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terça-feira, março 17, 2020

China e seus equívocos no combate ao coronavírus

(Bloomberg) - Ao passo que se tomam conhecimento de novos fatos em Europa colopsavam acontecimentos na China. Em um momento top de contágio, médicos en Wuhan, coidade do centro da China aonde surgiram os primeiros casos já ocorrem efeitos de magnitude preocupante ocasionado por possíveis más estratégias.
Um dos principais é quanto a proteção de trabalhadores sanitários. Existe uma alta brutal dacontaminação entre médicos e enfermeiros. Na cidade chinesa a falta de conhecimento sobre a doença e a falta de materiais sépticos para proteção ao trato com pacientesnas primeiras semanas do surto tiveram um efeito catastrófico com miles de contagios entre trabalhadores do segmento sanitário e de saúde. Somente entre pessoal dedicado ao tratamento da enfermidade houveram 46 mortes.
"Nossos pares europeus estão contraindo a doença em número percentuais muito similares aos nossos aqui na China", afirmou Wu Dong, professor de gastroenteriologia do Hospital Universitário de Medicina de Pequim.
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Perssoal em um hospital temporário contra o novo coronavirus, el 10 de março de 2020 Wuhan, China (AFP | .)
O impoacto entre profissionais médicos é uma crise que enfrentam os principais países, desde Itália a Estados Unidos. Estes países informam escacez de de medicamentos e isumos médicos em geral. Faltam máscaras, luvas e siringas. 
Médicos de áreas como otorrinos e oftamologistas se infectaram em taxas mais altas que os demais agentes de saúde.
Até o presente momento se contabilizam cerca de 170.000 pessoas contagiadas em todo o mundo e a morte de mais de 7.000. A desaceleração do aumento de casos na China -apenas há 21 novos casos no país desde terça-feira- se acelera em Europa e Estados Unidos, com um impacto particularmente letal em países como Itália, aonde a taxa de mortalidade informada é actualmente o dobro que na China.
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Avenida semideserta na cidade chinesa de Wuhan, 10 de março de 2020 (AFP | .)
Priorizar as provas médicas
A diferença de pandêmias anteriores como em 2003, causada pelo SARS, o coronavirus causa síntomas leves ou incluso ningún síntoma em princípio em algumas pessoas infectadas, o que significa que estão transmitindo o vírus a otras personas sem saber. A administração de provas de ácido nucleico, que identificam a sequêcia genética do vírus em pacientes, é essencial, dizem os médicos e especialistas.
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Operário aplicando producto desinfectante numa zona residencial de Wuhan, 11 de março de 2020 (AFP | .)

segunda-feira, maio 01, 2017

Meninas-Meninos: A androgenia no POP chinês causa furor!


Elas cantam como homens e se definem como uma boyband. As meninas-meninos são um fenômeno no mundo pop chinês com mais de 1 milhão de seguidores no Weibo, a rede social mais popular da China continental.

Diacronicamente a banda busca firmar-se em um campo pouco visto após a Revolução Cultural de Mao Tse Tung, a androgenia. Acrush é o nome da "boyband" (grupo de vários meninos) que nasceu e está tendo sucesso na China. Mas esta banda tem uma peculiaridade: seus componentes são meninas. Eles estão vestidos como meninos e usar o cabelo curto. Sua juventude (mal exceder vinte anos) pode fazê-los passar por caras. Mas os fãs não se importam. 

A banda ainda não produziu qualquer vídeo e já tem quase um milhão de seguidores no Weibo, rede social de liderança da China, ou seja, quase tantos como Katy Perry. Zhou Xiobai, gerente do grupo, explica que  o grupo defende a "liberdade". Foi o próprio Zhou, que por quase um ano excursionou pela China para encontrar candidatos para o grupo. Depois de uma intensa busca em audições pelo empresário os membros da Acrush são Keran Lu, Peng Xichen, Lin Fan, Junqian Um Junxi e Min. Quase  Já tem um milhão de seguidores no Weibo. Seu primeiro single, Ação, foi lançado em 28 de abril de 2017.

A maioria dos fãs do grupo são meninas. O grupo evita referências de gênero quando falam. Aplicam-se a elas mesmas o termo "meishaonian" que para os chineses se traduz como "novidade bonita" (termo que em chinês não tem gênero). As integrantes não fazem qualquer referência à orientação sexual. Na China, a existência de mulheres vestidas de homens tornou-se moda ultimamente e cada tem sido mais aceita nos últimos anos.





segunda-feira, outubro 18, 2010

A Queda do Muro

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Esquerda ou direita, Socialismo ou Neoliberalismo, democracia ou ditadura... Parecem antagonismos clássicos de um passado distante. Talvez esse seja o discurso daqueles que preferem monopolizar-se como únicos seres com capacidade de racionar sobre a vida política no mundo actual.





Pós-Guerra e fim do muro

Como disse um sábio dinossauro, a questão que é o cerne neste século pra a humanidade é derrubar o muro entre os que têm mais e os que tem menos. Independente de qualquer tendência ou pragmatismo, você amando ou odiando pobres, a simples observação das ultimas e cada vez mais poucas agitações sociais convergem neste sentido.

Os estados de bem estar construídos na Europa no período pós-guerra, foram uma forma estratégica do velho continente arrasado de conter a demanda social criada pela destruição material de seu continente. Sendo cenário principal pela segunda vez de uma guerra mundial, os europeus tinham vários temores. Em uma mistura de medo de fantasmas do passado, com inimigos do presente e já pensando no inimigo do futuro as potências do velho mundo se viam numa sinuca de bico terrível.

O mundo no momento estava polarizado. União Soviética ou Estados Unidos? Inimigos que destruíram indirectamente o seu inimigo maior, a Europa, mas que conseguiram habilmente posar de salvadores deste mesmo. Ambos tinham claro que com a destruição estrutural e generalizada do velho continente, ele passaria ser um mercado consumidor fértil. Após literalmente partirem o mundo em dois ideologicamente, com a divisão de zonas de influência, construíram um muro físico.



A divisão trouxe a união

A Europa temia o nazismo... Reformulando. Inglaterra e França não queriam uma Alemanha forte, firmaram aliança com o Império do Norte, com o discurso básico de que seria natural este apoio devido a aliança e apoio na guerra. Assim surge a argumentação para aceitarem os empréstimos do plano Marshal, visto como um dos primeiros elementos da integração européia, já que anulou barreiras comerciais e criou instituições para coordenar a economia em nível continental. Uma conseqüência intencionada foi a adopção sistemática de técnicas administrativas norte-americanas.

Não só Estados Unidos buscaram beneficiar-se nós acordos pós-guerra. O Plano Monnet foi um plano de reconstrução da França proposto pelo funcionário público Jean Monnet após o final da Segunda Guerra Mundial. No plano era proposto que a França obtivesse controlo sobre o carvão e aço das zonas alemãs do Vale do Ruhr e Sarre para poder usar esses recursos e levar a França ao índice 150% quando comparado com a produção industrial do pré-guerra. O plano foi adotado por Charles de Gaulle no início de 1946.

Este aprofundamento da Doutrina Truman, conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Européia, foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. Mas não haviam santos, tão pouco heróis. Os americanos tinham um objetivo claro, garantir espaço e consumidores para sua economia e indústrias em expansão.

O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro dos Estados europeus participante em Julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin viu o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético. As divergências crescentes culminam com a divisão de física pela construção do Muro de Berlim e a intensificação do controle da fronteira interna alemã que demarcava a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.



O feitiço virou contra o Feiticeiro



O Plano Marshal pode-se dizer foi o pai acidental da União Européia. Enquanto instituição, ela passou a dispor de personalidade jurídica após o início da vigência do Tratado de Lisboa. Possui competências próprias partilhadas com todos os Estados-membros. Trata-se de uma organização que combina o nível supranacional e o nível institucional num campo geográfico restrito com o papel político próprio sobre os seus Estados-membros.



Hoje a União Européia capitaliza-se apesar da forte crise, devido às intrínsecas ligações históricas e econômicas com seu antigo e único aliado, os EUA. O Euro se descolou do dólar a muito e hoje tem quase o dobro de seu valor. O seu fiel da balança é o poder avassalador de compra, com o peso em contra de tornar seus produtos caros para muitos mercados. Este factor amenizado por suas reservas cambiais gigantescas.



Embora sustentem um sistema inchado devido as políticas históricas da sociedade de bem-estar, nem mesmos os protestos recentes em países como Grécia e França desestabilizam o bloco como um todo. Seus líderes hoje (França, Inglaterra e Alemanha) usam seu poderia e beneficiam-se dos países do bloco, estes menos industrializados que as super-potências. Ainda utilizam-se de uma política anexadora para os países que estão ainda a margem da zona do Euro.



Oficialmente segundo o seu portal oficial "A União Européia foi criada com o objectivo de pôr termo às freqüentes guerras sangrentas entre países vizinhos, que culminaram na Segunda Guerra Mundial. A partir de 1950, a Comunidade Européia do Carvão e do Aço começa a unir econômica e politicamente os países europeus, tendo em vista assegurar uma paz duradoura. Os seis países fundadores são a Alemanha, a Bélgica, a França, a Itália, o Luxemburgo e os Países Baixos. Ainda em 1957, o Tratado de Roma institui a Comunidade Econômica Européia (CEE) ou “Mercado Comum”."



O próprio sítio da comunidade européia é já claramente centralizador de poder. Apesar de contar com 23 idiomas, muitos artigos disponíveis em inglês, francês e alemão apenas. Mas enquanto tentam alguns centralizar, necessitam pensar nos inimigos ainda bi



Se de um lado a China é voraz competidora por seus preços baixos e moeda de valor ridículo perante as moedas fortes do mundo, seu PIB já chega a assustadores níveis para um mundo em crise. De outro o aliado americano tenta baixar sua moeda para gerar competitividade, principalmente em produto industrializados de ponta, assim rivalizando com a União Européia que baseia sua economia no mesmo nicho.



Lá ou cá? Dever cívico ou diversão?



Por algum motivo fiz uma co-relação com o debate presidencial que foi transmitido entre 21h17 e 23h11 de domingo (18), a emissora marcou média de oito pontos de audiência na semana passada, o dobro. Com a queda no Ibope da emissora, que costuma disputar o terceiro lugar com o SBT quando transmite o Pânico na TV, as concorrentes cresceram em audiência.

Na liderança ficou a Rede Globo, com Fantástico, que marcou 24 pontos. O Domingo Espetacular, da Record, alcançou 14 pontos no Ibope, enquanto Silvio Santos segurou com tranqüilidade o terceiro posto para o SBT neste domingo com média de 11 pontos. Seis dias antes, a Bandeirantes realizou o primeiro debate do segundo turno e ficou com a mesma média de quatro pontos, na segunda-feira (11).

Acho que em ambos os casos a bi-polaridade hoje não dá muitos frutos. O mundo não tem mais o muro, físico. Mas devemos pulverizar nosso olhar multifocal, mas sem perder o foco. Embora esteja de acordo que a disputa do primeiro turno estava mais animadinha. Vivemos uma grande inversão. No primeiro turno parecia que tínhamos dois candidatos, e agora que temos dois de fato, parece que temos três. Como a União Européia, Marina de terceira via passou a factor, factualmente ativo da disputa. E o muro? O muro caiu, virou vice da situação, assim ficando mais difícil ver quem é quem nesse mundo multifacetado.

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista