quarta-feira, abril 22, 2009

Pára o mundo!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Parem o mundo que eu quero descer, já disse em uma canção nossa estrela maior do rock nacional não fugaz, Rita Lee. Pare o mundo que eu quero descer dirão os RoboGlobóticos que compõe até hoje a massa bucéfala de seguidores da Vênus Platinada ao lerem essa nota dada por Fabíola Reipert da Coluna Zapping, Jornal Agora: "Há preocupação na Globo com a queda de audiência do "Fantástico". A média de 20 pontos, neste domingo, uma das mais baixas, gerou comentários internos".

De minha parte vejo como extremamente salutar de antemão que o termo fantástico que dá nome ao dominical mais molesta e sem graça da atualidade esteja citado entre parênteses, pois de fantástico mantém apenas o título. Em meio a esta crise de criatividade e qualidade que a emissora carioca vem demonstrando nas ultimas 2 décadas infelizmente e apenas agora vem se mostrando em número palpáveis e irrefutáveis em seu desempenho no IBOPE.

Outra mostra da atual fragilidade do canal se mostra também através da coluna Outro Canal publicada nesta terça-feira na Folha. Onde informa que o Video Show, tradicional revista eletrônica corporativa passará a usar o serviço casa de "Paparazzis" e deixará de falar apenas de artistas Globais:

"No entanto, a Globo não aceitará material não-autorizado. Assim a emissora só passará imagens que tenham pessoas famosas de outras áreas, como cantores e modelos. A partir de segunda-feira, o programa será ao vivo e deixará de falar apenas de artistas da Globo."

Casos e há casos

Pensemos que se já temos uma imprensa sobre mídia de entretenimento demasiadamente inescrupulosa, e até então neste seguimento a rede dos Marinho sempre fora ética, claro por falar apenas corporativamente de seus artistas. O que para alguns tolos seria um sinal de mais transparência da emissora a mim vem como um grande perigo futuro. A óbvia estratégia de tratar qualquer porcaria vinculada na emissora como um manjar dos deuses e jamais falar de artistas que não os da casa, tem como objetivo menosprezar e desvalorizar o restante do mercado.

Me vem um exemplo de como abordaria o novo Video Show este tema dado em nota pela Coluna Ooops e vinculada na Folha On-line: "De acordo com informações da coluna, os fotógrafos perseguem a menina em sua cidade natal, no interior de São Paulo. Por conta disso, a família da apresentadora mirim precisou alterar hábitos e até mesmo adaptar a ida da menina à escola. A instituição precisou, inclusive, criar uma entrada secreta para a estudante famosa."

Será que a Rede Globo falaria da menina prodígio que desbanca a "Rainha Xuxa" a meses nas manhas de sábado. Ou se falaria sobre a festa de lançamento da nova novela da Record em meio a esse processo de guerra santa entre as duas emissoras. O jornalismo Global sempre teve problemas em retratar a realidade sem parcialidade, seria um marco histórico para o país se eu queimasse minha língua e que a linha tendencial dela mudasse para uma verdadeira linha editorial.

Pára o mundo ou para o mundo

Penso se casos que a Record repercutiu como o das saídas de Rômulo Arantes Neto com travestis ou de Fábio Assumpção e seu afastamento da novela devido ao uso de drogas. Aqui na Argentina as duas maiores emissoras TELEFE com o programa "Zapping" e o canal TRECE "Televisión Registrada", onde quase 50% das notas são sobre atracões e artistas de sua principal concorrente, algo que me assustou e me fez pensar porque no Brasil não poderia ser assim.

O que ocorre é que apesar de rivais TELEFE e o canal TRECE tem uma massa crítica como telespectador que questionaria com muito barulho e rechaço uma postura a la Rede Globo, de ignorar outros artistas de importância histórica cultural do país por apenas nao estar em determinada emissora. No Brasil ainda vivemos os paradóxis e paradigmas da ditadura Global. Ouseja, estas na Globo sois excelente se nao estás sois uma porcaria ou nao sois nada. A medida que os monopólios se desfaçam as liberdades e a ética dos meios tendem a crescer. Se assim não passar a ser por favor "Para o mundo que eu quero descer!". Ou mude o mundo para que mais gente possa subir.


Por Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


quinta-feira, março 26, 2009

A Teoria do Caos

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista




Que audiência é o primeiro e talvez o único fator motivacional na TV brasileira para retirada ou mudança de um programa de horário, isto é mais que sabido. Mas o nível em que está chegado-se na TV tupiniquins é assustador. Notas pipocam e demonstram a que nível de calamidade pública chegou nossa televisão. Ao ler "Esse é o máximo que a emissora de Sílvio Santos ofereceu para tirá-la da Band. No entanto, surgiram rumores, ontem, de pessoas ligadas à Márcia Goldschmidt, de que o SBT estaria estudando a possibilidade de bancar o que ela ganha na Band: em torno de R$ 250 mil. No mês de março, até a última quinta, Márcia tem ganhado do SBT no Ibope. A média dela é quatro contra três da concorrente. Em alguns momentos, ela supera também a Record" na coluna Zapping do Jornal agora. Ou manchetes como "Ratinho vai comandar jornalístico no SBT, informa Ooops!" da Folha Online chego a pensar que os jornais não mais noticiam, mas sim criam ficções factíveis que devido a bucefalização da sociedade e sua verossimilidade podem se considerar quisá uma possível verdade.

Adiante sigo dizendo: "O que diabos estamos vivendo? O apocalipse midiático ou um pandemônio sócio cultural?". É impossível conceber que em plenos anos 2009, uma emissora resolva recuperar índices apelando ao fálido e roto caminho do "quanto pior, melhor". E nem quero falar que criaturas incréptas ganham mais que os políticos do país, que muitas vezes são ditos como a pior estirpe deste território que se quer constar no mapa mundial como país.

Quando se pensa que a ex-vice líder do país tem como único recurso para despiorar seus fétidos índices frente a um Record que a anos investe em programação trazer novamente a tona Ratinho como aposta de Sílvio Santos para alavancar a audiência por volta das 18h. Em um momento em que o SBT enfrenta um quadro de queda constante no chamado horário nobre, o mais valioso comercialmente. É de se para e pensar: Em que mundo estamos? Se Globo cai vertiginosamente a cada mês, SBT idem, e ao mesmo, Band e Record sobem como a décadas não. O que há? Esse discurso débil de que a Record cresce por dinheiro de fiéis da Universal e Band por acidente é tão hipócrita e tão primitivamente sectário que tenho medo de continuar a frase e ser processado por incultos "fiéis" dos esteriótipos discursos sócio normativos midiáticos vigentes desde a ditadura no país que prefiro me reter.

Se para alguém não é claro os acertos de Band e Record que são os óbvios e evidentes motivos de seu desempenho frente a um público saturado das mesmices Globais e do descompromisso do SBT com horários, e vide também seus artistas venho eu gritar desde os pampas até o norte equatorial: Acorda Alice!

O Absurdo investimento da Record em telenovelas não pode ser sufragado por estigmas construídos por uma propaganda nazista da era ditatorial. Se em tempos idos o SBT sem planejamento pode com o hoje global Walcir Carrasco ser exitoso e até em momentos líder de audiência, porquê a Record investindo em Publicidade, Marqueting Corporativo, Assessoria de Imprensa ( Talvez a melhor do país hoje ) entre outros muitos investimentos ser algo competitivo as monótonas produções da toda poderosa.

Pensar que a Band não mereceria com o líder em 13 países e presente em 24 CQC lograr êxitos é de uma sordidez ou imbecilidade que me assista, ou melhor, me deprime.

Uma pergunta que as vezes me parece ser um chavão eterno criado por mi é: "Quando qualidade terá mais valor que status nessa pseudo nação verde e amarela?

domingo, março 15, 2009

Se eu fosse a mídia

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Gostaria de comentar a festiva matéria de Silvana Arantes da Folha de S.Paulo sobre a liderança de público (5,479 milhões) e de renda (R$ 46,2 milhões) do longa "Se Eu Fosse Você 2" nas bilheterias brasileiras neste ano. Onde afirmar revelar mais do que a capacidade do país de produzir um filme-fenômeno.

Pensemos, qual é o o fenômeno em atores globais terem em seus filmes milhares de espectadores nas salas de cinema do Brasil? A futilização social no Brasil cada vez me preocupa mais, pois parece-me uma estrada de mão única. Na mesma matéria vinculada com destaque pela "Folha" em 15/03/2009 tem vários ícones do cinema e TV como Cacá Diegues a declarar-se fãs de tal seguimento de entretenimento, também propensor de êxitos de bilheteria usando da mesma artimanha que é mais velha do que minha avó para lograr êxito a suas produções.

Essa estratégia usada a centenas de anos no teatro inglês, francês e italiano de trazer ícones de renome a produções se viu pluralizado e massificado por Andy Warrol com a criação da "Pop Arte". Transformar ícones publicitários e de conhecimento das massas em arte ou em produto artísticos já foi feito a tempos em vários momentos da história, por tanto não vejo qual o grande mérito e qual a motivação para dar tanta ênfase ao sucesso de público bestificado que apenas migrou do ícone americanizado e Hollywoodiano para ícones globais.

Lendo a matéria cheguei até a pensar que as novelas Globais não são mais detentoras de índices de até 70% do Ibope no Brasil, significando que mesmo que não sejam bons produtos existe uma massa idiotizada que ainda é fiel as baboseiras e aos atores de teste de sofá mesclado a atores históricos acomodados ao salário Global.

Essa coisa Olimpializar atores caquéticos e medíocres motivados apenas pelo status de terem jamais talento, mas um contrato com a rede Globo é um ato falho da cultura brasileira.

As falas de especialistas que tentam justificar o injustificável e que são usados pela autora para valorar seus elogios rasgadas a produção tem um tom de muito mal gosto, porque não dizer um ranco histórico. Quando cita que filmes outros que não com atores da TV Globo não logram êxito e dá a entender que a solução para bombar as bilheterias de êxitos tupiniquins seria entulhar de porcarias com atores e pseudo atores de TV as telonas do país.

Retumbante erro não pensar que o que tem matado os verdadeiros profissionais da área de espetáculos e também cinema, os falso profissionais. Esse chavão midiático tem de ser cortado a fundo, na raiz, ao contrário cada vez mais teremos profissionais na marginalidade e prostitutos midiáticos sendo vangloriados em via pública, jornais e pelo universo.

Se eu fosse a mídia, dita especializada, me especializaria mais ao invés de pagar pau para mais uma porcaria midiática e sem conteúdo. Que além do mais nada trás de bom a sociedade brasileira. Esse sonho maldito de se tornar uma Norte-América Tropical vai servindo de aporte para cada vez afundar mais o pseudo país do futuro. Se o futuro é se tornar do país é se tornar uma Bollywood latina, prefiro que o "cinema nacional" nunca cresça. Se o futuro é ser cada vez mais americanizado, prefiro a morte imediata.

terça-feira, fevereiro 24, 2009

Fatal ou factual?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Em período pós carnaval é um tanto crítico refletir, diz a lenda. Em resposta ao que questionam a mim em momentos fortuitos da vida dizendo que estou com um nível de álcool acima da média comum, sempre tive 2 respostas simples e concisas.

A primeira resposta surgiu por acaso quando uma amiga me disse: "Nossa! Você bebe muito!!!". E minha resposta foi: "Bebo pouco pois sou pobre e a bebida no Brasil é muito cara!". A segunda foi quando em uma festa alguém disse que não deveria filosofar embriagado, eu rapidamente questionei: "Não sabia que o teor de sangue no meu álcool alterava o meu QI!".

Embuido deste espirito pós carnavalesco me atrevo a falar sobre algo que não é samba ou mulher. Difícil... Em um momento de queda vertiginosa da poderosa não citar está nota repetida em milhares de veículos:

"Na madrugada de segunda pra terça, por volta das 5h, durante o desfile da escola de samba Mangueira, do Rio, a câmera aérea da Globo, presa com um cabo, que passeava por todo o sambódromo, dando imagens aéreas da festa, se partiu e caiu na área das frisas, próximo ao setor 9."

Mas o assunto a que necessito me reportar é uma nota que a mim deixou pasmo, esquálido e talvez estarrecido. Ao ler a Folha on-line esta semana me embasbaquei com esta nota:

"TV Cultura deverá acabar com jornalismo diário

A TV Cultura deverá em breve, terminar com todos seus jornalísticos diários. Segundo a coluna Canal 1, tais atrações deverão ser substituídas por programas da mesma área, porém sem compromisso com o factual.
Como a emissora é estatal, essa medida teria sido tomada à fim de seguir as vontades do Governo de São Paulo."

Que o jornalismo tem se modernizado e até modificado alguns de seus paradigmas através dos tempos isso habitualmente é dito desde rodas de bar a centro acadêmicos e seminários do ramo jornalístico. Agora fico bestificado ao saber que a TV Cultura, a mesma que já possui inúmeras figuras da mais fina nata do jornalismo em todos os períodos da história brasileira, possa passar a não mais possuir jornalismo diário. Quisera que fora mentira pensei ao ler, infelizmente ao checar em blogs e sítios outros confirmara que sim procedia a nota realmente.

Um ponto que também me causou dano fora a opção substitutiva. Por no lugar programas da mesma "área", mas sem compromisso com o factual? Para mim o jornalismo tem compromisso com o factual até mesmo em matérias de gaveta. "Afe Maria!" A que ponto da história chegamos?

Outro aparte que se pode tentar refletir é que ao mesmo tempo que vivemos uma sociedade de consumo e futilidades das massas, ate mesmo as elites se perdem, pois cada vez mais ser parte de algo é importante. O fenômeno das tribos urbanas é grande reflexo disso. Ao pensarmos neste reflexo de contra cultura social podemos ver que o jornalismo também entrou nesta barca furada. Pois como as tribos que negam qualquer coisa da "sociedade" e pensa criar a sua, temos hoje em dia o jornalismo querendo não ser mais jornalismo.

Em um contra ponto a estatal do governo paulista, as duas grandes emissoras comerciais hoje do país investem massivamente em comunicar. A Record teve investimentos da escala de milhões em seu setor de jornalismo maximizando seu objetivo de crescimento no ibope, além de ter aberto um canal de notícias 24horas, que mesmo que não tenha apenas notícias em sua programação tem uma inegável fonte inspiradora dentro e outras várias fora do país. A TV Cultura com esta ação realmente vai de contra a maré mundial a qual estamos vivendo. Na era da informação é inconcebível que uma das maiores redes do país e sendo um órgão de ordem pública.

A mídia no Brasil nunca foi algo que se diga estar entre as mais compromissadas com a informação, mais neste caso parece ser pior, pois estamos falando de dinheiro público. Que empresas privadas deturpem o jornalismo ou usem de vértices não muito criteriosos em seus noticiarias já é fato comum, criticável, mas comum. Agora temos um afronte de precedentes jamais antes pressentidos nem pela maior das videntes ao direito a informação livre de interesses comerciais.

Quais interesses estariam por trás deste ato? Prefiro não manifestar-me antes que me acusem de tendencioso ou qualquer outro "oso" que possam querer proferir contra a minha pessoa.

sábado, fevereiro 21, 2009

Directo de Argentina:

¿Porteños sabem fazer festa? !Definitivamente sí!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


As vezes não se precisa muito para se ter uma noite intensa e festiva. Ao entrar em um velho teatro no bairro Flores zona sul de Buenos Aires, fui a uma festa das mais divertidas de minha vida.

"Fiesta Plop" que coisa incrível. Na música muita mistura, tocou de Britney a Chiquititas. A gente era um escândalo de bonita.


E olha que os preços eram convidativos para uma sexta feira. A entrada de vinte pesos, as cervejas a cinco e a garrafa de Fernet a trinta estavam perfeitas.


Um dos pontos altos da noite foi quando o DJ tocou Mariposa Tecknicolor, sucesso do rock argentino, na voz de Fito Paéz. Absolutamente todos cantando e muito empolgados, o clima que exalava a noite apesar de “extremamente caliente”. Tanto Djs quanto performances sempre caracterizados é outro diferencial da festa, que toca Xuxa em espanhol, reaggeton e até um pouco de tango eletrônico. No palco durante toda a festa se intercalam Drags e performances brincando e fazendo coreografias, também encenações com o que esta tocando na pista.


O atendimento apesar de demorado devido a hiper lotação era rápido. Fato interessante da noite fora a saída da balada, pois como as festas aqui geralmente começam a esquentar as 2h da madrugada e acabam 6 7 ou 8h quando não mais, ver tantos casais homossexuais transitando em uma grande e movimentada avenida a luz do dia fora a mim inusitado.


Era impressionante ver que todos os cafés cheios de pares, amigos homossexuais em bando sendo média maior de tantos estabelecimentos. Nunca tinha ficado até o fim de uma festa aqui, pois eram todas cerca de onde estou vivendo, excepto quando fui o “0km” que estou devendo a vocês o relato. Mas mesmo sendo um pouco longe do centro essa festa vale o esforço. Foi todavia uma noite barata, quinze pesos de táxi, cerca de 11 reais. Eu recordo com saudades o tempo em que gastei menos de 20 reais num táxi em bandeira dois numa madrugada brasileira.


Uma mescla de festa anos 80, baile gay, com pitadas de pós modernidade. Não teria outra forma mais precisa para definir esta experiencia. A “Fiesta Plop” ocorre todas as sexta-feiras a partir das 00h30.

Fiesta Plop! (El Teatro)
Av. Rivadavia, 7806 – Flores
A festa não tem site, só o teatro: http://www.elteatroonline.com.ar/home.php?teatro=2



terça-feira, fevereiro 17, 2009

Irritante Exclusão

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

A irreverente Fernanda Young finalmente tem data de re-estréia e a novidade é a presença de platéia no estúdio. O sarcástico, irreverente, envolvente e como todos as irritantes rimas sempre são cabíveis de mais uma, inteligente programa tem de tudo para lograr êxito nesta nova empreitada.

Uma ótima novidade, mas com um grande pesar. Porque não limam o chatíssimo "Programa do Jô" da grade da Globo de uma vez é minha pergunta eterna? Ao menos uma vez por semana, as sextas-feiras por exemplo. Em sua sétima temporada o “Irritando Fernanda Young” estréia no dia 26 de abril, no GNT, com uma novidade: o programa terá platéia, que participação da atração.

Ter uma platéia é um passo corajoso a ser dado, ao programa que continuará apresentado aos domingos, à meia-noite. Acredito que desde que não caia na armadilha que caiu Jô Soares que se perdeu no bonde da sua própria trajetória, Fernanda que a mim me parece muito mais inteligente, não misturando ser entrevistadora com ser comediante será um dos raros momentos criativos da TV brasileira dos últimos anos.

Pois existe uma grande diferença entre você fazer rir por levar o telespectador a uma reflexão ao invés de metodizar risos por atos tontos e pré-conceitos nulos de raciocínio. O fresco e a modernidade do "Irritando" é algo inacreditável. Ser cruel ser ser maldoso é um ato difícil dentro do humor. A ironia pode se tornar um riso de alegria se for criterioso a qualquer público.

Em contrapartida ao que muitos dizem quanto a ser muito elitista o humor sagaz do programa é valido lembrar que Fernanda Young foi criadora e roteirista do sucesso popular "Os Normais". Este que não prosseguiu apenas porque os atores não o quiseram, pois sentiram desgastadas suas imagens devido ao extremo êxito da serie e posteriormente do filme.

Acredito que excluir as pessoas que não tem acesso a TV fechada de bons produtos um preconceito e por que não uma semitização social e intelectual deletériamente cruel para com estes.

O que muitos poderão falar é que o cidadão de cunho mais popular não se agradaria de um programa de conceito e texto tão elaborados. Eu me pergunto é porque excluir e impor uma abstinência as coisas boas do mundo aos financeiramente menos favorecidos. Como se apenas os mais abastados pudessem ou tivessem o direito as boas coisas do mundo. A mudança de paradigmas é necessária sim, pois como cobrar que um popular de Ibope para Marcias, Ratinho e Sonias Abraao da vida se lhe privarem sempre do acesso a bons formatos e conteúdos? Desejo que essa irritante exclusão um dia cesse.

"Deixa pra lá"

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

O jornalismo hoje é como diria o caipira: "Uma faca de dois legumes!". Se por um lado o mundo-cão tem cada vez mais êxito, aos ditos ícones "cults" do jornalismo do país tem em seus maiores representantes um desgaste, quem dirá ao público leigo. Em mais uma re-reviravolta profissional depois de tantas uma das mais respeitas profissionais do país deu um tiro a queima roupa aos pudicos de plantão.

Após ocupar um dos postos de mais prestigio do país, a apresentação do "Roda Viva", TV Cultura, sua apresentadora declarou a mídia sua insatisfação: "Os entrevistados estão pobres. Quem está sentando naquela cadeira não tem nada a dizer ao telespectador. Fico com vergonha. Aquilo lá está um sonífero. Nem o Markun consegue assistir.", bombástica declaração dado por Lillian Witte Fibe dada a Folha de São Paulo em 16/02/2009.

A quem trouxe novidade? O Roda Viva só teve bons momentos em significantes episódios políticos e ao entrevistar grandes figuras. É um formato engessado e muito dependente da qualidade do entrevistado. Pois deve-se considerar alguns pontos. A TV Cultura pelo nome só já é algo ante-atrativa nos dias de hoje. Vivemos um momento de aculturação dos mais intensos que já se viu fora de uma ditadura no Brasil.

No Brasil hoje ter opinião é pejorativo e não é a toa que o "Opinião Nacional" da mesma emissora recém saiu do ar. Diferente das décadas passadas o debate político saiu da mesa de bar, do supermercado, da padaria e dos aniversários. Ser politizado hoje é sinônimo de ser chato. Ter raciocínio e opinião própria é quase que uma agressão moral aos acéfalos de plantão. Seja coerente e sincero hoje por mais de 20 minutos e vire motivo de chacota. Tenha moral e serás tratado como um criminoso que quer tirar a alegria de viver dos aculturados de plantão.

Cada vez mais os que se fazem valer da desistência dos poucos que ainda tem valores éticos em lutar por um mundo distinto da bandalha que tem se tornado a sócio cultura vigente, e o "deixa pra lá" tem se torna não apenas um hábito, mais que isso, a sentença de morte de uma ex-nação.

A de se pensar algumas coisas por sobre esta fala de Lillian, para que se possa explicar o desinteresse da população em programas do gênero do "Roda Viva". Ou nada mais acontece na cena política do país, quicá estão todos cegos. Creio ser impossível não se ter mais gente que tenha o que dizer em um momento de crise mundial. Da-me a impressão suave e talvez equivocada de que os vínculos com o governo paulista estejam a interferir na pauta do programa. Em contra isso somente posso massificar um pensamento corrente de algumas pseudo-elites intelectuais: "O mundo emburreceu, e eu além de não ter emburrecido junto, me esqueci de fazer lobotomia".

Faco minha "sugerencias" de entrevistados ao "Roda Viva". José Saramago. Ele que já proferira frases como "A lucidez é um luxo que nem todos se podem permitir."; "Sou um sobrevivente por ter conseguido manter alguns valores éticos."; "Se começássemos a dizer claramente que a democracia é uma piada, um engano, uma fachada, uma falácia e uma mentira, talvez pudéssemos nos entender melhor."; "Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.", deve ter algo a dizer talvez. Mas será que o velho ateu-comunista e Prêmio Nobel não seria vetado?

Esperamos que em caminhos distintos a grande profissional e o grande programa, em alusão clara ao que já representou ou mesmo apresentou no passado, tenham êxito futuro e não se perdão no mar incipiente da banalização vigente que é a atual moeda vigente e deprimente no país.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

COLUNA GLITTER: Uma quarta de primeira!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Miércoles, perdão, quarta-feira. Em pleno meio de semana Buenos Aires ferve, na temperatura e na noite. Após jantar com amigos e amigas
LGBTs em um restaurante "gay friendly" o que é comum na cidade, bem como hotéis e até táxis serem considerados assim por aqui, chamado "Histeria" finalmente conheci a tao falada Sitges.

A multiplicidade de festas que Buenos Aires possui sempre me impressiona. A cada dia mais me surpreendo com a postura cívica da capital portenha. Sempre pensasse que a vida homossexual está fada a viver em guetos, mas em uma cidade onde os homem cumprimentam-se com beijo no rosto e quiças se mais íntima a amizade agrega-se um caloroso abraço as coisas são um pouquinho diferentes.

A boate pré-fiesta, ou pré-balada como queiram, em suas quartas-feiras tem como atração shows que vão de Drags a stripers. Sitges, nome inspirado no balneário espanhol, é uma casa onde se tem mais que um ambiente gay. O público misto, educado e agradável sao um diferencial da casa.

Interessante foi ver que "héteros" estavam presentes ao show e não se molestavam com os entre shows de striper masculinos, o que a mim aparenta uma imensa segurança destes indivíduos quanto a sua sexualidade. A anfitriã da noite era a Drag Lizzy Tagliane que ao contrário do que se é usual no Brasil, fez 8 números intercalados entre stripers e outras Drags, transitando de shows de TOP Drag a caricata.

Foi muito interessante também ver a qualidade e nível intelectual dos textos da artista e idem da plateia que se rompia de tanto rir. Lizzy inclusive em um dos números de texto falou por 15 minutos aproximadamente em inglês fluente e como aqui língua estrangeira é obrigatório no ensino superior creio ter sido a razão para risos da plateia durante este trecho do show.
Fora isso, o DJ que antecedera os shows tinha uma variedade de estilos em seu repertório de canções, as bebidas apesar do enorme fluxo de turistas neste momento na cidade não estavam tão caros. A casa pratica a consumação mínima de 15 pesos argentinos, torno de 7 reais.

Afine seu castellano e caia neste festa. A casa segue com outras programações distintas a cada dia da semana e esta a 3 quadras da boate Amérika, que funciona de quinta a domingo, e é uma boa pedida como esquenta nestes dias. É salutar pensar que se pode levar amigos de qualquer credo, cor, religião ou sexualidade a um lugar onde as seus preceitos também estão inclusos. Fica aí a dica aos empresários e cidadoes de nosso Brasil varonil.



Sitges
Dirección
: Av. Córdoba 4119.
Teléfono: (54) (011) 4861 3763 - http://www.sitgesonline.com.ar/

domingo, fevereiro 08, 2009

Mudar é ruím?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



As vezes pensamos que uma mudança é algo ruim. Em entrevista a uma revista Mato-grossense e compilada pelo portal "Na Telinha", a autora de "Chamas da Vida" me fez reflexibilizar este pensar sócio-normativo de que uma mudança sempre é algo ruim. A ex-autora Global que emplaca por primeira vez uma trama assinada solo está causando frissón entre a cúpula da Rede Record e no IBOPE.

Durante a entrevista Cristianne Fridman também admitiu que toma cuidado com a dosagem que vem dando a novela que iria ao ar às 21h, porém devido ao prolongamento do projeto de Caminhos do Coração, acabou sendo deslocada para às 22h, trazendo algumas mudanças a sinopse, que era mais leve. A inclusão de temas como pedofilia e o HIV foram feitos, que ocorreram devido a isso se tornaram temas centrais de alguns capítulos. Estes que em muito colaboraram para o êxito da trama e responsáveis por picos de índices.

Gosto de pensar que de vez em quando a mudança posso ser positiva partindo do primas de que a segurança falsa que muitos utilizam-se para argumentar a favor que as coisas sejam estáticas. O movimento estático da sociedade é um mal congênito, ou melhor a falta de mobilidade social e dos indivíduos da sociedade chega a ser cruel arma contra a evolução do ser humano.

O abjecto fugáz que a TV mundial se tornou é um reflexo no cotidiano. Aqui na argentina muito se critica a mega industrialização dos produtos de entretenimento. Uma critica que tem surgido e não sei se posso opinar sobre com propriedade é que os desenhos e séries americanas por exemplo, é de que se dubla em um dito "español neutro" as produções e que as crianças estão começando a não falar o espanhol argentino mais sim um outro espanhol.

Me parece salutar quando um produto de mídia de massa vai além do "preencher o horário". Como quando a polêmica "Vidas Opostas" inundou o Brasil como doses de realismos nunca vistos na TV do país. Mostrar e filmar em uma favela foi um dos milhares de pontos em favor da trama.

Pois como o espanhol padrão que preocupa "nuestros hermanos" por descolar da realidade particular da cultura do país em questão, no Brasil as favelas de mentira sem miscigenação e pobreza deveriam ser uma preocupação e fator para debates das tais entidades e ONGs que dizem defender a cultura do país. Bahianos que interpretados por péssimos atores de "teste de sofá" falam como Maranhenses, outros como Pernambucanos e quisás com sotaque do Rio de Janeiro. Esses últimos geralmente são os "não-atores" do momento. Jamais me esquecerei da novela "Da Cor do Pecado" onde Taís Araújo fazia uma maranhense que nunca havia saído na vida da cidade de São Luiz, pasmem, tinha sotaque rasgado de carioca. Ou seja o sotaque da atriz estava em cena, não o da personagem, caberia um pedido do estado do Maranhão em nota de imprensa rechaçando este ocorrido contra a cultura de seu estado ao mínimo.

Cristianne em sua tele se sai bem, pois além de realismo e temas de interesse ao público, trás honestidade em seu trabalho. A Maior prova de que existe fidelidade ao que a trama se propõe é seu sucesso absoluto no Rio como nao me faz mentir esta nota da Folha On-line:

Segundo os índices da última quarta (28), a novela de Cristianne Fridman bateu o Campeonato Carioca, exibido pela Globo, e liderou de forma isolada. Enquanto Carolina, de Juliana Silveira, e os outros empregados da fictícia G&G Sorvetes tentavam escapar de mais um incêndio criminoso, a Record emplacava 25 pontos de média com 28 de pico.

Na faixa entre 22h01 e 22h59, Madureira x Fluminense ficou em segundo lugar, com 23 pontos.


Os cariocas se reconhecem na tela desta trama realmente. E algo seria bom que muito mais gente reconhecesse, que mudar nem sempre é ruim. E mudar de canal as vezes faz bem. Para autora de "Chamas da Vida" já fez.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Novelas da vida real

Novelas da vida real

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Semana de sustos ao acompanhar os portais sobre a TV Brasileira tive eu, ao menos eu. Quando pensamos que o mais vil e chulo chegou ao ápice se recebe no e-mail uma nota como essa do portal Natelinha, que cobre bastidores de TV. Deleite-se ao revés com esta:


O SBT dá início nesta terça (03) as gravações do piloto do novo Casos de Família. Sem Regina Volpato, que anunciou que deixará a emissora no final deste mês, um formato mais forte e agressivo será adotado.


Há alguns meses, o SBT tentou aproximar o Casos de Família ao Márcia, da Bandeirantes, porém além do desgosto de Regina Volpato em apresentar tal tipo de tele barraco, a audiência se manteve intacta. Dessa vez, sem impedimentos, o canal parte para um formato em que dramas familiares serão debatidos e julgados por um corpo de jurados.


O que me choca é pensar que alguém considera o “Casos de Família” algo assistível e não apelativo. Claro nada pode se comparar a “Márcia”, na fase atual, futura ou qualquer que possa surgir. A competição entre a roupagem americanizada de Regina Volpato, “clean”, com Márcia Goldsmith “Hebert Richards São Paulo”. No entando se atentar que de formas distintas ambas usam a tragédia pessoal e um cache aos entrevistados a título de ajuda de custas são praticas de ambas produções é mais que necessário ressaltar aos que por algum motivo não perceberam este entre outros fatos mais sutís de agressão ao ser humano destes programas.


Em um momento que a nova telenovela das 8 tem índices que são inferiores aos de novelas das 6 de anos atrás, quisás essa novela que surgira posso atrair público. Pois imagino o que não serão 2 programas no mesmo horário um tentando encontrar bizarrices e escândalos maiores que o da concorrente no dia anterior. Ainda existem boatos da volta de Sonia Abrao ao SBT, aquela que entrevistou o seqüestrador de Eloá ao vivo em plena tarde. Contra Márcia, aquela que passou 2 semanas falando sobre um menino peixe, ao qual era vitima de uma doença de pele na verdade.


Preparemos nossos corações pois as novelas da vida real com medidor de ibope ao vivo no estúdio estão prestes a estrear. Mas nem tudo é desespero, também temos sustos de teor positivo, o sitio “O Planeta TV” traz uma enquete este semana que tem parcial seguinte até quarta 06:00h, 04 de Fevereiro de 2009:


Qual é a melhor opção do horário nobre?

Big Brother Brasil 9








20,41%

Caminho das Índias








31,43%

Chamas da Vida








41,73%

Os Mutantes








6,43%


Só de pensar que as pessoas em peso, ao menos os que acessam esse site, preferem Chamas da Vida a Big Brother que é o confronto direto de horário desta enquete é uma luz ao fim do túnel. Esperemos que no caso de nossas amigas de sensacionalismo despautérico e sem motivação racional para existir sejam rechaçadas dentre suas peripécias televisivas e que as emissoras busquem investir em algo um pouco de mais bom gosto para nossas tardes. E notas dizendo sobre o BBB mil nem poderei comentar para não subir minha pressão. Que já está demasiadamente alta ao descobrir que meu banco não substitui em caso de roubo tarjetas de seus correntistas fora do país, mesmo que sejam internacionais.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

A los Brothers de Brasil

A los Brothers de Brasil

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista
E la vamos nós para intermináveis meses molestos e de angústia com toda mídia falando através de um dialeto particular dos ditos “Brothers” e “Sisters”. É verão e a líder do país entre as emissoras de TV recorre ao infalível BBB, edição 9. Sempre recorde em todos os números, mas desta vez parece que por fim o povo brasileiro ou uma parcela um pouco maior dele encontrou mais o que fazer. Segundo nota da Folha Online:
A nova edição do reality show "Big Brother Brasil" registra os menores índices de audiência desde seu surgimento, em 2001, informa a coluna Ooops! do UOL.
O programa da Endemol Globo registra queda na audiência desde 2004. Nas últimas cinco edições, a média comparada caiu de 47,5 pontos para 32, ou seja, apresentando uma redução de 33% no número de telespectadores, segundo o colunista.
Mesmo assim, o programa ainda é líder isolado em seu horários e do pontos de vista comercial talvez seja o produto mais rentável e lucrativo da emissora, segundo a Ooops!. A coluna informa que a receita estimada para este ano gira em torno de R$ 110 milhões.
Pensando pelo lado positivo é uma forma de aumentar o PIB do país, afinal quase todos os anunciantes são multinacionais. Entretanto parte da renda vai para a Holanda, onde fica a sede da Endemol. Tentei ver algo positivo no BBB9, mas analisando bem fica difícil. Ao menos a mim que me sinto totalmente agredido ao ter contato com pessoas medíocres, chego a pensar que graças as pessoas podres que as pessoas decentes nesse país passam a perder a esperança em terem êxito sendo pessoas de caráter. E dentro desta estratagema sócio cultural um dos ápices é este programa não ser proibido judicialmente de estar no ar.
Agora muitos dirão, as pessoas não estão a frente da TV porque o verão esta muito intenso em suas médias de temperatura. Mas com a crise que o bolso do brasileiro vem passando na ultima década, onde seus ganhos foram ano a ano se sucateando na surdina após o perverso plano real, que embora se diga que não haja inflação nenhum preço esta próximo do que fora em sua instalação
A diversificação de opções na TV aberta paulatinamente esta fazendo estragos a inabalável poderosa. É notado que a soma das outras emissoras ainda na média dia seja menor que o índice da líder. Mas fato também é de que nos períodos noite e manha são os mais homogêneos das ultimas três décadas.
Concordem ou não a qualidade na vénus platinada é algo que a anos passou-se a questionar, perdeu a áurea de santa intocável. A coluna Zapping do Jornal Agora trouxe em sua edição do dia 26 deste mês um comentário inocente mas que mostra esse desleixo e falta de cuidado de produção antes impensado:
Trânsito
Motoqueiros usam capacetes brilhando, de tão novinhos, com selo do Inmetro e tudo, em plena Índia, na novela "Caminho das Índias".
Sem regras
Mas até o "Globo Repórter" mostrou, na semana passada, antes de a novela estrear, que não há regras no trânsito da Índia. Ninguém respeita nada. É uma loucura.
Rakelli voltou
Em "Caminho das Índias", Ísis Valverde reencarnou a personagem de "Beleza Pura".
Entre não atores, desleixo de produção e mesmices os telespectadores não podem ser culpados em buscar alternativas dentro da falta de alternativas da TV brasileira. Com a excessão de Sonia Abrão e Luciana Gimenes que farão essa tortura maior perante aos BBBs, pois se não bastassem os atuais na poderosa, elas fazem ressurgir os velhos de outras edições. São os especialistas em ser BBB, analisando os novos e inexperientes BBBs, como se precisasse mais que 40 de QI para ser BBB. Nestes momentos creio que uma frase antiga que proferi a 6 ou 7 anos se faz necessária: “Quer ser valorizado no Brasil? Seja podre e imbecil!”. Ou siga este lema ou sofra as conseqüências da atual sócio cultura.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Maisa também é cantora!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


De antemão a meu leitores peco um perdão triplo. Primeiramente pela minha tardia alusão ao fato de não ter comentado a mais nova novidade da TV tupiniquin, claro que estou falando de Maisa. Não, por favor não desmerecendo a historia da cantora, mas pretendendo intencionalmente ignorar a péssima produção global sobre a diva Maísa, merecidamente e tardiamente lembrada. Obviamente não ter repercutido a estréia de Maisa durante as féria dos cansativos Priscila e Yude, no programa Bom Dia & Cia, nas manhas do SBT seria uma gafe despautérica.

O fenômeno Maisa Silva Andrade é tamanho que se não bastasse na escola e nas ruas, agora a pequena Maisa é parada também nos corredores do SBT por funcionários, pedindo autógrafos e fotos com a apresentadora. Essa pequena e espontânea estrela caracterizada por sua espontaneidade consegue a este passo um feito para poucos, estar no ar de domingo a segunda, sendo domingo em dois programas. A lista de vezes que aparece por semana na TV impressionaria um pouco menos caso a marca não fora de uma menina de 6 anos.

Ele começou cantando e dublando no Raul Gil, hoje apresenta o Sábado Animado e o dominical Matinal Carrossel Animado, logo em torno de 15:40 entra como um dos coringas do entre aspas "Novo Programa Sílvio Santos" que de novo tem mesmo apenas o quadro "Pergunte para Maisa". Alguns tentam comparar o quadro ao "Boa Noite Cinderela", êxito de Senor Abravanel nas décadas de 70 a 80. Seria menosprezar o fenômeno Maisa, ela que foi contratada pelo SBT em Outubro de 2007. Pode considerar-se sim um dos maiores fenômenos da TV em 2008, por diversas vezes, aos sábados, a menina bateu a apresentadora Xuxa no Ibope. Por sua vez, Xuxa já elogiou Maisa.
Pudera, após anos de nos molestar com sua voz irritante e figura pedante, a melhor vingança dos "baixinhos" que foram aculturados décadas por Xuxa e jamais pensado seria ter seu programa retirado do ar por perder para uma rival que não estava a sua estatura, mas a sua altura quisás.

A menina também é presença constante no quadro "Top Five" do programa "CQC", da Band - formato comprado da produtora argentina Cuatro Cabezas, e o veto de Silvio Santos a entrevistas com a Maisa inspirou o "Pânico", da RedeTV!, a criar a campanha "Fala Maisa!". E também inspira o quadra "Malisa" a menina monstro. No mês passado, em 20/12/2008 o quadro "Fala Maisa", na reprise do "Pânico na TV", na noite de ontem, ficou a um ponto da Globo. Deu 10 pontos de média para a Rede TV!. Globo marcou 11 pontos no mesmo horário. Os números são prévios de Maisa, ainda que deixe ela por vezes o estrelado e passe a ser ícone, seja no âmbito filosófico, quando passa a ter cada gesto comentado, cada fala sua se torna um bordão entre jovens, adolescentes e crianças, vez por outra de adultos. E com o grande valor, a citação, pois ao falar seus bordões é um bônus dizer que a frase é dela.


Para séticos em trago alguns números: 6 anos de idade, estando no ar em 4 programas, citação garantida em 2 programas de outras emissoras, a n°1 a chamar Sílvio Santos de velho além de já ter proferido outras perólas como "Vaca é sua mãe Sílvio", resultado em busca no sítio da Folha de São Paulo num total de 57 notas sobre ela, aparecendo 47.000 via Google para a busca "Maisa Silva", 3170 vídeos postados ao sítio "You Tube", salário de R$ 25.000,00 fora "Merchans" talvez seja seu número menos impressionante deste fenômeno. Ao se pensar que Hebe Camargo está por renovar contrato com a mesma casa por R$ 500.000,00, ele que hoje não passa de 5 pontos e amarga por vezes o 5° lugar e Maisa é no mínimo segunda colocada por várias vezes líder.

Esperemos que além de êxito fazem justiça a esta pequena estrela do momento. Sorte a também cantora Maisa, saudades de Maísa. Cada uma a seu modo singular e a sua época, fenômenos!