segunda-feira, junho 06, 2011

O mundo em favor de todos!


15-M-A, Argentina tiene de moverse también


Fernando Schweitzer, Buenos Aires - Actor No-TELEFEsino, Director Teatral, Cantante, Escritor y Periodista



Teniendo visto las distorsiones de los medios mediante al movimiento 15 de Mayo, sus propósitos y razones de ser, tomé la decisión de comunicarme con eses mis pares políticos ideológicos del otro lado del atlántico. A través del foro oficial del movimiento http://15demayo.info/foro/index.php les remetí este mensaje:


Hola,


en verdad los medios de acá son arcadistas y reaccionarios, y por más que no crea en los K cómo muchos los tachan "izquierda", los medios aquí son todos fachos. 


Las notas por este lado del océano sobre el 15-M, sea de los medios de Clarín, La Nación y demás dan un peso casi nulo y la tinta irónica que utilizan hace parecer que son protestas de jóvenes boludos y sin ideas claras ni propuestas.


El fascismo por aquí es visto a ojos claros a cada frase de odio contra "minorías"... la estereotomía dialéctica de Capital cómo un país a parte, de todo que esté después de la auto pista que circunda la ciudad autónoma de Buenos Aires. Es semejante a lo que pasa en España y sus comunidades autónomas. Creo que también necesitamos de urgentemente construir el 15-M-A (Argentino).


Saludos cordiales a todos que de una forma u otra no dejan aflojar sus ideales.

segunda-feira, maio 09, 2011

Aonde está a evolução?

De frases como a do quase esquecido e infelizmente relembrado agora por mim, Marcelo Dourado, de que heterossexuais não adquirem o vírus HIV, o país está infestado. O recente acontecimento alardeado pela mídia sócio-normativa brasileira como grande vitória, para a ainda dita minoria LGBT, é mais um exemplo claro da exclusão e perseguição que este grupo na nossa sociedade. Essa mesma que diz-se não recista e profere frases clássicas, como: "Eu não tenho preconceito, até tenho um amigo negro!".

Dada as milhares de confusões é salutar aclarar o que a Justiça decidiu sobre a união civil entre gays. A união de casais do mesmo sexo é reconhecida como entidade familiar, ou seja, que viver em comunhão de um ambiente é agora considerado uma instituição familiar, não somente em caso de irmãos(sejam, ou não, de sangue), tios, primos, avós... Também uma casal de pessoas de mesmo sexo ao compartilharem um lar, finalmente passaram a ser família.

Como afirmei em uma matéria minha para o Jornal Correio da Ilha de Florianópolis e blog Sincerando, em Agosto de 2010, chamada Casamento gay? Quando..., a união estável não dá aos casais do mesmo sexo e os cartórios tão pouco são obrigados a formalizar o casamento entre homossexuais, porque o Congresso Nacional precisa modificar a lei e o Executivo Federal assinar-lo. Os diretos que os casais homossexuais já tinham nada mais são que a mera permissão para declarar Imposto de Renda em conjunto.

Com a decisão da Justiça recém aprovada por unanimidade exemplar pelo STF, o que passa a ser considerada uma entidade familiar é a convivência duradoura, pública e contínua de casais, independente do sexo ou sexualidade. A união estável é o mesmo que casamento? Muitos se perguntam... Não, pois o casamento precisa ser oficializado em cartório; união estável, não. Hoje cerca de 60 mil casais homossexuais moram juntos no Brasil, a maior parte na região sudeste, sendo o estado do Rio de Janeiro há mais casais gays morando juntos.

Os "avanços" alardeados não são se quer uma brisa contra o furacão anti-democrático que é nossa sociedade atual. A tal "comunidade" espera desde 1993, quando no congresso o projeto de união civil apresentado por Marta Suplicy, deputada federal na época fora apresentado, algo mais efetivo sobre sua situação perante a constituição que se diz de todas os brasileiros e somente é de alguns, ou a apenas alguns beneficia e protege.

terça-feira, abril 19, 2011

1964 graus de febre


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Enquanto na Argentina um General do tempo da ditadura é condenado a prisão perpetua por crimes contra humanidade, no Uruguay os juízos com referencia ao seu período ditatorial se fazem  desde o ano 2000, no Brasil tentam censurar uma novela que aborda este tema...

Eu tinha prometido a mim mesmo nunca mais escrever nada para, nem sobre o Brasil. Motivos de um fundo tal, semelhante aos que por indignação me fazem voltar a escrever. É de esmeril tristeza e angustia, repulsa e asco, que imbuí-se o profundo âmago de meu amargo ser. A bestialidade do ser humano é surpreendente, mais sempre pode revalidar-se e superar-se em sua insanidade decrépita.

A Abmigaer (Associação Beneficente dos Militares Inativos e Graduados da Aeronáutica) evocou a Lei da Anistia, através de pedido formal, afirmando que não instituiu qualquer tipo de cerceamento a informações sobre o período. Esse e outros "causos" sobre o tema se difundem pela internet. Corre por meios vários no país a nota de que a associação de militares reformados lançou abaixo-assinado na internet pedindo a censura à novela do SBT "Amor e Revolução", que retrata a repressão a militantes de esquerda durante a ditadura (1964-1985).

Os setores reacionário do país hora e meia vêm de encontro com a lógica democrática o continente, buscando regressar ao seu posto de os únicos capazes de gerenciar um estado contra o dito mal comunista, que os mesmos nunca compreenderam. Mesmos capangas que tiraram do ensino fundamental matérias como filosofia e sociologia, queimaram livros porque tinham capa vermelha... 

Nosso povo ainda parece não estar a par de todas as atrocidades de nossa era escura recente. Hoje é possível até que qualquer pessoa consulte os arquivos do Dops, e não se paga nada, a não ser que se requisite serviços como o de copiar documentos. Muita gente consulta para entrar com pedido de reparação por perseguições, prisões, tortura e morte de parentes durante a ditadura. Os prontuários existentes no Dops, xerocados e assinados pelo diretor, passam a ter valor jurídico para pessoas que queiram entrar com processos contra o Estado ou, por exemplo, pedir indenização por perseguições. Mais de 4 mil pessoas já fizeram pedidos deste tipo desde 1994, e atualmente há em média 30 a 40 pedidos por mês. Mas há também muitos pesquisadores que estudam toda essa documentação.

Em bem da verdade, há louco para tudo, já diria o velho deitado. Desde os que fingem, ou fingiram que, a ditadura não existiu. Loucuras de gente enferma, como dizer: "É óbvio que o governo federal, através da Comissão da Verdade, recém-criada, está participando do acordo em exibir a novela", jamais pensei serem repetidas hoje, e fazem parte do tal manifesto. O abaixo-assinado tinha a poucos dias atrás já 535 assinaturas. O autor da novela, Tiago Santiago, disse que a tentativa de censura é inconstitucional e interessa apenas a "torturadores e assassinos" do regime. A assessoria do SBT afirma que não vai comentar o assunto.

A novela "Amor e Revolução" vem rendendo na internet, apesar de a audiência baixa, está agitando as lombrigas do clamor repressivo brazuca. Um portal militar resolveu fazer um abaixo-assinado contra a novela de Tiago Santiago, que aborda o período da ditadura militar no Brasil e os donos do site querem que a trama seja proibida de ir ao ar no SBT.

No texto, os autores do tal manifesto dizem que "é óbvio que o governo federal através da comissão da verdade, recém criada, está participando do acordo em exibir a novela Amor e Revolução no SBT. Parece-nos que se trata de um acordo firmado com o empresário Silvio Santos, visando o saneamento do Banco Panamericano do próprio empresário. As forças armadas não devem permitir, dentro da legalidade, que tal novela seja exibida, pelos motivos óbvios abaixo declarados. Convém salientar que as forças armadas já se manifestaram negativamente a respeito da novela Amor e Revolução".

Procurado pelo portal NaTelinha, o novelista Tiago Santiago falou sobre o protesto: "Achei despropositado, porque a novela é respeitosa com as Forças Armadas, mostrando herói militar e oficiais democratas, a favor da legalidade. Em diversos trechos da novela, há menções favoráveis a militares, evidenciando que nem todos participaram do golpe e da violenta repressão à oposição".

A sordidez desse pedido reacionário destas viuvas da ditadura é além de agressivo, nocivo a liberdade constitucional de nosso povo e de lesa humanidade. Outro trecho muito importante e que se deveria investigar quais são os fundamentos teóricos-técnicos destas mentes tão torpes, que permitem-se dizer ainda na atualidade tais atrocidades a sociedade livre, como: "sendo assim, o efetivo da forças armadas, tanto da ativa como inativos e pensionistas, vêm respeitosamente através desse abaixo assinado, como um instrumento democrático, solicitar do digno Ministério Público Federal, representado acima, providências em defesa da normalidade constitucional, vista o cumprimento da lei de anistia existente, conforme já decidiu o Supremo Tribunal Federal. Nestes termos pede deferimento em caráter urgentíssimo".

Voltei, contra minha vontade e contra o desejo de muitos. Esperei duas semanas o desenrolar dessa lenda burlesca e absurda... E? Nada... Me restou dar meu pitaco. Como sempre digo esperança sem motivos é loucura, e louco é quem espera que o Brasil mude sem mudar sua sócio cultura retrograda, conservacionista e falso-moralista, sócio-normativa. Como a febre amarela, só que muito mais intensa, a ditadura e seus fiéis mais fanáticos que evangélicos radicais querem fazer voltar a arder sua "chama salvadora" da "moral e dos bons costumes"... Qual seria meus caros a medicina ideal para esses 1964 graus de febre?



Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



quarta-feira, março 30, 2011

Xenofobia Portenha


MARIO VARGAS LLOSA

Piqueteros intelectuales

El grupo Carta Abierta pidió a la Feria del Libro de Buenos Aires que me retirara la invitación para inaugurarla, por mi posición "liberal" y "reaccionaria". ¿Qué quieren, una nueva Cuba?


13/03/2011


Un puñado de intelectuales argentinos kirchneristas, vinculados al grupo Carta Abierta, encabezados por el director de la Biblioteca Nacional Horacio González, pidió a los organizadores de la Feria del Libro de Buenos Aires, que se abrirá el 20 de abril, que me retirara la invitación para hablar el día de su inauguración. La razón del veto: mi posición política "liberal", "reaccionaria", enemiga de las "corrientes progresistas del pueblo argentino" y mis críticas a los Gobiernos de Néstor y Cristina Kirchner. Bastante más lúcida y democrática que sus intelectuales, la presidenta Cristina Fernández se apresuró a recordarles que semejante demostración de intolerancia y a favor de la censura no parecía una buena carta de presentación de su Gobierno ni oportuna cuando parece iniciarse una movilización a favor de la reelección. Obedientes, pero sin duda no convencidos, los intelectuales kirchneristas dieron marcha atrás.
        Argentina

        Argentina

        A FONDO

        Capital:
        Buenos Aires.
        Gobierno:
        República.
        Población:
        40.482 millones (est. 2008)

      La noticia en otros webs

      El ministro del Interior de la dictadura prohibió 'La tía Julia y el escribidor' por ofensiva
      El nacionalismo es una ideología que ha servido siempre a los sectores más cerriles
      Me alegra coincidir en algo con la presidenta Cristina Fernández, cuyas políticas y declaraciones populistas en efecto he criticado, aunque sin llegar nunca al agravio, como alegó uno de los partidarios de mi defenestración. Nunca he ocultado mi convencimiento de que el peronismo, aunque haya impulsado algunos progresos de orden social y sindical, hechas las sumas y las restas ha contribuido de manera decisiva a la decadencia económica y cultural del único país de América Latina que llegó a ser un país del primer mundo y a tener en algún momento un sistema educativo que fue un ejemplo para el resto del planeta. Esto no significa, claro está, que aliente la menor simpatía por sus horrendas dictaduras militares cuyos crímenes, censuras y violaciones de los derechos humanos he criticado siempre con la mayor energía en nombre de la cultura de la libertad que defiendo y que es constitutivamente alérgica a toda forma de autoritarismo.
      Precisamente la única vez que he padecido un veto o censura en Argentina parecido al que pedían para mí los intelectuales kirchneristas fue durante la dictadura del general Videla, cuyo ministro del Interior, el general Harguindey, expidió un decreto de abultados considerandos prohibiendo mi novela La tía Julia y el escribidor y demostrando que ésta era ofensiva al "ser argentino". Advierto con sorpresa que los intelectuales kirchneristas comparten con aquel general cierta noción de la cultura, de la política y del debate de ideas que se sustenta en un nacionalismo esencialista un tanto primitivo y de vuelo rasero.
      Porque lo que parece ofender principalmente a Horacio González, José Pablo Feinmann, Aurelio Narvaja, Vicente Battista y demás partidarios del veto, por encima de mi liberalismo es que, siendo un extranjero, me inmiscuya en los asuntos argentinos. Por eso les parecía más justo que abriera la Feria del Libro de Buenos Aires un escritor argentino en consonancia con las "corrientes populares".
      Si tal mentalidad hubiera prevalecido siempre en Argentina el general José de San Martín y sus soldados del Ejército Libertador no se hubieran ido a inmiscuir en los asuntos de Chile y Perú y, en vez de cruzar la Cordillera de los Andes impulsados por un ideal anticolonialista y libertario, se hubieran quedado cebando mate en su tierra, con lo que la emancipación hubiera tardado un poco más en llegar a las costas del Pacífico sudamericano. Y si un rosarino llamado Ernesto Che Guevara hubiera profesado el estrecho nacionalismo de los intelectuales kirchneristas, se hubiera eternizado en Rosario ejerciendo la medicina en vez de ir a jugarse la vida por sus ideas revolucionarias y socialistas en Guatemala, Cuba, el Congo y Bolivia.
      El nacionalismo es una ideología que ha servido siempre a los sectores más cerriles de la derecha y la izquierda para justificar su vocación autoritaria, sus prejuicios racistas, sus matonerías, y para disimular su orfandad de ideas tras un fuego de artificio de eslóganes patrioteros. Está visceralmente reñido con la cultura, que es diálogo, coexistencia en la diversidad, respeto del otro, la admisión de que las fronteras son en última instancia artificios administrativos que no pueden abolir la solidaridad entre los individuos y los pueblos de cualquier geografía, lengua, religión y costumbres pues la nación -al igual que la raza o la religión- no constituye un valor ni establece jerarquías cívicas, políticas o morales entre la colectividad humana. Por eso, a diferencia de otras doctrinas e ideologías, como el socialismo, la democracia y el liberalismo, el nacionalismo no ha producido un solo tratado filosófico o político digno de memoria, sólo panfletos a menudo de una retórica tan insulsa como beligerante. Si alguien lo vio bien, y lo escribió mejor, y lo encarnó en su conducta cívica fue uno de los políticos e intelectuales latinoamericanos que yo admiro más, el argentino Juan Bautista Alberdi, que llevó su amor a la justicia y a la libertad a oponerse a la guerra que libraba su propio país contra Paraguay, sin importarle que los fanáticos de la intolerancia lo acusaran de traidor.
      Los vetos y las censuras tienden a imposibilitar todo debate y a convertir la vida intelectual en un monólogo tautológico en el que las ideas se desintegran y convierten en consignas, lugares comunes y clisés. Los intelectuales kirchneristas que sólo quisieran oír y leer a quienes piensan como ellos y que se arrogan la exclusiva representación de las "corrientes populares" de su país están muy lejos no sólo de un Alberdi o un Sarmiento sino también de una izquierda genuinamente democrática que, por fortuna, está surgiendo en América Latina, y que en países donde ha estado o está en el poder, como en Chile, Brasil, Uruguay, ha sido capaz de renovarse, renunciando no sólo a sus tradicionales convicciones revolucionarias reñidas con la democracia "formal" sino al populismo, al sectarismo ideológico y al dirigismo, aceptando el juego democrático, la alternancia en el poder, el mercado, la empresa y la inversión privadas, y las instituciones formales que antes llamaba burguesas. Esa izquierda renovada está impulsando de una manera notable el progreso económico de sus países y reforzando la cultura de la libertad en América Latina.
      ¿Qué clase de Argentina quieren los intelectuales kirchneristas? ¿Una nueva Cuba, donde, en efecto, los liberales y demócratas no podríamos jamás dar una conferencia ni participar en un debate y donde sólo tienen uso de la palabra los escribidores al servicio del régimen? La convulsionada Venezuela de Hugo Chávez es tal vez su modelo. Pero allí, a diferencia de los miembros del grupo Carta Abierta, la inmensa mayoría de intelectuales, tanto de izquierda como de derecha, no es partidaria de los vetos y censuras. Por el contrario, combate con gran coraje contra los atropellos a la libertad de expresión y la represión creciente del gobierno chavista a toda forma de disidencia u oposición.
      De quienes parecen estar mucho más cerca de lo que tal vez imaginan Horacio González y sus colegas es de los piqueteros kirchneristas que, hace un par de años, estuvieron a punto de lincharnos, en Rosario, a una treintena de personas que asistíamos a una conferencia de liberales, cuando el ómnibus en que nos movilizábamos fue emboscado por una pandilla de manifestantes armados de palos, piedras y botes de pintura. Durante un buen rato debimos soportar una pedrea que destrozó todas las lunas del vehículo, y lo dejó abollado y pintarrajeado de arriba abajo con insultos. Una experiencia interesante e instructiva que parecía concebida para ilustrar la triste vigencia en nuestros días de aquella confrontación entre civilización y barbarie que describieron con tanta inteligencia y buena prosa Sarmiento en su Facundo y Esteban Echeverría en ese cuento sobrecogedor que es El matadero.
      Me apena que quien encabezara esta tentativa de pedir que me censuraran fuera el director de la Biblioteca Nacional, es decir, alguien que ocupa ahora el sitio que dignificó Jorge Luis Borges. Confío en que no lo asalte nunca la idea de aplicar, en su administración, el mismo criterio que lo guió a pedir que silenciaran a un escritor por el mero delito de no coincidir con sus convicciones políticas. Sería terrible, pero no inconsecuente ni arbitrario. Supongo que si es malo que las ideas "liberales", "burguesas" y "reaccionarias" se escuchen en una charla, es también malísimo y peligrosísimo que se lean. De ahí hay sólo un paso a depurar las estanterías de libros que desentonan con "las corrientes progresistas del pueblo argentino".

      © Derechos mundiales de prensa en todas las lenguas reservados a Ediciones EL PAÍS, SL, 2011. © Mario Vargas Llosa, 2011.

      quarta-feira, março 02, 2011

      Tatuagem de brasileiro é reconhecida por Avril Lavigne

      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



      Brunno Thomas Martini, nascido em 18 de outubro de 1990 na cidade de Curitiba, teve hoje 01/02/2011 seu nome alçado ao mundo no twitter da cantora canadense Avril Lavigne. A foto que levou a artista a mencionar o brasileiro hoje radicado em Buenos Aires foi a de uma tatuagem em sua homenagem.

      Além de ter tatuado o nome do novo álbum no braço, o jovem fez questão que que tivesse exatamente a mesma grafía e estilo de letra que o criado para  o álbum mais recente de Lavigne, "Goodbye Lullabay". Em tradução livre "Adeus canções de ninar".

      A nota dada por um dos foruns oficiais de Avril tinha como título "Brazillian Fan Gets "Goodbye Lullaby" Tattoo!", aonde se pode acessar um video em que Bruno mostra sua tatuagem recém feita. No link interno do site você pode ascender ao fórum sobre vídeo.

      Link sobre a tatuagem feita por Brunno Martini

      O álbum contendo 13 canções inédita e intitulado Goodbye Lullaby é o quarto álbum de estúdio da cantora canadense Avril Lavigne, que deveria ter sido lançado em novembro de 2009, mas, por motivos de burocracia, a gravadora decidiu lançar oficialmente em 8 de março de 2011. O primeiro single, "What the Hell", foi divulgado na pagina do Facebook da cantora no dia primeiro de janeiro de 2011.

      A divulgação pelo portal do ato realizado pelo fã brasileiro emocionou o jovem, que em exclusiva nos garantiu: "Quando conhecer ela pessoalmente, eu quero mostrar a tatuagem pra ela e dizer sou eu o menino da tatuagem...". Bruno também fez questão de postar em seu perfil pessoal no facebook (http://www.facebook.com/brunno.martini) a agora internacionalmente conhecida tatuagem.


      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

      terça-feira, fevereiro 08, 2011

      Brasil: A Casa Caiu!

      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

      Um rápido compilado de nossa realidade atual e de que porcaria de país dos sonhos os governos FHC-Lula construíram. Lendo a Folha hoje, nem falo das matérias de outros dias, hoje e não mais, quase tive um infarto. Eis algumas das notas que me "comoveram" neste dia.

      Folha - "O governo estuda elevar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) das compras no exterior com cartão de crédito de 0,38% para mais de 4%, informa a reportagem de Valdo Cruz e Sheila D'Amorim publicada na edição desta terça-feira."

      Folha 2 - "O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) disse nesta terça-feira que o governo está disposto a ceder na negociação sobre a correção do IR (Imposto de Renda), mas manterá a proposta de R$ 545 para o salário mínimo."

      Folha 3 - A TV Cultura anunciou nesta segunda-feira por meio de comunicado oficial divulgado à imprensa a demissão de 150 funcionários da empresa.
      Segundo o comunicado, o corte foi feito para adequar o quadro ao "projeto de reestruturação da emissora" e reduzir custos.
      Em agosto de 2010, o novo presidente da Cultura, João Sayad, negou boatos surgidos à época de que a emissora passaria por demissão em massa.
      "Não há nenhum plano de demissão de ninguém. A não ser que haja necessidade de trocar um por outro melhor, nós faremos", declarou Sayad.

      Parece que encontraram uma forma de recuperar o rombo da CPMF? Não! É mal caratismo e capitalismo mesmo. Pobres dos que outrora creiam que FHC fora de esquerda, tendo estudado em Haward, ou que Lula sendo sustentado por sindicados capitalistas também o seria.

      Nesse afincá louco me marejo. Quem nesse país onde não é necessário inflação para que as coisas sejam caras, conseguira viver com R$ 545,00 por mês? Se só a passagem de ônibus custa em média R$ 3,00, multiplicado por 26 dias de trabalho, ida e volta já somam os R$ 156,00.

      O preço da cesta básica subiu em 14 das 17 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em janeiro. Em comparação a dezembro, o valor caiu apenas em Curitiba (2,79%), São Paulo (1,47%) e Recife (0,32%). A maior alta ocorreu em Brasília, onde o conjunto de bens essenciais ficou 9,41% mais caro.

      Mesmo após o recuo de preços em janeiro, São Paulo permanece com a cesta básica mais cara do país, em R$ 261,25. Em seguida, vieram Manaus (R$ 255,80) e Brasília (R$ 255,65). Os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 182,76, o único lugar com valor menor que R$ 200) e João Pessoa (R$ 200,21).

      O Dieese notou que, para comprar a cesta básica em janeiro, um trabalhador que ganha salário mínimo precisou de 95 horas e 3 minutos de sua jornada. Em dezembro de 2010, porém, foram necessários 98 horas e 11 minutos.

      Talvez por isso o investimento em cultura e inclusão social esteja na contra-mão dos países verdadeiramente desenvolvidos e de muitos vizinhos do famigerado Mercosul. Por "lás", o investimento é crescente, por nossos "aquis"? Melhor não mais falar nada, antes que me acusem de anti-patriótico.





      sábado, fevereiro 05, 2011

      Universo e violência!

      Hoje por volta de 6h, sábado (05/02), enviei esse e-mail através do site da Igreja Universal do Reino de Deus. Ainda não obtive resposta satisfatória. Então, gostaria de alertar a comunidade quanto as práticas do pessoal de segurança desta, estou sendo perseguido até minha residencia e ameaçado pela mesma e que estava "marcado" muito bem, afirmou o leão de chácara.
       
      Ocorre que por um ato de um ébrio, se desencadeou uma briga de rua digna do filme Gangues de Nova Iorque. Voltando a questão da dita "liberdade de expressão", é inadimissível que se volte ao periodo da inquisição. Pois, realmente o que parece é que querem esconder práticas de uma instituição, das quais não me importam. Mas todavia, como eu não interfiro na opção de alguém perder parte de seus ganhos e trabalho em dízimos e etc, permito-me e não só a mim a liberdade de pensamento e de culto.
       
      A indiganação me consome e peço perdão por fazer público algo particular, mas penso em alguém que não tenha os mesmos recursos midiáticos para protestar e tentar se proteger, como e o que lhe pode acontecer.
       
      Vivemos uma época estranha, aonde o "reino de Deus", tem segurança e conta bancária, além de diseminar o ódio a minorias que não estejam submissas a seus feitos.
       
      E-mail a IURD:
       
      "Olá, sou brasileiro, estou em Buenos Aires e gostaria de uma providencia de vocês quanto ao que ocorreu nesta cidade na sede de vocês na Avenida Corrientes.

      Estava voltando de uma festa e por infelicidade passei na calçada de uma igreja de vocês e ao que um conhecido meu, embriagado, falou a pessoas a frente da igreja  seus pensamentos quanto a igreja de vocês, seguranças da IURD, nos perseguiram e me agrediram.
      Sou correspondente internacional aqui nesta cidade de um jornal de Santa Catarina... e gostaria de saber qual a medida de vocês quanto a este absurdo.

      Att. Prefiro preservar minha integridade.

      Pois fui ameaçado por funcionários e fiéis de vossa congregação."
       
       
      É uma lastima que, cada vez mais, o mundo esteja controlado por ditadores, preconceitos e fascismo.
       
       
      Fernando Schweitzer 

      quinta-feira, fevereiro 03, 2011

      Entre o céu e a terra

      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


      O céu, a terra e nós de recheio. Que conteúdo mais complexo, cheio de complexos e com demasiados reflexos. Sejam no espelho comum, ou na alma. Volto a falar do mesmo tema, mas creio que não da mesma forma. As novelas são o nosso maior produto de exportação midiática inegavelmente, descobri isso ao viver no exterior.

      Isso me dá medo, pois exportamos mentiras, um país que não existe. Se já não bastasse, está semana a presidente dos brasileiros, ou dos que assim pensam ser teve sua visita de 5 horas registrada passo a passo e ao vivo pela mídia portenha. Firmou vários acordos bilaterais dos quais nenhum se cumprirá efetivamente, tal qual os já existentes. Como por exemplo a simplificação para a validade de documentos de origem brasileira, que também segundo acordo firmado em 2004 por Lula e Kirschner, o que em tese eximiria até da necessidade de tradução para documentos de ambos países serem validados por outros.

      Em meio a essa loucura sociopática que assola o país, vemos que o passado não só deixa saudade, bem como qualidade. O canal Viva e suas reprises que comovem e removem montanhas de fanáticos, bem como em anos anteriores, o Discovery Kids que foi o campeão da TV paga quando considerados todos os públicos, pessoas com mais de quatro anos, o que inclui seu público-alvo.

      A boa audiência do Discovery Kids se estende fora de seu público primordial, entre os adultos se justifica pelo fato de muitas mães e pais assistirem à sua programação junto com os filhos dizem. Eu voto no quesito, desenhos do passado na grade, que remetem o espectador  uma época mais criativa no planeta, seja dentro ou fora da TV. O canal mais visto por adultos em 2010 foi o Sportv na TV fechada, o que pode ser entendido pela aculturação de anos de nossa sociedade, pelas ditaduras através do endeusamento do futebol no país.

      Mas nem tudo sobre o assunto TV foi tragédia por esses dias. Depois de 61 dias sem se comunicar, o humorista Chico Anysio falou suas primeiras palavras, segundo postou a mulher dele, Malga Di Paula, em seu Twitter, na noite desta quarta-feira (2). 

      A estupenda atriz Betty Lago é a mais nova contratada da Record. Ela assinou com a emissora nesta quarta-feira (2). Betty já está escalada para Vidas em Jogo, próxima novela da emissora. Na história escrita por Cristianne Fridman e dirigida por Alexandre Avancini, ela dará vida a Marisete, uma empregada doméstica orgulhosa, que sonha ganhar na loteria para se livrar da patroa, Regina (Beth Goulart). Seja ou, finalmente fará um papel diferente na TV.

      Não falemos dos males da atualidade, seria redundante... BBB, senso comum. TV Globo, ir contra a sócio cultura aculturada do país. De mim, um deleite para os inimigos, mas não muito salutar para mim. "Esperando ansiosamente a estréia no cinema de Bruna Surfistinha"... Irônico, eu?

      domingo, janeiro 30, 2011

      Pensares sobre os 2000s

      A onda ao vivo, dos anos 2000 com os cantores da MPB contagioU o Brasil e salvou muitos grandes artistas como Joana, Caetano Veloso, entre outros do ostracismo. Uma artista que entrou nessa foi Marina Lima, nessa barca voltou a mídia, mas essa ola também é crítica pois faz com que os artistas vivam anos desde então de re-re-releituras não trazendo nada novo ao cenário da música no país. Ineditismo já!

      quarta-feira, janeiro 19, 2011

      A Badalhocagem Social é a culpada

      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

      O mundo está mesmo as avessas. O presidente da China fazendo visita oficial de 4 dias ao EUA. Uma travesti que não parece travesti no BBB. O ex-partido de diretriz socialista, faz um governo de direita neoliberal e elege sucessora. Realmente o fim parece estar próximo, diria os sócio normativos.

      Infelizmente volto a escrever depois de minhas férias sobre isso. Não porque o programa mereça, não porque traga alguma coisa nova ou positiva para a vida das pessoas na sociedade. Apenas e não mais estou como apalermado com a repercussão da presença e saída do programa no 1º paredão de uma transexual.

      Disponho da dualidade representativa para acercar-me deste tema. Pinço dois comentários sobre o ocorrido,  que a pouco li na intenert:


      "...ótimo, pelo menos o grau de baixaria e pouca vergonha, vai diminuir neste "programeco", já é uma melhora!"


      "... Aviltante a liçãozinha de contramoral que o Pedro Bial pregou para os participantes do BBB 11, hoje, antes da eliminação. Em uma palavra, "se não deixarem de ser 'normalpatas', o programa vai pro brejo... ainda mais agora que nossa principal 'atração' foi guilhotinada pelo público..." Tive a sensação de estar ouvindo um "amestrador de cães" dando ordens para os habitantes de um zoológico. A que nível chegamos!"


      O primeiro segue a linha Muzzo-hittleriana, afirmando entre que os demais participantes são poços mensuráveis de virtudes. Nem comentarei nada quanto aos participantes de edições passadas, ou comentarei...

       No programa BBB 10 mostrou um exemplo de o quanto em uma sociedade pseudo-pós-moderna o preconceito e a desinformação ainda persistem como falsas-verdades, como diria Chico Buarque em A Gota d´água.

      Marcelo Dourado, depois de tantas imbecilidades que proferiu durante sua segunda participação no reality global, mostrando que poderia piorar sua imagem bucéfala diante de uma audiência esquálida e acrítica. Ao meio de seus brothers no programa de maior audiência da TV brasileira na atualidade proferiu que heterossexuais não contraem HIV, causando revolta entre os moradores da casa do Big Brother Brasil.

      A apologia do hetero-normativa

      Na ocasião o politicamente correto "foi feito", mas o estrago não foi desfeito. Pois simplesmente dizer que se alguém queira se informar que acesse o site do Ministério de Saúde é omissão, ademais sonegação de informação, num país onde um dos projetos do governo federal é justamente a inclusão digital e da, polêmica para alguns, disseminação do acesso à banda larga. Ou seja, somos em torno de 40 milhões de usuários de internet em um país de 200 milhões. E penso ainda que um jornalista deve ter um compromisso com a verdade e a atitude omissa do senhor Pedro Bial não desmentiu a falácia do "herói" homofóbico Marcelo Dourado. Que pasmem, foi eleito pelo mesmo público o grande ganhador.

      Ao segundo comentário que passaria digamos pela crítica pseudo-politicamente correta, me dá um certo receio seguir nesse comboio. Porque justamente os "normal-patas", como utilizou o comentarista, é o que ganha sempre o jogo. Afinal estes que estão aí estão abaixo da normalidade. O normalista não se expõe, somente lhe satisfaz expor o outro. Em outras palavras, os que aí estão nada mais são que vitimas da desigualdade que há neste país com mania de grandeza e que finge ser desenvolvido.

      Ser a 8ª. economia do mundo, e estar em 72º lugar no IDH(Índice de Desenvolvimento Humano) é nada mais que um cruzamento de dados simples, científicos e objetivos da desigualdade e exclusão a qual está submetida mais de 8 em cada 10 brasileiros.

      Este terreno fértil para a badalhocagem que se faz com o povo desta nação, que tem ao mesmo cerne o oitavo PIB o mundo e 40 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza. Que possui um Chico Anysio anos fora do ar, ao passo que os tais grande heróis do senhor Pedro Bial.


      Fernando Schweitzer, Buenos Aires/Arg - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista




      Um a parte, nada que ver com o artigo:


      "Antes de morar em Londres eu achava o Brasil cool, aquele lance de modernismo, tropicalismo, etc, hoje eu acho o Brasil reacionário, cafona, um país dominado por xiitas católicos e protestantes, em que o jovens não tem senso estético e onde os velhos morreram e esqueceram de se enterrar. O caminho, como disse, é sempre o mesmo: o aeroporto." Rodrigo Grunwald