segunda-feira, setembro 29, 2008

O Circo Eleitoral em Debate

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Em período eleitoral é que a gente descobre que o vizinho é de esquerda, ou direita. Dentre esses seguimentos primórdios se conservador, social-democrata, progressista, trotskista, social-liberal, socialista, liberalista, democrata. Os adesivos de carro é a primeira pista, as conversas de bar deixando de ser apenas sobre futebol e sexo, no ônibus a senhora da frente fala com o motorista sobre algo mais que a chuva que vai cair logo mais.

Muitos dizem não gostar de política ao serem entrevistados, pois está estigmatizado que política é algo ruim. Mas ao mesmo tempo ninguém numa roda de amigos ou no ponto de ônibus deixa de dar seu pitaco em período de eleições. No ônibus outro dia houve uma senhora dizer: "Ele asfaltou a rua da minha vizinha, e agora vai asfaltar a minha!"

A polêmica se gera a partir do ponto em que ela citar quem é o candidato dela, pois alguém de pronto pode retrucar algo sobre o passado do que promete tais façanhas. Assim desencadeando o debate entre os pobres plebeus da nação.

Pérolas aos porcos

Após desqualificar a petista, Paulo Maluf desperta a fúria de Marta, que por sua vez, investiu em ataques a Paulo Maluf: "Seu sonho é asfaltar o Tietê", disse ela, respondendo ao ex-prefeito que é psicóloga, mas sabe bastante sobre transporte. "Como psicóloga, tenho bom senso, não vou asfaltar o Tietê."

A ultima pesquisa Ibope esquentou mais ainda a eleição paulista, onde o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, subiu 4 pontos percentuais - de 21% para 25% - na mais recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope. Geraldo Alckmin teve oscilação negativa de 1 ponto percentual, de 21% para 20%. Marta Suplicy, continua liderando o levantamento com os mesmos 35% das intenções de voto da sondagem anterior.

Mas midiaticamente o grande interlocutor de pérolas Maluf, trouxe um mal estar quando perguntou para Soninha (PPS), o que ela faria para combater as drogas nas escolas. Pois ela já admitiu em entrevista à revista "Época" que usou maconha. O DR. Paulo Salim Maluf não tem papas na língua, dentre outras coisas. Na verdade está para levantar a chapa proporcional, sabendo que não tem chances de ir ao segundo turno, vê-se em posição privilegiada para criticar a torto e a direita. E sobrou até pra Soninha, que possui posição clara apesar de não convencional quanto a questão, que é de descriminalizar para combater o tráfico.

Ex bom é ex morto!

Os ex-aliados nesta reta final multiplicam suas fagulhas entre si, mesmo pegando no pé da senhora Marta do relaxa e goza, que certamente será utilizado no segundo turno com mais veemência por um deles dois. Ninguém sabe se em 2° turno serão novamente aliados mas as farpas no momento são de grosso calibre. Gilberto Kassab (DEM), disse que o adversário Geraldo Alckmin (PSDB) tentou convencê-lo a não disputar a eleição em troca de participação em sua eventual gestão na Prefeitura de São Paulo e apoio a uma candidatura ao governo do Estado, em 2010. O tucano negou. Então entra nosso palhaço da noite no debate da Record. Com a palavra Maluf: "Vou dizer que Kassab apoiou Alckmin em 2002 e Alckmin retribuiu em 2004. São farinha do mesmo saco. Eles brigam na sala de visita e se reconciliam na cozinha".

Escola de circo

Como num enredo circense as piadas nesta campanha eleitoral são as mesmas de sempre, o que mudam as vezes são os palhaços e as improvisações. Como em um picadeiro o show supre a falta de propostas. Quando vemos o debate no real sentido da palavra começar a fluir, seja um ou outro candidato não controla seu extinto, baixa o nível. É aquela máxima de quem não é visto não é lembrado. Fazer circo se diretamente não trás votos, dá visibilidade! E como se dizia antigamente: "E o palhaço o que é?". E a platéia respondia: "É ladrão de mulher!". Ainda bem que os políticos não perguntam ao povo: "E político o que é?".

Seja na TV ou nas ruas o debate sobre as eleições é de rir pra não chorar.

domingo, setembro 21, 2008

Sou do contra, e você?

Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Ser do contra nos anos de chumbo da repressão era algo louvável. Mesmo que muitas vezes veladamente seja no âmbito artístico ou de vida comum. Hoje o padrão é da inversão plena de valores onde quem tem muita opinião própria, assim saindo do padronicamente aceito se torna um escroto social.

Lendo a coluna "Cena Aberta" do portal Natelinha, especializado em jornalismo de celebridades e TV, deparei-me com aquele muito mais do mesmo. Uma coluna malhando a novela da Record "Os Mutantes" e elogiando "A mexicana", padrão "A Favorita". E usando como valia uma coluna da Revista veja. Em simultaneidade assistia a película "Equilibrium" que me trouxe uma inquietante reflexão. Mas preciso expor a sinopse para que tal analogia se torne racional:

Sinopse de Equilibrium

Nos primeiros anos do século XXI aconteceu a 3ª Guerra Mundial. Aqueles que sobreviveram sabiam que a humanidade jamais poderia sobreviver a uma 4ª guerra e que a natureza volátil dos humanos não podia mais ser exposta. Então uma ramificação da lei foi criada, o Clero Grammaton, cuja única tarefa é procurar e erradicar a real fonte de crueldade entre os humanos: a capacidade de sentir, pois há a crença de que as emoções foram culpadas pelos fracassos das sociedades do passado. Desta forma existe um estado totalitário, a Libria, que é comandado pelo "Pai" (Sean Pertwee), que só aparece através de telões. Foi decretado que os cidadãos devem tomar diariamente Prozium, uma droga que nivela o nível emocional. As formas de expressão criativa estão contra a lei, sendo que ao violar qualquer regulamento a não-obediência é punida com a pena de morte.

O "Desequilibrim" da mídia especializada

Parece-me que qualquer coisa que não seja dita através do que dita a poderosa emissora carioca trás um ódio embuto de pessoas que como ela vêem o diferente como abominação. Ou como se tudo que não fosse proveniente dela então poder-se-ia ter chance de ser considerado como algo possível de ter relevância ou até mesmo qualidade.

Quanto a exibição do filme em TV aberta sem alardes também me preocupa. Pois apesar de os americanos tentando salvar o planeta, o que não acontece na realidade, seja um grande chavão, a contextualização quanto a idiotiozação das massas que permeia o argumento do roteiro é muito pertinente.


E me fez atinar ao processo de desumanização visto na novela de João Emanuel Carneiro, mas que perante ao "status quo" de ser uma novela Global, e por conseguinte dada como algo de pleno sucesso entre vários setores da sociedade brasileira. Em contra ponto está a louquissima "Os Mutantes" que realmente é uma mudança e tanto na dramaturgia brasileira. Embora sofra ataques múltiplos e totalmente coordenados pela bucefalia elitizada pró rede Globo, que já atacaram as mexicanas do SBT, depois as brasileiras do SBT, as brasileiras da Band e Record. Aquela máxima de Michel Foucault de que quem está no centro precisa atacar a poder para se afirmar no poder se faz presente neste discurso anti qualquer coisa que não seja proveniente do Projac. Nem deveria citar a nada confiável quando o assunto é tendencionismo, Veja. Em matéria pejorativa "Vão nos abduzir? Os ETs chegaram à novela Os Mutantes, da Record. Haja papo do outro mundo" de Marcelo Marthe.

Marthe contra Marte

O que chega a ser irônico é que o Marthe, está criticando uma novela que cita Marte? mas brincadeiras a parte certas afirmações do marciano da veja são de um repetido discurso de pejor ao que não é global que chegam a me parecer matéria paga. O próprio título da o tom de imbróglio. Ressalto este trecho: "A maior revelação da nova fase da novela é que todos os mutantes foram concebidos pelos tais extraterrestres. Em breve, a salvação dos humanos dependerá de um herói enviado do futuro – a referência óbvia é o filme O Exterminador do Futuro." Mesmo que muitas teses de Ufólogos consista nisto e ainda existem milhares de filmes bem aceitos em críticas do mesmo veículo. Ainda esquecendo as muitas vezes elogiadas "Vamp", ícone cult dos anos 90, que trazia vampiros em sua trama.

Toda obra tem uma referência hoje, salvo autores que nunca tiveram contato com outras obras, o que hoje seria impossivelmente concebível devido a integralidade das nações, mediante a tecnologia actual. A ressalva que faço é que Tiago Santiago era colaborador-escritor de Vamp, e migrou para a Barra Funda com a recusa de sua "Prova de Amor" pela vênus platinada. A mesma que ergueu a emissora ao ponto de bater em momentos a intransponível invencibilidade do Jornal Nacional.

Eu plagio, Tu plagias, Ele plagia, Nós plagiamos, Vós plagiais, Eles plagiam

Baseando uma ficção na ainda pouco comentada no brasil "Nanotecnologia", o autor construiu sua base na primeira temporada da trama. O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza). É uma área promissora, mas que dá apenas seus primeiros passos, mostrando, contudo, resultados surpreendentes (na produção de semicondutores, Nanocompósitos, Biomateriais, Chips, entre outros). Um dos instrumentos utilizados para exploração de materiais nessa escala é o microscópio eletrônico de varredura, o MEV. O objetivo principal é chegar em um controle preciso e individual dos átomos.

Muitas vezes quando prefiro a frase: "O importante não é o que se faz, mas quem faz!", recebo severas criticas, do pedantismo ao pessimismo. Devo dizer realmente que esperança sem motivos, sorrisos sem motivo pelo menos para mim é coisa de drogado ou pessoas que não comportam em si pleno gozo de suas faculdades mentais. Endrigo Annyston termina sua coluna "Cena Aberta" de uma forma interessante: "Todos os elogios do mundo não descreveriam tudo o que foi visto hoje em A Favorita. Uma novela de verdade, com um autor de verdade."

Mas como diria O Professor Girafales: "Eu poderia saber qual fora o motivo, razão ou circunstância para tal afirmação?" Desculpe-me plagiar te Roberto Bolaños.







segunda-feira, setembro 15, 2008

A cultura em "Desterro"

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Uma lastima numa região que possui apenas 6 casas de espetáculo, e cinemas q na verdade parecem só um, pois tem a mesma programação comercialóide. Outra lástima fora a reportagem pequena e superficial do Programa "Estúdio SC" da filiada da Rede Globo em Santa Catarina, a RBS TV, sobre o fechamento do Cine York, com cara de matéria de gaveta!
Esta nota que circula em blogues e via comunidades de relacionamento dada pelo Jornal Notícias do Dia, da uma noção do que era o então fechado cinema, domingo 14 de Setembro de 2008:
"A perda do município é do Estado igualmente. O espaço é charmoso e tem elementos – como tapete vermelho importado, poltronas macias e confortáveis de veludo belga na cor vinho, assim como coleção de cartazes de cinema antigos – que a caracteriza como uma das boas velhas salas, mas com o conforto do ar-condicionado. Com o fechamento encerra-se um espaço cultural valioso, restando apenas o Clube Nossa Senhora do Desterro, no CIC, em Florianópolis, como opção aos que preferem uma programação menos americana e mais sofisticada”.
O veículo de propriedade da RIC SC, que também detém as repetidoras Record e Record News no estado, também peca pelo óbvio. Ambas relatam a casa como um local sofisticado em sentido pejorativo. O impresso ainda ameniza a gafe ao fim da nota, mas mesmo assim ninguém informou que os ingressos praticados na casa eram menor que em Cine-Shoppings Blackburters. ( R$ 10,00 e R$ 5,00 meia entrada )
São José possui aproximadamente 200 mil habitantes e além do Cine York, a cidade possui apenas mais 5 salas da rede Arcoíris cinemas no Shopping único da cidade. A se considerar que o centro de Florianópolis fica a 25 minutos de ônibus da casa é de se abismar que possa em uma cidade sã fechar-se um cinema único ou o ultimo cinema no sentido mais amplo da palavra. Somando a população da capital e as cidades ao seu entorno temos cerca de um milhão de habitantes. Formam uma área urbana contínua: Biguaçu, Florianópolis, Palhoça e São José.
Um pouco de história

A dialética do bem contra o mal usado nos veículos é simplória, talvez ao nível da cidade de Nossa Senhora do Desterro. Com a Proclamação da República a vila elevou-se a cidade aonde decidiram fortalecer o nome correto, mas agora passando apenas a se chamar "Desterro", nome esse que desagradava os moradores pois este termo lembrava "desterrado" ou seja, alguém que estava no exílio ou quem era preso e mandado para um lugar desabitado. Esta falta de gosto pelo nome trouxe hora ou outra votações para mudança do nome, um deles o de "Ondina" deusa da mitologia que protege os mares e que foi descartado até que com o fim da Revolução Federalista, em 1894, em homenagem ao então presidente da República Floriano Peixoto Hercílio Luz mudou o nome para Florianópolis.
Nesses momentos em que questiono o porque de se ter mudado o nome de Desterro. A região hoje se deteriora e se desterra um pouco mais culturalmente. Peculiaridades de uma terra onde se tem um dos transportes mais caros do país, custo de R$ 2,50 a dinheiro, e uma infinidade de tarifas a cartão no sistema desintegrado da capital, ops... "Sintema Integrado de Transporte". Haja parenteses! E a se considerar que existem municípios que se é mais rápido chegar ao centro da capital, do que a bairros devido a esse sistema, o preço das tarifas intermunicipais deveriam ser revistas. Tem ônibus que trafega sem placas de preço e cobrando valores de quase cinco reais para trechos ínfimos. O que faz com que as pessoas tenham q esperar no mesmo ponto até que o ônibus mais barato passe.

Para não mudar o tema do artigo

E se alguém perguntar: Porque você não vai a locadora? Responder ou não responder, eis a questão! "Vambora!" A ultima vez que perguntei na locadora onde tinham filmes brasileiros ouvi a seguinte frase: "Tem aquela prateleira ali no fundo com filmes brasileiros... Aqui ficam os de comédia, ação ali e depois atras tem uma prateleira de filmes brasileiros do lado da prateleira de outras línguas."
Eu nem sabia que minha língua era inglesa, mas tudo bem, pelo menos alguém já admite indiretamente sermos uma país colônia dos Estados Unidos. Que mal há nisso, se a Guiana ainda é Francesa? A Guiana Francesa que ainda é um departamento ultramarino da França na costa atlântica da América do Sul. Como parte integral da República Francesa, a Guiana Francesa é representada no Senado e na Assembléia Nacional da França, seus cidadãos participam das eleições para presidente da República Francesa. Como parcela do território francês tanto quanto as partes da República Francesa localizadas no continente europeu, a Guiana Francesa é considerada parte da União Européia, e a moeda local é o Euro. Aqui ganharemos em dólar quando ein? Salário mínimo americano? Ah, esqueci que somos apenas uma colonia pós-moderna, não parte. Somos apenas explorados sem nada ganharmos além da grande honra da invasão.

O nome era um prenúncio da tragédia

A tristeza é imensa, as saudades já sã infindas. Como uma parte de mim que se perdera em um acidente. Ao caminhar a beira mar por 40 minutos e chegar ao melancólico, agora ainda mais, centro histórico de São José não poderei assistir a um bom filme. O café revigorante do bar no térreo do casario que abrigou nosso cinemão não terá o mesmo sabor. Aquele sabor dos comentários do filme recém assistido.
Cine York, logo York. Um lugar que fora feito em prol do cinemão como diziam os cults da cidade, acaba sucumbindo devido a injusta concorrência das grandes salas e "Cines-Shoppings". Parece até uma peça do destino ala filme alemão, como "DO OUTRO LADO (2007) Alemanha / Turquia", que precisei ir a Balneário Camboriu ver.
Meu último filme lá foi "Amar... Não Tem Preço" ("Hors de Prix", França, 2006), do diretor Pierre Salvadori.
O filme conta com a atuação de Audrey Tautou, e Gad Elmaleh.Jean é um tímido bartender que é confundido com um milionário por Irène, uma oportunista. Ao descobrir que ele não passa de um pobretão, a moça o abandona e ele tenta comicamente reconquistá-la.Jean, assim como o Valjean do livro "Les Miserables", de Victor Hugo, é um miserável, mas conquista o amor da interesseira e se torna gigolô em um hotel de luxo.Uma moeda de um euro sutilmente circunda as ações do filme. Antes como um presente de Jean à Irène e, depois, como retribuição a ele. A idéia é que em algum momento ambos "se venderam".A comédia romântica, que tem duração de 110 minutos, levou mais de 2 milhões de pessoas às salas de cinema francesas. ( Folha de São Paulo )
Dois milhões lá e uma sala vazia aqui? É a dura realidade na região da Ilha da Magia. E como na época de "Desterro" continuamos praticamente sem cinema. Desterrado estou mais que o miserável Vitor Hugo.

quinta-feira, setembro 04, 2008

Corazón ( Coração ) - Nando Schweitzer


Canção composta em 1999 por Nando Schweitzer em português e agora em versão español.
Postada por Produção/Assesoria de Nando Schweitzer

segunda-feira, setembro 01, 2008

Pequena no tamanho, grande no ibope.

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Será que finalmente o reinado X está por cair? Depois de idiotizar gerações, uma nova geração está mais do que rejeitando a dita até então rainha dos baixinhos, hoje tem nesta nova geração a sua primeira rival a altura no ibope.

Como diriam os homens de preto do CQC: "A nossa pequena Pettit, Maisa". Talvez essa seja a explicação, não só as crianças mas também os adultos a assistem. Após várias aparições no TOP 5 como primeiro lugar, quadro do CQC que expõe os 5 melhores momentos ou piores mas engraçados e inusitados, milhares de acessos de suas pérolas no You Tube ela que a meses vinha no bolo da disputada manhã de sábados na TV Aberta chegou a liderança.

O programa “Sábado Animado” deste final de semana, exibido em 30 de Agosto, garantiu o primeiro lugar isolado de audiência durante 2 horas, feito importante para esta pequena notável de recém completos 6 anos. No ar das 07h00 às 12h29, sempre ao vivo a atração apresentada pela pequena Maisa Silva registrou 8 pontos de média com pico de 12 pontos, e dividiu a liderança com a concorrente. No mesmo horário, a emissora terceira colocada marcou 5 pontos.

Em meio a turbulência e descrédito da programação da emissora do Complexo Anhanguera isso é realmente um enorme feito. Xuxa hoje teve após fracassar seu ultimo projeto infantil que tinha horário nas manhãs após Ana Maria Braga cancelado por baixo ibope. Agora em nova tentativa da Rede Globo de emplacá-la no sábado vê-se em mais uma das boas. Esse revés da toda poderosa não vem em boa hora já que antes já perdera o reinado das manhãs para a Record, quando graças as Olimpíadas voltou a ter maior audiência logo a seu fim tem mais esse baque.

Os pequeninos que tanto Xuxa ainda tenta agradar são o ícone de sua possível derrocada. Realmente o mundo da voltas.

domingo, agosto 31, 2008

Custe o Que Custar!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Não, não estaria eu fazendo uma abordagem crônica saudosista sobre os anos 80. Embora poucos se recordem, "Custe o que Custar" este foi o primeiro sucesso de Rosana antes de gravar a canção que Celine Dion gravara anos antes sem grande êxito para o público tupiniquim, mas que na voz da diva Rosana chegou a ficar mais de 40 semanas na ponteira das parados do Globo de Ouro, intitulada "O Amor e o Poder".

Mas hoje como um bom país sem passado que somos Rosana é chamada de brega, apesar de excepcional cantora e ser exímia pianista, Celine Dion virou diva apesar de cantar as mesmas coisas clichês de décadas atrás, e nessa maré de sinalização das artes e de seus profissionais poderíamos citar, testes do sofás para entrar-se em elencos de novelas, suas trilhas cada vez mais comercialóides e vulgarizadas, temos até o crime de termos Patrícia Pillar e Claudia Raia como dupla sertaneja. Ufa, respiro e digo: Que medo!

Na republica das bananas cada vez vemos mais e mais retrocessos e uma nota da Folha de 31/08/2008, à coluna Zapping da Fabíola Reipert me deixou de cabelo em pé por suas entrelinhas.

Políticos se irritam com "CQC", da Band

Depois que o rosto de Danilo Gentili ficou manjado na TV, a Band colocou Warley Santana no papel de "repórter inexperiente", que faz os entrevistados pagarem mico. Warley entrevistou 14 políticos. Ele inventa que é do programa "In Foco", da Rede 21, que não existe. Políticos que foram entrevistados estão revoltados com o "CQC". Estão ameaçando processar a Band.

Como assim fazer entrevistas agora é agressão? Seres humanos que margeam as proximidades do meu ser o que está havendo nesta nação? Seria a volta do DOI-Codi ( Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna ) que atuava como centro de investigação e repressão do governo militar voltando a ativa, a próxima manchete?

O quadro novo é tão perfeito que 14 políticos caíram, não que políticos sejam dos seres mais aptos a reconhecer uma mentira. Pois a cada CPI ao serem entrevistados respondem veementemente que de nada sabiam ou desconfiavam. Quem bom que temos ainda treze oportunidades de verificar esse belo trabalho do CQC, formato importado de "los hermanos" de ouro, que com forte elenco mostra que apenas importar formatos não basta. A realidade está posta, descobriremos muito nestas entrevistas dos costumes de gabinetes e como muita coisa funciona e se finge não ver.

O momento épico desta entrevista ao Dep. Sandro Mabel foi ao ar em 25/08/08 pela BAND, onde como anunciado pelos apresentadores como a "Arma Secreta do CQC", Warley Santana realmente foi uma surpresa como o 8ª elemento do semanal. Quando o apresentador diz: "Você não pode deixar de assistir esse quadro para que você não fique sem assunto amanhã".

Ao pretexto de ser além de Repórter um Assessor de Imagem Warley convence o deputado a tomar certas posturas na entrevista, como: fingir estar ocupado e assim falsear uma entrevista surpresa ao gabinete e sem nada combinado. Chega a ser sublime a gravação da entrada no gabinete onde o repórter indaga o assessor do deputado: "Este é o programa Em Foco, estamos aqui invadindo o gabinete do deputado... Olá, o deputado está muito ocupado?" E adivinhem o que o assessor responde? "Um pouco ocupado". E para piorar o deputado a pedido do suposto programa finge estar no telefone e fingindo não saber da existência da entrevista.

Quer dizer que se for pra cultivar a imagem pública tudo bom, pode se entrevistar. Se é pra falar ou mostrar a realidade é cabível de processo. É fabulosa esta idéia de com autorização do próprio político em algum âmbito, se possa desmarcará-los. O Programa CQC tem a cada dia se renovado dentro da fórmula, sem fugir dela, que por várias regras impostas pelos produtores e criadores do formato Argentino. E graças a este cuidado para que não se perca a idéia original que as versões estrangeiras do programa (Argentina(original), Chile, Espanha e Itália) já receberam ao todo sete indicações ao International Emmy Awards, e ainda é exibido em quase 10 outros países.

Ao se pensar seja por o "Custe o que Custar" como é nominado aqui ou em sei original "Caiga Quien Caiga"( Caia Quem Caia ), custe o que custar muita gente ainda vai cair nas peripécias dos nossos homens de preto em versão brasileira. Para tristeza de alguns mas também pra felicidade de muitos telespectadores que aguardam ansiosos as segundas feiras por este a entrar no ar.

Veja a estreia do quadro aqui: http://br.youtube.com/watch?v=0JKVFK7jXgE

terça-feira, agosto 26, 2008

Fogo amigo na eleição paulista

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Em nota da veiculada por vários sítios em matéria da Agência O Estado de Terça, 26 Agosto, temos finalmente um início de embate direto na morna campanha eleitoral pela disputa da maior cidade da América Latina. No último Datafolha, Marta ficou com 41%, Alckmin com 24% e Kassab com 14%. O que parece incomodar o "Tucanato da Paulicéia", pois assim temem que a polarização da eleição passe a ser Marta x Kassab. A bi-polarização é algo excelente para os marqueteiros de qualquer político com ou sem propostas conclusivas e propositivas para melhorar a vida dos cidadãos.

Como na dramaturgia os candidatos deixam o específico e passam a se tornarem genéricos. O grande épico do herói contra o anti-herói, o bem contra o mal. Os publicitários que cuidam das campanhas eleitorais tem aí seu trabalho facilitado, exclui-se dos tele-prompters do horário gratuito e insere-se a velha politiqueta de quem fez menos. Em aversão aos candidatos propositivos o popularesco show midiática que se verá nos próximos dias pode quase ser considerado inédito. Pela primeira vez em tempos que não vemos ex-aliados se degladiarem por migalhas percentuais, mas que são volupiosas em números absolutos.

O candidato tucano não atacou Kassab diretamente, mas dedicou um de seus programas na TV a mostrar as mazelas de moradoras da periferia que sofrem com a falta de atendimento hospitalar. Paradoxalmente, a área de saúde da prefeitura está sob o comando do próprio PSDB - o partido domina ainda outras secretarias e a maioria das subprefeituras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na TV a guerra já aponta um claro sinal verde entre os azuis democratas e tucanos. Em seu programa Kassab já fez seu papel de polarizar os votos conservadores ao comemorar a queda de Alckmin na última pesquisa, onde usa a frase de efeito com base nos dados da ultima pesquisa Datafolha: "Kassab sobe três (pontos), Geraldo desce oito. E a diferença entre os dois cai pela metade". Martaobteve 41%, Alckmin com 24% e Kassab com 14%. No revide o candidato tucano não atacou Kassab diretamente, mas dedicou um de seus programas na TV a mostrar as mazelas das áreas de periferia que sofrem com a falta de atendimento hospitalar. As mesmas em que a estão sob o comando do próprio PSDB - o partido domina ainda outras secretarias e a maioria das subprefeituras.

O circo midiático começou, esperemos que o palhaço desta vez não seja novamente o povo. Ele que sofre com o resultado da política do quem faz menos e propaga mais. Fazer não importa muito, pois com pouco se faz muito, já que os marqueteiros de campanha conseguem transformar uma pintura externa em índices de obras realizadas na ultima administração de seu candidato.

Alckimim e Kassab que se cuidem e não briguem muito porque o povo pode se cansar das brigas pessoais dos ex-aliados, como fogo amigo também mata podem ambos se ferir. Não me surpreenderia que o nosso emblemático e falastrão Salim repita o ainda mais emblemático segundo turno de um passado não muito distante MM, Marta x Maluf.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Luz, câmera, teste do sofá em ação!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Para quem tenta justificar as quedas nos índices Globais e ainda mais no seu ex-porto-seguro as novelas é que me dirijo. O que acontece na dramaturgia atual? A Record ameaça com uma ficção científica tupiniquim, o SBT ameaça com a re-re-reexibição de Pantanal. Onde está o dito país das novelas, que também pelos defensores do indefensável o proclamam a décadas o país do futebol? Se ser o país das novelas é aplaudir falsos artistas que a única arte que praticam é aquela do léxico da minha avó: "Você fez arte ein? Vai já pro castigo!". Meus caros o castigo é nosso, ter de engolir testes do sofá ou qualquer nome que queiram dar.

Divas do passado e do presente: Quanta diferença!

A Coluna "Revista da TV" de Patrícia Kogut, do Jornal o Globo, só não força mais a barra pra não ultrapassar o cúmulo do ridículo. Quando cita:

Ela se despede de Maíra com o sentimento de missão cumprida. E agradecendo ao autor da história, João Emanuel Carneiro.

— Foi um presente. João não deixou passar despercebida a presença dela. Sou muito grata a ele e ao Ricardo (Waddington, diretor). Tanto pela Maíra quanto por eles terem me liberado para fazer a novela da Glória Perez, "Caminho das Índias" — finaliza a atriz.

Primeiro para crer em tal nota precisaríamos viver em um mundo surreal, desinformado e alheio a realidade. Alguém que não é formado e quando raramente o é em uma novela geralmente faz parte da velha guarda, ou de alguma das pseudo-faculdades de teatro do país. As pessoas deveriam saber que curso de Artes Cênicas, não é teatro, forma apenas vomitadores de teoria crítica teatral ora da realidade técnica de interpretação no palco. Pois até mesmo um semi-analfabeto que ler repetidamente Stânislavisk poderá repetir suas teses, mesmo sem entende-las ou pratica-los.

Cada uma declara o que pode

Agora alguém me diga sem usar "dopping" como alguém que faz inúmeros trabalhos ditos de atriz podem fazê-los repetindo timbre vocal, repetindo expressão corpórea e repetindo sotaque. Num país preconceituoso, segregacionista e multi-étnico cultural, onde só a região nordeste tem 5 dialétos característicos alguém conceber que uma atriz possa repetir sotaques em dois trabalhos seguidos?

Como disse Débora Block no prêmio contigo ultimo: "Eu nunca dei para diretor nenhum. Vai ver é por isso que minha carreira no cinema não decolou".

A profissão continua a mesma, mas os testes quanta diferença

Será que é só no cinema ein Débora. O que vemos hoje no meu da dramaturgia, ou dita como tal. A cópia de algo que se criou no cinema americano nas décadas de 60 e 70 e aos poucos foi o vulgarizando e consequentemente baixando seu nível ao discorrer dos anos. O mesmo ocorre com nosso patrimônio televisivo. Desde a entrada da Rede Globo no mercado de novelas, primeiro copiando a programação da TV Excelsior e novelas da TV Tupi, o número de atores com propriedade para tal designação tem diminuido. Há ultima década mais descaradamente! É só avaliar a qualidade de elenco de uma trama com seu "Remake". Compare o elenco de Ciranda de Pedra na primeira e na atual versão.

Não sei o que deixa-se mais perpléxo um ser: Os que fazem parte da mídia que por muitas vezes negam o teste do sofá em detrimento aos profissionais capacitados e formados para tal; ou os que nem fazem parte da mídia mas têm o discurso de manipulado midiático e também finge este fato não existir?

Antes que alguém pergunte quem sou eu, já de antemão respondo: Sou um feio, pobre, sem fama e ainda sincero. Tudo que não faz sucesso no país do futebol, do carnaval e das novelas. Abraços Débora, que bom que alguém em sua posição não tem falar verdades... Que raro!



quinta-feira, agosto 14, 2008

Pequim 2008: OLHO NO LANCE!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


China, uma nas palavras mais faladas na mídia por esses dias. O maior país, a maior população e talvez a menos entendida e mais discriminada da próxima geração. Ontem o Jornal da Globo em manchete totalmente tendenciosa: "A China não usou de tecnologia apenas para maquiar a cerimonia de abertura das olimpíadas, mas também para aumentar o número de recordes nas piscinas em Pequim". Na verdade a emissora nunca perdeu uma oportunidade de jogar uma pedra em seus rivais ideológicos seja Cuba, Venezuela ou China. Ora veja, pense que você apenas viu o 1° bloco do Jornal e dormiu pensando que a China por algum motivo e sabe-se lá de que maneira está manipulando os resultados das provas do cubo d'água, nome da piscina olímpica de Pequim. Ou não?

A cobertura dos jogos de Pequim tem sido razoável na média, mas muito apática principalmente por parte da Rede Globo. Creio que por ter perdido os direitos de exibição dos próximos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver 2010, Panamericanos de Guadalajara em 2011, e os Jogos Olímpicos de Londres em 2012. A idéia da emissora carioca, e diga-se de passagem muito anti-ética, é de fazer uma cobertura fria do evento para esvaziar o interesse pelos próximos jogos que não serão mais da toda poderosa. Em contrato que abrange todas as mídias, incluindo TV e internet.

A Record tem dito aos quatro ventos que não dividirá as transmissões para a TV aberta. Aí vem a pergunta que não quer calar: E a Record vai deixar suas atrações, novelas, programas e afins fora do ar? Respondo, não esqueçam que a Record News está em todas as capitais do país em TV aberta, a emissora já estreou com uma rede de 101 emissoras abertas afiliadas, e vem ampliando suas afiladas. No Rio Grande do Sul por exemplo chegou a roubar emissoras que antes transmitiam o SBT. A Globo hoje só transmite as provas e modalidades quando o Brasil está na disputa ou de madrugada, o que não ocupa sequer 20% da programação e deixando a Bandeirantes com que dividiu as transmissões após acordo financeiro com a liberdade de transmissão conjunta ou não de todos os eventos desde que com prioridade para a Globo.

Poderemos ter então pela Record e Record News a mais completa cobertura de Jogos Olímpicos em TV Aberta da história do país. Creio que com a ampliação até 2010 da Record News para uma maior parte do país, poderemos se os bispos forem ousados uma pitada desse experimento.
Hoje a Record News em números absolutos é uma pequena rede, isso reflete em índices baixos perante as 5 maiores redes do país no ranking nacional de emissoras. Mas mesmo assim em determinadas e específicas ocasiões chega a vencer BAND e Rede TV! Existem casos como no estado de SC, onde ela está em 3° lugar com médias em torno de 5 pontos na média mês, por estar em 100% do território desde quando a Record através da RIC virou cabeça de rede no canal 4, substituindo a parceira anterior, SBT. Assim a Record News assumiu o canal 6 UHF no estado que antes transmitia a programação da Rede Record.

Fogo Amigo

Neste domingo, a Olimpíada de Pequim rederam a Globo muito. Enquanto transmitiu o jogo da seleção brasileira masculina de futebol, que jogou contra a Venezuela, deu 13 pontos de média e 63% de share no horário das 06h às 07h51. Na faixa, a Globo costuma registrar 5 pontos. A Globo vive um dilema enorme. Por dividir com a Band as transmissões não pode deixar de transmitir vários eventos dos jogos, mas usa simultaneamente de reportagens para atacar a China e também desmistificar o glamour dos Jogos Olímpicos. É o famoso fogo amigo, que mesmo sendo amigo é fogo, e pode ainda chamuscar muito a poderosa.

Gente que faz

E a Band faz muito bem o seu papel nesta olimpíada. Quem perdeu o Jogo: Itália X Camarões, narrado por Sílvio Luís? Nessas horas que amo ter insônia. Graças a isso tive o prazer de ver uma das melhores transmissões de futebol dos últimos tempos da TV mundial. A irreverencia de Silvio Luis e os perfeitos comentários de Osmar de Oliveira fizeram a diferença em um jogo em que apático seria um elogio. Infelizmente não pude ouvir seu bordão clássico: Pelo amor dos meus filhinhos! O que é que eu vou dizer lá em casa!? Mas descontração não faltou. Ajudado pelo nome do zagueiro italiano "Bochetti" e uma presença de espírito inigualável, pudemos ver uma nova pérola das narrativas futebolísticas: "E esse Bochetti não é mole não minha senhora!". Ou algo semelhante. Ainda: "Biro-Biro" em alusão ao jogador camaronês de cabelos descoloridos ao tom do cabelo de nosso astro Biro-Biro.

Antônio Silvio Luiz de Souza Mendonça de Menezes e Miranda, conhecido simplesmente por Silvio Luiz, o filho da famosa locutora Elizabeth Darcy. Longe do cansativo e batido Galvão Bueno, ou do clone Cléber Machado, que a Record tenta contratar, é gente que faz a diferença até mesmo num 0 à 0 anti ético-esportivo como fora a apresentação destas seleções em Pequim. A BAND deveria coloca-lo para narrar eventos nos jogos de maior importância, pois mesmo sendo profissional e ainda único com seu sarcasmo e irreverência não merece ser posto de escanteio. Pois como não dizer que ele dá amplidão ao que está obtuso em nosso pensamento. Precisamos ser tão sinceros como Silvio em sua frase: "Eu não preciso mandar a fita pro Dunga não né?", ou "Olha a cara do Joseph Blatter"- Presidente da FIFA que assistia entediado ao jogo. Será que ele será escalado para narrar algum dos "empolgantes" jogos da atual seleção brasileira?

segunda-feira, agosto 11, 2008

Floripa ou Desterro?


Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Florianópolis é a capital do estado de Santa Catarina e uma das três ilhas-capitais do Brasil. Originalmente denominada Nossa Senhora do Desterro, em alusão à sua padroeira, ou simplesmente Desterro, seu nome foi alterado ao fim da Revolução Federalista, em 1894, em homenagem ao então presidente da República Floriano Peixoto. Deste nome deriva o apelido Floripa, pelo qual a cidade é amplamente conhecida.

Diz a sabedoria popular que recordar é viver. A mim não parece tao sábia essa colocação, pois ninguém vive de passado a não ser os museus. É óbvio que devemos conhecer sobre nosso passado para que compreendamos o presente.

Talvez esse seja o problema maior de nossa querida Floripa, além de pela primeira vez em sua história enfrentar problemas de cidades grande. Criminalidade em alta, ainda com estigmas eleitorais baseados no coronelismo e com a sua maior defesa contra as críticas recebidas o chavão: "Então volta pra tua terra!"

Nos índices de criminalidades já crescemos, na taxa de de desemprego, no número de residências sem tratamento de esgoto, aumentamos o número de praias impróprias para banho, e tudo isso sem desenvolvimento econômico para a média geral da população.

E me dirão os eufemistas sem motivo, de retórica repetida como única defesa e fuga fulgáz da autocrítica que se no Brasil é desuso em Floripa, em defesa a "tão amada ilha da magia" apenas dirão aos críticos de suas torpes mazelas: "Então volta pra tua terra".

Independente de qual a sua crença, sua classe social, seu estilo pessoal e seu estigma social se desejas que A Ilha da Magia, não passe a ser chamada a ilha da magia negra. Reze muito para que as pessoas da Vila de Desterro passem a ter mais auto-crítica, pois a situação está pra lá de critica graças a nossa população acrítica. Ou apenas peça aos céus e a Iemanjá para que você não seja assaltada no vilarejo de melhor qualidade de vida do país e que não passa de uma cidadela de interior localizada geograficamente na capital.

terça-feira, agosto 05, 2008

Vida e Morte Severina!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Dona Severina deve estar chocada, estarrecida, horrorizada, pasma caso tenha assistido ao "A Tarde é Sua" da jurada concerne do "Troféu Imprensa" que a cada ano perde importância. A inescrupulosidade da mídia brasileiro na sede por audiência cada vez mais nos trazem aos olhos determinadas posturas de certos ditos profissionais totalmente abusivas. Felizmente eu não vi, e esse é um capítulo da nossa TV ao qual agradeço te-lo perdido. Ao ler uma matéria do jornalista Miguel Arcanjo Prado, da Folha Online quase não acreditei. "No "A Tarde é Sua", exibido na tarde de terça-feira na Rede TV! a cena torpe ocorrera após o horário de almoço. A atração, sob o comando da jornalista Sônia Abrão, mostrou "com exclusividade" imagens do velório do brasileiro morto nos EUA."

Que ela é sensacionalista creio não ser nenhum grande manchete, mas Sônia Abrão narrou com dramaticidade todas as cenas do velório, fazendo questão de ressaltar que as imagens eram exclusivas. A edição de imagens com detalhes e closes do rosto do rapaz foram de extremo mal gosto. Como se dissesse: Venham, venham, apenas eu tenho a carne, venham ao meu açougue. Se não bastassem as eternas entrevistas com os eternos BBBs debatendo os atuais, ainda nos intervalos entre uma pérola e outra os merchans insuportáveis da tal TECH sei lá o que.

Muitos ainda dirão, é só assinar TV a cabo, e assistir as mesmas coisas americanas de 20 ou 30 anos atrás. E tem quem critique o SBT por reprisar Chaves e Chapolin, e não criticam a TV fechada por reprisar o "O Gordo e o Magro". Temos que desidiotizar a população e não apenas migrar para algo com mais status achando que isso trará qualidade a nossas vidas. Dona Severina não adianta pagar uma assinatura pra ver no estrangeiro o que aqui a nos na TV aberta se copia.

Devo mais que concordar, mas sim citar estas sábias palavras: "Os vícios da TV aberta transferiram-se de mala e cuia para a TV fechada onde a pretexto de falta de recursos premia-se a inexperiência, a apelação e a burocratização. O assinante de TV que paga as maiores taxas do mundo é tão ludibriado quanto a elite freqüentadora de restaurantes que desembolsa por uma reles macarronada o preço do pote de caviar." - Alberto Dines

E eu? Eu continuo igual, no ostracismo social!

segunda-feira, agosto 04, 2008

O final antes do fim

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Realmente era verdade. A parceria que a Record fecha com a mexicana Televisa prevê uma sociedade entre elas em novelas que vierem a ser produzidas. Record e Televisa dividirão ao meio os custos de produção das novelas a serem gravadas no Brasil com texto mexicano.

O pesar desta parceria não é se usar um texto adaptado de um outro internacional, mesmo porque 70% das produções teatrais no país e de grande respaldo de patrocinadores vão do chatíssimo e tradicional Sheakspear, Ibsen, Servantes, Stânislavisk, Grotovisk e afins. O que preocupa é a opção de abertura do novo horário de novelas da Record é refazer um texto já exibido em 3 versões no país.

De acordo com a coluna Outro Canal, os primeiros recursos que a Record faturar irão para a Televisa cobrir seu investimento. Depois, serão descontados os custos comerciais, financeiros e impostos. O que sobrar será dividido entre as duas emissoras.
A parceria deverá durar pelo menos 1 ano, com possibilidade de renovação até três. O contrato também deverá prever o direito da Record romper o acordo caso as novelas não atinjam no mínimo 12 pontos na Grande São Paulo.

A Record pretende produzir um único texto do acervo da Televisa por vez. O primeira da lista, conforme já anunciado, é Betty, a Feia, original colombiano já exibido no Brasil pela RedeTV! Vale lembrar que o texto que será produzido é do remake que a Televisa já fez, intitulada La Fea Más Bella. Que é um tanto ruim se comparado ao original.

Existe alguma diferença entre nossas emissoras?


As diferenças do acordo da Televisa com o SBT, são que Record quer total autonomia para escolher e adaptar os textos, escalar elenco e definir linhas artísticas e padrões de qualidade. Betty, a Feia deverá ser ambientada no Rio de Janeiro.

Enquanto uma refaz outra re-reproduz com exito a trama da extinta Manchete. Nesta quinta (31/07), “Pantanal” registrou ótimos índices de audiência para o SBT e conquistou vice-liderança isolada. Pantanal tem derrubado a inédita Chamas da Vida que contou com cenas dignas de Hollywood, Bollywood e similares. Entrando no ar das 22h20 às 23h37, a novela registrou média de 16 pontos e alcançou pico de 21 pontos, e ainda conquistou a liderança durante 5 minutos (de 23h19 às 23h24). No mesmo horário, a primeira colocada marcou 25 pontos e a terceira, 13.

O final antes do fim

Enquanto a Globo relança sua novela das 8 em sinal de pleno desespero pelos índices não habituais da mesma. O desfecho da trama principal segundo o autor, lançará uma nova novela dentro da novela. Pois com meta de 45, mas com média de 37 até então, em meio a essa briga por Ibope das paulistas, que é assistida pela poderosa já com certa cautela, pois com Pantanal o SBT subiu e a Record pouco caiu. O resultante é um nivelamento maior entre as 3 grandes brasileiras. Ressurge ele que tanto na Record como ao migrar para o SBT peitou e venceu a Rede Globo em várias ocasiões! Uma das atrações será o Resolvendo no Ringue, onde duas pessoas irão solucionar seus conflitos no tapa, em cima de um ringue cheio de gel. Pra variar nossa TV com " grandes inovações". Na verdade muito mais do mesmo, ou é impressão minha?

Em um momento de pequena reação do SBT em horários esporádicos fazer um balanço mais amplo é necessário. A Record subiu e Globo caiu no Ibope nos últimos tempos. Num comparativo divulgado pela Folha Online a Record fechou o último mês de julho com audiência média de oito pontos no Ibope da Grande São Paulo. Esse número representa um crescimento de 11% quando comparado a julho de 2007, sendo que cada ponto no Ibope equivale a cerca de 55,5 mil domicílios na Grande São Paulo. Se comparados os mesmos períodos, a Globo caiu 15% e o SBT manteve a mesma audiência. A Band também caiu, 14%, e a Rede TV! teve queda de 3%. Comparando os meses de janeiro a julho deste ano com o mesmo período em 2007, a audiência da Record cresceu 24%, com média de nove pontos. No mesmo período, a Globo caiu 9%, o SBT, 7%. Já a Band teve crescimento de 11%. A Rede TV! também cresceu: 3%.

Ai meu senhor do Bonfim, e ainda temos que mudar para os canais a Cabo para ver as reprises dos filmes mais chatos da temporada. E as temporadas passados dos seriados menos criativas e de maior audiência da década perdida. Quanto opção não é Dona Televisão.