quarta-feira, outubro 07, 2009

Clássicos Pós-Modernos

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



O que define um clássico? No futebol seria como aquele jogo que até os não aficionados do futebol se interessam ou comentam. No teatro as obras que, mesmo que não sejam interessantes, de alguma forma criaram uma nova onda, linguagem ou parâmetro diferencial dentro da história do teatro ou da sociedade.

A Televisão é um invento relativamente novo, mesmo tomando elementos narrativos audiovisuais do cinema e do rádio, a mescla como que veio com o tempo a condensar-se e criar um bicho muito particular. A linguagem televisiva foi se consolidando a um ponto na história mundial de forma impressionante. Grande exemplo são os produtos televisivos que vão para o cinema e muitos cineastas mais ortodoxos e críticos de cinema afirmam ser uma invasão, senão apenas uma exibição de um produto televisivo em tela grande. No Brasil o fenômeno "O auto da compadecida" de Ariano Suassuna, foi ponto de controversia no meio audiovisual. Pois que, a peca teatral adaptada e exibida em formato de micro-serie pela Rede Globo, sofrendo apenas alguns cortes de edição foi lançado no circuito nacional de cinema e obteve milhões de espectadores.

Quais as "causas, motivos, razões e circunstâncias"?

Indubitavelmente um dos maiores clássicos da televisão mundial é "El Chavo del 8", conhecido no Brasil como apenas "Chaves". Hoje a série também tem sua versão desenho animado também. Chaves, já foi exibido em mais de 90 países, onde conseguiu os primeiros lugares de audiência, inclusive no Brasil onde apesar das reprises do seriado, sempre foi um ponto forte do SBT por conseguir alavancar a audiência de algum horário. Em alguns momentos, voltou a superar o também clássico Pica-Pau.

A meta-linguagem sócio cultural que é usada por Bolaños em Chaves é sutil, digamos politicamente correta para a época e talvez ainda para hoje. Chaves é o retrato da América Latina e quiças do mundo. Ao retratar um órfão, aborda indiretamente a condição de extrema pobreza, e isso em 1971, em que vivemos. As personagens todas não eram arquétipos, mas densamente bem caracterizados. Realmente verossímeis. Seja em sua construção pelos intérpretes como pelo conceito embutido em suas sinopses.

Quico e dona Florinda são o retrado da nossa classe média falida que como sardinha e arrota caviar. Seu Madruga, esse é o melhor, mostra como se pode viver sem trabalhar, ou que não se pode trabalhar para viver. É uma metáfora irônica as condições de trabalho a que o imperialismo nos coloca, aonde se trabalha não para viver, apenas sobreviver. Professor Girafales poe em uma única frase o que é ser professor em nosso território: "Eu tenho esperança no futuro, e essas crianças são o futuro...". Dona Clotilde, a bruxa, que é julgada apenas pela aparência, pode-se considerar uma crítica a ditadura descartável da beleza. Mesmo porque Angelines Fernández Abad, era considerada até a década de 60 uma das mulheres mais lindas do México, a atriz espanhola recebera também muitos prêmios como atriz dramática. Chiquinha tinha um que de menino moleque e também de pós modernidade, já uma tendência hoje de androgenia social cada vez mais comum, seguindo a linha feminista com Dona Neves, brilhante interpretações de María Anthonieta de las Nieves.

Os capítulos "perdidos"

A série exibida pelo SBT, vêm sendo reprisado até que episódios novos apareceram em 1988. Em 1990 e 1992, os últimos lotes de episódios foram comprados pelo SBT, no entanto, somente episódios até a fase entre 1979 e 1980 foram exibidos. Alguns foram exibidos apenas uma vez e/ou deixaram de ser exibidos e são chamados de episódios perdidos. O canal de Silvio Santos alega que uma enchente ocorrida em 1992 destruiu boa parte dos episódios, mas os fãs dizem que não é bem assim, já que no ano 2000 o SBT chegou a exibir alguns capítulos "perdidos". O movimento que tem um site, onde conta com um abaixo-assinado virtual para quem quiser participar desta tentativa junto ao SBT, para que episódios da série mundialmente exitosa de Roberto Bolaños. Existe hoje um abaixo assinado que já chega próximamente a 2000 assinaturas virtuais. Repercutiu em alguns sítios web, e já é comentado nos corredores do SBT. Quem ainda não conhece o movimento "Chavista", ou ainda não participa pode acessar e aderir através do sítio http://www.grandesclassicos.net/movimento/index.html.

Foi sem querer querendo


Chaves chegou ao Brasil juntamente ao nascimento da TVS, que depois viria a se chamar Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), a emissora de Sílvio Santos. Em meio a falta de recursos na época para preencher a grade de horários, Sílvio optou pela parceria com a televisão mexicana. Importar atrações como telenovelas, séries e filmes do México era barato e trazia bons resultados. Eis que chegava um lote de novelas da Televisa que foram dubladas pela Maga, em parceria com o SBT.

O lote dublado, a então desconhecida serie teve aproximadamente oitenta episódios comprados, que foram dublados e apresentados ao dono do SBT. A atração tinha reprovação dos homens de confiança de Sílvio. Contudo, ele contrariou sua equipe e exibiu o seriado como teste no programa do palhaço Bozo, em 1984, alternando com o seriado Chapolin Colorado. A série se tornou um sucesso, tendo por vezes a maior audiência do SBT segundo o IBOPE, conseguindo vencer por várias vezes a Rede Globo. A partir de 1988 começou a ser exibido em horário nobre. Seu maior pico de audiência foi de 36 pontos, em 1990. Desde o fim de fevereiro deste ano, um grupo de fãs dos seriados Chaves e Chapolin, exibidos pelo SBT, batalham com um movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos.

A série somente uma única vez saíra do ar

A anos atrás a ameaça de não ter mais o seriado em teve aberta causou protestos no site do SBT, Orkut e até um piquete frente a emissora do patrão. Medida que acabou por não ocorrer e fez com que se criasse um novo horário de exibição as 5:30h.

Hoje existe uma outra mobilização na rede. existe um sítio que cadastra todas as repercussões do movimento e também um abaixo assinado evocado pelo seguinte texto explicativo:

AOS AMIGOS CHMANIACOS,

este abaixo-assinado visa trazer de volta inúmeros episódios das séries "Chaves" e "Chapolin" que, há anos sumiram do mapa. São os que figuram no famosíssimo guia de episódios perdidos. Incrivelmente, também há episódios inéditos que estão há mais de 20 anos dublados. Se você é realmente fã das séries, nos ajude a fazer com que o SBT acabe com a "piadinha". Se você pertence à Imprensa, ajude-nos também. Para maiores informações sobre os "episódios perdidos", acesse nosso site: www.voltaperdidosch.com

Gratos!

O pequeno e seus grandes feitos

Bolaños têm muitíssimas personagens em sua gama mais destacada, como o próprio Chaves, Chapolin Colorado, Dr. Chapatin, Chaveco, Pancada Bonaparte, Dom Caveira. Hoje atua ainda em teatro e a pouco fez uma turnê pela américa latina. Em seus programas mais conhecidos no mundo três já foram exibidos no país El Chavo del Ocho (Chaves) - Chespirito - El Chapulín Colorado (Chapolim).

Até mesmo em Os Simpsos, Bolaños fora citado, através da personagem Chapolim. O criador da série americana já declarou-se por diversas vezes um admirador do autor mexicano. Além de enaltecer os próverbios Chispirianos, por que Bolaños é conhecido como o Sheakspear mexicano e dado o apelido Chispirito, entoados pela personagem Don Ramón (Seu Madruga): Algumas frases de Seu Madruga ficaram bastante conhecidas, como: "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena" e "As pessoas boas devem amar seus inimigos".

Hoje a gigante Televisa ainda exibe as 18h a maioria dos episódios. À época, 1971, quando fora exibido o primeiro episódio pela rede; as BGMs (músicas de fundo que tocavam durante o programa) originais do seriado eram composições famosas de instrumentistas norte-americanos como Pete Winslow, Tony Hymas e John Charles Fiddy. Como a produção da Televisa não possuía verba de sobra para compor músicas próprias, foram utilizadas músicas da década de 30 compostas por tais artistas. Além disso, um dos temas de abertura da série foi The Elephants Never Forget, de autoria do compositor francês Jean Jacques Perrey - os direitos autorais na época eram mais baratos.

O movimento chamado "Volta Perdidos CH & CH", onde pedem à emissora a exibição de episódios que não vão ao ar há muito tempo, alguns há mais de 15 anos, fora destacado no Portal Natelinha, em matéria de 05 /10/09. Entre outros sítios do setor também começam a eclodir notas sobre o movimento. Clássicos a parte, este tem uma legião de seguidores, continua líder do Ibope ao seu horário de meio-dia e ainda consegue divertir nesta TV atual. Isso sem apelação!


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


domingo, outubro 04, 2009

La negra, a grande estrela hoje nos deixou

Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires


Argentina em luto. Faleceu Mercedes Sosa, hoje 4 de Outubro de 2009, a artista nascida em Tucumán, exilada política sendo proibida de pisar em solo argentino pelos militares na década de 70. expoentes da Nueva Canción, um movimento musical latino-americano da década de 60, com raízes africanas, cubanas, andinas e espanholas. No Brasil, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, entre outros artistas, são expressões da Nueva Canción, marcada por uma ideologia de rechaço ao que entendiam como imperialismo norte-americano, consumismo e desigualdade social.

Seu corpo será velado no Congresso Nacional Argentino em Buenos Aires, até as 12h do próximo dia. Com mais de 50 álbuns na carreira "La Negra" como carinhosamente fora apelidada, recém gravou seu ultimo disco, um álbum duplo contando com várias participações. Dentre tantas figuras expressivas internacionalmente participaram Joaquín Sabina e Caetano Veloso.

A fila para a despedida a grande cantora chega a mais de 2 quadras. Mercedez a alguns dias teve um agravamento em seu estado de saúde levando-a UTI a ois dias atrás. Um de seus mais memoráveis momentos de uma carreira repleta de êxitos foi ao apresentar-se no Carnegie Hall e ser ovacionada por mais de 15 minutos.

O sentimento de comoção inunda ao país portenho. A sempre tao efusiva artista nos deixa, mais sua grande obra inexoravelmente resiste, tal e qual ela mesma resistiu aos anos de chumbo e a expulsão de seu amado país em um de seus momentos mais críticos. Seu ultimo lançamento "Cantora" recém saiu e é o "regalo" derradeira dessa estrala da música latina.


Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires

quinta-feira, outubro 01, 2009

Mercedez Sosa internada em estado grave

Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires



Buenos Aires, 1 de Outubro de 2009 10:56 - Esta noite após um agravamento de seu quadro de saúde, a cantora Mercedes Sosa volta a ser internada, e neste momento respira com a ajuda de aparelhos. A 11 dias internado no Hospital de "La Trinidad" devido a "problemas nos rins e pulmão", nesta noite teve um aumento brusco de temperatura o que levou os médicos a recorrerem ao uso de um respirador artificial.

Aos 74 anos de idade Mercedes Sosa não pode fazer o lançamento de seu ultimo projeto, o audaz álbum duplo "Cantora", devido a seu estado debilitado. Do projeto consta também a participação de grandes astros da música mundial como Joan Manuel Serrat, Luis Alberto Spinetta, Shakira, Gustavo Cerati, Charly García, Calle 13, Joaquín Sabina e ainda o brasileiro Caetano Veloso.

Seu repertório transitava do folclórico ao romântico e nanãoomente argentino bem como lalatino americano. Exitosa em todo o mundo esteve em 2008 também em Florianópolis dentre outras várias cidades brasileiras, nesta turnê que se concluiu em mais de 10 shows na Europa.

Escute no sítio web Youtube o adianto do seu ultimo trabalho "Cantora", no dueto com Caetano Veloso - com a canção "Coração Vagabundo".


Fernando Schweitzer
Correspondente em Buenos Aires

http://www.youtube.com/watch?v=Qcwr73SNjGM

segunda-feira, setembro 28, 2009

Quem vê capa, não vê conteúdo

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


“Quem paga meu salário é o SBT, ele se irrita nos bastidores da Globo”. Por si só a frase não pode fazer muito efeito a primeira vista. Essa frase é repercussão da noticia que circulou a semana passada informando que o Programa da Eliana teve 40 minutos de liderança sobre o Domingão do Faustão, e a autora nada mais que a irmã do mesmo.

Leonor Côrrea, hoje diretora de Eliana no SBT; ex-diretora do Melhor do Brasil na Rede Record e ex várias emissoras, ao proferir tal frase ainda disse em matéria a coluna do Fabíola Reipert no R7 que tem um relacionamento pessoal com Fausto Silva. Também seria de espantar que não, pois não estamos a falar de amadores da TV e sim profissionais de larga e longa data.

Aí que esta o eixo da questão, Leonor não fez nem fará nenhuma revolução, mas mesmo em um SBT sem o prestigio de anos fez o que mais quer a TV, resultado. É aquele famoso feijão com arroz do futebol: bom jogador, bom técnico, bom campo e nada mais.

Cantadoras - Mistura de Cantoras e apresentadoras

Eliana tem vários anos de telinha desde quando era conhecido pelos dedinhos apenas. Hoje bate uma bola razoável para a média de qualidade atual de apresentadoras. Quando começou proveniente da "teen band" feminina Banana Split, fenômeno da década de 90; já era figura fácil em vários canais. De cantora apresentadora foi um pulo, seguindo os passos da rainha ainda da televisão Hebe, esta que incluso ao cantar inaugurou a TV no Brasil.

As vezes o simples faz a festa, ou nesse caso a audiência. Em tempos de reality pós reality, todos formatos que por si só são um produto de marketing, aonde o que vende é o formato e não o conteúdo. Como Ídolos hoje em outra emissora e repetindo exatamente o mesmo numero no Ibope. Até que dessa vez por tanta repetição devem ter copiado alguma alteração ou da versão americana ou europeia, ou da versão latina o "Latin American Idol" do qual se fazem eliminatórias em toda América Latina menos Brasil.

A realidade dos realities não muito reais

Dizem os produtores do programa que para tornar a disputa mais acirrada, e para nivelar o julgamento dos 24 finalistas, a produção do programa de talentos da TV Record, Ídolos decidiu separar os concorrentes em dois grupos, o primeiro com 12 homens, e o segundo com 12 mulheres. A idéia é boa, esperemos que a final não seja em como outras temporadas o fim da picada.

A mídia hoje em dia é cada vez mais "multimídia", não? A décima edição do "Big Brother Brasil" reservará muitas surpresas. - ...e eu posso com isso? - Segundo o diretor J.B Oliveira, o famigerado e vulgo Boninho, avisa do perigo que estamos por sofrer: "o reality deverá ter duração maior do que os cerca de 80 dias de confinamento. "Tudo depende da programação da Globo", contou à coluna.

Constrói-se um cenário, põe-se cartas marcadas, assina-se contrato de silêncio para meses de vigencia após o termino do martírio, digo programa; e ainda assim nos querem vender essas coisas como "Reality Show". Tudo bem que nem todo mundo sabe Inglês, incluo-me em los que pregam a extincao dessa arma de dominacao yanke. Mas essa até um bebê sabe traduzir. Não é possível... Onde está a realidade dos tais "Shows de realidade"?

Sitcom em vários formatos

Vai ser uma quase adaptação de "Toma lá da cá", também da emissora carioca. Imaginem que com 2 casas. Todos de uma irão fornicar com gente da outra casa, depois como na série se terá um atual que foi "ficante" ou "amor pra toda vida" como nos episódios de edições anteriores de alguém da outra casa. A mistura de formatos e hipertextos estará mas que contemplada na "nova versão" do "novo" BBB.

Aí também teremos outra fusão de influencias ou busca de "novas idéias" para logo em nossa querida TV. Baseado nas tirinhas de Adão Iturrusgarai, publicadas na Folha, o tal novo programa foi ao ar como um especial de fim de ano em 2008. A idéia deu certo e "Aline" foi promovida a série na grade da emissora. A estreia está marcada para quinta-feira (1º), após "A Grande Família", a não ser que haja algum imprevisto da produção.

Até o cinema?

Uma prova de que até mesmo a sétima arte esta a sofrer de retrolavagem e reciclagem de conteúdo e formatos é a nota recem publicada por um jornal americano. Freiends a serie, vai segundo o jornal "Daily Mail" virar filme. Ainda o jornal afirma que as seis estrelas de salários ultra milionários concordaram em mudar para a tela grande, seguindo o sucesso do filme "Sex and The City". De acordo, isso significa que Jennifer Aniston, 40, Courteney Cox, 45, Lisa Kudrow, 46, Matt LeBlanc, 42, Matthew Perry, 40, e David Schwimmer, 42, ficarão juntos no mesmo cenário pela primeira vez desde que o seriado acabou em 2004.

Contudo, todavia, entretanto ou como queiram os sátiros ao ironizar a vida: "Você viu o novo Programa do Gugu?". e da outra ponto o outro sátiro entendendo a malícia diz: "Ah obviamente que sim... Até mudou de canal... Até o nome do programa dele mudaram!". Nisso os dois riem ao dizer: "Só esqueceram de além de mudar a capa, de mudar o conteúdo!".


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, setembro 23, 2009

O Clone 2

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


É clonagem? E não fala da novela com Giovana Antonelli, nem do que a Rede Globo fez com a programação da TV Excelsior na década de 60. Creio piamente que sim, neste caso também o é. A Rede Record quer ter um "Vídeo Show" próprio, segundo informações do jornal O Globo, na coluna de Patrícia Kogut. Ainda, a emissora paulistana prepara um programa vespertino sobre os bastidores de suas novelas e atrações, nos moldes do concorrente global. Além do formato, a Record também estaria interessada em contratar apresentadores atuais da atração.

A pergunta é também se vai pegar. Pois se realmente seguir a cartilha do produto global terá talvez alguns problemas. Pois que, O vespertino carioca está a anos usando o discurso, ou linha editorial, que ignora que existam no universo outros canais que não a Rede Globo. Ou seja, a Record em tese não falaria de outra emissora, o que seria uma revolução ou involução, porque indiretamente o único quadro sobre TV na emissora que faz parte do "Hoje em Dia" fala amplamente da classe artística.

Durante anos a emissora do Projac tratou seus ex artistas como criaturas que desapareceram da face da terra. Um artista que saia da emissora simplesmente era abstido da boca dos ainda contratados. Muitas vezes artistas eram dados como mortos praticamente pós saírem da Globo.

Geladeira da Globo

Me pareceu muito raro certo comentário que minha avó fez-me quando Lucélia Santos voltou a Rede Globo em 2001. Mesmo depois de trabalhar em uma lista de feitos além mar, digo além Globo, como em: 1996 - Dona Anja (SBT); 1995 - Sangue do Meu Sangue (SBT)1990 - Brasileiras e Brasileiros (SBT); 1987 - Carmem (Manchete).

O estigma criado no caso específico de Lucélia foi um dos casos mais terríveis da história da bolha extra Globo no Brasil. Mas casos não faltariam para ilustrar o efeito "Geladeira da Globo".

A TV não se faz de realidade

Então penso, voltando ao assunto central: Seria ideal ter mais um programa sem noção da realidade, ou limitado, como o vídeo show? O que ocorre é que, vai que um dia a Record derruba a Globo, o que teremos? Mais uma emissora monopólica e que ignora a existência de vida inteligente fora dela? _Com a palavra Serginho Groissiman que usa como slogan do intragável "Altas Horas" o bordão jocoso: "Altas Horas, vida inteligente na televisão!". Se vida inteligente é entrevistar pseudo atores globais de teste do sofá e ainda fingir que existe cérebro dentro dessas carcaças eu prefiro uma vida burra na televisão.

Se fosse eu o produtor

A coisa pra funcionar tem de ser ou 8 ou 80. O risco do 80 é ter um piripaque na primeira corrida, e do 8 é não alcançar quase ninguém. TV estratégicamente se consegue ibope muito mais por costume que por qualidade, já diria Walter Clark. Se a opção é seguir a risca a fórmula Vídeo Show, pode ser que mais que audiência ao próprio programa gere um crescimento aos demais produtos da rede. Agora se misturar as coisas, digamos, uma cara de "Vídeo Show" e um conteúdo de Sônia Abraão, aí a coisa fica feia. Tomaria eu o cuidado de manter ao menos por 4 meses a alternativa do 80.

Côncavo e Convexo

Se valor e gostos são subjetivos, a busca por alguém que nos valorize também pode ser. E sempre é valido lembrar que muitos profissionais saíram da poderosa em busca de reconhecimento, acima do status quo de ser global. É até preconceituoso e marginativo o que se faz hoje e antes fora pior. O pensar: "Se está na Globo é bom, se não está desconheço." - é a mais chucra bucefalia da sócio cultura brasileira.

Nessas horas que veja que minha nega baiana tem "már que razaum". Ivete Sangalo gravará um DVD no Madison Square Garden, em Nova York, no dia 4 de setembro de 2010. Tanto criticaram minha rainha, como se diz na Bahia, que ela vai tentar ganhar agrado dos gringos. Molestaram-na porque estava grávida, porque troco de namorado, porque arranjou um novo, porque não gravava CD de inéditas... Ela deve ter pensado como eu: "Sabe meu rei, vou pros exterior pra vê se alguém me dá valor".


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, setembro 15, 2009

Mais perdido que cego em tiroteio!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Nossa TV cada dia que passa sofre vários reveses. Lendo os jornais e colunas sobre TV está semana vários fatos tem me colocado a pensar onde iremos parar.

o Blog "Curtas e Quentes do portal o Planeta TV! trás: "O primeiro capítulo de "Viver a Vida", exibido na noite desta segunda-feira (14/09), na Globo, marcou 42 pontos de média e pico de 46, segundo números prévios na Grande São Paulo. No mesmo horário, ou seja, das 20h54 às 22h09, a segunda colocada marcou 7 e a terceira 6. Com esta média, a trama de Manoel Carlos supera a estreia da antecessora, Caminho das Índias, que marcou 39 pontos".

O mais do mesmo do "Maneco" acaba que surte efeito na repetitiva TV brasuca. Não o culpo, até o saludo. Vencer o re-re-re-remake de "Bety, a Feia", é realmente um "grande mérito. Para não falar do restante da concorrência. E isso é assumido pelo próprio autor em entrevista ao Jornal Estado de Sao Paulo, cito:

Estadao - De todos os autores com estilo bem marcado, você é o que mais se apega às repetições. Sempre teve em mente que estava construindo uma marca? Não. E desde o começo da minha carreira é uma coisa muito remota! Mas, desde o começo, me interesso por escrever sobre as mesmas coisas que escrevo até hoje. Não me interesso por grandes fantasias.

Quanto mais, pior

Quanto mais sei e vejo TV mais confuso fico. Depois que Daniela, a filha número... do patrão, claro. Ela que fez pesquisa na internet para detectar a insatisfação do público com o horário atual das séries no SBT. "Muitos dos nossos telespectadores reclamam que nossas séries são boas, mas de difícil acesso. Estamos facilitando o acesso a este conteúdo", fala ela. Precisava tanto pra identificar isso? O óbvio. Anos de grade voadora derrubaram o SBT e isso nao precisa de mais de 2 de QI para saber.

Nesse tiroteio louco, onde ator não é ator, cantar se não paga não canta na TV, isso quando realmente canta e não dublar sua voz em versão mutante de estúdio, é que não sabe-se mais qual é o critério para algo estar na grade se é que hoje a TV tem critérios.

Eu estou bonzinho, será que deveria?

Esses dias meu senso de justiça está maior do que o comum, Pois, poderia fazer um comentário maldoso e que muitos desconhecedores de alguns fatos avalizariam. A bailarina Sheila Mello confirmou convite da Record para participar do reality “A Fazenda”. No entanto, a ex-loira do É o Tchan colocou uma condição para assinar o contrato. Ela quer ser aproveitada no elenco das novelas da Record após o término do reality show. Se eu quisesse ser cruel omitiria o fato de que a loira está ma quase 4 anos estudando interpretação. Se deu resultado só vendo pra crer.

Em um momento onde uma das fundadoras da TV no Brasil sofre alguns comentários que a deixaram chateada. Falo claro de Hebe Camargo, 80 anos, que além de sofrer com a baixa audiência do programa que comanda no SBT, se garante que um tremendo mal-estar tomou conta dos bastidores do Complexo Anhanguera nos últimos dias. Devido a que até o momento Silvio Santos não manifestou o desejo de renovar o contrato da apresentadora, que vence em Dezembro próximo.

Nessa semana de tudo passou. Até o diretor de rede do SBT foi notícia Guilherme Stoliar, foi ontem a Brasília para reclamar ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, do avanço das igrejas, principalmente as evangélicas, sobre a programação das TVs. Seria um revide indireto a Rede Record que em rede nacional tem horário fixo arrendado a Igreja Universal.

Faltou uma manchete dizendo: "Dormiu com a Madonna, virou apresentador!". Está quase certo que o VMB 2009 conte com a presença "especial" de Jesus Luz. Durante a coletiva de imprensa, realizada na sede da MTV, na segunda-feira (14), em São Paulo, o diretor da premiação, Cacá Marcondes, confirmou que o namorado de Madonna foi convidado para dividir a entrega dos prêmios. No entanto, ele ainda não confirmou presença. Podiam convidar a Hebe creio que teria mais lógica, ao menos ela é cantora mesmo que não fosse apresentadora.

A ditadura voltou, suave, mais ainda repressora

No início da noite desta quinta-feira (10), a TV Globo soltou um comunicado interno restringindo o uso de mídias na internet, como blog, Twitter, facebook, orkut, por seus artistas contratados. A informação foi dada pela coluna Radar, da Veja online. Ditadura e auto censura, e o povo discute liberdade de imprensa no país em que o diploma de jornalista não é mais obrigatória e antes nem sempre necessário.

Twitteiro de carteirinha, Bruno Gagliasso, contratado da Rede Globo nominou o veto como censura: “Amo o que faço: arte!!!Sou contra qualquer tipo de censura”. Fernanda Paes Leme foi taxativa: “Não existe Arte sem liberdade de expressão. Blog, twitter ajudam o público a conhecer o artista por trás do personagem... eu vou continuar por AQUI”! - textual do twitter da atriz.

Óh vida, óh azar... Tinha um desenho que dizia isso e finalizava um tanto fanho e desanimado: "Isso não vai dar certo".

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

sexta-feira, setembro 11, 2009

A "Manchete" do dia!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Aos menos velhos que eu, pode ser que essa recordação tão sublime sequer faça parte de sua lista de coisas a sentir saudade. Parte de minha infância foi recheada por uma emissora hoje infelizmente extinta. Graças a essa emissora eu passei vários recreios de minha segunda série brincando de Changeman e Flashman, seriados japoneses vinculados pela TV Manchete.

A rede boicotada de várias maneiras a época foi a responsável por vários mega ultra sucessos extra vênus platinada. É meio chavão ou senso comum mais para quem desconhece a informação pode ser valido para tentar romper com essa emblemática impressão de que a rede dos Marinho é a única com qualidade e invencível. Além de ter lançado várias estrelas hoje globais como Murilo Rosa, Drica Moraes e Taís Araújo, essa justamente protagonista da próxima principal novela da poderosa, a emissora teve muito que mostrar em seu curto período de vida.

A TV Manchete ou apenas Manchete foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 5 de junho de 1983 pelo jornalista e empresário ucraniano naturalizado brasileiro Adolpho Bloch que permaneceu no ar até o dia 10 de maio de 1999. Além de transmitir o Carnaval Carioca com grande êxito em seu ano de estréia, algo que fez a Globo ao ano seguinte se arrepender de não o ter feito e voltar a transmiti-lo em 1985, a rede tocou no ponto até então pouco explorado por emissoras além Jardim Botânico. O ramo de novelas foi um grande destaque da emissora e hoje lhes conto que 10 anos após de sua transmissão final ainda o é.

É da Silva, mas não é o presidente


Explico-me. dentre várias outras obras realizadas uma que voltou a tona no Brasil pelo SBT, recém terminou sua exitosa exibição ao país vizinho. Além de grandes feitos como Dona Beija (1986), Helena (1987), Corpo Santo (1987), Kananga do Japão (1989), sua primeira produção dramaturgica foi a minissérie Marquesa de Santos (1984). Dentre vários sucessos, houve uma trama clássica de Benedicto Ruy Barbosa, Pantanal, que sacudiu o conservador Brasil da década de 90, exibida entre 1990 a 1991. Vieram outros como A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991), Tocaia Grande (1995) e Xica da Silva (1996). Sim, é dela mesma, Xica da Silva, que estou a falar.

Apesar de tantas críticas à época hoje a trama atingiu mais uma grande marca. O último capítulo de "Xica da Silva" obteve excelente audiência na Argentina
. Nesta última terça-feira (08), conquistou excelentes 9.3 pontos de média, ocupando o terceiro lugar isolado no ranking do Ibope. Essa foi a melhor marca da emissora daquele dia. Enquanto sua substituta "O Profeta" não chega a 5 pontos sequer, menos queo dia de estréia de Xica da Silva vinculadas ambas pelo Canal 9.

A trama protagonizada por Taís Araújo e produzida pela Manchete encerrou sua jornada em terras portenhas como maior êxito fora das duas principais redes este ano. Ao longo de sua exibição, "Xica da Silva" teve diversos problemas com a concorrência. Por ser veiculada às 22h, enfrentou fortes concorrentes como o "Caiga Quién Caiga", o CQC argentino, a novela "Valientes" e o bem sucedido "Showmatch" ambos do canal "El Trece".

Em tempos de tramas mais que repetitivas tanto no Brasil como no exterior, é interessante pensar que uma produção de formado diferencia possa sim ter ainda sucesso. Em contra a muitos críticos que só aplaudem a mesmice e o vil.

Manchete vence Rede Globo novamente

Pode-se considerar que a TV Globo novamente perdeu para a TV Manchete. Já que quem substitui a querida e extrovertida Xica é um produto global. Esse que não atingiu o mesmo índice de estréia da produção Manchetiana. Escrita por Walcyr Carrasco, autor de menos pior resultado do horário das 6 e também das 7 entre novelas nesta ultima década, sob o pseudônimo Adamo Angel e dirigida por Walter Avancini. Xica da Silva levou a Rede Manchete de volta ao segundo lugar na audiência geral da televisão brasileira, depois de alguns anos em crise.

Em 2005, o SBT causou uma grande surpresa no mercado televisivo brasileiro, ao anunciar que adquiriu os direitos de exibição da novela; estreou a reprise em 28 de março, indo até 9 de dezembro do mesmo ano, às 22h. O sucesso da reprise de Xica da Silva, que triplicou a audiência da emissora de Sílvio Santos recolocando-a na vice-liderança no horário, levou a Rede Bandeirantes a comprar os direitos de exibição de outra novela da Rede Manchete, Mandacaru, e reprisá-la no mesmo horário em 2006.

Xica pelo mundo

Xica da Silva foi exibida na TVI (Portugal) em 1997, e mais tarde, em 2003, reexibida na SIC (Portugal). Teve grande êxito no exterior, sendo transmitida em vários países como Chile (onde foi líder absoluta também em sua reprise), República Dominicana (que exibiu a novela quatro vezes), Angola (onde Taís Araújo foi recebida com honras de Chefe de Estado, por causa do sucesso da trama), e Venezuela, Equador, Rússia, Colômbia, Bolívia, Honduras, Nicarágua, Porto Rico, Panamá, Paraguai, Peru, Guatemala, Japão, Argentina e outros.

A trama também fez enorme sucesso nos Estados Unidos, ao ser exibida pela emissora Telemundo, e abriu caminho para as novelas brasileiras no país. A coisa foi tão inacreditavelmente Taís Araújo foi contratada pela Telemundo por um ano para promover a novela e participou de um reality show da emissora; por conta do êxito de Xica fez participação especial no também sucesso colombiano, Betty, a Feia. Na época foi eleita pela revista People espanhola uma das 50 personalidades mais bonitas do mundo. Recentemente, de 14 de Novembro de 2006 a 24 de Agosto de 2007, Xica foi reapresentada nos EUA (pela terceira vez), porém, pela TV Azteca America.

É isso aí

A Manchete é o fantasma na história presente e passada da poderosa rede carioca. É isso aí, realmente só pra variar a qualidade deve vencer o status. Taís Araujo com apenas 17 anos era uma atriz pronta e mais de 10 anos depois finalmente chega ao horário da 8 como protagonista em Viver a Vida, de Manoel Carlos. E pensar que a vara da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro notificou publicamente a Manchete além de protestos de setores da sociedade pedindo para retirada da novela do ar. Realmente o Brasil não sabe o valor que tem, e dá valor ao que não tem valor.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quinta-feira, setembro 10, 2009

Invente, tente, assista algo diferente

Invente, tente, assista algo diferente

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Me chamou atenção ao ler no jornal extra online a matéria de Leonardo Ferreira -09/09/2009, o como estamos em um país de libertinagens e com zero de liberdade. Alheio eu ao fato tardiamente me embasbaquei ao ler a seguinte nota:

O autor José Louzeiro prepara um livro sobre os bastidores da proibição de sua novela “O marajá”, que seria exibida pela Manchete em 1993. A trama contava com humor a trajetória de Fernando Collor e foi impedida de ir ao ar poucas horas antes da estreia. Mesmo sem ter visto nenhum capítulo do folhetim, o ex-presidente conseguiu impedir na Justiça a exibição, num caso claro de censura prévia. Ele teria se sentido ofendido pelo que nunca viu. Depois disso, as fitas sumiram. “A novela se perdeu em trambiques, com muito dinheiro envolvido. Acho que nunca veremos essa história”, diz Louzeiro.

Um dos detalhes revelados no livro é que o próprio departamento comercial da emissora, segundo Louzeiro, ajudou a boicotar a novela. Sem que os autores nem o diretor da história (Marcos Schetman, que dirige hoje "Caminho das Índias") fossem consultados, foi posta no ar uma chamada de "O marajá" , considerada, mesmo nos dias de hoje, muito forte. Nela, uma enfermeira levava numa bandeja de prata supositórios com cocaína para o ex-presidente. A chamada foi o que alertou Collor, que logo depois entraria com uma ação para impedir a exibição da novela.

Vendo os índices das novelas baixos hoje em dia penso no que pode estar faltando para que as mesmas voltem a patamares estratosféricos de anos atrás. Pois seja por falta de qualidade de atores, muitos meros seres que tiveram momentos intimo com diretores de elenco, produtores e afins. Seja por remakers de histórias batidas e que já tiveram milhões de versões como a Colombiana "Bety, la Feia", que no Brasil fora exibida a anos atrás pela Rede TV!, depois teve "La Fea Mais Bella" exibida pelo SBT em versão dublada, na adaptação feita pela mexicana Televisa que hoje exibe pela tarde a versão original Colombiana. Mas o pior é o que se passa hoje, neste momento temas "Ugly Bety" versão americana realizada pela tradicional ABC, no ar pelo SBT. E ainda uma versão em horário nobre na Rede Record, "Bela, a feia".

Tanto lá como cá

Mas quem pensa que a coisa está assim só no Brasil se engana quadrada-mente. A grande exportadora Televisa hoje tem como opção comprar roteiro de novelas argentinas e colombianas para diversificar os temas de sua novela, coisa que a Globo jamais fará por ego exacerbado. O último caso é a exitosa novela exibida pela rede TELEFE e produzida pela Endemol/Underground em parceria com a emissora. "Los exitosos Pells", que no México se chama "Los Exitosos Pérez" devido ao sobrenome Pells não existir no México. Novela essa que teve segundo apontam alguns sítios portenhos direitos de exibição comprados pelo SBT que exibira a partir de dezembro uma adaptação e tinha em mente para agosto a exibição da versão dublada, mas engavetou a exibição pensando na possibilidade de produzi-la.

A novela que tem 6 premios "Martin Fierro" o principal da Argentina na área artística, englobando TV e teatro em seu rool de premios, quase não iria ao ar, pois era uma produção independente da Endemol Argentina para o mercado latino e não especificamente para Argentina. A substituição Exibida às 22:00, de segunda a quinta-feira como a maioria das novelas no país, teve como protagonistas Carla Peterson a mesma do sucesso "La Lola", também já exibida no Brasil. Ainda em exibição existem versões na Espanha, Chile, Ecuador e México devido a compra depois de assistir o piloto pela TELEFE, mudança de atores que ocasionou uma "porteñización", como trataram os meios do país, da trama e principalmente do sotaque e gírias utilizadas. Ocorre que o sotaque argentino é demasiadamente particular e utiliza até mesmo de tempos verbais distintos da maioria dos país de língua espanhola.

Aqui temos na Rede Globo a antropofagia do horário das 6, como o remake de "Paraíso" e tantas outras, algumas raramente feitas por outras emissoras como "Mulheres de Areia" da TV Excelsior. Temos também lá Walcir Carrasco com a milésima novela que parece copiar o texto e piadas de suas próprias novelas anteriores. Glória Pérez com suas emboladas tramas sem rumo que se guiam mais pelas pesquisas de público da emissora do que pela intuição e suposto talento da autora. Isso vem a constatar uma dura realidade de que o povo consome muitas vezes mesmice com roupa nova. A questão é de quem sabe melhor disfarçar isso.

O SBT tem um redundante fracasso com a adaptação de "Vende-se um véu de Noiva" de Janete Clair, novela escrita inicialmente para o rádio. Talvez aí o grande problema. Não acredito que o canal tenha reambientado dramaturgicamente para a linguagem de TV a obra e sim meramente atualizado poucas coisas da historia e filmado os diálogos.

Ineditismo nao vende

Foi-se o tempo da foice em que o novo era o que mais vendia. Hoje a sociedade está pasteurizada e com lomba de pensar. O que vende hoje é a repetição. Como citação ilustrativa de um sábio que a muito percebeu o quanto o povo se deixa levar irracionalmente pelos meios de massa: "Quer fazer sucesso? É só repetir qualquer coisa no cocuruto do povo..." em a Gota d´água de Chico Buarque. Onde uma personagem aconselha ao sambista Jazão lhe ensinando a fórmula do sucesso.

Poder Paralelo é um retumbante fracasso de Ibope hoje com media de 5 pontos a 7 no máximo. O detalhe é que a produção e trama são impecáveis. Ainda o elenco conta com monstros da interpretação como Beth Coelho e Antonio Abujamrra dentre vários outros. E mesmo assim "Caminho da Índias" com a "atriz profissional", sabe se Deus como se formou, Juliana Paes batendo recordes de audiência.

O Marajá

Acredito piamente que "O marajá" deveria ser refeita, hoje em dia se faz e se refaz tanta porcaria, que seria de muita valia. Ou isso ou fazer uma novela em estilo grande épico como "Cidadão Brasileiro" de Lauro Cézar Muníz, onde as personagens foram retratas pelos mesmos atores dos 20 até a morte, alguns claro. Se não sobre Collor talvez sobre seu antecessor, hoje envolvido em alguns escândalos, nosso querido José Sarney. Creio que vou registrar dois nomes possíveis: 1) Brasileiros e Brasileiras; 2) Planos Cruzados. E no caso Collor: "Impeachment, porque?"; "Caçador de Marajás", "O Confisco", "Cadê minha poupança?"... Mais um que me interessaria muito que fora aprovado por alguma emissora é: "Ressurreição", afinal de contas nosso ex-mal-presidente é senador eleito.

Se alguém me contratar me junto a um par de colaboradores e escrevo uma novela, bons títulos já tenho.

PS.: Peco desculpas aos leitores da coluna pelo atraso da mesma. Tive de mudar as pressas do Hotel Residência em que estou a viver em Buenos Aires, devido a seu fechamento. Me avisaram domingo(6) a noite que fechariam ao dia 15. Ou seja, 9 dias para conseguir um novo lar, sem muito "tu-tu" no bolso foi um tanto "fastidioso". Agora de casa nova podemos voltar a trocar idéia minha gente. Forte abraco e continuem aqui, que prometo falar menos besteiras na próxima coluna semana que vem.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

segunda-feira, agosto 31, 2009

Falta

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



A grande novidade do domingo (30 de Agosto de 2009), de novidade pouco teve. O tal polêmico Programa do Gugu, com o próprio, só que agora atravez do canal 7 de São Paulo, de novo teve apenas com cenário "high-tech" com 120m² de telas de LEDs que são coordenadas de acordo com os quadros do programa. No total, o espaço tem 650m² e pode receber uma platéia de até 200 pessoas.

A Audiência

De acordo com dados preliminares obtidos pelo ’O Planeta TV!’, o "Programa do Gugu", no horário das 19h56 às 00h03, marcou uma média de 16 pontos com pico de 19,5. O programa de estreia ficou na liderança por aproximadamente 15 minutos. Veja o ranking do horário:

Esses foram os índices da guerra dominical no horário nobre da TV brasileira: Globo - 22, Record - 16, Rede TV! - 9, SBT - 8. Realmente ao menos para estreia. Os índices do Ibope representam aproximadamente 60 mil domicílios, dados que servem como referência para o mercado publicitário.

Equilíbrio sem conteúdo

Quando é que nos poremos a pensar, ou melhor, a repensar o que nossas concessões "públicas" estão a fazer no caso das TVs, para nao ter de falar do "transporte público" e demais relegos de serviços que segundo a constituição sao de responsabilidade das instituições governamentais.

Enquanto no país o governo for forte e as instituições fracas teremos cada vez mais teremos maiores disparates como o estratosférico contrato de Augusto Liberato pela Rede Record. A inflação saiu do supermercado e chegou ao alto degrau da televisão.

Quando vemos o velho patrão, sua criação em outro canal e contra eles o Faustão é uma competição com muito ão para um só dia na televisão. O que ocorre é realmente só para continuar a rima é literalmente falta de opção.

Como a música

É impossível saber se o louco hoje é quem produz ou quem dá Ibope a certas coisas. Como a música Shakiriana "Si me falta el argumento y la metodología, cada vez que se aparece frente a mi tu anatomía". Em meu caso digo que não tenho mais realmente que argumentar dentro da óbvia situação, e nao haverá metodologia para não deixar-me estarrecido com o pandemônio ao qual está se tornando a TV no país. E a anatomia paradoxal que me trava os sentidos é a TV atual.



Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

domingo, agosto 23, 2009

GGM: A Grande Guerra Midiática

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



É insuportável começar um artigo sobre TV usando o termo "******" pelo Ibope, embora acredite que possa tranqüilamente abordando o tema aludir claramente a tal palavra "secreta" de seis letras a que não citei, ainda.

Ademais do fenômeno “A Fazenda”, que refletiu índices recordes em programas como o “Hoje em Dia”, “Geraldo Brasil” dentre outros da casa nos dias em que repercutiam as polêmicas do reality. A revista matinal da Record registrou 14 pontos e o programa de Geraldo Luís 13 pontos de média na última quinta (20), índice recorde das duas atrações desde suas respectivas estréias. Neste mesmo dia, a Record alcançou suam maior média em 2009. Foram 11 pontos entre sete da manhã e meia-noite.

A tempos que a emissora tem investido em frentes múltiplas para alcançar o almejado posto de emissora líder no país, o que ao menos diz pretender. O combate entre as duas maiores redes do painel nacional atual segundo a Folha Online de 22/08/2009, está por iniciar uma nova fase. O combate via documentários. A Record comprou na quarta-feira (19) os direitos de "Muito Além do Cidadão Kane", produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Em contra-ataque, a Globo negocia "Universal, Uma Ameaça ao País dos Crentes" (2002), documentário francês inédito no Brasil e no YouTube.

Um aviso aos navegantes

Para quem não tem idéia de que se trata um ou ambos os documentários é valido aludir a que se propõe cada um dos trabalhos.

Enquanto o filme francês, produzido pela TV católica francesa KTO, retrata a relação estreita entre igreja e emissora de TV. Ainda segundo a produção, não passa de um meio para Macedo aumentar sua própria influência política. A certa altura, entrevista o atual senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que admite que o governo "aceitou" a venda da Record para uma igreja, embora isso fosse, à época, vetado pela Constituição.

Já "Muito Além do Cidadão Kane", que está na íntegra no Google Videos, foi idealizado como programa em quatro blocos para o canal inglês Channel Four, em 93. Convencionou-se chamar essa obra de documentário porque, depois da TV, os blocos foram unidos e vendidos na íntegra em CDs e fitas piratas no Brasil e em outros países. "Muito Além do Cidadão Kane", produção inglesa de 1993 com pesadas críticas à Rede Globo. Tem em momentos depoimentos de grandes figuras históricas como: Leonel Brizola, Antonio Carlos Magalhães e até mesmo o atual presidente, quando ainda era um sindicalista de esquerda.


O mesmo produto, vários interessados

A Record fez uma aquisição poderosa comprando o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" ("Beyond Citizen Kane"). A emissora fechou o negócio nesta semana, mas já havia tentado adquirir os direitos de exibição para TV brasileira nos anos 90. Segundo apurou a Folha Online, o material saiu por menos de US$ 20 mil para a emissora do bispo Edir Macedo.

Detalhe nesta historieta dentre desta grande história que é a batalha entre Globo e Record é que a emissora do falecido Roberto Marinho já havia tentado compra-lo para que o pudera engavetar. A grande sacada Simon Hartog, diretor da obra e que morreu em 1992, foi a analogia entre dois personagens que justamente vai a justificar o título da obra. Transmitido pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, onde o empresário Roberto Marinho surge como ícone da concentração da mídia no Brasil, em referência a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em "Cidadão Kane" (1941).


GGM: A Grande Guerra Midiática

Tentei refutar o inevitável, usar a palavra secreta do artigo. A batalha via documentários é uma busca de ratificação de suas retóricas discursas, dentro da GGM que os dois impérios por fim as claras resolveram travar. O que na verdade é uma grande estratégia. Sempre em várias rodas de violão de minha adolescência acabávamos por perguntar-nos: "O que será que tem nesse tal "Muito Além do Cidadao Kane" que faz a globo querer proibir a exibição no Brasil?".

Detalhe, na época não havia Google, Youtube, etc, etc, etc... Mas nada como uma vinculação em rede nacional e que vai mais que esquentar a GGM brasileira.

Obviamente que já assisti trechos de ambos documentários. Não inteiros pois a qualidade de imagens e som são sofríveis. Mas creio que hoje saiu na rua com meu violão a imaginar-me um fedelho e a gritar, ou quiçá compor uma canção. Aonde poderia eu a falar sobre este tema, onde o refrão seria:
Finalmente irei saber o que a Globo tem a temer...
Kane me diga o que passou
O que a Globo não contou
Por tantas décadas de história
Kane me diga o que passou
Por anos que estou
A ermo de minha história

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, agosto 18, 2009

Com a palavra o artista!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Quem disse que a fórmula iria cansar e perder a graça se estabacou. De acordo com dados obtidos com exclusividade pelo "O Planeta TV!", neste dia 16 de agosto no horário das 20h54 às 23h29, assim ficaram as médias de audiência medidas pelo Ibope: Globo 19; Record 16; RedeTV 11 e, SBT 10.

O que passava neste horário é o mais interessante que os números nos farão pensar muita coisa. Na ordem de emissoras: Fantástico; A Fazenda; Pânico na TV; Domingo Legal. Nesse baião de doido o ”Pânico na TV!” está em festa! O programa exibido na noite deste domingo, dia 16 de agosto, conquistou pico de 17 pontos e ficou na liderança por aproximadamente 5 minutos.

A ironia da turma do pânico não é chusma é linha editorial. Talvez isso explique records e mais record no histórico do programa. Em um momento em que na TV cada vez mais, artistas não são artistas, jornalista não precisam tão pouco ser jornalistas (vide a ultima decisão do STF)... O programa que sempre questionou na cara mesmo certos tipos de celebridades o quão artistas estas o são, tem na atualidade cada vez mais material de trabalho, somado aos anos de pratica são fatalmente hilariantes.

Sempre se questiona se o programa é um humorístico, ou o que? Ou que sem nenhum demérito creio ser o melhor termo para não definir este ícone único da nova maneira de fazer TV no mundo. Também muito se fala da mescla de ficção e jornalismo que eles como ninguém sabem fazer. Penso que um jornalista "sério" com sua endumentária tem seu papel em veículos de comunicação. Agora, quem disse que este pinguim de geladeira é um ser real. Qual é o marido que diz um boa noite tão formal a esposa como o sr. Bonner?

Acima de tudo o Pânico na TV é sim para fazer rir. Mas creio que seu estilo é mal rotulado. Muitos o põe como bandalha, humor escraxado, etc... Eu os vejo trabalhar em cima de um estilo pouco explorado no Brasil, seja em TV, teatro, cinema ou o que for que é a trágiocomédia. Que em poucas palavras consiste em muitos casos em mostrar algo trágico, por uma lente satírica, fazendo com que o público ria da desgraça das personagens. Estas muitas vezes passando por refletir o que passa na vida de cada um do público, que acaba por rir de sua própria tragédia indiretamente.

Pânico usando de personagens muito bem construídos diga-se, faz arte. Questionando pseudo-artistas faz jornalismo. Mesclando esses dois elementos produz entretenimento. Eu auto-ratifico o meu discurso deixando no ar apenas o seguinte levante. É verdade ou não que hoje não existe nada mais trágico, ou em estado mais trágico que a "cultura" no país?


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, agosto 05, 2009

Sonho de Ícaro

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Esta semana que passou foi um pouco atípica, por não dizer-se estranha na TV Brasileira. Os mais impensáveis exitosos produtos televisivos em questão ibope foram a milésima versão de "Bety, la Fea", original colombiana de Fernando Gaitán. Esta que já teve desde versão gringa a mexicana. A terça-feira (04) estreou a versão em parceria com a Televisa(Mex) na Rede Record. Os índices ficaram abaixo do sonhado pela emissora, embora sendo coerente e justo se deva reconhecer que não é simples estrear em mesmo horário que o grande sucesso global e sem sal do momento, Caminho da Índias.

O que se deve entender é que o público brasileiro é muito conservador e prestigia a Rede Globo por osmose. Nada além da vênus platinada tem o tal selo de qualidade Globo. Embora não veja um produto de qualidade na Rede Globo a mais de 2 décadas, exceto por Os Normais. A pasteurização do público mesclada a uma acomodação fenomenal, quase um status quo sócio cultural, faz com que se compre produtos de terceira linha como de primeira se na poderosa estão sendo vinculados. E o contrário também sucede, ou seja, se está fora da Rede Globo o bom lhe parecerá feia. Aí entra o problema para "Bela, a feia", nome da versão recém lançada pela emissora da Barra Funda. Adjunto a isto também se deve ver o fiasco que foi a ultima temporada da saga do mutantes, que chegou a beirar 6 pontos pífios em suas "emoções finais".

Mesmo com todo esse histórico sociopático coisa rara está a passar na mente do povo brasileiro este semana. Por incrível que pareça, a Rede Globo perdeu novamente para o programa religioso da Record. Na última segunda (03/08), o programa “Fala que Eu te Escuto” marcou uma média de 6 pontos. No mesmo horário, a Globo que exibiu o “Programa do Jô” também marcou a mesma média. Enquanto a Globo exibia uma entrevista com a cantora Elba Ramalho, a Record pegou carona em “Bela, a Feia”. Esse outro fenômeno mundial que é a nova aposta da emissora e ainda mais em horário nobre que de acordo com dados preliminares obtidos pelo portal O Planeta TV!, a estréia da novela adaptada por Gisele Joras, no horário das 20h30 às 21h39, marcou uma média de 10 pontos com pico de 13.

O X da questão vem em que TV é hábito, e como sempre em desesperação as emissoras brasileiras e suas grades voadoras são o maior inimigo da perfeição, digo, da audiência. Este sonho de ícaro que todas almejam e poucas alcançam. E seguindo essa tradição após o término do reality "A Fazenda", a pobre feia vai mudar de horário.

A competitividade na tevê brasileira é algo que hora e meia ressurge como um novo ou velho Davi contra o grande Golias midiático global. Todavia acabam naufragando em sua própria volúpia e sede de êxito. A Record hoje se estabilizou em um patamar de boas médias com picos de liderança mais que não passam muito disso, ao contrário de a tempos atrás onde chegava a ter vários programas como líder absolutos de determinados horários.

É eminente que ou a Rede Record terá de voltar a estabilizar sua grade para cativar um público para chamar de seu. Mesmo com produtos como este um "sucesso mundial" ou internacional como queiram, existem outras coisas que fazem o êxito de um produto midiático. Do contrário o que pode ocorrer é um desperdício de dinheiro e em nada fluir em resultados. Hoje se pensar que a emissora investe 200mil reais por capítulo de novela é um grande feito, e a qualidade hoje de seus produtos são incontestáveis. Mas o erro é velho e conhecido, em tempos áureos SBT também tinha seus pontos de liderança, e se perdeu. Hoje o canal paulista é 3° na média mês do PNT e está sofrendo e investindo muito para tentar voltar ao status anterior de segunda rede do país.

Sem embargo vemos que de um lado a Rede Globo caiu em Ibope bem como em qualidade. De outro a guerra Record X SBT, essa que parece não ter fim. É como um cego em tiroteio que não sabe de onde vem a bala e menos para onde está o inimigo. A Globo segue tentando manter o ranzo de seu êxitoso histórico de glórias mil, enquanto os nanicos se escalpelam e sonham em um dia ser líder. Essa é a triste realidade da TV aberta brasileira, infelizmente.




Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista