A onda ao vivo, dos anos 2000 com os cantores da MPB contagioU o Brasil e salvou muitos grandes artistas como Joana, Caetano Veloso, entre outros do ostracismo. Uma artista que entrou nessa foi Marina Lima, nessa barca voltou a mídia, mas essa ola também é crítica pois faz com que os artistas vivam anos desde então de re-re-releituras não trazendo nada novo ao cenário da música no país. Ineditismo já!
domingo, janeiro 30, 2011
quarta-feira, janeiro 19, 2011
A Badalhocagem Social é a culpada
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
O mundo está mesmo as avessas. O presidente da China fazendo visita oficial de 4 dias ao EUA. Uma travesti que não parece travesti no BBB. O ex-partido de diretriz socialista, faz um governo de direita neoliberal e elege sucessora. Realmente o fim parece estar próximo, diria os sócio normativos.
Infelizmente volto a escrever depois de minhas férias sobre isso. Não porque o programa mereça, não porque traga alguma coisa nova ou positiva para a vida das pessoas na sociedade. Apenas e não mais estou como apalermado com a repercussão da presença e saída do programa no 1º paredão de uma transexual.
Disponho da dualidade representativa para acercar-me deste tema. Pinço dois comentários sobre o ocorrido, que a pouco li na intenert:
"...ótimo, pelo menos o grau de baixaria e pouca vergonha, vai diminuir neste "programeco", já é uma melhora!"
"... Aviltante a liçãozinha de contramoral que o Pedro Bial pregou para os participantes do BBB 11, hoje, antes da eliminação. Em uma palavra, "se não deixarem de ser 'normalpatas', o programa vai pro brejo... ainda mais agora que nossa principal 'atração' foi guilhotinada pelo público..." Tive a sensação de estar ouvindo um "amestrador de cães" dando ordens para os habitantes de um zoológico. A que nível chegamos!"
O primeiro segue a linha Muzzo-hittleriana, afirmando entre que os demais participantes são poços mensuráveis de virtudes. Nem comentarei nada quanto aos participantes de edições passadas, ou comentarei...
O mundo está mesmo as avessas. O presidente da China fazendo visita oficial de 4 dias ao EUA. Uma travesti que não parece travesti no BBB. O ex-partido de diretriz socialista, faz um governo de direita neoliberal e elege sucessora. Realmente o fim parece estar próximo, diria os sócio normativos.
Infelizmente volto a escrever depois de minhas férias sobre isso. Não porque o programa mereça, não porque traga alguma coisa nova ou positiva para a vida das pessoas na sociedade. Apenas e não mais estou como apalermado com a repercussão da presença e saída do programa no 1º paredão de uma transexual.
Disponho da dualidade representativa para acercar-me deste tema. Pinço dois comentários sobre o ocorrido, que a pouco li na intenert:
"...ótimo, pelo menos o grau de baixaria e pouca vergonha, vai diminuir neste "programeco", já é uma melhora!"
"... Aviltante a liçãozinha de contramoral que o Pedro Bial pregou para os participantes do BBB 11, hoje, antes da eliminação. Em uma palavra, "se não deixarem de ser 'normalpatas', o programa vai pro brejo... ainda mais agora que nossa principal 'atração' foi guilhotinada pelo público..." Tive a sensação de estar ouvindo um "amestrador de cães" dando ordens para os habitantes de um zoológico. A que nível chegamos!"
O primeiro segue a linha Muzzo-hittleriana, afirmando entre que os demais participantes são poços mensuráveis de virtudes. Nem comentarei nada quanto aos participantes de edições passadas, ou comentarei...
No programa BBB 10 mostrou um exemplo de o quanto em uma sociedade pseudo-pós-moderna o preconceito e a desinformação ainda persistem como falsas-verdades, como diria Chico Buarque em A Gota d´água.
Marcelo Dourado, depois de tantas imbecilidades que proferiu durante sua segunda participação no reality global, mostrando que poderia piorar sua imagem bucéfala diante de uma audiência esquálida e acrítica. Ao meio de seus brothers no programa de maior audiência da TV brasileira na atualidade proferiu que heterossexuais não contraem HIV, causando revolta entre os moradores da casa do Big Brother Brasil.
Marcelo Dourado, depois de tantas imbecilidades que proferiu durante sua segunda participação no reality global, mostrando que poderia piorar sua imagem bucéfala diante de uma audiência esquálida e acrítica. Ao meio de seus brothers no programa de maior audiência da TV brasileira na atualidade proferiu que heterossexuais não contraem HIV, causando revolta entre os moradores da casa do Big Brother Brasil.
A apologia do hetero-normativa
Na ocasião o politicamente correto "foi feito", mas o estrago não foi desfeito. Pois simplesmente dizer que se alguém queira se informar que acesse o site do Ministério de Saúde é omissão, ademais sonegação de informação, num país onde um dos projetos do governo federal é justamente a inclusão digital e da, polêmica para alguns, disseminação do acesso à banda larga. Ou seja, somos em torno de 40 milhões de usuários de internet em um país de 200 milhões. E penso ainda que um jornalista deve ter um compromisso com a verdade e a atitude omissa do senhor Pedro Bial não desmentiu a falácia do "herói" homofóbico Marcelo Dourado. Que pasmem, foi eleito pelo mesmo público o grande ganhador.
Ao segundo comentário que passaria digamos pela crítica pseudo-politicamente correta, me dá um certo receio seguir nesse comboio. Porque justamente os "normal-patas", como utilizou o comentarista, é o que ganha sempre o jogo. Afinal estes que estão aí estão abaixo da normalidade. O normalista não se expõe, somente lhe satisfaz expor o outro. Em outras palavras, os que aí estão nada mais são que vitimas da desigualdade que há neste país com mania de grandeza e que finge ser desenvolvido.
Ser a 8ª. economia do mundo, e estar em 72º lugar no IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) é nada mais que um cruzamento de dados simples, científicos e objetivos da desigualdade e exclusão a qual está submetida mais de 8 em cada 10 brasileiros.
Este terreno fértil para a badalhocagem que se faz com o povo desta nação, que tem ao mesmo cerne o oitavo PIB o mundo e 40 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Que possui um Chico Anysio anos fora do ar, ao passo que os tais grande heróis do senhor Pedro Bial.
Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Um a parte, nada que ver com o artigo:
"Antes de morar em Londres eu achava o Brasil cool, aquele lance de modernismo, tropicalismo, etc, hoje eu acho o Brasil reacionário, cafona, um país dominado por xiitas católicos e protestantes, em que o jovens não tem senso estético e onde os velhos morreram e esqueceram de se enterrar. O caminho, como disse, é sempre o mesmo: o aeroporto." Rodrigo Grunwald
Um a parte, nada que ver com o artigo:
"Antes de morar em Londres eu achava o Brasil cool, aquele lance de modernismo, tropicalismo, etc, hoje eu acho o Brasil reacionário, cafona, um país dominado por xiitas católicos e protestantes, em que o jovens não tem senso estético e onde os velhos morreram e esqueceram de se enterrar. O caminho, como disse, é sempre o mesmo: o aeroporto." Rodrigo Grunwald
sexta-feira, janeiro 14, 2011
quinta-feira, janeiro 13, 2011
quinta-feira, dezembro 23, 2010
Ano novo, lixo novo e costumes velhos
Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Verão, sol, caminhadas... Assim pensei meu dia livre. Ao andar pela "renovada" avenida que perpetra um dos metros quadrados mais caros do país tive uma infeliz constatação. Aos 35ºC do primeiro dia de calor forte em Florianópolis, fazendo o trajeto bairro-centro senti uma mistura de alegria e tristeza.
A felicidade em estar em uma ainda bela paisagem, apesar de degradação da mesma. A tristeza veio ao olhar uma ave nadando ao lado de uma garrafa de Smirnoff Ace, não sei precisar se era um flamingo ou um cisne, enfim. Pensei ser uma excessão, mas depois de contar mais de 35 objetos a margem da baia da contabilidade.
O mais impressionante foi perceber que apesar das novidades como 2 bancos de madeira ecologicamente correta a cada 2 Km, essas obras arquitetônicas tal qual o restante do percurso são privados de lixeiros. Portanto, não se é de admirar a quantidade de lixo jogada ao mar e a sua margem.
O nível de educação da nossa burguesia é nulo. Imagina-se que apenas as camadas menos abastadas não possuam educação, consciência, ecológica e sociabilidade. Equívoco sublime. É de impressionar a qualquer ser racional que se gaste dinheiro com palmeiras que nem sombra farão ao invés de árvores mais bonitas e de maior utilidade urbanística e climática.
Segundo o secretário de Obras da cidade, a parte do calçadão da avenida deve ficar pronta em janeiro. Já a recuperação do asfalto, que começou no fim de outubro, está prevista para ser concluída ainda antes do Natal. A avenida construída durante nove anos – de 1969 até 1978, nunca havia recebido uma revitalização completa, por isso há necessidade urgente de um recapeamento com asfalto especial. De acordo com o secretário de Obras, Luiz Américo, a revitalização vai custar mais de R$ 17 milhões.
Esperemos que até o caríssimo e também inútil show da virada, que a cada ano sai mais caro e tem atrações piores, tenhamos lixeiras na nova Beira Mar e não multiplicado o lixo que trogloditas burgueses e não burgueses fazem o favor de nos contemplar ao visual da baia norte. Se já não bastasse que a anos o esgoto despejado sem tratamento a tenha tornado imprópria para banho.
Com respeito aos leitores, mas acho muito mais importante ter onde jogar o lixo e cagar que um heliponto. Pelo menos por hora, afinal desisti de comprar um helicóptero essa ano, porque o novo governo resolveu aumentar a taxa de juros.
Verão, sol, caminhadas... Assim pensei meu dia livre. Ao andar pela "renovada" avenida que perpetra um dos metros quadrados mais caros do país tive uma infeliz constatação. Aos 35ºC do primeiro dia de calor forte em Florianópolis, fazendo o trajeto bairro-centro senti uma mistura de alegria e tristeza.
A felicidade em estar em uma ainda bela paisagem, apesar de degradação da mesma. A tristeza veio ao olhar uma ave nadando ao lado de uma garrafa de Smirnoff Ace, não sei precisar se era um flamingo ou um cisne, enfim. Pensei ser uma excessão, mas depois de contar mais de 35 objetos a margem da baia da contabilidade.
O mais impressionante foi perceber que apesar das novidades como 2 bancos de madeira ecologicamente correta a cada 2 Km, essas obras arquitetônicas tal qual o restante do percurso são privados de lixeiros. Portanto, não se é de admirar a quantidade de lixo jogada ao mar e a sua margem.
O nível de educação da nossa burguesia é nulo. Imagina-se que apenas as camadas menos abastadas não possuam educação, consciência, ecológica e sociabilidade. Equívoco sublime. É de impressionar a qualquer ser racional que se gaste dinheiro com palmeiras que nem sombra farão ao invés de árvores mais bonitas e de maior utilidade urbanística e climática.
Segundo o secretário de Obras da cidade, a parte do calçadão da avenida deve ficar pronta em janeiro. Já a recuperação do asfalto, que começou no fim de outubro, está prevista para ser concluída ainda antes do Natal. A avenida construída durante nove anos – de 1969 até 1978, nunca havia recebido uma revitalização completa, por isso há necessidade urgente de um recapeamento com asfalto especial. De acordo com o secretário de Obras, Luiz Américo, a revitalização vai custar mais de R$ 17 milhões.
Esperemos que até o caríssimo e também inútil show da virada, que a cada ano sai mais caro e tem atrações piores, tenhamos lixeiras na nova Beira Mar e não multiplicado o lixo que trogloditas burgueses e não burgueses fazem o favor de nos contemplar ao visual da baia norte. Se já não bastasse que a anos o esgoto despejado sem tratamento a tenha tornado imprópria para banho.
Sanitários e lixeiras ou heliponto?
O que se pode esperar para este Ano novo? Ano novo, lixo novo e costumes velhos. E nossa grande mídia apática comemorando a inauguração de mais uma obra inútil com dinheiro público no país. Tanto dinheiro e não conseguiram nem colocar no orçamento da grande obra pra inglês ver, nem lixeiros, tão pouco banheiros públicos. Aliás, problema esse em toda a cidade. Sobram lixo e fezes nas ruas, principalmente nas festas de fim de ano e carnaval, bem como no decorrer do ano e em fins de semana nem comentar. Mas ganhará um novo trapiche e um heliponto que já está pronto.
O que se pode esperar para este Ano novo? Ano novo, lixo novo e costumes velhos. E nossa grande mídia apática comemorando a inauguração de mais uma obra inútil com dinheiro público no país. Tanto dinheiro e não conseguiram nem colocar no orçamento da grande obra pra inglês ver, nem lixeiros, tão pouco banheiros públicos. Aliás, problema esse em toda a cidade. Sobram lixo e fezes nas ruas, principalmente nas festas de fim de ano e carnaval, bem como no decorrer do ano e em fins de semana nem comentar. Mas ganhará um novo trapiche e um heliponto que já está pronto.
Com respeito aos leitores, mas acho muito mais importante ter onde jogar o lixo e cagar que um heliponto. Pelo menos por hora, afinal desisti de comprar um helicóptero essa ano, porque o novo governo resolveu aumentar a taxa de juros.
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Coordenador do Curso de Jornalismo da Estácio de Sá está suspenso
Alguns fatos na vida nos fazem pensar, outros somente lastimar. Toda a comunidade de atuais e ex-estudantes da Faculdade de Jornalismo da Estácio de Sá, está semana fomos pegos de surpresa por uma notícia. O afastamento do coordenador do curso, Paulo Scarduelli.
Dentre varias manifestações de repudio faço da palavra e sentimento de muitos o meu. Em carta aberta a Faculdade Estácio de Sá - SC e a comunidade da grande Florianopolis.
São José - SC, 17 de Dezembro de 2010.
Caros cidadãos,
cada vez fico mais perplexo com os rumos que toma o curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá - Santa Catarina. Ao receber a notícia do afastamento do coordenador Paulo Scarduelli, devido a um inquérito administrativo do qual o sr. Paulo Arenhart aponta-o, ou acusa o coordenador de "manda-lo dar nota aos alunos". Ainda mais bestificado fiquei ao saber que a faculdade aceitou tal "denúncia" e o nosso querido Paulinho, como sempre o chamaremos, está afastado até ser julgado.
Sinto-me ferido em meu mais profundo amago, tanto pelo fato do afastamento do professor Paulo Scarduelli, bem como pelo motivo que a mim parace estapafermo e sem lógica.
Eu tive "aulas" e é realmente com aspas, com o sr. Paulo Arenhart. Nestas realmente conteúdo não tive, além de que sofrer uma avaliação descriteriosa de meu desempenho. Críticas todos recebemos, desde que obviamente elas tenham critérios e embasamento teórico, no mais torna-se-a qualquer observação um mero achismo vulgar. Ademais, da falta de planejamento das aulas e do não seguimento do plano de ensino proposto na grade e pago pelo meu bolso, ter-se notas rebaixadas por número de faltas foi o ápice do circo que foram estas aula aonde eu e muitos outras alunos sentiramo-nos os palhaços.
Aqui fica meu apelo impreterível pela coerência e pela justiça. Estou por este, dentre outros motivos de mesma ordem deixando novamente o Brasil e esta instituição, mas não abandonarei jamais a minha ética e coerência.
Fernando Schweitzer,
à Faculdade Estácio de Sá - SC.
Dentre varias manifestações de repudio faço da palavra e sentimento de muitos o meu. Em carta aberta a Faculdade Estácio de Sá - SC e a comunidade da grande Florianopolis.
São José - SC, 17 de Dezembro de 2010.
Caros cidadãos,
cada vez fico mais perplexo com os rumos que toma o curso de jornalismo da Faculdade Estácio de Sá - Santa Catarina. Ao receber a notícia do afastamento do coordenador Paulo Scarduelli, devido a um inquérito administrativo do qual o sr. Paulo Arenhart aponta-o, ou acusa o coordenador de "manda-lo dar nota aos alunos". Ainda mais bestificado fiquei ao saber que a faculdade aceitou tal "denúncia" e o nosso querido Paulinho, como sempre o chamaremos, está afastado até ser julgado.
Sinto-me ferido em meu mais profundo amago, tanto pelo fato do afastamento do professor Paulo Scarduelli, bem como pelo motivo que a mim parace estapafermo e sem lógica.
Eu tive "aulas" e é realmente com aspas, com o sr. Paulo Arenhart. Nestas realmente conteúdo não tive, além de que sofrer uma avaliação descriteriosa de meu desempenho. Críticas todos recebemos, desde que obviamente elas tenham critérios e embasamento teórico, no mais torna-se-a qualquer observação um mero achismo vulgar. Ademais, da falta de planejamento das aulas e do não seguimento do plano de ensino proposto na grade e pago pelo meu bolso, ter-se notas rebaixadas por número de faltas foi o ápice do circo que foram estas aula aonde eu e muitos outras alunos sentiramo-nos os palhaços.
Aqui fica meu apelo impreterível pela coerência e pela justiça. Estou por este, dentre outros motivos de mesma ordem deixando novamente o Brasil e esta instituição, mas não abandonarei jamais a minha ética e coerência.
Fernando Schweitzer,
à Faculdade Estácio de Sá - SC.
sábado, dezembro 11, 2010
Em que pé estamos?
Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
A aristocracia ainda existe? E se, o que seria? Pois, a Aristocracia (do grego αριστοκρατία, de άριστος (aristos), melhores; e κράτος (kratos), poder, Estado), literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc.
Este termo atualmente não tão usado é o retrato fiel do Brasil de hoje. Mas os ditos "melhores" e/ou "normais" de hoje são outros. Em um sociedade hétero-normativa longe de ser laica e muito mais ainda de ser justa. Como diria Michel Foucault em suas teses sobre as relações de poder na sociedade humana, um ser para destacar-se perante aos demais se auto-intitula o correto/melhor, fazendo com que o diferente seja desmerecido, para tanto criou um ser superior, em detrimento de um menor/diferente.
O Poder se expressa nas diversas relações sociais, assim, pode-se falar, que onde existem Relações de Poder, existe política. Por sua vez, a política se expressa nas diversas formas de poder e pode ser entendida como a política relacionada ao Estado, como também, em um sentido mais amplo, e não menos importante, em outras dimensões da vida social.
Marta - Nós estamos vivendo um enorme retrocesso na questão dos direitos dos homossexuais. O meu projeto sobre a união civil data de 15 anos atrás. Nós caminhamos enormemente na área jurídica, com grandes avanços que vão desde o reconhecimento da união à adoção de crianças, e uma paralisação absoluta no Congresso. Nem discussão tivemos nesses últimos anos.
Quando você tem uma sociedade paralisada nessas discussões você tem uma manifestação mais explícita da homofobia. Mesmo que tenhamos hoje paradas gays importantes, elas acabam se transformando em paradas festivas, e não em reconhecimento de direitos. Como estamos hoje, se eu fosse obrigada a escolher, preferia não ter parada gay e ter toda essa questão votada de forma positiva no Congresso, porque na verdade o que almejamos são os direitos civis.
A parada gay serviu para dar um espaço na mídia, mas não serviu para a transformação que precisa ser feita no país. Para você ter uma ideia, quando o meu projeto sobre a união civil gay foi apresentado, a Argentina era um país homofóbico quase. Hoje ela tem uma lei extremamente avançada e Buenos Aires é "friendly city" para gays. E nós aqui de "friendly city" temos espancamento na Avenida Paulista. Essa é a diferença.
Enquano isso na sala de justiça... Digo Rede Globo, a fabulosa série Clandestinos entrará para o roll de obras censuradas do período "democratico" brasileiro.A cena, que deveria ter ido ao ar no episódio de ontem de "Clandestinos - O Sonho Começou", mostra o ator Hugo (Hugo Leão) cumprimentando o diretor Fábio (Fábio Henriquez), de quem é amigo de longa data, com um beijo na boca. Ou seja, que o sonho do primeiro beijo entre iguais na TV brasileira não ocorreu desta vez?
O momento é gravado pela assistente Elisa (Elisa Pinheiro), que fica curiosa sobre o passado de Fábio.
Apesar de não ter ido ao ar, a cena caiu no Youtube. É por essas e outras que gays são atacados na rua, na chuva e na fazenda nem tanto ultimamente. É o mesmo preconceito. A emissora é tão agressora quanto os snhores de respeito da sociedad hetero-normativa que atacaram homossexuais na Avenida Paulista recentemente. O Brasil é um país provinciano de mentalmente subdesenvolvida que teima proteger deliquentes. Aqui o violento e bárbaro é o correto e a v´tima o criminoso. O Brasil é uma grande mentira, um paísola metido a primeiro mundo.
A aristocracia ainda existe? E se, o que seria? Pois, a Aristocracia (do grego αριστοκρατία, de άριστος (aristos), melhores; e κράτος (kratos), poder, Estado), literalmente poder dos melhores, é uma forma de governo na qual o poder político é dominado por um grupo elitista. Normalmente, as pessoas desse grupo são da classe dominante, como grandes proprietários de terra (latifundiários), militares, sacerdotes, etc.
Este termo atualmente não tão usado é o retrato fiel do Brasil de hoje. Mas os ditos "melhores" e/ou "normais" de hoje são outros. Em um sociedade hétero-normativa longe de ser laica e muito mais ainda de ser justa. Como diria Michel Foucault em suas teses sobre as relações de poder na sociedade humana, um ser para destacar-se perante aos demais se auto-intitula o correto/melhor, fazendo com que o diferente seja desmerecido, para tanto criou um ser superior, em detrimento de um menor/diferente.
O Poder se expressa nas diversas relações sociais, assim, pode-se falar, que onde existem Relações de Poder, existe política. Por sua vez, a política se expressa nas diversas formas de poder e pode ser entendida como a política relacionada ao Estado, como também, em um sentido mais amplo, e não menos importante, em outras dimensões da vida social.
Hoje os héteros podem mais, têm mais direitos. Desde que despertam ao amanhecer, ao chegarem o trabalho, no ônibus, restaurantes, Shoppings, ao tentarem retornar a seus lares, tal qual em suas tentativas de lazer, aonde muitas vezes não conseguem regressar ilesos. Nem devo citar os miles de casos dentre eles os 78 itens da constituição, aos que se privam no país ao usufruto a comunidade homossexual.
Os recentes e alardeados casos de homofobia retratados em massa pela grande mídia fazem eco a um anseio de Ongs e entidades de direitos humanos a décadas. Em meio a isso surgem os desgastadíssimos, mas necessários temas carregados nesta onda: União civil e criminalização da homofobia. Em entrevista a Folha de São Paulo, a hoje senadora eleita Marta Suplicy fala dentre outros temas sobre os assuntos midiáticos do momento:
"Folha - Como a sra. avalia os últimos episódios de ataques homofóbicos em São Paulo? Defenderá a criminalização da homofobia no Congresso?
Marta - Nós estamos vivendo um enorme retrocesso na questão dos direitos dos homossexuais. O meu projeto sobre a união civil data de 15 anos atrás. Nós caminhamos enormemente na área jurídica, com grandes avanços que vão desde o reconhecimento da união à adoção de crianças, e uma paralisação absoluta no Congresso. Nem discussão tivemos nesses últimos anos.
Quando você tem uma sociedade paralisada nessas discussões você tem uma manifestação mais explícita da homofobia. Mesmo que tenhamos hoje paradas gays importantes, elas acabam se transformando em paradas festivas, e não em reconhecimento de direitos. Como estamos hoje, se eu fosse obrigada a escolher, preferia não ter parada gay e ter toda essa questão votada de forma positiva no Congresso, porque na verdade o que almejamos são os direitos civis.
A parada gay serviu para dar um espaço na mídia, mas não serviu para a transformação que precisa ser feita no país. Para você ter uma ideia, quando o meu projeto sobre a união civil gay foi apresentado, a Argentina era um país homofóbico quase. Hoje ela tem uma lei extremamente avançada e Buenos Aires é "friendly city" para gays. E nós aqui de "friendly city" temos espancamento na Avenida Paulista. Essa é a diferença.
Folha - E é a favor da criminalização da homofobia?
Sim."Enquano isso na sala de justiça... Digo Rede Globo, a fabulosa série Clandestinos entrará para o roll de obras censuradas do período "democratico" brasileiro.A cena, que deveria ter ido ao ar no episódio de ontem de "Clandestinos - O Sonho Começou", mostra o ator Hugo (Hugo Leão) cumprimentando o diretor Fábio (Fábio Henriquez), de quem é amigo de longa data, com um beijo na boca. Ou seja, que o sonho do primeiro beijo entre iguais na TV brasileira não ocorreu desta vez?
A rede carioca que históricamente tem seus dois pés no conservadorismo e é a maior arma de manutenção de preconceitos e do status quo dos pré-conceitos da burrocrática e fascista realidade brasileira, como em outros casos pisou na jaca. Em 2005, os atores Bruno Gagliasso e Erom Cordeiro gravaram um beijo entre os personagens Júnior e Zeca, da novela "América", mas a cena não foi exibida.
Procurada pela Folha, a Globo informou que o episódio tinha como fio condutor a amizade entre Fábio e Hugo. "Para contar esta história, a emissora utilizou os recursos artísticos que achou mais adequados, incluindo a edição da cena que representou o reencontro dos dois."
Procurada pela Folha, a Globo informou que o episódio tinha como fio condutor a amizade entre Fábio e Hugo. "Para contar esta história, a emissora utilizou os recursos artísticos que achou mais adequados, incluindo a edição da cena que representou o reencontro dos dois."
Como se diz por aqui no sul: "Queres me enganar me dá uma bala. Eu sou criança!"
O momento é gravado pela assistente Elisa (Elisa Pinheiro), que fica curiosa sobre o passado de Fábio.
Apesar de não ter ido ao ar, a cena caiu no Youtube. É por essas e outras que gays são atacados na rua, na chuva e na fazenda nem tanto ultimamente. É o mesmo preconceito. A emissora é tão agressora quanto os snhores de respeito da sociedad hetero-normativa que atacaram homossexuais na Avenida Paulista recentemente. O Brasil é um país provinciano de mentalmente subdesenvolvida que teima proteger deliquentes. Aqui o violento e bárbaro é o correto e a v´tima o criminoso. O Brasil é uma grande mentira, um paísola metido a primeiro mundo.
Igual ao primeiro, ou que se crê primeiro mundo, só temos o preconceito, a criminalidade e o semitismo. Aristocrático ou burrocrático? Em que pé estamos?
domingo, novembro 28, 2010
ANF - AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DAS FAVELAS
NOVEMBRO EM CHAMAS: PENSANDO AS CAUSAS DA BARBÁRIE
27 nov, 2010 | Autor: Rafael Huguenin |
*Por Rafael HugueninPara isso, pensar com profundidade a realidade que nos cerca, toda ajuda é necessária. E onde poderíamos encontrar o melhor tipo de ajuda, em termos de profundidade e seriedade, senão nos grandes pensadores da história, nos chamados pensadores clássicos? Não se trata aqui de adotar esta ou aquela teoria ou este ou aquele pensador, mas evitar os riscos de interpretar os fatos a partir do senso comum ou do que a mídia, sempre produzindo no calor do momento, veicula. Neste ponto, alguns conceitos elaborados por Karl Marx em seu pensamento podem nos auxiliar. Antes, porém, delimitemos o problema a ser tratado por meio de algumas perguntas. Quais são as causas da barbárie? O que leva uma pessoa a reivindicar violentamente territórios, utilizando-o como base para ações criminosas e tomando posse dos serviços públicos e da comercialização de certos produtos naquela área? O que leva, enfim, os homens, seja por violência explícita ou implícita, a oprimirem outros homens?
A resposta mais simples, típica do senso comum, consiste em atribuir a certos indivíduos uma personalidade de má índole e um caráter duvidoso. No entanto, ainda que este fato explique certas ações criminosas individuais, ele não é capaz de explicar, por si só, certos casos de opressão e violência generalizada e prolongada, conforme é possível observar não apenas no Rio de Janeiro nesta segunda metade de novembro de 2010, mas, em uma escala menor, em quase todas as comunidades carentes da América Latina. Neste ponto, para compreendermos melhor o que está acontecendo, temos que relacionar de alguma maneira os acontecimentos recentes não com alguma característica subjetiva ou mental de certos indivíduos, como se fossem desvios de caráter em larga escala, mas com algumas circunstâncias que, de algum modo, sejam comuns a muitos indivíduos. Segundo Karl Marx, estas circunstâncias se identificam com as condições materiais objetivas a partir das quais emergem não apenas as consciências individuais, mas toda a estrutura social.
Levando em conta estes fatos, podemos encarar a invasão da polícia e a ocupação dos traficantes como duas faces da mesma moeda. Ambos são frutos de uma vontade de poder irrestrito, de busca incessante de lucro e riqueza e de individualismo que caracterizam todas as organizações e instituições no sistema político vigente. A diferença reside nos métodos utilizados e na abrangência do campo de atuação. De um lado, nas favelas e em ações relâmpago pela cidade, vemos organizações praticamente tribais, baseada em princípios organizacionais falhos e que utilizam a violência explícita como instrumento de poder e dominação. Do outro lado, em um plano global, temos uma amálgama de organizações, de instituições governamentais e de grupos comerciais e empresariais de todos os tipos, todas imbuídos da mesma mentalidade capitalista, mas que, por se utilizarem de métodos muito mais sutis e compartimentados de exploração e dominação, não precisam lançar mão constantemente da violência, senão em casos como este, nos quais as favelas, dominadas por organizações quase tribais, são vistas como mercados ainda não explorados e como fonte de impostos ainda não embolsados pelo Estado.
Há quem diga que a guerra não termina nunca, apenas muda de lugar. Se quisermos vencer realmente esta guerra, temos que fazer um grande esforço para modificar as mentalidades. E, de acordo com o materialismo histórico, isso só é possível se modificarmos as próprias estruturas sociais objetivas a partir das quais se formam as mentalidades mesmas. Ou alguém acha que é possível ocupar todas as favelas e comunidades carentes da América Latina?
quinta-feira, novembro 25, 2010
Sarcástico ou Sincero?
Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
Você é sarcastico quando fala com esse tom, ou pensa assim mesmo? Respondi às 16:43h do dia 24/11/2010: - Penso absolutamente assim. Pois, tudo que o cidadão sócio normativo daqui usa como discurso de orgulho é o que eu mais desprezo no país, tudo o que o brasileiro mais odeia no seu país são os poucos pontos positivos para mim e justo o que o povo daqui quer extirpar. Então, se o que o padrão da sociedade tupiniquins ama é o que eu odeio, e vice versa... das duas uma, ou eles tem um patriotismo burro e equivocado e eu sou mais patriota que eles, só que sem ser cego e fanático, ou o povo de patriota nada tem, porque ignora o real país onde vivem.
Essa resposta visceral e molesta foi motivada em uma conversa de MSN, aonde fui questionado de onde era. A pergunta "vc eh brasileiro?", cujo a resposta fora: "por carma sim", vem no âmbito das perguntinhas das quais eu já conheço a tempos, tal qual sua fundamentação e diretriz ideológica. Os sócio-normativos de plantão! Porque cargas d'água... (adoro essa expressão) qualquer pessoa que tenha um pouco de visão é chamado de louco, radical, extremista, etc, por gente conformista e cooptada pelo sistema?
Esses tipos são os primeiros a levantar a mão e apontarem seu dedo moralista a todos que não sigam o trilho nefasto do comodismo sócio-cultural brazuca, que eu chamaria de bazuca. O que me deixa ensandecido é pensar no que raios pode ter como filosofia de vida um ser que acredite que vivemos em um país justo. Deve ter lido o 2º Caderno e nada mais, visto na vida muito filme americano onde os desfeches são óbvios e os pseudo-atores medíocres, assistido muito Xuxa e afins da Rede Bobo de Manipulação.
Tivemos nos recentes dias uma avalanche de notícias que passam da linha tênue da modernidade caótica, cito apenas as manchetes:
R7: Jornalista culpa pobres por tráfego nas estradas
Análise preconceituosa de comentarista da Globo/RBS-SC foi parar na internet
G1: Jovem de 18 anos é preso por beijar garoto de 13 em cinema de shopping
Beijo consentido por menor durou 5 minutos, diz gerente em SP.
Maior responderá por estupro de menor de 14 anos, segundo a lei.
Folha online: Mãe de agressor diz que filho teve 'atitude infantil'; grupo atacou 3 na av. Paulista
Passageiros de van incendiada no Rio têm queimaduras de segundo grau
JB: Nova vítima de agressores da Av. Paulista se apresenta
Estudante reconheceu acusados por vídeo e foi espancado em danceteria
Pela mesma pessoa na conversa fui perguntado se eu não acredito em democracia. Eu não acredito é que vivamos em uma democracia neste pais. Temos censura na TV regida pelo Ministério Público, temos censura social caso não nos comportamos nos padrões hipócritas-cristãos desta sociedade pseudo-laica onde padres e bispos são pedófilos além de homossexuais enrrustidos representando uma entidade racista e homofóbica...
A cultura da culpa cristã em que vivem presas as pessoas atualmente é o maior censor que pode sofrer perseguição um pessoa. Por não ter fetiche por uniformes e talvez por uma inconsciente vontade de contestar a mediocridade dos transeuntes que coabitam este em que infelizmente ainda piso, uso trajes não plenamente ortodoxos. Estreei um tênis laranja esta semana, por este simples até irracional fui abordado várias vezes na rua, sofri ameaças de agressão, além dos milhares de comentários de conhecidos sobre o dito cujo. Meu caracter deixou de habitar meu ser.
Passei a ter medo de que uma lâmpada viesse ao meu encontro pelas ruas, ou que ao cantar alguém de 17 anos e 364 dias de vida e ser correspondido me levasse a cadeia, cancelei uma viagem a São Paulo para palestrar em um evento na avenida paulista e outro no Rio porque teria de tomar uma van e poderiam me atear fogo, ou ser agredido em uma danceteria, além do mais desisti de comprar um carro financiado por aconselhamento de um colega de profissão... Agregado a esses vários temores, ainda o desemprego rondando... Se acreditasse em reencarnação, daria o restart... na minha vida, óbvio é um trocadilho. Tranqüilidade, continuo a cantar MPB e latinas de mesma envergadura...
Uma máxima de uma velha cigana sempre promulgo aos meu íntimos: Para você acabar com um problema, você necessariamente precisa reconhecer que ele existe. Caríssimos, ser patriota não é aplaudir algo por ser brasileiro meramente, sim é, valorizar as coisas positivas do país sem deixar de enxergar as mazelas deste, que persistes por motivos muitas vezes irracionais a chamar de seu.
Toda crítica é salutar, deste que ele seja realista e coerente. Outra praxe que as pessoas sócio-normativas precisam aprender é que não existe otimismo, nem pessimismo. Esses subterfúgios pragmáticos somente servem como ópio para o povo, bem como carnaval e futebol. Sábio foi quem criou o dito: "Tapar o Sol com a peneira não adianta nada!"... Pois sem protetor solar você não poderá dormir com tranqüilidade a noite. Não ser realista é bom, anestesia, mas não cura a ferida!
sexta-feira, novembro 19, 2010
Ricky Martin faz parceria com Claudia Leitte
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terça-feira, novembro 16, 2010
sexta-feira, novembro 12, 2010
Grammy 2010: Os Cantos do Subdesenvolvimento - Cantares do Subdesarrollo
Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
"Ladrón te fuiste, con mi oro", assim cantam esses excluídos em uma mina de extração perante um estrangeiro, dono da mesma. O videoclip do "sencillo" do grupo chocoano ChocQuibTown, filmado nas minas de oro de Condoto e em alguns cenários de Quibdó, Colômbia. Esta mesma banda ganhou na categoria de Canção Alternativa no Grammy 2010 com o tema ¿De dónde vengo yo?.
A banda por aqui poderia ser classificada com "world music", pela mescla de influências expostas em suas canções, classificação que não compreendo, tão menos concordo. O que os gringos chamam de "word music" é apenas e nada mais que tudo que não é americano, rótulo que nossa crítica e publico compraram a preço e banana. Ganhar o Grammy de Canção alternativa, não sei se é algo para deixar os colombianos tristes ou felizes.
¿De dónde vengo yo? Perguntam os simpáticos colombianos na letra da música vencedora da premiação que prestigia os latinos. Pregando a alto crítica em uma das frases ao dizerem "se você não me critica, me critico eu", o sarcasmos parelho ao protesto faz sorrir. Um dos estribilhos é genial, mais parece uma tribuna de recamações da nova geração sul-americana que desesperadamente quer ascender, fazer parte de um todo, mas que são abjeto e refugo sócio-cultural. A angústia de querer-se fugir se retrata neste verso:
Todo el mundo toma whisky… aja
Todo el mundo anda en moto… aja
Todo el mundo tiene carro… aja
Menos nosotros… aja
Todo el mundo come pollo… aja
Todo el mundo está embambado… aja
Todo mundo quiere irse de aquí
Pero ninguno lo ha logrado
Ser alternativo em um mundo robotizado, pasteurizado e muitas vezes acéfalo pode ser positivo para uma parcela mínima dos seres humanos. Apenas aqueles com poder aquisitivo e posição social de destaque. Aos que estão nesta casta restrita dá-se quando ousam sair do padrão o título de excêntrico. Em uma sociedade neo-nazista, hipócrita e carcomida por falsos valores, aonde todos buscam adequar-se a norma por medo a represálias de vários níveis e instâncias, ser alternativo é um fardo pesadíssimo.
ChocQuibTown já gira a um certo tempo pelos canais latinos especializados em clips apenas em espanhol. O título Somos Pacífico, é um êxito em mais de 10 países, tocando em pistas pela América Latina.
A Colômbia é um país pluriétnico e multicultural, a diversidade deste se vê em cada uma de suas regiões. Com representantes de etnias africanas, de comunidades mestiças e indígenas o país é um arco-íris de influências, miscigenação e culturas. Ritmos como o Vallenato, hoje são categorias da premiação. Gênero esse originário do Caribe colombiano que lembra o Merengue, região central da antiga província de Padilla e uma variante importante na região dos departamentos de Bolívar, Sucre e Córdoba.
Muitos podem pensar que rítimos ditos alegres não podem trazer conteúdo politizado. O cantor panamenho Ruben Blades segue causando pelo mundo com sua 'Salsa Intelectual", em seu disco: Cantares del Subdesarrollo (2009), ganhador do Grammy como melhor Álbum de Cantor. Seguindo na linha de não ter papas na língua e falando do sulfrágio das classes menos abastadas. Uma das canções deste álbum que trás outros temas de protesto como: Las Calles, ou, País Portátil. Esta última trás um grito direto e crítico: "Se vende un país portátil. Con su autoestima en el suelo. Con un enorme complejo. Que lo hace antinacional. Se vende un país portátil. Que castiga al que es honrado. Y a un pueblo auto condenado. Por no aceptar la verdad".
A edição deste ano da premiação pode ser vista como uma vitória das castas baixas. Claro alguns figurões como Juan Luiz Guerra e a banda mexicana CAMILA, levaram seus merecidos prêmios, mas o reconhecimento destas obras de alcunha popular autêntica merecem reflexão, no mais atenção. Nós que tanto nos subestimamos deveríamos seguir o hino composto por Rubén Blades. Música do ganhador como Álbum de melhor cantor, Himno de los Olvidados (Hino dos Esquecidos):
Este es el canto de la gente triste Este é o canto da gente triste
Este es himno de los olvidados Este é o hino dos esquecidos
Es el reclamo por lo que no existe É a reclamação pelo que não existe
Es la protesta de los desesperados É o protesto dos desesperados
Las ilusiones nuestras se han perdido As nossa ilusões foram se perdendo
Con la maldad de los que han gobernado Com a maldade dos que nos governaram
Con su violencia nos han sometido Com sua violência a nos submeteram
Con la violencia serán castigados Com a violência serão castigados
Lucharemos hasta ser librados… Lutaremos até sermos libertados...
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