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segunda-feira, janeiro 22, 2018

Maconha é usada no lugar de incenso em Santiago de Compostela

monaguillos mariguana3 1024x777 - 2 coroinhas colocam maconha no incensário de uma catedral e a brincadeira acaba malDois coroinhas colocam maconha no incensário de uma catedral e a brincadeira acaba mal. O fato ocorreu na mítica Cathedral de Santiago de Compostela que abriga os restos mortais do apóstolo Santiago e é destino final de uma das maiores peregrinações do mundo católico no mundo. Várias pistas indicavam que os culpados eram os coroinhas. Depois da missa, a polícia os deteve. Eles não imaginavam que iriam acabar sendo presos. 

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Um dos paroquianos disse em entrevista ao ‘Hay Noticia’ que “Não era como o cheiro tradicional, era um cheiro familiar, mas não conseguia relacioná-lo com nada, mas a casa do meu filho às vezes tem esse cheiro“ - afirmou o fiel. Os dois coroinhas decidiram fazer uma grande piada e colocar maconha no incensário da Catedral de Santiago de Compostela, na Galícia, país que está em processo de desanexação da Espanha. Contudo, eles pagaram um preço alto pela brincadeira.

O incidente ocorreu no dia 6 de janeiro deste ano, durante a celebração da Epifania do Senhor na Cathedral de Santiago de Compostela. Para a ocasião foi usado um grande queimador de incenso. Tudo correu normalmente até o local começar a ficar com um cheiro forte de maconha.

Um deles mencionou o seguinte: “Foi uma brincadeira que surgiu durante a festa de Ano Novo, compramos meio quilo de maconha e colocamos dentro do incensário. É certo que as pessoas saíram da igreja mais felizes do que nunca”.

sexta-feira, novembro 03, 2017

Porque existem mais usuários de maconha que de teatro na atualidade?

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Pois, longe de mim prejulgar, apenas observo. A questão aqui não é o uso de entorpecentes ou drogas lícitas e ilícitas, este é um fato de cunho particular. Ao que chegamos ou tentamos é, porque não conhecemos tantos usuários de teatro quanto de maconha. Sumamente podemos concluir que a maconha hoje é mais popular que o teatro. Mas porque? Levantemos algumas hipóteses, mas antes coloquemos emparelhados suas similitudes. Ambos, e disse ambos, te fazem viajar. Ambos são discriminados pela sociedade. Ambos não fazem parte da grade curricular das escolas no país. Ambos estão para a juventude dados como algo desconhecido e que só provando se poderá conhecer seus efeitos. Ambos tem rituais de iniciação coletivos. 

Você acha que alguém escolhe por quem se apaixona? Descaminhos e percausos durante a vida criam afinidades e adicções. Augusto Boal construiu uma trajetória artístico-educativa de fortalecimento das potencialidades dos sujeitos em seus atos de criação estética, reflexão e conscientização política. Ao compreender o teatro como uma ferramenta capaz de fomentar as transformações sociais e a formação de lideranças em comunidades diversas e como ferramenta de transformação social, Boal difundiu seu método de teatro, baseado em jogos de percepção, expressão e criação, em diversos países, batizando-o como Teatro do Oprimido, em homenagem à obra de Paulo Freire. Seria Boal um adicto ao teatro? Temos que avançar aos poucos no Brasil. Legalizar o uso do teatro e da maconha e ver como isso funciona na vida real. E em seguida, se der certo, fazer o mesmo teste com outras drogas.

Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel, datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos têxteis e medicina. Mais tarde, outras sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha e o cânhamo produziam a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos têxteis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistente e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo.

Aristóteles, ao final de sua Poética, escrita entre 335 e 323 AC, aponta que a tragédia pode ser lida, e, mesmo assim, sem ter o movimento da cena (gestos, etc), sem ser apresentada ao vivo, terá seu efeito sobre o leitor, igualando-se assim a Epopeia na forma lida. Entretanto, por possuir componentes extras, a música e o espetáculo, a Tragédia, segundo Aristóteles, torna-se superior a Epopeia, pois contém “todos os elementos da epopeia” e, além disso, contém o que não é pouco, a melopeia (música) e o espetáculo cênico. Ambos acrescem a intensidade dos prazeres e são próprios da tragédia. (trad. Eudoro de Souza, Os Pensadores, 1462a,p. 268.). O teatro também, ainda segundo Aristóteles, além da vantagem de “ter evidência representativa quer na leitura, quer na cena”, possui poder de síntese, pois nele “resulta mais grato o condensado que o difuso por largo tempo”.

Uma reflexão que pode nos dar esse convexo pós-modernista é que ambos, tanto o teatro como a canábis têm efeitos recreativos, libertadores de travas cognitivas e bloqueios psicosomáticos de condutas aprendidas socialmente. Mas no caso do teatro existem mais preconceitos a seus usuários na atualidade. Pois ao que você comente a algum seja le próximo ou não que fora ao teatro causará mais reações e surpresa que ao dizer que fumastes um baseado.

Na sociedade atual temos mais defensores da descriminalização da maconha, inclusive por pessoas de rasgo conservador que defensores da arte ou do teatro. É muito mais comum alguém te convidar para fumar um que lhe convidar para ir ao teatro. Você com certeza conhece mais maconheiros que atores. Você com certeza já fumou mais vezes um fininho que a quantidade de vezes que foi ao teatro.

Portanto, muito mais que defender o uso indiscriminado do teatro como droga recreativa, desejo levantar a questão de porque o teatro nos dias em que vivemos é tão perseguido, censurado e boicotado? Resposta: Porque ele provoca, ele abre mentes, ele relaxa e ainda por cima libera enzimas no cérebro que ajudam a desmistificar barreiras sociológicas e interpessoais.

Existem estudos em várias partes do mundo que concluíram tanto que o uso de marihuana quanto do teatro fazem com que as pessoas sobre os feitos destes entorpecentes se permitam mais a experiências de cunho homossexual.

Uma postagem feita na rede social Reddit, no início do mês passado, deu origem a um novo termo que, depois dos g0ys, vem gerando polêmica na internet: o "highsexual", um heterossexual que passaria a se sentir atraído por pessoas do mesmo sexo após o consumo de drogas. Tudo começou quando o usuário throwaway15935745625, que se diz hétero e usuário frequente de maconha, fez uma postagem no site relacionando o consumo da droga com a sua sexualidade. "Eu sou um super usuário de maconha... Só me sinto atraído por garotas e não ligo para homens quando estou sóbrio. Mas quando estou chapado, desejo homens que transem comigo com vontade. Alguém mais tem esse desejo? Mais alguém se sente assim depois de fumar maconha?", perguntou ele na rede social.

Seré então possível que se estimularmos ao público a um uso compulsivo do teatro possamos criar os "highteatrais"? E se os highteatrais terminariam gerando os "hightsexoteatrais"? E ao fim descobrimos porque hoje em dia usar maconha é algo que causa menos repulsa e repressão social que ser usuário de teatro.

sexta-feira, março 10, 2017

Porque as pessoas usam maconha e não vão ao teatro

Imaxe relacionadaPois, longe de mim prejulgar, apenas observo. A questão aqui não é o uso de entorpecentes ou drogas lícitas e ilícitas, este é um fato de cunho particular. Ao que chegamos ou tentamos é, porque não conhecemos tantos usuários de teatro quanto de maconha. Sumamente podemos concluir que a maconha hoje é mais popular que o teatro. Mas porque? Levantemos algumas hipóteses, mas antes coloquemos emparelhados suas similitudes. Ambos, e disse ambos, te fazem viajar. Ambos são discriminados pela sociedade. Ambos não fazem parte da grade curricular das escolas no país. Ambos estão para a juventude dados como algo desconhecido e que só provando se poderá conhecer seus efeitos. Ambos tem rituais de iniciação coletivos. 
Você acha que alguém escolhe por quem se apaixona? Descaminhos e percausos durante a vida criam afinidades e adicções. Augusto Boal construiu uma trajetória artístico-educativa de fortalecimento das potencialidades dos sujeitos em seus atos de criação estética, reflexão e conscientização política. Ao compreender o teatro como uma ferramenta capaz de fomentar as transformações sociais e a formação de lideranças em comunidades diversas e como ferramenta de transformação social, Boal difundiu seu método de teatro, baseado em jogos de percepção, expressão e criação, em diversos países, batizando-o como Teatro do Oprimido, em homenagem à obra de Paulo Freire. 
Seria Boal um adicto ao teatro? Temos que avançar aos poucos no Brasil. Legalizar o uso do teatro e da maconha e ver como isso funciona na vida real. E em seguida, se der certo, fazer o mesmo teste com outras drogas.
Os primeiros registros históricos do uso da Cannabis sativa para fabricação de papel, datam de 8000 anos a.C, na China. Depois os chineses descobriram e desenvolveram outras formas de uso da planta, principalmente para produção de artigos têxteis e medicina. Mais tarde, outras sociedades, como os gregos, romanos, africanos, indianos e árabes também aproveitaram as qualidades da planta, fosse ela consumida como alimento, medicina, combustível, fibras ou fumo. Entre os anos de 1000 a.C. até meados do século XIX, a maconha e o cânhamo produziam a maior parte dos papéis, combustíveis, artigos têxteis e sendo, dependendo da cultura que a utilizava, a primeira, segunda ou terceira medicina mais usada. Sua grande importância histórica se deve ao fato da maconha ter a fibra natural mais resistente e forte do que todas as outras, podendo ser cultivada em praticamente qualquer tipo de solo.
Aristóteles, ao final de sua Poética, escrita entre 335 e 323 AC, aponta que a tragédia pode ser lida, e, mesmo assim, sem ter o movimento da cena (gestos, etc), sem ser apresentada ao vivo, terá seu efeito sobre o leitor, igualando-se assim a Epopeia na forma lida. Entretanto, por possuir componentes extras, a música e o espetáculo, a Tragédia, segundo Aristóteles, torna-se superior a Epopeia, pois contém “todos os elementos da epopeia” e, além disso, contém o que não é pouco, a melopeia (música) e o espetáculo cênico. Ambos acrescem a intensidade dos prazeres e são próprios da tragédia. (trad. Eudoro de Souza, Os Pensadores, 1462a,p. 268.). O teatro também, ainda segundo Aristóteles, além da vantagem de “ter evidência representativa quer na leitura, quer na cena”, possui poder de síntese, pois nele “resulta mais grato o condensado que o difuso por largo tempo”.

quinta-feira, novembro 03, 2016

Já aconteceu com Você? MACONHA causa homossexualidade temporária, relatam usuários

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Um estudo realizado na Austrália feito pelo cientista Hukg Juh, 59 anos, revelou que um dos efeitos colaterais da maconha é fazer com que héteros sintam atração por outros homens. A pesquisa revelou ainda que cerca de 10 minutos após o uso de maconha, algumas pessoas ficam “fora do controle” e acabam partindo para cima de um “alvo”. O resultado mostrou que cerca de 77% dos usuários de maconha que são héteros na Austrália tiveram algum relacionamento íntimo com outro homem após o uso da erva.

“As drogas forçam algumas pessoas a assumirem sua sexualidade, especialmente aquelas que estejam lutando contra”. E ai, será que a moda pega? “Eu sou um bom maconheiro incondicional… Eu me sinto muito atraído por meninas e não tanto quanto a homens quando estou sóbrio. Mas quando eu estou chapado, eu só quero chupar um pau grande de um homem que me foda todo. Qualquer outra pessoa tem os mesmos efeitos? Apenas curiosidade, não que realmente me incomode, desde que eu ainda esteja atraído por meninas, mas às vezes me sinto estranhamente atraído por amigos do sexo masculino”, descreveu um dos usuários. Em seguida, outra pessoa da comunidade respondeu: “Meu círculo chama isto de Highsexualism”.

Já no Brasil os depoimentos são mais disparatados. Um depoimento afirmava que com ele acontece a mesma coisa. "A maconha parece derrubar algumas barreiras para mim. Eu exploro meu lado gay latente quando estou chapado. Eu só introduzi coisas na minha bunda quando estava chapado."

Alguns homens que se consideram heterossexuais estão relatando um estranho comportamento homossexual após fumarem maconha. Esse assunto surgiu num fórum de discussão do site Reddit e está chamando a atenção dos internautas. Intitulado de “Maconha me faz temporariamente gay. Mais alguém?”, a publicação ganhou força e está gerando diversos comentários. Caso semelhante foi relatado em postagem de um grupo de alunos da USP.

Um aluno de Engenharia Civil da UFSC em entrevista ao blog confessou estar arrependido. “Depois disso acontecer mais vezes, eu decidi transar com um cara. Talvez seja porque eu tenho 19 anos e ele 23, mas eu me senti tão mal que não consegui passar do sexo oral”, admitiu em seguida. Afirmando ainda que a partir de então apenas fará sexo com homens sem o uso de maconha.

O termo “highsexual” entrou para o dicionário urbano em 2009 e é definido como “a súbita reversão de sua orientação sexual depois de fumar maconha”, complexo, né? E essa nomenclatura segue a onda de alguns nomes g0ys e spornsexual, que também são usados pra definir mudanças de comportamento de um nicho da sociedade.


quinta-feira, dezembro 12, 2013

Uma geração que quis mudar!!!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


"Temos de aprender a incluir a diversidade que há neste mundo. É muito difícil hoje em dia ser "liberal" no sentido civilizatório, que é o de aceitar a existência de outros modelos de civilização, ou ser civilizado." A quem de nossa cultura social mesquinha, supérflua e inócua. Assim me incluo no coro da citação que fiz a José Mojica, líder e presidente uruguayo de esquerda. O único realmente de esquerda no continente!

Assistindo tardiamente uma entrevista do presidente uruguayo a TVE, emissora de televisão estatal espanhola, fui acometido de uma rara esperança no ser humano, ou de realmente conhecer um antes de minha morte. 

Da legalização da Marihuana, a nossa maconha, a adoção para casais compostos por pessoas do mesmo sexo, a legalização do álcool nas décadas de 1910... a República Oriental do Uruguay é uma revolucionária nação a frente do pensamento retrógrado capitalista e conservador de seus vizinhos continentais. É de se pensar: Como um país de dimensões tão pequenas pode pensar tão grande?

"Hay que luchar por la paz en todos los rincones de la Tierra". Frase tal não necessita tradução em um território aonde o castelhano é idioma co-oficial, e peça ao editor deste site que o mantenha assim. Mujica profere esta pérola meses antes da recém legalizada lei que regulamentou o uso da maconha em seu país. Alegando que assim traz paz a várias famílias reféns direta ou indiretamente pelo narcotráfico.

"Nunca podem devolver o que perdestes em um calabouço...". Com frases assim o sóbrio ex-guerrilheiro deflagra não sentir mágoa de seus detratores no passado e remete-se a um futuro em que "a paz é o que está por vir". Ainda afirma que nunca é tarde e é o mal necessário de viver "voltar a começar, e voltar a começar" como um ciclo da vida.

Um tipo que quando perguntado o que pensa de sua indicação para o prêmio nobel da paz salta da poltrona e dispara "Están todos locos..." e que como muito uma honraria assim serviria para enaltecer a sócio cultura uruguaya e traria "unos pesitos más"(alusão a moeda de seu pais, o peso) para construir umas moradias para os que ainda não têm teto, esse é Pepe Mujica.

Minha garganta dá um nó, a cabeça refuta tudo ao meu redor. Quando este ser diz que em seu país caminha pelas ruas e come em qualquer bar de esquina sem as parafernálias dos homens de estado, nem nada. E finaliza dizendo que morrer sabe que vai, e não se pode viver temendo a tudo e a todos. 

Pepe me faz sentir em contradição, pois sempre afirmo que quanto mais velho o ser humano este se torna mais normativo e contaminado pela sociedade. Pepe me provoca a sonhar que posso estar equivocado.

Frases cabalísticas de Mujica nesta entrevista? Muitas... Para meu íntimo vibrar poucas:

"Os únicos derrotados no mundo são os que deixam de lutar, de sonhar e de querer."
"Pertenço a uma geração que quis muar o mundo, mas fui esmagado, pisado, derrotado.."
"Creio que o homem tem recursos para criar um mundo melhor. Mara tem de ser um  mundo rico em recursos materiais, mas muito mais rico em cultura e em conhecimento."


A íntegra da entrevista em espanhol, podes acessar aqui: