terça-feira, fevereiro 23, 2010

Processo Controverso

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Os advogados da Globo estudam medidas judiciais contra a invasão do reality show Big Brother Brasil pelo Pânico na TV? É sério? Perguntei-me anestesiado. Motivos da indignacao dos senhores da cúpula da emissora? Neste domingo 21 de Fevereiro, o Pânico na TV mostrou imagens de um "impostor", o personagem De Lari, invadindo a platéia de BBB, no dia em que Tessalia foi eliminada. O impostor se passou por amigo da eliminada, infiltrando-se nas torcidas acompanhado por um segundo impostor, Toupeira, esse que filmou De Lari passando facilmente pela portaria, tomando lanche e na torcida, ao lado da família de Tessalia.

O Pânico na TV! desde sua estréia no ano de 2003, tem como formato desmistificar e desglamourizar a mídia. Ou seja, me parece natural ter como alvo de um dos seus quadros hoje de maior repercussão, seja o programa que justa ou injustamente é o mais assistido do país. Vide posteriormente entraram com a mesma estretagemo no meio político, como no caso da sunga dada por Sabrina Sato ao senador Eduardo Suplicy. Caso que deu muito o que falar, também como seu famoso cartao vermelho dado a Sarney presidente indiciado do senado.

As razões de indignação dentre muitas também é que a personagem que apareceu no programa da Globo, torcendo ao lado da mãe de Tessalia. Muito mais indignou a emissora carioca fora o fato de ele ao final, subir ao palco para abraçar a eliminada.Como mostrou a Rede TV!, ainda com imagens de Pedro Bial antes de BBB,  aquecendo a platéia antes de entrar no ar, jogando perfume na platéia e cantando Palco, de Gilberto Gil.

A Rede Globo, quer processar a Rede TV! e em nota afirmou que a emissora "pecou pelo excesso, passou do limite da concorrência saudável. Ao invadir o set de um programa, a Rede TV! violou um segredo industrial". E que "ao mostrar imagens dos bastidores de um programa, apropriou-se de um formato." Mas está historia ademais de polêmica tem algumas contradições em seu desenrolar.

Segundo o Blog de Daniel Castro, do R7: "Foi armação o material que o Pânico na TV apresentou ontem como uma invasão aos bastidores de Big Brother Brasil. “Não houve invasão”, disse agora há pouco J. B. Oliveira, o Boninho, diretor-geral do programa". Segundo a produção do BBB, Higor Corrêa está na lista, em poder da Globo, de pessoas autorizadas pela mãe de Tessalia a entrar no auditório de BBB. Isso explica a intimidade que o impostor aparenta com a família da eliminada, pois o produtor Higor chegou até ao ponto de segurar a filha de Tessalia no colo.

 Mas creio que há algo de podre no reino da vênus platinada. Tessalia se apressou em se justificar, via Twitter:  “Quero enfatizar que não estou satisfeita com as atitudes referentes à gravação do @programapanico e que medidas serão tomadas. #FimdePapo”, escreveu dia 22 de Fevereiro.

Pergutar-me-ei então? Se é uma farsa qual seria o motivo do processo? A ridicularização ou desmistificação da figura do jornalista padrão Pedro Bial, que hoje é chefe de picadeiro via TV? Já que agora é conhecido como: Pai Bial da água de cheiro. Ou teria mais algum motivo? Violação de segredo industrial seria ridículo. Por acaso a Globo criou a televisão? Ou tem eles algum método tão inovador e revolucionário que difere dos métodos tradicionais de produção de um programa de auditório?

A volta do "Pânico na TV", ao vivo marcou nove pontos de média e 13 de pico. O programa exibiu uma entrevista em que Zina o "comediante" preso por porte de arma, se dizia arrependido dos seus erros. Segundo Emílio Zurita afirmou no programa, que Zina continua sendo funcionário da Rede TV!, mas ficará de fora do "Pânico" enquanto responder a processos na Justiça. Talvez esse sim seja o grande erro da mídia e do programa, chama-lo de comediante. Agora convenhamos que entrar na justiça por essa invasão, que muitas mídias dão como combinada e eu também sou desta ordem e linha de pensamento é baboseira da grossa. Antes um quadro falso de um impostor que chamar Zina de comediante.

Segundo a Central Globo de Comunicação, a emissora irá reforçar as medidas de segurança e está estudando quais são as medidas jurídicas cabíveis contra a Rede TV!. Fato certo é que a direcção global ao dizer hora que o integrante do Pânico estava na lista de convidados, hora que vai processar a emissora é um tanto complexo. Há controvérsias aí meu povo.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

domingo, fevereiro 21, 2010

Uma Rosa com Amor

 Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Existem teses de alguns especialistas que um canal só pode alavancar-se nos índices de audiência no Brasil entrando no ramo de novelas com bom investimento em produção e claro marketing. Seguindo esta cartilha que em breve estará Uma Rosa com Amor, nova telenovela produzida pelo SBT, com estréia prevista para o dia 1º de março de 2010, substituindo Vende-se um Véu de Noiva.

A novela será escrita por Tiago Santiago e é inspirada na obra de Vicente Sesso e a direção-geral da teledramaturgia de Del Rangel, apresenta Betty Faria e Carla Marins no papel que fora de Marília Pêra.

O investimento de cerca de 200 mil reais por capítulo e expectativa de atingir dois dígitos na audiência, Uma Rosa Com Amor começou a ser gravada em 1º de Dezembro, mas sua estréia acontece somente em marco, com o dia e horário a serem definidos (a previsão é de que ela entre na grade entre as sete e oito horas da noite). Ela traz em seu elenco ex-globais e ex-Record, como Carla Marins outros atores se viram atraídos em estar em uma releitura de um grande sucesso de Vicente Sesso.

Carla Marins ainda mais pois será sua estreia protagonizando uma trama, ela que interpretará a protagonista Serafina Rosa – papel já vivido por Marília Pêra. No elenco haverão outras jóias da TV brasileira como Betty Faria, Etty Fraser e Jussara Freire indicada recentemente ao premio da APCA e ganhadora no ano de 2008 por seu trabalho em Vidas Oposta em sua ex-emissora. E é em cima destes atores já consagrados em outras emissoras que Del Rangel, diretor-geral da trama, e lanca em busca de um grande êxito, que seria o 1° desta nova fase de investimento do canal de Silvio Santos em dramaturgia.

A história da novela que já foi sucesso nos anos 70 na Globo, e será modificada e modernizada pelo ex-recordino, conhecido pela versão de Escrava Isaura e pelas tramas Caminhos do Coração, Os Mutantes e Promessas de Amor (exibidas pela Record), Tiago Santiago terá com esta obra uma mudança de enredo em suas.

Interessante nesse novo boom da teledramaturgia que muitas emissoras tem novas investidas no ramo do entretenimento. Por exemplo, hoje além das 4 novelas globais, series, e microséries que causam um aumento de conteúdo nacional na TV, vemos outras emissoras ampliando-se neste ramo. Hoje por exemplo, bem ou mal, a Rede Record tem 2 novelas no ar e ensaia um 3° horário, além te ter uma minisérie pronta em edição final prestes a estrear e uma em pré-produção.

Outras emissoras como a Bandeirantes ensaiaram a entrada no mercado várias vezes, mas o custo destas produções caso não atinjam um número significativo no Ibope são um tiro no pé. A Band fez algumas telenovelas, mas sua ultima foi uma fiasco no país e fora. Por ter ido a primeira novela produzida integralmente em digital, acabou por este fator sendo vendida a alguns países, onde nem o estigma positivo de ser uma novela brasileira a sustentou com bons índices, sendo encurtada em vários países como na Argentina.

O SBT, este sim é o canal campeão em investidas e re-investidas no mercado de teledramaturgia, não somente com novelas. Grandes sucessos que hoje ainda podem ser acordados fizeram muito estrago na concorrência. No humor tivemos a versão do seriado argentino "Meu Cunhado", com Ronald Golias revivendo ao lado de Moacir Franco sua personagem clássica o "Bronco". Moacir também esteve no projeto um tanto oportunista de "Óh, coitado!", bordão da personagem Filó de Gorete Milagres, hoje na sua segunda novela na Record. E alguns mais experimentais como o espanhol "Camera Café". Os primeiros programas humorísticos do SBT foram produzidos para aproveitar o elenco da Rede Tupi. A principal atração do gênero no início do SBT, Reapertura, era a remontagem do Apertura da Tupi, com elenco encabeçado por Geraldo Alves, Tutuca e Maria Teresa Fróes.

Novelas? Sim muitas, foram sim ciclos interrompidos, mas muitos produtivos.  Uma Rosa com Amor será o 55° produto dramatúrgico na área de telenovelas da emissora. Que teve alguns grandes sucessos hora de audiência hora de público, e muitas vezes dos dois. Na década de 80, Jerônimo e Cortina de Vidro mesmo com baixo orçamento tinam boas médias de audiência. Na década de 90, Éramos Seis, com um elenco hoje todo na Rede Globo, foi uma furor, seguidos por êxitos como Sangue do Meu Sangue, Os Ossos do Barão e Chiquititas que vencerá muitas vezes a Rede Globo e empatava com o Jornal Nacional em sua 1° e 2° ano de exibição. Ainda como fruto desta investida à época "Pérola Negra" e "Fascinação" com a hoje global Regiane Alves estreando como protagonista, atingia médias superiores a 30 pontos.

Após fracassos retumbantes na área a fênix do Complexo Anhanguera tenta ressurgir das cinzas com essa nova investida em dramaturgia. Espera-se que com a entrada daquele que criou o monstro hoje não tão assustador, as novelas da Record que chegaram muitas a liderança em diversos horários. Aguardemos o debute de Tiago Santiago na emissora do patrão, esperando que tenha êxito e assim crie mais uma frente de trabalho para atores e adjacentes do ramo. Quem sabe assim ao ir a um crediário e dizer que sou ator, a atendente não me diga mais: "Desculpa, eu perguntei sua profissão". E depois de mostrar meu registro profissional ter de escutar: "É que pra mim, ator é quem está na Globo".


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

O Humor está padecendo, um pouco mais

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Em meio a tantas atrocidades que hoje são chamadas de artistas, eu irei de antemão desculpar-me ao atraso de minha coluna, a meus leitores. A nota-morte do gênio Arnoud Rodrigues, que faleceu esta semana é primordial. Esta que ocorreu ao dia 16 de fevereiro em Lajeado, Tocantins.
Ele foi um ator, cantor, compositor e humorista brasileiro. Alguém completo assim nao surge a décadas no cenário mundial do entretenimento. Também trabalhou em programas de Chico Anysio na TV Globo e em vários outros programas humorísticos. Formou com Chico o grupo musical Baiano e os Novos Caetanos, na década de 70.

Arnoud foi um dos redatores da fase áurea do programa Sai de Baixo. Com um humor fácil, não por falta de conteúdo, mas sim pelo excesso.  Como uma vez disse minha mestre em teatro Vera Costa: "Humor tem de ter sentido, não só para quem faz, mas também para quem o assiste."

Na ótica existencialista da arte, este homem foi um mártir sagaz do humor. Na visão dos pseudo-pós-modernos ele é um dos dinossauros do humor. Na minha? Alguém que ainda me faz rir ao meu do caos que é sociedade atual.

Um de seus personagens mais populares foi Soró. O imigrante nordestino ingênuo e bem humorado, criado pelo escritor Walter Negrão para a novela Pão Pão, Beijo Beijo fez tanto sucesso entre o público em geral que Arnaud voltou a interpretá-lo no filme Os Trapalhões e o Mágico de Oroz.

Nos anos 80 integrou o grupo de humoristas do programa A Praça é Nossa no comando do veterano Carlos Alberto de Nóbrega, onde interpretou personagens como "O Povo Brasileiro" (sempre pobre e cansado), o mulherengo "Coronel Totonho", e o cantor sertanejo "Chitãoró" (uma sátira à dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, no quadro "Chitãoró e Xorãozinho" onde atuava ao lado do comediante (e posteriormente diretor da Praça) Marcelo de Nóbrega. O humorista era aguardado na próxima semana para retornar ao programa A Praça é Nossa.


Pobre humor brasileiro, que a tanto carece de humor, agora um pouco mais paupérrimo de humoristas.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

BBB, nazis-fascismo na TV

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

 

Que conteúdo útil na televisão tupiniquins está cada vez mais raro seria redundante, caso não tivéssemos esta semana no famigerado reality de heróis do Pedro Bial e espero que apenas para ele chegado ao cumulo da ignorância e desinformação. O programa BBB 10 mostrou um exemplo de o quanto em uma sociedade pseudo-pós-moderna o preconceito e a desinformação ainda persistem como falsas-verdades, estas que como diria Chico Buarque em "A Gota d'água".

Marcelo Dourado depois de tantas imbecilidades que proferiu durante sua segunda participação no reality global, mostrando que poderia piorar sua imagem bucéfala diante de uma audiência esquálida e acrítica. Ao meio de seus "brothers" no programa de maior audiência da TV brasileira na actualidade proferiu que: heterossexuais não contraem HIV, causando revolta entre os moradores da casa do Big Brother Brasil.

Depois da exibição da cena, o apresentador Bial lembrou que os participantes falam besteiras e que para saber mais sobre o contagio da doença os espectadores deveriam entrar no site do Ministério da Saúde. Salvo conduto para o jornalista? Jamais. Além das tribos semitistas em sua "divisões", que de antemão rotularam os participes do tal show de realidade, novamente a Rede Globo demonstra o quanto é reaccionária e conservadora.

Pensemos caríssimos, o politicamente correto "foi feito", mas o estrago não foi desfeito. Pois simplesmente dizer que se alguém queira se informar que acesse o site do Ministério de Saúde é omissão, ademais sonegação de informação, num país onde um dos projectos do governo federal justamente é a inclusão digital e da polêmica para alguns disseminação do acesso a banda larga. Ou seja, somos entorno de 40 milhoes de usuarios de internet em um país de 200 milhoes. E penso ainda que um jornalista deve ter um compromisso com a verdade e a atitude omissa do senhor Pedro Bial nao desmentiu a falácea do "herói" homofóbico Marcelo Dourado.

Darei sugestões rápidas, estas disponíveis no site www.aids.gov.br, que poderiam ter sido utilizadas pelo tao reverenciado apresentador e que qualquer pessoa dita esclarecida já sabe a anos:

1) Fornecer o site específico disponibilizado pelo Ministério da Saúde, o mesmo que citei acima. Seria omisso mas ao menos a pessoa não se perderia nos milhões de temas e propaganda do governo que existem no site principal do Ministério.

2) Poderia-se perder alguns míseros 30 segundos dentro do mar de conteúdos úteis dizendo uma obviedade quanto aos grupos de risco relacionados a pandemia do vírus HIV, dos quais homossexuais hoje sao o menor grupo de contagio e contagiados, e nos economizar de seus provérbios enfadonhos para enaltecer seus "heróis". Cito a definição do portal do Ministério da Saúde, o Aids.com.br: "Relação sexual (homo ou heterossexual) com pessoa infectada, sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; transfusão de sangue contaminado pelo HIV; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV".

3) Eliminar ou ao menos punir o jogador do reality, por má conduta, propagação de preconceito e crime de ódio e talvez quiçá apologia a heterossexualidade em uma psicologia já utilizada pelos nazistas. Pois assim como os nazistas se tratar alguma "minoria", essa que segundo o IBGE são 10% da população, é sim um ato de apologia ao preconceito sócio-normativo de que ser hetero é bom e homossexual é ruim.

O crime de ódio só não se acentua mais porque nosso congresso conservador não tem a honradez de aprovar a PCL 122, está que dentre outras coisas criminaliza a homofobia. Além do engavetamento eterno da lei "Marta Suplicy" de união civil, está que já está aprovada a anos em países do Mercosul como: Argentina(2001), Uruguay (2003) aonde a lei também desde 2005 permite o matrimonio e adopção por casais do mesmo sexo. Além de países como México(2001), Colômbia(2009) que também tem leis de descriminalização do aborto.

O atraso na votação e aprovação de leis sobre direitos civis são o escudo protector dos neo-nazistas no país. Hoje colaboram a pretextos múltiplo do tipo temos que discutir mais sobre o tema. Aí inimigos se juntam em favor do atraso e da discriminação, sejam os grupos de ultra-direita como DEM, PP, PSDB e direitistas nanicos como PR, PRONA, etc., ajuntado a seus rivais políticos mais aliados sociológicos pela exclusão de sectores do PT, PCdoB que em mesmo em suas bases possuindo muitos homossexuais pragmaticamente não entram internamente nem externamente nessa discussão, pois internamente sao ainda muito arcaicos e focados apenas na discussão político partidária. E antes da acusação meu pedido de redenção, sim existem excepções em todos os lados, poucas mas há.



Meu lastimo neste caso não é pela esperança de que o Brasil se torne menos exclusor, racista, nazista e fascista. Mesmo porque se nossa concessão pública historicamente mais degradadora desta quase nação, após a "redemocratização", não foi punida nem recebeu sanções por ser instrumento e apoiador da criminosa ditadura militar que tivemos, a mais longa da América Latina, só não comparadas as Portuguesa, Francesa e Espanhola(em período de tempo e obviamente não em número de mortos, que nesse quesito ganhamos em disparada), um fato absurdo deste além de digerido como normal pela massa acéfala que a faz líder de audiência desde 1967, se tornará uma mentira repetida a ser considerada verdade.

É de agonizar que em um país onde tantos já foram mortos por crimes de ódio a principal concessão pública brasileira faca um de-serviço público. E se tanto o Ministério Público diz vigiar, quase como um sensor dos anos de chumbo, modificando programas de outras emissoras de canal, etc. Este mesmo órgão deveria actuar firmemente neste caso. Pelo argumento do próprio que diz que a TV precisa de regulação pelo bem da nação, pois pode influenciar as pessoas e a sociedade. E eu acrescento, positivamente ou neste caso muito negativamente.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Líder: É da Globo?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



A efemeridade volátil que são o público de TV quando mais pensa-se que nao pode surpreender, faz qualquer fundador da mesmo no país, já diria Hebe Camargo. No quisito audiência, "Poder Paralelo" até mesmo pela própria emissora tinha sido fadada a extinção precoce. Seus índices nos milhares de horários em que fora vinculada desde sua estréia não atendiam as expectativas da Rede Record, como forma de adequar a sua audiência, ou em busca de um público que se identificasse e ainda que não chocasse com nenhum grande êxito da líder.

Alguém pensaria em vários chavões para explicar o não crescimento do público para a trama de Lauro Cézar Muniz. Desde a clássica: Não  passa na Globo? Não assisto novela em outra emissora. na última sexta (29/01), conquistou a liderança isolada no horário das 23h05 às 23h53, chegando à liderança frente a TV Globo. Mesmo sendo exibida quase meia noite, a novela Poder Paralelo, a novela do veterano Lauro César Muniz, marcou uma média de 13 pontos contra 12 de Globo.

Neste mesmo dia, a trama Bela, a Feia também registrou uma boa média, com 13 pontos contra 24 da Globo. O que mostra que o fator preconceito com atracções não globais persiste. Saliento que mesmo sendo líder tem gente que desconhece esse primoroso trabalho dramatúrgico. Obviamente o número absoluto de espectadores é diminuto, mas tem o fator suprimido desta questão. Os fanáticos pelo Globo ou assistem Globo ou desligam a TV.
Poderiam muitos dizer que esse é um efeito "A Fazenda", mas a segunda edição do show de realidade é um fracasso de Ibope nos dias de semana. Fato a que devemos nos atentar é que a programação da líder nesse horário caducou a mais de uma década. E voltando ao factor preconceito com qualquer coisa do universo que não seja um produto global, as pessoas que assistem coisas pela qualidade continuaram a manter nesse caso os índices da emissora Paulista. Entretanto os robóticos que só assistem Globo, para não dar o braço a torcer e assumirem que consomem coisas encriptas e insossas, estas desligam a TV.

Se a muitos anos a desculpa para não usar o controle remota era que ele não havia sido inventado, resquícios da ditadura, etc... Hoje vemos que os outros canais cresceram, a líder diminui, mas não necessariamente que o público biônico da emissora carioca tenha migrado. Os que hoje fazem a possível alegria da concorrência vieram e aí estão apenas atendendo uma demanda reprimida de mercado, que queria algo para ver que não fosse favelas de gesso entre outras falsidades denegridoras por via de seu cubo mágico.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Um Oscar de "Ouro"?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Estamos em tempos raros. Usurpando a colocação de John Wilson, fundador da premiação que prepara sua 30ª edição ao recitar o mantra que reflete a nova realidade da dramaturgia mundial: "Ela pode ser a primeira pessoa na história a ganhar uma Framboesa de Ouro e um Oscar no mesmo fim de semana", disse quanto ao fato de Sandra Bullock receber indicações para o Oscar e ao Framboesa de Ouro no mesmo ano.

Quanto mais penso no que nos dias de hoje significa uma boa interpretação, menos consigo ser técnico. Ou seja, para críticos racionalistas os quais não se guiam por status e cifras uma atriz pode ser péssima. Entretanto, todavia, sem embargo, por suposto mediante a uma outro prisma, óptica ou visão manipulada ou de massa esta mesma criatura é dada como o êxito do momento.

Muitos apaixonados pela arte de interpretar brigam pela vida, pelos bares, festivais e etc, pelo purismo quanto ao que se deve considerar uma boa interpretação. Já os apaixonados pelos ícones da pseudocultura de massa olham seus estandartes ou como leiga-mente é usual, exemplos de excelente interpretação, como algo acima da perfeição. O único diferencial entre esses dois apaixonados é o critério com que chegam a essa conclusão.

Analisando como exemplo, o Prémio de 2009 do Framboesa de Ouro, não devemos nunca nos surpreender em ver vários ganhadores e/ou concorrentes do Oscar. Como em 2009 teremos uma lista em nossos meios de comunicacao similar a esta de 2009:

"Foram divulgados ontem os vencedores do Framboesa de Ouro 2009. Olhe a lista dos premiados abaixo:

Pior Filme: Guru do Amor
Meet The Spartans
Fim dos Tempos
The Hottie and The Nottie
In The Name of The King:
A Dungeon Siege Tale

Pior Ator: Mike Myers (The Love Guru)
Larry the Cable Guy (Witless Protection)
Eddie Murphy (Meet Dave)
Al Pacino (88 Minutos e Righteous Kill)
Mark Wahlberg (Fim dos Dias e Max Payne)

Pior Atriz: Paris Hilton (The Hottie and the Nottie)
Elenco de “The Women”
Cameron Diaz (What Happens in Vegas)
Kate Hudson (Fool’s Gold e My Best Friend’s Girl)

Pior Ator Coadjuvante: Pierce Brosnan (Mamma Mia!)
Uwe Boll (Postal)
Ben Kingsley (The Love Guru, War, Inc e The Wackness)
Burt Reynolds (Deal e Dungeon Siege)
Verne Troyer (The Love Guru e Postal)

Pior Atriz Coadjuvante: Paris Hilton (Repo! The Genetic Opera)
Carmen Electra (Disaster Movie e Meet the Spartans)
Kim Kardashian (Disaster Movie)
Jenny McCarthy (Wiless Protection)
Leelee Sobieski (88 Minutos e Dungeon Siege)

Pior Preqüência, Seqüência, Remake ou Rip-Off: Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
O Dia em que a Terra Parou
Distaster Movie e Meet the Spartans
Speed Racer
Star Wars: The Clone Wars

Pior Diretor: Uwe Boll
Jason Friedberg & Aaron Seltzer (Disaster Movie e Meet the Spartans)
Tom Putnam (The Hottie and the Nottie)
Marco Schnabel (The Love Guru)
M. Night Shyamalan (Fim dos Tempos)

Pior Roteiro: Guru do Amor
Disaster Movie e Meet the Spartans
Fim dos Tempos
The Hottie and the Nottie
Dungeon Siege

Dados fornecidos pela pela assessoria de imprensa da organização do evento."



Certeza absoluta de que no mínimo 90% desses produtos cinematográficos, foram grandes bilheterias ou concorrentes em alguma categoria de grandes festivais de cinema ou o Oscar, para não chamar de outra coisa e assim ofender os discípulos do cinema Hollyoodiano. Que só não são mais ferrenhos e sanguinários defensores que os bitolados por futebol.

Este ano não será diferente, ficamos no aguardo para divertir-mo-nos um pouco. Pois, nem os críticos vão se tornar bucéfalos, tão pouco os bucéfalos vão tornar-se um pouco que seja menos acríticos. Infelizmente! A pequena grande novidade esse ano realmente será se a mesma estrela brilhar no tapete iluminado de duas premiações que em tese são antíteses.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, janeiro 19, 2010

A Maldição Azteca

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



"Seguir siguiendo al corazón y coquetear con la intuición", com esta simples estrofe proferida mais recentemente por Thalía Sodi em uma das faixas de seu último e recente trabalho, ela parece realmente comprovar uma tese que eu estive a ponto de promulgar ao lançamento em 1° de Dezembro do CD+DVD Primeira Fila. A canção é de La Sole, ou para os menos íntimos de sua arte Soledad Patorutti. A música "Brindis", uma música muito ao estilo folclórico argentino entre vários temas magníficos e de expressão histórica pela América Latina são o recurso utilizado pela cantora e atriz mexicana para tentar recuperar seu público perdido no continente após a americanização de sua carreira.

Thalía era uma menina que cantava isso já por meados da década de 80. Thalía tornou-se ícone latino, com a venda de álbuns que ultrapassa a marca de 27 milhões de cópias. No total, foram dezesseis discos lançados, sendo o mais recente denominado Primera Fila lançado mundialmente no dia 1º de Dezembro hoje no México já atinge o disco de platina. Ela que já gravou diversas novelas pela rede de TV mexicana Televisa, sendo as mais conhecidas no Brasil, "Maria Mercedes", "Marimar", "Maria do Bairro" e "Rosalinda". Sem contar o sucesso "15 anos"(Quinceañera), também exibida pelo SBT em 1991. Foi a primeira novela protagonizada por Adela Noriega e por Thalía, então integrante da banda Timbiriche, que interpretava o tema de abertura da telenovela. "Quinceañera" foi a segunda telenovela escrita por René Muñoz, um ator cubano.

Ao termino do ciclo com sua ex-banda Thalía segue a cantar. Até hoje dizem muitos que o fim do grupo se deu por brigas, que até hoje criam inimizades, entre ela uma das integrantes hoje ainda na carreira, Paulina Rúbio. O início da carreira de cantora foi nos anos 1980 com o grupo "Pac Man", mais tarde denominado "Din Din". Anos depois se uniu à banda juvenil "Timbiriche". Com o apoio de Alfredo Diaz Ordaz, Thalía decide iniciar carreira solo e sua escalada mundial também como cantora, abandonando o grupo "Timbiriche". Foi assim que em 1990 lança seu primeiro disco titulado "Thalía", o qual contou com músicas como "Un Pacto Entre Los 2", "Saliva", "Amarillo Azul" e "Pienso En Ti". Após seu álbum inicial, trouxe ao mercado: "Mundo de Cristal", "Love", "En Éxtasis", "Nandito Ako" (para as Filipinas), "Amor a La Mexicana" sendo este o mais vendido da sua carrera, seguido de "Arrasando", mais 2 discos homônimos em 2002 e 2003, "Greatest Hits", "El Sexto Sentido", "Lunada" e "Primera Fila", lançado mundialmente em Dezembro de 2009.

O sucessor de Lunada(2008), um de seus mais retumbantes fracassos da carreira, "Primera Fila" se encontra nos primeiros lugares em vendas virtuais no Brasil e disco de platina no México. O álbum nos EUA estreou em primeiro na parada Top Latin Albums e Pop Latin Albums da Billboard, e já vendeu cerca de 20.000 cópias em terras do Tio Sam. Mas esse oba oba tem motivo frio e calculado já pelos produtores da nova gravadora de Thalía, a Sony Music.

Além do primeiro "sencillo" que catapultou o lançamento do DVD gravado em Miami, "Equivocada", a seleção de canções é uma estratégia e por que não dizer um pedido de reconciliação da cantora com o mercado latino e em especial seu país natal o México. A queda gradativa e substancial de vendas em seu país nativo é algo que ocorre desde o seu álbum em inglês e que para irritação de seus super patriotas, os compatriotas mexicanos, fora lançado à época primeiro nos Estados Unidos. Esse fato somado a que o México recebeu o álbum apenas nas datas do lançamento mundial junto aos demais países soou como uma grande ofensa moral da até então estrela maior e absoluta dos mexicanos.

O fato causou protestos e também o cancelamento de shows no país da tequila e do guacamole. Ao lado de Fat Joe o "sencillo" "I Want You", obteve uma razoável repercussão no mercado americano, mas foi uma bomba negativa na trajetória da estrela no mercado latino e por conseguinte e principalmente no mercado mexicano. A avalanche sistemática foi se comprovando a cada albúm que sucedia e os número ate Amor a la Mexicana seu recorde de vendas com 27 milhões de cópias no mundo em um ano. Arrasando(2000) mesmo sendo um sucesso de crítica por misturar tendências da música mexicana com eletrônico foi inferior no quesito vendas que seu antecessor e Thalía con banda(2001), considerado também conceitualmente bom, tiveram um tempo de lançamento muito posterior ao êxito de 1997 "Amor a la Mexicana", o que segunda a crítica positivista motivaram um esfriamento do público. O prenuncio da caída seriam os álbuns seguintes que foram mais que um fiasco, principalmente após Thalía fixar-se nos Estados Unidos. Ou seja, a técnica Shakiriana não funcionou muito para a diva mexicana.


Mesmo faturando cerca de 100 milhões de dólares ao ano, ainda um livro que vendeu mais de 900 mil exemplares, sendo o livro mais vendido dos Estados Unidos de não-ficção científica por algumas semanas, além de um programa de rádio, o "Conexión Thalía" ainda hoje no ar em Nova Yorque e ainda segundo o Guinnes Book como a artista que mais ganhou prêmios em apenas uma noite. A maldição Azteca fez com ao menos no segmento música Thalía fosse cada vez mais lembradas por suas novelas. O descontentamento Azteca com sua ex-diva passa cada vez mas a crescer e principalmente de lá o antigo propulsor e mercado de referencia para América Latina as coisas iam de mal a pior a cada novo disco.

Hoje finalmente depois de mais de uma década sem boa vendagem no seu país nativo, Thalía Sodí. As medidas drásticas para recuperacao de seu público latino e mexicano estão consolidados na escolha de repertório e participacoes em seu último trabalho. Este que em apenas 3 dias de lançado, "Primera Fila", foi disco de ouro no México e após 5 semanas já era disco de platina. Nao obstante e estratégicamente cada uma das músicas do DVD parecem estar embutas de um discurso de reconciliação com os latinos.

"Estoy Enamorada" versão do estrondoso sucesso de Donato y Estefano com a participação do novato e promissor Pedro Capó, "Qué será de ti" versão de "Como Vai Você" gravada anos atrás em espanhol por Roberto Carlos o qual inclusive é citado no DVD pela cantora, a regravação da romantissíssima "Cuando te beso" do veterano Juan Luis Guerra, Mujeres do Guatelmateco Ricardo Arjona, bem como "Brindis" da argentina Soledad Pastorutti são prova cabal, ou cabalística dessa estratégia milimétricamente traçada em busca do elo perdido, o público latino.

Para o público mexicano a estratagema também foi feroz. Um pout-pourri contendo seus maiores sucesso em território mexicano contando com "Entre el mar y una estrella", "Piel morena", "No me enseñaste", "Amor a la mexicana" e ainda uma seqüência de inéditas que completam o repertório, em dueto com Joan Sebastian, a rancheira mariache "Con la duda". Impressionando também mais do que pelo repertório pelo primor das interpretações, a cantora está arrebatando seus antigos fans bem como novos. E o mais audacioso do projeto é justamente ser um álbum de inéditas ao vivo, com a companhia de sucessos seus e de outros cantores nunca imaginados em sua doce voz de meso-soprano.

As letras inéditas são compostas por Mario Domm, Raúl Ornelas, Reyli Barba, Espinoza Paz, Leonel García, Afo Verde, Juan Luis Guerra, Ricardo Arjona, Mario Marcos, la misma Thalía, entre outros. "Primera fila" é seu primeiro projeto na sua nova casa discográfica, a Sony Music Latina. Há 10 anos Thalía não fez mais nada na televisão, relacionada com telenovelas, e planeja em 2010, voltar a atuação, aproveitando esse momento de retomada. Obviamente também buscando a exposição natural que trará sua volta aos folhetins. Parece que por hora a maldição Azteca da sinais de ter abandonado a carreira da senhora Ariadna Thalía Sodi Miranda.

"Seguir siguiendo al corazón y coquetear con la intuición". Seguindo o seu coração ela volta os olhos ao mercado que lhe fez estrela. E paquerando com sua intuição está colhendo os frutos de um excelente trabalho.

A defesa de tese se encerra com a letra da música hino proferida por Soledad Pastorutt, "La Sole", e hoje repetida por Thalía que retratam o espírito e intuito deste trabalho:

...tantos incendios provoqué
tantos fracasos me probé
que no me explico como canto todavía
y es que siempre voy detrás de lo que siento
cada tanto muero
y aquí estoy
por esos días por venir
por este brindis para mi
por regalarle a la intuición el alma mía
porque los días se nos van
quiero cantar hasta el final
por otra noche como esta doy mi vida

...tantos incêndios provoquei
tantos fracassos eu provei
que não me explico como canto todavia
e é que sempre vou atrás do que eu sinto
a cada pouco morro
e aqui estou

por esses dias que estão por vir
por este brinde para mim
por regalar a intuição a alma minha
por que os dias nos vão
quero cantar até o final
por outra noite como esta dou minha vida


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

sábado, dezembro 12, 2009

Inédito: Brasil se torna líder do setor (TV Paga) na América Latina

Brasil ultrapassa Argentina e México em número de assinantes de TV
Fonte: Na Telinha

Mesmo tendo uma população bem maior que a Argentina (40 milhões) e o México (110 milhões), só agora o Brasil (180 milhões) conseguirá fechar o ano com um número de assinantes de TV paga maior que o dos dois países latino-americanos.


Será a primeira vez que o Brasil se tornará líder do setor na América Latina. De acordo com dados divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), no mês de outubro, o país alcançou a marca de 7,16 milhões de domicílios com TV por assinatura, o que representa 24 milhões de pessoas.


Já Argentina e México deverão fechar 2009 na casa dos 7 milhões de assinantes cada. Uma das possíveis explicações para o baixo número de assinantes no Brasil está no fato do mercado de TV paga ser novo no país, com menos de 20 anos. Na Argentina, por exemplo, o serviço já é explorado por aproximadamente 40 anos.


Entre as assinaturas, a TV a cabo predomina, sendo responsável por 60% dos assinantes. O serviço via satélite corresponde a 35% e a transmissão por micro ondas é assinada por apenas 5% dos consumidores.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Pseudo-Atores também protestam!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Mesmo em depressão, e que não é pós-parto, eu volto. Mais indignado que prostituta que depois do programa não foi paga. Mais louco que psiquiatra aposentado. Dentro do meu ócio improdutivo, do meu medo da morte compulsivo e de viver a vida relembrando de meu êxitos retroativos chego aqui a vocês que mesmo contra a insapiencia generalizada e a inveja de alma deslavada me persistem em ler.

Motivo de minha loucura ancestral ter sido desperta além de várias outras coisas que me ensandecem a cada segundo de minha vida nada acrítica foi uma nota, não digo pela nota, mais sim pela notícia que ela trás. A Coluna Zapping de 07/12/2009, diz: "Alguns atores revelados em "Viver a Vida" têm reclamado das gravações em cima da hora. Por causa disso, não sobra tempo para que eles façam publicidade e eventos. Eles avaliam que, se não aproveitarem agora, não terão outra chance para aumentarem seus rendimentos. Segundo a Globo, todos os contratados sabiam que a novela exigiria dedicação e disponibilidade".

Antigamente, bem antigamente, que dava pití em produções eram as grandes estrelas de talento inegável. Estas que tinham um currículo invejável e talento incontestável. Hoje em dias não, são sinais dos tempos, se não do Apocalipse. Clorofórmios fecais do mundo da interpretação, sem formação, que ademais de roubar mercado de trabalho de profissionais sérios ainda tem o desplante de dizerem tais coisas em tom de protesto.

O despudor é tanto que me faz pensar mesmo dentro da inércia que eu tentava manter em minha vida com objetivo de não perder minha sanidade. E a frase anterior foi sem vírgula propositalmente, pois minha ânsia não tem vírgula. Esses que reclamam de gravar em cima da hora, na era da telenovela ao vivo se suicidariam na primeira semana de exibição.

Na era em que eu ainda acreditava no ser humano, ou que em algum dia conheceria um de fato não apenas de título e sem honoris causa para ser-lo, eu pensava que deveria ser o ator mais eficiente e mais completo somente para ao dizer-me ator ser digno de tal falácia. Em tempos modernos, e não é um trocadilho com a novela global, os pseudo atores de reality e teste de sofá tem o garbo de darem crise porque tem de trabalhar. Afinal na minha época se usava a expressão: "Que bom trabalho de ator tem fulano!", para alguém que além de ator superava a simples obrigação de atuar não sendo ele mesmo como se faz atualmente.

Ao passo que em vez de preocuparem-se com a obra dramatúrgica que foram postos a cargo, estão na pulsão louca de venderem um pouco mais seus corpos, nisso vejo que algo precisa urgentemente ser feito. Se já não fora muito estarem roubando o pão de verdadeiros profissionais da área que não compram DRT por R$ 3.000,00. "Inda" me vem com a patolada de reclamar porque não podem vender sua imagem a eventos. O que me encanta é o argumento que é realmente justo e um indício de consciência ou ao menos de noção de que realmente são corpos de plástico. Cito: "Eles avaliam que, se não aproveitarem agora, não terão outra chance para aumentarem seus rendimentos".

Segundo a Globo, todos os contratados sabiam que a novela exigiria dedicação e disponibilidade. Pergunto uma coisa e não mais, ao assinarem contrato não leram nossos "queridíssimos ídolos" de meia tigela ou além de maus pseudo-atores são analfabetos?


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, novembro 24, 2009

Pareço um Menino

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Os meios autônomos de comunicação hoje em dia são a fábula das mais interessantes em meu a pasteurização da informação e até mesmo da vida atual. Hoje vivemos o status sobreposto a qualidade seja da informação ou da vida sócio-cultural. Quando vejo que coisas do tipo briga de egos, despudorarem e baixarem o nível da discussão como diria minha avó, sinto que estamos em uma via crucies desordenada e sem caminho ou rota de retorno, no caso a sana coerência da qual deveriam se manejarem os seres humanos.

Os meios hiper-valoraram e os meninos de super salários brigaram por net como dizíamos em minha época de usuário de Mirc, e como mau menino levou uma bronca da Globo e teve de retirar do ar o bate-boca com Homerinho. O barraco que irritou a cúpula da Globo, que não aceita ver seus funcionários se expondo dessa maneira foi mais uma chanchada do señor Huck, este que fora aconselhado a cuidar mais da imagem.

Como é impulsivo esse moço, né? - disse Homero Salles, diretor de Gugu Liberato, que não agüentou as acusações feitas pelo menino Luciano, se defendeu, e ainda o chamou de babaca: Deixa de ser babaca…você dirige um táxi que o Gugu dirigia e pensa que pode falar dos outros? Ô nobre colega, até três anos atrás você perdia pro Raul Gil. A Globo teve de gastar uma nota preta comprando formatos. Luciano Huck ficou nervoso porque Gugu entregou um caminhão, ontem, e ainda entrega casas reformadas, como acontece no Caldeirão.

Hoje a TV brasileira vive do comprar formatos, devido as leis americanas de patentes que tem não sei porque um peso internacional que as nossas não possuem. A mim parece absurdo que uma invenção patenteada no brasil possa ser patenteada em terras do Império do Norte e esse registro seja de maior valia e faca com que o inventor brasileiro tenha de pagar para usar seu próprio invento pirateado pelos caros colegas do império. Enfim. Lucianinho que com quadros como o Lata Velha, do Caldeirão, que reforma carros, e a atração que faz reformas de casas são inspirados em formatos de programas internacionais pode falar de plágio?.

Compartilho de algumas idéias imbutas nas afirmações do nada ponderado diretor da Rede Record: “Todos nós assistimos aos programas de reforma de carros americanos…( eu jamais porque não financio a guerra do Iraque e nenhuma outra coisa americano cometo o sacrilégio de comprar para) nem você nem nós inventamos isso…”, disse o diretor em meio a sua cólera pelo ataque sofrido via Twiter.

Para não tomar partido vou usar do elemento de cita e que o universo reflita e tome suas próprias conclusão desse hipertexto concavo que trago para o mundo. Em tempo, a tarimba da cita que poderia se colocar nessa discussão é de Anna Muylaert do filme É Proibido Fumar, que estréia dia 4 em circuito comercial. Em seu segundo longa (o primeiro é o também excelente Durval Discos), Anna que desde seu primeiro filme opta por usar elementos contraditórios com giros brusco de enredo.

Falando sobre a temática do filme, ela diz que tenta examinar esse nó do moralismo presente. "Estamos vivendo num mundo politicamente correto e o filme não é. A grande discussão que quis colocar é sobre a impunidade, a culpa, a escolha que todos podemos fazer, mesmo com um cadáver embaixo do tapete."

Esperemos que nossos ilustres televisivos que tem nas mãos um grande instrumento de massa escolham evoluir do nível pré-escolar, do não corremos o risco de sermos vitimas da insanidade infanto de nossos infantes que em suas briguinhas por rixas bobas em vez de criarem algo novo, e as criações por si só fazem história. Saudades do tempo em que as pessoas eram tão criativas que não se preocupavam com as cópias pois tinham a capacidade de se renovar. Recém completo mais um ano de molesta existencia, e pulo citar minha idade, e descobri por sorte justo a tempo como apaziguar minha crise existencial, vou fazer como os meninos grandes e brigar por besteira como criança manhosa. Será que os senhores estão com síndrome de Peter Pan?


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, novembro 17, 2009

Continuamos a Pastar

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Cuidado, ela voltou! Diria a poderosa emissora carioca, que como sempre menospreza a concorrência. "A Fazenda", reality show da Rede Record, desta vez em sua estréia derrotou a Rede Globo e conquistou a liderança isolada. Crime ocorrido a este domingo 15 de Novembro. A rede paulista tem motivos para comemorar e muito. Com a estréia da segunda temporada de A Fazenda, a emissora desbancou o todo poderoso Fantástico, da Rede Globo. No confronto apenas com o Fantástico, no horário das 22h25 às 23h08, o placar foi de 19 a 16 pontos a favor do reality.

No horário das 22h25 às 0h17, o reality show marcou uma média de 19 pontos com pico de 23, conquistando a liderança isolada. Diriam as más línguas: “não chega a ser uma casa dos artistas”, mas hoje o cenário é outro. À época a TV brasileira era monossilábica e SBT era considerado o único canal de TV além da Rede Globo. Claro que como um canal, ou sub-canal do qual as pessoas tinham vergonha de dizer que assistiam, por sua programação popular. Babaquice em um país onde 1% da população controla 95% do PIB anual.

A emissora da Barra Funda neste período com media de 19 ponto deu uma apertada forte no acelerador e abriu quase 10 pontos de frente da segunda colocada, a ex poderosa dos domingos, ao menos até que acabe “A Fazenda”. Pois a Globo marcou 14; SBT 8 e, RedeTV! 8. Ao pensar os picos fortes do Pânico que colocam a Rede TV muitas vezes em primeiro lugar por minutos, que neste domingo deixarem a Rede Globo e SBT brigando por um terceiro lugar emboladas, tivemos um rally interessante no Ibope deste domingo.

A fórmula reality é realmente uma caixinha de surpresas, por mais que esteja desgastada, as vezes a falta de opção se torna a opção, e nisso deve-se reconhecer que o melhor atendimento de demanda de mercado superficial de neurônios a busca de futilidades via televisão desta vez foi plenamente atendido pela rede paulista. Desbancando a fábrica de futilidades carioca. Esta que dentro desta concorrência dominical já apelou ao formato reality recentemente e fiascando feio como um escatológico e mal planejado “Jogo Duro”.

Em maio, a estréia da primeira edição do reality deu 16 pontos. E empatara na média com o reality global, e com o passar de semanas o foi esmagando. Com a estréia do milésimo No Limite, desta vez com mil mudanças de regras que desnortearam os telespectadores só fez crescer os índices da concorrência. E neste momento um paralelo se construiu também, o humorístico Pânico na TV da Rede TV! Se manteve e até esta semana detém um patamar na casa de dois dígitos. Exemplo desta semana em que marcou uma média de 10 pontos com pico de 13, mantendo a terceiro colocação à frente de Silvio Santos.

Atendendo a pedidos dos fãs, a Record modificou sua grade. Inicialmente, A Fazenda seria exibida às 21h30, mas os fãs de Bela, a Feia não gostaram de saber que a novela seria exibida por volta das 20h30. Com isto, a emissora antecipou o reality e assim ficará a grade, 20:00h - Jornal de Record, 21:00h - A Fazenda, 21h30 - Bela, a Feia, 22h30 - Poder Paralelo. Nessa nova formulação o reality vai bate de frente com a novela das 8 que passa as 21:00h, e será a prova de fogo para o programa. Assim veremos o produto estandardizado e institucionalizado como o produto televisivo mais importante e de maior audiência do país talvez, somente porque não quero dar uma de Walter Mercado, sofre uma baixa a mais que a queda natural do horário que vem em declive desde 2004.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, novembro 11, 2009

Blecaute de Ética

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


A peleja Globo X Record cada vez mais passa dos limites da ética, coerência ou qualquer outra coisa que possa se prezar como valor em uma sociedade “civilizada”. Em nota da Folha, a primeira entre inúmeras já repercutir a gafe dupla da manha de 11/11/2009. O ocorrido: A Record em seu programa "Hoje em Dia", exibiu pela manhã um bate-boca ao vivo entre repórteres da Globo e da Record que disputavam uma entrevista com o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, sobre o apagão que atingiu 12 estados brasileiros na noite de ontem.

Se já não, mais que o apagão de energia, parece-me que tivemos um apagão na mídia brasileira. Um fato vergonhoso levaria a outro, seria um inicio de romance policial aonde caberia perfeitamente este acontecimento. A repórter da Record Venina Nunes é anunciada pelos apresentadores do programa e aparece ao vivo perto do secretário, que aguardava para ser entrevistado por Camila Bomfim, da Globo News.

Ao lado recordino a argumentação é de que não havia ordem predeterminada e que eles estariam ao vivo e a Globo não. Venina tentou então chamar o secretário para começar uma entrevista, mas foi interrompida pela jornalista da Globo, que informou que ela deveria esperar. Como forma falida de apaziguar a coisa o apresentador Celso Zucatelli, disse: "Muitas pessoas estão querendo ter a informação. Tá tudo certo, não se preocupe, a gente está acompanhando tudo por aqui",e depois criticou o trabalho dos assessores de imprensa. "Se não está ao vivo, se estão segurando o secretário propositalmente... eu venho aqui pedir que a assessoria do secretário colabore. Olha só, o secretário está esperando, nós estamos esperando porque a assessoria resolveu que ele vai esperar", disse o apresentador.

Depois da declaração ao meio da confusão um assessor do ministro: "Você invadiu o espaço da Globo, invadiu o link", disse um assessor de imprensa, impedindo novamente que a repórter se aproximasse. Enquanto a jornalista se explicava novamente aos telespectadores, a Globo News exibia a entrevista de Camila com Márcio Zimmerman. Esta que não estava prevista, em uma clara demonstração de forca. Chamada ao vivo novamente pela equipe do "Hoje em Dia", Venina Nunes teve que esperar novamente, pois o secretário estava gravando uma nova entrevista para a Globo.

O alinhamento hoje da TV Globo com o governo talvez explicar-se-ia por o descriterioso refinanciamento de suas dívidas pelo Governo Lula, quem sabe essa divida pós ou pré paga tenha a ver com mesmo ao fim de 2009 ainda termos um quase monopólio midiático em contra a exemplos de diversos países, onde há uma partilha do filão TV. O menos racional dessa história é que pensaria eu se pudesse opinar, que por mais que haja concorrência, se é que existe concorrência no Brasil. Deveria se-la por competência e não por influência.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista