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sexta-feira, maio 26, 2017

Cristina X Temer: "No podemos tener aquí un mamarracho como es el presidente de Brasil"

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Criticas duras aos atuais governos de Brasil e Argentina, a ex-presidente concedeu entrevista ao vivo a cadeia de televisão C5N aonde falou de hiper-inflação, desemprego e a "tristeza do povo" que crê deva ser combatida com políticas inclusivas. Em entrevista ao vivo ao canal a ex-mandatária, Cristina Kirchner dispara: "No podemos tener aquí un mamarracho como es el presidente de Brasil". Em curta e grossa tradução livre: Não podemos ter na Argentina um fanfarrão como este em nosso país, como Temer. Esta entrevista se deu a título do 25 de Maio, data que marca a independencia da República da Argentina em 1810.

"O estado tem de estar ao lado do mais débil para equilibrar a balança!" - afirma Cristina sobre o imposto sobre as ganancias, e defende que quanto mais um ganhe, mas deve aportar ao estado. "As tarifas devem ser equitativas justas e racionais..." e se "viam os teatros, cinemas e restaurantes abarrotados de gente!". "Hoje nada mais é assim, as pessoas estão preocupadas em como pagar as contas e como comprar comida!", "o que está passado no Brasil e Argentina é algo singular no continente".

Acima de tudo o que hoje ocorre que é um desmonte das relações regionais em prol de se voltar a ser capacho dos EUA. A América Latina hoje desmorona em uma clara ação do imperialismo e capital especulativo mundial. A pergunta que me faço e faço a todos é: "Hoje você compra o mesmo que comprava antes?". Estamos regressando ao pior dos mundos, reféns do neoliberalismo selvagem. Precisamos por limites as agressões que se cometem ao povo mais corrente e comum.

Posso contar de minha parte que apesar de não concordar em pleno com a matriz e ações políticas da ex-prócer argentina, quando vivi em Buenos Aires sob sua tutela o país era muito menos pior do que o Brasil de hoje. Embora tenha me assustado ao visitar amigos no último ano de seu governo lá com os preços após 6 meses trabalhando no Brasil.
Fui a visitar amigos fraternos que fiz nesta meia dúzia de anos em terras portenhas. Quando cheguei em 2008 a cursar jornalismo na UADE, Universidad Argentina de la Empresa, me deparei com uma realidade incomparável a do Brasil. Aonde na 2ª universidade mais cara da Argentina pagava 600 pesos, equivalente na época a 142,37 reais mensais. Nunca vi até a atualidade algo parecido sequer na Universidade Makenzie de São Paulo.

Eram salas aonde a mesa possuía um Macintosh acoplado a mesa do professor e telão em absolutamente todas as salas de um predio gigantesco e 16 pisos com aproximadamente 30 salas por andar, próximo do Ministério do Trabalho Argentino que figura uma enorme figura em ferro moldando Evita Perón. Lembro com nostalgia o mega teatro, o ginásio de esportes, a academia de um dos prédios anexos e o outro de mesma altura com 16 pisos com 6 salas de informática por andar equipadas com 60 Macintoshs cada.

Pensava que estava em outro mundo. Porque tão "barato" o ensino? Lá o ensino público não possuía vestibular e nenhum tipo de exame de ingresso socio-nazista como no Brasil. Bastava levar um certificado de conclusão de segundo grau e se matricular e zaz, mais um universitário. Fora do paraíso universitário tinha de voltar para casa, a verdade um hostel cheio de estudantes estrangeiros. Mais de 10 nacionalidades! Em algumas residencias de estudantes que estive a viver depois cheguei a ter mais de 70 nacionalidades em um único local a conviver.

Cortemos a nostalgia. Ou tentarei. Esta época singular aonde se compravam 2kg de bola de lomo por 25 pesos... 2kg de filé mignon a 6 reais... E voltemos ao passado recente. O atual governo corroborou para que uma inflação de 20% que já me fizera decidir voltar ao Brasil antes do que eu previa ser um caos eminente. Claramente minha premonição se concretizou! Macri presidente! O neoliberal e ex-governador do Distrito Federal, ou melhor da Ciudad Autónoma de Buenos Aires chegara a Casa Rosada.

Não se precisaram mais que dois meses de governo para a inflação atingir 3 dígitos, o desabastecimento se tornar corriqueiro no país. O programa do governo "Precios Cuidados" fora desativado, o que causou uma subida de preços nas gôndolas no mercado de 10 a 20% ao dia. Quis ir a um de meus restaurantes de parrilla libre predilectos. Comer churrasco a vontade e ter de brinde um litro de vinho já não saiam mais 80 pesos, senão 265. Fiquei estarrecido com o número de locais fechados no antes ostentoso bairro de Puerto Madero e também por não ter de esperar 1h30 na fila do Siga la Vaca. Só pude gritar em alto e bom som: "¡Che, cagaron a mi país!"
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O Subte, como é chamado o metrô portenho tem tarifas hoje de 7,50 pesos. No meu tempo(como amo essa expressão) custavam 0,90. Como o serviço de ônibus em Baires é 24 horas, e a tarifa máxima era de 1,10 pesos eu me cansava de ir e voltar de baladas e festas assim. Atualmente a tarifa é de 11 pesos. Seis anos sem precisar olhar um horário de ônibus. O taxi era bem barato também, muitas vezes atrasado ia para a faculdade em táxi... Algo como 3 vezes por semana(risos). Com o troco almoçava na SubWay ou Star Buck's de dentro da faculdade.

Gente, e o dólar, fetiche eterno dos portenho(assim chamamos os argentos da capital somente). Beirando 18 pesos... Saudade do dólar a 3,50 nos arbolitos. Aquele típico cambista que la ficam baixo as árvores pelos principais pontos da cidade...

E porque escrevi tudo isto? 1) Para concordar com la Cris que "No podemos tener aquí un mamarracho como es el presidente de Brasil". 2) Para ao menos em minha mente matar as saudades dos melhores anos de minha aburrida vida. 3) Para reafirmar que não voto e jamais votarei nem no PT e Nem no PSDB. 4) Para pela primeira vez em minha vida gritar: "Fora Temer!" e "¡Te extraño Cristina!".

quinta-feira, maio 25, 2017

VIOLÊNCIA: Exército é acionado contra manifestantes que pedem Diretas Já!

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É grande o número de feridos e presos perante o agravamento dos confrontos em Brasília, todos os edifícios da Esplanada dos Ministério foram evacuados. O protesto tinha iniciado de forma pacífica, mas gerou violência, esta que começara por volta das 13:30h. O ministro da Defesa Raul Jungmann classificou os episódios de “vandalismo, desrespeito, agressão e ameaça”. O , quando os manifestantes tentaram se aproximar do Congresso. O mesmo que foi capaz de destituir Dilma, mas é conivente com o atual presidente.

No entanto, o protesto mostra que as ruas já não aceitam a continuidade de Michel Temer e sua agenda de retiradas de direitos. Nenhum ato repressivo poderá fazer recuar a vontade de mudança no país. Todavia a grande preocupação é: Quais serão estas mudanças? O Brasil vai se tornar mais conservador do que já é? A plutocracia dará vez finalmente a uma democracia?
Dentro do Congresso, após ter sido decretada a intervenção do exército, a confusão se instalou também entre deputados, registando-se confrontos entre parlamentares apoiantes e opositores de Temer. Mais cedo, Temer havia colocado as Forças Armadas nas ruas de Brasília para lidar com as manifestações até o dia 31, sob pretexto de “manter a lei e a ordem”. Imediatamente, o PSOL na Câmara apresentou um Projeto de Decreto Legislativo para sustar o decreto da Presidência da República. O projeto foi assinado pelo líder da bancada, Glauber Braga, junto com os deputados Ivan Valente, Jean Wyllys, Chico Alencar e Edmilson Rodrigues e a deputada Luiza Erundina.
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Os organizadores do protesto, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), afirmam que pelo menos 150 mil pessoas saíram às ruas em Brasília. Segundo o jornal O Globo, a Polícia Militar brasileira informou que seis dos seus agentes ficaram feridos nos confrontos. 
Obvio que o ato em si é um equívoco. O correto seria matar todos os congressistas que votaram em favor das reformas que retiraram direitos históricos dos operários e obreiros no país. Mas nosso exército, tal como a polícia no país novamente é colocada como bucha de canhão contra os interesses da população.

Não é de cabida das Forças Armadas, de acordo com a Constituição de 1988, a função de reprimir manifestações populares. Este Congresso Nacional não pode tolerar uma medida autoritária como essa, que visa ao cerceamento do sagrado direito de manifestação. O desgoverno de Michel Temer aprofunda o arbítrio e fere gravemente a democracia brasileira.
A manifestação convocada para protestar contra as reformas do Governo Temer, que nos últimos dias passou a exigência da destituição de Temer, envolucrado em vários escândalos de corrupção que atinge praticamente toda a classe política brasileira, e a mérito de uma luz no fim do túnel finalmente pede a realização de eleições diretas no país, algo que líderes da oposição como Luciana Genro vem pedindo a mais de 1 ano.

quarta-feira, maio 24, 2017

Nova York: A voz do milênio grita por "Diretas Já!"

AFP
O show terminou no último dia 19 aos gritos de "Fora, Temer!" por parte do público, enquanto alguns exibiam cartazes pedindo "Diretas Já" ocorreu em terras gringas. Com a cortina já fechada, ouviu-se a voz rouca de Elza: "Diretas já! Diretas já! Diretas já!" no Town Halle, em Nova York, nos Estados Unidos, com o show "A mulher do fim do mundo". espetáculo se baseia em seu último disco, vencedor do prêmio de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira no Grammy Latino em 2016, um tipo de samba futurista que combina música eletrônica, art-rock e bossa-nova em canções inéditas.

A algum tempo atrás ela já causava, vestida com uma roupa emprestada pela mãe e ajustada com alfinetes, chegou em 1953 à rádio Tupi para cantar em troca de algum dinheiro para comprar remédios para o seu bebê doente. "E você, de qual planeta você veio?", perguntou---lhe ironicamente o apresentador do programa, o famoso compositor Ary Barroso, fazendo piada por sua roupa grande demais, enquanto a plateia ria... "Do mesmo planeta que o seu", disse Elza. "E qual é?", insistiu Ary, sem saber que a resposta entraria para a história da música popular brasileira. "O planeta Fome", lançou a adolescente, deixando todos estarrecidos.

Sempre e mesmo antes de virar moda ou politicamente correto, a cantora levantou a bandeira da luta contra o racismo, o machismo, a violência doméstica e a homofobia. E hoje também denuncia a situação política e econômica no Brasil, que descreve como "caótica". Depois de Nova York, entre o fim de maio e julho, fará shows em Barcelona, Porto, Roterdã e Roskilde.

quinta-feira, maio 18, 2017

Temer renuncia e eleição indireta se anunciará

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Como eu já havia previsto há mais de um ano neste espaço jornalístico Michel Temer está pronto para anunciar sua renúncia ao cargo e deverá fazê-lo ainda hoje, no início da noite. Já conversou a respeito com alguns ministros de Estado e, pessoalmente, acompanha a redação do pronunciamento que informará o país a respeito.

Rodrigo Maia (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, já foi avisado sobre a decisão de Temer. Ele o substituirá como previsto na Constituição, convocando o Congresso para que eleja o novo presidente que governará o país até o final de 2018.

A Secretaria de Comunicação Social da presidência da República suspendeu a veiculação de peças de propaganda do governo que estavam no ar ou que poderiam ir ao ar.

Eu aqui fazendo pipoca caramelizada com a serenidade de quem sempre votou na esquerda REAL, JAMAIS VOTOU NEM PSDB, NEM PT... DIRETAS JÁ! Desde 2006 votando 50!!! Desculpem aos incautos e ignorantes políticos... A décadas lhes aviso... desde 2006 é 50 que voto e assim seguirei... 50 neles!

Adeus diretas? E sobe mais uma corja capitaneada por Rodrigo Maia do PMDB? O que vocês acham que vai acontecer nos bastidores desse eventual novo governo não eleito? Triste mesmo é que, não sendo cassado, o TSE não convoca novas eleições. 

quarta-feira, maio 17, 2017

Eu avisei anos atrás que o PT era de direita! Grampo de Temer é descoberto!

Quero muito que todos se explodam. Drama faz rico que chora andando de Mercedez... Eu só quero um emprego milionário pra poder ir logo embora deste lugar maldito!
Agora vai fazer um mi³ e nada vai mudar na republiqueta das bananas, mulatas, samba e carnaval. Quero mesmo é que pobre se exploda, já diria Justo Veríssimo. Político caricaturizado pelo maestro Chico Anysio.
FIM

O empresário da JBS, Joesley Batista, entregou à polícia uma gravação onde o presidente brasileiro incentiva pagamento pelo silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Fala-se em queda do governo e eleições antecipadas

O presidente da República brasileiro, Michel Temer foi gravado, em março, a dar aval para a compra do silêncio de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados e hoje detido por corrupção e outros crimes no âmbito da Lava-Jato. Segundo informação do jornal O Globo, Joesley Batista, magnata brasileiro dono da JBS, a maior empresa do setor das carnes do país, apresentou à polícia um áudio onde Temer o incentiva a pagar a Cunha pelo seu silêncio. "Temos de manter isso, viu?", diz o presidente.

Cunha, o principal motivador do impeachment de Dilma Rousseff, aliado e colega de partido de Temer, o PMDB, já havia, da prisão, dado a entender que poderia envolver Temer na Lava-Jato. O que fica agora provado com esta gravação na posse da polícia. Joesley Batista entregou ainda um vídeo em que Rodrigo Loures, deputado do PMDB ligado a Temer, recebe uma mala com 500 mil reais para resolver assuntos ligados à JBS.

Noutro áudio, Aécio Neves, candidato à presidência derrotado em 2014 por Dilma, é gravado a pedir dois milhões de reais a Joesley. Com autorizalão da polícia, a entrega do dinheiro a um primo de Aécio foi filmada.

As consequências destes audios e vídeos, segundo as primeiras análises da imprensa, podem ser a demissão de Temer e a precipitação de eleições. Mas, como estamos a menos de dois anos da data marcada para a realização do próximo sufrágio, marcado para outubro de 2018, a eleição teria de ser, segundo a constituição brasileira, feita pelos congressistas, na sua maioria apoiantes do governo de Temer.

quinta-feira, abril 27, 2017

Greve Geral: Sou um excluído dessa geringonça chamada capitalismo

Imaxe relacionadaNão sou coxinha, nem mortadela, por casualidade reivindico a esquerda real. Anti-imperialista, anti-neoliberal, anti-você. Não confundo trabalho com "ter emprego". Essa ótica frenética modernista, ou moderninha prefiro dizer, da mais-valia absoluta consiste na intensificação do ritmo de trabalho, através de uma série de controles impostos aos operários pela casta alta a seus vassalos.

Reclamar como ato institucional de luta não só é válido, como se faz necessário no mundo pós-estado-não-laico. Mas quem disse que o estado deixou de ser um Estado-Igreja, ou um Estado-liberal capitalista? O que questiono não é o direito de reclamar, mas sim o conteúdo das reivindicações. Pedem migalhas aqueles que lhes negam farelos. Isto não passa de uma greve instrumentalizada por sindicatos e a pseudo-esquerda.

Esta greve geral que se está a fazer é tão útil quanto os protestos pelos 20 centavos de 2013. Não gerarão nenhum tipo de mudanças estruturais e ainda como rebote criaram cenário fértil e favorável ao golpe de 2016. Pedir aumento? Porque não exigem participação nos lucros e de produtividade? Quando se protesta sem objetivos claros e atendendo ao chamado das CUT's e Força Sindical da vida, o trabalhadores se tornam massa de manobra. Cada sindicato de cada setor deve negociar só e isoladamente, esta seria uma luta real obreira. Um único sindicato a negociar de forma genérica, cria debilidade nas relações de trabalho e benefícios desuniformes e irrelevantes aos trabalhadores.

Quem acredita em sorte? Enquanto trabalhadores não abram os olhos e lutem de forma coerente, propositiva e eficaz... Nem que tivesse ganhado na Mega Sena... Sorte tem quem nasceu rico, bonito e famoso. O resto é luta! Não tenho "emprego", não sou assalariado, trabalho mais horas/dia que os escravos modernos, mas todavia almejo objetivos muito mais além do que os tais grevistas e aspirantes a revolucionários da vez. Protestos pelo fim da CLT são para mim um mero continuísmo desta engrenagem a la Tempos Modernos, aquele filminho do chatíssimo Charles Chaplin.

A Reforma Trabalhista na década de 40 foi a que criou a CLT, Consolidação das Leis Trabalhistas, impondo ao patronato certo respeito ao trabalho e ao seu factor, até então apenas continuísmo adaptado em suas relações senhorio-vassalo dos séculos escravocratas. O projeto de Temer, Meirelles e dos seus adquiridos na Câmara devasta 117 artigos da CLT. Devasta, pois, a CLT. Ninguém aqui busca defender o vampirinho do mal, mas afirmar que a reforma de Getúlio era obsoleta já à época.

Os capitalistas da casta alta, uma vez que pago o "salário de mercado" pelo uso da tua força de trabalho, podem lançar mão de duas estratégias para ampliar sua taxa de lucro: estender a duração da jornada de trabalho mantendo o salário merréquico - em uma mais-valia absoluta; ou ampliar a produtividade física do trabalho pela via da mecanização - a mais-valia relativa. 

É um erro perene reclamos por condições de trabalho, por si só, é um ato medíocre do "pouca farinha, meu pirão primeiro". Existe uma clara necessidade de resignificação da partilha dos bens que se produz em sociedade. Não é possível que a esta altura da dita evolução humana, o tal humanoide não tenha ainda se dado conta que com esta divisão de castas e controle absoluto de uma minoria além da desigualdade estão a gerar recessão.

Uma Renda Básica Universal é a única reivindicação e base de luta plausível para o avanço social coletivo, tanto de mais abastados quanto os ainda não. Vários países já propuseram medidas de Rendimento de Cidadania para sua população. O caso mais famoso aconteceu na Suíça em 2016, quando ocorreu um plebiscito para implementar uma renda de 2,5 mil francos suíços por adulto e 625 francos por pessoa. Um renda básica universal não é puramente económico. Para Linda Yueh, professora adjunta de Economia na London Business School, na Inglaterra, "a criação do salário mínimo foi uma tentativa de criar um nível básico de ingresso social". Como Émile Durkheim mostrou nas sociedades modernas, ser privado de trabalho é ser privado de relações com os outros, pelo que é um direito social.

O Governo finlandês planeja atribuir a cada um dos seus cidadãos 800 euros por mês como rendimento básico universal. De acordo a uma pesquisa encomendada pelo Instituto de Segurança Social finlandês, este que confirmou que a proposta de renda básica tem apoio de 69% do eleitorado. Segundo o primeiro-ministro finlandês Juha Sipilä : "O rendimento básico simplificará o sistema de segurança social".

E o brasuquinha médio que está a fazer? Birra, grevinha, protestosinho contra o golpe! Vocês estão a cair no grande golpe do neoliberalismo fazem décadas. Reclamar por migalhas a quem a muito lhes nega farelo. Desobediencia Civil já, tanto ao governo quanto aos burocratas que querem voltar a mamar nas tetas gordas e fartas do estado como o fizeram por anos.

Diametralmente, e retóricamente além dos 2 pontos anteriores o artigo promulga um menor fisiologismo, afirmando que o ato de greve nos moldes atuais está a pedir migalhas a quem não lhes dá sequer quirela de porco. salienta que como método de inclusão social é fracassado, históricamente. Não e em nenhum momento diz que o ato de greve seja ilegítimo, mas afirma argumentativamente que é ineficiente e ineficaz dentro e em contra do sistema capitalista neoliberal.

Extinguir a CUT e similares e que cada categoria tenho um sindicato municipal com poder de negociação, não creio ser algo meramente teórico, pois existe até na Argentina. Aonde um acordo não suprime outro e mesmo que se tenha um piso nacional, podem se ter pisos regionais superiores em todas as categorias. As paritárias docentes deste ano lá o comprovam minha "tese". Vários países europeus funcionam neste sistema a décadas, e não precisam de paralisações para este fim burguesinho de salário, lá as reivindicações vão além, muito além, incluso no quesito abordado no artigo que é participação nos lucros.

A Renda Básica Universal se aplicada fará com que o proletariado deixe de ser refém das leis de mercado, que favorecem sempre o empregador. Que por casualidade não é uma teoria. Já se aplicam em alguns países e já se discutem a implementação em outros tantos, em substituição aos auxílios de desocupação e desemprego.

Incertos seres podem aferir que "apesar de em parte deslegitimar a greve de hoje, o artigo defende o direito de greve e ataca a constante perda de direitos trabalhistas que vem ocorrendo sistematicamente desde 1994". Este seria o comentário mais acertado de um apoiante da greve geral de 28/04/2017. Mas será que num país binário, do 8 ou 80, alguém consegue chegar a este nível de clareza e análise?

Sou autônomo, independente, anti-sistema, anti-greve e anti-você ser manipulado e mesquinho. Claro, anti-você como pseudo-cidadão, massa de manobra do sistema. És um cooptado, servil a máquina, a geringonça do neo-capitalismo e não vez!