto, é restrito.

Como é difícil enumerar problemas existentes em Florianópolis sem soar repetitivo. Mas parece que aqui quando se observa e comenta-se uma realidade temos 2 absurdos resultados. O primeiro é fingir que tudo está bem, e o segundo ouvir o clássico jargão local “volta pra tua terra!”. E eis que a pessoa agredida deveria revidar com um sonoro: Estou a tentar, mas o engarrafamento não deixa.

E aquela tradição de fechar restaurantes para almoço? Sim, já tive… esta linda experiência. Ou que sábado a tarde tudo fecha… Ou ir ao centro da megalópole e zaz… Tudo fechado. Corre-se ao shopping e por fim se encontra uma casa de câmbio aberta. Oras como viajar com moeda nativa? Consegui empurrar uma porta quase trancada e ser o último cliente as 15:00h, embora no principal jornal da TV local tenham afirmado que shoppings estariam abertos até 17h… Depois de encontrar metade das lojas fechadas de um outro centro comercial(sinônimo para shopping).

Vamos que vamos! Nos entupamos de comida e esqueçamos os problemas… E quando alguém nas mil filas que enfrentaremos no dia a dia reclamar e não tiver sotaque nativo lancemos o jargão clássico mané e pronto.

Nando Schweitzer é Jornalista, Diretor Teatral e Cantor. E gosta muito de comer…

segunda-feira, outubro 23, 2017

Comemoração: 20 anos após criação comédia retorna aos palcos catarinenses

O grande êxito da companhia A Tribo da Arte, e que garante minimamente 57 gargalhadas ou seu ingresso de volta se apresentará no próximo final de semana em Florianópolis. Em um espectáculo ágil e leve de classificação etária 10 anos, os artistas outra vez buscam cumprir seu objetivo nestes mais de 15 anos com o teatro autoral, inédito, com originalidade e qualidade. Em sua história de mais de 20 espetáculos a agrupação já se apresentou em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinville e Buenos Aires. A desconfiança de uma traição é o estopim que se incendeia na comédia de costumes Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo teatral escrito e dirigido por Nando Schweitzer. Concebida em 1997 e ao comemorar 20 anos agora – havendo sido montada pela primeira vez em temporada que atravessou os anos de 2005 e 06, remontada em 2013 – Bacalhau retornou aos palcos com novo elenco no dia 21 de setembro, Teatro Álvaro de Carvalho em Florianópolis e entra definitivamente em cartaz na Sala de Teatro Teresita Gil Petta, dentro da Escola de Atores Aktoro no mês de Outubro.
Luca Gislon(Vasco), Yann Rocha(Nicolau), Marilú(Yasmin Krug)
Na trama Maria de Fátima, interpretada nesta temporada pela jornalista e atriz Ju Linhares, uma dona de casa portuguesa que começa a desconfiar que seu marido (Virgilio Martins) possa ter um caso extraconjugal com uma misteriosa mulher e em meio a esta tormenta começa a descobrir sobre a sexualidade de seu filho mais novo. O que ela ainda não descobriu é que essa mulher (Ca Schmidt) está muito próxima de sua família e é sua melhor amiga e vizinha, e que seu filho Vasco(Luca Gislon) está loucamente apaixonado pelo filho de sua vizinha Lucinda, e para agravar a trama Marilú(Yasmin Krug) também está apaixonado de Nicolau(Yann Rocha). Com um mínimo de 57 Gargalhadas Garantidas ou seu ingresso de volta, Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 entrou em cartaz dia 21/09 no TAC e regressa em temporada na sala de teatro Teresita Gil Petta. Com 7 personagens ao todo a peça trata de temas ecléticos além da trama central, tais como: o amor na adolescencia, a hipocrisia na sociedade moderna, sexualidade e a ética. Se desenlaçam no decorrer do espetáculo um interessante triângulo amoroso juvenil entre os filhos dos protagonistas que serve de recheio e causa muita graça no público.

Sobre a peça Bacalhau Regado ao Vinho(72 min): Lisboa ao amanhecer. Maria de Fátima é uma mera dona de casa portuguesa que, ao descobrir as escapadas de seu marido Augusto Manoel, nota que a tradicional família portuguesa tem “novos membros”. Recheada de situações inesperadas, a trama, que inicia em um simples café da manhã, comum, com irmãos brigando, pais gritando, etc., toma corpo com as boníssimas interpretações. Uma portuguesa histérica casada com um cínico falso-moralista, que tem dois filhos, um menino pentelho de carteirinha e uma pseudo-intelecto-revoltada, tendo como vizinha e melhor amiga a também amante de seu esposo, que é casada com um legítimo português e tem um filho um pouco desorientado psicologicamente. Mistura explosivamente cômica. Uma comédia portuguesa com certeza!!! Ambientada e falada em Português de Portugal, além de inovar como proposta cênica, leva ao público o gostinho de estar na terrinha de nossos patrícios.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte traz à cena este que é o décimo texto de Nando Schweitzer e também décima direção. Mostrando maturidade em seu trabalho e o compromisso de arte autoral. Bacalhau mistura tendências da comédia del´arte, em Mollier, e comédia de costumes. Priorizando o espetáculo no Actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década. No elenco são 7 actores, que representam 2 típicas famílias lusitanas. Uma conservadora e outra um tanto mais moderna. 

O quê: Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 [72min] 
Quando: 27 e 29 de Outubro 2017 
Onde: Sala de Teatro Teresita Gil Petta 
Horário: 19h30 e 21h (Sexta-feira) 19:00 e 21:00h (Domingo) 
Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) R$ 20,00 (promocional/antecipado) 
Classificação Indicativa: 10 anos 
Ingressos Antecipados: Bilheteria da Aktoro - Secretaria aberta das 14h as 19h 
Endereço: Rua João Pinto, 211 - Centro Florianópolis 88010-420 Brasil - (48) 3333 2434 
Produção: A TRIBO DA ARTE 
https://www.facebook.com/ATriboProduz/ 

Elenco: Ju Linhares, Virgilio Martins, Luca Gislon, Yasmin Krug, Donatan Alves, Camila Sdmith, Yann Rocha
ROTEIRO e DIRECÇÃO: NANDO SCHWEITZER
TÉCNICA: BRYAN LACERDA 

Além de Bacalhau, Nando trabalha em outras duas peças teatrais – a remontagem da comédia romântica Juan & Marco e que estreará em Outubro em Buenos Aires, a adaptação do texto original chileno, Cepillo de Dientes(Escova de Dentes), de Jorge Díaz e a remontagem de Somente Tu e Eu que estará sendo produzida simultaneamente com dois elencos, um no Brasil e outro na Argentina. A comédia que sempre ultrapassou as 47 gargalhadas prometidas, mostrará em sua Avant-Première no dia 21 de Setembro no TAC mais, pois pretende nesta versão ampliar a meta para o mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou o ingresso devoluto em sua comemoração de 20 anos.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte retoma suas actividades sob a direcção de Fernando Schweitzer. Seu último trabalho como actor na TV fora como Alexandre Nardoni em Instinto Assassino do DISCOVERY CHANNEL. O mesmo também firma o texto, neste que é seu 123º espectáculo como ator e 25º como director. Bacalhau Regado ao Vinho mistura tendências da comédia del´arte, Mollier, Bertold Bretch. Priorizando o espetáculo no actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década.

O último trabalho de Nando Schweitzer no teatro foi o espectáculo Somente Tu e Eu, estreado em São Paulo, e que agora tem versão em montagem na Argentina, após tradução e adaptação do próprio realizando a direção do elenco via Skype. Na capital Argentina o diretor já estreou na histórica Calle Corrientes, principal point do teatro portenho. Lá também a peça censurada em 2007 em Florianópolis está em produção dirigida por Hernán Cuevas, Juan & Marco tem estreia prevista para Outubro. Além de actuar ele também assinou os roteiros, producção e direcção. Desde a estréia em 02 de Fevereiro de 2012, até sua última apresentação foram criados mais de 30 personagens LGBTs, em monólogos que eram rotativos a cada mês em cartaz. Os mais polêmicos foram um padre pedófilo; Edu, um menino de 12 anos que pedia ajuda ao público para encontrar uma maneira de contar sobre sua sexualidade aos país.

Agora o director regressa a produzir no Brasil, quando se completam 9 anos auto-exílio e de seu último espectáculo no Brasil e de participar da versão argentina de Quem quer Casar com Meu Filho, que no Brasil será veiculado pela Band. Após a polémica e censurada Juan & Marco, em 2007, o director volta com uma proposta ousada, não somente por acercar novamente da temática gay dentro de uma conservadora família lusitana. Mesmo não sendo o foco principal da obra escrita em 1997, pelo autor e director, o seu novo projecto pisa sem medo no ámbito LGBT, sendo o filho da protagonista um homossexual que namora seu melhor amigo de infância e vizinho. Bacalhau Regado ao Vinho - Volume 2.0 é um espetáculo com o "Mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta", como diz sua chamada publicitária. Resolveu-se então remontar esse clássico do teatro moderno brasileiro que abarca o sotaque português como construcção dialéctica.

quarta-feira, junho 21, 2017

ARGENTINOFOBIA: "Lado sul de Florianópolis tem pouco argentino e natureza preservada"?


Tipo... Aqui no sul da ilha de Santa Catarina há ainda menos infra-estrutura que no restante da capital catarinense, em uma cidade em que nada funciona como Florianópolis, não existe transporte 24h, a mentalidade é atrasada, a população é racista para com brasileiros das regiões norte e nordeste e obviamente com argentinos e demais latinos que venham a visitar(pior se vierem para viver), não se sabe receber os turista, há falta de opções culturais, é latente ainda que o sul da ilha consegue ser pior do que a média bosta do resto da cidade que é um vilarejo do século 2 antes de Buda. Neste rumo deveria estar a matéria do maior jornal do país sobre o sul da cidade praieira e "turística", Florianópolis.

Mas o jornalismo marrom tupiniquins conseguiu uma proeza. Não foi muito jornalístico e ainda cometeu uma manchete argentinofóbica.  "Lado sul de Florianópolis tem pouco argentino e natureza preservada"? Sim, este foi o encabeçado da matéria publicada via facebook pela página oficial da Folha de São Paulo. Ao entrar no hiperlink o título já ´outro e a matéria tem outro titular, desta vez mais politicamente correto "Lado sul de Florianópolis tem natureza preservada e menos agito que o norte".

Entretanto a publicação tese um elogio um tanto equivocado, vide as muitas matérias recentes qu divulgaram ligações fluviais e de esgoto sem tratamento que se jogavam no mar sem tratamento na região da praia do Campeche, no sul da ilha de Santa Catarina.

Outro equívoco é o parágrafo que mais parece matéria comprada ou encomendada pela Santur(Empresa estatal responsável por promover Santa Catarina turisticamente). "Ah, Floripa... Dois mundos num mesmo pedaço. De um lado, um roteiro badalado, com ares de St. Tropez –ou seria Bevery Hills? Do outro, resquícios do legado da colonização açoriana, praias selvagens, gente simples e recantos em terra e beira-mar." 

Não sei se na França ou nos EUA a falta de infra-estrutura e transporte é habitual ou passível de comparação. Mas bastava o jornalista usar um buscador e se informar. Gafe após gafe a matéria se finaliza com os preços, estes sim parecidos com os praticados nos litorais mediterrâneos, dos hotéis e pousadas da famigerada e cara ilha da magia.

A matéria deveria sim avisar aos que venham que pelos "nativox" eles aqui não serão bem tratados e muito menos bem quistos. Na sociocultura local ao se ouvir um sotaque forasteiro e à primeira crítica das muitas que obviamente se farão durante a estadia nestes mares e gélidos ares do sul escutares a frase padrão que proferem os manézinhos da ilha: "Então que tais fazendo aqui? Volta pra tua terra nego!". Que a mim soam de uma hospitalidade singular.

Como é de praxe nos dias atuais, pessoas insones em plena madrugada não perdoaram e os comentários em menos de 40 minutos da publicação já se somavam 32. Como somos democráticos e sagazes além do link da postagem (https://www.facebook.com/folhadesp/posts/1884291791612815), antes que se apaguem ou algo parecido trouxemos aos nossos leitores do Sincerando a prova documental. Leia alguns dos comentários que shipamos, aqui:

domingo, junho 11, 2017

Quis levantar e bailar na balada do Baleiro

O centro de eventos da UFSC recebeu neste sábado um público que lotou o auditório para prestigiar Zeca Baleiro que acompanhado da camerata catarinense levaram além de um repertorio em versões diferenciadas muita irreverência.

Por um tris não perdi o show deste que já me inspirou na era MIRC um nickname, à época ZeKa_Baleiro, alcunha que alguns amigos ainda utilizam quando nos esbarramos pela cidade. Tempos em que eu precisava explicar que o apelido para a internet tão pouco era porque eu gostava de balas e sim inspirado no cantor maranhense.

Quem saiu antes bis mesmo que este talvez tenha sido programado como de praxe atualmente, perdeu um dos maiores clássicos do artista maranhense. Esperar valeu a pena não. A peculiar versão de Have Metal do Senhor levantou astralmente os presentes que estava em pé e em coro pedir mais um.

A maior parte do show foram de canções autorais. Um dos pontos autos do show foi a versao piano e voz de Ai Que Saudade de Você. Mas o show inteiro não cometeu nenhum deslize.

Irrrevente, Zeca puxou até a metade quase do show a platéia com o olhar. Sendo um momento sublime com a canção Alma Não Tem Cor, aonde Baleiro fez litaralmente um dueto com o público. Um jogo de canto-resposta com o refrão. Zeca cantava uma palavra e todos respondiam com sequência hora palavra, hora frase. E nesse jogo anterava a "pergunta" e a plateia gargalhava em estado de graça.

Mais de 1000 pessoas sentadas a contemplar o show... Eu creio que sepoderia tranquilamente se levantar e bailar na balado do Baleiro... Mas hoje o costume e quem sabe o ambiente peça uma outra métrica um tanto mais comportada e tradicional.

Para não dizer que tudo estava perfeito, em particular me sentiu um pouco asfixiado e com calor. Quiça fora eu mesmo que estava alterado, ou o sou. Sempre sinto calores acima da média dos que estão a minha volta. Oremos por mais bons shows assim pelos ares do sul.


sábado, maio 20, 2017

1007 novamente vira alvo de internautas após novo ataque homófobo

Aconteceu de novo galerinha do bem. Vocês acreditam que novamente alguém foi agredido na "querida" 1007 Floripa? O jovem Moisés Bernardino foi a vítima da vez. O espanto não é mais uma agressão no recinto em que parte dos frequenadores são hétero normativos e pró-Bolsonaro, mas o que está a mover as redes sociais é uma nota da casa, similar àquela que me agredira por ser vítima há um ano atrás. Vou postar o início e o link, pois a nota é enorme, só não maior que a cara de pau.

Muita gente tá acompanhando o relato de um cliente que passou por uma experiência de agressão motivada por homofobia por outro cliente em uma noite, e isso puxou uma onda de novas manifestações de uma galera de diferentes origens e motivações. A gente também tá acompanhando tudo isso....

Com o título ERRAMOS, quando o correto seria ERRAMOS NOVAMENTE... Pois quando há algum tempo atrás algo similar ocorrera comigo, uma nota muy suigeneris e parecida a esta me difamando e me taxando como louco por assim dizer rolou nesta mesma página. Seguidores desta mesma página me agrediram e não apenas via web... Cheguei a ser interpelado incluso em outras casas, "concorrentes" devido a nota difamatória em questão. Ou seja, além de seres agredido, quase morto, negligenciado, tive de bloquear meu perfil no facebook. Pa ra béns. Repito meu comentário de aquele então: "O assessor de imprensa, ou de comunicação da casa está de parabéns #sóquenão". Os clientes pró-1007 que me agrediram na ocasião e que alguns deles hoje vejo a se manifestar aqui também estão de parabéns. Mas sobretudo quero felicitar os seres-humaninhos que afirmaram que meu depoimento era "invenção". Aomente a base de sangue, e obviamente alheio, é que, talvez... e digo TALVEZ, AS PESSOINHAS COMECEM A SE MEXER UM POUCO. É muito fácil atacar a vítima, é corriqueiro, praxe comum. O difícil é sobreviver. Ser vítima. Sangrar. Pagar implante dentário. Ser ridicularizado. Enxovalhado por uma sociedade hipócrita. O pior é, ou não ao que você é quase morto receber ataques de virtuosos e possíveis vítimas futuras. Chegaria a ser hilariante caso você não tivera que passar 33 dias sem sair de casa devido a hematomas e dentes quebrados, cancelado um espetáculo teatral em Joinville que você passou 5 meses ensaiando e tirara dinheiro do próprio bolso para estrear fora da cidade graças a seus teatros fechados e piriri e pororó, ir a delegacia várias vezes depor mesmo tendo a certeza(que hoje é fato) de que absolutamente NADA seria feito, se explicar do PÔR QUE você foi agredido a mais de 2 mil pessoas. Pena que o botãozinho de gratidão não está mais ativo, pois gostaria de dar um "gratidão" agora a todos aqueles LGBTTIQSSS que me agrediram na ocasião.

O frequentador Fidel Jas postou o seguinte "Esperamos que depois dessa chuva de insatisfações que a equipe 1007 tomem as providências necessárias. Ações devem ser tomadas IMEDIATAMENTE. É vergonhoso ver tantas reclamações dias após dias. Infelizmente 1007 deixou de ser um ambiente agradável a muito tempo. Enquanto não houver mudanças fica difícil frequentar e indicar a amigos. Abraços!"

E existe algo pior é ver gente que me criticou por denunciar ano passado o meu caso hoje fazendo cometários politicamente corretos? Reviver forçadamente estas mesmas sensações não é muito agradável, mas faz parte. Ainda mais como jornalista não logrei não comentar o caso. Passo quase um ano sem frequentar a casa. Alguns "amigos" até já tentaram me convencer a regressar, mas sigo limpo. Alguns destes incluso vieram a me dizer "que deveria usar este caso para apoiar o meu processo contra a casa". Será?

Quase um ano e se vê que as práticas da caso pouco ou nada mudaram. A sociedade pouco ou nada evoluiu. Anda lembro angustiosamente de receber mais de 50 inbox por hora, mais de 20 convites de amizade de pessoas sem nenhum amigo em comum... Comentários de todas as vertentes em minhas fotos... O achincalhamento da dita sociedade pelo mero fato de existir.

Caso Schweitzer - Até hoje sem solução(Matéria do jornal carioca Extra em 03/06/2016)

O que deveria ser uma noite de diversão, se transformou em pesadelo. Na véspera do feriado de Corpus Christi, o ator Nando Schwaitzer estava com uma amiga na boate 1007, em Florianópolis, quando levou um soco nas costas covardemente.

— Rapidamente os seguranças agiram, justificando que a política da casa era contra confusões. Mas não se tratava de uma confusão. Fui agredido — relata Nando, que, em seguida, decidiu ir embora.

No entanto, o pesadelo estava só começando: enquanto esperava sua amiga, que havia estacionado o carro um pouco longe da boate, Nando ficou esperando-a na porta do estabelecimento. Neste momento, foi agredido violentamente, levando chutes e socos.

Nando foi agredido duplamente na véspera do feriado de Corpus Christi. Nando foi agredido duplamente na véspera do feriado de Corpus Christi. Foto: Reprodução

— Levei um chute nas costas e em seguida fui derrubado. Levantei e fiquei tentando me desvencilhar, mas continuei apanhando. Tudo isso levou cerca de dez minutos, acredito — relata o ator, que foi ajudado inicialmente por um flanelinha, após a fuga dos agressores.

Com a chegada da polícia, Nando fez o registro de ocorrência na 1ª Delegacia da Capital, onde foi configurada lesão corporal. Lá, percebeu que estava sem a carteira com seus documentos e o celular. Em seguida, foi ao hospital Celso Ramos, onde foi atendido.

— Na quinta-feira, tentei fazer o exame de corpo de delito no IML, mas por ser feriado, fui informado que só conseguiria realizá-lo na segunda-feira. E assim o fiz — conta o ator, que, inspirado pelo caso de racismo contra a cantora Ludmilla, decidiu entrar com uma ação no Ministério Público de Florianópolis, que promete acompanhar o caso, que já conta com a investigação da Polícia Civil.

Estreia adiada, medo e desabafo

Uma galo na parte de trás da cabeça, marca de pisão no rosto e no peito, dificuldade para falar e respirar e outros hematomas pelo corpo: o resultado da agressão sofrida por Nando foi registrado pelo próprio ator em um vídeo publicado no Youtube. As imagens são perturbadoras.


Além da dor física, Nando carrega o trauma emocional e consequências que atingiram seus planos profissionais.

— Tive que adiar a estreia de um espetáculo da minha companhia, chamado “Espectrus”, que entraria em cartaz em Joinville, no último fim de semana. Tenho que arcar com o prejuízo, somos independente e agora só conseguiremos nos apresentar por lá em setembro — lamenta.

Aos 33 anos, Nando afirma não ter sido a primeira vez que sofre algum tipo de agressão “gratuita”. Certa vez, teve que pular o muro de uma casa em Florianópolis, após ser perseguido por um motoqueiro.

— Ninguém chega e avisa que vai praticar um crime homofóbico. Tenho experiência de vida suficiente pra entender como esse tipo de agressão funciona. E, confesso: tenho medo. Muito medo dessa sociopatia crescente. Medo que isso possa acontecer comigo de novo e, claro, com outras pessoas também — desabafa o ator.

sexta-feira, maio 12, 2017

Campanha tenta ajudar estudante a fazer mestrado na Europa

Estamos em um trabalho de assessoria de comunicação voluntária apoiando esta campanha de doações em prol de um jornalista brasileiro que pretende cursar um mestrado em Realização para Cinema Documental na ULHT - Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Nando Schweitzer se formou pela Estácio de Sá, Santa Catarina, mas também cursou alguns anos Jornalismo na UADE, Universidad Argentina de la Empresa em Buenos Aires.

Click e colabore 
Através da plataforma Kickante que já lançou mais de 50 mil campanhas, captando mais de R$ 40 milhões em colaborações que a campanha está no ar. No mês de setembro/2015, a empresa bateu o recorde de arrecadação em uma plataforma de crowdfunding na América Latina com a campanha "Santuário Animal" - o valor ultrapassou R$ 1 milhão, contando com 15.366 colaboradores.
https://www.kickante.com.br/campanhas/mestrado-em-documentario-em-portugal
Crowdfunding é o termo usado quando várias pessoas se identificam com um projeto ou ideia e resolvem apoiar financeiramente para que ele se realize. Na Kickante, qualquer pessoa pode criar a sua campanha de crowdfunding e arrecadar fundos para um projeto ou uma ideia - artistas, cineastas, ONGs, idealistas, esportistas, empreendedores, entre outros, estão realizando seus sonhos com crowdfunding! CNPJ ou pessoa física. Projeto grande ou pequeno. Somos democráticos!

Então você já deprimido ao ver que seu blog com mais de 300 mil visitas lhe render meros 50 dólares entra no Facebook e vê um anúncio de uma vaguinha on-line e resolve fazer esta Campanha, que na pior das hipótesis pode não ter êxito(financeiro) como o resto das coisas que você tentou antes na vida. Claro que sendo você feio, pobre, sincero e ainda sem fama as provabilidades matemáticas de receber apoios nas redes sociais, seres humanos e afins é menor do que se você fora um galã com um belo tanquinho... Mas enquanto não me cortarem a internet pode-se tentar!

As razões para frequentar este curso é a aquisição de competências críticas e analíticas que permitam aplicar os conceitos e princípios associados à produção de cinema documental e jornalístico como um instrumento de reflexão e análise social.

O Objetivo - Fazer parte do Docnomads, um projeto internacional único e mestrado em cinema documental de investigação. Ter acesso a condições de produção, parque de laboratórios e equipamentos de equidade ímpar, um corpo docente de excelência, fazer parte do mais dinâmico departamento de ensino de audiovisual e multimédia de Portugal, estudar num departamento que faz parte da rede de excelência em ensino de cinema e audiovisual acreditada pelo programa MEDIA/CREATIVE Europe da UE.


A grade de disciplinas do curso o primeiro acesso me encantou e me deixou completamente enlouquecido de vontade de poder cursar este mestrado (http://www.ulusofona.pt/mestrado/realizacao-para-cinema-documental)

#crise #vaquinha #crowdfunding #jornalismo #portugal https://www.kickante.com.br/campanhas/mestrado-em-documentario-em-portugal