Mostrando postagens com marcador LGBT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LGBT. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 29, 2017

LGBTs e a esquerda, conflito eterno ou refluxo histórico?

Resultado de imaxes para gays socialistas
Quando a dita esquerda passou a incorporar a agenda LGBT? Uma espécie de mutatis mutandis do que fora há um século o início do fascismo é o que se apercebe no cotiano do ocidente na atualidade e taxada como de ultra-direita. Não façamos comparações com o oriente, tão complexo e heterogéneo, para não incorrer no erro de ramificar demais esse artigo e dissipar o foco. Este que por si só é multifocal por ende. Mas a pergunta que não quer calar é: Quando o socialismo deixou de ser homofóbico? Ainda hoje na Rússia é difícil e perigoso organizar uma simples Parada Gay ou uma manifestação pelos direitos dos homossexuais, similaridade recorrente em grande parte dos países pós-soviéticos.

A resposta a provocação talvez não seja apenas uma. Em um mundo aonde ondas conservadoras se alastram podemos hoje surtar e simplesmente não recordar que bandeiras empunhadas hoje por reacionários. Sim sabemos que o Brasil tem uma bancada evangélica e homófoba, ruralista arcaica, neonazista e fervorosa; e que juntas a falta de educação do povo são uma bomba contra minorias. Mas a história política mundial sempre foi pendular, e assim segue. Quem pensaria que na terra da Revolução à Francesa surgiria o monstro Marine Le Pen? Que no bastião da democracia remanesceria ao poder um Trump? Que na democrática, pós-nazista, Alemanha uma AfD com discurso fascista ultrapassaria os 10%?

Não obstante a algumas décadas poloneses, checos, húngaros e búlgaros após pertenceram aos russos em sua gigantesca maquina outrora chamada União Soviética, eliminaram o artigo que criminalizava relações entre pessoas do mesmo sexo em 1968. Até Boris Yeltsin removeu o artigo russo sobre isso em 1992, após a perestroica e outras "aberturas" na nova Rússia. A Romênia, por outro lado, aumentou a pena para algo entre dois e sete anos em 1997 e criminalizou a "propaganda" gay, mas logo anos depois passou a descriminalizar atos homossexuais para integrar a União Europeia. Algo que na atual Russia parece ser impossível lei com a ascensão do reacionário, Vladmir Putin, que em seu governo tem reconhecimento mundial de atos contra as liberdades individuais, a oposição e a comunidade LGBT.

É tão complexa a cronologia da legalidade LGBT no mundo que necessitaríamos meses e meses a detalhar como cada país e seus regimes foram avançando e retrocedendo e novamente avançando e retrocedendo quanto ao tema. Mas algo que podemos realmente perceber é que tanto nos países liberais de hoje e ontem, quanto nos socialistas a questão das liberdades individuais e sexuais são moeda de troca e fator de uso político. Hoje em Cuba mesmo ainda sendo um país auto-proclamado socialista e considerado fechado se pode ver autorizadas operações de mudança de sexo no seu sistema gratuito e universal de saúde, embora em países democráticos e neoliberais sejam moeda de troca em votações no congresso e bandeiras de campanha tanto pró com em contra.

Mas o hoje não apaga o passado. Em entrevista ao site Opera Mundi, Mariela Castro, filha Raúl e sobrinha do ex-comandante Fidel, declarou que: "A homofobia institucionalizada dos primeiros anos da Revolução refletia uma realidade e estava em consonância com a cultura da época. Zombar dos homossexuais era algo normal, assim como depreciá-los ou denegri-los. Era normal discriminá-los no mercado de trabalho, em sua vida profissional, e esse era o aspecto mais grave." e ainda lembra um dos períodos mais duros para os homoafetivos quando "No Congresso Nacional de “Educação e Cultura”, em 1971, foram estabelecidos parâmetros exclusivos contra pessoas com orientação sexual distinta do que se considerava a regra. Até 1976, data em que foi criado o Ministério da Cultura. Com a adoção da nova Constituição naquele ano, essa resolução que separava homossexuais dos mundos da educação e da cultura foi declarada inconstitucional e eliminada. Foi então adotada outra política em nível educacional e cultural."

Nos híbridos anos 70 as transmutações no pensamento quanto a homossexualidade só são contadas do lado de cá do Muro de Berlim. Mas um dentre poucos que adentraram ao mundo pós-marxista,  sem negá-lo fora o prestigiado O homem e a mulher na intimidade[Lisboa: Editorial Caminho, 1983], de Sigfred Schnabel, publicado originalmente em 1979 na Alemanha Oriental, que foi um best seller em vários países de doutrina socialista, afirmava que a homossexualidade não era uma doença. Sendo um dos primeiros autores científicos a demonstrar isso com repercussão em Cuba e países alinhados a União Soviética.

O homossexualismo(termo usado à época e já em desuso) era visto, como um crime e um ato contra-revolucionário, ou mesmo uma patologia psiquiátrica nas repúblicas socialistas baixo o comando de Moscou. O indivíduo era visto como sujeito de uma verdadeira perversão, com infantilismo psíquico, defeito orgânico e distúrbio hormonal. No art. 121 do código penal soviético se previa, de fato, a reclusão de até cinco anos, com a possibilidade de agravante de até oito anos em casos de prática mediante coação, de relações com menores de idade, e mediante violência. Muitas vezes o aprisionamento era convertido em trabalhos forçados em um dos muitos gulag, onde os homossexuais sofriam humilhações e "pestaggi", mesmo por parte de outros condenados.

Nos gulag acabavam milhões de pessoas pelos mais variados motivos, empregados muitas vezes em obras faraônicas, como o Canal do Mar Báltico. Os internados morriam de cansaço, de frio, de doenças, de espancamento e de fome, escavando nas minas ou desmatando as zonas perdidas da Sibéria. Se denominavam gulag o sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos, presos políticos e qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime na União Soviética (todavia, a grande maioria era de presos políticos; no campo Gulag de Kengir, em junho de 1954, existiam 650 presos comuns e 5200 presos políticos).

Sempre devemos relativizar ou situar o contexto histórico, mas sem ser piegas. O escritor francês André Gide realizou uma viagem a União Soviética em 1936, com um companheiro e voltou profundamente abalado e escreveu dois livros sobre sua experiência. O primeiro em tons mais sutis e o segundo mais objetivo sobre a miséria social e ausência de liberdade de expressão na URSS. Os comunistas e seus aliados voltaram-se violentamente contra ele, atribuindo insinuações e falando de seus problemas com a "moral" e sua devoção a homens mais jovens.

Mas podemos revolcar o início da União Soviética, quando em 1918, após o triunfo da Revolução Bolchevique, a homossexualidade foi descriminalizado em todo o território da União Soviética. Desse modo, a URSS se tornou, por quase uma década, o primeiro país a "aprovar" práticas não heterossexuais. Embora em boa parte do mundo a prática fora condenada. Com a chegada de Stalin ao poder intensificou-se e perseguição aos gays a partir de 1934 passou a ocorrer fortemente até os primeiros anos da década de 1980. Calcula-se que aproximadamente 50 mil homossexuais tenham sido condenados sumariamente, e muitos deles morreram em campos de concentração. 

Até à época de Pedro, o Grande, a homossexualidade, na Rússia, era tolerado mesmo se sancionada pela Igreja Ortodoxa com penitências. Apenas em 1706 foi instituída a fogueira para qualquer um que fosse descoberto em uma relação homossexual, e no ano de 1917 aconteceu a Revolução de Outubro e, graças à intervenção dos cadetes (KD, Partido dos constitucionalistas democráticos), a homossexualidade foi finalmente descriminalizada. Os Bolchevique se demonstraram contrários a esta nova forma de liberdade, por sua postura postura sexófoba. 

No "Congresso Mundial da Liga pelas Reformas Sexuais", em Copenhague em 1928 se discutira abertamente o tema da homossexualidade, e seguindo esta linha ainda em 1930 Mark Serejskij, perito médico, descreveu na Grande Enciclopédia Soviética que "a legislação soviética não reconhece crimes ditos contra a moral. As nossas leis partem do princípio da defesa da sociedade, e portanto preveem uma punição somente naqueles casos nos quais o objeto de interesse homossexual seja uma criança ou um menor de idade."

E se podemos trazer uma dialética materialista a ainda e talvez longínqua discussão entre polos de esquerda a direita, Cuba, hoje em dia proporciona gratuitamente a cirurgia de mudança de sexo aos transgêneros, reconhece legalmente as uniões civis entre homossexuais, etc; e os Estados Unidos, Coréia do Norte, Arábia Saudita, China, a nova Rússia ultra-neoliberal e muitos outros países não. Temos também na atualidade países que perseguem LGBTs querendo fazer parte da União Europeia. Vivemos um mundo mega-multi-polar e neste devemos nos situar, todavia sem perder o rastro de pólvora da história. Os direitos dos cidadãos necessitam ultrapassar a discussão das bandeiras ideológicas para avançar, mas nunca podem se excluir das lutas sociais. Um ser humano pode ser ao mesmo tempo de direita ou esquerda, esta é uma questão programática e de envergadura particular, e sem embargo ser ao mesmo um excluído por outras motivações quanto a etnia, credo e orientação sexual.

O outro lado da bandeira colorida

Resultado de imaxes para gays socialistasÉ de conhecimento na atualidade que em muitos países homossexuais e transgêneros reivindicam seu espaço e voz em movimentos de direita. Esta é uma vertente cada vez mais visível.

Em muitas rodas de discussão se esbravejam pontas extremas de um iceberg. Se de um lago LGBTs de direita recriminam as perseguições históricas e atuais de regimes auto-proclamados comunistas, socialistas e similares; em um outro campo ideológico LGBTs parte atuante na atual militância de esquerda vem que a direita atual tem como retórica a exclusão desta comunidade.

O impasse fica ainda maior quando se nota que ambas militâncias por muitas vezes não sabem se para a sua luta como seguimento de classe lhes poderá vir a convir mais um lado que outro. 

Dentro das 4 letrinhas da sigla do arco-íris os homossexuais homens, geralmente mais consumistas e individualistas,  pendem ao discurso da direita neoliberal que parece englobar o seu grito de liberdade sexual e individual a possibilidade de ascensão social. As homossexuais mulheres surgem como majoritariamente nas fileiras ligadas as esquerdas e de militância social, geralmente com um perfil mais próximo ao discurso feminista. Claro que exceções de ambos lados existem, como Tammy/Tommy Gretchen, que já teve candidaturas pelo PP. Mas dentro do "mundinho" LGBT há também preconceitos com setores da comunidade que poderiam com um pouco de conscientização serem superados. Todavia não esqueçamos que boa parte desta geração foi educada e criada por uma anterior que não viveu em democracia plena.

Por Nando Schweitzer, Jornalista, Diretor Teatral e provocador nas horas vagas

sexta-feira, maio 05, 2017

Homossexual é atirado de 9º andar por seu tio na Chechênia

Imaxe relacionada
Aós a criação de um holocausto gay pelo governo da ex-república soviética, e o mais recente relato de que um jovem de 17 anos, de nome Alec fora atirado pelo próprio tio de um prédio de nove andares parte da comunidade internacional começou a agir. O grupo de defesa dos direitos humanos coletivos finlandês LGBTI, Seta, lançou uma angariação de fundos de campanha para cobrir gastos necessários para evacuação de homossexuais na República russa da Chechênia. Os perseguidos do país onde o emergem informações relatando casos de prisões, incluindo morte de homossexuais e tortura por sua condição sexual f.

A Página em seu Facebook, explica que a Seta destinou doações levantadas com integridade com intuito da evacuação aos perseguidos, incluindo os custos que são necessários, bem como a sua acomodação, despesas de apoio médico e psicológico.

O Secretário Geral da SETA, Kerttu Tarjamo, disse que a situação na Chechênia é "aberrante" e é necessário tomar qualquer ação imediatamente. "Pedimos (aos grupos de defesa coletiva na Rússia) se poderia ajudar de qualquer modo, por exemplo, levantar dinheiro...", disse a cadeia YLE da televisão finlandesa.

A RFSL, subsidiária sueca da SETA, tomou medidas semelhantes tendo alcançado a quantia de 50.000 euros em apenas uma semana. "Eu acredito que podemos contribuir, ao menos com uns poucos mil euros", disse Tarjamo.

Mesmo esta semana, um total de cinco relatores especiais da ONU-entre eles, especialistas em protecção contra a violência sexual pela orientação e Liberdade de Opinião e Expressão, Vitit Muntarbhorn,  , David Kaye sinalizaram em documento nesta quinta-feira as autoridades do governo checheno que "imediata a libertação de todos os detidos homossexuais".

Em comunicado da ONU, esses especialistas têm exigido pôr fim aos abusos e que não se continuem com o assédio a coletividade LGBTI e instou as autoridades russas a condenar as declarações homofóbicas proferidas em numerosas ocasiões pelas autoridades locais. "É vital investigar as alegações de seqüestro, detenção, tortura, assassinatos e espancamentos ilegais a bissexuais e gays", eles apontaram.

Ramzan Kadyrov, o líder checheno pró-Rússia, tem planos de “eliminar” a comunidade homossexual do país até o início do Ramadã. Nas últimas semanas, vieram à tona relatos de um massacre no qual homens que supostamente seriam homossexuais foram reunidos, detidos e torturados. Um jornal de oposição afirmou que pelo menos 100 homens foram presos e três deles foram mortos, com informações corroboradas pela instituição Human Rights Watch.

terça-feira, setembro 10, 2013

A Parada é da Diversidade, mas tudo tem seu preço

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


Ataques homofóbicos acontecem? Sim inclusivo em paradas do orgulho gay. Esperei um dia para dar nota, pois quis averiguar a repercussão de tal feito. Um casal de namorados foi agredido por um bando tendo lesões leves no rosto. Após o ataque a organização da 8ª Parada da Diversidade de Florianópolis parou o show e chamou o casal no palco, sendo esse um dos poucos momentos politizados do evento ocorrido na Avenida Beira-mar Norte na capital catarinense.

Quando em Amores Imaginários, Xavier Dolan, o ator, diretor e roteirista quebequense disse através de sua obra "que se alguém morresse a cada vez que eu apertasse F5, não sobraria ninguém vivo no mundo"... Ele traduziu a alma do ser humano, especificamente do ser que espera na sua caixa de correio eletrônico a resposta do ser amado. Da comunidade homossexual que ainda espera ser aceita no mundo moderno. Hoje ele é um exemplo do gay exitoso e premiado mundialmente, este aceito pela sociedade. 

Na lacuna incipiente entre o modelo idealizado e o mero mortal encontramos as várias cores do arco-íris. Resolvi imergir na paradoxal invisibilidade e ir de ônibus a 8ª Parada da Diversidade de Florianópolis. Ao chegar ao terminal do centro vi um rapaz com uma mancha de sangue na camisa, metade do rosto com a barba feita e maquiagem feminina e a outra com barba, e carregando dois cartazes. Para Bruno(23), de Palhoça, "a homofobia tem como raiz a supervalorização do masculino sobre o feminino na sociedade".

As paradas no Brasil tendem a não ser de ordem muito politizada ou de protesto, por isso me chamou a atenção um dos cartazes que Bruno trazia: "Todo homem seja hétero, gay ou bi tem um lado feminino". Ele explicou que muitas vezes "o homossexual mais masculino é melhor aceito" e "o sangue representava no lado esquerdo justamente a forma com que a sociedade fere o feminino", considerando ainda a mulher como inferior.

Fotógrafo Leonardo Ramos
Já no coletivo segui a conversa e acompanhei esse jovem e uma amiga para o evento, que já havia começado. Ao descer uma senhora de 56 anos pede para ver os cartazes que Bruno levava. Logo Márcia, que afirmou ser heterossexual disse crer que "homofobia, como qualquer coisa que seja radical deve ser desprezadas, abolidas".

Drags que fizeram shows desfiaram antes em trios
Cassandra Vablatsky, Rafaely Bitencourt e Sarah Topdrag
Fotógrafa Petra Mafalda
Rumo ao palco onde ocorriam vários shows havia uma grande aglomeração e pouco policiamento. Inusitadamente no meio das pessoas haviam casais heterossexuais que se beijavam e trocavam carícias de forma agressiva e visceral em um ato claro de rejeição a homossexualidade. Uma constante durante todo o evento também era a tentativa incluso a força de alguns jovens de beijarem garotas lésbicas, o que gerava conflitos e algumas discussões. 

O clima era de uma tensa mistura... Festa, apreensão, alegria, música e precaução. Um mulher incomodada com um casal hétero que chegava a aparentar estarem alcoolizados, que se tocavam maneira  promíscua ao lado de crianças que neste momento assistiam uma companhia de dança, pediu que parassem ou que fossem para casa. O que gerou uma conversa não muito amistosa, até que o casal se deslocou para outro ponto da parada.

A temperatura subia, pela aglomeração das pessoas. Então o primeiro grave incidente. A música parou. Um casal homossexual foi agredido e subiu ao palco com visíveis marcas no rosto mesmo para que estava distante do palco como eu. Um dos dois garotos, após o pronunciamento dos organizadores em repúdio a ação, falou: "Eu não desejo nada de mau para vocês... Esse corte que eu vou levar no rosto, ele vai curar. Mas a única coisa que eu espero é que tenha cura o preconceito de vocês".

Fotógrafa Samara Castilho
Tiago Silva, vereador e militante LGBT, disparou: "Vocês já nos dão violência o ano todo, e ainda vem aqui para nos agredir na nossa parada?". A artista que apresentou os shows da oitava parada de Florianópolis, Selma Light, deu segmento ao evento afirmando que "a nossa alegria é muito maior do que essa violência".

Sem problemas de maior relevância os shows terminaram 50 minutos depois. Era hora de voltar a ser invisível como muitos optamos pelo regresso ao centro caminhando. Logo que caminhávamos pela ciclovia era possível ouvir carros buzinando para as pessoas que saiam da parada. Em três ocasiões pessoas abrirão os vidros de seus carros para gritar a mesma frase: "Sai daí bando de veados!". E o terceiro com uma frase adicional: "Vocês tem de morrer, veados do caralho!".

De volta ao ponto inicial, aos esperar um ônibus para o continente, na fila atrás de mim, conheci cinco pessoas Não pude deixar de escurar de uma delas "cara, a gente se conheceu agora e vamos bora todos juntos", então iniciei uma conversa. Deduzi que haviam portanto um casal recém formado, por dois homens e três garotas.

Em meio a olhares conservadores ao casal de seus amigos recém conhecidos, perguntei a Patrícia(21), que pensava da palavra homofobia e recebi um cortante "nada a ver! Eu só queria que todo mundo vivesse em paz". Já mais relaxados e com todos na conversa, Eziel(42), reflete sobre a importância da parada da diversidade. "Ela é serve para as pessoas terem noção de o que que é. As pessoas completamente ignorantes quanto ao significado da palavra homofobia, que muitas vezes começa em casa mesmo. A parada historicamente em várias partes do mundo representam nossas conquistas. Contudo, ao menos hoje não se trata mais homossexualidade como doença".

Rodrigo(22), estimulado pelo falante e possível futuro namorado intimou "e você também não vai me entrevistar?". Além de declarar que era do interior e preferia não dizer o nome de sua cidade, afirmando que o tema ainda é um tabu por lá. 

Provoquei-lhe perguntando quando seria a primeira parada em sua cidade e rindo me respondeu: "Acho que lá nunca vai ter!", ainda me revelou três coisas. Que passou muito medo durante o ataque homófobo, pois estava perto do casal que foi agredido na parada e que pela primeira vez estava indo a casa de alguém que conheceu no mesmo dia. Finalizando, "não sou muito a favor da parada gay, porque acabam enfatizando também muitos aspectos negativos dos homossexuais. Tem muita promiscuidade!".

Mas e em dias normais, onde estão os gays? Além do armário claro. A noite na bote "Mix Café", a mais antiga da cidade, conheci Leda(28). De imediato me surpreendeu com  frase: "Homofobia não existe, as pessoas que fazem a homofobia. Respeito se conquista com caráter, na forma de se agir e de ser. - sentando e tirando os saltos decretou. "Existe um grande preconceitos dos próprios gays, é cultural...".

Leda acredita que a parada deve deixar de pregar "humildade, amor, paixão... Essas coisas que não combinam com a luta. Porque tudo aquilo que implorado as pessoas malham mais...". Vendo na vitimização uma construção de fragilidade da comunidade LGBT. "As pessoas aprenderam a usar a palavra amor e Deus, como se isso fosse solução. Mas até hoje ninguém nos trouxe solução. Esses que vão no palco e gritar com um microfone na mão sou homossexual no 8 de setembro, no dia 9 não vai continuar se dizendo homossexual".

Leda vê que se por um lado na sociedade em geral existe preconceito, o próprio mundo gay também é um reflexo disso. "A beleza tem preço. Se você é bela você tá no auge da coisa. Se você é o que chamam de coroa... A não ser que você seja um cofre, não vão te dar a mínima. A travesti tem de ser talhada no bisturi, a bicha tem que ser bombada... E o que sobra... É o que têm pra hoje... As pessoas deveriam em vez de se preocupar com essas coisas ao conhecer alguém é perguntar se elas tem uma formação".

terça-feira, junho 21, 2011

MUERTES Y LA HOMOFOBIA EN LA ERA MODERNA


Carlos Aguero de 17 años, se suicidó en La Rioja EL 16 DE ABRIL DE 2011. Lo mataron el hostigamiento de sus compañeros y vecinos, la negligencia de la institución escolar y el silencio.
Desde las hogueras de la Santa Inquisición, pasando por la desaparición (nunca oficialmente reconocida) de mas de 400 gays y lesbianas durante la dictadura 1976-1983, hasta los crímenes de odio como el de Natalia Gaitán (asesinada el 7 de marzo del 2010 en Córdoba por el padrastro de su novia porque no aceptaba la relación), sobran los ejemplos que deben hacernos tomar conciencia de los extremos a los que pueden llegar el odio y el prejuicio.


MUERTES Y LA HOMOFOBIA EN LA ERA MODERNA

por Fernando Schweitzer o Martes, 21 de Xuño de 2011 ás 13:58
El término homofobia hace referencia al rechazo (fobia del griego antiguo Φόϐος, ‘pánico’) o de forma extendida a la aversión, odio, prejuicio o discriminación, contra hombres o mujeres homosexuales, aunque también se incluye a las demás personas que integran a la diversidad sexual, como es el caso de las personas bisexuales o transexuales, y las que mantienen actitudes o hábitos comúnmente asociados al otro sexo, como los metrosexuales y las personas «con pluma». El adjetivo es "homofóbico".


En América Latina un homosexual es asesinado cada dos días. El país que encabeza la lista es Brasil, en donde tan sólo en 2007 se registraron 122 homicidios de esta naturaleza. La mitad de ellos eran transexuales. Cenesex refiere que en los últimos veinte años se han documentado de manera oficial más de dos mil crímenes homofóbicos, los cuales fueron ejecutados sobre todo por escuadrones de la muerte.

CASO NATALIA GAITÁN

La madrugada del 7 de marzo de 2010, Natalia Gaitán moría luego de que Daniel Flores, el padrastro de su novia, le disparara. La joven vivía en un barrio pobre de las afueras de la ciudad de Córdoba, trabajaba en un comedor popular y estaba en pareja con una chica menor que ella. El hecho tomó estado público como un asesinato lesbofóbico. El agresor disparó su arma, desde corta distancia, contra quien mantenía desde hacía un año una relación amorosa con la hija de su mujer.
Ocurría que las chicas habían comenzado a convivir y esa situación no era aceptada por el hombre, quien había ido a buscar a su hijastra con la intención de que volviera a la casa de su madre; de acuerdo a la información difundida por medios nacionales en su momento.

ESPECIALISTAS CON LA PALABRA

El fenómeno de la homofobia es estudiado por psicólogos y psiquiatras. Existen estudios que han relacionado el odio hacia la homosexualidad con sentimientos homosexuales otransgénero reprimidos, mientras que expertos en teoría de género ligan a la homofobia con la cultura patriarcal dominante, que además discrimina a las mujeres.20 Otros expertos han puesto su atención en la relación que tiene la homofobia con determinadas estructuras mentales de la personalidad, y más específicamente con la personalidad autoritaria.

En la mayor parte de las culturas precolombinas los homosexuales eran respetados antes de la llegada de los europeos al continente americano.

14 muertes documentadas en Colombia, y otras más no documentadas

Un estudio elaborado por esta entidad señala que entre el 2007 y el año pasado, en las ciudades de Valledupar, Santa Marta, Barranquilla, Cartagena, Sincelejo, y Valledupar se registraron 14 muertes por presunta homofobia.
Según Wilson Castañeda, director de Caribe Afirmativo, Cartagena y Barranquilla son las ciudades donde más muertes se han presentado de este cantidad que logró ser documentada. Las capitales del Atlántico y Bolívar, con cuatro muertes cada una, lideran este deshonroso primer lugar. Le siguen Santa Marta y Sincelejo con dos casos cada una y Valledupar y Sincelejo con un caso.
“También existen 12 casos documentados de abuso de autoridad por parte de la Policía hacia gays y travestis en Cartagena y Barranquilla. También encontramos siete casos de amenazas por parte de actores ilegales en las ciudades capitales a personas por su orientación sexual e identidad de género”, explicó Castañeda.

“Además triangulamos toda esa información con la de Fiscalía General de la Nación y las diferentes dependencias de Medicina Legal y el Ministerio Publico”, afirmó el Director de Caribe Afirmativo.
Según la investigación, solamente en el departamento Bolívar hay otras 13 muertes que no han sido documentadas, es decir, a las que nadie les ha hecho seguimiento y de las cuales se tienen pocas pruebas para detallar las motivaciones de los crímenes. En Atlántico las muertes sin documentar llegaron a siete, mientras que en el Cesar el número es de 2 casos y el departamento de Sucre con un hecho.



La homofobia ha existido de una u otra manera a lo largo de la historia de la humanidad; “en realidad […] no es ni una fatalidad transhistórica, imposible de combatir, ni un residuo de la historia destinado a desaparecer por sí solo en el tiempo. Constituye un problema humano, grave y complejo, con resonancias […]” (Tin, 2008: 2)

Para combatir y erradicar la homofobia se requieren acciones urgentes que incidan en un cambio del patrón cultural que ha establecido a la heterosexualidad como la única opción válida para el ejercicio del amor y de la sexualidad. Si la sociedad sigue sin reconocer a la homosexualidad como otra opción, los homicidas homofóbicos continuarán argumentando que con el asesinato de homosexuales liberan a la sociedad de entes depravados que no tienen derecho a vivir. Si cambiamos nuestros parámetros a escala social y cultural, la justificación con la cual operan perderá razón de ser.

Tipos de homofobia

Desde una perspectiva sociológica podemos hablar de la homofobia personal, que resulta de la creencia de que los homosexuales son merecedores de odio o, en el mejor de los casos, de lástima, en el supuesto de que no pueden controlar sus deseos, que son en gran medida perturbadores, genéticamente anormales, inmorales, inferiores y, además, defectuosos en relación con los heterosexuales. 
Existe la homofobia interpersonal, que surge cuando el prejuicio personal transita a las actitudes discriminatorias (chistes, agresión física, verbal o formas extremas de violencia), afectando la relación entre las personas en diferentes espacios: educativo, laboral, familiar, etcétera. Encontramos también la homofobia institucional, que parte de diversas instituciones, como son las educativas, religiosas, de investigación, empresariales y profesionales, que ejercen presión sobre la preferencia, la orientación y la identidad de los homosexuales. y además está la homofobia cultural, que se define como “las normas sociales o códigos de conducta que, sin estar expresamente inscritos en una ley o un reglamento, funcionan en la sociedad para legitimar la opresión".

Siglo XX
Este fenómeno se hizo presente en la política de algunos gobiernos durante todo el último siglo, tanto democráticos como autoritarios, algunos ejemplos son el régimennacionalsocialista en Alemania (liderado por Adolf Hitler, 1933-1945), el régimen franquista en España (1939-1975), el período dictatorial conocido como “Proceso de Reorganización Nacional” argentino (1976-1983). También lo son los gobiernos democráticos, como por ejemplo el de Nicaragua, que bajo el artículo 204, castiga la sodomía bajo penas de 1 a 3 años de cárcel (artículo que aún sigue vigente); también otras democracias han tenido legislaciones y actuaciones homófobas, como por ejemplo en Alemania Occidental, dónde la homosexualidad fue delito hasta 1969.

La homofobia en la actualidad

Según Amnistía Internacional, en 2007 existen más de 70 países cuyas legislaciones contemplan penas por la homosexualidad.

El Parlamento Europeo
El Parlamento Europeo (el único organismo de la Unión que es escogido directamente por sus ciudadanos) considera a la homofobia como un miedo y aversión irracional hacia la comunidad LGBT basada en prejuicios y la compara, por ejemplo, al racismo o a la xenofobia.
Esta institución comunitaria se opone firmemente a la discriminación (entre ellas, la que tiene por motivo la orientación sexual) y pide que los estados garanticen la protección a la comunidad LGBT de actos homófobos, que se intensifique la lucha contra la homofobia (mediante métodos educativos, administrativos, judiciales y legislativos) y que la Comisión Europea se asegure de que todos los estados cumplen con la Carta de derechos fundamentales de la Unión Europea y de los tratados de la Comunidad Europea.101

Debate en las Naciones Unidas

El gobierno de Francia mediante su embajador en las Naciones Unidas, solicitó en 2008 que la homosexualidad sea despenalizada a nivel mundial mediante una resolución no vinculante.


"Urgimos a los estados a tomar todas las medidas necesarias, legislativas o administrativas, para asegurar que la orientación sexual o la identidad de género no puedan ser, bajo ninguna circunstancia, base para una persecución penal, en particular ejecuciones, arrestos o detenciones"
                                                                                                                                             Texto de la resolución102

Compilado de varias fuentes y reestruturado por Fernando Schweitzer


Los números en Sudamérica

539 personas trans fueron asesinadas en Latinoamérica, entre 2008 y 2010; mientras que 50 activistas LGBT fueron asesinados sólo en el año 2010.
400 crímenes homo/lesbo/transfóbicos se produjeron en México, entre 1995 y 2005; 19 asesinatos se registraron en ese mismo país, en lo que va del 2011.
260 personas LGBT fueron asesinadas en Brasil en 2010; Adriana Almeyda fue asesinada por ser lesbiana, en marzo de 2011.
171 homicidios de personas LGBT se produjeron en Honduras, en los últimos 5 años.
127 personas LGBT fueron asesinadas en Colombia, entre 2008 y 2009.
7 personas trans fueron torturadas y asesinadas en Bolivia, durante el año 2010.
4 asesinatos de personas LGBT se produjeron en Venezuela, en lo que va de 2011.
2 suicidios por hostigamiento se llevaron a cabo en Argentina, en lo que va de 2011; este año también fue asesinada Alejandra Yagualca, en el Cerro San Bernardo, por ser travesti; en marzo de 2010, Natalia Gaitán fue asesinada por lesbiana, en la ciudad de Córdoba.
4 de cada 10 personas LGBT sufren violencia física en Nicaragua, y 2 de cada 10 son víctimas de violación.
1 persona LGBT es asesinada cada semana, en Perú.
La homosexualidad es considerada un delito en Barbados, Belice, Jamaica, Guyana y Trinidad y Tobago.
Las instituciones para “curar” a gays y lesbianas son frecuentes en Ecuador, Perú y México.
Un decreto impide que gays y lesbianas formen parte del cuerpo de seguridad, en Panamá.



Fuentes: Revista Sociologica de México, http://www.revistasociologica.com.mx/pdf/6907.pdf