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sábado, setembro 30, 2017

Suicídio é imoral?

Resultado de imaxes para suicídioO suicídio é nada mais que um ato de coragem. Um ser quando passa por momentos muito difíceis e pensa que nada mais pode dar certo... O seu primeiro e natural pensamento qual é? Nós vivemos em uma época muito difícil e muito superficial. A depressão é a ordem do dia... A única coisa que nos sobrou de humanos. Cercar-se de pessoas positivas, se é que existem, seria uma solução. Mas o positivismo é burro e démodé.

Não acredito que o suicídio seja um ato de covardia, em contrapartida, que a decisão de não voltar, relaxa. Embora não valha a pena dar a sua vida para nada, nem por ninguém.

Quanto às outras questões de quem está sofrendo, que não tem qualidade de vida, nem para a sua saúde, não é a vida mais que puro e mero sofrimento. Quando uma pessoa quer cometer suicídio, mostrar que os seus problemas são normais e ao mesmo que por pessoas piores do que (ele) sem motivos racionais terem maior êxito na vida, uma enorme frustração e censo de injustiça sócio-cultural. 

Mas se você não tem capacidade físico-psíquica para fazê-lo (suicidar-se), de qualquer maneira, tentando argumentar para si mesmo que não vale a pena, você estará se acovardando. Tornando-se mais um na multidão de frouxos. Não!!! Mas o livre arbítrio para isso está. Fazer o que acredites que deva, mas também sendo responsável único por seus atos, assumindo então todas as consequências é o que as pessoas não fazem atualmente.

O suicídio está situado fora de qualquer conceito: "moral ou imoral", porque quando um chega a essa instância, fora de seu controle emocional e racional. Talvez se deva ser mais forte para encontrar a paz. Nunca pensamos que agora possamos estar vivendo nossos últimos momentos. Esse dilema único e cabal deve ser um ato de reflexão.

Somos piegas, somos bregas, somos preconceituosos, somos conservadores. Sou. Diga tudo isso bem alto agora. Reconhecer-se é necessário. Grite na janela já! Sou piegas, sou brega, sou preconceituoso, sou conservador. Allende e Vargas o fizeram, porque você se acha melhor que eles?

quinta-feira, maio 25, 2017

JORNALISMO: Bom texto X Bom Salário!

Resultado de imaxes para jornalismo pobreza
Fechei a cota de 500 cópias de currículos entregues a diversos jornais e outras empresas do ramo da comunicação e... Zero respostas! Passei a não entregar mais currículos e apenas então me comunicar a anúncios de vagas disponíveis... Zero respostas! Passei a ler novamente a mídia local a descobrir o que ocorria, pois, seguia publicando matérias e artigos de forma independente, e sim, eis que descobri.

A chave para o êxito, é não usar mais de termos e frases bem elaboradas, muito menos de textos bem escritos. Ser chulo e superficial, pois este era o nível do que li na mídia brasileira no último mês. Por fim me vi preparado. Comecei a publicar textos de nível duvidoso e qualidade execrável... Pimba! Ex-amiguinhos de faculdade me teceram elogios e repercutiram minhas matérias. Foi difícil, estudar um mês para me tornar um jornalista nível bosta, padrão, midiático, convencional.

Tanto esforço para... A não mais de 5 textos produzidos ver minha qualidade textual e jornalística subirem gradualmente e de forma inconsciente. Os acessos a meus textos também foram subindo ao passo que voltei a escrever coisas decentes. Mas não o suficiente para gerar renda para pagar as contas. Então a encruzilhada que lhe atravessa o caminho. Ser uma badalhoca e ganhar uma vaga num veiculo padrão e assim lograr pagar as contas, ou, seguir ético e com qualidade em minha produção textual?

Maldição! Amaldiçoo veementemente(segura o caco-fonema) esta maldita aptidão  amaldiçoada do bem escrever. Não serei mais o repórter a receber abaixo do piso da categoria. 

Respostas de veras taxativas não possuo para esta tragédia concerne do jornalismo atual. Mas penso seriamente em ir a padaria mostrar ao dono um artigo meu e pedir um sandwiche em troca. 

Quando vejo que meu escrever tem mais acessos que um caderno inteiro do Diário Catarinense me sinto impactado. Acabo por perceber que nossa sociedade valoriza o status e não o conteúdo. Mas de que serve para um jornalista escrever incrivelmente bem? De que serve se não tens olerite com 4 dígitos, perguntarão? ABSOLUTAMENTE DE NADA!

domingo, setembro 29, 2013

Suicídio Moral

Fernando Schweitzer - Diretor Teatral e Jornalista


O suicídio é nada mais que um ato de coragem. Um ser quando passa por momentos muito difíceis e pensa que nada mais pode dar certo... O seu primeiro e natural pensamento qual é? Nós vivemos em uma época muito difícil e muito superficial. A depressão é algo q é a ordem do dia... A única coisa que nos sobrou de humanos. Cercar-se de pessoas positivas, se é que existem, seria uma solução. Mas o positivismo é burro e
demodê.

Não acredito que o suicídio é um ato de covardia, em contrapartida, que a decisão de não voltar, relaxa. Embora não valha a pena dar a sua vida para nada, nem por ninguém.

Quanto às outras questões de quem está sofrendo, que não tem qualidade de vida, nem para a sua saúde, não é a vida mais que puro e mero sofrimento. Quando uma pessoa quer cometer suicídio, mostrar que os seus problemas são normais e ao mesmo que por pessoas piores do que (ele) sem motivos racionais terem maior êxito na vida, uma enorme frustração e censo de injustiça sócio-cultural. 

Mas se você não tem capacidade físico-psíquica para fazê-lo (suicidar-se), de qualquer maneira, tentando argumentar para si mesmo que não vale a pena, você estará se acovardando. Tornando-se mais um na multidão de frouxos. Não!!! Mas o livre arbítrio para isso está. Fazer o que acredites que deve, mas também sendo responsável único por seus atos, assumindo então todas as consequências é o que as pessoas não fazem atualmente.

O suicídio está situado fora de qualquer conceito: "moral ou imoral", porque quando um chega a essa instância, fora de seu controle emocional e racional. Talvez se deva ser mais forte para encontrar a paz. Nunca pensamos que agora possamos estar vivendo nossos últimos momentos. Esse dilema único e cabal deve ser um ato de reflexão.

Somo piegas, somos bregas, somos preconceituosos, somos conservadores. Sou. Diga tudo isso bem alto agora. Reconhecer-se é necessário. Grite na janela já! Sou piegas, sou brega, sou preconceituoso, sou conservador. Allende e Vargas o fizeram, porque você se acha melhor que eles?

segunda-feira, outubro 11, 2010

O "Grito!!!" ou esperar a morte chegar?

Fernando Schweitzer, Florianópolis/SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

A coerência é a magnitude do sábio, e como sei o que sou e o que posso sigo incorruptível, incorrigível e impreterivelmente coerente. Não corrompendo este discernimento ético e óbvio vejo que só há dois caminhos: esperar a morte chegar ou tomar coragem para o suicídio. Se soar estranho, podem avisar, saberei que sois mais um dos sócio-normativos de prontidão. Antes de pedirem que mude minhas convicções e valores mudem a realidade.

"Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego. Sou um dito cidadão respeitável e ganho quatro mil cruzeiros por mês..." Assim disse Raulzito em sua mestra canção Ouro de Tolo, que não sei porque está a flutuar em meus pensamentos pós o primeiro turno eleitoral deste ano. Por mais que eu particularmente não consegui contato com o ouro, somente com os tolos, que afirmam ter-lo encontrado. Mas dirá o sábio ermitão, cidadão padrão-brasileiro, patriota e otimista sem razão do fundo de um abrigo de papelão debaixo do viaduto do chá, sem uma migalha de pão no estômago: "Sou feliz, porque eu sou brasileiro!". Ao passo que a passos largos acima por sobre ele pisarão firme outros concidadãos, este pisados a anos pelos chefes e seus amigos, patrocinadores e donos da nação.

Dizem que o país está melhor, e que "Eu devia agradecer ao Senhor por ter tido sucesso na vida como artista. Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73...", digo meu Uno 96. E parece-me que conformismo é sócio-cultura histórica, ainda mais afirmo: "Eu devia estar alegre e satisfeito por morar em Ipanema depois de ter passado fome por dois anos aqui na Cidade Maravilhosa...". Ato falho, vivo em Florianópolis, mas acontece que a história é tão parecida. Ainda dizem que esta hoje é a cidade com a melhor qualidade de vida do país. Não quero visitar as outras!

Realmente eu sou um ingrato, dizem. "Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso por ter finalmente vencido na vida, mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa...". Pois além de não ter nada, e socialmente ser considerado um nada, ainda podem roubar o pouco que tenho. Após chegar em casa  ter sido roubado por falta de ônibus no tal terminal de integração, que não integra ninguém, "eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis..." sendo que esse tudo que me dão não tem nada a ver com meus anseios. "Mas confesso abestalhado, que eu estou decepcionado...", porque esse cavalo que me foi dado, do qual não devo olhar os dentes. E para que dentes? Se tudo atualmente vem mastigado, formatado, quase que como uma TV na taba de um índio, que não é o da Costa, mas também programada pra só dizer sim!

Não irei mais reclamar. Calma! Não tenho do que! Tudo está perfeitamente em ordem. Estou prestes a conseguir um trabalho, travestido de estágio, por 6 horas dia que me pagará R$400,00. Diria um sócio-padrão-brasileiro-feliz: "Que beleza! E inda é na minha área". Como se fosse conseguir um emprego em área distinta, se nem o diploma mais vale nada. "Porque foi tão fácil conseguir... E agora eu me pergunto "e daí?". Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar e eu não posso ficar aí parado...". Como sou errado, paraaaaaaaaaaaaaa! Se conforme, seja nacionalista. Sem motivos para sê-lo, mas o seja.

"Eu devia estar feliz pelo Senhor, ter me concedido o domingo prá ir com a família no Jardim Zoológico dar pipoca aos macacos...". Mas sou um pouco ecologista, e tão pouco existem Zoológicos na cidade, nem outras atrações por menos de R$ 20,00 por cabeça. Então lembro da minha vida de gado, mesmo que eu tente ser um refugiado, deste povo marcado, deste povo feliz. "Ah! Mas que sujeito chato sou eu, que não acha nada engraçado. Macaco, praia, carro, Jornal, tobogã. Eu acho tudo isso um saco...".

Meus amigos então me trazem a "realidade" e me dizem: "É você olhar no espelho." e pronto. E perguntarei se este quando o faz neste mundo acrítico em que vivemos não passa a "Se sentir um grandessíssimo idiota.
Saber que é humano, ridículo, limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal...". As pessoas vivem de status, talvez eu em busca dele. 'E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial, que está contribuindo com sua parte para o nosso belo quadro social...".

Ainda não faço, mas deveria passar a fazê-lo para sentir-me mais incluído e respeitado socialmente. "Eu que não me sento no trono de um apartamento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar...". Não tenho sequer o meu apartamento para isso. Ainda não consegui passar o cerco social do abismo irracional das castas Sul-americanas. Cercas estas que não compreendi ainda, tão pouco os seus pôrques. Também me perguntarão por quê citar um nobre poeta, lhes direi. Hoje não importa a informação, não importa o que se fala, o importante é quem fala. Não estamos na era de Aquarius, sim estamos na era do status.

Irracional! Escuto este grito que não sei se veio de mim ou de ti. Independentemente disto é o "grito da razão", visto que racionais são os outros, os que não questionam. Busco a saída, se é que conseguirei incluir-me em algo para deste sair. "Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais no cume calmo do meu olho que vê, assenta a sombra sonora de um disco voador...". A coerência é a magnitude do sábio, e como sei o que sou e o que posso sigo incorruptível, incorrigível e impreterivelmente coerente. Não corrompendo este discernimento ético e óbvio vejo que só há dois caminhos: esperar a morte chegar ou tomar coragem para o suicídio.