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sexta-feira, março 31, 2017

Direto de 2067: 53 anos em 5… minutos!

Resultado de imaxes para golpe dilmaO Golpe Civil-Militar de 1964 foi o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil, que culminaram, no dia 1º de abril, com um golpe de estado que encerrou o governo do presidente então João Goulart. Em 1964, houve uma reação por parte de setores conservadores da sociedade brasileira, juntamente das Forças Armadas, do alto clero da Igreja Católica de organizações da sociedade civil e com forte apoio dos Estados Unidos.

Havia um temor de que o Brasil viria a se transformar em uma ditadura socialista, similar a Cuba. O governo de João Goulart e seu plano Trienal, afim de estabilizar a economia, seguido da acentuação do discurso de medidas vistas, as quais incluíam a reforma agrária e a reforma urbana, combate à pobreza, distribuição de renda e saúde e que não foram bem vistas. À época, isto significa comunismo, mesmo quando não fosse o caso. Os militares brasileiros chamavam o Golpe, de Revolução de 1964, ou Contrarrevolução de 1964. Expressão associada a defensores da ditadura.
Bem, defensores desta atroz desfeita ainda respiram. Novos cooptados por essa ideologia reacionário também. Recentemente tivemos a tal Marcha da Família em várias cidades do Brasil.

A questão que ainda paira no ar é: se os países vizinhos que tiveram ditaduras de menor tempo e com número inferior de assassinatos executados pelos seus regimes autoritários no século passado, por que o Brasil ainda segue na escuridão dos fatos desta época tenebrosa para o país?

Um suposto ladrão de galinhas pode ser linchado e amarrado a um poste, mas assassinos em série usufruem de uma tal Lei de Anistia criada apenas para defender ditadores e seus apoiadores dos rigores da lei. Se é que há Lei!

Neste dia, há meros 50 anos, o povo ignorante apoiou um golpe antidemocrático. Será que hoje seria diferente? Não sei. Em 2016, se provou que 52 anos bastam para se esquecer uma ditadura. O povo ainda leva até hoje o sonho americano, ou melhor, americanizado no peito. Casa, carro e covardia! Logo uma terceira ditadura nos abaterá!!!

Nando Schweitzer, correspondente do Inter-temporal em 2067. Ano em que se comemora o aniversário de 51 anos da Contra-revolução de 2016, que derrubou Dilma Roussef.

segunda-feira, abril 18, 2016

Sobre os pedidos de mudanças no Brasil

Desde 1964 se tem no Brasil presidentes comprometidos com o capital estrangeiro e o entreguismo anti-nacionalista. Políticas de sucateamento do ensino público e políticas econômicas liberalistas. Ao grão, aos que bradarem por mudanças, somente espero que queiram mudanças estruturais. Pois vivemos a meio século com políticas de mesmo cunho e norte. Mudança nas estruturas, disto o país necessita. Não câmbios superficiais de legenda, máfia, bando ou corrutela.

segunda-feira, setembro 29, 2014

Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Ou Levy!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Quando pensamos... Se é que pensamos, ou melhor, porque pensamos em algo? O pensamento é nada mais que um exercício. Este que é um mero reflexo da disposição de nossos preconceitos e preceitos da nossa cultura internalizada.

Pipocam feito barraquinha de festa junina os comentários sobre o cover do Senhor Spacily, Levy Fidélix, nas redes sociais e portais de notícias. Como se homofobia fosse uma grande novidade, ou NÃO PRESENTE EM NOSSO COTIDIANO.

Após 4 ataques homófobos sofridos por mim, 3 no Brasil e um na Argentina. Embora no país vizinho o matrimonio igualitário seja uma realidade legal a anos, sancionada pela direitista e populista travestida de esquerda-democrática, Cristina Fernández de Kirshner. Mesmo assim o país limítrofe ainda, claro que infinitamente e percentualmente menores que  no Brasil, registra muitas  mortes contra e simplesmente pelo fator de um ser humano ser da comunidade LGBT.

O Brasil é um poço fundamentalista, retrógrado. Um dos últimos países do continente a décadas atrás a aprovar o divórcio, hoje algo já naturalizado. O único país a não ter julgado ainda seus genocidas de regimes ditatoriais. Mesmo se comparamos o país ao Chile, a ditadura derradeira a cair no continente no século passado, perdemos. Os andinos já condenaram, e ainda em vida, a Augusto Pinochet.

Ao tão repercutido e falado Debate de ontem, na Rede Record de Televisão, nos restam algumas possíveis reflexões. Mas das mais que me afligem é se pensar que defender-se assassinatos em massa possam gerar tantos apoios de seres que se dizem cidadãos e democráticos.

Ser perseguido por uma moto em alta velocidade, por se estar numa rua em determinado horário, aonde presumidamente apenas homossexuais transitam, visto que nada mais na cidade neste dia e local estaria aberto a não ser uma discoteca voltada ao público LGBT é normal. Acontece diariamente. Mas que ao por sorte se consiga escapar, sobreviver, é raro. Agora que na delegacia te neguem o direito constitucional de registrar um Boletim de Ocorrência... 

Luciana Genro propõe uma taxação as grandes fortunas, mas creio que embora seja uma esplendida ideia, tenho uma melhor. O desconto no Imposto de Renda a comunidade LGBT, por cerceamento de direitos constitucionais aferidos aos demais cidadãos e sonegados conscientemente pelo atual governo e seus antecessores, deva ser sancionado.

Hoje temos descontos e benefícios destinado a várias minorias: deficientes, enfermos, idosos, professores... Até a marginais condenados temos pensões. Para genocidas temos benefícios e aposentadorias compulsórias. Se por matar um cidadão por dissidência política, alguém pode receber uma pensão, porque não se pode também receber-se uma gratificação por se ser uma aberração? Afinal dar o cu é mais grave, perigoso e prejudicial a saúde e a sociedade que matar compatriotas.

Neste país onde o coxinhismo esquerdo-direitista da nova política marineira, dilmopata, aécio-liberalista é um rastro de amargura e baixa-auto-estima brasileira, esta que também cresce a medida que aumentam os dízimos das reacionário-sionistas ceitas evangelizadoras. Estas que permeiam e permitem que a intolerância se torne cultura e a esperança de se alcançar a Deus.

Se existe, Deus, deve ser algo parecido a Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Pois todos estes, seguindo este raciocínio perseguem, aniquilam e abominam/abominaram o diferente.

Todos sabemos que Trotisk foi assassinado por um agente da KGB? Todos sabem que a igreja católica queimou a Santa Joana Dark, alguns séculos antes de canonizá-la? Alguém sabe que o Estado Islâmico decápta pessoas pelas mesmas razões que evangélicos, católicos e neonazistas perseguem a homossexuais?