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segunda-feira, maio 14, 2018

Texto comemora 21 anos no Teatro da UBRO

Tudo começa nesta inusitada trama com a desconfiança a respeito de uma traição é o ponto de partida de Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo que faz apresentação no próximo final de semana na capital catarinense. Escrita e dirigida por Nando Schweitzer, a peça trata da dona de casa portuguesa Maria de Fátima (Ju Linhares), que desconfia que o marido (Alex Rebello) a esteja traindo. Após o termino de temporada der seu outro espetáculo, O Cortejo, no dia 06 de Maio na cidade de Imbituba, no Teatro Usina A Tribo da Arte retoma suas atividades com a comédia à moda lusitana. As apresentações ocorrerão sempre as 20:15h no Teatro da UBRO.

Daniela Souza e Camila Andrade
Na primeira versão de Bacalhau Regado ao Vinho
Um texto que quando escrito em 1997 foi rechaçado pela então diretora do grupo teatral que Nando Schweitzer integrava à época. Assim começa a história deste espetáculo que completa já seus 21 anos. A peça Bacalhau Regado ao Vinho no transpassar dos anos teve 3 montagens, sendo a mais longeva a temporada 2004-2006. A trama parece ser inoxidável, e tem na atual montagem utilizado o mesmo texto sem qualquer tipo de alteração ou adaptação.
A protagonista De Fátrima de Bacalhau Regado ao Vinho ainda não sabe é que o caso extraconjugal é justamente com sua melhor amiga e vizinha (Ca Schimdt). A mãe também desconhece que seu filho Vasco (Nando Schweitzer) está apaixonado pelo filho da mesma Lucinda. Hipocrisia, ética e sexualidade são temas abordados na comédia que se passa numa tarde de Lisboa, capital portuguesa, da Cia. Teatral A Tribo da Arte.

Em sua vigésima nona direção (e também seu décimo texto encenado), Schweitzer mistura tendências da commedia dell'arte e da comédia de costumes. O espetáculo já fez apresentações em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinvile e Buenos Aires.

Bacalhau Regado ao Vinho será apresentada no Teatro da UBRO as 20h15 nos dia 18, 19 e 20 de Maio) e em sua propaganda anuncia ser uma comédia com um mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta.

Em tempo, nas apresentações haverá o sorteio de brindes e o regresso ao elenco de Alex Rebello que integrou duas versões do espetáculo, em 2004 e 2013. Também o ator e diretor Nando Schweitzer regressará ao elenco interpretando a mesma personagem que fez em 2006 na peça, o problemático Vasco.

terça-feira, março 27, 2018

Sucesso internacional do Humor Grotesco estreia em Florianópolis

A comédia de humor grotesco, O Cortejo, iniciará temporada no próximo dia 07 de Abril em Florianópolis e seguirá aos sábados de Abril, as 20h30, com a Cia. A Tribo da Arte no Teatro Bacchus Cavea, que faz parte do complexo cultural Nau Catarineta no bucólico bairro de Santo Antonio de Lisboa.

O Cortejo, no original, "ESPERANDO LA CARROZA" (Esperando o carro fúnebre) é um filme cômico cult argentino que estreou em 06 de maio de 1985, baseada na peça de gênero criollo grotesco (costumes) ou comédia de humor negro. Inspirado no jogo homônimo do uruguaio Jacobo Langsner que estreou pela Comédia Nacional do Uruguai em 1962 e foi dirigido por seu colega uruguaio Sergio Otermin. O espetáculo é a adaptação firmada pelo diretor e autor teatral galego, Nando Schweitzer de ESPERANDO LA CARROZA(1962). Usado o texto original uruguaio de Jacobo Langsner, mesclado a versão cinematográfica argentina(1985) e ambientada no bairro paulista do Bixiga, retrata uma típica família italiana e conflitos universais.

O Cortejo teve sua estreia em novembro(2016) fazendo longa temporada todos os sábados no Centro Cultural Matrika, no momento em reformas para readequação e agora regressará em apresentações pontuais por vários municípios do estado. No Brasil o gênero de humor grotesco praticamente inexiste. Somado a este fator, o ineditismo do autor Jacobo Langsner foram a grande prerrogativa da decisão da Companhia A Tribo da Arte em traduzir, adaptar e produzir o seu maior sucesso em nível internacional. O romeno, radicado no Uruguai, e ainda vivo recebe de nossa parte o empenho de honrar sua trajetória de prêmios em ambos lados do Atlântico.

São o tripé de nossa montagem a pesquisa linguística do sotaque típico do bairro do Bixiga, na capital paulista que abriga a maior colônia de italianos e ascendentes do planeta praticando a uniformização da linguagem e sonoridade; a crítica sociocultural abordada no texto quanto ao descarte dos idosos em uma sociedade brasileira que em sua média envelhece a passos largos; e a desconstrução do discurso de que o único teatro possível é o subsidiado, superfaturado e insípido teatro com atores globais e grandes patrocínios como forma de entretenimento e instrumento artístico, ou de reflexão.

A octogenária Mama Cora (Nando Schweitzer), tem quatro filhos: Antonio (Kleber Soares), Sérgio (Maykon Ramos), Emilia (Jouber Albuquerque) e Giorgio (Wagner Cabral). Cora vive com este último, que passa por uma situação econômica angustiante, estresse financeiro e falta de espaço. Conflitos de gerações constantes somados ao péssimo humor de sua nora, Susana(Caren Odebrecht), disparam a trama de O Cortejo. Susana após ter uma maionese transformada acidentalmente em flã por Mama Cora vai desesperadamente a casa de seu cuinhado Sergio, implorar para que a idosa vá viver com ele por um tempo. Ela que estava a preparar maionese, e foi ao encontro de sua filha, deixando-a a merce de Mama Cora. Chegando furiosa a casa de Sérgio, que espera a ala rica da família para o almoço de domingo preparado por sua esposa, a Elvira(Aline Caminha) e sua filha Matilde(Yasmin Krug). Em meio a discussão de onde irão descartar a ancião e matriarca chegam os novos-ricos Antonio e Nora(Ju Linhares), sua esposa, que têm promovido o almoço econômica e socialmente em circunstâncias pouco claras.

O destino de Mama Cora enquanto o almoço não se inicia é desconhecido. Ao passo que ninguém quer assumir a responsabilidade para com a idosa, e cada um tentará impor a sua opinião, a ancião desaparece. Ao buscar sem encontrá-la os filhos fazem uma denúncia do desaparecimento a polícia e logo chega a notícia de que foi encontrado o cadáver desfigurado de uma velha debaixo de um trem. Os filhos fazem o reconhecimento do corpo se inicia o funeral aonde se revelarão muitos fatos obscuros desta peculiar família de ascendentes italianos do Bairro do Bixiga, pois algo há de se fazer enquanto todos estão Esperando o Cortejo.

Sábados de Abril, as 20:30
Ingresso - 30,00; estudantes e moradores do Santo Antonio de Lisboa 15,00
Nau Catarineta
Rua Cônego Serpa, n. 30, Santo Antônio de Lisboa
https://www.facebook.com/EspetaculoOCortejo
Ingressos: retirada uma hora antes do espetáculo
* Reservas pelo telefone 48 99697 8890
Meia entrada é aplicada a moradores de Santo Antônio de Lisboa, classe artística, estudantes, professores, maiores de 60 anos e portadores de necessidades especiais.

Elenco 2018

Giorgio – WAGNER CABRAL 
Susana - CAREN ODEBRECHT
Mama Cora – NANDO SCHWEITZER
Sergio – MAYKON RAMOS
Elvira – ALINE CAMINHA
Matilde - YASMIN KRUG
Nora – JU LINHARES
Antonio – KLEBER SOARES
Emilia - JOUBER ALBUQUERQUE

ADAPTADO E DIRIGIDO POR NANDO SCHWEITZER

Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/427045404379161/

Visto a falta de elenco para projetos ousados e sem patrocínio na cidade de Florianópolis o diretor galego residente na capital catarinense buscou uma solução inusitada para sua nova peça Somente Tu e Eu, que fará temporada paralela a "O Cortejo", e terão temporada tripla em várias cidades com a remontagem de Bacalhau Regado ao Vinho que completou 20 anos em 2018 regressará, além da inédita adaptação de Eles Não Usam Black Tie, inspirada na obra de Gianfrancesco Guarnieri.


segunda-feira, outubro 23, 2017

Comemoração: 20 anos após criação comédia retorna aos palcos catarinenses

O grande êxito da companhia A Tribo da Arte, e que garante minimamente 57 gargalhadas ou seu ingresso de volta se apresentará no próximo final de semana em Florianópolis. Em um espectáculo ágil e leve de classificação etária 10 anos, os artistas outra vez buscam cumprir seu objetivo nestes mais de 15 anos com o teatro autoral, inédito, com originalidade e qualidade. Em sua história de mais de 20 espetáculos a agrupação já se apresentou em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Joinville e Buenos Aires. A desconfiança de uma traição é o estopim que se incendeia na comédia de costumes Bacalhau Regado ao Vinho, espetáculo teatral escrito e dirigido por Nando Schweitzer. Concebida em 1997 e ao comemorar 20 anos agora – havendo sido montada pela primeira vez em temporada que atravessou os anos de 2005 e 06, remontada em 2013 – Bacalhau retornou aos palcos com novo elenco no dia 21 de setembro, Teatro Álvaro de Carvalho em Florianópolis e entra definitivamente em cartaz na Sala de Teatro Teresita Gil Petta, dentro da Escola de Atores Aktoro no mês de Outubro.
Luca Gislon(Vasco), Yann Rocha(Nicolau), Marilú(Yasmin Krug)
Na trama Maria de Fátima, interpretada nesta temporada pela jornalista e atriz Ju Linhares, uma dona de casa portuguesa que começa a desconfiar que seu marido (Virgilio Martins) possa ter um caso extraconjugal com uma misteriosa mulher e em meio a esta tormenta começa a descobrir sobre a sexualidade de seu filho mais novo. O que ela ainda não descobriu é que essa mulher (Ca Schmidt) está muito próxima de sua família e é sua melhor amiga e vizinha, e que seu filho Vasco(Luca Gislon) está loucamente apaixonado pelo filho de sua vizinha Lucinda, e para agravar a trama Marilú(Yasmin Krug) também está apaixonado de Nicolau(Yann Rocha). Com um mínimo de 57 Gargalhadas Garantidas ou seu ingresso de volta, Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 entrou em cartaz dia 21/09 no TAC e regressa em temporada na sala de teatro Teresita Gil Petta. Com 7 personagens ao todo a peça trata de temas ecléticos além da trama central, tais como: o amor na adolescencia, a hipocrisia na sociedade moderna, sexualidade e a ética. Se desenlaçam no decorrer do espetáculo um interessante triângulo amoroso juvenil entre os filhos dos protagonistas que serve de recheio e causa muita graça no público.

Sobre a peça Bacalhau Regado ao Vinho(72 min): Lisboa ao amanhecer. Maria de Fátima é uma mera dona de casa portuguesa que, ao descobrir as escapadas de seu marido Augusto Manoel, nota que a tradicional família portuguesa tem “novos membros”. Recheada de situações inesperadas, a trama, que inicia em um simples café da manhã, comum, com irmãos brigando, pais gritando, etc., toma corpo com as boníssimas interpretações. Uma portuguesa histérica casada com um cínico falso-moralista, que tem dois filhos, um menino pentelho de carteirinha e uma pseudo-intelecto-revoltada, tendo como vizinha e melhor amiga a também amante de seu esposo, que é casada com um legítimo português e tem um filho um pouco desorientado psicologicamente. Mistura explosivamente cômica. Uma comédia portuguesa com certeza!!! Ambientada e falada em Português de Portugal, além de inovar como proposta cênica, leva ao público o gostinho de estar na terrinha de nossos patrícios.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte traz à cena este que é o décimo texto de Nando Schweitzer e também décima direção. Mostrando maturidade em seu trabalho e o compromisso de arte autoral. Bacalhau mistura tendências da comédia del´arte, em Mollier, e comédia de costumes. Priorizando o espetáculo no Actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década. No elenco são 7 actores, que representam 2 típicas famílias lusitanas. Uma conservadora e outra um tanto mais moderna. 

O quê: Bacalhau Regado ao Vinho 2.0 [72min] 
Quando: 27 e 29 de Outubro 2017 
Onde: Sala de Teatro Teresita Gil Petta 
Horário: 19h30 e 21h (Sexta-feira) 19:00 e 21:00h (Domingo) 
Quanto: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia) R$ 20,00 (promocional/antecipado) 
Classificação Indicativa: 10 anos 
Ingressos Antecipados: Bilheteria da Aktoro - Secretaria aberta das 14h as 19h 
Endereço: Rua João Pinto, 211 - Centro Florianópolis 88010-420 Brasil - (48) 3333 2434 
Produção: A TRIBO DA ARTE 
https://www.facebook.com/ATriboProduz/ 

Elenco: Ju Linhares, Virgilio Martins, Luca Gislon, Yasmin Krug, Donatan Alves, Camila Sdmith, Yann Rocha
ROTEIRO e DIRECÇÃO: NANDO SCHWEITZER
TÉCNICA: BRYAN LACERDA 

Além de Bacalhau, Nando trabalha em outras duas peças teatrais – a remontagem da comédia romântica Juan & Marco e que estreará em Outubro em Buenos Aires, a adaptação do texto original chileno, Cepillo de Dientes(Escova de Dentes), de Jorge Díaz e a remontagem de Somente Tu e Eu que estará sendo produzida simultaneamente com dois elencos, um no Brasil e outro na Argentina. A comédia que sempre ultrapassou as 47 gargalhadas prometidas, mostrará em sua Avant-Première no dia 21 de Setembro no TAC mais, pois pretende nesta versão ampliar a meta para o mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou o ingresso devoluto em sua comemoração de 20 anos.

A Companhia Teatral A Tribo da Arte retoma suas actividades sob a direcção de Fernando Schweitzer. Seu último trabalho como actor na TV fora como Alexandre Nardoni em Instinto Assassino do DISCOVERY CHANNEL. O mesmo também firma o texto, neste que é seu 123º espectáculo como ator e 25º como director. Bacalhau Regado ao Vinho mistura tendências da comédia del´arte, Mollier, Bertold Bretch. Priorizando o espetáculo no actor, figura esquecida pelo meio teatral nesta década.

O último trabalho de Nando Schweitzer no teatro foi o espectáculo Somente Tu e Eu, estreado em São Paulo, e que agora tem versão em montagem na Argentina, após tradução e adaptação do próprio realizando a direção do elenco via Skype. Na capital Argentina o diretor já estreou na histórica Calle Corrientes, principal point do teatro portenho. Lá também a peça censurada em 2007 em Florianópolis está em produção dirigida por Hernán Cuevas, Juan & Marco tem estreia prevista para Outubro. Além de actuar ele também assinou os roteiros, producção e direcção. Desde a estréia em 02 de Fevereiro de 2012, até sua última apresentação foram criados mais de 30 personagens LGBTs, em monólogos que eram rotativos a cada mês em cartaz. Os mais polêmicos foram um padre pedófilo; Edu, um menino de 12 anos que pedia ajuda ao público para encontrar uma maneira de contar sobre sua sexualidade aos país.

Agora o director regressa a produzir no Brasil, quando se completam 9 anos auto-exílio e de seu último espectáculo no Brasil e de participar da versão argentina de Quem quer Casar com Meu Filho, que no Brasil será veiculado pela Band. Após a polémica e censurada Juan & Marco, em 2007, o director volta com uma proposta ousada, não somente por acercar novamente da temática gay dentro de uma conservadora família lusitana. Mesmo não sendo o foco principal da obra escrita em 1997, pelo autor e director, o seu novo projecto pisa sem medo no ámbito LGBT, sendo o filho da protagonista um homossexual que namora seu melhor amigo de infância e vizinho. Bacalhau Regado ao Vinho - Volume 2.0 é um espetáculo com o "Mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta", como diz sua chamada publicitária. Resolveu-se então remontar esse clássico do teatro moderno brasileiro que abarca o sotaque português como construcção dialéctica.

sexta-feira, outubro 21, 2016

HUMOR GROTESCO: Estreia em Florianópolis comédia uruguaia inédita no Brasil

Elenco d'A Tribo da Arte em cena de O Cortejo
O Cortejo é a adaptação firmada pelo diretor e autor teatral galego, Nando Schweitzer. Usado o texto do uruguaio Jacobo Langsner, mesclado a versão cinematográfica argentina(1985) e ambientada no bairro paulista do Bixiga. Esperando la Carroza(título original) é uma comédia ácida e de matizes muito rebuscados, o termo no castelhano rio-platense significa "cortejo fúnebre" ou velório. A montagem emerge no contexto do atual teatro brasileiro insosso e repetitivo como um ar remoçado em meio a espetáculos inacessível ao grande público que migrou nos últimos anos para o cinema norte-americano ou a comédia de baixo QI ao estilo stand-up comedy.

Com uma proposta cênica ousada, o espetáculo promete a seu público como meta o mínimo de 57 gargalhadas garantidas ou seu ingresso de volta. Claro que se a pessoa tiver um bom nível intelectual ela dobrará a meta. Em uma adaptação interativa e fugaz o eclético elenco composto por atores de 3 nacionalidades(brasileira, galega e chilena) em uma formação completamente distinta buscará abordar através do humor grotesco crioulo contido a base textual da obra do uruguaio Jacobo Langsner delicados temas como diferenças sociais, traição e falsidade, além do descarte de pessoas da terceira idade por familiares.

No Brasil o gênero de humor grotesco é praticamente inexiste. Somado a este fator, o ineditismo do autor Jacobo Langsner foram a grande prerrogativa da decisão da Companhia A Tribo da Arte em traduzir, adaptar e produzir o seu maior sucesso em nível internacional. O romeno, radicado no Uruguai, e ainda vivo recebe de então a promessa dos artistas de honrar sua trajetória de prêmios em ambos lados do Atlântico.

São o tripé da montagem a pesquisa linguística do sotaque típico do bairro do Bixiga, na capital paulista que abriga a maior colônia de italianos e ascendentes do planeta praticando a uniformização da linguagem e sonoridade; a crítica sociocultural abordada no texto quanto ao descarte dos idosos em uma sociedade brasileira que em sua média envelhece a passos largos; e a desconstrução do discurso de que o único teatro possível é o subsidiado, superfaturado e insípido teatro com atores globais e grandes patrocínios como forma de entretenimento e instrumento artístico, ou de reflexão.

O elenco atual conta com artistas residentes em Florianópolis provindos de várias regiões do Brasil, e do exterior(Chile e Galícia). Todas essas experiências se uniram em prol de contar uma história, estudando a cultura e história de um bairro da cidade de São Paulo para vestirem-se corporal, intelectual e emotivamente destas personagens em uma versão única deste grande autor sucesso internacional.

QUANDO? 05(Estreia), 12, 19 e 26 de Novembro/2016
HORÁRIO? 17:00h (Estreia); 19:00h (Temporada)
QUANTO? P$ 15,00 (Quinze pila, colaboração mínima e forçosamente espontânea)
LOCAL? Centro Cultural MATRIKA - Rua: Auroreal, 716 - Campeche (Esquina ao Baia)

Sinopse - A octogenária Mama Cora (Susan Margot), tem quatro filhos: Antonio (Nando Schweitzer), Sérgio (Jackson Bosa), Emilia ( Paz Millan Camila) e Giorgio(Willian Borba). Cora vive com este último, que passa por uma situação econômica angustiante, estresse financeiro e falta de espaço. Conflitos de gerações constantes somados ao péssimo humor de sua nora, Susana(Cami Delbene), disparam a trama de Esperando o Cortejo.
Susana após ter uma maionese transformada acidentalmente em flã vai desesperadamente a casa de seu cuinhado Sergio, implorar para que a idosa vá viver com ele por um tempo. Ela que estava a preparar maionese, e foi ao encontro de sua filha, deixando-a a merce de Mama Cora. Chegando furiosa a casa de Sérgio, que espera a ala rica da família para o almoço de domingo preparado por sua esposa, a Elvira(Thais Martini) e sua filha Matilde(Gabriela Magnani). Em meio a discussão de onde irão descartar a ancião e matriarca chegam os novos-ricos Antonio e Nora(Raisa Carolina), sua esposa, que têm promovido o almoço econômica e socialmente em circunstâncias pouco claras.

O destino de Mama Cora enquanto o almoço não se inicia é desconhecido. Ao passo que ninguém quer assumir a responsabilidade para a idosa, e cada um tentará que impor a sua opinião, a ancião desaparece. Ao buscar sem encontrá-la os filhos fazem uma denúncia do desaparecimento a polícia e logo chega a notícia de que foi encontrado o cadáver desfigurado de uma velha debaixo de um trem. Os filhos fazem o reconhecimento do corpo se inicia o funeral aonde se revelarão muitos fatos obscuros desta peculiar família de ascendentes italiano do Bairro do Bixiga, pois algo há de se fazer enquanto todos estão esperando O Cortejo.

Giorgio – WILLIAN BORBA
Susana - CAMI DELBENE
Mama Cora – SUSAN MARGOT
Sergio – JACKSON BOSA
Elvira – THAIS MARTINI
Matilde - GABRIELA MAGNANI
Nora – RAISA CAROLINA
Antonio – NANDO SCHWEITZER
Emília - PAZ MILLAN

ADAPTADO E DIRIGIDO POR Nando Schweitzer

Spoiler - Mama Cora é uma idosa com cerca de oitenta anos (sua verdadeira idade é desconhecida, incluso por seus filhos), viúva, mãe de quatro filhos: Antonio, Giorgio, Sergio e Emilia. Ela vive no bairro de Bixiga em São Paulo com seu filho Giorgio e sua esposa Susana, a quem provoca vários desconfortos. Percebendo isso, ele decide deixá-los sozinhos por umas horas e desaparece sem avisar a ninguém. Todos seus filhos após reconhecerem um destroçado cadáver acreditam que Mama Cora havia cometido suicídio, atirando-se debaixo de um trem na Lapa. Quando, depois de algumas horas, reaparece em seu próprio velório, muita já se descarrilhou e se desvelou sobre esta instável família.

Giorgio é o filho mais velho de Mama Cora, casado com Susana com quem tem uma filha que vive a chorar pelos nervos da histérica mãe. Toda a família vive com Mama Cora, causando situações nervos e problemas na convivência. Apesar de tudo isso, como Giorgio viveu muitos anos com sua mãe, ele tem um bom relacionamento com ela, e é o filho que realmente se sente um carinho sincero por ela. Após inúmeras substituições na montagem seu intérprete é Nando Schweitzer.

Susana tem vários argumentos com irmãos do marido, do pôr que ela não pode suportar sua mãe e precisa de sua mudança imediata: a falta de recursos, estrutura e a bebê pequena que Mama Cora quase afogou ao tentar banhar. Embora Mama Cora seja uma boa pessoa, os sucessivos acidentes domésticos causados pela doce velhinha tiram Susana de seu quício, transformando a convivência pesada e angustiante. Neste plácido domingo encalorado ela buscara o cunhado Sergio, irmão de seu marido Jorge, que vive com a esposa Elvira a pedir-lhes guarida a Mama Cora ao menos por um tempo e a recusa causa uma enorme discussão entre cunhadas. Em sequência, uma série de problemas surgem porque eles não encontraram Mama Cora e pensam que ela tinha morrido, sem saber que aonde estava. A personagem é vivida na montagem pela atriz chilena, Cami Delbene.

Elvira Romero de Musicardi, esposa de Sergio, filho entre-meio de Mama Cora. Talvez a mais sincera e por isto a mais cruel personagem desta obra teatral, mas também a que mais o público poderá se enxergar. A ela apenas importa complacer aos parentes mais ricos da família, neste caso Antonio e Nora. Tem uma ríspida má vontade para com sua cunhada Susana, obviamente a mais pobre das cunhadas e ignora plenamente a existência de Emilia a mais miserável dentre os quatro filhos de Mama Cora, que vive em uma favela. Elvira prima e aventa voluptuosamente seu pensamento sobre tudo e trás forte crítica social por via de um sarcasmo do autor em deflagrar o quanto todos nós somos abutres e cordeiros ao mesmo tempo.

Sergio Buscaroli de Musiardi, casado com Elvira e possui uma filha, a fogosa Matilde. Ele é preguiçoso, não gosta muito de banho, e prefere deixar todos os assuntos da casa nas mãos de sua esposa. Ele mantém um affair em relação a Nora, a esposa de seu irmão Antonio, que tenta esconder sob tudo, embora às vezes seja muito evidente. Vive muito consciente das aparências, preocupado com o que possam pensar os vizinhos no funeral "em curso" de sua mãe.

Matilde Romero de Muicardi é a filha de um casal que se não é o típico, ao menos há um em cada família. Resulta ser muito protegida pela mãe e ao mesmo controlada parcialmente pelo pai que finge ser enérgico e ao fundo é um banana. A recorrente moça de periferia que vê na tia rica o espelho do sucesso, e em seu tio que a assedia uma possibilidade de receber presentes e agrados que sua família não pode comprar. Com uma personalidade similar em seu matiz escandaloso a mãe, e uma inocência quase que beirando a tolice herdada de seu pai, Matilde põe na berlinda acidentalmente temas que todos já sabem, mas preferem fazer vista grossa. Assídua frequentadora da quadra de samba da Vai-Vai, lá vara madrugadas em busca de se exibir e atrair os com seus dotes físicos e sedução aos bons partidos da região. Contudo é muito sensível e se vê em polvorosa quando recebe a notícia da morte de sua nona e de que ainda mais o velório da mesma será em seu quarto.

Nora de Musicardi é uma típica nova rica. De origem humilde, vê no mafioso Antonio um dos filho de Mama Cora a oportunidade de ascender socialmente. Casados e sem filhos devido a sua suposta esterilidade a personagem é uma mescla entre ostentação e exagero que beira o mal gosto pelo excesso. Apesar de não suportar a família escandalosa e vulgar de seu marido, abre uma pequena exceção para confraternizar aos domingos com o cunhado Sergio, por quem se sente atraída sexualmente e sua esposa histriônica Elvira.

Antonio Buscarolli de Musicardi é um dos quatro filhos de Mama Cora, o mais abastado no aspecto econômico. Casado com Nora, ele trabalha em uma empresa de serviços financeiros. Possui uma certa apreciação para a família, mas não além de suas intenções de compartilhar alguns momentos juntos ocasionalmente aos domingo. Antonio mantém relações com personagens obscuros da força policial, e toda a sua família suspeita que sua fortuna tem fonte em atos ilícitos. Os familiares da ala pobre suspeita que ajuda economicamente seu irmão Sergio e ele por sua vez se coloca disposto a fazer o mesmo com seu irmão Giorgio, de modo a não se sentir tão culpado sobre a falta de atenção que presta sua mãe que reside com o irmão humilde. Tenta ignorar todas as situações que fazem a ele pensar na pobreza ou miséria ao seu redor, principalmente de suas origens.

Emilia Buscarolli de Musicardi é a única mulher dentre os quatro filhos da Mama Cora. Ela ficou viúva e cuida do filho Cacho, sozinha em uma casa muito precária, apoiado pelo trabalho de Emilia como uma lavadeira na mesma favela em que mora. Emilia sente um grande carinho por sua mãe e é, junto com seu irmão Giorgio, um dos personagens mais afetados pela notícia da morte de sua mãe. Emilia é a irmã da família mais sacrificada. Sem um marido e um filho para sustentar, tudo o que ganha no trabalho é para o sustento. Ela representa a extrema pobreza que existe nas grandes cidades e no país. Sem casa e com grande sacrifício sobrevive a uma dura realidade.

Filme baseado na obra original e roteirizado pelo próprio Jacobo Langsner
Esperando la Carroza