sábado, junho 07, 2008

Tapete vermelho, quem nunca quis pisar em um?


Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro... Bem que essa poderia ter sido minha sexta. Se não fosse o FAM – Festival - Florianópolis Audiovisual do Mercosul. Esse é um evento que deveria se cogitar uma edição de verão, pois praia em dias de sol e shopping em dias de chuva é o que Florianópolis dispõe no veraneio.

Pra quem diz que nunca viveu uma cena de cinema, eu lamento, hoje vivi uma. Ou melhor um filme completo. Acordo as 5 da tarde, pensando que eram da manhã. Devido ao Lexotan que fique claro. Após dormir 18 horas, ao invés de 8, corri como louco. Chovia ainda para ajudar. Após passar por 3 pontos de táxis vazios, gritei para o moto táxi ao lado oposto da avenida. Parei a rua sim, estava atrasado. Esqueci-me apenas de um detalhe, minha fobia ao andar de moto.

Cheguei pelo tapete vermelho todo iluminado, realmente um luxo. Então comecei a novamente sentir o clima do FAM. Muita gente bonita e solteira, realmente um bom programa pra se fazer de galera. Fazia muito tempo que não via tanta gente alternativa num ambiente ainda a luz do dia.
As mostras da manhã e tarde são também uma grande opção com produções de vários estados e também de outros países.

Reencontrar ex-colegas da faculdade de cinema também foi um que a mais. Os comentários técnicos se misturavam no saguão ao de espectadores tão ou mais anônimos que eu naquela efervescência cultural. E a grande novidade é a pipoca grátis o que te faz realmente voltar no tempo. Na minha época era assim: Primeiro o carrinho de pipoca depois a bilheteria. E é assim que você será remetido ao FAM. Tapete vermelho, carrinho de pipoca, gente muito bonita, intelectuais e artistas nacionais como Júlia Lemertz que rapidamente passou hoje no CIC. Ela assistiu a cerimônia de abertura e se retirou, estava cansada. Amanhã seu filme Mulheres Sexo Verdades Mentiras tem sessão as 16:30h na Sessão extra FAM.

Ver programação do FAM no site:
http://www.fam2008.com.br/index.asp

Ver crítica sobre os filmes do FAM diariamente aqui ou no sítio:
http://www.correiodailha.com.br/lerartigo.php?id=1323&idcolunista=6

Após a abertura, o primeiro filme: Bodas de Papel, que abriu o 12º FAM nesta sexta, dia 6. O circo está montado e o show vai começar. Artistas, acrobatas, malabaristas, mímicos, atores e bailarinos saúdam o público com um espetáculo de circo arte. É o 12° Florianópolis Audiovisual Mercosul dando a partida para a maior edição de sua história. Que não pôde ir ao Teatro Ademir Rosa, no CIC, conseguiu acompanhar a transmissão simultânea via internet durante a solenidade de abertura. Desta até a sexta, 13 serão exibidos mais de 100 filmes do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai, Paraguai e Finlândia, totalizando mais de mil produções exibidas em 12 anos de festival, além do Fórum Audiovisual Mercosul que se mantém como um raro espaço de debates do setor.

Esqueça os BlockBuster essa semana, vá ao FAM. Além de entrada franca, carrinho de pipoca tradicional. Pessoas interessadas e interessantes. E também, por obséquio acesse essa minha coluna após chegarem do CIC, combinado?

Bodas de Papel, procura atriz para papel principal



Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

Já lançado nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, o filme retrata com delicadeza a história de amor entre uma artista plástica, Nina, vivida pela atriz Helena Ranaldi, e o arquiteto argentino Miguel, interpretado por Dário Grandinetti (o sensível Marco, namorado da toureira no filme Fale com Ela, de Almodóvar).
O filme marca as estréias no cinema brasileiro tanto de Grandinetti como de Ranaldi, após 15 anos de carreira da atriz na TV, atuando principalmente em telenovelas.

Bem passei a ficha técnica agora vamos francamente falar sobre as tais Bodas de Papel. Ainda bem que a frase célebre de Glória Pires: “Sou uma atriz de TV, a melhor atriz de TV”, jamais fora dita por Helena. O filme a partir da sua protagonista não convence muito. Mas como diria minha avó: Há gosto pra tudo. Antes de emitir minha impressão particular cito dois comentários de pessoas presentes na sessão.

A primeira ao meu lado soltou um sonoro e claro parecer: Muito fraquinho!

Eu não diria tanto ao mar nem tanto a terra. É um filme padrão Globo Filmes, de entretenimento. Não é mesmo um filme dos chamados “cinema arte”. Tem boas interpretações como a da sempre excepcional Cleyde Iáconis, que mesmo como coadjuvante brilha. Passando por Sérgio Mamberte, Valmor Chagas e outros figurões da era de ouro do cinema brasileiro.

A segunda após o término do filme, fora entre uma conversa de duas amigas: Ah, eu gostei. O filme é legal...

Bodas de Papel, nome que se dá à celebração do aniversário de um ano de relacionamento, é o segundo longa-metragem de Sturm, que também produziu Sonhos Tropicais, em 2002. Eu acho que hoje em dia seria um sonho de inverno esperar um filme espetacular. Mesmo porque o que hoje acontece é que não atores no Brasil, são chamados de ator. Basta ligar a TV e ver o resultado do teste do sofá, que nada mais é que atores medíocres que só podem ter comprado o registro como protagonista de uma trama.

No Festival Cine PE 2008, que também está em sua 12º edição, Bodas de Papel conquistou três prêmios: melhor edição de som, melhor atriz coadjuvante (Cleyde Iáconis) e melhor filme para o júri popular. Esses prêmios só ressaltam o que disse. A pasteurização do cinema se faz pela avalanche de não atores televisivos na grande tela. Cinema arte não mais existe, apenas entretenimento no melhor molde da “Cultura de Massa” ou “Indústria Cultural” como você preferir.

O roteiro parece se repetir umas 5 vezes. A busca por um filme de história não-linear fica apenas e só na busca. A trama é fraca e a não-linearidade dá ao filme não uns ápice de narrativa inovador, mas causa um bocejar dos espectadores um pouco mais criteriosos. É um filme que não se consegue assistir 2 vezes. Mas mesmo assim, creio que por educação, aplaudido no final.

Globo x Record 2: As cenas do próximo 1° capítulo

Nando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


De olho na Mídia

nandinhoschweitzer@yahoo.com.br



Eu incitei na coluna anterior, e deu no que deu? A estréia da nova novela global das oito registrou 35 pontos de média, 39 de pico e 49% dos televisores ligados. No mesmo dia e horário, Caminhos do Coração, da Record, chegou ao fim. A novela foi ao ar quase simultaneamente que A Favorita e conquistou 23 pontos de média e 27 de pico.

De cada 100 televisões ligadas, 32 estavam exibindo a trama da Record.O fato histórico não fica apenas na nota em si, mas o ibope no minuto a minuto apontou 4 minutos de liderança para a Record. Fato nunca ocorrido no horário, pois os áureos tempos da extinta Manchete, com Pantanal, que pode estar prestes a ser reprisada pelo SBT, eram no horário das 22h.

O poder de retratar a realidade de cada país que uma novela possui sempre é aclamado pelos seus defensores, embora contestado por seus críticos. Algo é inegável, algumas novelas já imbuíram na sociedade uma série de reflexões, que muitas leis que vem de cima para baixa do congresso ou do Palácio do Planalto.

Exemplos não faltam. Desde Barriga de Aluguel, cuja discussão é o próprio título-tema. Também em tramas mais leves, que acabam ou pelo enredo ou por interpretações brilhantes como de Beatriz Segall, a inesquecível Odeth Roittman. Onde ela tinha um afair com um rapaz décadas mais jovem.

E tem mais, a estréia da trama de Tiago Santiago, Os Mutantes – A Evolução, marcou uma média de 24 pontos de média, 27 de pico e 34% de share, na faixa das 20h50 às 21h49. A TV Globo registrou no mesmo horário 35 pontos de média.

A mídia especializada rotulou a trama de Tiago Santiago como surreal. Que ótimo, seria um neto de Salvador Dali na dramaturgia? Mas eu creio num ponto para Santiago, além dos vários conquistados no ibope. A personagem, Danilinho, homossexual para si assumido, mas não para a família. Ele se casou com uma mulher por motivos tais como: família conservadora, status sócio-familiar e herança. O ponto salutar é que mesmo não tendo ainda em cena se relacionado com outro homem, ele fala dentro do léxico e com gírias do meio gls sem forçar a barra. Até me assusto comigo mesmo por elogiar pela 1ª vez na vida Cláudio Heindrich. Mas o rapaz fez laboratório em meios GLBTT, desde ONGs a casas noturnas. Mas o texto têm o ajudado.

A Favorita têm em si um que mexicanizado, lembra o título “A Madrasta”, um dos últimos sucessos de ibope nas tardes do SBT, exceto pelas enésimas reprises de Maria do Bairro. E uma clara tentativa de luta desesperada pelo ibope perdido é o número reduzido de atores e tramas. Pois a Globo sempre criticou as novelas da sua arqui-rival TELEVISA. Principalmente pelas histórias com poucas personagens, e trama muito focada na protagonista. A “nova” das 8, além de péssimo desempenho para o padrão Globo, sofre críticas prévias pelo baixo investimento nas chamadas e abertura simples. A esteriótipalização das personagens.

Seria o confronto de interpretações no melhor estilo Stânislaviskiano, realista, dentro de uma trama surrealista. Contra uma trama muito realista de interpretações supérfluas, hollywoodianas. O que Tiago Santiago repete exaustivamente em suas entrevistas e denomina de “Realismo Fantástico”. Uma lacuna deixada pelo saudoso Dias Gomes, de Roque Santeiro, com seus lobisomens e crendices de cidades do interior, levadas muito a sério em seus enredos.

Real ou Surreal, o que mais se aproxima da nossa atual vida contemporânea, de mensalões, Izabellas e Bush?

quarta-feira, maio 28, 2008

Globo x Record: As cenas do próximo capítulo!

Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista

02:01

A música "Sinônimos" de Composição: Chitãozinho e Xororó / Zé Ramalho, acabou de tocar como tema da chamada da novela "A Favorita", Rede Globo.

Estou estarrecido com a decadência de qualidade e principalmente de criatividade da toda poderosa. Após usar a canção de Paulo Ricardo na voz de outra interprete na abertura de sua última novela das 6, Desejo Proibido. A música "Sonho Lindo" foi tema da 5 vezes exibida pelo SBT, A Usurpadadora, que em seu ultimo repeteco usou o tema mexicano original.

Digamos que na TV nada se cria tudo se copia, mas desta vez foi o ápice do cúmulo da desfaçatez. Pois a canção Sinônimos embora não tenha sido a canção de abertura de A Escrava Isaura, que teve Ramake realizado na emissora do bispo Edir Macedo, fora tema do casal protagonista "Isaura e Álvaro". Item que mais me deixou catatônico foi de ser novamente veiculada nas vozes de Chitãozinho e Xororó e Zé Ramalho.

Pensar que a retórica platinada é de que na concorrência só existe cópia barata e sem efeito no Ibope, este sendo o único argumento para o assustador crescimento da Record na média dia nacional, das 06:00 às 00:00. A vez do algoz chegou. O que me dirão os fãs da líder que hoje detém menos de 50% do Ibope da soma das demais, que embora seja muito a frente das concorrentes, é ínfima se comparada a 10 anos atrás?

É um novo tempo que vivemos hoje. E a Record na próxima 2ª feira ataca a estréia da "nova novela das 8" de João Emanuel Carneiro, que estréia no horário, o último capítulo de Caminhos do Coração. A trama trash de Tiago Santiago, bateu recorde no horário das 22h, a segunda faixa de novelas da emissora paulista. Caminhos chegou já em certos momentos a respeitáveis 20 pontos de média, e liderando de ponta a ponta contra a séria global "Queridos Amigos". Que pelo público não foi tão querida, e no enfrentamento direto chegou a fazer 12 pontos. E na terça vem com a "nova novela" Os Mutantes, ambas em novo horário a partir de segunda, 20:40. Os Mutantes nada mais é que uma segunda temporada da novela. Seria uma "Chiquititas Mutante"?

A intenção da Record é clara, desestabilizar a estréia do produto mais rentável e de maior repercussão de sua arqui-inimiga!

Aguardemos as cenas do próximo capitulo. Da guerra do Ibope claro!

terça-feira, maio 27, 2008

Paradas Do Orgulho Gay?

A Ditadura da Diversidade – Antes Cuba do que nós!
Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


A parada gay de São Paulo que acontece no próximo domingo (25/05), é a maior prova de que preconceito e capitalismo, que sempre foi normatizador e pasteurizador da sociedade, hoje podem ser aliados. Aos alienados de plantão vai o dado, sobre a 1ª "Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas e Travestis", como denominada à época, foi fruto do trabalho dos grupos CORSA, Núcleo de Gays e Lésbicas do PT de São Paulo, Caheusp, Etc. e Tal, APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), AnarcoPunks e Núcleo GLTT do PSTU. Com o mote: Somos muitos, estamos em todas as profissões, reunira 2 mil pessoas.
Me perguntariam muitos reacionários: Que grande coisa importante um bando de pervertidos em passeata pelo centro degrade de São Paulo, não? Talvez, mas não esqueçamos que eram meados de 1997, e estamos em um país que até hoje não respeita a Constituição em suas diretrizes mais básicas, cito para não me alongar:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
Diga-me qual destes 5 itens de 78 do Art. 5° da constituição não são desrespeitados e o quão cada um dos quase 200 milhões de cidadães do país não são contemplados dos benefícios constitucionais de nossa ilustríssima Constituição? Quem dirá os excluídos sociais, os homossexuais que dentre eles já tem vários nichos uns menos e outros mais discriminados: Do Pseudo-Hétero ( que não se assume para si próprio, pelo medo óbvio de viver sua plena sexualidade, pois tem medo de ser posto a esmo como um refugo social ), a Travesti ( que as vezes parece mais mulher do que as de nascença ).
As paradas hoje além de terem apoio político oficial como no edital do MINC ,que trata do apoio as paradas conta com recursos no valor total de R$ 810 mil, dos quais serão repassados às instituições selecionadas até R$ 30 mil por meio de convênio. Serão selecionados até 27 projetos culturais, sendo apenas um projeto por estado e no Distrito Federal.
Elas são uma fonte de renda para empresários capitalistas e preconceituosos, que em nome do lucro abrem um dia ou no caso de paradas maiores como a de São Paulo que na 10ªedição em 17/06/2006, com a presença de 3 milhões de pessoas usou o tema "Homofobia é crime! Diretos sexuais são direitos humanos".
A APOGLBT SP, associação da categoria, se propôs denunciar as violações aos Direitos Humanos, e incentivar uma série de ações pela aprovação de legislação contra a homofobia no cenário nacional, em especial o projeto de lei 5003/2001, de autoria da Deputada Federal Iara Bernardi, e por políticas públicas que visem o controle e a erradicação da homofobia no Brasil. Apesar das dificuldades envolvendo a autorização para realização da Parada, a Av. Paulista, e as restrições impostas por um "Termo de Ajuste de Conduta" que limitava horário, impedia montagem de palco, exigia até que a limpeza das vias públicas fosse feita pela organização e impunha penalidades, tivemos novamente a maior Parada do mundo.
O mercado de publicações específicas crêem que a 11ª Parada de São Paulo vai servir para alavancar a concorrência entre as publicações voltadas ao público Gls. Na próxima semana, chegam as bancas a revista DOM e a Junior. A revista Aimé, mais recente do gênero, já está a venda, embora os leitores precisem gastar sola do sapato para achá-la. Até a conservadora Folha de São Paulo hoje possui um caderno GLS, que nada mais é do que um guia comercial de baladas e com anunciantes de pagina. Ou seja, se a demanda publicitária, o capital que se gera é bem vindo.
Mas a “nova Cuba” teve essa semana no Dia Mundial contra a Homofobia e liderado por Mariela Castro Espín, filha do atual presidente da ilha, Raúl Castro, com bastante improviso sim, mas teve sua 1ª parada no último sábado (17/05), com shows de transformistas e palestras. Seria chocante pensar que em Havana isso poderia ocorrer com autorização oficial e imprensa livre para cobrir o evento. Mariela, 46 anos, é a diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (CENESEX), há anos desenvolve na ilha com seu grupo, a questão da diversidade sexual, além de ser ativista ela também é educadora sexual com nove livros publicados.
O slogan "Diversidade é a regra", foi exibido em horário nobre o premiado "O segredo de Brokeback Mountain", além da exibição do filme foi também anunciado um cineclube mensal com produções cuja temática será gay. Sob a regra da diversidade os cubanos tentam esquecer o passado homofóbico com histórias de gays expulsos e torturados.
E as coisas estão mudadas mesmo na ilha. E as vezes creio que Cuba muda mais que o resto do mundo desde “La Revolucíon”, que as demais pátrias. Para se ter uma idéia o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, de 76 anos, discursou durante o evento de sábado e disse ser necessário erradicar a homofobia, que este é um ato solidário e faz parte do socialismo. Quem diria não?
Para os grupos cubanos que lutam em prol da diversidade sexual a presença de Alarcón é importante, pois um dos projetos que tramita na assembléia, é fazer com que os homossexuais tenham o direito de união civil. Em seu discurso o parlamentar afirmou que eles estudam o projeto.
Muito além do que se imaginariam os maiores críticos do país de Fidel, houve um ato pra lá de revolucionário, onde transformistas encerraram a parada cubana com um show no teatro Astral, espaço histórico da revolução cubana. Atrás delas a bandeira de Cuba fazia o cenário. Será que teremos antes em Cuba o casamentos entre pessoas do mesmo gênero que aqui ou no dito “país da liberdade”?
A questão que implica tanta exposição destes que se fazem ou são feitos parte deste gueto sócio econômico, é benéfica? Se é, deveríamos perguntar para quem. Quem ganha com a maior Parada do Orgulho Gay do Mundo? A rede hoteleira, as mídias jornalísticas com o seu espetáculo da noticioso, que já não tem mais o que falar sobre a pobre menina assassinada? Ou os homossexuais que são possíveis futuras vítimas de crimes por homofobia? Será que não chegou a hora de sermos um pouco menos eu, e sermos um pouco mais nós? Essa ladainha de que todos seremos um dia iguais está tão longe de ser alcançada, quanto um de nós ganhar na loteria. A retórica muda, mas os objetivos são os mesmos. E nós? “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”.

terça-feira, maio 13, 2008

Ronaldinho faça como Teves, Pergunte: “La pregunta?”



Fernando Schweitzer, Florianópolis-SC - Ator Não-Global, Diretor Teatral, Cantor, Escritor e Jornalista


Qual das notícias abaixo é pior?
  1. Ronaldo diz ter sido vítima de uma tentativa de extorsão do travesti André Luiz Ribeiro Albertino.

  2. Albertino acusa o atacante de calote em um programa com outros dois travestis e de envolvimento com drogas.

Para quem pergunta isso no meu ver merece ele ser o questionado. Quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha? Vende mais porque é gostoso ou é gostoso porque vende mais? Porque a vida do outro é espetáculo digno de parar minha vida? Perguntas e mais perguntas, das quais a cada respostas nos trazem mais indagações.

Já que a cada questionamento se diminuem os esclarecimentos eu opto por não esclarecer e só por perguntar. O que transgride a norma da sociedade falso moralista é um ícone de crianças saia com um travesti? As mesmas que são obrigadas pelos pais, vide sociedade em ato de compactuação, a seguir valores pré-estabelecidos que principalmente pelos que os pregam não são seguidos.

Será que se fosse um profissional do sexo, do sexo feminino, a manchete não seria: “Ronaldo, insaciável no campo e na cama!”?

Me deixa estupefato o ato sínico de um delegado, que não duvidem possa até ter sido subornado. Ainda uma assessoria de imprensa em nota, afirmar que ele é "a única vítima" do caso. "Militante de causas sociais, Ronaldo jamais foi usuário de drogas, sendo sempre idolatrado e admirado por crianças e adolescentes do Brasil e do mundo. Os indícios apontam para uma tentativa de extorsão, onde o atacante do Milan é a única vítima e, se necessário, tomará as atitudes cabíveis", diz um trecho da nota.

Quer dizer que pessoas de opção de sexualidade não hétero sexual usam drogas, não podem ser ídolos e muito menos admirados por crianças?

Ser hétero é garantia de índole e condutas inqüestionáveis?

Vítima caros meus é uma travesti analfabeta, que por falta de opção e medo de morrer doente e sem um tostão vê e aproveita em uma oportunidade única de fazer seu bolso melhorar.

Mais perguntas... O que será que o seu Zé do Caroço deve estar falando no boteco da esquina? “Sou fã de um veadão!?” realmente isso deve estar mexendo com o estigma hétero-normativo de boa parte dos fanático-machisto-futebolistas do país do Futebol.

A espetacularização da notícia é o jornalismo padrão, seja da emissora padrão, que tomou partido por Ronaldo, óbvio pois, futebol rende muito para ela; seja das demais um pouco menos prestigiadas pelos bucéfalos de plantão.

Então temos o mais novo folhetim onde a mocinha não é mocinha, o vilão é o mocinho porque disse que não pegou a mocinha. Nossa, com um argumento dessa talvez a novela das 8 voltasse a bater 90 pontos, como a 2 décadas atrás. E o final? Como disse anteriormente, prefiro fazer perguntas sejam tolas ou não, do que dar respostas falsas e medíocres. O que você acha?


quarta-feira, maio 07, 2008

Ídolos, manipulação por Ibope!





Rodrigo Faro nas gravações do Ídolos em Porto Alegre
Enviado especial na audição do Ídolos em Porto Alegre:
Será que o Ídolos terá Fama?
Matéria de Fernando Schweitzer

Após Leandro o Pica Pau (vencedor do Ídolos 1), que mal passou as 40mil cópias vendidas e Thaemy ( Quem? ), vencedora do Ídolos 2, que ainda não emplacou nas paradas, a Record tentá fazer a diferença ao produzir o Ídolos 3. Chamado apenas de Ídolos pela emissora, mas produzido pela produtora da Fremantle Media, como nas edições pelo SBT. O que já trás a velha questão: Será que vão fazer chacota com os candidatos como nas edições de outrora?
O início das gravações de Ídolos em Porto Alegre, na quinta-feira (1º) parou o centro da cidade gaúcha. Como na versão americana, bem como no programa feito antes pelo SBT, a gravação teve grandes filas de candidatos. Eram em torno de 2.000 candidatos, menos que nas versões 1 e 2 no SBT, embora que no total nacional a Record obteve o dobro de inscritos que a emissora de Sílvio Santos. As inscrições já beiram a 25.000 em todo o país, o que muito impulsionou esse número recorde é a eliminatória São Paulo com mais de 12.000 inscritos até o momento.
O programa entra na faixa de exibição do reality Troca de Família, que termina no dia 1 de maio. E substituirá O aprendiz 5, que entra no ar no dia 6 de maio, às 23h.
As comunidades sobre o programa agora na emissora dos bispos fervem de comentários, principalmente pelo desrespeito e falta de critérios para com os candidatos. Muitos reclamam que além de ficarem no frio e na chuva após horas sendo filmados, cantando para câmeras pra fazer número no vídeo, ainda se surpreenderam com 2 seletivas prévias uma no 2° dia nas dependências do Hotel Deville, onde fora realizada as gravações da 1ª eliminatória do programa, e uma outra no 3° dia. Pois apesar de no programa que irá ao ar é inverdade que todos os inscritos para cada eliminatória cantam para os jurados da TV. Existem 2 fases anteriores onde os candidatos se exibem para produtores anônimos.
Muitos se abismavam ao ver candidatos sem o menor preparo serem classificados para a audição com os jurados: a cantora Paula Lima, o empresário Luiz Calainho e o produtor Marco Camargo. Os jurados do Ídolos no SBT ainda têm contrato com a emissora. Enquanto profissionais inclusive com carteira da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), eram descartados e nem irão aparecer na telinha da Record, hoje detentora dos direitos do programa Ídolos no Brasil.
O início das gravações de Ídolos em Porto Alegre, foi marcado pelas grandes filas de candidatos que aguardavam para realizar a inscrição no programa ou apenas confirmar o cadastro já efetuado. O apresentador Rodrigo Faro, que está na cidade desde quarta-feira, aproveitou para acompanhar todo o processo de seleção e gravar as primeiras cabeças e chamadas do programa com a multidão. Depois de Porto Alegre o programa viaja para Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.
Alguns candidatos indignados com a falta de respeito durante as gravações como a espera na chuva, a falta de critérios claros na seleção e a grosseria para com alguns de parte dos produtores, mesclada a decepção dos mais inocentes que acreditavam até então que televisão seria algo mais humano foram a tônica da primeira etapa das quatro audições em busca do “novo ídolo do Brasil”.
Dizem por aí que se a audiência for alta a Rede Globo que vive em Guerra Santa com a Record relançará o Fama, pois possui os direitos de produção para mais 3 edições caso tenha interesse. E para polemizar mais seria com a apresentação de Márcio Garcia, recém retirado da emissora da Barra Funda.
O fato que mais causou revolta realmente fora o de que apenas 150 candidatos, estes selecionados pela produção, cataram para os jurados da TV. A pré seleção é feita pela produção, que define quem canta ou não para os jurados do programa. Os candidatos são escutados em tendas dentro de um salão de festas do hotel da capital gaúcha.

sexta-feira, abril 18, 2008

SUICÍDIO E DESEMPREGO

"O homem é o único animal que sabe que deve morrer. Triste conhecimento, mas necessário, pois ele tem idéias". VOLTAIRE


O suicídio foi avaliado de maneiras diferentes ao longo da história, e não provoca significação idêntica localidades e sociedades diferentes. O falecimento de Sócrates é sublime, mas a uma de mulher que o verão passado que ingeriu o conteúdo uma de garrafa de soda cáustica concentrada é vergonhosa. O suicídio de Jan Pallach em a Praga, pós ter sido invadida pelos soviéticos 1968 é um ato exemplar, mas o um de homem de menor que em duas semanas perdeu de repente à sua mulher, vitima um de cancro, e mais seu filho único de vinte anos, falecido acidente, é uma publica de covardia.

Por que a sociedade insiste nesse estigma da felicidade sem motivo, ou da alegria inerente e natural do ser humano?

Os pilotos kamikazes japoneses que durante a segunda guerra mundial quebravam os seus aparelhos contra a cobertura dos navios inimigos eram heróis, mas a rapariga que foi lançada ao tanque da sua casa à descobrir que seu prometido teria a miseravelmente enganado-a, será alienada e sem dúvida um debilmental.


O que podemos fazer contra o status-quo a não ser ser contra ou a favor? Não compreendo a motivação lógica de se repreender o suicídio. Os guaranis tem isso como parte de sua cultura.


Define-se suicídio como a atitude individual de extinguir a própria vida, podendo ser causada entre outros factores por um elevado grau de sofrimento, que tanto pode ser verdadeiro ou ter sua origem em algum transtorno afetivo, transtorno psiquiátrico como a psicose aguda (quando o indivíduo sai da realidade, porém não o percebe) ou a depressão delirante. Em todos os três casos, a probabilidade de atitude tão extrema é consideravelmente potencializada se houver uso continuado de drogas e de bebidas alcoólicas. O suicida pode, ou não, deixar uma nota de suicídio.


Deixar um bilhete, ou uma carta testamento (para o povo) como no caso de Getúlio Vargas é algo comum. Pode-se dizer que o pai do povo trabalhador, nem na morte teria deixado de pensar nele. E o que diria Getúlio ao ver tantos de seus “filhos” se matando por não ter emprego?

Desemprego é a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas. Como já disse Marx em o Capital: A medida em que o ser humano tem agregado valor a sua força de produto, ele passa a ser um subproduto do capital.

No Brasil, o desemprego possui um outro agravante, que é a migração de pessoas de uma região a outra em busca de oportunidades de trabalho. Isso se observa nas regiões Nordeste para a Sudeste e do interior para as capitais nas regiões Centro-Oeste e Norte.

O desvinculamento com suas raízes trás ao suicídio um que também salutar quanto a falta de base ou estrutura do ser que sente-se isolado de um meio. Caso que ocorre seja no caso do imigrante seja no caso de indígenas retirados a força de suas posses de terra nativas.


A taxa de desemprego ou de desocupação no Brasil é determinada mensalmente pela Pesquisa Mensal do Emprego, coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números da pesquisa em questão são determinados a partir de estudos feitos a cada mês com a População Economicamente Ativa (PEA) das seis maiores regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador e Recife).

O IBGE classifica como pessoas desempregadas ou desocupadas aquelas que não estavam trabalhando, estavam disponíveis para trabalhar e tomaram alguma providência efetiva para conseguir trabalho nos trinta dias anteriores à semana em que responderam à pesquisa.


As reações ao suicídio variam de cultura para cultura. O ato é considerado um pecado em muitas religiões, e um crime em algumas legislações. Agostinho de Hipona (354-430) assumiu um posicionamento segundo o qual cristãos não podem cometer suicídio, pois compreendia que o mandamento ‘Não matarás’ (Êxodo 20.13) proíbe matar a nós mesmos. Por outro lado, algumas culturas vêem tal ato como uma maneira honrosa de escapar a situações vergonhosas ou desesperadoras, como no caso do seppuku japonês. As pessoas que tentam o suicídio, com ou sem sucesso, deixam geralmente um bilhete para explicar tal ato, o que comprova que o suicídio é, de uma maneira geral, um ato premeditado. Suas causas psíquicas ainda permanecem desconhecidas, mas está associado principalmente a quadros depressivos.

Há uma frase célebre sobre o tema do filósofo Albert Camus: "O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder à uma pergunta fundamental da filosofia".

O de cidades centrais como Bombaim na Índia onde centenas de pessoas que chegam todos os dias, vindas de todas as partes do país em busca de um trabalho decente, intenção que logo se transforma em depressão, ao não encontrá-lo.


Um homem se humilha

se castram seus sonhos

Seu sonho é sua vida

e vida é trabalho

E sem o seu trabalho

o homem não tem honra

E sem a sua honra

se morre, se mata

Não dá pra ser feliz

Estes são os versos finais da canção “Um homem também chora (Guerreiro menino)” conhecida na vós do cearense Raimundo Fagner. A composição, entretanto, é de autoria de outro nordestino, Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, o popular “Gonzaguinha”, e foi gravada pela primeira vez em 1983 no vinil intitulado “Alô Alô Brasil”. Mostrando assim que o pensar instituído socialmente neste caso para o trabalho e o seu significante não só é algo necessário, mas ao quão o ser humano se vê atrelado e por que não dizer obrigado a se enquadrar, possuir e ter para ser.

O desemprego tem ocupado as manchetes dos jornais locais e mundiais nos últimos dias. No Brasil, os partidos agora de oposição aproveitam para lembrar que o número 13, que simboliza o PT, representa também o alarmante indicador de desemprego alcançado no decorrer da gestão de Lula. Na Holanda, o governo anda assustado com a iminente possibilidade de ser ultrapassada a barreira dos 500 mil desempregados, número preocupante se considerado que a população total daquela nação de primeiro mundo é de 16 milhões de habitantes. O Uruguai enfrentou recentemente uma greve geral em protesto contra o desemprego, o qual alcançou índice recorde na história nacional, no contexto do que se tem sido considerada a pior crise econômica e financeira do país.

Mesmo países prósperos como outrora fora o Japão, que sobreviveu à bomba atômica introduziu no mundo diversos conceitos de qualidade e produtividade e causou espantou com acelerada prosperidade tecnológica e econômica, não tem conseguido crescer de maneira sustentada nos últimos dez anos. A desaceleração da economia mundial e o alto nível de endividamento do país têm sido apontados como as causas das crescentes demissões, que são parte da estratégia das corporações para manter a lucratividade.

O Rio Grande do Sul, RS, é o Estado brasileiro que historicamente tem apresentado os maiores coeficientes de suicídio do País. Esse fato tem instigado pesquisadores oriundos de vários campos do conhecimento, destacando-se as ciências sociais e da saúde, que apontaram a etnia, a cultura, as crises sociais e inclusive aspectos climáticos da região, como possíveis fatores ligados ao problema.


Os fatores sempre podem ser inúmeros, mas o suicídio nunca poderá estar desatrelado de motivo.

Vivendo em barracos improvisados à beira da estrada ou confinados em pequenas porções de terras, explodem episódios de todo tipo de violências. Os casos que mais chamam atenção são os de assassinato e suicídio no Mato Grosso do Sul. Conforme levantamento do Conselho Indigenista Missionário, de 2003 a 2005 foram contabilizados 68 suicídios; segundo estudos antropológicos estes suicídios também estão ligados à falta de terra e perspectiva de vida dos mais jovens. Neste período, foram registrados 60 assassinatos entre os Guarani. Em todo o Brasil, ainda faltam ser reconhecidas 95% das terras tradicionais guarani.

Fatores sociais, culturais e filosóficos adentram e ferem o íntimo de cada ser particular. Vivemos o atrito máximo do Davi, o ser humano, contra o Golias, a sociedade capitalista. A máquina que não ajuda o homem é a máquina da modernidade. O crescimento impensado da nova ordem mundial que prima o lucro em excremento ao ser individual. As vontades não são mais únicas, uníssonas mas sim polígonos algozes do ser particular. Se um dia o socialismo foi acusado de por pregar direitos iguais a um todo, o capitalismo selvagem pega o homem primata neste mesmo princípio. Se, pois, não pode haver grande diferença entre todos terem o mesmos direitos e por conseqüinte os mesmos deveres, quando o capital faz por padronizar pelo interesse inevitável de discurso único possível para que o indivíduo seja partícipe do tal e famigerado todo social padrão hétero-normativo. Como ser diferente e aceito? E como seria esse tal ser “igual a todos”? A diferença básica para mim entre os loucos e os normais é que os normais nunca fazem o que querem.


Trecho do "Livro dos Espíritos"


943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?


“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade.


Eu diria da sociedade em substitutivo a saciedade. É como dizer que se você está mal ou bem você não tem domínio ou se quer algum direito sobre o seu ser ou seus pensamentos devem ser regrados por um ser superior. A única força superior ao seu ser íntimo é a incapacidade que se sente quando se vai ao estremo do esforço e dedicação ao algo almejado. Seja um prato de comida seja o sucesso na vida, ambos trazem a frustração que talvez a ação tão recriminada seja a opção da falta de opção que é a vida.

Como resolver o problema do Desemprego ou do Suicídio? Do desemprego talvez seria ameaçar com uma metralhadora o empregador a lhe ser obrigado a emprega-lo . Caso não funcione resta usar o mesmo contra si e acabando com o tormento enfim e por fim.

Una bala atravesó

mi destrozado corazón

poniendo fin a la presión

que tenia en mi interior

todo es muy claro desde aca d

onde reina lo irreal

un arco iris me guiara

el camino a seguir a seguir


Necesitaba esa bala para morir

y ser feliz

no aguantaba esa vida

me consumía.


Amaneció un día mas te esperare
quizás algún día tu te decidas por venir
te encontrare donde estoy
que el paraíso es para los dos para los dos


Uma bala atravessou

meu destroçado coração.

Pondo fim a pressão

que tinha em meu interior.

Tudo é muito claro desde aqui

onde reina o irreal.

Um arco íris me guiará

o caminho a seguir, a seguir.


Necessitava essa bala para morrer

e ser feliz

Não agüentava essa vida

me consumia


Amanheceu um dia mais

Esperarei até o dia que você decida por vir.

Te encontrarei onde estou

Que o paraíso é para os dois


A canção de Tragokorto – Suicídio, é um bom exemplo do culto mesmo que simbólico de uma nova geração ao ato da desistência motivacional ou racional do existir. O ato que neste caso pode estar atrelado a um pedido de desculpas ou para chamar a atenção para si. A comprovação de que sejam distintas as razões, ou para alguns irracionais ou inexistentes, eles são a motriz deste ato que ainda tanto choca alguns. Embora para muitos sejam único caminho


quinta-feira, abril 17, 2008

Poesia da Contradição

Quantas vezes que alguém que você muito ama,
demonstrou nada por você sentir?
E enquanto a suas respiração mudar só por lembrar deste alguém
E este mesmo desviar o olhar quando você vem
Grite: Eu te amo meu bem!
Mas se prepare também para ouvir um enfadonho:
E daí? O que que tem?
Sem exitar, sem pensar seu olhar vai chorar
E o sorriso ao qual do pranto é o causar
O consolo será
Por que também tanto quanto nega o que senti
Sente o que insiste em negar
E um dia também sentirá no olhar o pesar
De quem mesmo sem querer em ti pensar
Vai agradecer pois você mesmo contra todos
e contra ele mesmo soube o seu amor esperar!

Nando Schweitzer

[red]Visite www.sincerando.blogspot.com O meu blog, sempre sincero demais e infelismente atualizado de menos. MAS TEM NOVIDADE HOJE!

domingo, abril 13, 2008

O Império está por cair? Record respondeu a peça publicitária do Q de qualidade

Quem ainda não viu? Veja! A Record contra ataca o Q de Qualidade, de campanha Global

Em formato similar a Campanha institucional da Record veiculada a partir deste domingo diz: A Record Também pode falar de Qualidade. O vídeo é uma resposta direta a campanha tão polêmica da Rede Globo. Após brigas judiciais em cima de uma campanha publicitária publicada pela Rede da Barra Funda na revista veja, o que estará por vir com esta nova ação?

Os moldes da inserção é a mesma que da Global. Artistas falando das inovações da programação, qualificação de seus profissionais.

O que tem de ácido nesta auto-propaganda, é quando eles viram a temática e dizem: "A Record quer mesmo é agradecer". E fala de índices estrambólicos de crescimento de sua audiência. Usando os seus líderes de audiência em horários diversos e ex-globais. O que faz com que se tenha novamente a impressão que comparar é muitas vezes ganhar!

A estratégia de crescimento e combate ao poderio da Rede dos Marinho pela Record adotada é óbvio. Se ninguém consome, ou melhor, ninguém deixa uma programação por qualidade e sim por status. A Record construiu um status antes mesmo da qualificação. Colou na imagem Global, contratando profissionais insatisfeitos no Projac. Atores da velha guarda e que eram postos em papéis menores em prioridade aos "novos atores", mulheres de diretores e testes de sofá. Jornalistas insatisfeitos com a postura ditatorial do jornalismo da vênus platinada também já migraram. Ana Paula Padrão saiu do poderoso Jornal da Globo, para o SBT, por um salário melhor, independência editorial e R$ 500.000,00 ao Mês. Roberto Cabrini, foi ao Morumbi(Band) e hoje muda de bairro, para a Barra Funda. Paulo Henrique Amorim, o crítico maior da ex-emissora, seja em seu blog ou na nova casa, em reportagens editoriais e de grande polêmica.

A Record respeita a sua opção de escolha. Assim encerram o texto e trazendo no emblema da Record ao fim: "Obrigado".

A quem leu até aqui. Obrigado e "Q" obrigado!

segunda-feira, abril 07, 2008

Globo e Record entram em acordo

Globo e Record entram em acordo em reunião promovida pelo Conar

07/04/08
A reunião promovida pelo Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) entre a Rede Globo e a Rede Record, na manhã da última quinta-feira (3), foi bem sucedida.

A emissora carioca havia recorrido ao Conar e afirmado que a Record teria publicado uma propaganda enganosa nos jornais da última semana, que apresentavam o canal do bispo Edir Macedo como líder em várias faixas de horário. Além disso, a Globo desejava proibir a Record de publicar qualquer tipo de propaganda mencionado ser líder no ibope de TV no País.

A Record ironizou a Globo em um anúncio que fazia alusão à propaganda que mostra todas as estrelas da emissora carioca em um vídeo, formando a letra "Q", de qualidade. "Nossa concorrente precisando lembrar que tem qualidade? Para nós, isso tem um 'q' de queda de audiência", publicou a Record, o ácido anúncio deflagrou.

O Conar organizou um encontro entre as duas emissoras, em busca do entendimento e da harmonia no mercado publicitário e, dessa forma, os canais ajustaram um termo de acordo, colocando fim à pendência, sem necessidade de julgamento de mérito.
Ainda bem que a reunião era do Conar e não do Clonar. A Record hoje felizmente já largou essa história de tentar subir usando o método control+c, mas as vezes volta a essa estratégia. Essa campanha publicitária é um caso onde isso se mostra. A Rede Globo sempre no passado para tentar minar qualquer foco de resistência como a Rede Manchete, na década de 90, usou de métodos caluniosos para tal. Como por exemplo o que se fez de por em dúvida no mercado quanto a liquidez das empresas Block, ou ameaçar não veicular anúncios de marcas que anunciassem na concorrente.
O caso recente da campanha em que a Ponto Frio se viu obrigada pela Globo a produzir um merchand exclusivo para a Rede Globo, onde o trio do programa Hoje em Dia, Record, não poderiam aparecer juntos na propaganda. Assim fora produzido a toque de caixa um novo comercial onde apareciam separadamente.
O tempo passa, mas as práticas de guerra nem tanto.

sexta-feira, abril 04, 2008

Assalto a mão armada!

Quisera eu que fora somente uma notícia, crônica ou etc. Principalmente etc. Mas caríssimos, não é!

Será que 3 quadras fazem a diferença? Ô! E como fazem... Eu imbecil achando que por morar na ilha da magia, por magia quem sabe eu estivesse livre de assaltos. Mero equívoco! Saindo do bar Blues Velvet, à Rua Pedro Ivo, como de meu abituê rumei ao terminal de desintegração do centro. Um trajeto trivial de 3 quadras. Três míseras quadras que hoje me separam de meu mp4 tão adorado, que seria surrupiado por marginais armados.
Me dirão inúmeras pessoas: "Bem feito, que manda andar a pé no centro da cidade." Ou pior "Viver no Brasil dá nisso!" Como se num vilarejo como Florianópolis existissem inúmeras alternativas para se sair da depressão e não optar por ficar entre 4 paredes com a boca escancarada, cheia de dentes e esperando a morte chegar.

O fato que mais me deixa indignado e ao mesmo tempo feliz, é que meu celular um Siemens A52 não foi levado ( isso não é uma propaganda, mesmos porque essa joça já saiu de linha ). Mas eu achei um displante e total desprezo para com a minha pessoa. O mp4 que eu uso na faculdade, na vida pessoal e afins e era mais caro, é levado... E meu celular que não vale nem R$ 30,00 desprezado. Chegaram ao ponto de pega-lo e perguntar? "É de chip?" E eu disse que não, e o pobre está tão acabado que eles acreditaram...

Minha conclusão desta experiência? Mas vale um A52 na mão do que um mp3 voando!

Mentira!!! Essa gente maldita não assalta mais por necessidade, virou profissão. Até escolher mercadoria se escolhe. Ladrão chic é outra coisa ein?