sexta-feira, setembro 04, 2015

Buenos, Buenos Aires

Muchos que no comprehenden siquiera su lengua y su propio país criticaran a mí antes, durante y después de y por haberme ido a vivir en la Argentina...
Con pros(y no hablo del partido) y en contras, hoy seguro puedo friamente evaluar e decirlo además: Fueron mis más raros y más felices días en esta encarnación!
Si deseo llegar a tener días mejores? Por supuesto! Puéis querer mejorar y evolucionar es la razón de continuarse a vivir!!!
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Várias pessoas que não entendem sequer seu próprio idioma e país me criticaram antes durante e depois por eu ter ido viver na Argentina...
Com prós e contras, seguramente hoje posso avaliar friamente e dizer: Foram os poucos e mais felizes dias de minha encarnação!!!
Espero ter dias melhores? Sim!!! Pois querer melhorar e evoluir é a razão de se continuar vivendo!

terça-feira, agosto 11, 2015

Uma certa virada!

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


A exatos 12 anos, no meu início na noite de Florianópolis, foi quando por primeira vez fui a uma balada. Porque?

Eu era um romântico-inocente, hoje sou apenas romântico.

Aquele 31 de Dezembro de 2003 iria mudar minha vida, minha concepção de mundo e até com algumas experiencias posteriores, mudar minha maneira de olhar o ser humano.

Outrora jovem, eu, um pueril ator, e apaixonado por um ator de minha ex-ex-companhia ao qual havia meses antes me declarado em cena piegas e patética que não comentarei para não estender-me, mais, tinha planejado passar na Praia do Campeche a noite boa, aqui nominada Réveillon.


Obviamente seria na companhia do ser amado. Seria... Apenas seria. Esperei todo o dia, toda a noite pela chamada naquele velho celular tijolo. E como um tijolo carregado ao sol cada vez mais me pesara.


Ao que a desesperação se acirrara em meu peito o número de tentativas de ligar aumentava, pois em tese me ligarias após ser definido em qual de seus amigos passaríamos a virada do ano.

Nunca recebi essa chamada. Então, as 23:47, após um jantar familiar com alguns parentes distantes e outros ainda próximos minha face era a mais nítida expressão do ano velho.

Houvia os fogos, fingia um sorrir, transbordava em lágrimas secas.

Que cousa louca era aquela? Que dor era aquela? Que virada era aquela?

Foi a virada da minha vida. Já passados umas dezenas de minutos, chamei um táxi. Disse o nome de um discoteca, me surpreendi pois o Taxista me diria: "Acho que vai ter trânsito... Em uns 40 minutos chegamos...". E eu mudo, carnificado em minha angústia e pena.

Ao chegar e após um trânsito infame de pessoas felizes, ou descobriria eu mais tarde, pessoas que fingem melhor que eu os seus temores e dores.

Estava tão fora de mim. Ou melhor, tão entro de mim, que não havia fora. Hoje sei que em uma noite assim a fila é enorme. Neste dia, não! Naquele instante não.

Paguei R$ 20,00, a moeda era mais valorizada em 2003. Hoje um ingresso antecipado é o dobro. Entrei. Uma onda de pessoas me carregava de lá pra cá, daqui pra lá. Pessoas que jamais pensei estarem ali, ali estavam. Estás e desconhecidos me cumprimentavam, desejando feliz ano novo...

Tinha uma raiva imensa e mim e do mundo. Demorei cerca e 2 horas intermináveis para assentar minha alma. Então fui iluminado pela racionalidade. Pensei: Gastei R$ 20,00 e todos a minha volta parecem felizes e eu? Gastei o mesmo e não estou... Já sei! Sou ator, posso fingir estar feliz, quem sabe assim recupere o valor do ingresso. Me fingindo feliz, as pessoas em volta me veriam feliz, e quem sabe assim alguém me olharia por fim.

Deu certo. Três. Três rapazes lindos beijei esta noite.

Hoje eu não sou mais inocente, jamais voltei a beijar três pessoas na mesma festa. É mais fácil passar três festas sem ninguém beijar-me. Mas o alento que possuo é que ao menos hoje aprendi. Aprendi a fingir coisas para a sociedade e atuar fora dos palcos e cenários.

O pão nosso de cada dia!

Fernando Schweitzer, Florianópolis - Actor, Director Teatral, Cantante, Escritor e Jornalista

O pão nosso de cada dia nos cotai em dólar, santificado seja o nosso câmbio, bendita sois vos oh nossa safra... Lá, lá, lá... Blá, blá... O bom de não termos incorporado a cultura italiana de comer-se com pão a mesa em todas as refeições. O pãozinho de trigo, ou pão francês subiu mais de 4 vezes percentualmente que a inflação do ano.

Mesmo considerando que este ano, a safra brasileira do grão deve chegar a 5,7 milhões de toneladas, contra 4,2 milhões de 2012. Ainda assim, o câmbio deve pressionar os preços, já que o trigo é cotado em dólar, e o Brasil é exportador. Isso acontece porque nem todo o trigo tem qualidade para ser usado na produção de pão. Boa parte é destinada à fabricação de massas e biscoitos e, como não há demanda suficiente parte é direcionada ao mercado externo.

Estou confuso... Humanizaram o super-homem, compramos trigo cotado em dólar e em algumas cidades as passagens baixaram de preço. Mas em Floripa com o  segundo maior custo de vida do país, ainda não se fala e reduções de valores no transporte público.

Esse é o momento de nos perguntarmos: Será que meu cachorro, o quente claro, também vai aumentar? Depende. A resposta é sim se ele for um hot-dog, pois o dólar subiu. Não se ele for um cachorro-frio, pois o gás também subiu, mesmo o Brasil sendo auto suficiente em petróleo. Pra quem não gosta de matemático está ficando complicada a coisa.

A cultura nacional sempre e historicamente desvalorizada receberá em alguns meses uma ajudinha, com o vale-cultura. Que ninguém sabe ao certo como funcionará. Mas cadê o vale-pãozinho? Pois se a política era tradicionalmente pão e circo? Será que só um dos itens nos bastará?

Tudo está muito louco. Se exporta petróleo e se impota gasolina. Se exporta trigo de má qualidade e se importa outro dito melhor, mas cotado em dólar. Se criará um vale para consumir-se cultura de 50 mangos, mas um show hoje mesmo com patrocínio de órgãos públicos ultrapassam esse valor.

Tenho sono, mas tenho TOC e tenho medo de dormir... Confuso! Quero casar, mas casamento está fora de moda e não tenho com quem, ainda caso tivesse teria de fazê-lo em outro país. Confuso! Um não fumante é atingido por um cinzeiro. Confuso! Salário de parlamentares ultrapassam o  valor de países de primeiro mundo. Confuso! Quero um cachorro, mas sou muito irresponsável para cuidar de um...

Esperemos o papa, para ver se ele vai reclamar do preço da Ostia e que na Comissão da Verdade do Congresso tenhamos os agentes e ex-agentes que praticaram torturas durante o estado de exceção criado pelo governo militar. O momento é retrô, nas idéias e nos ícones. E que não nos deixeis ficar sem o pão e livrai-nos do mal, da utilização de aviões da FAB por políticos do mal, amém.

segunda-feira, agosto 10, 2015

Estou a Perceber

(Poema de Nando Schweitzer)
Felicidade o que é?
Feliz quem o é?
Eu, sim, sou eu
A felicidade te tira o sono, te tira a fome
Nunca te sentistes assim?
Eu, sim, eu sou
A exacerbação de endorfinas, serotoninas e dopaminas correm em mim agora
Meu corpo, meu sangue, minhas pupilas, minha alma
Cores, sabores, fulgores, odores...
Traços perfeitos a se disfarçarem de imperfeições
A felicidade é para poucos
A felicidade as vezes ali está e não percebemos
Em tons pasteis é a felicidade, pois não satura
Estou a percebê-la. Percebes?
Estou a desfrutá-la. Percebes?
Estou
Tanto, e muito, que esse muito é meu tanto
Tanto e tanto, muito, sois mais
Nem quero mais, nem quero nada
Nem quero tudo, nem quero estrada
Nem quero ir, nem
Nem quero mais morrer, nem
Nem quero quem, nem o bem, nem
Nem quero nada a mais que dormir
Depois de 42 horas de insonia boa
Daquelas que não dormes porque não podes
Não podes porque não queres
Não queres porque estás a perceber
Percebes?
Feliz, eu?
Peregrino de mim mesmo
Corredor sem janelas
Observador paciente
Paciente sem enfermidade
Curandeiro da alma
Terapeuta do riso
Deixe-me, apenas sem me deixar
Fique-me, apenas
Percebes?
Feliz?
Eu, eu, eu, eu,
Mais, muito, e mais...

quarta-feira, julho 29, 2015

Navegante

Poema de Nando Schweitzer

Quão pode ser sutil um respirar
Quão sonho com estar ao silêncio, mórbido, apenas a lhe escutar
Navegar no teu leito
Nascer em seus afluentes sorrisos, invadido em sonhos somente

Quartzo que rompe lento
Quimera descabida ou desalento, áspero, viver sem seu alento
Nunca, sempre, tarde, cedo
Nunca lento será meu coração que sempre tarde bate

Quando cedo lhe vejo... Lento


domingo, julho 26, 2015

Zorra: Programa por primeira vez faz humor inteligente



É a notório que o mundo televisivo tem mudado a passos largos nos últimos 10 anos. Mas que avanços tecnológicos, temos evoluções sociais. É um grande contra-censo. Ao mesmo que a população se encaretou nos últimos tempos, a TV tenta esforçadamente conter sua queda de audiência e a fuga de público para outros meios de comunicação.

Quando em 1997 escrevi um espetáculo teatral e minha ex-diretora o achou impróprio para ser montado, e eu reclinei-me introspectivamente e o guardei a gaveta, não tinha noção de seu futuro, tão pouco o do país. Já em 2004 ao estruturar minha própria companhia pude montar o mesmo, e ter a mesma diretora à estreia. Eis que fui perguntado se teria modificado o texto. A resposta fora um retundo não.

Esta parábola lhes conta para contextualizar que, as pessoas mudam, seu entorno muda. Hoje vejo pessoas de um perfil libertário não enxergando a libertação de retrógrados conservadores. Hoje o humor de contestação e de cunho quase de vanguarda começa a querer despontar na líder de audiência, a Rede Globo. 

A linha editorial da emissora foi forçada a mudar para sobreviver como grupo de mídia. O próprio Jornal O Globo já havia reconhecido o equivoco de terem apoiado o governo militar, e este ano a emissora de TV do grupo também o fez através de editorial do Jornal Nacional. E no entretenimento se mostrou esta nova faceta no novo Vídeo Show e no programa Tá no Ar... E agora o Zorra bebeu do formato do Tá no Ar, e resgatando algumas posturas do antigo TV Pirata. 

Obviamente não creio que a emissora carioca tenha se tornado menos conservadora. Mas sim que o Brasil se tornou tão conservador que a Globo hoje pareça ser vanguardista quando ao ver seu horário nobre afundar o reformulou. Este acidente de percurso criou o Novo Zorra. 

Claramente o novo humorístico traz uma tentativa de inovação e é muito superior a colcha de retalhos e cacoetes de péssimo gosto que era seu antecessor o Zorra Total. Vejo como uma evolução... Ainda a quem do que gostaria. Mas pontualmente o vídeo postado nas redes intitulado "Festival Musical do Coxinha" é muito, mas muito avançado para os dias retrógrados de hoje. Seja no teatro, TV ou música hoje o país é muito mais careta que a 2 décadas atrás.

"Um festival de musica para aqueles que não ficam se a democracia ficar" é uma frase emblemática e muito ácida que abre o esquete, e seria impensada como presente em um programa da Rede Globo. Sejam nos históricos Os Trabalhões, ou mesmo nos metidos a politizados Casseta & Planeta ou TV Pirata, nunca na história deste país e desta emissora algo deste ímpeto foi recitado.



O vídeo no Facebook já ultrapassa as 850 mil visualizações neste link - https://www.facebook.com/sensacionalista/videos/965801686796032/, e tem causado discussões vazias e acaloradas. Mas o que surpreende são comentários que dizem que o vídeo tem como objetivo degradar a boa música brasileira.

Atento ao conteúdo das faixas a plateia se vê um real cuidado para com o esquete. Frases como: "Volta General"; "O povo não tem cura, volta à ditadura." Recheiam e completa este inusitado e cru vídeo que sim consegue ser critico e bem humorado.

Penso que toda e qualquer paródia por si só são uma forma de se enaltecer o valor de uma canção. E pela primeira vez vi uma paródia desconstruir um discurso histórico, o dos festivais da canção dos anos 60 e 70, e assomar-se de uma discursividade ímpar aonde critica o pensamento reacionário através de uma burlesca e divertida alusão ao momento atual da política brasileira. Esta que vê-se aos berros e nos jornais de hoje, o de pedidos inflamados de regresso ao regime de exceção, a ditadura.

Destaque para o tema Disparate, versão de Disparada. Ao que o grandioso Paulo Silvino canta "... já falei com o coronel para o Congresso fechar!". Ou a magnifica A Banda Naval, e o trecho que diz: "dá choque neste coxinha, que adora torturador."

Aviltantemente o programa ao que realiza algo inédito, ser engraçado, não é compreendido. O Brasil é um carrossel travestido de montanha-russa. E nós? Ainda somos os mesmos, mas não vivemos como nossos país. Estamos pior: acéfalos, inquietas e coxinhisticamente reacionários.

sexta-feira, julho 10, 2015

Uma tese indefesa, de uma defesa maior que qualquer tese

Fernando Schweitzer - Jornalista, diretor teatral e anti-sócio-normativo

“Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.” - cito. Este um suicídio forçado, que retardou por casualidades múltiplas em dez anos uma das várias ditaduras que vivemos. Este que se assemelharia em demasia a ditadura do capital e do coxinhismo sócio normativo e do padrão Globo de jornalismo que vivemos, aqui, ali e acolá; antes, sempre e também agora.

"Sigo o destino que me é imposto." disse, e eu sigo-lhes também. O destino, o imposto e sem um vintém. "Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci." Depois de décadas de luta pelo Brasil e pela arte, 1800 e tantas apresentações, 200 e tantas personagens, 117 espetáculo, sucumbi. "Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo." Ah! Oxalá! Quem dera! Perseguido, boicotado e censurado pelo status quo das corrutelas. Me vi sem tablado, com um público, mas expurgado pela frase pública jamais publicada por nenhum pasquim desta terra que alardeia sua qualidade de vida e nível cultural: "Este espetáculo não é condizente com o Teatro Álvaro de Carvalho, e sua temporada está sendo cancelada!" afirmou Márcia Dutra, diretora à época do TAC, mas até hoje sem formação teatral técnica. Pensei na melhor vingança possível, mas a melhor me ocorrerá meses depois. Fazer jornalismo! Pois se não podes vencê-los, torne-se um deles.

Há quem diga que o suicídio de Getúlio Vargas adiou um golpe militar que pretendia depô-lo. O pretendido golpe de estado tornou-se, então, desnecessário, pois assumira o poder um político conservador, Café Filho. O golpe militar veio, por fim, em 1964. Hoje me vejo a merce desta banca, pois: "A AV-1 do acadêmico que está realizando TCC será atribuída exclusivamente pelo orientador de conteúdo. A AV-2 será computada em 70% a partir da nota atribuída pela banca e em 30% a partir da nota atribuída pelo professor orientador de metodologia." E todavia penso na subjetividade do termo acadêmico e que faço comunicação por não ser um protótipo de gênio ou calculadora científica. Do grego academo, o termo surge para afirmar e nomenclaturar: espaço de diálogo para o ascender do conhecimento. Será?

Anos de desprezo da mídia, me pareceram por um momento poder exterminar. Eis que aí não cito, ou, me re-cito: Nada de raiva, pois raiva é passageira, prefiro o ódio pois este é definitivo. "Não querem que o povo seja independente." Afirmo, não querem o jornalismo independente. "Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho."- profanou. Assumi-me jornalista publicamente, profanei. "Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano." E eu? Minguando. Não sirvo para o padrão. Quiçá um dia! Mas já palestrei na Pós-Graduação da USP ao lado de Clóvis de Barros Filho e o digníssimo professor Chaparro. "Veio a crise do café...", mas nunca a crise de valores. Era tarde, a 3ª fase me asfixiava, não havíamos aberto a lanchonete do neoconservadorismo ainda, mas já saltitavam na gordura sócio-normativa as coxinhas.

Enquanto desmilinguido, eu, e também o original ouvíamos o esbravejar de muitos mafiosos, e outros incapazes, e outros nem um nem outro: Lutei por esta vaga e por isto lá estou. Mas enquanto e por quanto tempo "Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue." também pensei eu e ao auto-exílio parti. "Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.", ou melhor, deixar-lhes feliz com minha partida.

"Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado." Mas em Buenos Aires estarei. "Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos". Mas outro jornalismo eu farei. "Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação...". Mas se "Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta."? Não, não sei. A crise por lá veio, o outra vez aqui regressei. Mas quando disse Getúlio: "Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão...", ou não! Pois meu sangue derramado em um assalto recente não gerou uma linha dos diários. Nem uma nota de ex-coleguinhas de faculdade, nem daqueles com quem conjunções carnais cativei. Como outrora, hoje tão poucas matérias vislumbrei sobre este que estão por assistir.

Sei que discursos e grandes reportagens são enfadonhas. As vezes. Quando não realizadas por mim. "Ironia do destino ou coincidência, o tema para o documentário de Fernando Schweitzer surgiu quando o jovem procurava um banheiro para fazer suas necessidades físicas básicas. “Recados de Banheiro”, produzido nos últimos seis meses, retrata e analisa as mensagens escritas em banheiros de diferentes universidades de Florianópolis e São José. o curta afirma ainda que as mensagens escritas vão além do vandalismo. “Já enviei o documentário para alguns festivais, agora aguardo retorno”", conta Schweitzer ao Jornal notícias do Dia de 09/07/2015. O documentário que teve como sua maior dificuldade de produção encontrar pessoas que escrevem as mensagens pois estas acredito usam do anonimato para exasperar suas frustrações e ideologias; e que este “é um documentário jornalístico e cinematográfico" que seguindo a adenda do manual de TCC da instituição deve contemplar interdisciplinaridade.

Desmistificar o impacto sociológico e as intenções, objetivos das pessoas que veem neste suporte e locais uma forma de comunicação para interagir com um público "reservado”, mas ao mesmo tornar-se público e parte dele. Sair do isolamento do mundo ideal, em uma taxativa e desesperada averbação de si para com o outro. Buscar do público-receptor qual o impacto e as intenções, objetivos e sociocultura das pessoas que veem neste suporte e locais uma forma de comunicação para interagir com um público que não podem atingir ou sensibilizar por outros canais e mídias. Abordando assim o atravessamento e impacto destes recados para os usuários de banheiros públicos.

Já estive na TV internacional, pero nunca fiz Jornalismo de Celebridades. Não sou Baduíno, nem um Menezes, tão pouco tenho glória ou me chamo Maria, mas já tentei levar uma Vida de Michê. Mas se Rir é o Melhor Remédio, ou se um dia dirão que hoje este TCC virou piada, não sei. Mas independente do resultado hoje dado seguramente não farei uma homenagem nem ao Figueirense ou Avaí. Pois quando me torne presidente proibirei o futebol por 5 anos para que as pessoas deixem de ser alienadas e seres irrecuperáveis do ópio que é o jornalismo de entretenimento vazio e fugaz. Sempre vivi a vida de outros e nunca a dos outros, sou ator sindicalizado desde 2001, mas meus conteúdos sempre foram 100% originais. Não existem comparativos, embora se afirme que os critérios de avaliação são sempre os mesmo. Não entrevistei meu pai, não entrevistei meu avô, não usei fontes falsas. Não sou o padrão Estácio de Sá.

"E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória." mesmo que não seja agora. "Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém...". E rezo que assim seja quanto ao jornalismo também. Desato aqui um nó. Não o da gravata, pois a muito tempo já o desfiz, refiz, desfiz e usei, fiz e refiz e não usei. ¿Se "Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate."? Poderíamos o mesmo Getúlio e Eu hoje dizer: " Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.", ou, saiu do Centro Universitário Estácio de Sá para adentrar ao mundo.

Mas certo de que seja qual for o resultado após o termino do documentário, seguido de apreciação da banca. Nos encontraremos em um karaokê aqui perto e cantaremos Roda Viva, de Chico Buarque. Com vocês, Recados de Banheiros - Comunicação Escatológica




segunda-feira, junho 22, 2015

Documentário e Ficção preenchem programação do FAM nesta segunda.


Embora com um início muito repetitivo o documentário do diretor Kiko Knabben, realizado em Florianópolis que conta a história de amor à arte e à cultura e uma vida inteira dedicada à Capoeira, foi bem no seu fundamental, retratar a história e desenvolvimento da capoeira na cidade. O documentário aborda com sutileza a vida e atividade de ícones da ginga e capoeira como Mestre Nô, mestre baiano, hoje conhecido internacionalmente por sua tradição e seus fundamentos, que influenciou, de maneira direta, as primeiras gerações de capoeiristas em Florianópolis e contribuiu com a formação de uma identidade chamada de Capoeira da Ilha.


Seguido pelo show de Moriel da Costa, que por segunda vez mostra seu trabalho autoral e também participa do documentário Nego Bom de Pulo. A noite ainda reserva a mostra de curtas catarinenses as 19h e o longo paraguaio Latas Vacías, de Hérib Godoy, que será exibido as 21h, no Centro de Eventos da UFSC, na Mostra de Longas do Mercosul.


sábado, junho 20, 2015

Abertura do FAM sacode o marasmos da capital catarinense

Evento ocorre entre 19 e 26 de Junho no Centro de eventos da Universidade Federal de Sata Catarina

Ontem teve inicio o 19º FAM(Florianópolis Audiovisual do Mercosul) com o filme A História da Eternidade, de Camilo Cavalcante. A ficção do pernambucano causou controvérsia entre o público. Enquanto muitos interagiam com as poucas piadas da trama, outros saiam da sala a reclamar do ritmo lento do filme.

"Em um pequeno vilarejo no Sertão, três histórias de amor e desejo revolucionam a paisagem afetiva de seus moradores. Personagens de um mundo romanesco, no qual suas concepções da vida estão limitadas", segundo o release o que poderia causar uma empatia, pela fraca fotografia e problemas no conceito de montagem do filme trazem uma película arrastada e sonolenta.


Como evento previo ao filme houve uma exibição dos artistas Tatiana Cobbett e Marcoliva, conhecidos pela atitude cênica e forte pegada poética em um repertório que pesou-se entre músicas inéditas e outras conhecidas da música popular brasileira. A mostra paralelas também ocorrerá neste sábado as 20:30h, entre a mostra de curtas e o longa que sempre tem inicio as 21:00h, no FAM.

O Fam continuará com programação eclética até o dia 26 próximo. Na pouco movimentada capital catarinense este é o grande evento que mexe com a cidade e levanta a questão: Cultura x Marasmo.

Confira a programação: http://www.audiovisualmercosul.com.br/por/programacao/2015/06/19

Neste final de semana, 14 filmes serão exibidos durante o FAM (Florianópolis Audiovisual Mercosul), nos períodos da tarde e da noite, no Centro de Eventos da UFSC. Todos são gratuitos.
O sábado começa quente, com a estreia nacional do documentário “Desculpe pelo Transtorno”, de Todd Southgate, que narra a destruição do famoso Bar do Chico, na Praia do Campeche, em Florianópolis. Por trás de uma demolição que mexeu com a comunidade, surgem questões ligadas a perda de tradicionais espaços públicos para a crescente especulação imobiliária que assola a capital. O filme será exibido às 16h30.

Logo depois tem início a Mostra de Curtas Mercosul, tradicional janela para o audiovisual produzido por jovens cineastas da América Latina. Os filmes da noite são: A Própria Cauda, de Virginia Jorge; Joaquim Bralhador, do cearense Márcio Câmara; O Bom Comportamento, de Eva Randoplh, e o argentino Padre, de Santiago Grasso.

A noite encerra com o filme colombiano “Los Hongos”, de Oscar Ruiz Navia, um mergulho intimista na vida de um jovem negro, que tenta sobreviver através da arte, em uma sociedade excludente.

Às 12h30 tem início a Mostra Preferência de Público, com os filmes mais votados no dia anterior, que voltam à tela nesse horário alternativo.  Às 16h30, o Doc-FAM apresenta Refugiados en su Tierra, de Fernando Molina e Nicolás Bietti.  Filmado ao longo de quatro anos no sul do Chile, o documentário conta a história de um grupo de pessoas que retorna à sua aldeia após a erupção de um vulcão.
Na Mostra de Curtas Mercosul, que acontece a partir das 19h, serão exibidos os filmes Escute... (São Paulo); O Segredo da Família Urso (Santa Catarina); Hasta el Dominó Siempre (Cuba) e Ed (Rio Grande do Sul).

O dia encerra com a aguardada exibição de Das Profundezas (21h), que aborda a vida de uma família de mineiros no sul de Santa Catarina, desde os movimentos que sucederam o golpe militar de 1964 até a organização de greves históricas. O filme é o último longa do diretor capixaba, radicado em Florianópolis, Penna Filho, falecido recentemente.

A expectativa é de que o festival mantenha a média de público dos anos anteriores, cerca 20 mil pessoas. O FAM 2015, que será realizado no Centro de Cultura e Eventos da UFSC de 19 a 26 de junho, acontece graças ao patrocínio do FunCultural/Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte/Governo do Estado de Santa Catarina e Petrobras, com o apoio da Prefeitura Municipal de Florianópolis / Fundação Franklin Cascaes, do Centro de Educação e Secretaria de Cultura da Universidade Federal de Santa Catarina e realização da Associação Cultural Panvision.

sexta-feira, junho 19, 2015

TV Digital tira a personagem de Pasquim do armário

 
São tantas as polêmicas de Babilônia, desde a péssima audiência aos casais homossexuais que deveriam penetrar a trama. Mas após o beijinho doce das irmãs Galvão... Digo, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, o país parou e o caretismo virou marcha em contra a novela global.

Admito que a trama se perdeu, e muito pela opção da emissora de esconder as lésbicas anciãs da trama. E criar fócos fora do previsto peçlo autor. O coxinhismo congênito encaretou Babilônia. De um furor de sexo selvagem ninfomano da protagonista, a cenas nunca vistas como as divas do teatro e cinema, beijando-se à TV, a um gay afetado levando um gringo para cama, sem precisar se prostituir para tal, fomos a uma trama evangélica e sem sal entre Chay gatinho mirrado Suedy e uma feia sem graça.

Ufa. Resumi a angústia pós primeiro capítulo magnifico e resto de primeira semana morno a frio.
Aí esta semana por essa curiosidade mórbida do sinal de aviso do recurso info da TV Digital quis ver o que o Jornal Nacional tinha de conteúdo extra e eis que surge o menu da atração seguinte, Babilônia. Como estratégia de impulsionar a trama de mirrados 20 pontos no Ibope, a emissora carioca adiantou os créditos da novela, antes de sua exibição.

Comecei a fuçar e vi o perfil de Carlos Alberto, o viado enrustido que ia dar uns pegas no mister melanina da favela. Este mesmo que devido a pesquisas internas com público seleto e a pedido do mesmo teve de ser dilacerado e mudado. Antes um homossexual que iria sair do armário por apaixonar-se, agora um pastel sem sal apaixonado pela protagonista mais insuportavel da história do universo, a chata Regina, péssimamente defendida por Camila Pitanga. Quem se apaixonaria pela gritona da Babilônia?

O público mais desatento vai dizer, ela não era gay, e etc... Mas... Mas. Mas? esqueceram de atualizar o conteúdo nos menús da TV Digital. Pá! Abaixo a prova. Colocaram o Pasquim no armário porque as pesquisas apontavam que as chatas donas de casa não gostariam de ver o Pasquim pegando macho na TV...

domingo, maio 31, 2015

Atróz e Sedutor: Gabriel Passos interpreta seminarista em peça polêmica

Em uma conversa bastante informal com o novo astro de Somente Tu e Eu, Gabriel Passos. Tentamos decifrar o compenetrado ator de olhar misterioso. Natural de Navegantes, no Vale do Itajaí, e vivendo hoje na capital catarinense ele terá sua estreia no próximo dia 12 de Junho, no Teatro da UBRO, no papel de um seminarista baiano que pretende fazer o Caminho de Santiago de Compostela.

S - Quando e como nasceu em você a vontade de ser artista de teatro?

Gabriel - O pesar que em mim floresceu me fez pensar sua possível irritação. algo como apontar pros outros enquanto sou eu o responsável; não, não és dessa braveza toda. Não tenho a exatidão dessa resposta, mas ao participar das aulas de violão que aconteciam na casa da cultura de navegantes conheci também a possibilidade de fazer aulas de teatro e no decorrer do curso me identifiquei com a atuação e desde então passei a pensar na possibilidade de uma carreira.

S - Você iniciou precocemente então?

Gabriel - Sim. 

S - Como foi sua primeira estreia?

Gabriel - Além do nervosismo por ser uma criança tímida. A satisfação decorrente das manifestações da platéia. Eu tinha 11 anos e apresentava teatros infantis. Crianças apresentando para crianças.

S - A qual tipo de peças você costuma prestigiar?

Gabriel - Em navegantes nunca assisti um teatro. foi em Itajaí que passei a assistir; sem muita opção, sabe? Eu assisto qualquer que seja o gênero, e não conheço tão bem essas teorias de teatro para poder qualificar. Assisti muitos que não gostei. Acho que o espetáculo seja de qual forma for, tem de causar alguma desconstrução, tem que arrastar o participante, de modo que ele não saia do teatro da mesma forma que entrou.

S - Você interpretará um baiano. Como foi a pesquisa para o papel?

Gabriel como Román
Gabriel - A peça estava montada e eu não tive muita colaboração na construção. Eu conheço poucos baianos pessoalmente mas admiro alguns artistas de lá. Usei estas referências.

S - Qual gênero de peças você prefere?

Gabriel - Independe, o gênero. O meu gosto pela obra é indiferente ao ser drama, comédia... Acredito que se tiver uma preocupação social, algum intuito de práxis, o espetáculo é válido.

S - Como você entrou para o elenco de Somente Tu e Eu?

Gabriel - Eu procurei no grupo Teatro em Florianópolis, no Facebook, e encontrei um anuncio do diretor da peça, mas sobre uma outro espetáculo, outra apresentação. Para Escova de Dentes, que é uma adaptação de um texto chileno para teatro de rua. Mas depois desse contato recebi o convite para atuar em Somente Tu e Eu. Foi logo após o primeiro ensaio da outra peça.

S - Você se não Tivesse no elenco, assistiria a Somente Tu e Eu?

Gabriel - Se eu estivesse pela cidade e soubesse da apresentação, assistiria por ser um teatro com preocupação política além do simples entretenimento.

S - Você interpreta um seminarista, como tal cheio de tabus. Quais são os seus?

Gabriel - Acho que os mesmos de qualquer rapaz latino americano de classe média no Brasil do século XXI. Os que você encontra em qualquer esquina, em qualquer pessoa ordinária feito eu.

S - Tipo...

Gabriel - Detestar jornalista. Ter aversão a entrevistas...

S - Pensa em fazer TV algum dia?

Gabriel - Acho que na tv atual não existe espaço para uma arte da práxis. 

S - Já teve vontade de fazer algo ousado que nunca faria?

Gabriel - Sequestrar um empresário e submete-lo a mesma exploração que exerce sobre seus funcionários menos valorizados.

Serviço:

Florianópolis, 12, 13 e 14 de Junho - 20h – TEATRO DA UBRO
Página Official: https://www.facebook.com/SomenteTueEu
Ingressos - R$ 30,00 (No dia)
Antecipados - R$ 20,00

Próximas funções:

São Paulo e Porto Alegre (Julho, datas a confirmar)

Alguns anos após a censura, Nando Schweirzer regressa ao Teatro Álvaro de Carvalho


Mostrando o cansaço dos anos de militância e carreira no teatro independente o diretor e ator de Somente Tu e Eu, que reestreará dia 12 de Junho no Teatro da UBRO de Florianópolis,  parou por algumas horas em sua agenda atribulada. A entrevista ocorreria ao ar livre, mas devido a uma chuva torrencial nos abrigamos no TAC, Teatro Álvaro de Carvalho.


PN - O te passa à cabeça hoje? Quais seus os projetos?

Nando - Além do regresso aos palcos após o assalto que sofri em Abril com Somente Tu E Eu, estou trabalhando com o diretor carioca Roberto Rezende, em um musical infantil. É uma versão de Peter Pan.

PN - E você fará o Peter Pan?

Nando - (Rindo muito) Mas não tenho mais idade pra essas coisas... Farei o velho Capitão Gancho.

PN - E como é depois de anos trabalhar com um outro  diretor?

Nando - Motivante, e ao mesmo tempo difícil. Parece que perdi o jeito para atuação. Desde 2003 eu tenho trabalhado muito livre como ator, pois eu mesmo era o diretor e ator em praticamente todos os espetáculos de minha companhia. O que facilitava muito era o fato de que os textos eram também meus. Mas é um ciclo que se renova a cada parceiro em cena, como agora aonde atuarei com o Gabriel, um ator excelente que nunca havia trabalhado.

PN - O teatro em Santa Catarina teve um grande crescimento nos últimos anos. Como você acompanha e vê este momento?

Nando - Sério? Na verdade houve um crescimento meio que resultado da criação do curso de cênicas na UFSC. Mas muito menor que o esperado, ao menos por mim. A grande dificuldade na cena por aqui é material humano. Sempre e sempre é um parto se fechar um elenco. Sem contar que é muito difícil encontrar bons atores, plenos, disponíveis e que se permitam ser dirigidos. O ego dos atores é um grande entrave nas montagens por aqui.

PN - Quando e porque você começou a fazer teatro?

Nando Schweitzer​ - Eu cantava já na noite... Comecei aos 9 anos a cantar... Mas aos meus 13 anos tive encefalite, o que me fez perder temporariamente todo 
o movimento corporal do lado esquerdo do corpo. Logo ao sair do hospital, após 74 dias de internação eu perdi o calibre das cordas vocais. Acredito que a mudança de voz e a falta de treinamento neste período influenciaram muito e também o fator psicológico pesou. Lembro que não tinha controle da voz e tentava cantar aos prantos. E um dia vi no jornal uma matéria chamando para as inscrições das oficinas profissionalizantes do CIC, e me inscrevi na oficina com a grande mestra Vera Lucia Costa​, e logo comecei a atuar profissionalmente em seu grupo o GRATTA.

PN - Quando você começou a dirigir? Foi um caminho fácil?

Nando - Tive algumas tentativas frustradas de dirigir espetáculo ainda no GRATTA. Mas efetivamente dirigi um espetáculo meu, A Tribo de Kerodon​, em 2003. O que foi uma das causas de minha saída do grupo anterior. Fiquei muito abalado pois fazia parte de muitas peças, creio que 7, e do nada tinha apenas eu e uma montagem que não tinha perspectiva de continuar. Foi uma decisão coletiva do elenco do GRATTA na época, em que disseram que eu teria de decidir entre "a minha companhia e a deles". E eu muito intempestivo, não conversei, sai caminhando com minha bicicleta e convoquei o elenco da Tribo a fundar A Tribo da Arte, hoje rebatizada como A Tribo Produz​.

PN - Paramos aqui no Teatro Álvaro de Carvalho, você já se apresentou aqui?

Nando - Já, Em 2 ocasiões. Com um infantil, Pequenitos e Pequenitas. Era fabuloso. Ficamos 5 anos em cartaz, sem patrocínio, com 33 atores. E a outra peça foi Juan & Marco - Obra teatral​ que trabalhávamos completamente nus Marcelo Lalau​ e eu. Foi um loucura. Escrevi em 2 noites, ensaiamos um mês 3 vezes por semana e estreamos no Teatro da UFSC e um mês depois entramos em cartaz aqui todas as quartas-feiras de Agosto. Depois fomos para São Paulo, Curitiba e Porto Alegre.

PN - Juan & Marco sofreu um boicote no TAC em 2007, segundo eu pesquisei. Como foi?

Nando - Foi uma censura também. O absurdo foi tamanho que criou uma crise na nossa companhia na época, e ela se desfez. A diretora do TAC, era a Márcia Dutra. Ela ao final do espetáculo veio ao meu encontro e disse literalmente: "Este espetáculo não é condizente com o Teatro Álvaro de Carvalho, e estaremos cancelando as pautas desta companhia, inclusivo do outro espetáculo agendado para novembro..."

PN - Algo que você ainda não fez e gostaria?

Nando - Sempre quis viver de teatro. Mas não creio que isto ocorrerá um dia. Sempre quis fazer TV, mas isso já fiz.

PN - Sério? Onde foi?

Nando - Interpretei o Alexandre Nardoni no Discovery Channel. Foi ao ar para toda América Latina e Brasil, lá dublado. Foi engraçado me ver com outra voz. E foi uma experiencia muito rica. Gravamos o episódio em 5 dias em Buenos Aires, porque a série foi idealizada e produzida pela Edemol Argentina.

PN - E novelas nunca pensou em fazer?

Nando - Nunca pensei em deitar com um diretor de novelas por um papel. Imagine o que é a vida desses galãzinhos de TV. Se fazer de garanhão em festas e namorar as escondidas o diretor da novela para poder ter papéis de destaque.

PN - Você levanta bandeiras?

Nando - Não. Acho chato. E atualmente quando perco a paciência com algo ou alguém eu caminho. Outro dia estava com amigos em uma balada, e porque achei muito tediosa lhes disse: "estou indo" e caminhei para fora chamei um táxi e fui a outro lugar. Caminhar é minha nova filosofia. Caminhar...


Serviço:

Florianópolis, 12, 13 e 14 de Junho - 20h – TEATRO DA UBRO
Página Official: https://www.facebook.com/SomenteTueEu
Ingressos - R$ 30,00 (No dia)
Antecipados - R$ 20,00

Próximas funções:

São Paulo e Porto Alegre (Julho, datas a confirmar)