sexta-feira, novembro 07, 2014

O Mapa da Esquerda e Direita na Europa

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista



Albânia (Fora da UE) - Comunismo - IDH 95º
Alemanha - (Na UE) - Social Democracia - IDH 5º
Andorra - (Parcialmente na UE) - Social Democracia - IDH 37º
Armênia - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 87º
Áustria - (Na UE) - Social Democracia - IDH 21º
Azerbaidjão -(Fora da UE)  - Liberalismo - IDH 76º
Bélgica - (Na UE) - Liberalismo - IDH 21º
Bielorrússia - (Fora da UE) - Comunismo parlamentar - IDH 53º
Bósnia e Herzegovina - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 86º
Bulgária - (Na UE) - Liberalista - IDH 58º
Cazaquistão - (Fora da UE) - Comunismo presidencialista - IDH 70º
Chipre - (Na UE) - Liberalismo - IDH 32º
Croácia - (Fora da UE) - Pós-Socialista - IDH 47º
Dinamarca - (Na UE) - Estado de Bem-Estar - IDH 10º
Eslováquia - (Na UE) - Liberalismo - IDH 37º
Eslovênia - (Na UE) - Social Democracia - IDH 25º
Espanha - (Na UE) - Social Democracia - IDH 23º
Estônia - (Na UE) - Liberalista - IDH 33º
Finlândia - (Na UE) - Estado de Bem-Estar - IDH 24º
França - (Na UE) - Estado de Bem-Estar - IDH 20º
Geórgia - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 79º
Grécia - (Na UE) - Social Democracia - IDH 29º
Hungria - (Na UE) - Liberalista -  IDH 43º
Irlanda - (Na UE) - Neoliberal - IDH 11º
Itália - (Na UE) - Liberalista - IDH 26º
Islândia - (Na UE) - Liberalismo - IDH 13º
Letônia - (Na UE) - Liberalista - IDH 48º
Liechtenstein - (Fora a UE) - Liberalista - IDH 18º
Lituânia - (Na UE) - Liberalista - IDH 41º
Luxemburgo - (Na UE) - Social Democracia - IDH 21º
Macedônia - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 84º
Malta - (Na UE) - Social Democracia - IDH 39º
Moldávia - (Fora UE) - Liberalista - IDH 114º
Mônaco - (Na UE) - Social Democracia - IDH não medido (Francês)
Montenegro - (Na UE) - Social Democracia - IDH 51º
Noruega - (Fora da UE) - Estado de Bem-Estar -  IDH 1º
Holanda ou Países Baixos - (Na UE) - Social Democracia - IDH 4º
Polônia - (Na UE) - Pos-Socialista - IDH 35º
Portugal - (Na UE) - Liberalista - IDH 41º
Reino Unido - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 14º
República Checa - (Na UE) - Liberalista - IDH 28º
Roménia - (Na UE) - Liberalista - IDH 54º
Rússia - (Fora a UE) - Neoliberalista - IDH 57º
Suécia - (Na UE) - Estado de Bem-Estar - IDH 11º
Suíça - (Fora da UE) - Social Democracia - IDH 3º
Turquia - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 69º
Ucrânia - (Fora da UE) - Liberalista - IDH 83º
Vaticano - (Foras da UE) - Mercantilista - IDH (Não é medido oficialmente)

UE - União Européia. A União Europeia (UE) é uma união económica e política de 28 Estados-membros independentes situados principalmente na Europa. A UE tem as suas origens na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e na Comunidade Económica Europeia (CEE), formadas por seis países em 1957. Nos anos que se seguiram, o território da UE foi aumentando de dimensão através da adesão de novos Estados-membros, ao mesmo tempo que aumentava a sua esfera de influência através da inclusão de novas competências políticas. O Tratado de Maastricht instituiu a União Europeia com o nome atual em 1993. A última revisão significativa aos princípios constitucionais da UE, o Tratado de Lisboa, entrou em vigor em 2009. Bruxelas é a capital de facto da União Europeia.
O Parlamento Europeu é a instituição parlamentar da União Europeia. Eleito por um período de 5 anos por sufrágio universal direto pelos cidadãos dos estados-membros, o Parlamento Europeu é a expressão democrática de 500 milhões de cidadãos europeus. Constitui assim a Assembleia eleita nos termos dos Tratados, do Ato de 20 de Setembro de 1976. No Parlamento Europeu estão representadas, a nível de formações políticas pan-europeias, as grandes tendências políticas existentes nos países membros. Tem sede em Estrasburgo, na França. O presidente do Parlamento Europeu é o socialista alemão Martin Schulz, eleito em 17 de janeiro de 2012.

IDH - Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano" e para ajudar a classificar os países como desenvolvidos (desenvolvimento humano muito alto), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio e alto) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo). A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. Cada ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.
O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no seu relatório anual.

quarta-feira, novembro 05, 2014

Quando o protesto é vazio de conteúdo

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jonalista


Se quando nos protestos de 2013 se levantavam uma bandeira qualquer, sempre se pediu que se retirassem e as baixassem, deveriam nesses protestos de agora também impedir que levantassem certos cartazes de cunho fundamentalista. Conveniência também é crime segundo a constituição e código civil, bem como crimes de ódio e incitação a assassinatos e a uma ditadura também.

O MUNDO NÃO PODE SER APENAS ESSA MEDÍOCRE BIPOLARIDADE. Ou Cuba ou Estados Unidos, ou comunismo ou capitalismo, ou PT ou PSDB... E a luta contra a ditadura no Brasil não acabou até hoje, pois grandes interventores do governo cívico-militar hoje estão nos dois lados que se dizem tão diferentes. Sarney que fora da Arena, apoiou o vovô do Aécinho na eleição indireta de 84, pois nossos milicos queridos achavam que o povo não estava preparado para votar... Talvez meu único ponto convergente com estes genocidas. 

Fico abismado com a quantidade de pessoas reacionárias que nas redes sociais se mostram através de uma falsa invisibilidade mostram sua ignobilidade e seu desconhecimento político e histórico.

Outro dia me desafiaram a definir um coxinha. Esta maravilhosa gíria da modernidade. Pois os vejo como um ser pobre, de direita, que não sabe argumentar a não ser dizendo: Vai pra Cuba, etc... Não entende que o neoliberalismo serviu apenas para as superpotência e classes altas a ampliar seu poder financeiro, e ampliar o teto entre pobres e abastado. MESMO SENDO PREJUDICADO pelo capitalismo caiu no conto da tal liberdade neoliberalista que "permite" que todos "caso lutem" podem conquistar todos os bens de consumos inúteis e supérfluos que só o "capitalismo pode alcançar". Confundem neoliberalismo com avanço tecnológico. Confundem acessibilidade com possibilidade. Confundem militares com seres humanos. Polarizam entre iguais-neoliberalistas como PT e PSDB... COXINHAS!

Existe hoje uma in-revolução em curso no Brasil. Se o golpe militar se auto determinou contra-revolução... Usando de um argumento frágil, de que os comunistas iriam dominar o país... atualmente se pode ver o resultado histórico disto... Da dita esquerda a tal neo-democratocracia, todos sem exceção devem ser postos 47ºgraus a direita de seus discursos... Incluso o PSOL... Que não tece ou propõe uma esquerda radical, mas apenas uma social democracia moderada e burocrática com maior peso ideológico que propositivo-orgânico.

O Brasil nunca chegará a ter um estadista de esquerda democrática como Hollande na França. Os coxinhas mulatos-mestiços-neoliberais-direitistas me entediam, pois lutam contra um inimigo ficcional, propondo uma medicina surreal de efeitos nocivos para ele mesmo.

quarta-feira, outubro 29, 2014

Nordeste Independente

Florianópolis - Diretor Teatral e Jornalista

Comento o texto que por aí nessas redes sem peixe está a girar:

"CALE A BOCA, POVO DO NORDESTE!"

Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país? Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?

Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?

Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!

Como está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.

Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…  Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…

Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melodias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia… Ah! Nordestinos… Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros a força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?

As suas belezas naturais não são nada, quem iria gostar de conhecer Porto Seguro (BA), Praia do Gunga (AL), Praia do Espelho (BA), Jericoacoara (CE), Canoa Quebrada (CE), Porto de Galinhas (PE), Genipabu (RN), Praia da Pipa (RN), Lençóis Maranhenses (MA), Lajedo de Soledade (RN), Praia Fluvial do Jacaré (PB), o Passeio das Galés em Maragogi (AL), Ilha de Itaparica (BA), etc, etc.
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar. Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca?

Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!

Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla!..."
Quando uma certa vez eu nos ônibus da cidade de Florianópolis interpretei um retirante cearense "José Firmino", e logo ao transpassar de 1 semana pasmótico recebi a informação de que haveria uma circular proveniente da empresa de transportes instruindo aos funcionários que proibissem minha entrada no sistema de transporte da capital catarinense.

O que na época inocente pensei, 2004, seria uma mera ação anti-cultural provinciana, hoje percebo que era nordestinofobia.

Algum tempo depois, não sei precisar uma outra atriz na cidade faria inserções nos mesmos ônibus do mesmo sistema de transporte com uma personagem típica da região, uma manézinha da ilha(gentílico apelido dado aos ativos da região noroeste do literal português, dos quais predominantemente são ascendentes os nativos de Florianópolis).

Contudo hoje, lendo os comentários de pessoas instruídas e outras não tanto do sul, muitos daqui da Ilha de Santa Catarina, percebo que sofri nordestinofobia através de minha personagem. Pobre e inocente José Fimino, que: "Nascido e criado no ceará, vindo de lá pra cá de mala e cuia com seus dois filhinhos: Ricardinho e Luisinho, de 6 e 3 anos..." Viu-se obrigado pelas caras pálidas e europeias assustadas dentro dos coletivos a informar: "não estou aqui nem pra matar, nem "estrupar" e nem roubar. Pois tenho cá minhas mãos calejadas da lida do cabo da roça e do gado" e logo mostrava a cerca de 3 centímetros do rosto das pessoas mais próximas suas mãos...

E seguia seu grito, seu pranto: "Vim aqui pra poetizar. Sou poeteiro, repentista. E assim não mais que de repente, de repente, repentinamente lhes imprimo aos ouvidos como a agulha no vinil minhas palavras em seu pensar... Devo ao rio, o coração sem margens... O rio que me arrasta para o dentro de mim, que é a correnteza das margens do rio da alma que jorra de dentro do rio, de dentro de mim... Mas quando penso em você, fecho os olhos de saudade...

Tenho tido muita coisa, menos a felicidade... Correm os meus dedos longos, em versos tristes que invento, nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento... Pode ser até manhã, cedo claro feito dia. Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria. Eu só queria ter no mato um gosto de framboesa
Prá correr entre os canteiros e esconder minha tristeza. Que eu ainda sou bem moço prá tanta tristeza. E deixemos de coisa, cuidemos da vida, pois se não chega a morte ou coisa parecida e nos arrasta moço, sem ter visto a vida."

Ao passo que o ônibus para a porte de uma delegacia do bairro Agronômica, aquele bem pertinho da residencia oficia do governador, a surpresa foi o apoio popular... Ao motorista que exigia a minha saída imediata, embora como os demais tenha pago a passagem.

Desde então tenho uma posição firme. Creio ser melhor queimar ônibus que fazer arte dentro deles em Florianópolis e entrar na campanha por um nordeste independente.

terça-feira, outubro 07, 2014

Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos avôs. O estado paternalista e impositor, conservador, racista, homófobo, e dentre tantos outros adjetivos que poeriam caber nesta oração segue símil ao estado ditatorial da Era Vargas ou da política Café com Leite. Mudam-se os coronéis, mas não mudam-se os bezzeros.

Era uma ironia suave aos que vem no governo atual(que é neoliberal) algo que ver com Cuba. Óbvio que o crime de um não ameniza o do outro. Os cubanos que fogem a Cuba, são do mesmo naipe dos Brasileiros que hoje fogem para os USA, com a diferença única que os brasileiros se fossem menos americanizados poderiam ir a 197 países do mundo... Pois tem dinheiro e condições para isto. Enquanto o povo cubano empobrecido por um boicote de 60 anos, mais uma ditadura nefasta(tanto quando a ditadura brasileira, que matou e empobreceu o país... que logo ao seu fim viu mesmo na pseudo democracia do bipartidarismo na era Sarney suas prateleiras de mercado vazias e inflação de 120% ao mês).

O cubano foge para os Estados Unidos por proximidade geográfica, o brasileiro por alienação da outra ponta do iceberg do mal. Cri,ticar Cuba sem criticar os norte-americanos é inconcebível. Mas para o bucéfalo cidadão padrão fifa, temos hoje um governo esquerdista. Que piada! Mas estes são os mesmos que confundem: social democracia, com comunismo, ou socialismo ou qualquer coisa que não seja neoliberal e pró Estados Unidos.

E eu queria ver uma comissão da verdade contra os crimes de lesa humanidade cometidos pelos norte americanos em todo o mundo, mas principalmente: Japão, Vietnam, Brasil, Argentina, Chile, México(até hoje), Ecuador, Afeganistão, Iraque, Síria, Argélia, Panamá, Nicarágua, Puerto Rico(que hoje ainda em 2014 é uma colonia dos Estados Unidos). Respeito qualquer orientação, seja política, sionista ou sexual, mas desde que não se ignorem certo fatos. Tanto o amiguinho do Dilmão(Fidel), quanto os do Aécio mataram, pois depois da ditadura argentina a que mais matou fora a ditadura militar brasileira(na média ano/morte). Mas a ditadura brasileira duraria 20 anos, contra 6 da ditadura argentina... Para pensar e fazer a conta. 

O MUNDO NÃO PODE SER APENAS ESSA MEDÍOCRE BIPOLARIDADE. Ou Cuba ou Estados Unidos, ou comunismo ou capitalismo, ou PT ou PSDB... E a luta contra a ditadura no Brasil não acabou até hoje, pois grandes interventores do governo cívico-militar hoje estão nos dois lados que se dizem tão diferentes. Sarney que fora da Arena, apoiou o vovô do Aécinho na eleição indireta de 84, pois nossos milicos queridos achavam que o povo não estava preparado para votar... Talvez meu único ponto convergente com estes genocidas. 

Agora temos ao lado da dita esquerda: Collor, Maluf, Sarney, entre tantos que apoiaram e participaram da ditadura coligados ao PT; e de outro lado temos o tal diferente que é mais reacionário e que esteve contra os direitos civis em toda nossa história com Aécio, partidos como Democratas, que mudou de nome tantas vezes por ser mais sujo seu passado que pau de galinheiro. Hoje democratas, ontem PFL, ante ontem Arena... 

Muito me admira um país tão grande, multicultural, auto-suficiente energeticamente, etc, etc, etc... Ter falido tantas vezes... Ter quebrado 3 vezes só no governo FHC, que tinha seu vice o PMDB, que hoje é vice do PT, querer dizer-se a salvação., ou pior que irá mudar a política geo-econômica do país. O PT quando chega ao poder só fez dar continuidade a política de seu antecessor, tanto que manteve Armínio Fraga anos ainda a frente do Banco Central. Quero que me mostrem em que diferem PT e PSDB, além do endereço dos contra-cheques! Por obséquio!

Transgenizando a célebre canção de Belchior poetizarei: Ainda somos coxinhas e vivemos como os nossos avôs!

segunda-feira, setembro 29, 2014

Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Ou Levy!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Quando pensamos... Se é que pensamos, ou melhor, porque pensamos em algo? O pensamento é nada mais que um exercício. Este que é um mero reflexo da disposição de nossos preconceitos e preceitos da nossa cultura internalizada.

Pipocam feito barraquinha de festa junina os comentários sobre o cover do Senhor Spacily, Levy Fidélix, nas redes sociais e portais de notícias. Como se homofobia fosse uma grande novidade, ou NÃO PRESENTE EM NOSSO COTIDIANO.

Após 4 ataques homófobos sofridos por mim, 3 no Brasil e um na Argentina. Embora no país vizinho o matrimonio igualitário seja uma realidade legal a anos, sancionada pela direitista e populista travestida de esquerda-democrática, Cristina Fernández de Kirshner. Mesmo assim o país limítrofe ainda, claro que infinitamente e percentualmente menores que  no Brasil, registra muitas  mortes contra e simplesmente pelo fator de um ser humano ser da comunidade LGBT.

O Brasil é um poço fundamentalista, retrógrado. Um dos últimos países do continente a décadas atrás a aprovar o divórcio, hoje algo já naturalizado. O único país a não ter julgado ainda seus genocidas de regimes ditatoriais. Mesmo se comparamos o país ao Chile, a ditadura derradeira a cair no continente no século passado, perdemos. Os andinos já condenaram, e ainda em vida, a Augusto Pinochet.

Ao tão repercutido e falado Debate de ontem, na Rede Record de Televisão, nos restam algumas possíveis reflexões. Mas das mais que me afligem é se pensar que defender-se assassinatos em massa possam gerar tantos apoios de seres que se dizem cidadãos e democráticos.

Ser perseguido por uma moto em alta velocidade, por se estar numa rua em determinado horário, aonde presumidamente apenas homossexuais transitam, visto que nada mais na cidade neste dia e local estaria aberto a não ser uma discoteca voltada ao público LGBT é normal. Acontece diariamente. Mas que ao por sorte se consiga escapar, sobreviver, é raro. Agora que na delegacia te neguem o direito constitucional de registrar um Boletim de Ocorrência... 

Luciana Genro propõe uma taxação as grandes fortunas, mas creio que embora seja uma esplendida ideia, tenho uma melhor. O desconto no Imposto de Renda a comunidade LGBT, por cerceamento de direitos constitucionais aferidos aos demais cidadãos e sonegados conscientemente pelo atual governo e seus antecessores, deva ser sancionado.

Hoje temos descontos e benefícios destinado a várias minorias: deficientes, enfermos, idosos, professores... Até a marginais condenados temos pensões. Para genocidas temos benefícios e aposentadorias compulsórias. Se por matar um cidadão por dissidência política, alguém pode receber uma pensão, porque não se pode também receber-se uma gratificação por se ser uma aberração? Afinal dar o cu é mais grave, perigoso e prejudicial a saúde e a sociedade que matar compatriotas.

Neste país onde o coxinhismo esquerdo-direitista da nova política marineira, dilmopata, aécio-liberalista é um rastro de amargura e baixa-auto-estima brasileira, esta que também cresce a medida que aumentam os dízimos das reacionário-sionistas ceitas evangelizadoras. Estas que permeiam e permitem que a intolerância se torne cultura e a esperança de se alcançar a Deus.

Se existe, Deus, deve ser algo parecido a Stalin, ou Hitler, ou Geisel, ou Pinocht, ou Videla... Pois todos estes, seguindo este raciocínio perseguem, aniquilam e abominam/abominaram o diferente.

Todos sabemos que Trotisk foi assassinado por um agente da KGB? Todos sabem que a igreja católica queimou a Santa Joana Dark, alguns séculos antes de canonizá-la? Alguém sabe que o Estado Islâmico decápta pessoas pelas mesmas razões que evangélicos, católicos e neonazistas perseguem a homossexuais?

quarta-feira, setembro 03, 2014

Jornalista é demitido por pensar diferente!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


"Digamos que me chamo José Carlo Manilha... Esta manhã eu fui demitido. Tudo porque o coxinhismo esquerdodireitista neste país está chegando a índices alarmantes. Andam dizendo que Dilmão é de esquerda, que o Aécio não é viciado, que o Campos e a Marina vão se casar e que o PSOL vai ganhar no 1º turno, tendo apenas 54 segundos de horário na TV. Onde está o compromisso com o povo, com a verdade e com o jornalismo real.

Sei que este não é o lugar mais apropriado. Mas como me desplugaram do ar esta manhã na rádio... (Voz embargada) Não posso sequer pronunciar o nome da instituição, pois estamos em litígio judiciário.

Minha honra de radialista foi aferida. Por isso lhe peço licença e daqui via web e com KY vai entrar no ar... (Abertura Musical do Programa) Até quando... Até Quando? Vamos fazer um país pouco sério?

Seguimos ao vivo neste lindo dia... Agora que faltam 5 minutos para você ter um colapso nervoso. Vamos em frente, estão frescos, e já temos 4 mortos. Mas tranquilos, um crime vil ou um assassinato podem bater a sua porta ainda hoje. O governo anuncia para ainda esta semana a volta do cruzeiro novo.

O atual governo comunista irá no próximo mês acelerar o programa de confiscos de latifúndios e medias propriedades e poupança. A escalada do dólar é alarmante e pode até a meia noite de hoje chegar a R$15,00. Mas isto não importa. Seguimos a todo vapor. Com o melhor panoramas de notícias que você não necessita, mas consome para se enfurecer, queimar-se em nervos e apurar um infarto ou cair em depressão logo pela manhã ou antes de deitar-se para um desesperante dormir em sua casa que não possui sequer vidros blindados ou alarmes, e tão pouco um guarda com um tanque blindado para evitar um ataque do PCC. Mas muito bem, seguimos agora com uma rodada rápida de tudo o que acontece neste país de merda.
Até quando... Até Quando? (Serio) Informações e notícias para entra em pânico, medo e depressão. Até quando? Um programa para cagar o seu dia desde muito cedo. (Cantando) Até Quando? Vamos fazer um país pouco sério? 
Vai tudo mal.. Tudo vai mal, e, com certeza, cada vez irá pior. Temos informação de nossa unidade móvel... é com você Claudete Trolando: “Olá José, tudo mal? Espero que sim...” Obrigado querida, você também. “Um piquete de guerrilheiros nazistas aposentados, promete cortar a ligação centro bairro e apunhalar qualquer pessoa que não possa através de documentos comprovar sua ascendência ariana”. Muito importante informação. Saiamos todos com cuidado pelas ruas e com nossas cartas de alforria.
Agora seguimos com uma mensagem de mais um ouvinte: “Manilha, estou farto, farto de tudo. Farto deste país... Farto, farto. 7X1 contra a Alemanha. Farto dessa Dilma comunista. Muito bom o programa...”. Agradecemos ao ouvinte, já são 7 minutos para você perder o ônibus lotado e xingar em voz baixa o motorista e aquele cobrador de merda. Atualizando... Já são 9 mortos.
Então queridos ouvistes, estão preparados para mais um dia de fracassos? Onde no colégio algum subnormal irá possivelmente metralhar o seu filho por não ter sido a maior nota no Enem, e descarregará em inocentes sua frustração e ódio por sua incompetência e falta de capacidade? Ou minimamente haverá uma greve de professores, esse bando de filhos da puta que nada mais sabem fazer.
Seguimos informando. É tempo de frio, as baixas temperaturas trazem muitas preocupações e você se pergunta: O que fazer? E nós lhe damos a dica: Nada, pois numa economia neoliberal aonde nem o estado e muito menos a iniciativa provada se importa com você, e muito menos com seu filho. Os medicamentos são caros, e oportunamente estarão vencidos quando venhas a utilizar a segunda dose.
Temperatura no momento. Frio, muito frio... Com esperança da ocorrência de suicídios em massa. Também nos informam que os mesmos maestros que fazem paralisações são os que distribuem as drogas as crianças. E com tudo isso que temos observado dia a dia em nossas ruas, casas, trabalho... Claro que até sermos demitidos sem aviso prévio ou qualquer direito graças a quebra da CLT por este governo fascista e recalcado de estigmas, inspirados no Stalinismo pro Obama.
Mas o frio nos aumenta nossa sensação de fracasso por vivermos em um país democrático, aonde criminosos políticos não são fuzilados sumariamente sem qualquer tipo de julgamento como o que ocorre em Cuba, bem como nas cortes internacionais comandadas pelos EUA, ou na China moderna importadora de muamba.
Seguimos com informação. Salientado que elas e tudo mais que possas saber ou mesmo aprender lhe servirão de patavinas, pois as possibilidades suas como um ser insignificante de modificar o seu entorno são nulas, pois você é um completo incapaz e um ser humano desprovido de capacidades cognitivas para compreender a lei eleitoral e constatar que não existe voto útil, mas, mesmo assim, continuará a pensar em apenas 2 candidatos como possíveis para ganhar as eleições. Votando claro no que estiver na frente das pesquisas de opinião manipuladas pelos grande conglomerados de mídia. Assim transformarás seu voto em um bilhete de apostas como se o presidente futuro fosse um cavalo e você o ganhador se o seu candidato vencer, independente se será um bom governante para o país.
Nos informam mais 3 mortos na última hora. Um viva... Um viva para o dia de hoje onde comemoramos o dia da garçonete. 9º graus e a meta de inflação segundo o instituto Fernando Collor é para 117% ao dia. Continuaremos informando com o nítido objetivo de deixar-los em um extremo estado de angustia, sofrimento e desesperação. 19 mortos contabilizamos já, e este número aumentará.
Pensamento do dia: Devemos aprender com países de primeiro mundo... Nos espelhemos nos EUA, que já mataram 3 presidentes. Ou na Espanha que assassinou mais de 40 milhões de separatistas durante a Guerra Espanhola, ou mesmo na Alemanha que exterminou seus rivais comerciais no holocausto."

Por problemas técnicos interromperemos essa transcrição. Prometendo continuar-la na próxima quarta-feira.

quarta-feira, agosto 27, 2014

Saudades dos 80: Meu nome é Eduardo Jorge!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Saudades do debate presidencial de 1989. Eram mais claros os ataques, eram mais explícitas as ideologias. Na noite de 26/08, via TV Bandeirantes, tivemos o primeiro debate de 2014 com quase todos os candidatos. Nele tivemos 4 blocos ideológicos claros: uma esquerda erudita e talvez incompreensível para o público, uma direita reacionário que não terá somada 2% dos votos, um centro perdido feito cega chapado em tiroteio com neblina, e uma centro-direita travestida de social democracia e que por vezes pincelava um aceno tacanho para o centro ou até para a esquerda.

Um novo Maluf, era Aécio Neves, com  seu discurso populista e vazio de propostas. Brizola reencarnou em Luciana Genro, bandeiras do trabalhismo de centro esquerda como a reforma agrária foram tocados apenas por ela. Roussef chegou a prismar a um Mário Covas de saias, nem conservador e tão pouco radical esquerdista. Marina Silva, mostrou-se como um Lula alfabetizado de passado de esquerda mas com um discurso beirando a simpatia, mas sem querer assustar o povo brasileiro, temoroso por mudanças, covarde e sem ideologia.

Os três patetas, cada um a seu modo nos serviram como válvula de escape para o show midiático. Levy e seu icônico bigode pareciam ao senhor Aureliano Chaves do extinto PFL, no discurso um democrata e nas entre linhas um conservador clássico. Everaldo, como lhe chamou Luciana Genro, mostrou-se o mais neoliberal, como Reinaldo Caiado outrora inconsistente e querendo privatizar o país (se é que resta muito para privatizar). Ainda, Eduardo Jorge, um baloarte sem parâmetros históricos, talvez lembre pela comicidade ao falecido Enéas.

Creio que iremos nos divertir neste pleito eleitoral. Muito. É trágico pensar no quanto o debate político empobreceu-se, e se pasteurizou. A paleta de cores hoje é mais fechada, simples. Saudosos anos 80... Não só nas artes, TV, mas também na política.




terça-feira, agosto 26, 2014

Eleições 2014: Como uma corrida de cavalo!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral

Evoluímos ou involuímos? Polar ou bi-polar? Brasil hoje em pleno ano eleitoral vai reviver um dos momentos de viés mais democrático dentre de suas díspares eleições. 

Creio ser um absurdo a legislação eleitoral do país das bananas, samba e mulher pelada. Em um âmbito em que se irá discutir o futuro da nação, ou melhor, se este terreno de falantes de um quase mesmo idioma passarão a poder sentirem-se parte de uma real nação.

Não  demos com o cucuruto na parede e nem miremos longe. Basta lembrar do primeiro debate presidencial da nova, e fraca ainda, democracia-política brasileira. Dado que em 1989, a mesma TV Bandeirantes lançou-se ao desafio de sediar e televisionar o primeiro embate pós regime ditatorial com todos os presidenciáveis. Com exceção dos que não aceitaram.


Lula, Collor, Maluf, Brizola, Covas, Afif, Freire... Enfim, mil ideologias e proposições para o país. O arco era iris. Mas o que mudou? O coxinhismo pseudo-esquerdo-direitista assola o Brasil. Teremos nesta terça, 26, o primeiro debate presidencial de 2014. A Bandeirante, hoje Band, tentará resgatar algo desta história democrática, pois diferente de 2010, teremos quase todos os candidatos presentes e não só os principais.

Estarão presentes nos estúdios da Band, no Morumbi, em São Paulo: Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Aécio Neves (PSDB), Pastor Everaldo (PSC), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV) e Levy Fidelix (PRTB). Mas ainda não termos os ditos nanicos PCO, PSTU, PCB, PSDC do senhor da musiquinha chiclete, Eymael.
Outras emissoras já recebem avisos de protestos e ações na justiça por não quererem nada mais que o três principais candidatos, mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto. O que para meu ver é por si só anti-democrático.

O critério midiático de se convidar apenas os mais pontuados para um debate na TV, mais acessado meio de comunicação do país, é como se transformasse-o em um segundo turno antecipado.

A pergunta que não para de enlouquecidamente girar na panela de pressão desta quase morna sucessão presidência, doravante aquecida pelo acidente do candidato Eduardo Campos, PSB, é: A quem interessa debater o futuro do país? Aos brasileiros? Seres conformistas, analfabetos funcionais, americanizados, idiotizados e de sócio-cultura apática e anti-politica?

Não me interessa discutir como e porquês da imbecilização e por que vias históricas este povo se acomodou em viver na merda e mesmo assim sorrir. Quem vive de passado é museu. O que realmente importa é desvendar que não é, possivelmente, mais um representante do pensamento burocrático, apático, conservador, americanizado e servilista.

Evoluímos ou involuímos? Polar ou bi-polar? Qual é a voz da dita mudança que o povo diz querer? E se é que quer, que deixe de ser covarde e pare de pensar na eleição como uma corrida de cavalo. Na qual devamos votar no com "mais chances" e não no melhor candidato.

terça-feira, agosto 19, 2014

Sonolência é carência?

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Tenho sentido muito sono. E você? Tem dormido bem? Dormir é algo inerente aos mamíferos. Segundo a OMS(Organização Mundial de Saúde) afirma que em média o normal e suficiente para a reposição energética e descanso, são 7 horas noite.

Porque quanto mais dormimos, menos recargados de energias nos sentimos? A propensão de um corpo é movimentar-se, a inércia do sono para o corpo é danoso ao excesso. Ao mesmo que a falta de horas possa causar-lhe problemas de concentração.

Estima-se que ao passar de sete horas imóvel a circulação sanguínea em partes extremas do corpo passa a ser comprometido pelos baixos níveis no ritmo cardíaco.

Mas quantos outros fatores temos na moderna vida dos humanos que nos impedem de dormir? Inflação, criminalidade, problemas amorosos, pressões laborais, familiares... etc.

Outro dia parei olhando as sobras geradas por minha janela aberta. A cada figura humana, imaginei um assalto possível.

segunda-feira, agosto 18, 2014

A Ressaca de Aécinho!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Ilustração de revista de direita e tendenciosa
A ressaca moral é sempre pior que a alcoólica. Aécio Neves hoje vive o pior dia desde que decidiu se tornar um presidenciável. A bombástica pesquisa eleitoral do Instituto Data Folha que lhe tira a confortável posição de 2º nome mais apontado pelos eleitores em Outubro, foi um bande de gelo na campanha do tucano.

Muitos atribuem apenas a petistas a incessante perseguição e boicote a criação do Rede Sustentabilidade. Quando na realidade é sabido que parte preponderante de vários políticos ligados ao agronegócio e setores mais conservadores do PSDB e DEM, fizeram das suas contra a criação do novo partido.

Campos, que faleceu em trágico acidente aéreo criou uma alternativa de mudança de foco na eleição, mesmo antes de se associar a Marina Silva, arquitetando uma pluri-aliança de matemática confusa e complexa. Em cada estado costurou apoios de diversas vertentes, hora anti PT, hora anti PSDB.

Essa política de raspa de tacho funcionava mais ou menos como um grito dos excluídos. Não os de eleitores de Marina em 2010, tão pouco o dos protestos do ano passado. Um grito dos excluídos políticos, que tanto no poderio petista e aliados governista se via, mas que também não queria uma retórica anti esquerda beirando o fascismo como em certos aliados que apoiam o tucana como a "única opção anti o "mal comunista" que seria o PT.

Em meio a sua corrida para a criação para a criação do Rede Sustentabilidade eu tive a oportunidade de entrevistar a acriana e agora provável presidenciável. (Entrevista à Marina Silva).

O grande dilema de marineiros hoje viraram vidraça, e tem ainda outra dura tarefa, conciliar o cartel de lideranças tão ecléticas quanto a música brasileira que possui o PSB.

Pior conflito sofre o PSDB, que antes era fraco no discurso, pois atacava o PT de incompetente. Mas não podia bater e frente e propostas concretas, pois o PT é um governo continuista ao de Fernando Henrique Cardoso. E agora tem uma emblemática concorrente, que graças ao discurso vazio de voto útil não tirou de Serra o 2º turno em 2010.

domingo, agosto 17, 2014

Enterramos a terceira via? O medo venceu a esperança!

Fernando Schweitzer - Jornalista e Diretor Teatral


Deve ser o tempo... O clima... A idade... Ou até mesmo o excesso de tempo longe da televisão, que estão a fazer-me duro, impoluto e diriam muitas carpideiras: "insensível".

Crívelmente não tenho me comovido com imagens e vídeos compartilhados no Facebook. Quer ver me deixar desestimulado é um vídeo com o título de: "Realmente Comovente", compartilhado na linha do tempo ou retwittado. Não sou cristão mas por sócio-cultura impositiva grito por Deus. Ou seria deus, como adjectivo?

Estamos no momento recebendo uma avalanche de informações inúteis e repetidas, por e-mail, por celular, por redes sociais e consequentemente por vias de facto. Será a tecnologia vilã da sócio-cultura ou o reverso? Tarde de mais! Hoje são o mesmo significado e significante. O povo perdeu o brio e sua antes natural vontade de vencer na vida, e por conseguinte se desistiu do Brasil.

Perdemos a curiosidade infantil. Felizmente. Toda criança é chata e sem critérios. Um ser cheio de angústias e buscando desbravar o novo. Tolas criaturas... Como se existira algo novo... Nesta incorruptâncial e marasmática actualidade. Clamemos aos... Não clamemos a nada. Conforme-mo-nos com nossa substantiva incapacidade de sermos únicos, indivíduos. Comemorardes sua pasteurização lactal!

Deparo-me neste plácido domingo de conciliação nacional com pessoas que me dizem em rompantes gritos que buscam o novo. Mas irão votar nos tucanos que desgovernaram por 8 anos o Brasil e a décadas São Paulo. Território este que controla 5% do PIB do continente, e ainda assim é o maior disparate social e a maior escada de extremos em renda per capita do Brasil.

Enquanto que muitos fingem ter no defunto socialista o enterro de uma esperança e renovação política, estes mesmo baluartes de velhas praticas nada mais querem capitalizar suas campanhas para manutenção do status quo que impera neste rincão isolado culturalmente de seus vizinhos do continente Sul-americano. 

A questão neste instante aonde o honrado, mas jamais representante de uma real terceira via, é sepultado é: Realmente existe esquerda no actual Brasil. Se pragmaticamente se afirma que a terceira via é uma proposta entre a direita neoliberal e conservadora e a esquerda extremada ou socialismo, comete-se um vergonhoso e ignóbil erro académico e histórico no Brasil. A terceira via, camuflada e auto-proclamada como "a esquerda" está no poder desde 2002. Esta mesma que difere-se da direita que tenta disfarçar-se de centro, vide PSDB, ainda apoiada por mecenas do conservadorismo como o DEM; que em seus quadros ainda possui ex-membros da ditadura.

Comungando... Se viemos de um governo de direitas, não de direitos... Passamos por um governo de centro-direita, que se dizia esquerda... Piamente conjuro que a terceira via real no Brasil seja um discurso de ultra esquerda, para se ter como resultante um governo de centro-esquerda-democrática e plural, mais próximo de um estado laico e igualitário.

Enterramos a terceira via? Sim!!! Pois ela já esteve no poder e se desgastou na incompetência e escândalos de corrupção. Deixando claro o conceito de terceira via é o de se ter uma postura que mescle a política social socialista com uma interacção e o livre mercado nos preceitos liberalistas.