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segunda-feira, maio 14, 2018

Texto comemora 21 anos no Teatro da UBRO

Tudo começa nesta inusitada trama com a desconfiança a respeito de uma traição é o ponto de partida de Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo que faz apresentação no próximo final de semana na capital catarinense. Escrita e dirigida por Nando Schweitzer, a peça trata da dona de casa portuguesa Maria de Fátima (Ju Linhares), que desconfia que o marido (Alex Rebello) a esteja traindo. Após o termino de temporada der seu outro espetáculo, O Cortejo, no dia 06 de Maio na cidade de Imbituba, no Teatro Usina A Tribo da Arte retoma suas atividades com a comédia à moda lusitana. As apresentações ocorrerão sempre as 20:15h no Teatro da UBRO.

Daniela Souza e Camila Andrade
Na primeira versão de Bacalhau Regado ao Vinho
Um texto que quando escrito em 1997 foi rechaçado pela então diretora do grupo teatral que Nando Schweitzer integrava à época. Assim começa a história deste espetáculo que completa já seus 21 anos. A peça Bacalhau Regado ao Vinho no transpassar dos anos teve 3 montagens, sendo a mais longeva a temporada 2004-2006. A trama parece ser inoxidável, e tem na atual montagem utilizado o mesmo texto sem qualquer tipo de alteração ou adaptação.
A protagonista De Fátrima de Bacalhau Regado ao Vinho ainda não sabe é que o caso extraconjugal é justamente com sua melhor amiga e vizinha (Ca Schimdt). A mãe também desconhece que seu filho Vasco (Nando Schweitzer) está apaixonado pelo filho da mesma Lucinda. Hipocrisia, ética e sexualidade são temas abordados na comédia que se passa numa tarde de Lisboa, capital portuguesa, da Cia. Teatral A Tribo da Arte.

Em sua vigésima nona direção (e também seu décimo texto encenado), Schweitzer mistura tendências da commedia dell'arte e da comédia de costumes. O espetáculo já fez apresentações em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinvile e Buenos Aires.

Bacalhau Regado ao Vinho será apresentada no Teatro da UBRO as 20h15 nos dia 18, 19 e 20 de Maio) e em sua propaganda anuncia ser uma comédia com um mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta.

Em tempo, nas apresentações haverá o sorteio de brindes e o regresso ao elenco de Alex Rebello que integrou duas versões do espetáculo, em 2004 e 2013. Também o ator e diretor Nando Schweitzer regressará ao elenco interpretando a mesma personagem que fez em 2006 na peça, o problemático Vasco.

quinta-feira, maio 03, 2018

Imbituba receberá neste domingo comédia sobre velório

A peça esteve um mês em cartaz em Florianópolis aos sábados de Abril no mítico bairro Santo Antonio de Lisboa. O público pode se deliciar com uma trabalho eclético com forte base no estudo de sotaques e pesquisa histórica para adaptação e tradução do texto. Um domingo em que Mama Cora, a matriarca dos Buscarolli de Musicardi é dada como desaparecida e depois como morta são o disparador desta comédia grotesca que chegará neste domingo(06) a cidade de Imbituba com sessões as 16h e 19h no Teatro Usina.

O Cortejo é a adaptação firmada pelo diretor e autor teatral galego, Nando Schweitzer. Usado o texto do uruguaio Jacobo Langsner, mesclado a versão cinematográfica argentina(1985) e ambientada no bairro paulista do Bixiga. Esperando la Carroza(título original) é uma comédia ácida e de matizes muito rebuscados, o termo no castelhano rio-platense significa "cortejo fúnebre" ou velório. A montagem emerge no contexto do atual teatro brasileiro insosso e repetitivo como um ar remoçado em meio a espetáculos inacessível ao grande público que migrou nos últimos anos para o cinema norte-americano ou a comédia de baixo QI ao estilo stand-up comedy.

Com uma proposta cênica ousada, o espetáculo promete a seu público como meta o mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta. Claro que se a pessoa tiver um bom nível intelectual ela dobrará a meta. Em uma adaptação interativa e fugaz o eclético elenco composto por atores de 2 nacionalidades em uma formação completamente distinta buscará abordar através do humor grotesco crioulo contido a base textual da obra do uruguaio Jacobo Langsner delicados temas como diferenças sociais, traição e falsidade, além do descarte de pessoas da terceira idade por familiares.

No Brasil o gênero de humor grotesco é praticamente inexiste. Somado a este fator, o ineditismo do autor Jacobo Langsner foram a grande prerrogativa da decisão da Companhia A Tribo da Arte em traduzir, adaptar e produzir o seu maior sucesso em nível internacional. O romeno, radicado no Uruguai, e ainda vivo recebe de então a promessa dos artistas de honrar sua trajetória de prêmios em ambos lados do Atlântico.


Teatro Usina: (48) 9-9946-1559 / 9-9903-0909 / 9-9978-9873 ou por e-mail desmontagemcenica@gmail.com 

segunda-feira, outubro 23, 2017

Comemoração: 20 anos após criação comédia retorna aos palcos catarinenses

O grande êxito da companhia A Tribo da Arte, e que garante minimamente 57 gargalhadas ou seu ingresso de volta se apresentará no próximo final de semana em Florianópolis. Em um espectáculo ágil e leve de classificação etária 10 anos, os artistas outra vez buscam cumprir seu objetivo nestes mais de 15 anos com o teatro autoral, inédito, com originalidade e qualidade. Em sua história de mais de 20 espetáculos a agrupação já se apresentou em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinville e Buenos Aires. A desconfiança de uma traição é o estopim que se incendeia na comédia de costumes Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo teatral escrito e dirigido por Nando Schweitzer. Concebida em 1997 e ao comemorar 20 anos agora – havendo sido montada pela primeira vez em temporada que atravessou os anos de 2005 e 06, remontada em 2013 – Bacalhau retornou aos palcos com novo elenco no dia 21 de setembro, Teatro Álvaro de Carvalho em Florianópolis e entra definitivamente em cartaz na Sala de Teatro Teresita Gil Petta, dentro da Escola de Atores Aktoro no mês de Outubro.
Luca Gislon(Vasco), Yann Rocha(Nicolau), Marilú(Yasmin Krug)
Na trama Maria de Fátima, interpretada nesta temporada pela jornalista e atriz Ju Linhares, uma dona de casa portuguesa que começa a desconfiar que seu marido (Virgilio Martins) possa ter um caso extraconjugal com uma misteriosa mulher e em meio a esta tormenta começa a descobrir sobre a sexualidade de seu filho mais novo. O que ela ainda não descobriu é que essa mulher (Ca Schmidt) está muito próxima de sua família e é sua melhor amiga e vizinha, e que seu filho Vasco(Luca Gislon) está loucamente apaixonado pelo filho de sua vizinha Lucinda, e para agravar a trama Marilú(Yasmin Krug) também está apaixonado de Nicolau(Yann Rocha). Com um mínimo de 57 Gargalhadas Garantidas ou seu ingresso de volta, Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 entrou em cartaz dia 21/09 no TAC e regressa em temporada na sala de teatro Teresita Gil Petta. Com 7 personagens ao todo a peça trata de temas ecléticos além da trama central, tais como: o amor na adolescencia, a hipocrisia na sociedade moderna, sexualidade e a ética. Se desenlaçam no decorrer do espetáculo um interessante triângulo amoroso juvenil entre os filhos dos protagonistas que serve de recheio e causa muita graça no público.

Sobre a peça Bacalhau Regado ao Vinho(72 min): Lisboa ao amanhecer. Maria de Fátima é uma mera dona de casa portuguesa que, ao descobrir as escapadas de seu marido Augusto Manoel, nota que a tradicional família portuguesa tem “novos membros”. Recheada de situações inesperadas, a trama, que inicia em um simples café da manhã, comum, com irmãos brigando, pais gritando, etc., toma corpo com as boníssimas interpretações. Uma portuguesa histérica casada com um cínico falso-moralista, que tem dois filhos, um menino pentelho de carteirinha e uma pseudo-intelecto-revoltada, tendo como vizinha e melhor amiga a também amante de seu esposo, que é casada com um legítimo português e tem um filho um pouco desorientado psicologicamente. Mistura explosivamente cômica. Uma comédia portuguesa com certeza!!! Ambientada e falada em Português de Portugal, além de inovar como proposta cênica, leva ao público o gostinho de estar na terrinha de nossos patrícios.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte traz à cena este que é o décimo texto de Nando Schweitzer e também décima direção. Mostrando maturidade em seu trabalho e o compromisso de arte autoral. Bacalhau mistura tendências da comédia del´arte, em Mollier, e comédia de costumes. Priorizando o espetáculo no Actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década. No elenco são 7 actores, que representam 2 típicas famílias lusitanas. Uma conservadora e outra um tanto mais moderna. 

O quê: Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 [72min] 
Quando: 27 e 29 de Outubro 2017 
Onde: Sala de Teatro Teresita Gil Petta 
Horário: 19h30 e 21h (Sexta-feira) 19:00 e 21:00h (Domingo) 
Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) R$ 20,00 (promocional/antecipado) 
Classificação Indicativa: 10 anos 
Ingressos Antecipados: Bilheteria da Aktoro - Secretaria aberta das 14h as 19h 
Endereço: Rua João Pinto, 211 - Centro Florianópolis 88010-420 Brasil - (48) 3333 2434 
Produção: A TRIBO DA ARTE 
https://www.facebook.com/ATriboProduz/ 

Elenco: Ju Linhares, Virgilio Martins, Luca Gislon, Yasmin Krug, Donatan Alves, Camila Sdmith, Yann Rocha
ROTEIRO e DIRECÇÃO: NANDO SCHWEITZER
TÉCNICA: BRYAN LACERDA 

Além de Bacalhau, Nando trabalha em outras duas peças teatrais – a remontagem da comédia romântica Juan & Marco e que estreará em Outubro em Buenos Aires, a adaptação do texto original chileno, Cepillo de Dientes(Escova de Dentes), de Jorge Díaz e a remontagem de Somente Tu e Eu que estará sendo produzida simultaneamente com dois elencos, um no Brasil e outro na Argentina. A comédia que sempre ultrapassou as 47 gargalhadas prometidas, mostrará em sua Avant-Première no dia 21 de Setembro no TAC mais, pois pretende nesta versão ampliar a meta para o mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou o ingresso devoluto em sua comemoração de 20 anos.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte retoma suas actividades sob a direcção de Fernando Schweitzer. Seu último trabalho como actor na TV fora como Alexandre Nardoni em Instinto Assassino do DISCOVERY CHANNEL. O mesmo também firma o texto, neste que é seu 123º espectáculo como ator e 25º como director. Bacalhau Regado ao Vinho mistura tendências da comédia del´arte, Mollier, Bertold Bretch. Priorizando o espetáculo no actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década.

O último trabalho de Nando Schweitzer no teatro foi o espectáculo Somente Tu e Eu, estreado em São Paulo, e que agora tem versão em montagem na Argentina, após tradução e adaptação do próprio realizando a direção do elenco via Skype. Na capital Argentina o diretor já estreou na histórica Calle Corrientes, principal point do teatro portenho. Lá também a peça censurada em 2007 em Florianópolis está em produção dirigida por Hernán Cuevas, Juan & Marco tem estreia prevista para Outubro. Além de actuar ele também assinou os roteiros, producção e direcção. Desde a estréia em 02 de Fevereiro de 2012, até sua última apresentação foram criados mais de 30 personagens LGBTs, em monólogos que eram rotativos a cada mês em cartaz. Os mais polêmicos foram um padre pedófilo; Edu, um menino de 12 anos que pedia ajuda ao público para encontrar uma maneira de contar sobre sua sexualidade aos país.

Agora o director regressa a produzir no Brasil, quando se completam 9 anos auto-exílio e de seu último espectáculo no Brasil e de participar da versão argentina de Quem quer Casar com Meu Filho, que no Brasil será veiculado pela Band. Após a polémica e censurada Juan & Marco, em 2007, o director volta com uma proposta ousada, não somente por acercar novamente da temática gay dentro de uma conservadora família lusitana. Mesmo não sendo o foco principal da obra escrita em 1997, pelo autor e director, o seu novo projecto pisa sem medo no ámbito LGBT, sendo o filho da protagonista um homossexual que namora seu melhor amigo de infância e vizinho. Bacalhau Regado ao Vinho - Volume 2.0 é um espetáculo com o "Mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta", como diz sua chamada publicitária. Resolveu-se então remontar esse clássico do teatro moderno brasileiro que abarca o sotaque português como construcção dialéctica.

quarta-feira, outubro 19, 2016

São Paulo: Estreia comédia romântica entre trissexual e seminarista que farão o Caminho de Santiago

Ramon Moulin e Nando Schweitzer - Cena de Somente Tu e Eu
Imbuídos de suas convicções e fé, Romam Pereira passará a questionar a maneira de viver e ser de Xabier Quiñoá e as suas próprias, e vice-versa. A figura histórica de Deus acompanha esse dois complexos personagens no caminho de peregrinação que farão até Santiago de Compostela. A ratificação da fé cristã e a desconstrução do ser humano como agente social passivo é parte preponderante do trabalho apresentado pelos atores Nando Schweitzer e Ramon Moulin. Sagrado e profano estão presentes em Somente Tu e Eu, esta peça questionadora e intrigante do autor galego Nando Schweitzer. Diversos questionamentos emergem, tais como: Qual o alcance da fé? Existem limites para o ser humano? Afinal, qual a natureza do amor? Questões universais em um espetáculo cômico e comovente.

Abordando temas como sexualidade e religião, o espetáculo mostra o encontro de um seminarista baiano, Román (Ramon Moulin), com um fotógrafo galego, Xavier (Nando Schweitzer) em uma viagem de trem de Portugal a Galícia. O destino final de ambos é a mítica e mística cidade de Santiago de Compostela. O espetáculo Somente Tu e Eu, dirigido e escrito por Nando Schweitzer, conta a história de dois jovens completamente diferentes, que tomam um trem na Cidade do Porto, rumo a Vigo, no sul da Galícia. Ao embarcarem em Portugal os protagonistas se conhecem, e a partir desse momento, o comboio com destino a Galícia mudará não apenas suas vidas, como também suas percepções do mundo.


O Texto que se inspirou na conversa de Nando com um amigo muito religioso via internet, e que estreou em Porto Alegre em Abril de 2014 já teve apresentações também em Florianópolis, cidade sede da companhia A Tribo da Arte. O projeto de remontagem de Somente Tu e Eu surgiu da falta de teatros e a opção por uma peça de elenco reduzido para possibilitar viagens e apresentações em outras regiões do país. Há uma carência histórica no estado de Santa Catarina em que sua capital hoje conta com apenas 5 teatros, estando um deles fechado por falta de técnico iluminador responsável o que ocasionou a impugnação dos editais de pauta neste último semestre de 2016.

Visto a falta de elenco para projetos ousados e sem patrocínio na cidade de Florianópolis o diretor galego residente na capital catarinense buscou uma solução inusitada para sua nova peça. Passou a contactar atores da cidade de São Paulo para integrar elenco de seu novo espetáculo. O diretor Nando Schweitzer afirma que "após vários testes convocados e não encontrar atores interessados e com perfil para o espetáculo" se viu numa encruzilhada, "ou desistia do projeto, ou buscava atores de outra cidade". No caso a estreia sendo marcada para a capital paulista, passou a contactar via redes sociais atores até que encontrou Ramon Moulin e por fim conclui sua incessante busca por elenco para o espetáculo. 

Ramon Moulin
Nesta nova temporada a peça terá como protagonistas o ator e cantor Ramon Moulin e Nando Schweitzer. Ramon tem em sua trajetória trabalhos realizados em Vitória do Espírito Santo, aonde fez sua formação. Pela Universidade de Vila Velha atuou no monólogo Fernando Pessoa e o espetáculo Aurora da Minha Vida interpretando as personagens: "O órfão" e o "Professor de Educação Artística". Carioca radicado em São Paulo, Ramon participou com a Companhia Makuná da montagem do clássico musical Hair, embora por outros compromissos e agenda não tenha podido estrear no espetáculo se desligando do elenco um mês antes de sua estreia. Hoje ainda que seu foco na carreira esteja na participação em castings para televisão e cinema, estará encarando uma personagem no espetáculo teatral Somente Tu e Eu, como o seminarista Román Pereira.

A companhia está em cartaz na capital catarinense com a comédia grotesca O Cortejo, em um espaço cultural alternativo. O texto conta com tradução e adaptação também do diretor, no clássico de Jacobo Langsner, com previsão de estreia em São Paulo em 2017. Visto a falta de patrocínios em seu projeto e o numeroso elenco(10), a companhia optou por seguir em cartaz em sua cidade para fazer caixa e assim auto-financiar sua temporada nas próximas cidades e em paralelo regressar com o espetáculo Somente Tu e Eu.

SERVIÇO DA PEÇA

Quando? 3 e 4, 10 e 11 de dezembro/2016
Elenco: Ramon Moulin e Nando Schweitzer
Produção Executiva: Gabriela Siqueira
Texto e Direção Geral: Nando Schweitzer
Horário: (sábados e domingos) às 20:00h
Valor? Inteira: R$ 50,00; Meia: R$ 25,00 ANTECIPADO: R$ 35,00 (Número limitado por apresentação, definido pela produção)
Aonde? Teatro Commune: Rua da Consolação, 1218 - São Paulo
Contato: (11) 3476-0792 / 3476-8669

Nando Schweitzer, diretor, jornalista e cantor na montagem de assina texto e direção, além de interpretar Xabier, um pungente e divertido militante separatista galego e trissexual. Em seu último trabalho na televisão, o ator estrelou como Alexandre Nardoni, a terceira temporada de "Killer Instinct" (instinto assassino, para a América Latina), no Discovery Channel, série produzida pela Endemol Argentina para o canal e veiculada para todo o continente. Com mais de 100 espetáculos como ator e mais de 30 como diretor o artista criou o que é considerado o primeiro história de stand-up com personagens a cerca da comunidade LGBT no continente americano a estrear em circuito comercial, na mítica Calle Corrientes, epicentro cultural da capital argentina. No cinema atuou como Mazzaropi no docu-drama o Brasil é o Meu País, sobre a vida do cineasta e integrou o elenco de Identificados, o último filme da carreira de Raúl Cortes. Depois de uma "censura-boicote" em 2007 de sua obra maestra Juan & Marco, e um auto-exílio em Buenos Aires retoma sua carreira teatral no Brasil a cargo da direção da companhia A Tribo da Arte.

“Somente Tu e Eu” é uma comédia aonde Nando Scheweitzer, na pele de um fotógrafo galego separatista trissexual(Xabier) e que se interessará inconscientemente por seu companheiro de viagem, o seminarista(Román), que cheio de dúvidas sobre seus votos e sexualidade terá uma longa, inesperada e peculiar viagem, sendo interpretada nesta nova temporada pelo ator Ramon Moulin, nascido no Rio e atualmente radicado em São Paulo.

Assim como a intolerância por parte de fiéis que encontram problemas em conviver com as diferenças da vida cotidiana extraordinária e que geram ataques agressivos aos cidadãos contemporâneos em tempos difíceis como os de hoje, Somente Tu e Eu chama a reflexão e faz-se por questionar: Se somos todos seres humanos, pecadores ou não, iguais perante Deus, então qual a justificativa para a intolerância? O amor e a fé podem ser trazidos como sinônimos e neste contexto estão Román Pereira e Xabier Quiñoá.

O seminarista e devoto, estará preparado para a convivência com o que não orbita por sua moral? Seria um ateu e trissexual capaz de preconizar e ter a leveza da tolerância perante a um cristão perene? E a sociedade está pronta para estabilizar um convívio enriquecedor e de respeito as diversidades de opiniões? Tendo o ser humano como cena principal em uma trama envolta a religiosidade, história, sexualidade, filosofia e normalidade, com um texto inclusivo e enredo capaz de acrescentar conhecimento e novos horizontes aonde antes existira apenas um ponto final. O mítico Caminho de Santiago de Compostela.

2016: Nova etapa e temporada

Em parceria com a produtora Gabriela Siqueira, o espetáculo partirá para capitação de recursos com o objetivo de levar ao mair público e cidades possíveis do interior do país a proposta cênica. E em uma segunda fase da parceria também traçar rumo a outros estados do país e levar a mensagem de Somente Tu e Eu além das fronteiras catarinenses.
O espetáculo teve estreia na cidade de Florianópolis e Porto Alegre em 2014, e nesta temporada alça voos mais altos. Além das cidades já previstas (São Paulo, em dezembro e Porto Alegre) a produção busca firmar contrato para apresentações em Curitiba e Rio de Janeiro.

domingo, maio 26, 2013

Nem tudo é tragédia, ao menos as pessoas riam

Fernando Schweitzer, Florianópolis - Actor, Director Teatral, Cantante, Escritor e Jornalista


Noite, TAC, domingo, 20:00, teatro, As Felicianas, 21:44... Para! Sei que está confuso. Assim me sinto após 1:29:10s de apresentação da comédia As Felicianas. Não encontrei um sistema actancial na dramaturgia do espectáculo... Vou tomar um café... Depois continuo. Prometo! O Café era colombiano, que delícia! 

Os actores Igor Lima, Malcon Bauer, WMarcão e Renato Turnes, que além de actuar assina a direcção artística do show, se revezam no palco para apresentar personagens novos, além de velhos conhecidos do público, em As Felicianas, no domingo. O elenco, com exceção de WMarcão, integrou o Teatro de Quinta. Cada ator é responsável pela criação de cada uma de suas personagens, garantindo a originalidade do show. - esse é o release.

A "surpresa" foi Igor Lima que já havia visto justamente no Teatro de Quinta, em uma grata melhora técnica na caracterização de suas personagens. Tanto as (personagens) inéditas quanto as já conhecidas me foram claramente apresentadas pelo actor. Pesa que o texto não ajudava o que me gerou um conflito. Se a atuação melhorou ao comparar-se com as performances de anos atrás, no antigo Café Matisse, como o resultado não fora superior?

E como sempre digo, sempre há algo de novo no mundo para se conhecer, ao menos no quesito ator. Este foi meu debute dentro da obra, WMarcão. Os seus textos, e/ou improvisações, tinham muita picardia. O tom das caracterizações, e não falo das roupas, de suas personagens é que me soaram algo muito semelhante entre os vários ensejes de tipos que executou. 

Malcom Bauer... É... Legal. O via mais espontâneo nos tempos da brilhantina... Nos tempos de Teatro de Quinta, ou mesmo quando trabalhamos em uma encenação travestida de leitura dramática de A Gota d'água no SESC.

Renato Turnes, infelizmente não o vi em outro espectáculo. Em As Felicianas não posso opinar muito quanto a construção de personagens. Sobre ele recaíram uma imitação de Joelma, aquela da bandinha do marido, que não convenceu(depois de Shalin, imitar a Joelma não é fácil). De Renato também, inusitadamente foi um dos momentos que me causou mais identificação, não, seria interacção... Isso, ou o que seja. Justamente uma de suas personagens, que era como uma psicóloga de televisão.

A psicóloga em dado momento diz: "... você que está aí amuado, pensando em desistir da vida...". Foi o tragicómico mais inóspito, e estimulante ao mesmo, de meus últimos anos ao estar assistindo uma peça teatral. Somente em uma outra montagem, As Criadas, que assisti quinta-feira no SESC, poderia ser este epitáfio mais apropriado. O que não fez falta, pois abandonei as criadas e sua má hermenêutica cénica antes de jaz.

Piadas de senso comum muitas vezes bem usadas podem passar a ser um trunfo, quando as interpretações recriam uma nova perspectiva para tais. Por vários momentos, vários de muitos, bastante no sentido de demasiadas vezes, adivinhei ou por angustia e constrangimento completei as frases e anedotas óbvias em seu desfecho.

Uma mescla de piadas de show de drag-queens, texto batido, piadas vencidas e de gueto, com uma boa produção de figurinos e maquiagem caricata com um final fraco e desnecessário. Alias, mais fraco que o restante da peça que vai de mediano a bom em sua maior parte. Se ao menos o título da peça...

Mas nem tudo é tragédia. Ao menos as pessoas riam e alto, como sugere o nome da produtora. Eu gosto de presenciar momentos em que o ser humano se sente feliz. Pena que não consegui compartilhar desta alegria. Acho que vou no youtube assistir episódios do Zorra Total, quiçá assim passe a entender de que se riam.

E eu vendo ontém filmes do Jerry Lews... Cada um, cada um... É assim que se diz hoje em dia né?


Fernando Schweitzer, Florianópolis - Actor, Director Teatral, Cantante, Escritor e Jornalista

quarta-feira, maio 22, 2013

É hora da Xêpa!

Fernando Schweitzer, Florianópolis - Actor, Director Teatral, Cantante, Escritor e Jornalista


Certa vez fui com um amigo, este que me convidara para ir a tardinha na feira. Me disse: "Pelo jeito, é fim de feira. É hora da Xêpa!". Hoje viramos vegetarianos, pensei. Mas o pastel, ah e que pastel! Como nunca vi igual, estava lá. Como em toda feira paulista a barraca de pastel frito na hora e com azeite fervente é o que da o toque final e me remete a um cheirinho... Oh saudade.

Sempre a pergunta padrão: "Queijo, carne, frango ou napolitano?". Para que inventar sabores mirabolantes como algumas franquias de pastel? Se o sabor realmente está na massa.

Lembro-me até hoje a discussão era: A melhor massa é a do Japa ou do China?

Áureos tempos onde as novelas tinham atores, esses atores sabiam fazer sotaque... Opa! Eis que surge o remake de Dona Xêpa. Com Ângela Leal na vestimenta impagável de Dona Xêpa. Fazia tempo que não me emocionava por três vezes em menos de uma hora com um produto de dramaturgia.

Desculpem os ortodoxos, mas assisti hoje via internet e sem comerciais ao primeiro capítulo de Dona Xepa, versão 2013. Lhes forneço o link para que possam seguir meu raciocínio (http://www.youtube.com/watch?v=qemmA-2lLvQ).



Que genial foi o monólogo de Xêpa no minuto 21:40! Quando emotiva ao flar dos filhos diz ao marido, ou melhor ao retrato do marido que a abandonou, deixando os filhos para criar: "...hoje não lhe dou nem banana, por que está muita cara e você não merece!...". Outro momento afinadíssimo do núcleo da feira foi quando os fiscais chegam a feira de Xêpa e ela os expulsa a peixadas.

Esse momento irá gerar segundo a sinopse um vídeo que se tornará viral no enredo, pois alunos da faculdade do filho da protagonista que estavam nesse momento gravando para um trabalho da faculdade na feira sobre profissões "antigas", irá jogar a cena hilária para eles que como o rebento de Xêpa menos prezam a profissão de feirante.

Uma trilha sonora condiz com sua telenovela, certo? Correcto! Nesse quesito a surpresa é muito grata. Demonios da Garoa, Zelia Duncan entre outros entram sorrateiramente e sem cara de propaganda da Som Livre, fazem coro as cenas da trama.

A se lamentar neste momento apenas o descuido de alguns atores que esqueceram que suas personagens são paulistas e não cariocas. Esperemos que o erro Thaísaraujistico seja corrigido a tempo. Clarao existem capítulos de frente, já gravados. Mas dá para salvar ainda Marcio Killing entre outros que hora pronunciam R's como paulistas, hora como cariocas ou nordestinos.

Uma linda edição simulando um plano sequência com as recordações de Xêpa e seus filhos pequenos, indo e vindo no tempo, foi o toque cinematográfico do capítulo. Além de que realmente o resultado estético de filmagem a 25 frames por segundos surtiu em muita cor e tons de matizes vivos, e muita força de contraste.

Cheirinho de pastel... ops... de uma boa produção por fim. Depois de anos, décadas, talvez ainda consigo comer um pastelzinho de feira. É hora da Xêpa.


Fernando Schweitzer, Florianópolis - Actor, Director Teatral, Cantante, Escritor e Jornalista

terça-feira, maio 07, 2013

Joinville receberá dia 02/06 ao espectáculo Bacalhau Regado ao Vinho

PROMO BACALHAU NA CIDADE DAS FLORES! 

Para quem não sabe Joinville é reconhecida internacionalmente não só pelo maior festival de dança do mundo, também pela sua diversidade étnica e cultural, e a décadas como Cidade das Flores. Joinville ostenta os títulos de "Manchester Catarinense", "Cidade das Flores", "Cidade dos Príncipes", "Cidade das Bicicletas" e "Cidade da Dança".

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AS MAIS LINDAS FOTOS GANHARÃO 2 ENTRADAS GRÁTIS PARA O DIA 02/06 - 19:00h no Galpão de Teatro da Ajote - Joinville