quarta-feira, julho 15, 2009

VOLTEI...

Sílvio Santos vem aí... La, la, la, la, la, lá!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


É guerra! Declarada! Senor Abravanél resolveu retrucar o ataque de sua ex-emissora, a Rede Record, cujo fora proprietário até 1991. Depois da escandalosa contratação de Augusto Liberato pela emissora concorrente trombeteada aos quatro ventos, o patrão resolve contra-atacar. Se já não fora muito retirar Eliana e aí com ela além de uma boa audiência dominical, segundo lugar isolado a meses até a volta do patrão com o não muito reformulado "Programa Sílvio Santos". As forcas do complexo Anhangüera surpreenderam esta semana com um novo ataque.

Recentemente Sílvio Santos levou para o SBT Roberto Justus e Eliana, além de Paulo Franco, diretor de programação da Record e um dos responsáveis pela nova cara do canal. Agora chegou a vez de um ícone da nova fase da emissora migrar de canal. Tiago Santiago, ex-Globo, agora ex-Record, era autor um funcionário que recebia em sua antiga casa patronal R$ 60 mil fixos mensais, mais R$ 25 mil como consultor de tele dramaturgia. Além disso, recebia bônus por pontos no Ibope, que chegaram a lhe render, nos melhores meses, R$ 200 mil. Já o SBT, lhe ofereceu ganhos mensais em torno de R$ 1 milhão.

A guerra entre as duas emissoras pelo segundo lugar tem no último mês inflacionado o mercado de elite de profissionais de TV no país. Gugu passou de 500 mil para 3 milhões, Justos e Eliana de 150 para 600 mil, e assim se vai aumentando as cifras da mídia brasileira a palo largo. Santiago fechou um contrato de quatro anos com o SBT nessa sexta-feira (13), na casa de Sílvio. "Senti que minha consultoria e meu trabalho de autor ficaram bastante desprestigiados. Mudaram meu horário e deram uma divulgação enorme para 'A Fazenda'. O orçamento de elenco caiu pela metade em 'Promessas'. Economizaram até nos cenários", disse a Coluna Outro Canal do UOL.

A ida do autor que fora responsável pelas 3 das 5 maiores audiências em novelas da emissora é um tremendo golpe de mestre, em sentido estratégico. Mesmo que a terceira temporada de "Os Mutantes", "Promessas de Amor" tenha ficada apenas na promessa de um gran finale para a trilogia, todavia as 2 primeiras temporadas tiveram grandes índices e ainda fizeram história como a primeira trilogia em formato de novela do país.

Criticas a parte ao estilo didático de Santiago, o mesmo que serviu para a formação de um público cativo a novelas da Record, considero que o autor tem sim seus méritos. O enfoque humanístico ou humanista as vezes cansativo em suas tramas fazem um grande diferencial estilístico em seu trabalho. Como quando a personagem Berenice de Prova de Amor, vitima de TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), sendo a irmã da protagonista acabo por fazer um marco demonstrativo de como um transtorno psicológico pode alterar a rotina de vida de um ser humano.

Nessa guerrilha de bastidores outras peças podem estar por girar no tabuleiro. Bianca Rinaldi atriz que teve pleno destaque em todas as tramas do escritor, deve ser escalada para próxima novela da Record. Especula-se que a atriz pode ser convidada para o casting do SBT, mas o autor Marcílio Moraes, responsável pela novela que substituirá “Poder Paralelo”, já desenvolve uma personagem especialmente para Bianca Rinaldi na trama.

Tiago foi o maior se não um dos maiores responsáveis pela retirada de ícones da Rede Globo com intuito de construir uma imagem ilusória de que suas novelas se passavam na emissora carioca. Com um elenco basicamente de ex-atores Globais o comentário das pessoas sempre fora de: "Pensava que está novela era da Globo". Estratégia também usada pela carioca na década de 60 e 70 com atores das TVs Tupi e Excelsior. Se dessa vez seu Sílvio levar a sério a história de fazer história na TV podemos ter mais um boom inflacionário no alto escalão de actores das grandes redes, como dizem nossos irmãos lusitanos.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, junho 30, 2009

O que falta?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Exatamente! Metade do ano. Momento de fazer um balancete da vida o ao menos dos muitos acontecimentos recentes. Onde? No mundo? Claro. No meu mundo... É um dos que mais conheço, apesar de que dizem que a grama do vizinho sempre é mais verde. Creio que se pode também ao invés desta frase, se dizer que é a do vizinho a grama mais fácil de criticar. Devo confessar um grande erro que cometi em minha vida, ou seriam vários? Milhares, que nem da metade recordo. Alguns que recordo sem parcimônia lhes digo. Deveria ter amado mais, pois que digam que isso é cafona ou ultrapassado. Deveria ter chorado mais, já estou quase plagiando uma canção. Agora já foi... Ter feito tudo que eu queria fazer.

A quem possa crer interessar ou não, creio que minha vivência ressente em um outro país possa interessar a alguém. Se não, escrevo igual. Mas para isso ter um pouco de nexo devo informar ao quem ainda não o está, quem seria esta criatura errante que lhes escreve. Ou que a eu mesmo me reporto em um sentimento autóctono e auto antropofágico.

Nascido em berço simples, e vejam que não disse pobre pois seria muito piegas, em São Paulo, localidade de Suzano. A início da década de 80, final de ditadura no longínquo país, quase colônia americanizada situada ao sul do hemisfério sul. Passante por vários estados deste, sofrido vivente não aculturado em sua juventude na longínqua Santa Catarina, vivi meus últimos dias na República das Bananas em sua "capital" Florianópolis. Hoje erradicado em Buenos Aires com dois grandes pesares: Ser brasileiro y infelizmente ainda não naturalizado portenho.

Qual sofrimento desta situação? Primeiro ter de largar um país nativo por não conseguir muda-lo. Como em uma ditadura aberta, a dita-branca hoje vigente no "brasil", obriga aos não negligentes para com ele ou que se tornem podres e imbecis ou que fujam do país. A nossa mídia tem sido um grande aliado histórico e atual desta continuidade ideológico-sócio-normativa. Diriam os defensores do indefensável país mais cercanos a consciência: Mas você vai desistir do país pelo qual você já tanto lutou? A resposta é pior que a pergunta para estes mesmos. Digo eu em resposta: "Não sou eu que desisti do país, o país que desistiu de mim!".

A medida que eu não consegui me tornar podre e conivente a barbáries sócio culturais de vários graus aceitas sócio-culturalmente no país, e todavia este tão pouco quis deixar de valorizar as mais torpes criaturas existentes no universo e no próprio país... Restou-me apenas fugir ou deixar-me definhar pelo sofrimento, a exclusão sócio-cultural e a dor de ver os seres mais decrépitos e corruptos vencendo e sendo valorizados.

Ao chegar na Argentina lhes digo caro leitor, as dificuldades foram além do idioma todas. Você sair de um país onde o maior produto de exportação são coisas vulgares te atrapalham ou ao menos aos mais corretos e decentes entristecem e incomodam. A cada vez que obrigatoriamente você tiver que cometer o fatídico erro de proferir em voz alta sua nacionalidade, por favor jamais diga que é brasileiro. A não ser que queira responder as malditas perguntas que se repetirão inúmeras vezes pós este ato impensado:

- ¿Sos de Brasil? ¿Te gusta axé?
- ¿Sos de Brasil? ¡Juegas futbol! A todos los brasileños le gusta futbol, ¿no?
- ¿Sos de Brasil? ¿Juegas capoeira?
- ¿Sos de Brasil? ¿Sabes sambar?
- ¿Sos de Brasil? Las mujeres de "brasil" son hermosas...
- ¿Sos de Brasil? Me encanta "brasil", ¡todos son tan alegres!

Entre estas várias perguntas me me enfurecem a alma e corroem meu ser pela infelicidade de ter nascido no "brasil", existem muitas outras similares que tanto ou mais me irritam. Essa desgraçada imagem idealizada do país vizinho que têm os argentinos e todo o mundo é com certeza culpa dos governos que nada fazem pelo país e seu coniventes que respaldam essa pseudo democracia, menos democrática que Cuba, ou qualquer ditadura medieval ou contemporânea.

Segundo vários autores, cito: Marx, Weber, Adorno, Durkheim, Bordié, Bodeler, Ramoné e Luis Melodia, existe um consenso de práxis de que um ser apenas é livre quando é consciente. E antes que os psicóticos, psicólogos, psiquiatras ou pseudo seres humanos nos perguntem o que é consciência eu lhes digo que é o que não é inconsciente, automático, sociopaticamente aceito sem crítica por status quo. E peco que ninguém que recompile este texto ponha o termo status quo em parênteses ou qualquer outro tipo de grafismo que o diferencie do restante deste texto. É quase uma vontade testamental, a qual não se deve desrespeitar.

Esperando que não haja consciência de uma minoria para que não hajam novos excluídos funcionais, fugitivos culturais, emigrantes do império e da sociedade vendida e vendedora sem valores daquele que poderia se não o fosse como é ser uma grande nação. Ou que uma ampla maioria não se se conscientize, seguindo a matiz marxista revolucionária de cambio social, onde pensasse que somente um povo consciente de seu papel no mundo e de sua realidade podem ter chance de modificar o status quo de sua triste realidade de exclusão.

O que mais me perguntam, perguntaram e perguntarão a meu esquálido e desvalorizado ser? Se você não adivinhou ainda, realmente não sei se deves continuar a ler este punhado de letras que aqui estão. A resposta vem antes quiçá assim venha as mentes a desvairada e talvez hoje diria inocente pergunta. Proferia eu que "buscara um país, com uma maior noção de nação e um pouco mais de valorização a cultura e ao amor próprio". Fácil agora não? Para quem ainda não, a pergunta do milhão é: Argentina? O que você vai fazer na Argentina?

Bem, a resposta antes de minha vinda a este país desconhecido de seus vizinhos brasileiros está acima. Ou melhor a que eu tinha para o momento. Agora, depois de 6 meses e 26 dias residindo em Buenos Aires tenho outras.

Poderia ser sincrético e citar Gardel, ícone da música argentina, e assim apenas por status quo não precisar argumentar:

Mi Buenos Aires, tierra florida donde mi vida terminaré.
Bajo tu amparo no hay desengaños, vuelan los años, se olvida el dolor.

Apesar do respeito que tenho pelo senhor Carlos Gardel devo descordar. Pois, infelizmente, a dor não se esquece, as vezes se deixa de sentir por um ou vários momentos. E não sei se aqui minha vida terminarei, devido a falta de cumprimento de acordos bilaterais mal feitos, não posso fazer documentos argentinos e me legalizar plenamente no país. Como o maior país do mundo tem critérios distintos dos demais países de seu bloco, o famigerado Mercosul, precisei voltar ao "brasil" três vezes para refazer documentos não considerados aqui.

O melhor de tudo é que 4 meses antes de mudar do país fui a chancelaria do ministério de relaciones exteriores em Florianópolis e recebi as instruções de como proceder para concluir estudos no exterior. Detalhe todos os indicativos errados, ademais ao buscar o consulado e embaixadas brasileiras fui instruído a me dirigir a Brasília para fazer as validações de documentos, que pasmem somente são feitas na capital federal em um setor do ministério de relações exteriores que funciona apenas de 9h as 11h. E ainda fui obrigado a escutar do atendente a seguinte frase: "Você quer o trâmite para hoje?".

Voltando ao norte do prólogo... Descobri dentre muitas coisas nestes 6 meses. Descobri que o espanhol a la mexicana que aprendi torpemente é plenamente diferente do argentino e mais ainda do portenho, ou seja, da capital. Descobri que portenhos são só os da capital e não qualquer argentino. Dentre entre várias coisas que aqui existe cerveja de 1 litro a R$ 1,80 no mercado, que se pode falar de obras de teatro alternativo em programas de TV comerciais, que o Metrô(Aqui chamado de Subte) pode custar R$ 0,75 e ainda assim quando subir pra R$ 0,78 o povo reclamar e até fechar ruas em protesto, que os argentinos conhecem mais do "brasil" que os brasileiros possam pensar, que os brasileiros sabem mais do longínquo e imperialista império do norte que do país vizinho, que um país católico e que por seus nativos é denominado conservador, tem a união civil entre pessoas do mesmo sexo aprovada desde 2003 (primeiro país das Américas a ter lei de tal âmbito), enquanto o grande vizinho encuba seu projeto similar de autoria de Marta Suplicy desde 1994, etc...

Se já disseram que o Uruguay já fora a suíça das Américas por ter-se tornado um paraíso fiscal, deve se dizer que Argentina é o novo ponta de lança da modernidade no continente excluído. Isso que o PIB do país numericamente seja apenas o 4° das Américas.

Havia me esquecido, outra coisa muito importante que aprendi. A ser auto-crítico, não que antes eu não fosse, demais até para um brasileiro. O argentino é o primeiro a criticar a argentina, em compensação no "brasil" cada vez que mesmo que merecida lhe fazia uma critica era alvo de ataques raivosos. Sempre afirmavam coisa como: Ah, você não é brasileiro. Ou: "como você vai dizer isso? O "brasil" é maravilhoso!!". Eu sempre perguntava: Maravilhoso pra quem, e era quase linchado.

Após ter espetáculos teatrais boicotados y censurados por órgãos governamentais de Santa Catarina, entre outras coisas mínimas que no cumulativo me saturaram. Não só devido a isso como muito mais e por minha própria segurança, falta de dinheiro para fazer lobotomia e uma certa inadequação com o conformismo nato-brasilês decidi fazer meu exílio sócio-político-cultural na Argentina.

Toda semana eu escrevo sobre TV no "brasil" a um ano e algo fixamente para alguns sites, um jornal de Florianópolis e outras mídias, pois me dediquei ao jornalismo após ser expelido da carreira teatral por circunstancias externas mais que internas. E nas ultimas semanas tenho recebido balaços de vários tipos e origens, tanto que hoje resolvi falar de mim. Assim quem sabe dou mais argumentos aos meus arqui-inimigos, também não gostava do cantor recém falecido além de estar saturadíssimo de ler e escutar ainda sobre isso. ( Risos ) Era falta de assunto mesmo, oxalá que consiga voltar a temática na próxima semana, ou que passe algo de interessante na TV tupiniquins... É preciso comer e pagar as contas já que não tenho um contrato de 3 milhões por mês como Gugu, agora confirmado Record ( como já tinha adiantado a tempo), nem os 600mil da Eliana, agora SBT, etc, etc, etc...

Acrescento esta frase porque me pareceu um tanto chato terminar um texto que apesar de não dizer nada ( essa frase é uma outra arma aos insurgentes e insatisfeitos com minha existência no mundo ), diz tudo. A qüestão é: Alguém têm interesse em se conscientizar de algo?

quinta-feira, junho 25, 2009

Pânico na TV

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Entretenimento ou cultura? O que é a televisão? Essa discussão é mais antiga que a minha existência nessa encarnação. A cultura não pode ser pensada separadamente da crítica; a esta cabe o papel de revelar a não-verdade da primeira. Assim diria na Teoria Estética (sua última obra), Adorno. Onde apresentaria a estética como "a filosofia em si", e não como um campo dela, ou como a aplicação de teoremas ao universo artístico-cultural.

No Brasil sim existe inflação

Nesse ponto que me coloco como um fã incondicional de programas como o argentino CQC e o brasuca "Pânico na TV". Este último que foi alvo de cortejamento das 3 maiores emissoras do país. nesta dança das cadeiras gerada pela contratação de Augusto Liberato, o Gugu, pela Rede Record e o contra-ataque do SBT muito mais atores deste espetáculo tiveram sua cotação aumentada.

Gugu de singelos 500 mil passa a 3 milhões de reais, Eliana de 100 mil passa a 600 mil. Deixando com ciúmes antigos artistas do complexo Anhangüera que recentemente renovaram contratos com redução salarial como Hebe e Carlos Alberto de Nóbrega. Essa inflação nos valores de contratos proporcionada pela disputa cada vez mais acirrada na TV brasileira tem reflexos nas folhas de pagamento das emissoras. Já a pouco Fausto Silva e Luciano Hulk tiveram renovações contratuais para mais de milionárias por parte da Globo após ameaça de migrarem para Record.

O SBT tentou, mas não conseguiu. O "Pânico na TV" acaba de renovar seu contrato com a RedeTV!, onde permanecerão por pelo menos mais três anos. A emissora enviou um comunicado para a imprensa na tarde desta terça (23). Record que está recém recuperando-se do contra golpe do dono do baú que lhes sacou na mesma Eliana y Roberto Justus, dois grandes pontuadores no Ibope da casa, também tentou preencher seu domingo com o polêmico programa. Até a poderosa tentou colocar os irreverentes humoristas em sua madrugada, devido ao apelo nos públicos juvenil dos humoristas.

Opinião Pública

Nesta semana uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, encomendada pelo mercado publicitário, diz que o “Pânico”- Rede TV! e o “CQC”- Band, são as atrações humorísticas preferidas pelo público. Desbancando outras muitas dos grandes canais do país. A pesquisa entrevistou 2000 telespectadores. Esta também apontou que 44% dos entrevistados declararam que gostam das atrações que ridicularizam artistas e políticos. Apenas 16% disseram que não aceitam esse tipo de programa.

Do Pânico, o personagem preferido é o Sílvio Santos, interpretado por Wellington Muniz, que alcançou 19% de preferência. Mais atrás aparecem Vesgo (Rodrigo Scarpa) e a ex-BBB Sabrina Sato, ambos com 13%. Entre os quadros, o mais querido pelo público são as reportagens da dupla Sílvio e Vesgo (48%). Bem atrás, aparece o “Meda” com 8%.

Já o “CQC” ao contrário do “Pânico” que foi tachado de escrachado e classificado pelo público com um programa inteligente que cobra as autoridades. O quadro de maior apelo popular é o “Top Five” que foi apontado como o preferido por 26% dos entrevistados. Logo atrás, aparece o “CQC no Congresso”, com 15%. Já entre os participantes, o preferido do público foi Rafinha Bastos, com 18%. O segundo melhor colocado foi o apresentador, Marcelo Tas, lembrado por 14% dos entrevistados.

Pânico ou "Meda"

A turma do “Pânico na TV!” prefiriu não deixar a RedeTV!, os humoristas estariam com medo devido a instabilidade da grade do SBT. Eles temeriam ficar fora do ar especularam algumas colunas como Ooops y Zapping. Acabou que preferiram a independência de conteúdo e continuar sendo a maior audiência da Rede TV!, onde tem médias de 10 pontos no disputadíssimo horários nobre de domingo da TV brasileira. O apresentador Emílio Surita disse à coluna de Daniel Castro da Folha Online que houve, de fato, o acordo. Surita afirmou que o grupo optou por permanecer na RedeTV! porque tem liberdade na emissora e estava inseguro em relação às propostas do SBT.

Os integrantes do "Pânico" também quase foram presos recentemente ao tentar gravar na rampa do Congresso Nacional. Ceará estava caracterizado de Sarney, com peruca e bigode. Carioca apareceu de Lula. Policiais ameaçaram prendê-los, caso o "Pânico" ligasse a câmera. Depois disso, a equipe teve de finalizar a gravação em outro local. O "CQC" também já foi censurado em Brasília.

O início, os fins e o meio

Todavia a influencia do programa que já antes da TV a anos é exibido diariamente na Rádio Jovem PAN no humor brasileiro é inegável. A comédia stand-up no Brasil nunca teve forca ou expressão, salvo ícones como Ary Toledo, que está mais para contador de história, pois não usam de personagens em suas performances. Seja com seus próprios personagens ou imitações, tanto em reportagens ou vídeos cômicos eles têm feito o país rir nos fastidiosos domingos da TV arcaica brasileira. Também usando caricaturas exibidas ao vivo como em comédias standy ou personagens criados o programa tem motivado a concorrência a investir neste tipo de arte na TV.

Em meio ao tiroteio que sei que está por vir perante minhas próximas afirmativas parto do princípio de que arte é toda criação que envolva as pragmáticas artes cênicas, danca, música e dramaturgia. A arte pós moderna de instalações artísticas incompreensíveis para um ser humano normal e aplaudida por pseudo-eruditos ou expertos em arte têm sim seu papel. Agora negar o título de produção artística ao "Pânico" seria um sacrilégio, pois são melhores atores que 90% do elenco da novela das 8 ou de Malhação.

De antemão explico o que em meu conceito é interpretação de uma personagem. Creio piamente que fazer uma personagem seja o ato de construção e execução cênica de um "ser" diferente do ator. Mesmo porque se nem irmãos gêmeos que são os seres mais semelhantes entre si no mundo, são iguais, recitar um texto sendo você mesmo como fazem pseudo atores tanto em teatro e principalmente televisão não é absolutamente se quer cercano a interpretar uma personagem.

Entretenimento ou cultura? O que é a televisão? Espero que possa ser as duas coisas. A televisão é o meio não o fim. E já diria a "incurtura popular": O importante neste caso são os fins e nao o meio!


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, junho 17, 2009

G1, R7 por FS1

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



É engraçado mais quando se pensa que a ofensiva da Rede Record, onde tenta não só na nave mãe, bem como em outras gamas se igualar a concorrente. A técnica é a mesma usada pela TV Globo nos terríveis anos finais da turbulenta década de 60 para tornar-se líder. Copiar o formato de grade da TV Excelsior, e alguns programas das TVs Tupi y Record, bem como de sacar artistas a peso de ouro de suas concorrentes.

Logo as operações do portal "R7" começarão. Não é um fuzil, tão pouco uma pistola, mas será mais uma arma de equiparação ao poderio global pela rede da barra funda. No próximo dia 29, mesmo dia em que a newsroom da emissora será reinaugurada para marcar a estréia de Ana Paula Padrão à frente do novo "Jornal da Record". Já diria minha mãe: Era só o que faltava? Fizeram canal de notícias 24 horas, novela com atores de novela da Globo, estão querendo contratar o Gugu do SBT ( que até a Globo já quis em tempos passados ), tinham tentado o Faustão e o Luciano Huck ( uma tentativa de vingança pela retirada estratégica de Márcio Garcia, que ameaçava Hulk e a insossa sessão de filmes de sábado a tarde da poderosa), contrataram a mulher do Rei do Gado... Onde isso vai parar?

Não sei se sou capaz de responder a esta pergunta, será que alguém conseguiria. Mais pode se pensar tranquilamente que vai longe.

Será outra copia ou coincidência ou concorrência?

A Record está já está na web com endereço próprio a muito, mas o site é apenas institucional e apresenta a programação da emissora. Também sustenta um canal de vídeos no YouTube, lançado em parceria com o Google, que substituiu o portal dentro do sítio da emissora que dispunha toda sua programação ao dia seguinte da exibição. A parceria com Google/Youtube .teve como objetivo divulgar os destaques da programação, exibir chamadas e trechos dos programas e novelas que o canal transmite dentro desta plataforma que tem por si só um imenso fluxo de acesso autônomo onde a divulgação se faz desnecessária muitas vezes. O novo portal como o "G1" terá um espaço dedicado à imprensa, com informações sobre a rede.

O "R7" deverá ser lançado oficialmente em setembro, fazendo parte das comemorações de 56 anos da Rede Record. Segundo a revista Veja, assim como o G1, da Globo, o R7 terá vídeos da Record, da Record News e material original produzido por 130 jornalistas.

Em tempos onde finalmente Record consegue e relativamente com êxito e momentos de liderança ter seu show realidade, como já suas duas grandes rivais tiveram. Depois do fenômeno "Casa dos Artistas" no SBT, BBB´s na Globo, ela tasca com a sua versão de rural de realite, intitulada "A Fazenda".

Record auto antropológica

O que a muito não se pensava e hoje em dia começa a se tornar realidade é que a emissora construiu de certa forma seus casting de celebridades. Prova disso tem sido as entrevistas feitas com os recém saídos "heróis" como diria o famigerado jargão "Pedrobialziano" do realite a moda caipira. Com invejáveis 8 pontos de média, pico de 11 e share de 25%. Com a eliminada de A Fazenda, Babi Xavier, como uma das principais atrações, o Hoje em Dia garantiu a liderança contra inclusive o jogo da seleção brasileira de Futebol "Dunguiana". O programa foi exibido entre 9h30 e 13h09, mas os picos de audiência foram com a heroína recém chegada da roça.

Até a concorrência repercute

Depois do puxão de orelha que levou da Globo, o diretor Boninho saiu do Twitter. Segundo fontes de Fabiola Reippert da Folha Online: Depois de falar mal do realite da Record. Pesou e ficou chato o clima. O diretor está inconformado que "Jogo Duro" perdeu de "A Fazenda" no Ibope. No minuto a minuto, a maior diferença entre os dois foi de 23 a 13 em confronto direto

Histerias a parte

Quando tomo a liberdade de escrever sobre algo obviamente que tento ser ético, mas acabo sempre me empolgando na histeria dos fatos que abordo, talvez na social-histeria ou na minha própria. Acabo por abarcar em minhas torpes linhas de algo que me resta de sanidade e raciocínio mais assuntos que queria ou deveria falar. E nessa onda louco que desejo nao deixar passar essa e parafrasear a frase histérica, digo histórica, do produtor Boninho: "Eu não preciso ter ética, eu não sou jornalista". Depois de criticar o jornalista Brito Jr. seu atual concorrente direto. Digo eu: "Eu preciso ter ética, eu não sou o Boninho". Ademais ressalvo, nem sempre se consegue se-lo, mas que me dá um enorme prazer em tentar... Ah isso dá!

Esperemos os próximos passos do elefantinho chamado mídia brasileira. Seja G1, R7, G8 ou AR-17 ou que sigla venha a nosso encontro que tenham ética. Sao palavras de FS1 (Fernando Schweitzer em primeira pessoa ). E esperemos que essa gigante seja tão ética um dia quanto é forte.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

terça-feira, junho 09, 2009

"Senhora Censurada"

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Extra, extra, extra... Novela é classificada por ministério! Pode parecer manchete da era dos anos de chumbo e repressão na América Latina. A censura de hoje é "moral", diferente da de outrora em tempos de guerra fria e Operação Condor ( Que maquinou e financiou as ditaduras militares da década de 60 e 70 no hemisfério periférico sul ). Que o Ministério Público vem agindo sorrateiramente e brincando de ditadura militar já se é mais sabido. A tal classificação indicativa é por um ponto uma medida para barrar exageros na TV brasileira, que em verdade em tempos idos somente pegava no pé dos ratos menores da mídia brasileira. Independente de se você esta na tribo dos que acaloradamente odeiam a TV Globo ou de seus fanáticos, este "facto" é de ligar a luz vermelha.

Senhora do Destino é reclassificada para maiores de 12 anos , nota de vário periódicos e sítios especializados. Após duas advertências recebidas pelo Ministério da Justiça, a Globo terá que reclassificar Senhora do Destino para maiores de 12 anos. A decisão do Ministério da Justiça em impedir a exibição de Senhora do Destino à tarde entrará em vigor em até 5 dias úteis após a publicação do despacho, que ocorreu nesta terça-feira (9). Com essa decisão do MJ a trama não poderá ser exibida antes das 20h. Entre os principais argumentos do Ministério está a exibição de cenas de assassinato, agressão física e verbal e linguagem de conteúdo sexual.

Eu realmente me pergunto, se em noticiários da manha e tarde se fala e se mostra certos tipos de cena e em nome do tal jornalismo verdade tudo pode, e como é ao vivo vai ao ar, porque uma obra dramatúrgica já conhecida da sociedade seu conteúdo pode estar sofrendo tal censura. Em Abril a emissora foi advertida por cenas da vilã Nazaré (Renata Sorrah), consideradas violentas para o horário em que a trama vai ao ar. A Globo se comprometeu em ser mais severa nas mudanças e cortes para adequação da novela.

Eu se fosse o autor processaria a nação por cercear a sua liberdade intelectual, pois esses cortes distorcem a obra e como qualquer texto de qualquer área, além do mais um texto dramatúrgico. Ainda sobre o tema, a Central Globo de Comunicação informou que a emissora irá recorrer da decisão. Em paralelo a isso amaria que fossem proibidos os aculturadores, esses infinitamente mais violentos filmes comercialoides americanos que passam em várias emissoras em mesmo período, inclusive na própria Rede Globo.

Ainda em tempo devo dizer que o êxito no Brasil é algo que traz caspa e causa inveja, e não digo que este é o caso, mas que neste caso também o é. No mês de maio Senhora do Destino ficou em terceiro lugar no ranking dos programas mais vistos da televisão. Em primeiro aparece a trama Caminho das Índias, de Glória Perez, com 59,2%. Em segundo lugar aparece o Futebol dos domingos, com 56,2% e em terceiro Senhora do Destino com 52,8% dos televisores ligados no horário de exibição.

Creio que a sociedade civil deveria estar não apenas a par de quais claramente são os critérios e quem são seus aplicadores desta famigerada lei de classificação vigente no país, Me parece enfermo se proibir uma obra para horários antes das 20h, quando coisas infinitamente piores passam antes deste horário. Ou será que a sociedade é tão manipulado e vulnerável ao que se exibe na mídia que poderá sofrer grandes danos com a reprise desta obra em matinê, como se dizia no meu tempo? Com a palavra a opinião pública.



Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quinta-feira, junho 04, 2009

O "melhor" entre os piores!

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Não foi uma Casa dos Artistas, mas pode passar a ser. Ao revés desta o reality "A Fazenda" estreou com alarde, sirenes e o que mais queiram enumerar os meios para o seu lançamento. Recordemos que a casa de seu Silvio estreou sem anúncios expressos de qual programa seria colocado ao ar. Fato que pegou a poderosa de surpresa.

O programa consolidou a média de 44 pontos no geral. No período em que o programa foi exibido, o Fantástico da Rede Globo principal concorrente do horário, viu sua audiência cair para 28 pontos. Sua grande final obteve 52 pontos no Ibope, uma grata surpresa para o SBT. A vencedora da 1ª edição foi atriz Bárbara Paz, que ao sair tornou-se a principal estrela da novela Marisol da emissora. Atualmente, Bárbara Paz tem contrato com a Globo, fez participação especial no seriado policial “Força Tarefa” e ainda terá um papel na próxima novela do horário nobre “Viver a Vida” do autor Manuel Carlos.

No casa atual e graças aos mil boatos plantados na mídia pela própria Record quanto aos participantes possíveis desta "grande novidade" midiática, a emissora carioca com medo buscou blindar-se. Durante a noite de domingo, a Globo manteve uma distância de cinco a oito pontos da Record, que conseguiu o segundo lugar na audiência com a estreia do reality show. Mudando de horários alguns programas, cortou comerciais, emendou programas, mostrou apresentadores interagindo e, por fim, conseguiu desbancar a Record na audiência. Ainda segundo a "Ooops!", a estratégia começou com a junção de "Faustão" com o "Fantástico" sem intervalos comerciais. Para atrair os espectadores, o programa começou com uma matéria sobre a Índia, seguida por uma reportagem exclusiva com o casal Alexandre Pato e Stephany Brito. Depois, exibiu uma reportagem sobre a caloura Susan Boyle.

Os Marinhos desta vez não dormiram na toca como diria minha bisavó. Agora ao pensar estratégicamente uma média de 16 pontos em São Paulo para este formato de programa onde se perde o boom da estréia apresentando enfadonhamente os participantes entre conhecidos e sem i-conhecidos pelo povo, está até que muito bom. Ao se considerar também que houveram segundo dados preliminares, momentos em que o reality conquistou a liderança por aproximadamente 15 minutos. No horário das 20h59 às 23h24, a Record marcou uma média de 16 com pico de 21; Globo liderou com 23; SBT 11 e, RedeTV! 7.

Neste cenário acirrado incluso com momentos onde o "Pânico na TV" chegou ao 2° posto hora em empate com a Globo hora com a Record, e SBT com o "Domingo Legal encostava. E ao estilo BBB, o Recordino também tem suas versões pela semana onde o reality aparece com pico de 18 pontos de audiência. No horário entre 20h54 e 21h36, obteve média de audiência de 13 pontos, com pico de 18 e share de 19%. Informação da assessoria de imprensa da Record.

Já muito se falou bem e mal da audaz intenção da rede da Barra Funda de um dia tornar-se líder e de isto ser uma façanha lerrana, agora que alçando este objetivo inóspito tem se garantido como segundo emissora do país a um bom tempo, fato inédito desde a fundação do Sistema Brasileiro de Televisão também deve ser valorado.

Antes que me questionem quanto ao tema "Qualidade na TV" ou o que for digo que eu já desisti de abordar este mesmo. Estamos fadados a um mundo de substração e incoerência. E é dentro deste mundo atual que eu profiro esta que pode ao mesmo tempo ser a frase do século ou a garfe do milênio. "Se bem produzido, um programa com um conteúdo de merda, pode se tornar um caviar midiático".

Filosofei isso hoje: Se é superfulo ver "Big Brother", é menos superfulo ver "A Fazenda". Pois não creio que devamos comparar artistas com criaturas que sem a menor formação pretendem ser-lo. Me chame de louco quem puder, ou melhor quem tiver argumentos. Ou será possível que pessoas que deveriam ser ao menos hipotéticamente representantes de alguma forma de arte ou expressão tenham menos a dizer que bucéfalos que talvez nem Deus saibam que função tem ou quiçá um dia terão ao mundo.



Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


sexta-feira, maio 29, 2009

Show de Rock pra valer:

Luna Park explota con Fito

Reportaje por
Fernando Schweitzer

Fotografías
Gonzalo Roca Acevedo



Frases são sempre usadas em momentos chaves da vida, ou para contextualizar ou para situar. Uma situação, mesmo que não ligada diretamente a um frase ou canção faz parte do nosso intimo intelectual cristalizado vai vir para nós, como um raio de irracionalidade.
Frases son siempre usadas en momentos cabalísticos de la vida, o para contextuar algo o valorar una situación. Pero muchas veces pasa al revés. Una situación, misma que no ligada directamente a una frase o canción hace que parte de nuestro íntimo cristalizado intelectual va a venir a nosotros, como un rayo irracionalmente.

E por falar em frases e músicas ao chegar ao recital de Fito Paéz, que realizou este 28 de maio, comecei perguntando a pessoas na fila qual era a frase que dita em qualquer situação lhe remetera de imediato a Fito Paéz, sua obra ou a uma canção específica.
Y por hablar en frases y canciones al llegar al recital de Fito Paéz, que se realizó este 28 de Mayo, empecé a preguntar a personas en la cola cual era la frase que dicha en cualquier situación le remetería de inmediato a Fito Paéz, su obra o una específica canción.

Comecei eu a vivenciar uma frase "Fitobiana", pois cheguei a arena de shows"Luna Park" a caminhar por a famosa avenida Corrientes citada no hit "11 y 6". Eram cerca de 19:50hs e já haviam mais de 300 pessoas a espera das 6200 que viriam a lotar a casa.. Segundo a cantora coralista Silvia Turlione que estava com seu filho. Na composição feita para Cristiana Rote (ex de Fito), a frase que lhe remete ao cantor e marca-a é: La llave de mandala se quebró(A chave de mandala se quebrou). Depois acabou citando outras marcantes na mesma canção: "Yo simplemente te ví" y: tenia "un vestido y "un amor"- que es o título da música.
Comencé a vivenciar una frase "Fitoniana", pues llegué a la arena de shows "Luna Park" a caminar por Corrientes. Eran por 19:50hs y habían ya más de 300 personas en espera de las 6200 que alotaran la sección. Según la cantante de coro Silvia Turlione que estaba acompañada de su hijo. En la composición hecha para Cristiana Rote, la frase que le remete a Fito y le marca es: La llave de mandala se quebró. Después acabó a citar otras marcantes de la misma canción: "Yo simplemente te ví" y: tenía "un vestido y un amor"- que es el propio título.

O show iniciou com 10 minutos de atraso com gritos histéricos: "Fito, Fito... Olê, olê, olê, olê...". O Stadium Luna Park faz jus a seu nome, tinha de tudo a venda para comer ou beber, trazido por rapazes e mocas uniformizados como em partidas de baisebol. A entrada de Fito o cantor foi muito aplaudido o mesmo ao entrarem os integrantes da banda "Los Killer Burritos". Diferente de seu ultimo disco e show denominado "No sé se es Baires o Madrid"., as guitarras substituíram o piano e outros instrumentos acústicos. Me senti como no Rock´in Rio.
El show inició con 10 minutos de atraso a gritos histéricos: "Fito, Fito... Ole, ole, ole, ole, ole...". El Stadium Luna Park hace justo a su nombre, tenía de todo a venta para comer y beber, traído por chicos y chicas de uniforme como en partidas de baisebol. Al entrar Fito es muy aplaudido y entran también "Los Killers Burritos". Diferente de su ultimo show que generó el DVD "No sé se es Baires o Madrid", las guitarras eléctricas y distorsionadas substituirán en piano y los instrumentos acústicos. Me sentí en una arena del Rock´in Rio.

A mistura de sucessos em versão Rock Metal melódico ou Rock´n Roll, e também cancões de rock do começo da carreira levantaram desde os mais jovens até os maiores de 50 anos. As participações foi um gigantes plus do show, que segundo colegas jornalistas daqui esteve acima da média dos shows anteriores nos últimos anos.
La mezcla de éxitos en versión Rock Metal Melódico o Rock´n Roll, y también canciones de rock del comienzo de la carrera levantaron desde los más jóvenes hasta de los más de 50 años. Las participaciones de invitados fue un mega plus del show, que según algunos colegas periodistas de acá esteba arriba de la media de los recitales de Fito de los últimos años.

Juanse da "Los Ratones Paranoicos" foi o primeiro convidado da noite, entrou para cantar "Naturaleza Sangre", em versao Melodic Metal que pensei que seria um dos pontos mais altos do show. Mas depois veio a soberba participação de Juan Pablo Baglietto, expressivo cantor y compositor censurado na ditadura militar argentina. O tema "Contigo"cantado com Joaquín Sabina no DVD último ", levou ao delírio o público com uma nova roupagem y arranjo vocal um pouco mais eruditos, ainda com divisões de voz muito diferentes da versão anterior y a presença de palco de Baglietto contagiaram os presentes.
Juanse de "Los Ratones Paranoicos" fué el primer invitado de la noche, entró para cantar "Naturaleza Sangre", en versión Melodic Metal que pensé que sería uno de los puntos más altos el show. Pero después vino la sobresaliente participación de Juan Pablo Baglietto, expresivo cantante y compositor argentino censurado en la dictadura militar. El tema Contigo cantado en duo en el DVD con Joaquín Sabina, llevó al delirio a la platea en un ropaje muy erudito. Además de las divisiones vocales muy distintas de la versión anterior y la presencia de Baglietto contagiaron a los presentes.

Na continuação do recital o clima de euforia cada vez mais se espalhava. O bloco de clássicos al piano em solo com magníficas versões al cabaré levantaram e tomaram de rompante a totalidade do público. Destacando dentro do Pout-Pourri no instante em que Fito diz: "Gracias a ustedes por venir una vez más, gracias Buenos Aires una vez más". Em substituição a letra original, todavia o final do número disse que agradecia a todos qu o acompanhavam a tantos anos, gerando mais gritos estéricos da multidão.
En el continuo del recital el clima de euforia cada vez más se esparcía. El bloque de clásicos al piano solo en exquisitas versiones a lo "cabaret" levantaron y tomaron de rompiente la totalidad del público. Destacando dentro del Pout-Pourri en instante en que Fito habla: "Gracias a ustedes por venir una vez más, gracias Buenos Aires una vez más". En substitución a la letra original, todavía al término del numero dijo que agradecía a todos que lo acompañan hace tanto tiempo, generando gritos más histéricos de la multitud.

Voltando as frase... Muitas eram gritadas por uma grande maioria como se fosse um grito de guerra. "Lo importante no es llegar, lo importante es ser camino"- según el estudiante Baolo Vega afuera del Stadium terá mencionado como frase que o leva a refletir. Mas tantos outro lhes parece muito boa a idea e como declame lo profecia o cantor: "Me gusta estar al lado del camino, fumando um fumo todavia tudo pasa!"- citado antes também do show po Cristian Orieta.
Volviendo a las frases... Muchas eran gritadas por una gran mayoría como si fuera un grito de guerra. "Lo importante no es llegar, lo importante es ser camino"- según el estudiante Baolo Vega afuera del Stadium tendría nombrado como frase que lo lleva a reflexionar. Pero a tantos otros le parece muy buena la idea y como declama el cantautor: "Me gusta estar al lado del camino, fumando el humo mientras, todo pasa!" - citado antes del recital por Cristian Orieta.

E como o casal Celeste Caruana e Emanuel Bancora disseram parafraseando o roqueiro: . E de muita música foi a noite. "La música es la reina madre de la imensidad..."As 23;39 o público estava pra lá de "caliente", ajudados a romper o limite dos limites da euforia com o tema A Girar. Aí sim tudo se transformou em um grande show de rock, pois cada vez mais que o astro cantava: "A rodar, a rodar, a rodar, os pan os para cima.", o que se via eram camisas e cachecóis e casacos girando no ar. Ao final da ultima canção programada, o show não terminou. Depois de 7 minutos de pedidos como "volta, volta..." e muitos outro, o artista volta a cena com a mais inusitada e maravilhosa versão de "Un vestido y un Amor" em ritmo de valsa levado por guitarras. Houve choro, comoção e nostalgia generalizada, beijos e suspiros apaixonados.
Y como lo joven pareja Celeste Caruana y Emanuel Bancora dijeron parafraseando el rockero: "La música es la reina madre de la inmensidad...". Y de mucha música fue esta noche. A las 23:39 el publico ya estaba mucho más que calientes y enardecidos, ayudados a romper el limite de los limites de la euforia por el tema "A rodar". Ahí sí todo se tornó un gran show de rock puéis cada vez que Fito cantaba: "A rodar, a rodar, a rodar, los trapos arriba", lo que se via eran remeras, bufandas y cualquier cosa a girar. Al fin de la ultima canción, todavía el show no se cerro. Después de 7 minutos de gritos entre "vuelve" e innúmeros otros, Fito volvió con la más que exquisita versión de vals con guitarras eléctricas de "Un Vestido y un amor". Hubo llanto, conmoción generalizada, besos y suspiros apasionadaos.

Mariposa Technicolor, música título do disco mais vendido da história do país, deu o desfecho a esto suntuoso show, que apesar de duas horas, vinte e um minutos de duracao parecia nao saciar os fans do astro nativo de Rosario.
Mariposa Technicolor dió el deshecho de este suntuoso recital, que a pesar de dos horas y veinte uno minutos de duración parecía no saciar a los fáns del astro Rosarino.

Reportaje por
Fernando Schweitzer
Fotografías
Gonzalo Roca Acevedo

terça-feira, maio 26, 2009

Direitos para quem?

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



STJ obriga Band a pagar R$ 70 milhões ao Ecad, segundo a coluna Outro Canal da Folha Online. Notícia que me deixa de cabelo em pé, pois faz me lembrar quando fazia teatro sem patrocínio no Brasil e a Ecad nos "pedia" 50% da bilheteria para usar músicas nas trilhas sonoras de um espetáculo. Eu não sei ao certo se este dinheiro vai para os autores, já que estes vivem reclamando que não recebem direitos autorais a anos.

Penso eu na minha ingênua e simples linha de raciocínio de um ser esmo das decisões de fanfarronas instituições, que em um mundo onde se baixa música na internet em segundos de graça e os próprios cantores põe suas músicas em seus portais sem custo, visando divulgar-se e aumentar o êxito dos temas bem como o número de show (cada vez com ingressos mais caros no país) é hipócrita e abusiva certas cobranças feitas pela tal instituição nombrada acima.

O ministro Sidnei Beneti, do STJ (Superior Tribunal da Justiça), negou o recurso da Band contra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que a condenou a pagar 2,5% de seu faturamento ao Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), a título de direito autoral por obras musicais.

Casos e casos

Se a Ecad é um transtorno aos meios massivos e de grande poder midiático e financeiro me encantaria falar dos pequenos negócios que ou pagam montantes absurdos mensais, quase uma propina para não receberam as visitas surpresas dos delegados. Estes que muitas vezes embargam espetáculos, shows, danceterias do circuito independente que sofrem para não falir e ainda tem de sustentar sabe lá Deus quem com esse "imposto" artístico.

Caso você pretenda um dia na vida ter uma lanchonete que seja, fique você sabendo que para colocar som ambiente poderá ser cobrado pela querida Ecad. Este dentre outros absurdos só podem mesmo acontecer graças ao nível brutal ao qual avança o imperialismo selvagem. É como no caso dos AZTs para combate do vírus HIV, que devido ao tais direitos de patente quiseram proibir que o Brasil produzisse para seu consumo interno e distribuição gratuita via SUS um coquetel genérico.

Segundo coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na Folha desta terça-feira (26). De acordo com informações da coluna, a emissora irá recorrer outra vez mas, segundo o Ecad, suas chances são mínimas. O órgão afirma que a Band não paga direitos autorais desde 1999 e acumula uma dívida de R$ 70 milhões. Hoje emissoras de TV de todo o país travam guerra judicial contra o Ecad desde 1999, quando o órgão passou a cobrar 2,5% sobre suas receitas.

Mas acho até "pouco" o que estão cobrando perante ao que cobram de casas noturnas, eventos culturais e afins. Nos casos de boates é pior pois muitos sucessos surgem das pistas para depois ganhar a mídia. Então a ingrata senhora Ecad com um poder quase que de polícia fecha casas, embarga espetáculos...

Máfias no divã

Na verdade que se cobre direitos autorais e obviamente los encaminhe aos seus progenitores é plenamente justo. Sou compositor e me sentiria muito mal ao ver uma obra minha sendo explorado por qualquer um. Há que se ter um controle, só não acredito que esse hoje praticado no Brasil seja o ideal. Somente colocaria outros critérios como por exemplo: Espetáculo e shows sem patrocínio deveria ter uma cota menor que os mega espetáculos das máfias das Fundações Culturais e secretarias municipais, estaduais e Ministério da Cultura que tem critérios obscuros e muita raros para a compreensão de meros mortais quanto a eleição e contemplação de suas verbas e apoios culturais.

Com um patrocínio de milhões qualquer um cede percentagens de sua renda a Ecad, mesmo que contra a vontade, ainda assim podendo pagar um advogado para recorrer na justiça. Enquanto isso a maioria de rélis trabalhadores da arte no país minguam a ermo no mar da incultura sufragada da República das Bananas.


Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, maio 20, 2009

Lá vem bomba:

Realites, a epidemia do século XXI

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



O mundo real e o abstrato sempre podem ser confundido quando se fala de mídia. Na onda eterna dos "realites shows", "novos" surgem e velhos ressurgem. No que depender de Daniela Beyruti, filha de Silvio Santos e diretora-geral do SBT, a exitosa "Casa dos Artistas" uma das maiores audiencias da história da emissora volta à programação. De acordo com a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, Beyruti quer muito que a atração tenha novamente um horário na TV. A filha do "Dono do Baú", que também planeja colocar o pai no comando dos confinados, argumenta que, apesar do alto custo de produção, o programa tem retorno publicitário garantido. Ela tem encontrado resistência por parte dos diretores mais antigos do SBT.

Em paralelo outro insurgente filho pródigo por outro sinal também esboça voltar da tumba. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, diretor do Big Brother Brasil, está procurando a locação onde acontecerá o reality. Roberto Naar, diretor do programa Mais Você, deixou a atração para dedicar-se ao novo projeto. Qual seria o inovador projeto? Segundo o jornal, há três opções, mas tudo leva a crer que será feito algo envolvendo aventura, pasmem, como o No Limite. A intensão é barrar o possível êxito do projeto que vem sendo cogitado como estréia cercana.

E a tríade se faz completa com a ascendente emissora da Barra Funda. Confirmado! Na próxima quarta-feira, dia 27, estréia o reality show "A FAZENDA". Formato exitoso em muitos país, que em Portugal chamado de "Quinta dos Artistas" teve como ganhador o polêmico Alexandre Frota, que desta vez se faz consultor da Record para o programa. Na próxima quarta-feira, dia 27, estréia. O programa será apresentado por Brito Júnior que já fora afastado do matinal "Hoje e Dia". E aos domingos terá suas eliminações no horário do Fantástico.

Seria uma gigante caldeira de "realismo" pós-moderno nos domingos de nossa famigerado televisão aberta brasileira. Isso me preocupa no sentido de que podemos realmente ter um grande furor de êxito dos três produtos. Um inédito no país e outros dois re-emergidos de um passado não muito distante. Bem que o inédito é uma mescla dos outros dois com a versão feita pela Record do "Simple Life". Mas a pergunta é: Será que o país das novelas (cada vez mais em baixa de índices) estaria preparado para uma overdose de realidade?

Se a máxima de que na TV nada se cria tudo se copia será matiz válida é bem capaz que devido ao retrasado lançamento de "A Fazenda" tenha motivado a pretensão de ressurreição de alguns falecidos midiáticos. O mais triste de qualquer "show de realidade" são as pseudo novas estrelas que estes mesmos constroem. Já diria o nefasto Pedro Bial com seu insustentável jargão: "Vamos ver como anda a vida dos nossos heróis!". Pergunto eu heróis de quem cara pálida?

Longe de ter uma visão apocalíptica dos fatos vejo um prenúncio de fim do mundo. Ao confundirmos o que é real e o que é fantasia. Pois ganhando R$ 30.000,00 por mês para se confinar em uma fazenda, parece-me algo um pouco surreal. Os cachês são um clichê de todos os realites embora seja ignorado este fato por muitos. Enfim, o mundo está tao surreal, decrépto de valores e insensível que parece que precisamos de Shows de Realidade para voltarmos a nos ver como seres humanos. O que será do amanhã responda quem puder...

terça-feira, maio 12, 2009

Padrão de Qualidade

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



A guerra fria para alguns parece coisa do passado. Não o é, seja no mundo das relações internacionais, seja no planeta TV brasileira. Quando muitos pensavam: "O que mais os bispos podem ter na manga para cutucarem seu maior e temido desafeto?". Creio que ninguém pensaria que uma remanescente indireta da poderosa, assim voltando a estratégia de fazer espelho e dar cara global a sua programação, chegaria aos estúdios da Barra Funda. O claro mal estar entre Ana Paula Padrão e Rede Globo de Televisão, a tempos atrás deram um tom notório de que a esta casa esta filha pródiga não tão cedo regressara.

Barrados no Baile

A Rede Globo, hoje menos que a anos atrás, sempre teve sua geladeira destinada a artistas e profissionais que migravam por motivos mesmo que justos a outras emissoras. No caso de Padrão, em que fora reincidido um contrato em seu auge como apresentadora do Jornal da Globo, para sagrar-se a estrela maior do jornalismo do SBT. Na época Senior Abravanél dizia que iria investir pesado em jornalismo, apenas bravata. Contratou também Carlos Nascimento então na BAND recem saído também da poderosa, mais uns produtores renomados e foi só. O projeto da emissora paulista naufragou em um jornal um tanto insosso feito por Ana Paula por alguns meses e logo por falta de Ibope rifada da grade.

Como de costume a Vénus bronzeada ao belo sol carioca não tardou em demonstrar seu rancor, Ana não recebeu convite para a comemoração de 25 anos do Jornal da Globo, realizada em 31 de Agosto de 2007, na boate GLS The Week, em São Paulo. Até Lillian Witte Fibe, pois já passara já por inúmeras emissoras até se limar no canal de internet do portal Terra.

Padrão, Globo, Qualidade

Desde 2004 a Record adota uma campanha agressiva tanto de marketing como de bastidores contra a hegemonia global. No setor de jornalismo é onde pode-se também notar isso. Se já nao bastara Celso freitas e Adriana Araújo que tinham a tarimba de ter a cara da Globo e estarem na bancada do principal jornal da casa, agora teremos Ana Paula Padrao a acopmpanhar Celso Freitas contra o casal 20 do jornalismo nacional.

Cada vez mais a record busca factóides midiaticos para repercutir na mídia e no mercado. O Jornal da Record hoje com média mês de 14 pontos perante o principal jornal do país vem fazendo bonito. Ademais se pensarmos que a pouco mais de 5 anos o mesmo noticiário tinha pífios 3 a 4 pontos, à época comandado por Boris Casoy. Agregado a isso agora a Record contará com um peso forte para gerar credibilidade e confiabilidade a seu jornal, Ana Paula Padrão.

A questão levantado por muitos jornais impressos durante a semana, de que Adriana Araújo estaria magoada por perder o posto que tomou a 3 anos, é o que me faz pensar como se pode tentar ofuscar alguém a quem não se quer bem. Creio que nada nem ninguém discute que Adriana foi um marco para o Jornal da Record, sim imprimiu sua marca. Mas o mercado, principalmente o publicitário requer e se alimenta de novidades e agora a tem.

Em entrevista a coluna Ooops do UOL/Folha Ana Paula ressalta que a emissora lhe deu a possibilidade de sair de trás da bancada. "Eu posso ir para a rua, posso fazer matérias legais, entrevistar... não vou ficar amarrada ao estúdio, não." Outra afirmação da jornalista durante a conversa fora de estar seguindo conselhos de seu marido, o economista Walter Mundell. Argumentando que as pessoas a questionavam na rua, perguntando-lhe quando voltaria a apresentar um jornal.

A Record divulgou nesta quinta que a jornalista assinou um contrato de quatro anos para dividir a bancada com Celso Freitas no "Jornal da Record". Enquanto Araújo passara a função de correspondente internacional em Nova Yorque. Deixando de pensar no especifico mais um pouco no geral é um dupla passo agressivo da emissora. Pois ter uma Adriana Araújo em plena crise financeira americana como correspondente internacional é de dar inveja a muito emissora por aí. É meu povo o padrão Globo pode ainda não ter chegado a Barra Funda, em compensação a "Padrão"... Como se diz por aqui: "¡Ya está!".

quarta-feira, maio 06, 2009

"Quem não se comunica, se trumbica!"

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



Não, não estou aqui para confundir, muito menos para explicar, somente para difundir. Como afirmava o "recém finado" a três décadas, Chacrinha. Digo recém pois o que de novo há na televisão tupiniquins? E remetendo-me a outra filosofia "Chacriniana" cito: "Na televisão, nada se cria, tudo se copia". Ou se auto-copia!

Ao sábado, 2 de maio, começaram as "estréias" da tão falada nova grade do Sistema Brasileiro de Televisão. Em verdade mais re-estréias que qualquer outra coisa. “Pesadelos e Paisagens” nas madrugadas da emissora, fazem parte do que o SBT chama de "temporada de estréias" em sua programação. Os realities Astros e Supernanny ganham novas temporadas, estréiam as séries da Warner, Um Toque de Vida e O Exterminador do Futuro e as da Disney Cory na Casa Branca e Kyle XY, além das temporadas inéditas de As Visões de Raven e Ugly Betty. E a bomba vem logo a seguir... Os programas que o SBT aposta com mais veemência em que irão recuperar o perfil popular da emissora: Show da Gente, com Netinho de Paula; o novo Casos de Família, com Christina Rocha e a volta do Programa do Ratinho.

Nesta panela de gato tem de tudo rajados, malhados, brancos, negros e escaldados. Se Netinho fazendo o qualquer coisa "da Gente", Cristina Rocha que volta e maia é novamente relançada pelo patrão podem ser uma novidade. Ponhamos Ratinho fazendo muito mais do mesmo, afinal êxito sempre teve, exceto quando tentaram lo desratizar como vulgo "Carlos Massa" e o enfadonho "Jornal da Massa". Assim deve ter pensado seu Sílvio nesse mar em polvorosa que naufraga seu canal.

Quem acompanhou a mídia por esta semana pode observar todo o alarde feito pela emissora do "Baú da Felicidade" para tentar voltar a ter momentos felizes. Festas de gala para o lançamento de sua "nova" programação na Pachá. Entrevistas coletivas e etc. Uma que me atentou foi a de Ratinho, especialmente quando proferiu a seguinte frase: "Fizemos uma pesquisa que deu o seguinte: eles [os telespectadores] querem um Ratinho alegre, fazendo polêmica, dando notícia e falando menos palavrão", disse o apresentador em coletiva veiculada por muitos meios.

Pasmem que após a estréia o que se viu foi praticamente uma reprise de seus extintos tanto na Record e SBT. O escafandro bestial da mídia dá novamente seu tom. O pior é a repercussão perante ao público que realmente parecem algum tipo de verme que assimilam qualquer tipo de regurgito vinculado pela TV.

Assusta-me não mais que a existência de seus fracos e torpes concorrentes no horário, os novos vespertinos do Complexo Anhangüera. Os índices gritam por si só, o sensacionalista Datena agora tem concorrentes a baixura:

Datena, que chega a ficar em segundo lugar no Ibope, na Band, foi para a quarta posição, ontem, com a estréia de Ratinho, no SBT. Na prévia, Ratinho, que dobrou a audiência do horário, teve 8 pontos, com picos de 10, contra 5 de Datena e 6 do "SP Record". A estréia do "Casos de Família", de Christina Rocha, também ficou em segundo, com média de 9 e picos de 11. - Coluna Zapping do Jornal Agora/Folha.

O pandemônio das auto cópias surtiram efeito para dobram ou mais os índices da semana anterior. Pensar-se que ou a falta de criatividade é a motriz energética da TV brasileira hoje não seria um imenso chavão, ou seria cruel demasiado para com nossos trabalhadores dos meios de comunicação? Já diria o mestre para outro ainda vivo esteja onde estiver "Quem não se comunica, se trumbica!". Seu Sílvio com as poucas armas que resta segundo a teoria da comunicação seguiu a risca o jargão "Chacriniano" e o povo respondeu.



Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

quarta-feira, abril 29, 2009

Caminhos da Qualidade

Fernando Schweitzer, Buenos Aires/ARG - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista



A guerra entre Globo e Record cada vez aquece mais e mais. Como um fogo que se alastra pela mata seca do agreste. E é por lá que o fenômeno Chamas da Vida que no Nordeste chegou a picos de 40 pontos e médias de até 35 pontos, superando a principal novela da TV Globo. Que com seus clichés e erros de estudo sobre a Índia vem fazendo feio e derrapando no Ibope. No Rio de Janeiro manteve médias de 20 pontos e no PNT (Painel Nacional de Televisão) atingira 18 pontos. Ainda que tenha disputado com a reprise de “Pantanal”, "Big Brother Brasil" e passando por várias modificações de horário, "Chamas" conseguiu ser a novela de maior audiência já produzida pela Record. O que também causou ciúmes e trocas de farpas entre o super intente de dramaturgia e anteriormente autor do maior êxito da emissora Prova de Amor, e de um sucesso posterior e maior que fora a primeira temporada da saga dos mutantes.

Muitos e é só ir a um bar de esquina qualquer e se confirmará o que digo, que se está na tela da poderosa é bom e além mar "num presta". Esse status, definitivamente quo, em que a percepção da realidade se abstrai ao ponto máximo e ademais o mundo do status e não da qualidade giram a roda do interesse e da opinião pública são o mote que deixam-me pasmo. Tenho mostrado a pessoas em Buenos Aires vídeos desta novela para que conheçam já que infelizmente as da Rede Globo aqui passam com tanta freqüência como as mexicanas já passaram em certos tempos no Brasil, com uma diferença, que os dubladores geralmente interpretam melhor que os originais atores brasileiro. Na versão dublada Reinaldo Gianechinni pode até passar por um ator razoável em Esperança, uma das maiores vergonhas da dramaturgia da emissora carioca. O comentário mais pertinente e que eu gostaria de avalizar e divulgar é do ator peruano Jonathan Rojas Novoa que disse após ver cerca de 3 horas de trechos de vários capítulos de Chamas da Vida: "Que buena producción, parece com series americanas!".

As emoções finais da novela "Chamas da Vida" ao conquistarem índices de audiência em seu penúltimo capítulo exibido nesta segunda-feira (27/04), com uma média de 14,5 com pico de 21 mostram a reviravolta do mercado de trabalho em dramaturgia televisiva proporcionado pela investida da emissora paulista no ramo. Buscando garantir bons índices de audiência, a direção da Record decidiu gravar a seqüência reveladora da trama principal poucas horas antes de ela ir ao ar, ao melhor estilo "marqueting and bussines". E de acordo com dados prévios do Ibope, a trama marcou uma média de 18 com pico de 22,5, conquistando a liderança por nove minutos.

Me perguntarão múltiplos seres: O que são nove minutos? Esquecendo-se da realidade resultante dos investimentos da ditadura militar na expansão da Rede Globo. Esses míseros minutos muito raros são como uma constatação de que o Golias carioca pode perder espaço para o Davi paulista. Pensar que mesmo disputando com a reprise de “Pantanal”, "Big Brother Brasil" e passando por várias alterações de horário a trama foi espetacularmente bem sucessedida é alentador.

"Chamas" conseguiu ser a novela de maior audiência já produzida pela Record, segundo dados do PNT (Painel Nacional de Televisão). O que é realmente inusitado pensar é que se a novela "Recordina" fosse "Global" teríamos gente vestida de bombeiro pela rua e etc. Estou rezando para que as próximas produções da emissora paulista não continuem tendo sucesso, pois podem gerar uma crise de identidade nos Globo-normativos, ou uma guerra santa mais ardente desta intenta "Record X Globo".

Sem embargo pode-se dizer que caso SBT resolva de verdade ressurgir das cinzas, poderemos ter um futuro mais plural quanto as fatias de público e publicidade na TV brasileira. Quem sabe o Brasil deixe de ser bi-polar e se torne uma efervescência real e não apenas discursiva de mídia televisiva.

É importante e animador ver que algo de conteúdo teve êxito no Brasil. Apesar de vários êxitos não merecidos como "Caminho das Índias", onde a falta de critérios dramaturgicos gritam. Ver o estupendo Osmar Prado, com sotaque e tudo mais na personagem contracenar com Juliana Paes é um descaso ao ser humano e profissional de gabarito que é este senhor.

Que os caminhos da vida tenham chamas de qualidade é o unico sonho desse mero mortal.